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Monólogo do Eu de Mim

11:25 @ 24/02/2010

Monólogo do “Eu” de Mim

 

 

“Não podemos conhecer nem ser conhecidos”

 

Samuel Beckett

 

 

“... Os vícios todos da existencialização

Estão impregnados em mim; ai de mim!”

 

 

A degradação da civilização humana até o caos contemporâneo. A solidão do homem dentro de si como um verme no abismo. O peso da memória como a busca de algum lugar no passado. O difícil relacionamento com o esgoto da vida fútil e efêmera. E o pântano da condição humana com os seus tantos subcretinos. A percepção do absurdo existencial que é a horrenda vidamorte. Os remédios para dormir e que fazem você acordar frustrado. everia ter apagado enquanto sonhava feito um javali no estrume. E vê que tudo continua a mesma koisa na podridão da espécie. O aparador de grama, o comital,  a vassoura elétrica encardida. O aparelho para exercícios abdominais e as rações com nódoas de gente. A corda no pescoço do avestruz com a cabeça enfiada no inferno, entre a lepra da vida na mente entrevada e as artes como chorumes; máscaras sociais como despertencimentos da desvairada e torpe existencialização.

 

 

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Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br

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