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Antologia de Prosa de Itararé

12:22 @ 04/03/2009

 

 

 

 

Artigo

Antologia de Prosa de Itararé

 

 

Ser Itarareense é, acima de tudo, um estado de espírito. Trazemos o DNA de Itararé na alma, nos sangue, no jeito  “Itarareense” de ser. Conheceu, papudo? O Artista de Itararé é mais artista. O homem mais bonito do Brasil, Carlos Casagrande, é de Itararé. Um dos melhores arranjadores (premiado) do Brasil é de Itararé, Maestro Gaya. Um dos maiores cartunistas do Brasil é de Itararé, Luiz Antonio Solda. E tem muito mais. O mais importante e portentoso artista do interiorzão desses brasis gerais é o Jorge Chuéri, de Itararé, Cidade Poema, Santa Itararé das Letras. Vá vendo, quero dizer, vá lendo. “Se Deus é brasileiro/Jesus Cristo também é/Deus do Rio de Janeiro/E o Jesus de Itararé”. Já pensou? O paulista de Itararé é mais paulista. Aliás, até o Paranaense Ferreira era um paulista de verve, porque era orgulho e honra de Itararé.  Itararé é isso: Bonita Pela Própria Natureza.

 

Por essas e outras, está pintando mais um livro para o acervo da chamada BRITA-Biblioteca Real de Itarareenses Andorinhas. O Livro ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES, Primeira Antologia de Prosa de Itararé, com a Coordenação e Revisão Geral da Mestra Maria Apparecida S. Coquemala, Especialista em Lingüística, e deste vate que vos fala, quero dizer, escreve, está em fase final de formatação, antes de ir pro prelo. Convidamos todo mundo que escreve da Santa Terrinha, divulgamos a idéia-projeto por atacado e nos meios sócio-culturais, muitos foram chamados e poucos escolhidos, já que requisitos mínimos teriam que ser cumpridos, como qualidade da obra, bibliografia, prazos, atendimento às solicitações da Comissão Coordenadora. Cobranças que fizeram alguns se perderem pelo caminho, outros se esqueceram ou não responderam devidamente ao chamado. Sentimos a falta de alguns, claro, mas, no frigir dos ovos, Aleluia!, 14 nomes foram agregados finalmente e numa boa, com muita criatividade.

 

Nós que somos fãs do Poeta Pedro Ribeiro Pinto – por incrível que pareça nenhum livro com os trabalhos do mesmo foi lançado por descendentes do Clã - o homenageamos nessa obra, como tambem a Paulo Rolim, talentoso artista, visionário, valente coração de ouro, além do Patrono da Antologia e convidado de Honra Especial, o Artista Plástico Premiado Jorge Chuéri, maior patrimônio cultural de Itararé. Com o JC Itararé é mais bonita, mais graciosa, mais estupendamente de alto astral, pois o Jorge, claro, significa o espírito Itarareense, agrega valores, representando muito para as artes de Itararé Centenária, já que é simpático, brincalhão, bem-quisto, vencedor com as mãos limpas e o talento brilhante; muito querido por atacado nessa cidade de tantas andorinhas sem breque em que ele, o Jorge Chuéri é uma grande andorinha, um verdadeiro Taperá!

 

 

 

Se demorou tanto, como alguém pode achar que está demorando, foi exatamente porque tivemos que insistir nas cobranças (às vezes fica chato insistir), ora pedindo a foto 3 X 4 colorida devida, currículo, obra digitada com uma correção básica primordial. Lamentavelmente alguns não deram o retorno devido em tempo hábil, pré-estipulado. Queríamos alguns outros nomes, descobrir talvez alguns novos valores, mas o essencial por fim, é o que ficou, o que rendeu. Dificuldades. Vários atrasaram a viabilização do projeto como um todo. Como sei da historicidade quase inteirinha de todos os participantes, ficou fácil aqui e ali dar um arremete final, sempre com a revisão e representante local, em Itararé, a Maria Apparecida Coquemala, Rua Itaporanga, 52, Fone 015(15) 3531-2065, e e-mail maria-13@uol.com.br – Também posso ser contatado em Sampa pelo fone (011) 3726-9780 ou mesmo pelo e-mails poesilas@terra.com.br ou ainda silascorrea@bol.com.br

 

O livro terá em média 12 pgs por autor, uma página ou pg e meia para currículo, a idéia é ter tb na última página uma foto de cada autor com seu nome embaixo, estamos já pensando uma montagem de capa que agregue valores simbólicos e estéticos de Itararé, como Pinheiros, Andorinha, cacau quebrado (paralelepípedo), etc. Aceitamos sugestões, estamos sempre abertos para composições legais, porque uma andorinha só não faz verão, a bem dizer, uma andorinha só não faz nem outra Andorinha. Queremos tudo num mosaico da chamada Literatura Itarareense: Somas. Bem exatamente dentro do chamado espírito Itarareenses, quando somos todos um, visamos o congraçamento lítero-cultural.

 

Os participantes (14) a priori são: Dorothy Jansson Moretti, Jorge Chuéri, José Rodolfo Klimek Depetris Machado, Lazara Aparecida Fogaça Bandoni, Luís Carlos Ferreira da Silva, Maria Aparecida Melo, Maria Apparecida S. Coquemala, Maria de Lourdes Luciano Nonvieri, Moacyr Medeiros Alves, Sebastião Pereira Costa,  Silas Corrêa Leite, Terezinha Mello Martins, Zunir Pereira de Andrade Filho. Como observam,  importantes nomes da nossa terra-mãe, alguns deles com um livro editado, muitos com mais de um livro, alguns premiados, inclusive com prêmios no exterior. Como diria o Gonzaguinha “Gente mais maior de grande”.  Bonito. Gracioso. Um amor por Itararé, afinal, a prosa de Itararé é afiada,  um encanto mesmo, de causos a ficções, de crônicas a memórias,  de narrativas a inventários letrais com garbo. Afinal, Itararé tem muita história pra contar, já que a própria história do Brasil passa por aqui. Sempre haverá Itararé!

 

Capa, estilo, cores, orelhas, prefácios, análise crítico-literária do conjunto da obra pela Mestra Coquemala, troca de idéias, mudanças, acertos, um pandareco. Cada trabalho trazendo a personalidade do autor, suas características, das contações de palha do Ze Maria (de Santa Cruz), a memórias de Terezinha Iluminada e Irmã Cida, passando por enfoques surrealista, micro-contos e outras criações. A Antologia ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES será bancada em regime de cooperativa, cada autor pagando o quantum de páginas constar, com todos os trabalhos sendo avaliados; eventualmente aqui e ali acertado a forma estética ou mesmo corrigido pela revisora oficial Coquemala. Afinal, feliz é o povo que produz e consome  sua própria cultura. Bem-vindo a bordo. Estamos de vento em popa. E quem quiser que conte outra.

 

Silas Correa Leite, e-mail: poesilas@terra.com.br

Blogue: http://www.portas-lapsos.zip.net/

 

Veja (inscreva-se)  http://www.grupos.com.br/blog/literaturaitarareense/

Veja também: http://itararedasletras.blogspot.com/

Ou ainda: http://artistasdeitarare.zip.net/

Ou orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx

 

 

PERFIL - Silas Correa Leite

 

Silas Correa Leite, de Itararé-SP, Teórico da Educação, Jornalista Comunitário e Conselheiro em Direitos Humanos, é Escritor, Poeta, Ficcionista e Ensaísta, Promotor Cultural, que começou a escrever aos 16 anos no Jornal O Guarani, de Itararé-SP. Hoje colabora com quase 500 sites, alguns importantes, alguns internacionais, consta em mais de 100 antologias literárias de renome, têm importantes prêmios como poeta e ficcionista, até no exterior, é autor dos livros “Porta-Lapsos”, Poemas, e “Campo de Trigo Com Corvos”, Contos, que foi finalista do prêmio Telecom de Portugal, além de autor do primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, o e-book “O Rinoceronte de Clarice”, onze contos fantásticos, cada conto com três finais, que virou tese de mestrado e tese de doutorado, e que foi divulgado na mídia como Folha, Estadão, Diário, Revista Época, Correio do Brasil, entre outros, e também no Programa Metrópolis, TV Cultura de São Paulo, Rede 21, Programa Na Berlinda e Momento Cultural, Rede Band, Márcia Peltier. Site do autor: www.itarare.com.br/silas.htm ou blogue: www.portas-lapsos.zip.net – escolhido pelo UOL como um dos dez melhores em 2008.

 

Entre-VISTAS:

 

-Dia 19 DE Agosto de 2009, que presente você se daria para os seus 57 anos?

Pelo menos mais 57 anos, bebemorando minha terra-mãe, Santa Itararé das Letras, minha Familia Musical (eu sou só três notas, Si...lás...) e minha musa-vítima Rosangela. Viver não é fácil. Porque viver é difícil eu me fiz poeta, andorinha sem breque, porque sei que quando “viajar fora do cominado”, vão colocar de epitáfio no meu túmulo “Silascô”. Viver é um pacote maravilhoso. Mas somos nós quem colocamos as etiquetas letrais, sonoras, espirituais, boêmicas. Eu, assim, como a vida não me deu limão, fiz limonada de lágrimas e literalmente tirei de letra.

 

Itararé, em três tempos: o que lhe dá tristeza, saudade e alegria?

Os contrastes sociais, a Itararé de quando eu amava os Beatles e Tonico & Tinoco, as balhurentas contentezas do meu povo e sua fauna notívaga pela própria natureza.

 

Uma rua da cidade: A Rua XV de Novembro, do Bar do Calixtrato, da Praça Coronel Jordão, do Clube Atlético Fronteira, da Livraria do Jorge Chuéri, da Igreja Presbiteriana, da casa do Paulo Rolim Correa, do cacau quebrado (paralelepípedos).


Um Itarareense-Andorinha de boa cepa: O Mestre Jorge Chuéri, o Melhor Itarareense da Centenária Itararé. Congrega o espírito e a alma de um maravilhoso “Ser Itarareense” e um intenso e alumbrado “viver Itararé”.


Um Itarareense da gema: Jorge Chuéri ainda e sempre.


Dando a sexta-feira por finda, um fim de semana perfeito: Bar do Chico (ex Biribas Blues Bar), Dom Cremona, kibe no espeto no Rio da Vaca, e abraçar minha mãe Eugênia porque quem tem uma mãe como ela não tem medo.


Vale abaixo ou serra acima? Dentro do Coração de Itararé, meu coração...


A mais bonita paisagem de Itararé: A cidade por si mesma, cacau quebrado, e a sua criativa gente alvissareira e mais maior de grande.


Um sábado de chuva: Preguiça, cama, cerveja, Caetano Veloso, Fernando Pessoa, Elis Regina, Saramago, mpb, jazz, blues, Bethoven, poesia, queijos.


Um domingo de sol: Sair fazer o Cooper, ler jornal, comer churrasco, ai que preguiça, um bom livro e as boas companhias da musa Rosangela, da Irmãe Erzita e da Minha Mãe Dona Eugênia coberta de ouro e prata.


O que você não dispensa no inverno?

O verão. Quem gosta de frio é cerveja estupidamente quente.


O que você não dispensa em qualquer estação do ano? Leitura, conversa fiada, namorança, natureza, canto dos pássaros, o luar de Itararé.


O que é muito bom fazer sozinho? Procurar calma pra se coçar.


Uma música para ouvir hoje: Taiguara, Vandré, Caetano, Elis, Beatles, fados, muitos blues instrumentais  e renca de Bossa Nova por atacado.


Um livro na estante: Cem Anos de Solidão, Gabriel Garcia Marques.


Um filme para não esquecer: Muito Além do Jardim, Os Dez Mandamentos, Lawrence na Arábia, todos os do Woody Allen e Glauber Rocha e ainda todos com a minha artista predileta, a Mia Farrow.


Um retrato na parede: M
eu Pai, Maestro Antenor Correa Leite, saudade, hoje nome de rua em Itararé, o que muito nos honra e emociona.


Um lugar para iniciar o fim de semana: Um avião aterrissando em algum lugar do passado, ou... um boteco de Itararé e um bom papo entre conterrâneos escritores, poetas, músicos, pintores, retratistas, cantores, pescadores, inventores do inexistente, proseadores etílicos e mentirosos...


O jantar no sábado: Em casa, em Itararé ou Sampa, com a Musa Rosangela dando o cardápio com açúcar e com afeto, sem perder a ternura jamais. Isso é que é: Itararé! Já pensou que demais?


O almoço de domingo: Sem hora, sem programa, livro e música enquanto espero... mas, de preferência, beira de rio, cerveja e churrasco.


Uma receita de estimação: Arroz, virado de feijão com couve, bife acebolado, ovo-estrela frito, salada de alface com tomate, pepino, rúcula, azeitona, ervilha, alho-porró, cebola, ervas finas, palmito e alcaparra.


Uma sobremesa: Doce de abóbora com coco e sem cravo.


Saudades de um sábado qualquer: O acordar, ainda criança,
eu era puro, todos vivos, Itararé da rua 24 de outubro cor-de-rosa, o pai solando Abismo de Rosas no acordeão vermelho. Ninguém estava morto.


Uma viagem: Bombinhas, Santa Catarina. Lindo o
veraneio lá


Noite de domingo, o que lhe parece? Preguiça pegajosa, ressaca volumosa, música e prosa, Rosangela maravilhosa, tudo verso e glosa.


Há a perspectiva de segunda-feira, o que lhe dá preguiça? A segunda-feira é santa. Começa a labuta que, ao final, vai dar num sabat alumbrado qualquer, depois, domingo Dia do Senhor, dia de sonhar, dia de limpar o carburador da alma sempre insatisfeita com sua sensibilidade sem lenço e sem documento.


O que assusta embaixo da cama: Nada. Acima e sobre todas as coisas, sonhos, esperanças, lutas, criações; resistência no amor e na dor, e, claro, a arte como libertação, porque a seco ninguém merece, ninguém segura o rojão, e, de perto ninguém é normal, por isso respeito muito minhas lágrimas.


Uma frase sobre Itararé:

 

“Itararé, Isso é que é!

 

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 Delmiro T. Latz

delmirot@bol.com.br

 


 

Eu Quis Fazer Uma Canção Para o Tom Zé
Silas Corrêa Leite

Ouça:
[ 56kb ] - necessário Windows Media
(Interpretação livre de Antônio Abujamra)


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

Aquele mesmo bahiano terráqueo de Irará

Na transcriação de fala mansa quase é

Um caboclo que em si ainda canta a sabiá


Porque Tom Zé proseia fácil e ousa tanto

E tira e soma timbres até de velhos jornais

E desse confeito em letra e música o canto

Pertinência acalanto em eito próprio traz


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

Sessenta e sete anos e ainda tão moleque

Tudo de si é banda que ele afina bem até

Soar-se bumbo bamba taperá sem breque


Porque Tom Zé eletriza a transmutação

De sua voz cabeça tronco e babel sonora

Na sua ilógica tripolar é luar de ser tão...

Escala diapasão cabeça e outra pandora


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

Nos contrapontos de invencionices zil

Formiga preta reacendeu cheiro de fé

A mãe pintou o pai e ele soa bem Brasil


Porque Tom Zé trama a rítmica ancestral

No seu pastel de couve a música é vento

De Irará a Joselita foi caminho suave trigal

E ele veio árvore sem nodal ou documento


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

A Rua Quixabeira trouxe em íntimo de si

Ele faz chover em lagarto pedrês que é

Mágico do cipó inventa um bemol em mi


Porque Tom Zé é cerâmico e corpóreo sim

No táctil do que ao ser de si se sonoriza

Água que anda pirilâmpada ou arlequim

Um mulo-com-cabeça que se peroliza


Eu quis fazer uma canção para o Tom Zé

Filete bípede e ninhal de tanto encantário

Borboleteando recriações de lavras até

De Irará pondo-se em si louvre sudário


Porque Tom Zé deve ser tantos e ai de si

Multiplicando o zero para nos encantar

Meio alumbrado e muito urbano zumbi

Bendito o ser de si que ele é todo lugar.

Sobre o(a) autor(a):
Poema da Série Sampa Geração 450

Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm

E-mail: poesilas@terra.com.br

Livro O RINOCERONTE DE CLARICE no site

www.hotbook.com.br/int01scl.htm


Poesia apresentada no programa 184


Os poemas e os textos lidos em "Provocações” são, às vezes, livre adaptação do original, por Antônio Abujamra ou Gregório Bacic. O formato em que se apresentam escritos aqui é apropriado para a leitura em TV e não o seu formato original.

© 1996-2009 Fundação Padre Anchieta

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/provocacoes/poesia.asp, line 104

Galeria Nobre

Silas Correa Leite, E-mail: poesilas@terra.com.br

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Marina Solda, a Paleta da Vida


O que nunca morre é espaçotempo/Mas

pode chamá-lo de Mamãe/Quem nunca

abandona esta mulher/O Céu e a Terra

fecunda/Suave é o seu poder/Sempre

e sempre a nos amamentar/Desça – ela

estará lá/ Suba – ela tomará no colo.


(
Lao Tsé, O Tao Feminino)

 

-Marina Solda, natural de Itararé-SP, “Santa Itararé das Artes”, ela mesma uma grande artista, mãe de outros tantos grandes artistas; as tintas e tons e cores de sua paleta-vida “como palavras de sua alma rica”, sensível, enternurada, oriunda de descendentes de imigrantes, que foi morar em Curitiba e lá se tornou conhecida, amada, vencedora, personalidade cultural de destaque.

 

-Marina da Conceição Nunes Vidal é filha da dona Alzira Nunes e do popular “Marinheiro”, irmã do boêmio Tio Jannys da Cantina do Tio de Itararé. Marina Solda possui mais de 1000 (mil) telas já pintadas e algumas vendidas para o exterior, duas para a Itália. Exposições individuais:

Assembléia Legislativa do Paraná - Curitiba - Acrílico sobre tela de linho e óleo sobre tela de linho. Coletiva no Museu Alfredo Andersen. Coletiva na Galeria Andrade Lima e Escola de Arte. Cursos de desenho - desenho livre, desenho da figura humana, xilogravura, aquarela, cerâmica, escultura e pintura. Homenageada pela Câmara Municipal de Curitiba, importante cidade onde residiu por muitos anos, pelos trabalhos realizados nos mais diversos campos como Arte, Política (assessoria parlamentar qualificada), Educação e Jornalismo.  

Artista plástica revisionista, Marina Solda evidencia em suas obras a ruptura com os conceitos tradicionais da arte, propondo uma nova linguagem artística, uma espécie de Revisionismo, posição ideológica preconizando a revisão de uma doutrina política dogmaticamente fixada.

 

A Artista Plástica Marina Solda expôs as telas “Arte Contemporânea Sem Fronteiras” no Espaço Cultural da Assembléia Legislativa do Paraná. Paulista de Itararé, onde é muito querida, morou na capital paranaense por mais há mais de 50 anos. Suas obras expressionistas são pintadas com tinta especial importada, e o diferencial dessas obras é que elas são expostas sem molduras, possibilitando ao comprador emoldurar a tela ao seu estilo. A exposição que fez em Curitiba foi parte das homenagens ao Dia Internacional da Mulher, ocorrendo a convite da deputada Cida Borghetti (PP).

 

A artista Marina Solda  foi noticia no “Journal of the Senate” em janeiro de 2001, para orgulho do Clã dos Fanáticos de Itararé que têm na como  a mais importante personalidade feminina de destaque, valorada na arte da histórica cidade da batalha que não houve, mas de uma batalha que ainda há para cultuar seus artistas como o mote “Sempre Haverá Itararé” por intermédio deles, entre os quais se destacam nomes como Maestro Gaya (itarareense que é nome de rua em Curitiba), Armando Merege, Rogéria Holtz, Jorge Chuéri e o próprio Luiz Antonio Solda, filho ilustre da Marina e o mais importante e premiado cartunista brasileiro. Como diz Fábio Luciano no site http://www.itrare.com.br/:

 

“Marina Solda Itararé nasceu em 18 de junho de 1935 em Itararé, e faleceu em /Curitiba, dia 20 de fevereiro, 2009. “Artista de Itararé, Dona Marina, não nos deixa a sós, deixa na veia artista um belo traço de Itararé para o mundo(...) Luiz Solda cartunista e blogueiro de teclado e mouse cheio.”

 

Agora que a Pintora Marina Solda é uma estrela de Itararé no céu da saudade, seu nome ficará marcado pela paleta da vida que ela rebrilhou com suas tintas de presença marcante, matriarca de um clã forte e de nomes ilustres, pessoas inteligentes, criativas, porque, afinal todos os descendentes da Martina têm a quem puxar, por assim dizer; dela e do próprio patriarca da Marina, o popular Marinheiro que desenhou as matemáticas ruas de cacau quebrado de Itararé, a grande beleza urbana da Cidade Poema de Itararé.

 

Itararé costuma dar valor para os que a promovem em verso e prosa, artes e reinações de qualidade humanitária e ética, embora a melhor saída para os artistas de Itararé seja a Estação Rodoviária da cidade, capital artístico-cultural do sudoeste paulista, metade do caminho entre Curitiba e Sampa. Marina Solda foi o maior nome de Itararé nesse sentido. Que Itararé lhe reconheça o mérito, e lhe dê o nome de uma rua ou mesmo de uma Escola de Artes, porque Curitiba, que sempre abrigou muito bem os “andorinhas sem breque de Itararé (quem nasce em Itararé é “Andorinha”), certamente saberá testemunhar oficialmente a importância de Marina Solda, para lhe dar um nome de Rua. Já pensou, Rua Artista Marina Solda?. Afinal, quem é bom já nasce luz, e, tirando de letra, Marina Solda literalmente pintou e bordou. Essa foi a sua marca, a sua lavra, a sua passagem brilhante por este Planeta Vida.

 

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Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br

www.portas-lapsos.zip.net