Grupos


Poema Para Nara Leão

In Memoriam

Para Everi Carrara

A voz de Nara Leão

O rosto de Nara Leão

A artista que cantava como se dedilhando

O encordoamento vocal

O repertório de Nara Leão

O tom o timbre – a música

A voz que sabia a perfeição do canto

Portentosa jóia rara

A ternura de Nara Leão

Como se lavasse lágrimas

Pondo-as em teclas de um piano íntimo

Soando estrelamentos-blues

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O silêncio de Nara Leão

Ainda evoca saudades

Como um símbolo de repertório e interpretação

Magnificamente Estrela!

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Silas Correa Leite

E-mail: poesilas@terra.com.br

Blogue: www.portas-lapsos.zip.net

 

C A N A R I N H O S

(TANTOS GARRINCHAS)

 

O futebol é o ópio do povo

João Saldanha

 

Quanto garrincha branquelo

Pobrezinho, pé-de-chinelo

Pelos extravios da vida em desvario se perdeu?

Quantos Rivelinos ou Pelés

Entre Ronaldos entre Manés

Nunca em verdade chegaram a realizar o sonho seu?

 

Quantos Garrinchas e Ronaldos

São pela vida penalizados

Vicissitudes entre as trilhas, na vida real, a fome?

E a cada ótimo craque Rivaldo

De tristeza resta um saldo

Pois entre tantos outros um montante de craque some

 

Quanto jogador excepcional

Ou mesmo craque fenomenal

Pela vida aqui e ali se desvia... ou é predado?

Quantos milhões de Robinhos

Ficam aniquilados pelos descaminhos

Entre a miséria e a violência é desviado?

 

Quase duzentos milhões de brasileiros

Jogando bola, craques artilheiros

Mas quantos ficarão sem terra e sem pão?

Quantos pretos, mestiços, mulatos

Sofrem diversos maltratos

Pelo racismo, descaso do estado, discriminação?

 

Já vi grande goleiro deficiente

Que pegava tudo, voava e diferente

Com um pé torto até o impossível defendia

Já vi artilheiro bem valente

Mesmo que penso, seguia em frente

Fintava como ninguém dito normal fazia?

 

Tantos são os excluídos

Pelos descaminhos destruídos

Nas periferias, vitimizados em dor e judiação

No Brasil, Pátria de Chuteiras

Manés, Garrinchas, nas feiras

Catam lixo, traficam, vendem sal, limão

 

Quanto garrincha banguelo

Fica na vida sem rumo ou elo

Nunca vai ter um time, um brilho ao sol...

É assim mesmo a nossa história

Nem todos vivem a glória

De serem vencedores com o futebol

 

Porque há uma outra seleção

Além da glória, do lucro, do campeão

Há a seleção dos excluídos sociais

Manés, Rivelinos, Romários, Garrinchas

Milhões em arrebaldes, pelas frinchas

Sofrendo suas tristices, seus ais

 

Há uma seleção de coitados

Tantos excluídos, descamisados

Famintos, perdidos, coitadinhos

Nunca terão suas vitórias

Não terão sucesso ou glórias

São outros brasileiros, outros canarinhos

 

Seleção de Canarinhos sem escola

Sem diploma, sem fama com a bola

Brasileiríssimos...antes, brasileirinhos

 

Que formam uma outra triste seleção

Mas à margem da história, na exclusão

Poderiam ser outros Pelés, Kakás, Robinhos

 

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Silas Correa Leite

Torcedor do Clube Atlético Fronteira, Itararé-SP

E-mail: poesilas@terra.com.br

Blogue: www.portas-lapsos.zip.net

Autor de Campo de Trigo Com Corvos, Contos

Editora Design, à venda no site www.livrariacultura.com.br

 

 

 

O Mito Elvira Pagã – Da Dupla Irmãs Pagãs

 

 

Elvira Pagã, nascida em Itararé, São Paulo, da dupla Irmãs Pagãs, foi cantora, dançarina e também uma chamada “vedete” dos importantes e populares teatros de revista  na década de 50, considerada então um dos”mitos sexuais” do Rio de Janeiro, na década de ouro da MPB em áureos tempos de Noel Rosa. Foi das primeiras artistas brasileiras a explorar o impacto do nudismo, disputando com Luz del Fuego o espaço nos noticiários da época. Tendo um belíssimo corpo para os padrões da época, Elvira Pagã mexeu com a cidade do Rio de Janeiro, promovendo Copacabana no mundo todo, sendo a primeira Rainha do Carnaval Carioca. Elvira Olivieri Cozzolino “Pagã”, como se popularizou, expunha o corpo perfeito e ainda tinha idéias bastante ‘modernas´ para a época, tendo sido a primeira mulher de destaque artístico a usar biquíni no país. Era muito divertida, alegre, como ainda se pode ver  nos filmes (chamados chanchadas) em que ela participou com brilhantismo, algumas obras cinematográficas conhecidas como "Carnaval no Fogo",  trabalho ousadíssimo para a época. Certa feita, em Copacabana, na praia rasgou o maiô (trabalhado de um tecido come penugem dourada) e o adaptou a duas peças, costume que só usava no teatro rebolado, tendo ficado muito conhecida no mundo todo exatamente por causa disso.

Fez oito filmes, como O Bobo do Rei (1936), Cidade-Mulher (1936),  Alô, Alô Carnaval (1936), Dominó Negro (1939), Laranja-da-China (1940), Carnaval no Fogo (1949), Aviso aos Navegantes (1950) e Écharpe de Seda (1950). Rainha do Carnaval durante muitos anos ao longo da década de 50, criou o erotismo nos bailes quentes da época, tipo Boate Arpège e Cassino Icaraí. Foi a primeira mulher brasileira a fazer plástica nos seios, tendo posado nua e distribuido a foto como um cartão de Natal. No auge da vida, carreira de sucesso, lançou um livro chamado "Elvira Pagã -Vida e Morte".

Casou-se aos 13 anos com um homem de 39, vivendo num apartamento de Copacabana sustentada pela irmã viúva de um grande milionário estrangeiro. Excursionando peplo país, conhecida no exterior como The Original Bikini Girl e The Brazilian Buzz Bomb, Elvira Pagã provocava verdadeiras enchentes nos cabarés e teatros de rebolado que lotavam com seus espetáculos. Por seus atributos físicos e mesmo uma vida polêmica, provocou devastadores romances. O perigoso bandido Carne Seca forrou a sua cela com fotos dela, e numa em que a vedete encosta-se numa pele de onça, lia-se a dedicatória: “Para Carne Seca, um consolo de Elvira Pagã”. Nos anos 60 ela se recolheu, como faria Odete Lara na década seguinte, saindo da vida artística e da vida social, dizendo não precisar de amantes, se intitulando sacerdotisa, e que estaria ligada a discos voadores e à Atlântida, criando então uma espécie de seita, denominada Doutrina da Verdade. Rita Lee, artista do rock-pop brasileiro, a chamada Rainha do Rock, fez uma bela música chamada "Luz del Fuego", no tempo do Tutti Frutti, depois, com o Roberto de Carvalho, fez uma outra canção chamada "Elvira Pagã". Elvira Pagã que nunca retornou a Itararé, faleceu no Rio de Janeiro com oitenta anos em 8 de maio de 2003.

 

Dela, Antonio Junior, um de seus maiores admiradores, escreveu:

 

ELVIRA PAGÃ: MINHA GAROTA FAVORITA (Fragmento)

 

Antes do escurecer, num verão quente de 1949 na carioca Avenida Rio Branco, uma multidão delirante não tirava os olhos de um carro alegórico decorado com cachos de bananas. No topo, como uma deusa do pecado, a Rainha do Carnaval, Elvira Pagã, nome profano de Elvira Olivieri Cozzolino, que exibia um corpo fenomenal num ousado traje de banho dourado, depois que sua capa estilo toureiro fora arrancada pelos fãs. Ela rasgara um maiô, adaptando o modelo "duas  peças" usado no teatro rebolado, lançando oficialmente o biquíni num Brasil repressor e moralista. Gritava-se por todos os lados: "Olha a Elvira Pagã! Olha a Elvira Pagã!". Um show de coxas, seios e umbigo. Morena de cabelos longos e sedosos, 90 cm de busto, 55 de cintura e 90 de quadris, mostrava sem inibições o lado “fora-da-lei” feminino. Um corpo celebrado que provocou histeria, brigas, prisões e até um suicídio, o da jovem Wanda Eichner, que antes de partir dessa para melhor deixou um bilhete: “Declaro que o motivo de meu suicídio é a paixão que sinto por ela. Sou uma invertida sexual. Eu gosto de mulheres. Apaixonei-me loucamente por ela. Disse que a amava, não pude mais suportar, declarei-me. Mas Elvira Pagã recusou-se terminantemente a cooperar comigo. Desiludiu-me totalmente e tomou uma atitude que me fez perder a esperança por completo. Amá-la-ei eternamente. Por ela darei a minha própria vida”.  Reinando no Teatro Recreio, na Boate Arpége e no Cassino Icaraí, no Rio, ou no Nick Bar paulista, de 1949 a 1962, Elvira Pagã fazia parte da popular lista das certinhas de Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, ao lado de mulheres exuberantes do teatro de revista como Virgínia Lane, a queridinha de Getúlio Vargas, Luz del Fuego, Anilza Leoni, Mara Rúbia e Angelita Martinez. Dora Vivácqua, a Luz del Fuego, ganhava a vida enrolando-se nua em cobras e desafiando quem as matasse sem esmorecer o porrete. Em 1956, na Ilha do Sol, a 15 minutos de Paquetá, ela criou o primeiro clube de nudismo do país, onde muitos anos depois foi assassinada a machadadas. Nos anos 80, Lucélia Santos, dirigida por David Neves, protagonizaria a história de sua vida no cinema.A paulista de Itararé, Elvira Pagã, ainda não teve a sua escandalosa e corajosa biografia filmada, mas participou de oito comédias ingênuas: O Bobo do Rei (1936); Cidade-Mulher (1936); Alô Alô Carnaval (1936); Laranja-da-China (1940); Carnaval no Fogo (1949); Dominó Negro (1949); Aviso aos Navegantes (1950); e Écharpe de Seda (1950). Um dos mais populares, a chanchada Aviso aos Navegantes, se passa num luxuoso navio, onde uma companhia teatral, com Eliana e Adelaide Chiozzo, retorna ao Brasil depois de apresentações em Buenos Aires. Na  embarcação está um príncipe e um perigoso espião internacional. No poderoso elenco da produção da Atlântida, Oscarito, Grande Otelo, José Lewgoy, Zezé Macedo, Dalva de Oliveira e Emilinha Borba. Morando num quarto luxuoso no Hotel Glória, com as pernas elogiadas por Errol Flynn, manchete de jornais e capas de revistas, ela começoucantando com a irmã Rosina na dupla As Irmãs Pagãs, na década de 30. Mas não tardou a iniciar sua carreira-solo. Em dezembro de 1944 estreou Paganíssimo, na Rádio Nacional, e no Teatro Recreio fez musicais como Moulin Rouge e É Rei, Sim.Comandou também os shows noturnos Isso Faz um Bem, E o Negócio...Tá de Pé, O Pecado em Sete Véus e Muita Máscara e Pouca Roupa, entre outros. Filha de pai norte-americano e mãe paranaense, foi raptada pela própria mãe aos 4 anos de idade e, aos 13, casou-se com um homem rico, Theodoro Eduardo Duvivier Filho, de 39 anos, no que afirmava ter sido o segundo rapto de sua vida e o primeiro estupro. Depois foi para o mundo artístico, transformando-se num  símbolo erótico. Sua vida privada continuou marcada pelo tumulto. Em 1951 foi presa pela  primeira vez, envolvida numa briga no famoso Nick Bar, freqüentado por artistas do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). “Os homens não me deixavam em paz, provocando confusões. Que culpa tinha eu de ser tão boa?”, disse numa entrevista. Em 1956 realizou uma exposição na Galeria Nagasawa, em Copacabana, com 20 telas a óleo de sua autoria. Escreveu alguns livros, entre eles Revelações e Vida e Morte, chegando a ocupar a cadeira de número 12 da Academia Paulista de Letras. Um deles escreveu com o pulso enfaixado e o braço esquerdo paralisado após tentativa de suicídio, datilografando com a mão direita: “O mundo é éter! O éter é vida! E a  vida é o gozo final!”. Depois de uma de suas prisões, gravou um samba-canção de grande  sucesso, Cassetete, Não, no qual denunciava e ironizava os maus-tratos infringidos pelos policiais, e popularizando-se de tal forma que até os cômicos travestidos o cantavam imitando-a:

 

Eu que nem bem conhecia
Aquele estranho rapaz...
Me viu sentada com outro, ai! (bis)
Cassetete, Não!
Cassetete, Não!
Não adianta tu não terás meu coração...ai!
Vendo que não conseguia
Me derrubar o cartaz
Pra que eu ficasse marcada...ai! (bis)
Mandou-me aprisionar
Cassetete, Não!
Tu não terás meu coração...(bis)
Cassetete, Não!

 

Excursionando por todo o Brasil e conhecida no exterior como The Original Bikini Girl e The Brazilian Buzz Bomb, Elvira não desistia de afrontar a moral, provocando verdadeiras enchentes nos cabarés e teatros de rebolado. Depois de operar os seios, posou nua e distribuiu a fotografia como cartão de Natal, reafirmando-se como sinônimo de escândalo, atentado ao pudor, imoralidade. Por seus atributos físicos e audácia provocou incontáveis e devastadoras paixões, confessando numa de suas últimas entrevistas: “Foi uma orgia só”. O perigoso bandido Carne Seca forrou a sua cela com fotos dela, e numa em que a vedete encosta-se numa pele de onça, lia-se a dedicatória: “Para Carne Seca, um consolo de Elvira Pagã”. Desesperado, o marginal tentou fugir da prisão inúmeras vezes. Nos anos 60 ela se recolheu, como faria Odete Lara na década seguinte. Saiu da vida artística e da vida social. Dizia não precisar de amantes e se intitulava sacerdotisa, ligada a discos voadores e à Atlântida, criando uma seita, Doutrina da Verdade. Morreu em 8 de maio deste ano, aos 82 anos, de falência geral dos órgãos, na Clínica Santa Cristina, em Santa Teresa. Não teve filhos. Sua família levou o corpo para uma estância hidromineral do Sul de Minas e a manteve escondida até a morte.  (Antonio Júnior )

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Elvira Pagã (nome artístico de Elvira Olivieri Cozzolino) nasceu em Itararé, interior de São Paulo, cidade de divisa do o Paraná, em 6 de setembro de 1920 , foi atriz, cantora, compositora e a maior vedete brasileira. Mudou-se ainda pequena, com a família Itarareeense, para o Rio de Janeiro, onde estudou em colégio de freiras chamado Imaculada Conceição. Ainda estudante organizou junto com a irmã Rosina (com a qual depois fez a dupla de sucesso chamada “As Irmãs Pagãs”, diversas festas onde travam relações com o meio artístico carioca, sobretudo com os integrantes do Bando da Lua. Ainda na década de 30 realizam um espetáculo de inauguração do "Cine Ipanema", junto com os Anjos do Inferno, ocasião em que recebem de Heitor Beltrão o apelido de "Irmãs Pagãs" - que então adotam para o resto da vida, tanto para a parceria, que dura até 1940, ano em que Elvira se casa e termina a dupla, como nas respectivas carreiras solo. As irmãs realizam um total de treze discos, juntas, além de filmes como Alô, Alô, Carnaval, em 1935, e o argentino "Tres anclados en París", de 1938. Elvira torna-se uma das maiores estrelas do Teatro de Revista, A beleza e sensualidade fizeram-lhe a fama, sendo uma das "sexy symbols" mais cobiçadas da época. Foi a primeira Rainha do Carnaval carioca - inovação nos festejos momescos, mantida até o presente. Foi responsável direta por uma das tentativas de suicídio do compositor Assis Valente, ao lhe cobrar, de forma escandalosa, uma dívida. A partir da década de 70 torna-se pintora, adotando um estilo esotérico, sem grande destaque nesta nova iniciativa. Com a maturidade foi se tornando misantropa e temperamental, evitando qualquer contacto com as pessoas, sobretudo a imprensa e pesquisadores. A morte somente foi divulgada após três meses da ocorrência, pela irmã, que morava nos Estados Unidos.

 

Silas Correa Leite

E-mail: poesilas@terra.com.br

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Maestro Gaya – A Alma da Música

 

 

LINDOLPHO GOMES GAYA, Maestro Gaya ou Dudu Gaya como foi popularmente reconhecido nasceu no dia 06 de maio de 1921, em Itararé,  cidade do sul do estado de São Paulo, divisa com o Paraná. Aos nove anos de idade começou estudos de piano dando início assim a uma das mais brilhantes carreiras da Música Popular Brasileira de todos os tempos. Na década de quarenta, trabalhou na Rádio Tupi de São Paulo, quando conheceu a cantora Stelinha Egg, com a qual se casou em 1945.. Juntos percorreram o Brasil pesquisando as raízes musicais do folclore, pioneiros na divulgação da cultura musical  pela Europa na década de cinqüenta. Apresentaram-se pelo Brasil todo, em auditórios das universidades, em shows concorridos narrando brilhantemente a evolução da música popular brasileira do Afro à Bossa Nova. O Maestro Gaya foi um dos maiores arranjadores da MPB, premiado nos importantes Festivais da Record, descobrindo, burilando e produzindo Chico Buarque de Hollanda, além de ainda ter produzido Taiguara, Nelson Gonçalves e outros artistas de renome que o admiravam. Teve, em 1985  um derrame cerebral,  vindo a falecer  dia 17 de setembro de 1987 em Curitiba. Jovem empreendedor Benedito Mariano Gaia, neto de Lindolpho Alves Gaya - primo e padrinho do saudoso “Dudu”, apelido familiar do maestro  -  acalentando um sonho semelhante ao da STELLINHA EGG, em 23 de abril de 2003, encontrou-se com os herdeiros legais e passou a coordenar o resgate da memória do músico Gaya, tendo como base a divulgação e a preservação do acervo historial do mesmo, criando em Itararé o Memorial Maestro Gaya. Segundo Benedito Gaya, “Os dois primeiros projetos para levantar recursos financeiros para o “Memorial Maestro Gaya”, foram articulados com a criação de produtos que venham a espelhar o objetivo principal de qualquer memorial , como por exemplo: 01)-CAMISETAS - confeccionadas por uma cooperativa de costureiras, com malhas 50% de poliéster produzido de garrafas PET recicladas e com estampas individuais de frases alusivas ao Maestro Gaya, de autoria de expoentes da MPB, que gentilmente se disponham a homenageá-lo com essa singela contribuição autorizando sua comercialização. As duas primeiras frases compõem a capa desta apresentação.     Relação de alguns dos grandes eventos que, independente de serem ou não realizados ou reeditados, comprovam a importância de LINDOLPHO GOMES GAYA  para a história da nossa música :  SHOW TRIBUTO AO MAESTRO GAYA  -  uma série de shows com grande  orquestra executando seus antológicos arranjos  para uma nova interpretação dos cantores originais que hoje representam a nata da MPB, sob a regência  do Maestro Wagner Tiso, um dos seus ilustres  alunos, que honrosamente foi o primeiro a  aceitar o convite. MOSTRA  MAESTRO GAYA NO CINEMA  -   reunindo os oito filmes nacionais e os dois internacionais em que as participações do Maestro Gaya vão desde a simples aparição tocando ou regendo, à organização de trilhas, à composição de temas, até  a direção musical : “Aviso aos Navegantes” de 1950, dirigido por Watson Macedo e estrelado por Oascarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte e outros ; “Aí Vem o Barão” de 1951, dirigido por Watson Macedo e estrelado por Oscarito, José Lewgoy, Ivon Curi e outros ; “Tudo Azul” de 1952, dirigido por Moacyr Fenelon e estrelado por Marlene, Luiz Delfino, Laura Suarez e outros; “Com o Diabo no Corpo” de 1952, dirigido por Mário Del Rio e estrelado por Aracy Costa, Murilo Nery, Ângela Maria e outros ; “Rua Sem Sol” de 1954, dirigido por Alex Viany e estrelado por Glauce Rocha, Dóris Monteiro, Gilberto Martinho e outros; “Folclore de Cinco Países” de 1955, filmado em Moscou sob a  direção de Alexandrov, com a participação do Maestro Gaya tocando chorinhos  de sua autoria e arranjos de uma seleção de músicas brasileiras ; “Bela Aventura”  de 1955, filmado em Epinai Sur Seine, Paris, numa produção de Robert Mariaux  e direção  musical do Maestro Gaya ; “Esse Mundo é Meu” de 1964, dirigido e estrelado por Sérgio Ricardo, Antonio Pitanga, Agildo Ribeiro, Ziraldo e outros ; “Dois na Lona” de 1968, dirigido por Carlos Alberto de Souza Barros e estrelado por Renato Aragão, Ted Boy Marino, Suely Franco e outros e “Quatro Contra o Mundo” de 1974, segmento “O Menino da Calça Branca” dirigido por Sérgio Ricardo, com arranjos musicais do Maestro Gaya e estrelado por Laura Figueiredo, Pedro Petersen, Ziraldo e outros.

 

“Maestro Gaya, A Alma da Música”

 

Esta foi a frase que criei e cedi para o Memorial Maestro Gaya, aos cuidados de seu descendente e organizador Benedito Gaya, radicado no Rio de Janeiro

 

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Silas Correa Leite

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