Grupos

 

Pé de Anjo Basílio

 

Ser Corinthiano é um estado de espírito

 

Juca Kfouri

 

 

 

Não era para qualquer um ser o escolhido

Vinte três anos sem títulos e a cruz no jogo final

A raça de Vladimir... o sangue de Zé Maria

Mas havia um pé de anjo chamado Basílio

 

Vinte e três anos em sete segundos; o gol

Um chute na bola que virou grito da nação fiel

Vaguinho, Sócrates, Rivelino, quem era...

Senão o Basílio de alma que se alçou em vôo?

 

Campeão Paulista de 1977, o glorioso Corinthians

Viu o anjo Basilio acertar aquele chute-gol

E o estádio todo num congraçamento em brilho

Porque o time finalmente se tornara campeão

 

E ainda hoje o historial do lance, do gol; o amor

Do pé de anjo Basílio assinalando a sua luz

 

Num lampejo o chute. E o fim de um jejum

 

Depois de vinte e três anos virou título e glória

 

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Silas Correa Leite, Santa Itararé das Artes, São Paulo

E-mail: poesilas@terra.com.br - Site www.itarare.com.br/silas.htm

Blogue premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net

Autor de “O HOMEM QUE VIROU CERVEJA”

Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio

Giz Editorial, SP, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus

Salvador, Bahia, 2009

Sonhos de Uma Criança em Itararé


Eu era o menino
Que sonhava incendiar barcos de papel de pão
Assumir a bússola, o sextante, o timão
E com a nave louca desgovernada
Ganhar o corrimão da enxurrada...

Eu era o guri
Que olhando o céu de Itararé tão infinito
Ainda assim fazia pito-carito
Pois eu tinha um sonho altaneiro, bonito
De ser poeta, vencer, ter floração
Muito além daquela constelação

Eu era um piá
Em Itararé – a beira do Paraná
Que tinha loucas ilusões, fantasias...
Em deixar a terra-mãe onde canta a sabiá
E todas as minhas conquistas e vitórias teria
Vivendo de cervejas, de serestas e de poesia...

Mas veio a baldeação da florada da vida
O curumim sentindo fome e a alma dividida
Garrou o mundo em busca de diploma, arco-íris, anel
Mas sofrido descobriu-se um dia de luta descabida
Que ainda é só aquele pobre menino do barco de papel
E o incêndio é a saudade de uma distante Itararé querida!


Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue: www.porta-lapsos.zip.net

Escritor Premiado é Entrevistado no Programa “Imprensa Em Debate”

 

 

Alguns dias após ser entrevistado pelo Antonio Abujamra, no Programa Provocações, da TV Cultura de São Paulo, cuja edição irá ao ar no próximo dia 11 de setembro às 22 horas, o escritor premiado em verso e prosa, Silas Correa Leite, jornalista comunitário, teórico da educação e conselheiro em Direitos Humanos (com especialização em Literatura e Arte na Comunicação pela USP), tachado pelo site Capitu de “O Neomaldito da Web” – publicado atualmente em quase 500 sites - foi agora entrevistado dia 28 de agosto passado, pelo Programa Imprensa em Debate, Canal Universitário de São Paulo. A gravação ocorreu nos estúdios do Curso de Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu, na Mooca, zona leste de capital paulista, cuja temática foi Jornalismo Cultural. O programa do escritor de Itararé-SP ainda não tem data para ir ao ar. Silas, que já tinha sido entrevistado pela Márcia Peltier, no Jornal da Noite, Rede Bandeirantes de Televisão, pelo Metrópolis da TV Cultura de São Paulo, e pelo Programa Na Berlinda, Rede 21, tv a cabo, mais uma vez é chamado para opinar, falar de seu trabalho lítero-cultural, que ganha rumo, vulto e nome na chamada literatura brasileira contemporânea, principalmente depois do sucesso de seu livro de Contos CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, finalista do Prêmio Telecom, Portugal, e do e-book de sucesso, O RINOCERONTE DE CLARICE, que recentemente foi tese de doutorado pela UFAL, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores.

 

(Da Redação)

Delmiro T. Latz - boalmanews

Delmirot@bol.com.br

 

Vou-me Embora para o Passado

 

Para o Amigo Basilio Verga

 

Vou-me embora para o passado

Lá está a minha Itararé alada, inteirinha

(Éramos felizes e ninguém estava morto)

Os vizinhos, os irmãos, a Vila São Vicente

E na pobreza sopa de fubá com couve rasgada

 

Vou-me embora para o passado

Toda a Rua 24 de Outubro cor-de-rosa

Minh´alma descalça “cerrindo”

Bola de capotão, calipiá, forfé

Eu era uma andorinha sem breque de Itararé

 

Vou-me embora para o passado

Bolo de piruá – o pessegueiro florido

Eu lia gibis do Capitão Márvel

Sonhava ser herói, poeta, e estou aqui

Saudade de Itararé em floração de lágrimas

 

Vou-me embora para o passado

Jeronça, Nelson, Tadeu, Ademar, Basilio

A mãe no fogão vermelho fazendo cequilhos

A aldeia natal tinha frondosos pinheirais

Belas sabiás de peito amarelo no lar and jazz

 

Vou-me embora para o passado

Banda Furiosa, Grupo Escolar Tomé Teixeira

O guri ranhento que vendia jornal O Guarani

Baile com o Nenê Som Seis no Clube Fronteira

Eu era um piá inocente e com amarelão ali

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Agora no futuro com a minha sozinhez

Quero minha Itararé antiga de novo – Chorei!

Em algum lugar do passado eu me fiquei

Tristices na alma – saudade rósea tez:

Quero de novo históriais do Tempo do “Era Uma vez”!

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Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras, Cidade Poema

E-mail: poesilas@terra;com.br

www.portas-lapsos.zip.net