Grupos

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE, UNICENTRO

Campus Universitário de Guarapuava

Setor de Ciências Agrárias e Ambientais - SAA

Departamento de Ciências Biológicas – DEBIO

 

 

Curso: Ciências Biológicas                                                                                                                 Série: 3ª

Disciplina: Estágio Supervisionado em Ciências Biológicas I                          Turno: M/N      Código: 086-DEBIO   C/H semanal: 04h/a (T/P)                                                                                                          C/H total: 136h/a

Professor(a) responsável:    Profª. Drª Ana Lúcia Crisóstimo

 

EMENTA

Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental (3º e 4º ciclos) com execução e avaliação dos processos e resultados das atividades de ensino.

 

I.  OBJETIVOS

1.1. Desenvolver estratégias de ensino que permitam a integração teórico-prática na área de Ciências ;

1.2. Desenvolver no acadêmico estagiário a capacidade de problematizar e questionar a realidade educacional;

1.3. Capacitar o aluno para o exercício crítico da docência;

1.4. Elaborar projetos de extensão para o Ensino Fundamental (3º e 4º ciclos) a serem desenvolvidos em escolas da comunidade local e regional.

 

II.PROGRAMA

 2.1. ENSINO DE CIÊNCIAS

           2.2.1.Ensino de Ciências no Brasil – Tendências.

           2.2.2.Ciências no Ensino Fundamental.

2.2. PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE E O ENSINO DE CIÊNCIAS

2.3. ESTÁGIO SUPERVISIONADO:

       2.5.1. Discussão, análise e planejamento de atividades a serem aplicadas no   Ensino  Fundamental;

       2.5.2.Elaboração do cronograma de Estágio;

       2.5.3.Elaboração de projetos de extensão;

       2.5.4.Orientações às diversas atividades de estágio, nas disciplinas de Ciências;

       2.5.5.Estágio na disciplina de Ciências no Ensino Fundamental;

       2.5.7.Execução de projetos de extensão;            

 

III.   METODOLOGIA DE ENSINO

     3.1.Aulas expositivas.

     3.2.Sessões de orientação didático-pedagógica.

     3.3.Observações orientadas – Ensino Fundamental..

     3.4.Leituras orientadas.

     3.5.Orientações para a elaboração de projetos de extensão.

 

IV.  FORMAS DE AVALIAÇÃO

        A avaliação será contínua e cumulativa, através de:

     4.1.Observação e análise das atividades propostas na disciplina.

     4.2.Avaliação durante a supervisão de estágio.

     4.3.Relatórios.

 

V. Referências Básica:

Fundamentos Teóricos Metodológicos. Diretrizes curriculares de Ciências para o Ensino Fundamental.

Secretaria de Estado da educação do Paraná. SEED. 2008.

CARVALHO, A. M. P. Prática de ensino: os estágios na formação do professor. São Paulo: Pioneira, 1985.

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A. Metodologia do ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1991.

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de Ciências: Fundamentos e Métodos. São Paulo: Cortez, 2002.

MORAIS,  R. de (  rog. ). Sala de aula: que espaço é esse? Campinas: Papirus, 1991.

MOREIRA, A. F. B. (org). Conhecimento educacional e formação do professor. Campinas: Papirus, 1994.

MOREIRA, M. A.  Aprendizagem Significativa Crítica. São Leopoldo: impressos padrão: 2005.

VASCONCELLOS, C. dos S. Construção do Conhecimento. São Paulo: Libertad, 2002.

Complementar:

______. Formação de professores de Ciências. Coleção questões de nossa época. São Paulo: Cortez,  1993.

HENNIG, G. J. Metodologia do ensino de ciências.  Porto Alegre: Mercado Aberto, 1986.

KRASILCHIC, M. O professor e o currículo das ciências - temas básicos de educação e ensino.  São Paulo: Epu, 1987.  

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Departamento de  Ciências Biológicas - DEBIO

AS CIÊNCIAS COMO FORMAS DE PENSAR O MUNDO

As bases científicas, conhecidas como Ciências Naturais, diferentemente do mundo da fé ou das crenças, o homem as construiu para poder entender: qual é a organização de todo ser vivo? Que interações e reações ocorrem em face dos processos e fenômenos que acontecem nesta organização, e no mundo inanimado? Com que regularidade, variação e grau de inter-relação elas acontecem? como representar estes fenômenos e processos ao nível de conceitos, fórmulas, leis e regras, ou outras formas de linguagens, para que sejam legitimados socialmente, aplicados em técnicas e tecnologias e tornados cultura universal, que um maior número de indivíduos possa compreender? Qual é a relação de todo esse conjunto com o sistema social? A formação biológica tem como objeto central a compreensão da organização do ser vivo, cujo estudo possibilita o entendimento desde o funcionamento básico desta organização, e toda a transformação operada na matéria viva que resultou no aparecimento dos primeiros seres vivos e na história estrutural a que nós próprios pertencemos.

A biologia recebeu dois grandes impulsos no século passado, que contribuíram essencialmente para transformá-la num poderoso instrumento conhecedor da natureza humana, assim como está hoje, em um estágio de desenvolvimento muito avançado, embora ainda nos laboratórios: a) a concepção da teoria da evolução orgânica de Charles Darwin e b) a criação da moderna química orgânica, com duas grandes descobertas realizadas pelo cientista Frederico A. Kekulé (1820-1896), que foram a da polivalência do carbono e da estrutura espacial molecular do benzeno, assunto que os químicos bastante entendem e que aqui ilustramos, apenas para enriquecimento cultural dos futuros professores.

A física e a química tomam como objeto os próprios fenômenos que acontecem nos seres vivos, no meio em que vivem, na interação entre os dois, e também pesquisam no âmbito específico de cada um. Estas ciências, porém, investigam os fatores que ocorrem na matéria inanimada, ou seja, os dissociam nos seus elementos constituintes, buscando-lhes a relação com a vida. Diferentemente, a biologia se preocupa mais com os produtos destes fatores nos organismos vivos; quer dizer, ela se preocupa com os conjuntos complexos enquanto resultantes em organização vital.

A química difere da física ao estudar as propriedades de tipos especiais de matéria (a resistência do ferro, ouro, aço, etc.), em vez das propriedades da matéria em geral (a condutibilidade do calor nos corpos, etc). Por exemplo, os químicos podem se preocupar com o ponto de fundição do ferro, enquanto que para o físico interessa como esta propriedade (fusão) se comporta em qualquer matéria. A combinação físico-química hoje avança bastante, contribuindo para novas descobertas.

Os biologos raramente atingem a precisão dos físicos e dos químicos no estudo das coisas mais simples e estáveis; em contrapartida, descrevem uma gama muito maior de fenômenos naturais, com maiores detalhes.

O objetivo fundamental do ensino de Ciências no curso de formação de professores é o de prepará-los para melhor compreenderem as ciências da vida e sua inter-relação com as ciências sociais, numa perspectiva que obriga a um repensar mais profundo sobre a natureza da condição social humana, tanto para entendê-la como para ensinar a outras pessoas, que também precisam desse conhecimento.

Estudar as ciências biológicas, físicas e químicas significa penetrar em um espaço conceitual muito amplo, com diferentes dimensões, que, além de mostrar como estas ciências se entrecruzam, para explicarem como a vida e a natureza se organizam e, principalmente, como o homem atua em seu modo humano de operar e de autodescrever seu próprio universo experencial-perceptivo e autoconscientemente, também nos revela o caráter trans e interdisciplinar com o qual nós mesmos podemos conhecer melhor nossa própria natureza humana, através da conexão entre os conhecimentos de cada ciência, delas entre si e com outros campos do saber.

Por outro lado, a aprendizagem dos conhecimentos científicos se faz cada vez mais necessária em uma sociedade na qual não se pode mais abrir mão deles para que se tenha um maior grau de compreensão dos avanços tecnológicos e suas aplicações, que estão em toda a parte, ao nosso redor, em nossas casas, em nosso trabalho, etc., e que evoluem muito rapidamente, tornando inadiável uma reflexão conjunta – começando pela educação – sobre o caminho que essa dimensão abre para a evolução cultural da humanidade e todas as implicações pertinentes.

Esteriótipo do Cientista Louco

11:29 @ 01/03/2010

Cientista louco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Características:Cientistas loucos são tipicamente caracterizados como tendo comportamento obsessivo e desprovidos de escrúpulos, não hesitando em adotar métodos extremamente perigosos ou pouco ortodoxos. Muitas vezes são motivados por vingança, por ânsia de conhecimento ou por ganância.

Seus laboratórios muitas vezes são equipados com tubos de ensaio, geradores Van de Graff, máquinas com engrenagens em constante rotação e várias aparatos eletrônicos visualmente impressionantes. Também são comuns vidros e provetas com líquidos de cores estranhas sem propósito óbvio.Outras características incluem:

  • Uso da ciência sem medir as conseqüências de seus atos, que podem resultar em destruição em massa ou mutações.
  • Prática de experimentar suas criações em si próprio.
  • Uso de cobaias.
  • Agir como um deus, fazendo experimentos com a fauna e a flora.
  • Uso de jalecos.
  • Despreocupação com a aparência, mantendo seus jalecos sujos e cabelos despenteados.
  • Inaptidão para viver em sociedade, permanecendo isolado, às vezes por opção própria.
  • Deformidade física. (devido à segunda característica)
  • Sotaques estrangeiros, principalmente alemão.(Seria alusão a Mengele?)
  • Risada maníaca, pronunciada especialmente quando seus experimentos chegam ao climax.
  • Monólogos sobre seus planos e/ou opressão da vida.
  • Título acadêmico, geralmente Doutor ou Professor.
  • Quase invariavelmente, são homens brancos

A maior parte dessas características são exageros dos estereótipos dos cientistas: Cientistas sempre são vistos como obcecados pelo trabalho, assumindo uma visão curta do panorama geral da sociedade aonde seus atos interferem, adotando perpetuamente uma visão do mundo "desinteressada" para uma maior objetividade, etc. Também pode ser interessante notar que as grandes massas encontram cientistas nos tempos de colégio, aonde o envolvimento é restrito, o que causa a visão de um cientista ser estereotipada como egoísta, obsessivo e amoral.

Na ficção, o cientista louco pode representar o medo do desconhecido, e as conseqüências de desafiar o que "era melhor ser desconhecido". De modo similar, a tendência do cientista louco de se colocar no papel de Deus pode ser uma extensão das diferenças entre religião e ciência, como é exemplificado nas discussões sobre a evolução -- que é um tema usado pelos cientistas loucos, que criam bestas e monstros fantásticos. Quando seu monstro nasceu, Victor Frankenstein gritou, "Agora eu sei como Deus se sente!" Essa afirmação foi considerada controversa o bastante para ser censurada na versão filmada de 1931.

Na ficção, a linha que separa os cientistas sãos dos loucos é bem tênue, e os exemplos usados neste artigo são aqueles que possuem essas características e/ou são estereótipos exagerados de cientistas.

A IMPORTÂNCIA DAS AULAS PRÁTICAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS

 

A importância do trabalho prático é inquestionável na disciplina de Ciências e Biologia e deveria ocupar lugar central no seu ensino (Smith, 1975). No entanto, o aspecto formativo das atividades práticas experimentais tem sido negligenciado, muitas vezes, ao caráter superficial, mecânico e repetitivo em detrimentos aos aprendizados teórico-práticos que se mostrem dinâmicos, processuais e significativos (Silva e Zanon, 2000).

Alguns autores como Luz et al. (1989), enfatizam que o que verdadeiramente se busca como ensino de ciências é um aluno sendo convenientemente iniciado no mundo das ciências de forma que este produza saber científico voltado para a busca da melhoria de vida neste planeta. Em outras palavras este ensino deve servir para a formação da consciência critica do cidadão, revertendo (seus conhecimentos científicos) em ações voltadas à melhoria de vida da sua comunidade. Ter um aluno com consciência crítica atualmente, só é possível quando ele tem a oportunidade de pensar, questionar, criar, formular hipóteses e obtiver as respostas destas hipóteses. Para que isso ocorra é necessário que o educador saiba ministrar aulas práticas com seus alunos.

Sendo assim, a abordagem prática poderia ser considerada não só como ferramenta do ensino de ciências na problematização dos conteúdos como também ser utilizada como um fim em si só, enfatizando a necessidade de mudança de atitude para com a natureza e seus recursos, pois, além de sua relevância disciplinar, possui profunda significância no âmbito social (Vasconcelos et. al., [s.d] ).

Dessa forma, a formação de uma atitude científica está intimamente vinculada ao modo como se constrói o conhecimento (Fumagalli, 1993). Na aula prática, o aluno desenvolve habilidades processuais ligadas ao processo científico, tais como capacidade de observação (todos os sentidos atuando visando à coleta de informações), inferência (a partir da posse das informações sobre o objeto ou evento, passa-se ao campo das suposições), medição (descrição através da manipulação física ou mental do objeto de estudo), comunicação (uso de palavras ou símbolos gráficos para descrever uma ação, um objeto, um fato, um fenômeno ou um evento), classificação (agrupar ou ordenar fatos ou eventos em categorias com base em propriedades ou critérios), predição (previsão do resultado de um evento diante de um padrão de evidências. A partir delas, ou concomitantemente, ocorre o desenvolvimento de habilidades integradas: controle de variáveis (identificação e controle das variáveis do experimento), definição operacional (operacionalização do experimento), formulação de hipóteses (soluções ou explicações provisórias para um fato), interpretação de dados (definir tendências a partir dos resultados), conclusão (finalizar o experimento, através de conclusões e generalizações) (Vasconcelos et al., [s.d] ).

As aulas práticas podem ajudar no desenvolvimento de conceitos científicos, além de permitir que os estudantes aprendam como abordar objetivamente o seu mundo e como desenvolver soluções para problemas complexos (Luneta, 1991). Além disso, as aulas práticas servem de estratégia e podem auxiliar o professor a retomar um assunto já abordado, construindo com seus alunos uma nova visão sobre um mesmo tema. Quando compreende um conteúdo trabalhado em sala de aula, o aluno amplia sua reflexão sobre os fenômenos que acontecem à sua volta e isso pode gerar, conseqüentemente, discussões durante as aulas fazendo com que os alunos, além de exporem suas idéias, aprendam a respeitar as opiniões de seus colegas de sala ( Leite et al., [s.d].

As aulas práticas de Ciências e Biologia proporcionam grandes espaços para que o aluno seja atuante, construtor do próprio conhecimento, descobrindo que a ciência é mais do que mero aprendizado de fatos. Através de aulas práticas o aluno aprende a interagir com as suas próprias dúvidas, chegando a conclusões, à aplicação dos conhecimentos por ele obtidos, tornando-se agente do seu aprendizado.

As aulas práticas de Ciências podem ser feitas através de trabalhos em campos, laboratórios, computadores, museus, filmes, jogos e etc.

 

Referências

 

FUMAGALLI, L. El desafio de enseñar ciencias naturales. Una propuesta didáctica para la escuela media. Buenos Aires. Troquel. 1993. LIBANEO, J. C. Didactica y prática histórico-social. Ande, ano 4, n. 8, 1984.

 

LEITE, A.C.S.; SILVA, P.A.B.; VAZ, A.C. R. A importância das aulas práticas para alunos jovens e adultos: uma abordagem investigativa sobre a percepção dos alunos do PROEF II. . [Si][Sn][Sd].

 

LUNETTA, V. N. Actividades práticas no ensino da Ciência. Revista Portuguesa de Educação, v. 2, n. 1, p. 81-90, 1991.

 

LUZ, G. O . F.; MARQUES, D. M. C. Fundamentação em Ciências: uma Proposta para Debate e Ação. Rio de Janeiro: Ciências e Cultura, n. 41. Janeiro, 1989.5-13p.

 

SMITH, K.A. Experimentação nas Aulas de Ciências. In: CARVALHO, A.M.P.; VANNUCCHI, A.I.; BARROS, M.A.; GONÇALVES,M.E.R.; REY, R.C. Ciências no Ensino Fundamental: O conhecimento físico. 1. ed. São Paulo: Editora Scipione. 1998. p. 22-23.

 

SILVA, L.H.de A.; ZANON, L.B. A experimentação no ensino de Ciências. In: SCHNETZLER, R.P.; ARAGÃO, R.M.R. Ensino de Ciências: Fundamentos e Abordagens. Piracicaba: CAPES/UNIMEP, 2000.182 p.

 

VASCONCELOS, A. L. S.; COSTA, C. H.C.; SANTANA. J. R. & CECCATTO, V.M. Importância da abordagem prática no ensino de biologia para a formação de professores (licenciatura plena em Ciências / habilitação em biologia/química - UECE) em Limoeiro do Norte – CE. [Si][Sn][Sd].

 

 

http://www.obrasill.com/importancia-aulas-praticas-de-ciencias