ORGULHOS DE MIRACEMA
20:02 @ 03/01/2007
Desembargador Marcus Faver
Dentre os miracemenses ilustres destacamos o desembargador MARCUS ANTÔNIO DE SOUZA FAVER, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral, iniciou sua vida profissional como advogado, num pequeno escritório em Miracema, advogou para inúmeras empresas, prestando concurso para o Tribunal de Justiça foi aprovado para o cargo de Juiz e chegou à presidência do órgão. Hoje, além de exercer suas funções junto ao TJ, ocupa a função de Conselheiro no Conselho Nacional de Justiça, representando os desembargadores.
O desembargador sempre faz questão de se apresentar como miracemense em todos os lugares onde está. É filho do farmacêutico Scilio Tardin Faver e da dona-de-casa Carmen de Souza Faver.

Zezé Moreira
O miracemense Zezé Moreira foi um dos mais importantes técnicos do futebol brasileiro e, ao mesmo tempo, um dos mais incompreendidos. Foi considerado um perdedor, após a eliminação para a Hungria na Copa do Mundo de 1954 e, no entanto morreu com o melhor índice de resultados de um técnico em seleção brasileira (apenas uma derrota em 16 jogos).
Junto com seus irmãos Aymoré e Ayrton, são chamados em Miracema de "IRMÃOS MOREIRA", tendo, inclusive um estádio de futebol em homenagem a eles.
Foi chamado de desatualizado, mas foi o único a alertar Telê Santana para a ameaça italiana em 1982, na Espanha.
Antes de ser técnico, foi jogador. Desde pequeno, em Miracena, cidade onde nasceu em 1907, era fanático por futebol. Atuou no Brasil (time amador), no América, no Palestra Itália e no Botafogo (seu clube de coração). Parou de jogar em 1943 e quatro anos depois assumiu o comando da equipe profissional do Botafogo. Foi campeão em 1948 pelo Botafogo e em 1951 pelo Fluminense.
Morreu aos 90 anos, no dia 10 de abril de 1998, de problemas respiratórios causados por uma pneumonia.

Aymoré Moreira
Em 1932, Aymoré vestia a camisa do Botafogo e foi nesta época que foi convocado para a seleção brasileira, atingindo o auge de sua carreira como atleta. Disputou quatro jogos oficiais pela seleção e somente conquistou a vitória em uma oportunidade, contra a seleção do Andaraí. Nos outros jogos, sempre com a Argentina, obteve um empate e duas derrotas.
Após rápida passagem pelo América e Palestra Itália, neste último veio o título de Campeão Paulista, em 1934. Um ano depois, Aymoré foi defender as cores do Botafogo, onde permaneceu até 1945, encerrando sua carreira de atleta no clube alvinegro carioca.
Mas foi como técnico que Aymoré Moreira se destacou no futebol. Em 1948 comandou o Olaria, do Rio de Janeiro. Em 1953, começou a ser reconhecido e ficou famoso pelo título da Fita Azul, já sendo técnico da Portuguesa. Valorizado, o técnico Aymoré foi para a seleção brasileira, com a experiência de já ter atuado como jogador. Levou o Brasil ao título no Mundial de 1962, conquistando também diversos outros títulos como a Copa Roca, em 1963.
Deixou o comando da seleção neste ano, porém, retornou em 1966 e ficou por dois anos, totalizando 61 jogos sob o comando técnico da seleção nacional. Em 1970, voltou a dirigir clubes, e escolheu a Portuguesa para retomar sua carreira profissional. Comandou a equipe lusitana na maior goleada de toda a sua história, 12 a 1, contra um time boliviano, atuando fora de casa.
Infelizmente, este ídolo nacional, que tanto fez por nosso futebol, conhecido como "goleiro elástico e voador" pela imprensa no período de sua vida que atuava como atleta, faleceu em 1998, em Salvador, na Bahia, por falência múltipla dos órgãos, após sete dias internação na UTI, deixando saudades por todo o Brasil.
Ficha Técnica:
Nome: Aymoré Moreira
Data de Nascimento: 24 /04/1912
Local de Nascimento: Miracema-RJ
Data de Falecimento: 26/07/1998
Local de Falecimento: Salvador-BA
Posição: Goleiro e técnico
Títulos como jogador: Campeão Paulista em 1934
Títulos como técnico: Campeão da Fita Azul (1953), Campeão Mundial (1962), Taça Oswaldo Cruz (1961), Taça Bernardo O"Higgins (1961), Taça Oswaldo Cruz (1962)
Copa Roca (1963), Taça Bernardo O"Higgins (1966), Taça Rio Branco (1967)
D. Maria Cagiano:
Nossa compositora de marchinhas, "jingles" de campanhas políticas, sambas-enredo do nosso maravilhoso carnaval. D. Maria Cagiano deve ser reverenciada por seu talento musical. Família ilustre e simpática de nossa terra. Mãe dos amigos Betinho Cagiano, da Professora Carmélia e do Prof. Adilson Cagiano.
Infelizmente esse orgulho de Miracema já nos deixou, junto com a imensa saudade de suas músicas.
Célio Silva
Campeão da Copa do Brasil por Corinthians e Internacional e "dono" de 22 convocações para a seleção nacional, o zagueiro Célio Silva, hoje com 38 anos, bem que tentou levar a vida longe do futebol e se dedicar aos carros, sua segunda paixão, mas o amor pela bola falou mais alto.
Nascido em Miracema/RJ, Célio, conhecido pelo chute que lhe rendeu o rótulo de "canhão do Brasileirão", em 1995, mora atualmente no bairro da Mooca, em São Paulo. Após o final de seu ciclo como atleta, o ex-defensor montou uma oficina de restauração de pinturas em carros, mas o desejo de voltar ao futebol fez com que o projeto fosse abandonado.
"Sempre gostei de carros e essa era uma maneira de estar perto de algo que admiro, onde poderia ficar de maneira integral. Ganhei algumas oportunidades como técnico e aí não consegui mais me dedicar como gostaria à oficina. Fiz um acordo com meu ex-sócio e ele passou a tocar o negócio sozinho", declarou o ex-jogador, que dirigiu a equipe do Força, na Segunda Divisão do Campeonato Paulista do ano passado.
Após passagem como treinador no futebol paranaense, Célio está parado. O ex-jogador quer aproveitar o tempo livre para aprender com os técnicos de renome no futebol nacional e conseguir, enfim, uma chance no comando de uma equipe de ponta no país.
"Estava para fazer um estágio no Corinthians, mas o [Antônio] Lopes saiu do comando da equipe e acabou não acontecendo. O mercado para os treinadores é complicado e muito fechado. Quero aprender com os principais técnicos para conseguir minha chance", comentou o ex-zagueiro do Timão.
A escolha pela capital paulista como "nova casa" tem explicação. A passagem pelo Corinthians, entre 1994 e 1998, fez com que a família se acostumasse ao clima e as condições da maior cidade do país e fizesse o ex-jogador fixar residência no município.
Célio, além do Corianthians também passou por Flamengo, Atlético-MG, Goiás, Vasco e Americano.
Assim como grande parte dos jogadores que deixaram o futebol, Célio se dedica também a um projeto social, no interior de São Paulo. O jogador tentou viabilizar parceria com a prefeitura de Miracema, local onde nasceu e onde residem seus pais, para mais de 200 crianças, mas não houve acerto e resolveu aceitar o convite da Prefeitura de Joanólis, próxima a Bragança Paulista, onde também montou um Centro de Treinamento que leva o seu nome.
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"A estrutura está pronta. A idéia é fazer algo para revelar novos talentos e ajudar as crianças do local. Queremos realizar torneios com equipes da região e selecionar atletas para fazer parte do projeto que, no momento, é algo ao qual estou me dedicando", explicou.
Apesar dos títulos e da presença em grandes equipes do futebol nacional, Célio jamais disputou uma Copa do Mundo. O zagueiro teve passagens freqüentes nos anos de 1992 e 1993 e depois em 1996 e 1997, anos que antecederam a disputa de um Mundial, mas não foi convocado pela dupla Parreira-Zagallo às competições nos Estados Unidos, em 1994, e na França, em 1998.
Sobre a carreira, Célio aponta os títulos da Copa do Brasil em 1992, com o Inter, e em 1995, com o Corinthians, como inesquecíveis. No início da década, o defensor deu o título nacional ao Colorado após marcar, de pênalti, o gol do título.
Sobre a final ganha sobre os gremistas, Célio comenta ter vivido momento especial na vitória corintiana por 1 a 0, em pleno estádio Olímpico, na cidade de Porto Alegre.
"Vencemos a primeira por 2 a 1 e quando chegamos lá o clima era o de uma verdadeira guerra. Prenderam a gente no vestiário e quando saí um repórter ironizou: Célio o que você veio fazer aqui? Respondi que estávamos apenas indo buscar o que já era nosso", finaliza o defensor, eleito um dos melhores em campo na ocasião. (Colaboração do miracemense Adilson Picanço Dutra, especialista em esporte - http://www.nfesportes.com.br/)
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Micaela Martins Jacintho
Jogadora de basquete da seleção brasileira nascida em Miracema, onde iniciou-se no esporte por meio de uma pequena escola voltada a esta prática esportiva, denominada "Bola Laranja", de iniciativa de Ronaldo Valim do Val e Milton Soares Santana (o projeto que descobriu Micaela não existe mais). A jogadora já atuou em vários clubes nacionais e internacionais, nasceu em 12 de junho de 1979, tem 1,80 m de altura e atua como ala, tanto nos clubes, quanto na seleção brasileira de basquete. É de origem familiar humilde, tendo estudado sempre em escolas públicas, mas venceu como esportista e atingiu o ápice de um esporte que nem é tão popular no Brasil.
Segundo ela, quando iniciou a carreira em Miracema sequer havia transmissão de TV com jogos de basquete.
A atleta responde sobre como começou no basquete:
"Na minha cidade não havia muitas opções de esporte, então eu comecei a jogar vôlei. Eu não gostava tanto, então apareceram o Ronaldo e o Milton em Miracema. Comecei a jogar basquete e vi que era o que eu queria fazer."
Infelizmente o exemplo de Micaela não foi o suficiente para incentivar os administradores de Miracema a investirem no esporte, como solução para inúmeros problemas, principalmente as drogas. A cidade não dedica quase nada de seu orçamento para incentivar o esporte.
Agora Micaela fala sobre os times que integrou:
"Joguei na Ponte Preta/Campinas nas caategorias mirim, infantil, infanto e no primeiro ano de juvenil. Depois fui para o BCN/Osasco. Foram times de ponta, onde ganhei vários títulos."
Fala agora sobre o início da carreira e sua experiência conquistada internacionalmente:
"Estive na seleção juvenil que disputou o Pan Americano em Cancún, onde fomos campeãs e o mundial em 97 em Natal.
Foram duas competições muito importantes, pois comecei a adquirir experiência internacional."
Micaela também é um orgulho para Miracema!
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JOSÉ-ITAMAR DE FREITAS
Jornalista miracemense foi um dos homens que colaborou com o grande sucesso da Rede Globo, dirigindo importantes noticiosos daquele órgão televisivo, como o programa dominical FANTÁSTICO, onde trabalhou por 18 anos seguidos e o JORNAL NACIONAL.

Como jornalista, José-Itamar ou Maeco, como é conhecido em Miracema, foi ganhador do prêmio ESSO de jornalismo, no ano de 1965, por reportagem escrita na revista FATOS & FOTOS, com o título "Os filhos proibidos", versando sobre a introdução no mundo das pílulas anticoncepcionais, que marcaria o início de uma revolução no comportamento da HUMANIDADE. O criterioso júri do Prêmio Esso de 1965 foi composto pelos jornalistas Arnaldo Niskier (Revista Manchete), Alberto Dines (Jornal do Brasil), Zuenir Ventura (O Cruzeiro), Washington Novaes (Folha de São Paulo) e Wilson Gomes (Diário de São Paulo). No ano de 1968 o miracemense integrou o corpo de jurados do Prêmio Esso.
Seu currículo ainda registra a responsabilidade pela co-produção de uma série de filmes, entre os anos de 1971 e 1974, onde é citado como compositor de músicas para a trilha sonora. Mas marcou sua obra com a publicação de livros, destacando-se o livro "Brasil, ano 2000" e, nesse livro, "ele entrevistava uma série de intelectuais, de pensadores sobre questões que poderiam aparecer, como é que estariam essas questões, novas questões, antigas questões na virada do século XX para o século XXI. E tem um capítulo sobre raça, e nesse capítulo sobre raça ele diz o seguinte. Mais ou menos, que haveria uma evolução da população negra, cresceria o número de negros na classe média, e esses negros de classe média começariam a pressionar, porque continuariam encontrando obstáculos e começariam a pressionar pela mudança desse sistema", segundo depoimento de Carlos Medeiros, professor de ciências sociais da UERJ, em sessão realizada no Senado Federal em agosto de 2006 tratando sobre o tema "Igualdade Racial e as Cotas". O livro do jornalista miracemense foi censurado pelo governo revolucionário em 1964.
José-Itamar foi lembrado em discurso no Senado Federal, em sessão que homenageava Roberto Marinho, pelo jornalista e senador mineiro, Hélio Costa, nos seguintes termos: "Não posso deixar de lembrar o meu amigo José Itamar de Freitas, um dos maiores gênios da televisão brasileira, que fez a concepção do programa "Fantástico", que, por mais de vinte anos - já não faço mais as contas -, desde 1972, empolga as noites de domingo de todos os brasileiros. É indiscutível, é notável, como dura um programa bem feito na televisão brasileira. Raros programas no mundo inteiro têm a duração do "Fantástico" da Rede Globo."
Em recente homenagem a Tim Lopes, o presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azedo, lembrou em discurso que quem levou o jornalista assassinado a guiar-se pelo caminho do jornalismo foi José-Itamar de Freitas. Segundo ele, José-Itamar proporcionou a Tim Lopes a oportunidade de deixar de ser um simples contínuo na Rede Globo para ser o grande jornalista que foi: “quando Tim era ainda contínuo, mas, graças à generosidade de José Itamar de Freitas, pôde tomar os rumos do jornalismo”
Aposentado, dedica-se à sua propriedade rural em Miracema e a projetos voltados para o bem da sociedade, tais como a pesquisa de ervas medicinais e a disseminação de mensagens positivas a pacientes da ABBR.
Ator : RICARDO TOSTES



Ricardo Augusto Ferreira Tostes, miracemense, filho de José Augusto e Maria da Graça, está em papel permanente no "Sítio do Pica-Pau Amarelo" de Monteiro Lobato, na Rede Globo. Seu papel é de RABICÓ. Parabéns ao nosso conterrâneo pelo sucesso.


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