Grupos

AREIAS - MIRACEMA/RJ

14:52 @ 12/02/2007

LOCALIDADE DE AREIAS - MIRACEMA/RJ - FOTOS DA IGREJA, RUA, POSTO DE SAÚDE E ESCOLA

 

Areias deve tornar-se o mais novo distrito do Município de Miracema. Com as regras em vigor, da Constituição Estadual, ainda não há número suficiente de moradores e residências para esse intento almejado por seus habitantes. Lá, além da capela, há uma escola (foto) e um posto de saúde (foto), atendendo a população com pequenos atendimentos médicos e dentários. Os pontos comerciais ainda são deficitários.

 

O acesso ao distrito se dá pela estrada asfaltada Miracema x Paraíso do Tobias, em via em bom estado à esquerda de quem está se dirigindo para Paraíso do Tobias.

 

A subsistência da localidade é a o gado de corte e de leite e a produção de arroz. Sua festa anual é tradicional e recebe visitantes de toda a região.

FAZENDA DA MUTUCA

16:37 @ 12/02/2007

FAZENDA DA MUTUCA (foto cedida pelo Jornal DOIS ESTADOS)

 

Daqui partiram os desbravadores do que hoje é Miracema.

 

 

Miracema começou a existir, de acordo com os relatos existentes, embora não haja documentos a respeito (pelo menos não para os autores deste trabalho), na década de 40 do século XIX, quando Antônio Rodrigues Pereira veio para a região e constituiu, no vale entre as matas, uma propriedade com cerca de 2 mil alqueires. Ele era o filho mais velho da mineira Ermelinda Rodrigues Conceição Pereira e o Capitão Manoel José Pereira (ex juiz de Paz), que moravam em sua propriedade no Arraial dos Remédios, na Fazenda Mutuca em Barbacena (MG), era uma das quatro maiores seismarias e banhado por um riacho denominado Mutuca. Antônio, o filho mais velho ficou conhecido como Antônio Mutuca; tendo este recebido um dote que sua mãe de 200 réis, migrou para Miracema, por volta de 1842, relacionou-se com os puris e iniciou a colonização. Depois, trouxe sua mãe, que já era uma senhora viúva, os tquatro irmãos (Luiza, Luciana , Manoel e Anna ), escravos e muitas cabeças de gado.

Há muitas versões para a chegada de Ermelinda e seus familiares em Miracema. A versão mais popular é a de que Ermelinda adquiriu as terras e veio, trazendo a família, em 1846. No entanto, é difícil supor que uma senhora de posses, viúva, tenha tido, ela mesma, a iniciativa de se mudar, com a família, para uma terra desconhecida, sem nenhuma povoação que não a dos índios, sem estradas, enfim, sem nada que motivasse uma pessoa de posses, estabelecida numa fazenda, com toda segurança, a mudar-se definitivamente. Daí, parece mais verossímel a versão de que seu filho é que a trouxe, após ter estruturado a base para que a família não ficasse privada do atendimento às suas necessidades.

Sob a orientação da matriarca, a família ajudou a fundar um povoado, com a chegada de outros aventureiros que iam se estabelecendo nas redondezas. É aceitável que tenha doado 25 alqueires de terra para que se erigisse uma igreja. Há versões de que a primeira capela da povoação foi construída pela família, porque um filho seu foi estudar para padre, em Mariana (MG) e ela gostaria que ele retornasse. Este filho, Manoel, o mais jovem, não seguiu a carreira eclesiástica. Namorou uma moça (Maria da Glória ) e com ela fugiu. Esta versão é de José Négle, que a recolheu do capitão José Joaquim de Andrade, que era neto de Antônio Joaquim Pereira e Ana de Oliveira Pereira, fazendeiros contemporâneos de Dona Ermelinda (Miracema - Memória da fundação desse município fluminense - Departamento de Estatística e Publicidade do Estado do Rio de Janeiro, 1936 ). - Trecho extraído de reportagem do jornal DOIS ESTADOS.

A IMPRENSA MIRACEMENSE

15:39 @ 17/02/2007

"marcelinotostes@hotmail.com" <marcelinotostes@hotmail.com>
Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007 10:07:27


"A IMPRENSA MIRACEMENSE

Segundo o jornalista, escritor e poeta Bruno de Martino, em seu artigo 'Origem e Projeção da Imprensa Miracemense', publicado no jornal Estado Novo nº 59, de 1939, "Miracema desde a idade em que engatinhava deu-se por inteira aos surtos das letras. O seu número reduzido de intelectuais se contrastava com a alentada quantidade de homens da lavoura e do comércio, a todo momento inquietados pelos facínoras que a faziam de doce refúgio". Pois foi assim, nesse clima, em que bandidos ditavam a lei, que surgiu o nosso primeiro jornal - O DISTRITO - fundado por João Antonio Hassel em 18 de novembro de 1896. Com sua coragem, João Antonio Hassel denunciava os terríveis crimes cometidos em Miracema e a revolta da escassa população.

Em 4 de dezembro de 1898, circulou o primeiro número de O MIRACEMENSE, de Firmino de Carvalho (Pai de Barroso de Carvalho). Foi em suas colunas que o jornalista abateu para sempre a ambição dos mineiros que pleiteavam a todo o instante a posse do então 2º distrito de Santo Antonio de Pádua. Com o seu falecimento em 17 de agosto de 1900, O MIRACENSE passou a ser redigido pelo português Adriano do Vale, que por acaso veio parar em Miracema. Tendo sido absolvido, após tentar contra a existência do Imperador D. Pedro II à saída de um teatro no Rio de Janeiro, Adriano resolveu viajar pelas localidades fluminenses como agrimensor prático. Aqui chegando, passou pela tipografia de O MIRACEMENSE onde ouviu um grupo comentar em voz alta os sucessos que o haviam absolvido, pois alguém havia levado ao jornal a notícia de sua chegada. Foi quando o mais novo dos que conversavam disse: "Não o conheço mas teria grande honra em fazê-lo meu amigo!". Era Firmino de Carvalho.
  No mesmo instante, Adriano do Vale entrou e deu-se por conhecido.

Em 1901, circulou O MIRACEMA, de Antonio Costa. Em 14 de abril do mesmo ano, surgiu A TROMBETA e em 1º de junho de 1902, A SEMANA, ambos com redação do poeta e professor Mário Fontoura e A. Roussiliers, que devido a problemas políticos, foi forçado a substituir seu nome pelo pseudônimo I. Roma. Ainda de 1902 são: A BRISA, de João Moraes Júnior; O CROMO, de Heitor Leal, ambos de pequeno formato, dedicados ao público infantil; A ASA; O MELRO; A SÁTIRA; O BALUARTE e O BIJOU.
Em 1905 foi a vez de O AGRÁRIO, de Francisco Perlingeiro, órgão do partido político do Clube Agrícola de Miracema, que era editado na Fazenda do Tyrol, em Venda das Flores. Contribuiu muito com as classes produtoras e com o progresso da região. Em 1907, saía aos domingos O ARAUTO. Depois vieram O CORREIO DE MIRACEMA, de Clenório Bastos; O MUNICÍPIO; A NORMA (1909); O BLOCO (1915), de Lucas Damasceno e Lino Alves; A VERDADE, de Lauro Martins e Contran de Carvalho; A GAZETA DOS NAMORADOS (1923), jornal humorístico da mocidade miracemense; A NOVA PHASE (1925), de Barroso de Carvalho e Antero Perlingeiro. Também em 1925 surgiu o LIBERTAS, de Melchíades Cardoso - órgão do Partido Separatista de Miracema, que acompanhou passo a passo a campanha separatista de 1925 a 1934.Surgem ainda O REBATE (1926), de Sinval Bernardino de Barros, que se propunha a defender os interesses do município de Pádua; MIRACEMA ILUSTRADA (1927), de Bruno de Martino; O PAPAGAIO (1928), de
  Jamil Félix, David Chacar e Miguel Barros - órgão de críticas leves e humorismo fino; O JAZZ (1928), de Wady Miguel - órgão de propriedade da elite miracemense; MIRACEMA SPORT (1929), de José Naegle, Dyrcêo Braga e Fued Damian; A MARRETA (1929), de Miguel Barros, Euclydes Jannotti, Manoel Moraes Mattos e Benedito Alves da Silva - órgão crítico, humorístico e noticioso; O ESTADO DO RIO, de Bruno de Martino; O DIÁRIO DE MIRACEMA, de Altivo Linhares e Bruno de Martino; O LIBERAL (1931), de Altivo Linhares - órgão dos Legionários de 1930; O BRASIL DE AMANHÃ, de Arthur Pinto Júnior e Othério Andretti - órgão da mocidade miracemense; A COISA (1931), órgão crítico da mocidade miracemense; MIRACEMA JORNAL (1933), de José Naegle; CORREIO DO POVO (1935), de Bruno de Martino; A DEFESA (1937), de Paulino Machado - jornal manuscrito - pagava-se a locação pela leitura (2 réis); ESTADO NOVO, de Humberto de Martino, posteriormente dirigido por Danilo Cardoso;
  JORNAL DE MIRACEMA (1949), de Antonio F. Carvalho; O LIBERTADOR (1953), de Altivo Linhares - órgão do Partido Libertador; O MOMENTO DE MIRACEMA (1971), de Édson Monteiro de Barros; O PORTA-VOZ (1979), de Geraldo Ivan Andrade, atualmente dirigido pelo jovem Júlio César Moreira Santos; DOIS ESTADOS, de Laelson Marques de Barros; O TEMPO, de José Renato Martins Mercante, e finalmente PÁGINA UM, de Marcelino Alvim Tostes."
(Fonte: Centro Cultural Melchíades Cardoso)

Como se pode notar, todo e qualquer meio de comunicação sempre age movido por interesses, sejam eles pessoais, políticos, ideológicos (É o quarto poder), assim como o Legislativo, Executivo e Judiciário também agem!

Espero que o texto acima não leve a polêmicas, mas sim, ajude a enriquecer o resgate da história de nossa 'terrinha'.


De: "marcelinotostes@hotmail.com" <marcelinotostes@hotmail.com>
Para: miracemarj@grupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007 17:21:17
Assunto: RE: [MIRACEMA-RJ] IMPRENSA MIRACEMENSE

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Devo isto ao grande amigo Marcelo Salim de Martino, administrador desta importante instituição, o Centro Cultural Melchíades Cardoso. Sem ele, nada disto não seria possível.


Conforme informações recebidas do Centro Cultural Melchíades Cardoso: texto de autoria de Marcelo Salim de Martino, publicado no Jornal Página Um.

INAUGURADO O CENTRO CULTURAL MELCHÍADES CARDOSO
(Página Um - novembro/1997)
Com a presença de Dirceu Cardoso (que "roubou" a festa), de vários outros familiares de Melchíades, do prefeito Gutemberg Damasceno (entre outras personalidades), foi inaugurado o Centro Cultural, e entregue a Marcelo Salim de Martino o "Prêmio Mérito Cultural Dr. Hermes Simões Ferreira", concedido pelo Conselho Municipal de Cultura.
O Centro Cultural Melchíades Cardoso, que reúne um grandioso acervo recolhido aos longos dos anos por Marcelo Salim de Martino, foi inaugurado no dia 8 de novembro pelo prefeito Gutemberg Damasceno.
Uma instituição que já existia como "Casa da Cultura Melchíades Cardoso", e que conseguiu financiamento do Ministério da Cultura (40%), que funcionava no antigo prédio do Tiro de Guerra, em frente a Prefeitura, começou a ser erguida no governo anterior, com os outros 60% bancados pela municipalidade, segundo Marcelo.
No ato da inauguração, Gutemberg ressaltou a importância do Centro Cultural, inclusive citando que obras deste porte independem de quem esteja no poder, pois deu a ela a continuidade devida, incluindo a permanência de Marcelo no mesmo cargo anterior.
Marcelo, além de permanecer no cargo e "tocar" a obra, foi agraciado com o prêmio "Mérito Cultural Dr. Hermes Simões Ferreira", instituído pelo Conselho Municipal de Cultura.
Mas quem roubou a festa foi Dirceu Cardoso, ex-senador, ex-secretário de Estado do Espírito Santo, ex-emancipacionista (juntamente com seu pai) e haja "ex" para qualificar Dirceu.
O Centro Cultural, além de preservar toda a documentação oficial da municipalidade, reúne também um grande acervo histórico/cultural recolhido entre particulares, em Miracema.
Na oportunidade foi aberta uma sala denominada Ururahy de Mattos Macedo, onde, doados pela família, se reuniu todo o seu ambiente de trabalho, desde móveis, utensílios até sua grandiosa biblioteca.
 
UMA CRIANÇA QUE GOSTAVA DO PASSADO
(Chicralina de Martino - Página Um - novembro de 1997)
 
Uma surpresa para Marcelo durante a inauguração do Centro Cultural Melchíades Cardoso. Sua mãe, a "Tia Chica", preparou este texto sobre ele. Ao ser lido por Nedi (primeira-dama e secretária de Educação), a emoção foi tamanha que Marcelo não conseguiu conter as lágrimas.
 
"Marcelo estava com seis anos de idade quando o pai faleceu. Daí em diante ele começou a se interessar pelas coisas de um modo geral, se detendo principalmente pelas coisas do passado, como pessoas, móveis, louças, cristais, casas etc..
Aos sete anos começou a cobrança sobre a família: avós, tios, primos... queria saber tudo de todos. Como viviam, de onde vieram, o que faziam. Queria saber tudo detalhadamente, não só dos que estavam entre nós, como dos que haviam falecido (avô paterno - italiano; avô materno - libanês).
A Maria Alice Barroso e a Florinha contam uma passagem muito engraçada do Marcelo aos sete anos de idade. Um belo dia o Marcelo saiu de casa à procura daquilo que ele já sabia muito bem apreciar e amar. Conta a Maria Alice que estava em Miracema na casa da Florinha, quando bateram na porta. A própria Maria Alice foi atender e perguntou: Oi garoto o que você quer? E ele respondeu. A senhora não tem umas coisas antigas para vender? Qualquer coisa, me disseram que a senhora tem! Ela então gritou a Florinha e disse: olha só, quem é esse menino que quer comprar coisas antigas, qualquer coisa: louças, copos, cadeiras, móveis. Quem é você menino com tão pouca idade e já se interessando pelas coisas antigas? Você é filho de quem? Eu sou filho do Miguel, que já morreu, e a minha mãe é a Dona Chica. A Maria Alice deu uma boa gargalhada e disse que era muito amiga da família, mas não sabia que a Chica tinha um filho tão interessado nas coisas do passado. Depois dessa não faltaram outras.
Diariamente ele saia pela cidade a procura de coisas antigas. Ele conhecia todas as casas que preservavam as coisas do passado. Uma certa vez o Miguel me disse: Chica, esse menino nunca vai passar aperto na vida. Na hora que a coisa apertar ele bate numa das casas conhecidas e se arranja. Nós, eu e o Miguel, já sentíamos que o Marcelo tinha uma vocação definida, um desejo, e que ia lutar com todas as forças para conseguir realizar os seus sonhos.
Sempre batiam na porta da minha casa pessoas com cadeiras velhas, camas quebradas, objetos que as vezes a gente nem sabia o que era de tão velho e quebrado, e perguntavam pelo menino que gostava de comprar as coisas. Então eu dizia que ele queria comprar sim, coisas antigas, mas não velhas e quebradas. O pai do Marcelo sempre gostou de antiguidades, mas infelizmente, enquanto viveu, não conseguiu adquirir nada, pois a nossa situação financeira não permitia, estávamos construindo a nossa casa.
O miguel faleceu quando o Marcelo era ainda bem pequeno, mas mesmo assim, com pouca idade, ele acompanhava o pai nas compras de jornais e revistas e estava sempre atento aos comentários que o Miguel fazia, quando lia os jornais.
O Marcelo sempre se identificou com as pessoas idosas, exatamente por causa do passado e da experiência de vida que elas passavam para ele. Com o Sr. Melchíades Cardoso, ele ficava horas, dias após dias, conversando, trocando idéias, aprendendo e aumentando o seu conhecimento.
Desde pequeno sempre freqüentou as casas das amigas: D. Nair Ventura, D. Micuta Moreira, depois continuou com a Lurdete e a Solange, D. Glória Pires, as irmãs Barros (irmãs do Paulo Barros) as Lopes, D. Jamel, Nazira filha da D. Jamel, D. Dulce Damasceno, tia Afife, Inês e Filhinho de Martino, Tita de Martino, Maria Gaudous, irmã Marta do Hospital, D. Helena Caputi, Santa (Maria Nolasco Tostes), Carmem e Vera Esteves, D. Avany, D. Odália Aversa, Madrinha Miúda e muitas outra.
Ele também frequentava o Asilo são Vicente de Paula, onde tinha suas amigas: como a Isabel dos Cachorros, tia Lourdes, avó Olinda e outras. Com a minha mãe ele tinha um carinho muito grande, gostava de pentear os cabelos brancos, acariciar a sua pele.
Ele tirava um dia da semana para arrumar a cristaleira das amigas; eu ficava muito preocupada com medo que ele quebrasse alguma coisa, então ele me respondia: não se preocupe, mamãe, a gente quando gosta não quebra. Quando falecia uma das amigas ele sofria muito. Hoje, eu entendo o porquê de tanto sofrimento, não só porque perdia uma pessoa amiga, era como parte do passado que se ia.
O Miguel sempre teve um cômodo no quintal onde ele guardava as papeladas e os objetos. Quando ele faleceu, eu tentei por várias vezes arrumar o cômodo e desfazer de alguma coisa sem valor, mas sempre encontrava resistência por parte do Marcelo. Foi preciso mandá-lo para o Rio, para eu poder arrumar, pois ele não queria que jogasse nada fora.
Nessa mesma ocasião em que o Marcelo estava no Rio, a Marcia e o Emilinho levaram num domingo o Marcelo para conhecer a Quinta da Boa Vista e o Museu. Como a Marcia morava perto, foram a pé e assim o Marcelo ficou observando e guardando as ruas em que iam passando até chegar na Quinta. Ele ficou encantado mas não deu para ver tudo e fazer as perguntas, então no dia seguinte, ele esperou que a Marcia e a Lisette saíssem de casa e não fez outra coisa, senão percorrer as mesmas ruas até chegar na Quinta. Chegando na Quinta ele nem lembrou do tempo que ia passando e quando elas chegaram em casa e não o encontraram, ficaram preocupadas e começaram a busca, daqui, dali, até que escurecendo ele procurou o caminho de volta.
Assim o Marcelo foi crescendo sempre com o mesmo objetivo, a mesma vontade e com muito amor pelas coisas que ele gostava: estudar, colecionar, adquirir e preservar tudo do passado. Com o decorrer do tempo, eu fui adquirindo (porque eu também gosto) algumas peças, alguns móveis e ele sempre me orientando: essa é do século XVII - ou XVIII ou XIX, e quando ele não conseguia identificar, tirava uma foto e mandava para o museu nacional classificar.
Com 13 anos começou a trabalhar na Prefeitura, contratado para organizar o pavilhão cultural (Biblioteca) e depois foi trabalhar na Prefeitura na organização do arquivo e daí foi exercendo outras funções, ajudando em várias seções como contabilidade, tesouraria etc. A curiosidade do Marcelo era tão grande e a vontade de aprender, que ele passou a registrar num livro tudo que ia aprendendo, até ser convidado para assumir de vez a Diretoria de Cultura, onde está há 15 anos.
Tem outra passagem na vida do Marcelo também curiosa. Quando ele ingressou na faculdade de Museologia, no Rio de Janeiro, ele devia estar com 17 ou 18 anos, os professores e os colegas viviam perguntando: o que você está fazendo aqui? Isso porque a colega mais nova tinha 40 anos. Eles não acreditavam que o Marcelo tivesse mesmo vocação ideal para cursar a faculdade.
Numa dessas andanças do Marcelo pela cidade, sempre a procura de alguma coisa, passando pelo Hotel Braga, onde funcionava uma marcenaria, ele viu uns móveis antigos e perguntou ao rapaz de quem eram e o que estavam fazendo ali. "O dono mora numa fazenda, é da família barros e os móveis que vieram para concertar já estão prontos e eu estou esperando o carroceiro para levá-los". O Marcelo ficou esperando o carroceiro e depois que colocaram os móveis na carroça ele disse que ia também, porque precisava falar com o dono dos móveis. E lá se foi o Marcelo acompanhando o carroceiro. Muitas horas se passaram e nada de o Marcelo aparecer. Lá pelas tantas eu já estava ficando desesperada, quando, já bem de tardinha, ele chegou dizendo que foi junto porque precisava acompanhar o carroceiro senão ele ia estragar os móveis.
Muitas famílias, muitas pessoas, ajudaram o Marcelo nas suas pesquisas como: Roberto Ventura, Cap. Altivo Linhares, Maurício de Martino, Doninha de Martino, Ernestina Tostes Barroso, a família do Dr. Ururahy, Maria das Graças Ferreira Tostes, Hospital de Miracema, Igreja Matriz, Dalva Damasceno Bastos, Marília Damasceno, Carlos Alberto Damasceno Moliterno e muitos outros."
 
QUEM FOI MELCHÍADES CARDOSO
(Página Um - novembro/1997)
Melchíades Cardoso nasceu em Miracema no dia 10 de dezembro de 1890. Filho de Francisco Cardoso e Amélia Cardoso. Com dezesseis anos de idade, escreveu um "jornalzinho" editado em Miracema por um grupo de rapazes, onde lançou pela primeira vez a semente do movimento emancipacionista, originando em 1926 o Partido Separatista de Miracema.
Constituiu família, casando-se com Adalgiza Leite Cardoso, com quem teve sete filhos: Dirceu, Nadege, Evelyn, Liege, Danilo, Brissac e Expedito. Educou os filhos na mesma escola de amor à terra-livre.
Jornalista, poeta e industrial, criou em 1925 o "Libertas", jornal de apoiou à então Campanha Separatista.
Amante da música, tornou-se incansável colaborador da Sociedade Musical XV de Novembro.
Foi o grande comandante da Campanha Separatista. Iniciou-a com bravura e com igual ardor, levou-a ao fim, enfrentando todos os obstáculos que se lhe antepuseram.
Prefeito nomeado, dirigiu o município de 19 de fevereiro a 24 de outubro de 1946. Em 1950, foi eleito deputado estadual.
Toda sua vida sempre esteve dedicada às lutas e aos empreendimentos pela grandeza de Miracema.
Faleceu em 27 de fevereiro de 1987, ocasião em que recebeu sua última homenagem da Secretaria Municipal de Cultura com a decoração da Rua Marechal Floriano para o Carnaval. - "De bicudos se faz a estória", - tema extraído de um conto seu.
(Fonte: Dos escritos de Joffre Salim, adptados por Marcelo de Martino.)
 

CARNAVAL DE MIRACEMA

21:53 @ 17/02/2007

Foto do Carnaval de Miracema - RJ - 1912

 

Foto cedida por Gustavo Cardoso, arquivo da família de Melchíades Cardoso

 

Carnaval de 1980

 

#

Jorge Frederico (destaque)- Escola de Samba do Chacrinha - Foto cedida por Gilson Coimbra






Porta-bandeira e mestre-sala da Escola de Samba Chacrinha - foto cedida por Gilson Coimbra




Porta-bandeira e mestre-sala da Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos no Samba e na Cor - foto cedida por Gilson Coimbra




Carnaval Década de 1990

Jorge Frederico fantasiado e prestigiando a festa.

Carnaval de Miracema 2007

O CARNAVAL DO FOLCLORE

1- Enfeites de Rua:


Entrada da Rua Marechal Floriana (ornamentação)






Carnavalesco "Zé Toucinho"



Fantasia - Jocimar

Fantasia - Jocimar

PARAÍSO DO TOBIAS

20:01 @ 21/02/2007

Paraíso do Tobias - paisagem miracemense

Acesso a Paraíso do Tobias por Miracema. Paraíso do Tobias é o segundo distrito de Miracema/RJ. A primeira e a terceira foto foram sacadas da estrada para Areias. A última é a igreja de Paraíso do Tobias (oferta de ADILSON DUTRA).

LOGRADOUROS DE MIRACEMA (II)
 
Situação ao fechamento do conteúdo do Volume II, que estará editado até maio do corrente ano.
 
 
Tendo em vista a limitação do número de páginas de cada volume, a 100, vários dos protótipos ficarão ao Volume III, previsto para até dezembro de 2007.
 
Aos que por isto sobraram do Volume I, dar-se-á prioridade. Buscar-se-á, outrossim, contemplar o máximo possível de logradouros e de famílias.
 
Para saber que logradouros serão contemplados pelo Vol.II é indispensável aguardar seu lançamento.
 
Se o logradouro de seu interesse não for, seja compreensível, pois, é inviável a Logradouros de Miracema ofertar espaço maior. Aproveite para enriquecer o conteúdo do seu capítulo, o que pode compensar a espera.
 
 
Ajude a aperfeiçoá-la, informando suas omissões e suas correções.
 
 
Luiz Carlos/MPmemória
 
 
LOGRADOUROS DE MIRACEMA (II)
 
O Volume II está a todo vapor, como podem verificar deste levantamento, que, por falta das devidas informações oficiais, continua com erros e incompleto.
 
Como se era de esperar, com o resultado do Volume I, ainda, ecoando, cresceu o interesse por participar do mutirão de elaboração desta obra. Mas superar o seu sucesso não será fácil.
 
Protótipos são os que estão em condições à editoração, mas não necessariamente acabados. Esboços são os que já se dispõe, pelo menos, da identificação do logradouro, preâmbulo ou biografia. Início os apadrinhados ou com algum subsídio. Os demais nada mais que nome da via pública.
 
Apadrinhe livremente um ou mais logradouros que sejam do seu interesse específico, fornecendo-nos tudo que possa à mais rápida publicação do mesmo.
 
Preocupe-se, fundamentalmente, com as questões de fundo, pois da forma os organizadores cuidam.
 
Se tem dúvidas indague-as aos mesmos.
 
Luiz Carlos Martins Pinheiro
Tia Ricarda Leal Alvim
 
 
INFORMAÇÕES EM mpmemoria@yahoo.com.br