TORNEIO DE VÔLEI NA AREIA
10:31 @ 05/05/2008

PARABÉNS AOS ORGANIZADORES POR ESTIMULAREM O ESPORTE.
Blog do grupo voltado para a divulgação de nossa cidade. ANO III


PARA VOCÊ MÃE
Leila Ossola
Flor que germina
Da semente que em solo fértil brotou
Cria raízes num ventre perfeito
Da futura mãe que semeia o amor.
Unindo ideais
Sonhando com o futuro
Mulher-menina , criança ainda
Mas que já carrega
O fruto de um amor.
Amor que pode ser de um
Duas ou quantas crianças forem
Que somadas as ansiedades
Constantes de todas as vidas
Embalam as horas sofridas
E premiam o ato do amor.
Mãe-Mulher na tua plenitude
Guarda contigo nos meses futuros
A criança que embalará
teus sonhos
ampliará horizontes
trará para ti noites mal dormidas
Mas que no futuro compensará
Porque tu, mãe
Antes de tudo

Obra apresenta atitudes que devemos tomar para preservar os ambientes naturais e evitar o desaparecimento das espécies brasileiras
O biólogo miracemense Sávio Freire Bruno, acaba de lançar o livro “100 animais ameaçados de extinção no Brasil-E o que você pode fazer para evitar”.
Obra apresenta atitudes que devemos tomar para preservar os ambientes naturais e evitar o desaparecimento das espécies brasileiras
Seguindo
essa premissa, 100 animais ameaçados de extinção no Brasil – E o que
você pode fazer para evitar é um livro que revela ao leitor as curiosidades
e a beleza dos 100 animais em risco de desaparecer no Brasil e ainda
mostra alternativas sobre o que cada um pode fazer para evitar que isso
aconteça.
Organizado pelo editor Pedro Almeida, o livro é resultado de um ano e meio de pesquisas do biólogo Sávio Freire Bruno e pode-se dizer que é a primeira obra que reúne e trata dos animais em extinção no Brasil. Para cada animal pesquisado são dedicadas até duas páginas com informações sobre características físicas, curiosidades, hábitos, habitat, os motivos que o colocaram na lista de extinção, além de uma classificação que identifica sua atual situação (nível de ameaça).
O AUTOR:
Sávio
Freire Bruno é biólogo com mestrado em Ciência Ambiental pela
Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutorado em Medicina pela
Tierärztliche Houchschule Hannover (em convênio com o Centro de
Primatas Alemão – DPZ, Göttingen, 2000). Nascido em Miracema, Estado do
Rio de Janeiro e crescendo entre a cidade e o campo, sempre esteve
atento e crítico diante do contínuo desmatamento que assolou o país nas
últimas décadas. Desde 1992, trabalha na UFF, onde hoje coordena o
Setor de Animais Selvagens na faculdade de Veterinária. Como ecólogo,
focou esforços no estudo de animais ameaçados, assim como no ambiente
em que vivem e nas alterações que nele ocorrem. Após quatro anos de
trabalho e estudo na Alemanha, retornou em 2000, quando passou a
dedicar esforços para a conservação do pato-mergulhão no Parque
Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais. Viaja para esse recanto
do cerrado mineiro com alunos engajados nesse projeto para pesquisar e
documentar novas descobertas sobre essa ave, um dia considerada extinta.
Ficha Técnica:
Livro: 100 animais em extinção no Brasil – E o que você pode fazer para evitar
Autor: Sávio Freire Bruno
Organização: Pedro Almeida
Nº de páginas: 144
Preço: R$ 39,90
Serviço de Atendimento ao Leitor: (21) 3882-8416
Roubos e furtos, omissão e descaso.
Descaminhos do acervo cultural fluminense
Por Marcus Monteiro, advogado, especialista em arte sacra, Diretor do Inepac-RJ
São
sobejantemente conhecidas a magnitude do acervo cultural fluminense e
seu potencial turístico, bem como seu valor como instrumento de
desenvolvimento social, entretanto, para que isso ocorra ha de se
canalizar recursos públicos e privados para o inventario, o restauro, a
revitalização, a divulgação e a proteção do quê por décadas
encontrou-se entregue a própria sorte.
Constantemente
somos surpreendidos com casos de desaparecimentos de acervos,
normalmente roubos, furtos, favorecimento por conveniente negligência e
em alguns casos com participação direta dos agentes responsáveis por
sua guarda.
Esse
acervo por sua dupla natureza, patrimônio cultural e como mera
mercadoria, tornou-se alvo de quadrilhas especializadas que cada vez
mais nos impressionam com sua ousadia.
Imagens
religiosas e objetos liturgicos, principalmente de ouro e prata,
mobiliário quadros e fragmentos de arquitetura, documentos e livros
raros, fotografias e mapas antigos e tudo mais, irão alimentar a
insaciável demanda do mercado de obras de arte e antigüidades. Gravuras
e livros raros da biblioteca do museu nacional, mapas antigos e outras
obras raras da mapoteca do palácio do itamaraty e recentemente
exemplares únicos de fotografias antigas da biblioteca nacional
desfalcam pela ação de "gatunos" essas preciosas coleções.
Detentora
de parte expressiva desse acervo as igrejas antigas tornam-se alvo
preferencial. Como exemplo citamos a igreja de N.Sra do Pilar em Duque
de Caxias que teve grande parte de suas imagens vendidas pelo pároco e
o reestante furtadas, sendo a ultima, da padroeira em 2001. Em seguida
desapareceram as colunas salomonicas e a frente do altar-mor e dois
altares laterais tudo entalhado e dourado a ouro 24 quilates obras
raras do século XVII.
Em
2003 foram furtadas do museu de inconfidência em Paraíba do sul, as
imagens de São José, de São Tiago , São Sebastião e de São Domingos
todas do século XVII, entalhadas policromizadas e douradas, além de
peças de ouro e prata.
Também
em 2003 foram furtadas da capela da Madre de Deus da antiga fazenda da
posse em Nova Iguaçu as imagens da sagrada família da antiga sé, no
centro da cidade do rio de janeiro os criminosos furtaram durante as
obras de restauração, castiçais de prata que formavam a banqueta do
altar-mor.
É
importante destacar o fato de que boa parte de roubos e furtos não são
comunicados às autoridades, quer pelo descrédito das mesmas, quer pela
conveniência de quem não deseja ser importunado com os desdobramentos
de um inquérito policial ou mesmo com a finalidade de acobertar o
ilícito.
Naturalmente
a maioria das peças furtadas no estado do Rio de Janeiro são revendidas
em outros estados e até outros países, especialmente Portugal, sendo
portanto de difícil recuperação. Algumas sofrem modificações
estilísticas, mutilações e repinturas para dificultar sua
identificação. No caso de documentos, livros, mapas, gravuras e
fotografias que normalmente tem um simples carimbo como prova de
propriedade, os próprios ladrões se especializaram em apagar estes
registros.
Apesar
dos cuidados, antiquários e colecionadores sérios acabam ficando sob
suspeição, vitimas também de comerciantes inescrupulosos que ao
receptarem peças de procedência duvidosa, inundam e avitan o mercado de
arte brasileiro.
Aqueles
que de forma simplista e injusta limitam-se a culpar os colecionadores
por serem o elo final dessa cadeia, devemos lembrar que seria
impossível aquilatar a importância para o estudo e a preservação do
acervo cultural brasileiro de colecionadores como Raimundo Otonni de
Castro M aia, Dom Clemente Maria da Silva Nigra, Francisco Marques dos
Santos, Ricardo do Espirito Santo, Stanislaw Hestan, Mario de Andrade,
Eduardo Etzel, CalousteGoubecivian, João Marino, José Mindlin, Angela
Gutierrez, Sérgio Fadel, Pierre Chalita, Ricardo Cmaud Albin e tantos
outros.
Uma
parceria entre os governos, Federal, Estadual e Municipais com o
objetivo de inventariar todo esse acervo cultural criando-se assim as
condições necessárias de fiscalização, ajudariam muito.
Esforço
significativo vem sendo desenvolvido pelo INEPAC no sentido de
inventariar todos os bens móveis e integrados como objeto dos novos
tombamentos de igrejas, capelas, sedes de fazendas e casas históricas,
instrumentalizando dessa forma o controle de peças fundamentais na
compreensão e contextualização dos bens culturais.
Com
o patrocínio da fundação Vitae o IPHAN já esta inventariando o acervo
existente no interior de igrejas e museus sob sua tutela.
Lamentavelmente,
a maioria dos prefeitos do estado do Rio de Janeiro insistem que só
será possível investir em preservação e proteção do patrimônio cultural
após o atendimento das necessidades básicas dos cidadãos (saúde,
educação, saneamento básico e empregos) relegando a cultura e todo o
patrimônio material e imaterial que a representa a percentuais ínfimos
de fictícias possibilidades orçamentarias, o que significa
definitivamente condena-lo a mera lembrança.
Por
outro lado, o fato de haver cada vez mais pessoas preocupadas com o
patrimônio local principalmente nas cidades do interior, nos leva a
acreditar na inversão desse quadro de dependência exclusiva do dinheiro
público para a sua recuperação e proteção.
O
clamor da sociedade por uma política mais eficiente de preservação e
proteção de bens culturais só será atendida com a reestruturação
incluindo o devido aparelhamento dos órgãos com jurisdição sob o
patrimônio, carreamento dos recursos necessários ao cumprimento de suas
atribuições e legislações modernas que atendam as questões que o
desenvolvimento humano impõe.
É
importante referir que a minuta da nova lei estadual de patrimônio
elaborada pelo conselho estadual de tombamento e pelo INEPAC, já se
encontra em fase final de revisão pela procuradoria geral do estado
devendo ser enviada a ALERJ ainda este ano pela governadora Rosinha
Garotinho.
O
substancial apoio do secretario de estado de cultura prof. Arnaldo
Niskier, que destacou o patrimônio como vetor fundamental de política
de cultura em sua gestão, tem sido fundamental na ação promovida pelo
INEPAC em prol da proteção do acervo cultural do Rio de Janeiro.
Ao
finalizar esta breve nota, ressaltamos o importante papel da sociedade
fluminense na defesa desse precioso legado, participando vigiando e
denunciando as autoridades competentes tudo aquilo que de uma forma ou
de outra possa ameaça-lo, nunca esquecendo da grande responsabilidade
que temos de transmiti-lo as nossas futuras gerações.

Realização: Grêmio Estudantil Prefeito Ivon Chein Mansur
Colégio Estadual José de Lannes Dantas Brandão
Informações do BLOG DO GUILHERME FONSECA CARDOSO.