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Centenária, Dona Antônia

 

´´Para a alegria da família Aquino Lomba, Dona Antônia completa 102 anos dia 28 de julho. Nem parece! Esperta, transforma, porque quer, o ato de cozinhar em prazer. Suas mãos não param, as linhas são tecidas pela agulha de crochê em lindas rendas. Quando é necessário dá bronca nos filhos e filhas, noras, genros, netos e bisnetos. É franca, sincera e não deixa para depois o que tem de falar.

 

Sua filha contou que estavam arrumando a casa, retirando as roupas que ela não mais usava, mudando os móveis de lugar, dando uma geral. Ela cruzou os braços e disse energicamente: ´´Aqui ainda quem manda, sou eu. Eu ainda estou no comando´´. Elas, obedientes, colocaram tudo em seu lugar devido.

 

No dia em que completou 101 anos, Monsenhor Mateus ao se referir à aniversariante perguntou: - Como a senhora está se sentido, Dona Antônia, ao festejar o seu centenário? E ela, com firmeza, respondeu: - Como se eu estivesse fazendo 18 anos.

 

Muito católica, vive desfiando o terço mariano, rezando por toda a família e pelos que pedem sua oração.

 

Contam que a emoção maior foi quando completou 100 anos, ao ouvir a chegada da Banda 7 de setembro para homenageá-la pelo seu centenário.

 

O entusiasmo é a sua maior força e este entusiasmo se fortalece com a presença de sua família que faz tudo para protegê-la. Adivinha todos os seus desejos e cada um sabe que o mais importante é o carinho e a presença de todos que não cansam de paparicar esta maravilhosa centenária. E ela continua construindo os seus caminhos e andando, segue... iniciando os seus 103 anos, dizendo sempre: ´´Deus é fiel. É preciso saber esperar´´. Ela confiou, esperou e chegou, para a felicidade de sua família, aos 102 anos.

 

´´A felicidade plena só será alcançada quando perdermos o medo de amar a todos´´.

Ricarda Maria

(EDITORIAL -  Liberdade de Expressão. No. 91, 07/2007)

Publicado no jornal O Globo, "Esporte":


Depois de revelar Obina, Chiquinho foi parar até em Hollywood.
Extraído do site:
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/ , acesso em 28/8/07.

"28/08/2007 - 12h37m - Atualizado em 28/08/2007 - 19h15m

Descobridor de Obina já treinou Romário

No Vitória, Chiquinho de Assis revelou o 'Anjo Negro'. Hoje, é técnico do Miami

Nação rubro-negra, Chiquinho de Assis é o pai da criança. Há cerca de seis anos, o então treinador e observador das categorias de base do Vitória foi ver uma partida preliminar no Estádio da Fonte Nova, em Salvador, quando um parrudo camisa 9 do time da Ilha de Itaparica chamou sua atenção pelo incrível poder de conclusão: começava ali a carreira do atacante Obina.

Atualmente no americano Miami FC, onde treinou até Romário no ano passado, Chiquinho fala com carinho do "Anjo Negro" e relembra a história do "nascimento" do xodó da torcida do Flamengo.

- A gente não tinha o costume de olhar para jogadores mais velhos, mas aquele rapaz de 18 para 19 anos era diferenciado. Fiquei impressionado com as finalizações dele, era bom no cabeceio, chutava bem e de onde fosse. A gente sabia que na técnica ele não se sobressaía, mas tinha uma personalidade enorme – conta o treinador.

Chiquinho também apelidou Manuel Filho como Obina por causa da semelhança com um jogador nigeriano com este nome.

- Eu o admiro muito por sua personalidade. Só um cara muito determinado conseguiria superar toda a resistência que a própria direção do Vitória impunha por conta da idade elevada. O costume é o atleta treinar na base desde novo. Ele quebrou esta barreira e hoje é o ídolo que é.

Engana-se, no entanto, quem acha que o currículo do olheiro se restringe ao atacante do Flamengo. Há 22 anos, quando cedeu a camisa 10 da Catuense para o ainda garoto Bobô, Chiquinho passou a se dedicar à função de rodar os campos da Bahia em busca de promessas.

- Era um clube pequeno, foi o primeiro clube-empresa do Brasil, e assumi como treinador. Na verdade, a necessidade fez com que eu andasse atrás de jovens jogadores. Foi quando achei o Luiz Henrique, que depois passou pelo Fluminense e pela seleção brasileira.

Após idas e vindas entre Catuense e Bahia, Chiquinho chegou ao Vitória em 1998, onde em sete anos revelou inúmeros jogadores para o mundo da bola.

- A demanda era maior e sabíamos exatamente o tipo de jogador de que precisávamos. O Vitória todo ano disputa dois torneios internacionais, na Itália e na Holanda, e nós prestávamos atenção para saber que tipo de atleta interessava ao mercado europeu. Na volta a gente ia atrás do jogador tipo exportação.

 

 No Barradão, a fábrica de craques

 

Ivo Gonzalez
AGÊNCIA O GLOBO
Além de descobrir Obina, Chiquinho também é o responsável pelo apelido 

Felipe (Corinthians), Carlinhos (Fluminense), Adaílton (Santos), David Luiz (Benfica) e Fernandinho (Cruzeiro); Xavier (Vasco), Dudu Cearense (CSKA), Luiz Henrique (ex-Flu) e Leandro Domingues (Cruzeiro); Obina (Flamengo) e Alecsandro (Cruzeiro). A escalação forma um time inteiro de jogadores revelados por Chiquinho, selecionados em um rápido papo com o treinador, que faz questão de se redimir com os esquecidos.

- São muitos, a gente podia montar mais uns dois times. É bom deixar claro senão eles reclamam comigo. Felizmente no Vitória tive uma passagem de sucesso. Faltou colocar aí o Nádson (futebol coreano), o goleiro Juninho (Atlético-MG), Marcelo Moreno (Cruzeiro)...

Apesar de colecionar mais acertos que erros, Chiquinho de Assis garante que não há fórmula preestabelecida para descobrir um bom jogador.

 

Agência

 

 Na terra do Tio Sam, escassez de talentos

 

Reprodução
Arquivo Pessoal
'We can learn' ('Podemos aprender): americanos sonham com um Obina yankee

Nos Estados Unidos desde 2005, Chiquinho de Assis vive uma realidade bem diferente da dos campos tupiniquins. Se por lá a estrutura é a melhor possível, a facilidade para revelar jogadores é bem menor.

- Não há tanta fartura. O futebol nos EUA tem evoluído muito, o sistema de formação dos jogadores é bem interessante, com a disputa de torneios colegiais regionais, onde o jogador treina e estuda por um ano e depois, caso apareça alguém melhor que ele, perde a vaga. Eles são muito disciplinados. A cultura é outra, mas as passagens do Romário e do Zinho, que é ídolo, têm sido importantes.

Mesmo a distância, o treinador faz uma crítica aos clubes brasileiros, creditando a eles a culpa dos descobridores não terem quase nenhum retorno financeiro em relação aos atletas descobertos.

- Os dirigentes pensam que o cara surge por acaso. O formador deve ser muito mais valorizado. Não remuneram bem os profissionais da base, que são fundamentais para estes clubes depois venderem os jogadores e se manterem financeiramente. Esse é o problema. É preciso entender que ninguém chega pronto. O atleta é lapidado, a gente trabalha a técnica, o emocional, o moral, até que ele se torne um profissional. Precisamos mudar esta cultura. "





Para quem não conhece, veja o que diz a prima de Chiquinho, Márcia Diniz:

"ELE É IRMÃO DO GONZAGA,DA NEUZA,DA NEUZEMIR,ETC.ELE É FILHO DO FRANCISCO BARÃO/IRENE ROSSI.LEMBRA??"





Alô, Paraíso do Tobias, uma revelação de talento!