
Depois de revelar Obina, Chiquinho foi parar até em Hollywood.
Extraído do site:
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/ , acesso em 28/8/07.
"28/08/2007 - 12h37m - Atualizado em 28/08/2007 - 19h15m
Descobridor de Obina já treinou Romário
No Vitória, Chiquinho de Assis revelou o 'Anjo Negro'. Hoje, é técnico do Miami
Nação rubro-negra, Chiquinho de Assis é o pai da
criança. Há cerca de seis anos, o então treinador e observador das
categorias de base do Vitória foi ver uma partida preliminar no Estádio
da Fonte Nova, em Salvador, quando um parrudo camisa 9 do time da Ilha
de Itaparica chamou sua atenção pelo incrível poder de conclusão:
começava ali a carreira do atacante Obina.
Atualmente
no americano Miami FC, onde treinou até Romário no ano passado,
Chiquinho fala com carinho do "Anjo Negro" e relembra a história do
"nascimento" do xodó da torcida do Flamengo.
-
A gente não tinha o costume de olhar para jogadores mais velhos, mas
aquele rapaz de 18 para 19 anos era diferenciado. Fiquei impressionado
com as finalizações dele, era bom no cabeceio, chutava bem e de onde
fosse. A gente sabia que na técnica ele não se sobressaía, mas tinha
uma personalidade enorme – conta o treinador.
Chiquinho também apelidou Manuel Filho como Obina por causa da semelhança com um jogador nigeriano com este nome.
- Eu o admiro
muito por sua personalidade. Só um cara muito determinado conseguiria
superar toda a resistência que a própria direção do Vitória impunha por
conta da idade elevada. O costume é o atleta treinar na base desde
novo. Ele quebrou esta barreira e hoje é o ídolo que é.
Engana-se,
no entanto, quem acha que o currículo do olheiro se restringe ao
atacante do Flamengo. Há 22 anos, quando cedeu a camisa 10 da Catuense
para o ainda garoto Bobô, Chiquinho passou a se dedicar à função de
rodar os campos da Bahia em busca de promessas.
- Era
um clube pequeno, foi o primeiro clube-empresa do Brasil, e assumi como
treinador. Na verdade, a necessidade fez com que eu andasse atrás de
jovens jogadores. Foi quando achei o Luiz Henrique, que depois passou
pelo Fluminense e pela seleção brasileira.
Após idas e
vindas entre Catuense e Bahia, Chiquinho chegou ao Vitória em 1998,
onde em sete anos revelou inúmeros jogadores para o mundo da bola.
-
A demanda era maior e sabíamos exatamente o tipo de jogador de que
precisávamos. O Vitória todo ano disputa dois torneios internacionais,
na Itália e na Holanda, e nós prestávamos atenção para saber que tipo
de atleta interessava ao mercado europeu. Na volta a gente ia atrás do
jogador tipo exportação.
No Barradão, a fábrica de craques

AGÊNCIA O GLOBO
Além de descobrir Obina, Chiquinho também é o responsável pelo apelido
Felipe
(Corinthians), Carlinhos (Fluminense), Adaílton (Santos), David Luiz
(Benfica) e Fernandinho (Cruzeiro); Xavier (Vasco), Dudu Cearense
(CSKA), Luiz Henrique (ex-Flu) e Leandro Domingues (Cruzeiro); Obina
(Flamengo) e Alecsandro (Cruzeiro). A escalação forma um time inteiro
de jogadores revelados por Chiquinho, selecionados em um rápido papo
com o treinador, que faz questão de se redimir com os esquecidos.
-
São muitos, a gente podia montar mais uns dois times. É bom deixar
claro senão eles reclamam comigo. Felizmente no Vitória tive uma
passagem de sucesso. Faltou colocar aí o Nádson (futebol coreano), o
goleiro Juninho (Atlético-MG), Marcelo Moreno (Cruzeiro)...
Apesar
de colecionar mais acertos que erros, Chiquinho de Assis garante que
não há fórmula preestabelecida para descobrir um bom jogador.
Na terra do Tio Sam, escassez de talentos

Arquivo Pessoal
'We can learn' ('Podemos aprender): americanos sonham com um Obina yankee
Nos
Estados Unidos desde 2005, Chiquinho de Assis vive uma realidade bem
diferente da dos campos tupiniquins. Se por lá a estrutura é a melhor
possível, a facilidade para revelar jogadores é bem menor.
-
Não há tanta fartura. O futebol nos EUA tem evoluído muito, o sistema
de formação dos jogadores é bem interessante, com a disputa de torneios
colegiais regionais, onde o jogador treina e estuda por um ano e
depois, caso apareça alguém melhor que ele, perde a vaga. Eles são
muito disciplinados. A cultura é outra, mas as passagens do Romário e
do Zinho, que é ídolo, têm sido importantes.
Mesmo a
distância, o treinador faz uma crítica aos clubes brasileiros,
creditando a eles a culpa dos descobridores não terem quase nenhum
retorno financeiro em relação aos atletas descobertos.
-
Os dirigentes pensam que o cara surge por acaso. O formador deve ser
muito mais valorizado. Não remuneram bem os profissionais da base, que
são fundamentais para estes clubes depois venderem os jogadores e se
manterem financeiramente. Esse é o problema. É preciso entender que
ninguém chega pronto. O atleta é lapidado, a gente trabalha a técnica,
o emocional, o moral, até que ele se torne um profissional. Precisamos
mudar esta cultura. "
Para quem não conhece, veja o que diz a prima de Chiquinho, Márcia Diniz:
"ELE É IRMÃO DO GONZAGA,DA NEUZA,DA NEUZEMIR,ETC.ELE É FILHO DO FRANCISCO BARÃO/IRENE ROSSI.LEMBRA??"
Alô, Paraíso do Tobias, uma revelação de talento!