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PREZADOS CONTERRÂNEOS E AMIGOS DE MIRACEMA-RJ,

 

DEIXEM AQUI SUA CONTRIBUIÇÃO, PARA QUE TODOS OS INTERNAUTAS INTERESSADOS POSSAM CONHECER UM POUCO DA HISTÓRIA DE NOSSA TERRA.

TODA COLABORAÇÃO FEITA COM ÉTICA, RESPEITO E BOA INTENÇÃO, SERÁ BEM-VINDA!

 

FELIZ 2007 A TODOS OS VISITANTES.

 

ANGELINE COIMBRA TOSTES DE MARTINO ALVES

Sem medo de ser feliz!

"Avante, Mocidade! Miracema quer ser livre, quer viver independente, amplamente."

 

 

O Alvorecer de Miracema

 

 (1842 - 1882 )

 

                                                                                                   

 

 José Frederico M. Siqueira

 

 

            O declínio da exploração do ouro, no final do século XVIII, provocou o surgimento de massas humanas com pouquíssimas perspectivas econômicas. Por outro lado, como resultado da política colonial de impedir rotas alternativas para o contrabando do ouro, a atual zona da Mata mineira e o Noroeste fluminense foram consideradas Zonas Proibidas, tendo o seu povoamento e exploração fortemente reprimido pelo governo colonial. Nessas condições, nada mais natural  do que levantar as barreiras burocráticas e permitir que ali, tão próximos, na borda da região aurífera, fossem ocupados os milhares de quilômetros de matas virgens.

         Então, os mineiros desceram aos magotes! Do chão áspero e imantado do Sabaruçu, Queluz, Catas Altas, Santa Bárbara para a mata jurássica das grandes árvores, dos rios caudalosos e dos índios ( uns se deixando facilmente dominar, outros lutando ferozmente ). Como resultado, em menos de cinco décadas, onde existiam esparsas choças indígenas brotaram centenas de núcleos populacionais.

        A doação de terras públicas por autoridades provinciais, apesar de abolida após a independência, era prática comum. Entretanto, a  terra pertenceria a quem conseguisse, efetivamente, ocupá-la. Os Rodrigues Pereira tinham certa influência no Queluz e em Barbacena e podem ter obtido cartas de doação de terras no vale do rio Pomba. Para dar início a exploração e ocupação foi designado Antônio Rodrigues Pereira  (conhecido por Antônio Mutuca ) que, ajudado por índios puris, construiu o núcleo do que seria a futura fazenda Floresta, dando condições para que D. Ermelinda e demais familiares se fixassem no vale do ribeirão Santo Antônio. Em 1842, D.Ermelinda, com auxílio do padre Bento de Gênova, constrói a capela e doa 25 alqueires para o patrimônio do santo. Esta construção é considerada o marco inicial de Miracema.

            Nesse ano e nos seguintes chegam ao ribeirão de Santo Antônio os homens que vão  povoar e expandir a localidade. Manuel Felisberto Pereira da Silva ( fazenda da Cachoeira), Joaquim de Araújo Padilha ( Recreio e Floresta ), Anacleto Reveziano de Siqueira Alvim (São Pedro ), Joaquim José Bastos ( Tirol ), Marcelino Dias Tostes ( Agua Limpa ), Deodato e Reginaldo Mendes Linhares ( Cachoeira Bonita ), Lucas Mendes Linhares ( Pinheiro ), Gabriel Alves Rodrigues ( São Luis), Antonio de Araújo Barbosa ( Fortaleza ), Plácido Antônio de Barros ( Paraiso ), Custódio Bernardino de Barrros ( São Luis ) e Francisco Bernardino de Barros  ( Santa Inês ).

            Por volta de 1855-58 esses homens já haviam implantado e consolidado suas fazendas, sendo o café a fonte de renda principal. As fazendas possuíam lavouras de subsistência, criações de porcos, galinhas, gado, engenhos de moer cana, moinhos de fubá. Os excedentes eram comercializados na distante São Fidélis...

           Mas, além da atividade agrícola, devia-se construir o poder político, pois a população, tendo como centro a capela, crescia e novos imigrantes não paravam de chegar. Manuel Felisberto tornou-se o principal líder não só do Ribeirão de Santo Antônio como de toda a freguesia de Pádua a qual o Ribeirão pertencia. Quando da fundação do município de São Fidélis, em 05 de março de 1855, foi o vereador representante da região. Vamos encontrá-lo em 1863 como subdelegado de polícia ( na Cachoeira ficava o tronco e a roda de bacalhau...), foi ainda juiz de paz e provedor de ordens religiosas. Tenente-coronel da guarda nacional, monarquista, escravista, conservador, exerceu o mando político praticamente sem oposição até o seu falecimento em 1872.

             Outro líder importante, desse período inicial de Miracema, foi Joaquim de Araújo Padilha (genro de Manuel Felisberto) organizador da companhia de transporte ferroviário que levou o primeiro trem a Miracema, transformando-a na povoação mais populosa, mais desenvolvida e mais rica da freguesia. Foi elevada a categoria de distrito de paz em 1882. Nesse momento, novos lideres exerciam o poder político: Francisco Procópio Alvim e Silva ( filho de Manuel Felisberto ), José Carlos Moreira, Ferreira da Luz , Firmo de Araújo.

           Entretanto, o ardor da campanha republicana e da libertação dos escravos, quebrou a estrutura política hegemônica, colocando esses líderes em campos opostos.

             Era o prenúncio das acirradíssimas batalhas políticas que logo a seguir ocorreriam !

 

 

Bibliografia

 

BUSTAMANTE, Heitor.  Sertões dos Puris.  Secretaria de Educação e Cultura do Rio de Janeiro, Niterói. 1971. 

 

COSTA, Joaquim Ribeiro. Toponímia de Minas Gerais.  Imprensa Oficial, Belo Horizonte. 1970.

 

LESSA, Jair.  Juiz de Fora e seus pioneiros.  Funalfa/Edufjf, Juiz de Fora 1985.

 

MONTEIRO, Maurício. Altivo Linhares: Memórias de um líder da velha província.  Editora Damadá ltda, 1986.

 

O artigo saiu no Página Um, ano III - número 25 - Miracema, 30 de julho de 1997.

 

 

Comentários

(13:05 @ 22/12/2006) Frederico disse:
O Alvorecer de Miracema (1842 - 1882 ) José Frederico M. Siqueira O declínio da exploração do ouro, no final do século XVIII, provocou o surgimento de massas humanas com pouquíssimas perspectivas econômicas. Por outro lado, como resultado da política colonial de impedir rotas alternativas para o contrabando do ouro, a atual zona da Mata mineira e o Noroeste fluminense foram consideradas Zonas Proibidas, tendo o seu povoamento e exploração fortemente reprimido pelo governo colonial. Nessas condições, nada mais natural do que levantar as barreiras burocráticas e permitir que ali, tão próximos, na borda da região aurífera, fossem ocupados os milhares de quilômetros de matas virgens. Então, os mineiros desceram aos magotes! Do chão áspero e imantado do Sabaruçu, Queluz, Catas Altas, Santa Bárbara para a mata jurássica das grandes árvores, dos rios caudalosos e dos índios ( uns se deixando facilmente dominar, outros lutando ferozmente ). Como resultado, em menos de cinco décadas, onde existiam esparsas choças indígenas brotaram centenas de núcleos populacionais. A doação de terras públicas por autoridades provinciais, apesar de abolida após a independência, era prática comum. Entretanto, a terra pertenceria a quem conseguisse, efetivamente, ocupá-la. Os Rodrigues Pereira tinham certa influência no Queluz e em Barbacena e podem ter obtido cartas de doação de terras no vale do rio Pomba. Para dar início a exploração e ocupação foi designado Antônio Rodrigues Pereira (conhecido por Antônio Mutuca ) que, ajudado por índios puris, construiu o núcleo do que seria a futura fazenda Floresta, dando condições para que D. Ermelinda e demais familiares se fixassem no vale do ribeirão Santo Antônio. Em 1842, D.Ermelinda, com auxílio do padre Bento de Gênova, constrói a capela e doa 25 alqueires para o patrimônio do santo. Esta construção é considerada o marco inicial de Miracema. Nesse ano e nos seguintes chegam ao ribeirão de Santo Antônio os homens que vão povoar e expandir a localidade. Manuel Felisberto Pereira da Silva ( fazenda da Cachoeira), Joaquim de Araújo Padilha ( Recreio e Floresta ), Anacleto Reveziano de Siqueira Alvim (São Pedro ), Joaquim José Bastos ( Tirol ), Marcelino Dias Tostes ( Agua Limpa ), Deodato e Reginaldo Mendes Linhares ( Cachoeira Bonita ), Lucas Mendes Linhares ( Pinheiro ), Gabriel Alves Rodrigues ( São Luis), Antonio de Araújo Barbosa ( Fortaleza ), Plácido Antônio de Barros ( Paraiso ), Custódio Bernardino de Barrros ( São Luis ) e Francisco Bernardino de Barros ( Santa Inês ). Por volta de 1855-58 esses homens já haviam implantado e consolidado suas fazendas, sendo o café a fonte de renda principal. As fazendas possuíam lavouras de subsistência, criações de porcos, galinhas, gado, engenhos de moer cana, moinhos de fubá. Os excedentes eram comercializados na distante São Fidélis... Mas, além da atividade agrícola, devia-se construir o poder político, pois a população, tendo como centro a capela, crescia e novos imigrantes não paravam de chegar. Manuel Felisberto tornou-se o principal líder não só do Ribeirão de Santo Antônio como de toda a freguesia de Pádua a qual o Ribeirão pertencia. Quando da fundação do município de São Fidélis, em 05 de março de 1855, foi o vereador representante da região. Vamos encontrá-lo em 1863 como subdelegado de polícia ( na Cachoeira ficava o tronco e a roda de bacalhau...), foi ainda juiz de paz e provedor de ordens religiosas. Tenente-coronel da guarda nacional, monarquista, escravista, conservador, exerceu o mando político praticamente sem oposição até o seu falecimento em 1872. Outro líder importante, desse período inicial de Miracema, foi Joaquim de Araújo Padilha (genro de Manuel Felisberto) organizador da companhia de transporte ferroviário que levou o primeiro trem a Miracema, transformando-a na povoação mais populosa, mais desenvolvida e mais rica da freguesia. Foi elevada a categoria de distrito de paz em 1882. Nesse momento, novos lideres exerciam o poder político: Francisco Procópio Alvim e Silva ( filho de Manuel Felisberto ), José Carlos Moreira, Ferreira da Luz , Firmo de Araújo. Entretanto, o ardor da campanha republicana e da libertação dos escravos, quebrou a estrutura política hegemônica, colocando esses líderes em campos opostos. Era o prenúncio das acirradíssimas batalhas políticas que logo a seguir ocorreriam ! Bibliografia BUSTAMANTE, Heitor. Sertões dos Puris. Secretaria de Educação e Cultura do Rio de Janeiro, Niterói. 1971. COSTA, Joaquim Ribeiro. Toponímia de Minas Gerais. Imprensa Oficial, Belo Horizonte. 1970. LESSA, Jair. Juiz de Fora e seus pioneiros. Funalfa/Edufjf, Juiz de Fora 1985. MONTEIRO, Maurício. Altivo Linhares: Memórias de um líder da velha província. Editora Damadá ltda, 1986.

(02:10 @ 04/01/2007) Anônimo disse:
O Alvorecer de Miracema ( I I ) José Frederico M. Siqueira O segundo reinado, que durou quase meio século, transmitia uma imagem de solidez e estabilidade. A figura do monarca inspirava respeito e confiança. Foram, portanto, surpreendentes as transformações advindas da libertação dos escravos e da proclamação da República, que logo a seguir, mergulham o país numa roda viva cuja velocidade e giro nunca mais conseguimos controlar. Ainda sob regime monárquico, em 1883, ocorreu a emancipação de Pádua; de distrito de São Fidélis para vila independente. Esta transição foi quase como um passeio. Não houve disputas e tão logo o dinheiro, para a construção da Câmara e Cadeia, ficou disponível, instalou-se o município. A disputa política, podemos dizer, passa da sala de visitas para a cozinha! Em Miracema, como uma espécie de direito hereditário, o poder era exercido por Francisco Procópio tendo como correligionário José Carlos Moreira. Por outro lado, Ferreira da Luz , Joaquim de A. Padilha e seu genro Josino Antônio de Barros ( Fazenda da Liberdade) fundam um clube republicano, polarizando-se as diferenças entre os monarquistas e os, agora, novos republicanos. A campanha republicana, por estes lados, foi muito mais intensa do que normalmente imaginamos. Nilo Peçanha foi apedrejado em Laje do Muriaé e enfrentou monarquistas em Miracema. Silva Jardim na sua conferência em Pádua discursou tendo sempre o revólver ao alcance da mão. Com a proclamação da república Ferreira da Luz tornou-se o principal político do município. Adotou orientação política contrária a do interventor no estado do Rio, Francisco Portela, provocando inevitável choque entre ambos. Então, Francisco Portela funda, em Pádua, um diretório político tendo entre seus integrantes F. Procópio, Firmo de Araujo e José C. Moreira. O fato provoca protestos, pois estas personalidades eram consideradas monarquistas pelos clubes republicanos. O desenrolar das disputas culmina com os acontecimentos de 1891, quando Ferreira da Luz e Josino Antonio de Barros comandam um contingente de 600 homens armados que cercam a intendência municipal, assumindo o governo até as eleições de 1892. Nestas eleições o grupo de Ferreira da Luz venceu de forma total e Francisco Procópio foi o grande derrotado (meu pai, Bené Siqueira, contava a história de que esta derrota foi de tal modo traumatizante que um mês após os resultados, aos 56 anos, F. Procópio falecia, em profundo estado depressivo ). Já Firmo de Araújo voltou-se para Palma e conseguiu, junto a antigos companheiros secundaristas, a emancipação, tornando-se o líder político do novo município e, aproveitando a instabilidade reinante, reintroduziu o velho problema dos limites entre Minas e Rio de Janeiro. Por sua vez, José C. Moreira, apesar das condições adversas, obteve sua eleição. O período entre 1894-1915 foi dramaticamente trágico, tendo como conseqüência, imensa agitação política e social. Iniciou-se com a tragédia de Ferreira da Luz, eleito deputado, no auge de seu prestígio político, foi acometido de grave doença, praticando o suicídio. Continuou com a luta do Contestado, com o assassinato do jornalista Otávio M. Barros, com a atuação do grupo “mão negra”, com a invasão pelo “grupo da morte” da cidade de Palma, cujo desfecho foi a morte de Firmo de Araújo. Contudo, o noroeste fluminense era uma das principais áreas de desenvolvimento do país, a cafeicultura experimentava notável crescimento, implantavam-se novas indústrias, o comércio ampliava-se, as cidades cresciam, surgiam as bandas de música, os cinemas, a iluminação elétrica, percebia-se um nítido movimento do campo para a cidade. Por esses tempos Custódio de Araújo Padilha, cujas raízes estão fincadas na velha Cachoeira, comandava a corrente padilhista. Em Miracema o padilhismo teve como seus líderes Josino Antônio de Barros, Francisco Dias Tostes, José Alvim Tostes, Joaquim Bernardino de Barros e muitos outros. Como adversários os padilhistas enfrentavam o grupo cuja liderança era exercida por Themístocles de Almeida, que recebia apoio, em Miracema, de José da Silva Bastos ( outra tradicional família de raízes cachoeirenses ). Já o experiente José C. Moreira associava-se a forças emergentes e de características urbanas, entre esses novos agentes apareciam os imigrantes, principalmente italianos e libaneses. Esses dois povos possuem pelo menos uma característica comum: a imensa emotividade, neles a paixão jorra incontida, a vida queima no fluxo livre das emoções. Temperadas pela matreirice mineira e pelo amor à terra miracemense de um Melchiades Cardoso ( o primeiro separatista) essa mistura desencadeou forças cuja resultante conduzia, quase sempre, a vitórias eleitorais e que acabaria desaguando na idéia separatista. Por volta de 1920, Raul Nascimento ( sobrinho de José C. Moreira ) apresentou na assembléia fluminense o projeto de emancipação de Miracema. Notável reforço para o lado separatista significou a adesão de Ventura Lopes, eleito prefeito para o período 1927-1929. O movimento separatista tornou-se o tema central da política municipal, levando antigos e ferrenhos inimigos padilhistas e themistoclistas a unirem forças para derrotá-lo. Enquanto transcorria a disputa separatista, gestava-se, em nível nacional, o movimento tenentista. Para o jovem fazendeiro Altivo Linhares, ideologicamente livre, não foi difícil acolher e apoiar as novas idéias. Quando estas triunfaram, tornou-se o seu principal representante. Mas o movimento separatista também foi vitorioso, conseguindo a emancipação!. Emergiu, então, a tríade, Ventura Lopes, Altivo Linhares, Melchíades Cardoso que nos trinta anos seguintes, para o bem ou para o mal, iriam canalizar e conduzir as esperanças, os desejos e as emoções da nascente comunidade. Bibliografia AZEVEDO, Carlos Frederico Siqueira

(02:13 @ 04/01/2007) Anônimo disse:
Os primeiros Padilhas no Ribeirão S. Antônio José Frederico Magalhães Siqueira O segundo reinado começa com o golpe da Maioridade patrocinado pelos liberais. D. Pedro de Alcântara, aos 14 anos, é declarado maior, assumindo o trono em 1840. Dois anos após, os liberais, embora jurando lealdade eterna a S.M., deflagram o movimento que empolgaria os mi-neiros e levaria o Duque de Caxias e seu exército ao coração das Minas Gerais. Em rapidíssima campanha, cuja batalha final trava-se em Santa Luzia, encerra a revolta liberal, levando à prisão os principais líderes, à frente, Teófilo Otoni. Neste mesmo 1842 Joaquim de Araújo Padilha, nascido em Catas Altas da Noruega, bati-zado a 19 de janeiro de 1820 na mesma cidade, casado, por volta de 1841, com Anna Minervina (batizada na capela de Lamin, em 22 de janeiro de 1825) reunido ao concunhado Anacleto Revi-ziano de Siqueira Alvim (casado com Maria Umbelina batizada, no Lamin, em 1826), comanda-dos pelo sogro Manuel Felisberto Pereira da Silva e sua numerosa família, escravos e agregados descem da serra do Espinhaço, atravessam os vales dos rios Piranga e Xopotó, sobem a serra de S. José ( contraforte da Mantiqueira ), atingindo Mercês e, já no vale, São Manuel do Pomba (atual Rio Pomba). Sempre pela margem esquerda do rio alcançam Porto dos Diamantes (atual Cataguases) na estrada para Campos, passam por Laranjal e Capivara (Palma) e chegam ao ri-beirão Santo Antônio. O roteiro descrito seria o menor caminho que os migrantes deveriam percorrer para atingir o ribeirão, tomando-se como referência o mapa da província de Minas Gerais desenhado pelo en-genheiro alemão Eschwege em 1833. A região do Ribeirão Santo Antônio situava-se nos limites das províncias de Minas Gerais e Rio de Janeiro, como estabelecia, no seu artigo 1º , o decreto imperial nº 297 de 19 de maio de 1843, in verbis: "Os limites entre a Província do Rio de Janeiro e a de Minas Gerais, ficam provi-soriamente fixados da maneira seguinte: começando pela foz do riacho Pirape-tinga do Paraíba, subindo pelo dito Pirapetinga acima até o ponto fronteiro à bar-ra do Ribeirão Santo Antônio do Pomba e daí por uma linha reta à dita barra do Santo Antônio, correndo pelo Ribeirão acima até a serra denominada Santo An-tônio e daí a um lugar do rio Muriaé chamado Poço Fundo, correndo pela Serra do Gavião até a cachoeira dos Tombos no rio Carangola e seguindo a serra do Carangola até encontrar a Província do Espírito Santo." Portanto, o nosso ribeirão, provisoriamente, como estipulado no decreto, era a linha demarcatória entre as províncias de Minas e Rio. Vale lembrar que a disputa para torna-la definitiva só foi encerrada 100 anos depois, em 1943, quando foi fixado o atual traçado. Joaquim de Araújo Padilha instalou-se no lado sul do ribeirão na fazenda da Floresta, pro-vavelmente adquirida de Antônio Rodrigues Mutuca, mudando-se, mais tarde, para a fazenda Recreio. Os filhos começaram a nascer: Maria Salomé, bisavó, aqui do grupo, do Kasal, do Mundinho e minha, casada em 1860, na ca-pela de Miracema, com Teófilo Antunes Siqueira. O Fórum de Miracema tem o nome de seu neto Antônio Siqueira. Amélia, nascida em 1847, casada com Josino Antônio de Barros. Sua bisneta Ivane é casada com Aristides Rocha, professor titular da USP, o genealogista dos Barros e Padilhas. Marcelina, casada em 11 de julho de 1887, em Pádua, com Manoel Picanço Júnior Anna, casada com Gabriel Rodrigues, segundo testemunho do Bené que sempre me contava uma história curiosa sobre as tratativas do casamento. Paulino, é nome de rua. E é a do Erasmo! Avô do Perácio, o craque dos craques! Seu bisneto Plínio é concertista de fama internacional, orgulho de Miracema! Custódio, o chefe político, comandante padilhista, uma das correntes que predominou em Pádua durante a República Velha. Em virtude do que determinava o artigo 91, do decreto no 1318 de 30 de janeiro de 1854, Joaquim registrou as fazendas, perante os vigários José Joaquim Pereira de Carvalho e Torquato Antônio Leite, na igreja da freguesia de Santo Antônio de Pádua, em documento do seguinte teor: “Declaro que possuo duas fazendas unidas, no Ribeirão de Santo Antônio: uma denominada Floresta e outra Recreio, dividindo ribeirão abaixo com terras do ca-pitão Joaquim Rodrigues Franco e ribeirão acima com terras de Antônio Gregório de Brito e Joaquim Cândido Guimarães, para o poente com terras de Gabriel Al-ves Rodrigues e D. Maria Jacinta e para o nascente com terras de José Bernar-dino Leite Ribeiro e os herdeiros do falecido Francisco de Andrade. Tem cada uma das fazendas, mais ou menos, meia légua quadrada. Recreio, 24 de feve-reiro de 1857.” Seria a fazenda Floresta, referida no documento, a mítica fazenda desbravada por Antônio Rodrigues Mutuca, filho de D. Ermelinda Rodrigues a doadora do terreno onde nasceu Mirace-ma.? Das muitas versões que circulam sobre a fundação de Miracema a mais comum é aquela em que o Mutuca após “empréstimo forçado” a um amigo negociante da vila de Senhora dos Remédios dirigiu-se para os sertões do leste da província de Minas Gerais, aí tomou posse de terras devolutas e com auxílio de índios puris, ou coroados, construiu a casa para sede e formou uma fazenda localizada nas margens do ribeirão. Esta fazenda criou as condições que permitiram a vinda de D. Ermelinda. Como descrito na declaração a fazenda Floresta faz divisa, ribeirão abaixo, com terras do capitão Joaquim Rodrigues Franco. Este, por sua vez, na mesma época, declarou possuir uma fazenda “com duas sesmarias nas margens do rio Pomba fazendo testada com o mesmo rio, divi-dindo pelos fundos com D. Maria Jacinta, Gabriel Rodrigues e Joaquim de Araújo Padilha.”. Se considerarmos “uma légua de sesmaria” equivalente a 6,6 km; uma “sesmaria” equivalente a um quadrado de 3,3 km de lado; somando-se as sesmarias declaradas pelos dois Joaquim, obteremos um retângulo de 13,2 km de comprimento por 3,3 km de largura. Como a distância da margem do rio Pomba até Miracema está em torno dos 13 quilômetros, as terras entre esses dois pontos, contidas no retângulo e tomando como eixo o ribeirão, a eles pertenciam. Deve-se notar que as questões históricas da posse e propriedade das terras, no início de Mira-cema, continuam um problema em aberto. Entretanto, se os “Rodrigues” de Antônio, Ermelinda, Joaquim, Gabriel forem da mesma família a versão de um Rodrigues como desbravador inicial estaria bem reforçada. Já a fazenda Recreio, entre os seus donos posteriores encontramos um Conde da Estrela, ten-do, por isso, tomado o nome de “Fazenda do Conde”. O Conde, junto com o Sombreiro, é para muitos de nós uma lembrança de aventuras, cachoeiras, piqueniques, meninas de maios, o pri-meiro roçar em coxas e pernas; para outros, o prazer de estar na “gang”, a desobediência famili-ar, ( minino! num vai tomar banho de rio não, hein!) o desafio do primeiro mergulho; para todos: a liberdade e a alegria de viver. Joaquim de Araújo Padilha foi sempre citado no Almanaque Laemmert como fazendeiro de café. Pertenceu a Guarda Nacional atingindo a patente de Tenente-Coronel. Juiz de Paz de 1852 a 1872. Quer acompanhando o sogro Manuel e o concunhado Anacleto quer acompanhado pelo genro Josino e, posteriormente, pelos filhos Paulino e Custódio desenvolveu atividades em várias direções. Um dos incentivadores da construção da estrada de ferro que ligaria São Fidélis a Miracema. A companhia E. F. Santo Antônio de Pádua, da qual foi o primeiro presidente, cons-tituída com capital inicial de “300 contos de réis”, dividido em ações de “200 mil réis”, total-mente integralizado por investidores de São Fidélis, Cambuci, Itaocara, Pádua, Miracema e de-mais municípios da região. Obtida a concessão os trabalhos forma iniciados, por volta de 1876, sendo Vieira Braga o engenheiro responsável. Fatos sobre esta ferrovia foram largamente divul-gados pelo Luiz Carlos aqui no grupo. Tornando-se amigo de Ferreira da Luz (cujo sogro, José Duque Estrada, também foi dono da Recreio) participou com ele, em 1886, da fundação do Clu-be Republicano em Miracema e Pádua. Na solenidade comemorativa da proclamação da repúbli-ca realizada na câmara de vereadores da então vila de Santo Antônio de Pádua fez a proposta, aclamada por todos, para que fossem nomeados o delegado de polícia provisório e subdelegados, indicando para a subdelegacia de Miracema o seu filho Paulino... O outro Padilha é José de Araújo Padilha, batizado a 6 de março de 1823 na Capela de Es-pera, MG. Casado, provavelmente, em 1849, com Anna Esméria de Jesus de quem tem-se refe-rência na igreja da Nossa Senhora da Bandeira, MG como madrinha de batizado em 1848. O casal, vindo para o Ribeirão, adquiriu a fazenda Barro Branco, nascendo aí os seguintes filhos: Benvinda Deolinda, nascida por volta de 1850. Casada a 18 de maio de 1865, com José Theo-dorico Gomes Alvim, nascido por volta de 1833. Joaquim Sobrinho, casado a 31 de outubro de 1874 com Francisca Leopoldina de Padilha , nas-cida em 1859. Anacleto, casado em 20 de outubro de 1874 com Luciana Evangelista Tostes Padilha. Olimpio, casado em 30 de novembro de 1882 com Jovita Crispiniana Alvim e Silva. Foi cronis-ta da “Gazeta de Pádua” assinava com o pseudônimo de Polymio. Wenceslau, casado com Amélia Tostes Padilha, em 25 de fevereiro de 1879. Frederico José, casado com Alda Reveziana Alvim Padilha, em 3 de fevereiro de 1883. Bisavô, aqui do grupo, do Hércules, do Mundinho e meu. Também avô dos irmãos Paulino, Renato e Frederico fundadores do grupo Padilha que exerce forte influência econômica e política em todo o Noroeste fluminense. Nando, atual prefeito de Pádua, é seu bisneto. José é também citado no Laemmert como fazendeiro de café. Era pessoa de relativa instru-ção, tinha os seus próprios conceitos pedagógicos. Entendia que ao pai cabia o ensino das pri-meiras letras aos filhos. Acometido de grave doença veio a falecer a 15 de julho de 1866. O seu testamento, lavrado no cartório de São Fidélis, tendo como avaliadores Anacleto Reveziano de Siqueira Alvim e Josino Antonio de Barros, consta dos seguintes bens: “17 escravos, 1 cavalo, 1 transcelim de ouro, 1 cordão arrebentado, 2 mesas pequenas, 1 burro velho, 6 colheres de prata, 20 cabeças de porco, 4 camas, 2 toalhas finas de algodão, 1 bandeja. Meação 6.8880”. A fazenda, por sugestão do cunhado Joaquim, foi transferida pela viúva, D. Ana, para José Fer-reira de Matos Guimarães e depois para José Luís Homem quando passou a chamar-se Veneza. Estes dois irmãos são os troncos de que descendem este ramo da família Padilha. Da segunda geração, aqui apenas anunciados, tem-se muito a dizer. Esta já tem suas raízes fincadas no solo generoso e bravio do outrora Sertões do Leste, hoje os municípios fluminenses de Miracema e Pádua. O sobrenome Mutuca deriva da Fazenda da Mutuca propriedade que o Capitão Manoel Pereira (marido de Ermelinda) possuía na localidade de Senhora dos Remédios em Minas Gerais. Na Fazenda da Mutuca nasceu aquele que seria o futuro Coronel Firmo de Araújo figura controvertida da nossa região; a fazenda pertenceu ao sogro de Joaquim Silvério dos Reis aquele que dedurou os inconfidentes. Vade retro!. Inventário de José de Araújo Padilha Inventariante - a viúva D. Ana Esmeria de Jesus Juramento 25/08/1866 José de Araújo Padilha faleceu a 23/08/1863 Filhos: Deolinda Benvinda Padilha, nascida por volta de 1850. Casada com José Theo-dorico Gomes Alvim (ou Alvim e Silva),(nascido por volta de 1833) a 18/05/1865. ???Joaquim de Araújo Padilha Sobrinho, casado com Francisca Leopoldina de Padilha (* 1859) filha de Joaquim de Araújo Padilha. O casamento foi a 31/10/1874. ???Anacleto de Araujo Padilha, casou-se a 20/10/1874 com Luciana Evangelista Tostes e Silva, filha de Joaquim Pio de Alvim e Silva. Wenceslau de Araujo Padilha, casou-se com Amélia da Silva Tostes, filha de Joaquim Pio de Alvim e Silva. Olimpio de Araújo Padilha, casou-se a 30/11/1882 com Jovita Crispiniano Reve-ziana Alvim (sua prima, nascida por volta de 1865) filha de José Crispiniano de Alvim e Silva e Ana Reveziana de Siqueira Alvim. Faleceu em 1928. Nascido em Frederico José de Araújo Padilha casou-se com Alda Reveziana de Siqueira Al-vim, filha de Anacleto Reveziano de Siqueira Alvim, a 3 de fevereiro 1883 pg 28 cartorio de São Fidelis Avaliadores Anacleto Reveziano de Siqueira Alvim e Josino Anto-nio de Barros. Bens: 17 escravos, 1 cavalo, 1 transcelim de ouro de baixo quilate, 1 cordão arrebentado, 2 mesas pe-quenas, 1 burro velho, 6 colheres de prata, 20 cabeças de porco, 4 camas, 2 toalhas finas de algo-dão. 1 bandeja. Fazenda da Floresta 04/11/1871. meação 6.8880 O Padilhismo Como parte da organização social, condição necessária para a vida em comunidade, o homem cria as instituições, dentre elas a família e a cida-de. Ao contrário das pessoas a família é perene, apesar das tremendas transformações ocorridas nas relações entre os seus diversos componen-tes. A visibilidade atual, entretanto, permite-nos afirmar que a família como instituição ainda permanecerá. Certas famílias tornam-se emble-máticas, uma especie de símbolo de cada cidade e esta relação pode a-travessar séculos. Com referência a Pádua uma família que retrata essa relação é sem dúvida, a família Padilha sendo as suas principais caracte-rísticas o conservadorismo político por um lado, e o pioneirismo econô-mico pelo outro. Em seu livro Altivo Linhares, menciona a seguinte fra-se “ o padilhismo como a corrente política dominante” tendo como figu-ra central deste período Custódio de Araújo Padilha isto por volta de 1914. Entretanto, o padilhismo tem sua origem muito antes, nos idos de 1842, quando chegam à Miracema, os irmãos Joaquim e José de Araujo Padilha e na mesma época vindo de Catas Altas da Noruega, chega Ma-nuel Felisberto Pereira da Silva e sua numerosa família ( provavelmente o primeiro Alvim a chegar a Miracema tenha sido sua mulher Maria Umbelina Gomes Alvim). Joaquim casa-se com Ana Minervina uma das filhas de Manuel Felisberto. Dedica-se às suas fazendas e funda a pri-meira companhia ferrroviária do norte do estado do Rio. Por outro lado, M. Felisberto dedica-se à política, tendo sido o primeiro representante da região na câmara de vereadores da recém criada Vila de São Fidelis ( 1855 ) e exerceu sua influência até sua morte em 1872. Em seguida, seu filho Francisco Procópio de Alvim e Silva foi o condutor da luta políti-ca, tendo exercido, dentre outros cargos, o de vereador da primeirra câ-mara de Pádua. Eram do partido conservador e ligados a ideologia do imperador. Com a proclamação da República o eixo da luta política foi deslocado para a figura de Joaquim de Araújo Padilha. No ato comemo-rativo da proclamação da República, foi o principal orador, abrindo o caminho que mais tarde seria trilhado por seu filho Custodio. O padi-lhismo foi contra a emancipação política de Miracema ( parte do seu ca-ráter conservador na política). O outro irmão José, adquire a fazenda Barro Branco e se dedica à lavou-ra. Casa-se com Maria Esméria de Jesus resultando do casamento 6 fi-lhos: Benvinda, Anacleto, Joaquim, Nicolau, Olimpio, Frederico José. Faleceu em 1866. Frederico de Alvim Padilha, descendente de José de Araujo Padilha, ve-reador 1959, vice-prefeito em 1963, prefeito 1967 e deputado estadual 1975,eleito prefeito em 1996. Fernando Padilha Leite prefeito eleito em 1992. Renato de Alvim Padilha eleito em 1989 Dentre os principais proprietários das fazendas que se formaram encontram-se: Antônio Rodrigues Mutuca, fazenda Floresta que depois pertenceu a Jo-aquim de Araújo Padilha, em seguida a Joaquim de Abreu Campanário logo após aos herdeiros de José Aarão Corrêa. Joaquim de Araújo Padilha, fazenda Recreio, foi depois de José Duque Estrada, em seguida do Conde da Estrela, tendo por isso tomado o nome de “Fazenda do Conde”. O Almanaque Laemmert, do ano 1863, noticiava: Município de Santo Antônio de Pádua – Freguesia do mesmo nome. Subdelegado de Polícia – Manoel Felisberto Pereira da Silva Juízes de Paz - Joaquim de Araújo Padilha, Tenente João de Moraes Peçanha, José Ferreira Leal e Anacleto Reveziano de Siqueira Alvim. Fazendeiros de Café – Anacleto Reveziano de Siqueira Alvim, Joaquim de Araújo Padilha e José de Araújo Padilha Declaração Declaração feita por Joaquim de Araújo Padilha perante os vigários José Joaquim Pereira de Carvalho e Torquato Antônio Leite, na igreja da freguesia de Santo An-tônio de Pádua, registrando suas terras em virtude do que determinava o artigo 91 do decreto no 1318, de 30 de janeiro de 1854. “Declaro que possuo duas fazendas unidas, no Ribeirão de Santo Antônio: uma denominada Floresta e outra Recreio, dividindo ribeirão abaixo com terras do capi-tão Joaquim Rodrigues Franco e ribeirão acima com terras de Antônio Gregório de Brito e Joaquim Cândido Guimarães, para o poente com terras de Gabriel Alves Rodrigues e D. Maria Jacinta e para o nascente com terras de José Bernardino Lei-te Ribeiro e os herdeiros do falecido Francisco de Andrade. Tem cada uma das fa-zendas, mais ou menos, meia légua quadrada. Recreio, 24 de fevereiro de 1857. (a) Joaquim de Araújo Padilha.” I - JOAQUIM DE ARAÚJO PADILHA

(15:43 @ 17/02/2007) Angeline disse:
QUEM FOI MELCHÍADES CARDOSO (Página Um - novembro/1997) Melchíades Cardoso nasceu em Miracema no dia 10 de dezembro de 1890. Filho de Francisco Cardoso e Amélia Cardoso. Com dezesseis anos de idade, escreveu um "jornalzinho" editado em Miracema por um grupo de rapazes, onde lançou pela primeira vez a semente do movimento emancipacionista, originando em 1926 o Partido Separatista de Miracema. Constituiu família, casando-se com Adalgiza Leite Cardoso, com quem teve sete filhos: Dirceu, Nadege, Evelyn, Liege, Danilo, Brissac e Expedito. Educou os filhos na mesma escola de amor à terra-livre. Jornalista, poeta e industrial, criou em 1925 o "Libertas", jornal de apoiou à então Campanha Separatista. Amante da música, tornou-se incansável colaborador da Sociedade Musical XV de Novembro. Foi o grande comandante da Campanha Separatista. Iniciou-a com bravura e com igual ardor, levou-a ao fim, enfrentando todos os obstáculos que se lhe antepuseram. Prefeito nomeado, dirigiu o município de 19 de fevereiro a 24 de outubro de 1946. Em 1950, foi eleito deputado estadual. Toda sua vida sempre esteve dedicada às lutas e aos empreendimentos pela grandeza de Miracema. Faleceu em 27 de fevereiro de 1987, ocasião em que recebeu sua última homenagem da Secretaria Municipal de Cultura com a decoração da Rua Marechal Floriano para o Carnaval. - "De bicudos se faz a estória", - tema extraído de um conto seu. (Fonte: Dos escritos de Joffre Salim, adptados por Marcelo de Martino.)

(00:32 @ 30/11/2007) Any disse:
Fiquei emocionada ao ler os comentários sobre as famílias Alvim e Silva, bem como a Padilha. Já há algum tempo estou tentando conhecer a origem de minha família, tenho tentado juntar as peças deste "quebra cabeça", e participado de reuniões com a família Nolasco, cuja origem é a mesma, pois Nolasco é pré-nome e hoje está sendo considerada sobrenome. Sou tataraneta de Manuel Felisberto Pereira da Silva, bisneta de seu filho Pedro Nolasco Alvim e Silva que é irmão de Bárbara, Francisco Procópio e outros, sei que são mais de 20 irmãos. Entretanto não sei o nome de minha bisavó, que foi casada em 1ª núpcias com Pedro Nolaso Alvim e Silva. Eles tiveram 4 filhos: José Nolasco da Silva Bastos (meu avô), Pedro Nolasco da Silva Bastos, Manoel Nolasco da Silva Bastos e Francisco Nolasco da Silva Bastos. Sabemos que por conta de uma rutura familiar com os Bastos, os 4 filhos de Pedro Nolasco Alvim e Silva registraram os seus netos como Nolasco, sendo retirado os sobrenomes da Silva Bastos, por este motivo nos não temos o nome da família. Qualquer notícias favor comunicar com anete.nolasco@oi.com.br

(09:40 @ 25/08/2008) ANGELINE disse:
Cara Any, Há na obra "Logradouros de Miracema" um bom histórico sobre FRANCISCO PROCOPIO DE ALVIM E SILVA e TAMBÉM SOBRE SEU PAI - MANUEL FELISBERTO. Entre no blog www.logradourosdemiracemarj.blogspot.com - LÁ VOCÊ SABERÁ COMO ENCONTRAR... QUALQUER DÚVIDA ENVIE UM EMAIL AO GRUPO miracemarj@grupos.com.br

(05:52 @ 08/11/2008) Anônimo disse:
Para completar no caso da c.i.a a.sa por que não entra nesta a c.i.a telefônica e a ampla, o comercio de fora não entra aqui .ainda nâo notaram? ou por conveniencia estão fazendo vista grossa como fazem casais apaixonados traidos a traição está as claras escrito até nas estrelas mais o medo de um perder o outro deixam se enganar, claro !irão parar no olho da rua! qual o regime? monarquia? ditadura? Fidel ou Salazar? Ali babá? Onde està aqui em padua o segundo São José do Havai tão prometido no discurso politico sou brasileira só que não tenho memória curta, todos tem aqui nesta cidade tem que viver na colerinha o regime pede isto .A agua? por que não a ampla e a c.i.a telefônica? Império Paduano? Nova Cuba? Reinado Paduano?Novo portugal de Salazar? pergunto qual nome pega melhor?ora! para que eleição? é só tirar a coroa da cabeça de um e passar para o outro. Para completar no caso da c.i.a a.sa por que não entra nesta a c.i.a telefônica e a ampla, o comercio de fora não entra aqui .ainda nâo notaram? ou por conveniencia estão fazendo vista grossa como fazem casais apaixonados traidos a traição está as claras escrito até nas estrelas mais o medo de um perder o outro deixam se enganar, claro !irão parar no olho da rua! qual o regime? monarquia? ditadura? Fidel ou Salazar? Ali babá? Onde està aqui em padua o segundo São José do Havai tão prometido no discurso politico sou brasileira só que não tenho memória curta, todos tem aqui nesta cidade tem que viver na colerinha o regime pede isto .A agua? por que não a ampla e a c.i.a telefônica? Império Paduano? Nova Cuba? Reinado Paduano?Novo portugal de Salazar? pergunto qual nome pega melhor?ora! para que eleição? é só tirar a coroa da cabeça de um e passar para o outro.

(15:35 @ 04/01/2009) Guimarães disse:
Meu avô teve muitos amigos e parentes em Miracema. Acabamos de fazer um site sobre a vida dele: www.queluzdeminas.com.br . Ficaremos honrados com sua visita. Cordialmente, E.C.Guimarães