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Doenças respiratórias atacam

Márcio Siqueira

Com a diminuição do percentual de umidade relativa do ar, médicos e especialistas da área de saúde alertam à população para a prevenção contra as doenças respiratórias, como rinite, sinusite, bronquite, comuns durante a estação do inverno. O risco está na permanência em ambientes fechados e de pouca ventilação, locais propícios para a transmissão de bactérias e fungos causadores dos males infecto-contagiosos.

De acordo com a chefe da divisão de Epidemiologia da secretaria municipal de Saúde, a permanência do clima seco e frio durante a estação de inverno acaba provocando o ressecamento da mucosa que protege as narinas contra a entrada de microorganismos e micro-partículas suspensas no ar.

Elizabeth Tudesco informou ainda que pequenos cuidados como tomar banho de sol, evitar ambientes fechados e colocar potes com água em ambientes fechados, podem auxiliar na prevenção contra a incidência das doenças respiratórias.

— Na estação do inverno, onde o clima permanece seco e frio, é comum que a população tome hábitos que acabam sendo prejudicial à saúde. Evitar permanecer por muito tempo em ambientes fechados é uma importante forma de evitar a transmissão de doenças respiratórias — afirmou Tudesco.

A diminuição do volume de chuvas durante os meses de inverno é responsável pela baixo percentual de umidade do ar na região. De acordo com o meteorologista do Centro de Ciências e Tecnologia (CCT) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Sérgio Xavier Manhães, o fenômeno varia de intensidade entre os municípios do Norte e Noroeste Fluminense.

— Nos municípios próximos ao litoral, a diminuição da umidade do ar é menor, e a população não sente tanto o efeito desse fenômeno. Já nos locais mais distantes da costa, existe sim uma queda brusca do percentual de partículas de água suspensas no ar, o que dificulta a respiração das pessoas — afirmou Sérgio.

De acordo com as medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o percentual de umidade em Campos atingiu ontem 46%, quando o tolerável é acima de 30%. Em Macaé, 73%. Já em Porciúncula, no Noroeste Fluminense, o percentual chegou à marca de 28% durante o mês passado.

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