Grupos

Igreja Matriz - 1910:

HISTÓRICO

 

Surgiu Miracema ns idos de 1846 com o nome de Santo Antônio..

Onde hoje é a Praça Dona Ermelinda foi erigida uma capela por ordem de Dona Ermelinda. Esta, pretendendo que a capela durasse por muitos anos, mandou que fosse construída com braúna, madeira duríssima que serve para dormentes inclusive de trilhos de estradas de ferro.

Logo após construída a capela, apesar de seco, um de seus esteios brotou. Este fato foi considerado um milagre pela religiosa comunidade.

A rica senhora tinha por objetivo construir nas suas propriedades, denominadas "Santo Antônio", uma Paróquia, para confiá-la a seu filho Manoel que estudava no Seminário de Mariana - MG. Apesar dos esforços de Dona Ermelinda, Manoel não se ordenou, deixando o Seminário para se casar.

Por causa do mencionado milagre, a palavra "Brotos" foi adicionada ao nome da nova localidade que se chamava "Santo Antônio" e ficou então, "Santo Antônio dos Brotos".

Além de construir a Capela, Dona Ermelinda doou vinte e cinco alqueires de terra para construir o perímetro da "Freguesia de Santo Antônio", hoje município de Miracema.

 

(Conte o que você sabe sobre a história de Miracema. Faça, abaixo, seus comentários).

 

 

Comentários

(15:27 @ 03/08/2006) Anônimo disse:
Miracema: de Ermelinda à emancipação (Publicado no Jornal Dois Estados, em 15-05-2006) Fazenda da Mutuca, onde residiu Dona Ermelinda.. Por AVELINO FERREIRA* O que é verdade e o que é lenda? - Miracema começou a existir, de acordo com os relatos existentes, embora não haja documentos a respeito (pelo menos não para os autores deste trabalho), na década de 40 do século XIX, quando Antônio Rodrigues Pereira veio para a região e constituiu, no vale entre as matas, uma propriedade com cerca de 2 mil alqueires. Ele era o filho mais velho da mineira Ermelinda Rodrigues Conceição Pereira e o Capitão Manoel José Pereira (ex juiz de Paz), que moravam em sua propriedade no Arraial dos Remédios, na Fazenda Mutuca em Barbacena (MG), era uma das quatro maiores seismarias e banhado por um riacho denominado Mutuca. Antônio, o filho mais velho ficou conhecido como Antônio Mutuca; tendo este recebido um dote que sua mãe de 200 réis, migrou para Miracema, por volta de 1842, relacionou-se com os puris e iniciou a colonização. Depois, trouxe sua mãe, que já era uma senhora viúva, os tquatro irmãos (Luiza, Luciana , Manoel e Anna ), escravos e muitas cabeças de gado. Há muitas versões para a chegada de Ermelinda e seus familiares em Miracema. A versão mais popular é a de que Ermelinda adquiriu as terras e veio, trazendo a família, em 1846. No entanto, é difícil supor que uma senhora de posses, viúva, tenha tido, ela mesma, a iniciativa de se mudar, com a família, para uma terra desconhecida, sem nenhuma povoação que não a dos índios, sem estradas, enfim, sem nada que motivasse uma pessoa de posses, estabelecida numa fazenda, com toda segurança, a mudar-se definitivamente. Daí, parece mais verossímel a versão de que seu filho é que a trouxe, após ter estruturado a base para que a família não ficasse privada do atendimento às suas necessidades. Sob a orientação da matriarca, a família ajudou a fundar um povoado, com a chegada de outros aventureiros que iam se estabelecendo nas redondezas. É aceitável que tenha doado 25 alqueires de terra para que se erigisse uma igreja. Há versões de que a primeira capela da povoação foi construída pela família, porque um filho seu foi estudar para padre, em Mariana (MG) e ela gostaria que ele retornasse. Este filho, Manoel, o mais jovem, não seguiu a carreira eclesiástica. Namorou uma moça (Maria da Glória ) e com ela fugiu. Esta versão é de José Négle, que a recolheu do capitão José Joaquim de Andrade, que era neto de Antônio Joaquim Pereira e Ana de Oliveira Pereira, fazendeiros contemporâneos de Dona Ermelinda (Miracema - Memória da fundação desse município fluminense - Departamento de Estatística e Publicidade do Estado do Rio de Janeiro, 1936). Para reforçar mais ainda a tese de que a história sobre a origem de Miracema é fantasiada, reproduzimos aqui um trecho do livro Sertão dos Puris (Bustamante: 500): “Em 1842 o vigário de Santo Antônio de Pádua tirou licença para levantar uma capella no lugar denominado Ribeirão de Santo Antônio, cujo terreno foi doado pela Sra. Ermelinda, e depois de pronta, em 1843, Frei Bento a benzeu, com licença do Bispo do Rio de Janeiro e ficou ela filiada a esta freguezia”. Este é um trecho de anotação assinada pelo Frei Bento Ângelo de Gênova que chegou em 1832 à Pádua, como catequista, e foi seu primeiro pároco. Além da capela em Miracema, ele fundou outras. Não há como contestar a nota do religioso. Então, o que se depreende é que, em 1842, Ermelinda doou as terras para que se erguesse uma igreja (ou capela) e não que ela tenha construído. Segundo: se ela doou as terras em 1842, sua chegada a Miracema, necessariamente, é anterior e, portanto, as versões existentes, de que seu filho chegou em 1842 e ela veio depois, não são verdadeiras. Assim como a versão que Ermelinda chegou em Miracema em 1846. Aliás, como veremos adiante, com base no registro de propriedades. A igreja, em homenagem ao padroeiro da localidade, Santo Antônio, foi erigida sobre troncos de madeira de lei. Em poucos anos, dos troncos começaram a brotar galhos e folhas e os religiosos passaram a identificá-lo como igreja de Santo Antônio dos Brotos. Muitos fiéis viram no nascimento dos brotos um milagre. Alguns observadores, no entanto, não vêem nada de fantástico no nascimento de brotos de troncos fincados no chão. De fato, não há. Muito menos o que poderia ser classificado de um milagre. Não há como negar que a História de Miracema conhecida até hoje é recheada de fantasias, tão ao gosto popular. Temos uma tendência para o heróico e preferimos aceitar, sem contestação, as histórias que não têm fundamentação científica. Não lemos os fatos narrados de forma crítica. Apenas assimilamos e repetimos o que nos foi dito. No caso específico de Miracema, se forem analisados minuciosamente os documentos encontrados pelos que escreveram sobre o passado, como Bustamante e Rogério Piccinini entre outros, veremos que por ocasião da chegada da família de Dona Ermelinda (1842), ou seja, antes que ela, que residiu na Fazenda Floresta (onde hoje é o centro da cidade, segundo Bustamente) constituísse ou ajudasse a constituir o povoado, as terras do lugar estavam ocupadas ou sendo ocupadas por outras famílias. Como exemplo, Plácido Antônio de Barros, que teria recebido em sesmarias suas terras (hoje, Paraíso do Tobias) em 1832. E mais: quando se fala em aquisição, o que em suma, quer dizer que foi comprada ou trocada por bens móveis e/ou imóveis, temos que atentar para o fato de que toda essa região pertencia a irmandades religiosas, que recebiam as terras da Coroa Portuguesa justamente para catequizar e aldear os índios. Quando as irmandades perderam apoio, justamente porque os índios já não eram ameaça, só restaram aos próceres da Igreja doar as terras. E, como era comum à época, vastas extensões foram cedidas. Daí não ser possível afirmar, sem documento comprobatório, que Dona Ermelinda (ou seu filho Antônio) tenha adquirido 2 mil alqueires de terra. É certo, também, que muita gente que recebeu a terra em doação, venderam-na depois. Lenda ou não, o fato é que a capela foi erguida sobre troncos, que brotaram. E a localidade denominada Santo Antônio passou a se chamar Santo Antônio dos Brotos e com esta denominação foi elevada à condição de distrito de São Fidélis, quando aquela freguesia se desmembrou de Campos, em 1850, passando à condição de vila em 19 de abril daquele ano, pela lei nº 503. E, em 03 de dezembro de 1870, tornou-se município, emancipado de Campos. E é justamente nesses pouco mais de 100 anos, entre 1832 e 1940, que Miracema passou a fazer parte da história contemporânea. O início dessa história, de acordo com os registros existentes, ainda insuficientes para uma narrativa da real situação da época, se deu com Plácido Antônio de Barros, que recebeu, entre 1830 e 1832, uma extensão de terra denominada Paraíso, depois Paraíso do Tobias. O nome Paraíso foi dado por Plácido, que teve uma filha casada com Tobias Joaquim Rodrigues, cidadão português que fez o local progredir, até ser alçado à condição de distrito, que leva seu nome. Se é verdade que Ermelinda foi dona da primeira fazenda em Mira-cema, a data de sua chegada aqui está errada. Em 1842, por exemplo (mesma data em que, segundo uma das versões, chegou no local Antônio de Mutuca) mudou-se para a localidade de Santo Antônio o capitão Manoel Felisberto Pereira da Silva, com muitos filhos, que se casaram na igreja de Pádua, o que revela que em Miracema ainda não existia uma. Em seguida, os irmãos Deodato e Reginaldo Mendes Linhares recebe-ram, em sesmarias, uma grande quantidade de terras, incluindo as conhecidas fazendas Bonito, Córrego Raso e Cachoeira Bonita. Primeiras declarações de bens em Miracema - Entre 1855 e 1857, em virtude do artigo 91, do Decreto 1.318, de 30 de janeiro de janeiro de 1854, os proprietários de terras na Freguesia de Santo Antônio de Pádua tiveram que declarar suas fazendas, o que fizeram, perante os Vigários José Joaquim Pereira de Carvalho e Torquato Antônio Leite, na igreja da Freguesia. (Bustamente, 60 a 64 ). À época, as ordens religiosas detinham grande quantidade de terras que, em geral, foram cedidas para a colonização e os registros eram feitos perante os representantes dessas ordens. Observando os registros de terras, constata-se a grande quantidade de propriedades já existentes em 1855/57. Sem muito esforço, pode-se imaginar que, pelas dificuldades existentes, até porque a região contava, ainda, com imensas matas nativas, não era fácil constituir uma fazenda, com casas, roças, currais, etc. Assim é difícil supor que todas elas tenham sido instaladas a partir de 1846 quando supostamente Dona Ermelinda veio morar na sua. É razoável que se pense que essas fazendas foram se instalando aos poucos. Assim, para que todas elas existissem e estivessem regularizadas em 1855, incluindo as que pertenciam, então, aos herdeiros de Dona Ermelinda (como consta nos documentos) seriam necessárias algumas décadas. Registre-se também o fato de que, na década de 20 do século XIX, a produção agrícola de Minas Gerais e algumas outras localidades próximas a Miracema era grande e, para proporcionar o escoamento dos produtos, geralmente via lombo de animais e carroças de tração animal, além da necessidade de fazer a ligação com a próspera cidade de Campos, foi aberta uma estrada de Presídio (Rio Branco - MG) até São Fidélis. De lá até Campos, o transporte era feito por via fluvial. Essa estrada passava por Palma, Miracema, Pádua e Itaocara. É fácil supor, então, que, quando a estrada foi aberta, já se registrava em Miracema alguma produção agrícola. No mínimo, essas terras férteis e verdejantes, com água em abundância, eram passagem para os que já cultivavam em localidades bem próximas. Como então acreditar que tudo por aqui começou em 1846, conforme relatos tidos e havidos como históricos? Foi também nessa, ou seja, em 1846, que uma das filhas de Dona Ermelinda, Luiza , casou-se com o capitão Antônio de Araújo Barbosa e foi para Barbacena (MG). Mais tarde, em 1854, Antônio adquire a fazenda Fortaleza, em Santo Antônio dos Brotos, e o casal muda-se para a nova residência. O único filho do casal, Firmo de Araújo (cuja história foi resgatada por Maurício Monteiro no livro Altivo Linhares - Memórias de um líder da província e, depois, na monografia O Assassinato do Coronel Firmo de Araújo) foi matriculado, em 1859, na escola do professor Bartolomeu Cordovil Siqueira e Mello, em Santo Antônio de Pádua. Depois, foi estudar em Barbacena, onde fez curso de Humanidades. Em 1877, Firmo de Araújo iniciou sua carreira política como subdelegado. A seguir, foi Juiz de Paz e, mais tarde, Eleitor Especial para a eleição de dois graus do Colégio Eleitoral de São Fidélis, sede à qual pertencia Santo Antônio dos Brotos. Mais tarde, Firmo de Araújo foi eleito vereador à Cãmara de Santo Antônio de Pádua, que emancipou-se e passou a ser a sede do distrito. Em seguida, Firmo interessou-se pelo Arraial do Capivara e foi para lá, fundando a cidade de Palma. Santo Antônio muda o nome - Miracema desvinculou-se de São Fidéelis e passou a pertencer a Santo Antônio de Pádua em 1882, quando o vice “presidente da Província do Rio de Janeiro, Paulo José Pereira de Almeida Torres sancionou o Decreto Provincial nº 2597, de dois de janeiro aprovado pela Assembléia Provincial, considerando as freguesias de Santo Antônio de Pádua e Nossa Senhora da Piedade de Lage , que pertenciam ao território de São Fidélis, um município, com sede em Santo Antônio de Pádua que ficava elevada à categoria de Vila. Em 1883, mais precisamente no dia 7 de abril, a Câmara do novo município muda o nome de Santo Antônio dos Brotos para Miracema, proposta feita pelo vereador José Carlos Moreira. Mira-cema, segundo os estudiosos da língua tupi, mais precisa-mente o Dr. Ferreira da Luz, “perfeito conhecedor da língua tupi/guarani” na opinião de Heitor de Bustamante, é uma junção de duas palavras: Mira, que significa gente, povo, e Cema, que quer dizer brotar, nascer. Assim, Miracema signi-fica povo que nasce ou gente que nasce. Em 7 de setembro de 1885, a Câmara Municipal consulta o presidente da Província sobre a quem compete o conserto da ponte sobre o rio Pomba e, nesta mesma Sessão, vota favorável à proposta de elevação do distrito de Miracema à cate-goria de Freguesia, aten-dendo a uma reivindicação dos miracemenses, dirigindo a solicitação a Assembléia Provincial e ao bispo da Diocese do Rio de Janeiro, Pedro Maria de Lacerda. Campanha separatista - A campanha separatista, embora alguns apaixonados digam que começou em 1906, com um artigo de Melchiades Car-doso, então com 16 anos, para seu jornal O Grupo, na verdade, só começou, efetivamente no início da década de 20, quando José Carlos Moreira e Gilberto Barroso de Carvalho pleitearam do presidente do Estado, Raul Moraes da Veiga, o desmembramento de Miracema do município de Pádua. Pedido negado. Em 1922, após ouvir as lideranças políticas de Miracema, o deputado Raul Nascimento apresenta projeto na Assembléia Legislativa propondo a emancipação. Aquela Casa de Leis não aprovou o projeto. Com a criação do Partido Separatista, cuja primeira reunião foi realizada na casa de Américo Homem, na Praça Dona Ermelinda, no dia 10 de janeiro de 1926, com a presença de 159 miracemenses que atenderam a convocação feita pelo próprio Américo, Teófilo Junqueira e José Carlos Moreira. Secretariou a reunião Gilberto Barroso de Carvalho. Esta reunião foi, efetivamente, o início da campanha pela emancipação. Os presentes aprovam e elegeram uma comissão de 30 membros para a vanguarda do movimento. No dia 04 de novembro de 1926, na casa de José Carlos Moreira, a comissão se reuniu e foi aprovado o lançamento do nome de Antônio Ventura Coimbra Lopes para candidato a prefeito de Santo Antônio de Pádua. Alguns líderes políticos que não comungavam com as idéias de Ventura Lopes não ficaram satisfeitos com os caminhos que a campanha tomara. Percebe-se que as lideranças induziram o povo a uma união em torno da emancipação, mas aproveitaram-se dela para conquistarem mandatos eletivos. E, efetivamente, Antônio Ventura Coimbra Lopes foi eleito prefeito de Pádua, criando a subprefeitura de Miracema, nomeando Virgílio Damasceno para o cargo e durante seu mandato, que terminou em 1929, fez realmente algumas obras no distrito. No entanto, na eleição de 1929, os separatistas novamente indicam um candidato, mas o eleito foi Pedro Bastos que extinguiu a subprefeitura. Com esse ato, a campanha emancipacionista ganhou mais fôlego. Como foi eleito para a presidência do Estado Manuel de Matos Duarte Silva, que tinha ligações com Ventura Lopes, os separatistas aproveitaram e pediram seu apoio para a causa. Manoel Duarte pediu que os líderes do movimento lhe enviassem a documentação necessária e exigida por lei para possibilitar a emancipação. Os documentos lhe foram entregues, mas a revolução de 30 depôs Manoel Duarte e o sonho da emancipação foi, novamente, postergado. Os quatro diabos - O memorialista Jofre Geraldo Salim, em seu trabalho sobre a campanha separatista, diz que: “o movimento passou a ser assunto permanente e obrigatório em todas as conversas, na imprensa, nas manifestações públicas, com destaque para os monumentais comícios que se realizavam em todos os cantos do distrito. No início de abril de 1934 a comissão executiva do movimento separatista programa uma convenção, na qual seria debatida a continuidade da campanha e as novas estratégias a serem usadas. Adversários políticos dos líderes emancipacionistas denunciaram ao então interventor do Estado, Ary Parreiras, um clima de perturbação da ordem no distrito, que estaria em pé de guerra. Ary Parreiras envia uma força militar chamada pelo aspirante Félix da Silva, que fazia acompanhar de uma autoridade civil, Getúlio Azeredo. Estavam dispostos a evitar qualquer tipo de desordem e subversão. O povo ficou receoso, temendo que houvesse embates de rua e prisões, como ocorrera durante a Revolução de 30. Para evitar problemas para a população separatistas Melchiades Cardoso, Dirceu Cardoso, José Negle e Brunon de Martino elaboraram uma carta aberta com os seguintes dizeres: “Aos Miracemences: os abaixo-assinados, para fins de garantia da ordem pública, com a grande convenção miracemense de amanhã, declararam-se solenemente responsáveis pelo boletim saído ontem e por todas as ocorrências que por ventura dela resultaram. Ficam assim isentos de responsabilidade os demais signatários do citado Boletim. Miracema, 21 de abril de 1934. Como estava sendo exibido o filme Os Quatro Diabos no cine XV de Novembro, alcunharam os quatro que assinaram com o título homônimo. No dia 22 de abril, sem que tivesse ocorrido incidentes, foi realizada uma grande reunião, sob a presidência de Ventura Lopes, no salão da Sociedade Musical XV de novembro, então sediada na Rua das Flores ou Coronel José Carlos Moreira. Da convenção participaram os enviados do Governo, Félix da Silva e Getúlio Azeredo, que se colocaram como observadores. No dia 24 de abril foi realizado a convenção na qual foi eleita uma comissão de 42 membros, com o objetivo de solicitar uma audiência com o interventor do Estado, Ary Parreiras. De fato, no dia 6 de maio, Ary Parreiras recebe, em Niterói, os 42 emancipacionistas e diz que, embora contra desmembramentos de territórios, estava sensibilizado com a luta dos miracemenses, prometendo decretar a emancipação em breve. Nessa ocasião, Altivo Linhares, que sempre fora contra a emancipação, por considerar que tudo não passava de interesses puramente eleitorais, finalmente adere à campanha ainda que de forma tímida e escreve uma carta a Ary Parreiras, enviada através do advogado Dirceu Cardoso, que era separatista. Dirceu Cardoso leu a carta no Palácio do Ingá. Como Altivo Linhares era getulista revolucionário de 30 e muito respeitado nos meios políticos niteroienses, sua carta reforçou a solicitação dos emancipacionistas. Com a certeza da emancipação, os separatistas retornam a Miracema e são recebidos festivamente. O cônego Tomás, que fazia parte da comissão e discursou emocionado no Palácio do Ingá ( Palácio Governo da então capital fluminense, Niterói ) foi ovacionado. No dia 13 de julho de 1935, em Miracema, 14 de julho, em Paraíso do Tobias e 15 de julho em Campelo (as três localidades formavam o 2º distrito de Pádua, com sede em Miracema) foi realizado um plebiscito. O resultado foi favorável à emancipação. De posse do resultado e reunidos os demais documentos exigidos por lei, uma comissão composta por Ventura Lopes, Otávio Tostes, Alberto Lontra, Waldemar Torres, José Negle e Melchiades Cardoso foi a Niterói e entregou ao interventor Ary Parreiras a documentação exigida. Ary Parreiras então, visita Miracema, conhecendo sua gente, o movimento separatista, as obras que haviam sido feitas durante o período revolucionário. Esteve com Altivo Linhares na sua fazenda. Inclusive circulou pela região num carro de Altivo. Retorna ao Rio e faz publicar o Decreto nº 3.401, de 7 de novembro de 1935, criando o município de Miracema, com dois distritos: Miracema, como distrito sede, Paraíso do Tobias, 2º distrito. No ano seguinte, Almirante Protógenes Guimarães era o governador do Estado e, em março, convocou Antônio Ventura Lopes para uma audiência no Palácio do Ingá, quando trataram da instalação do novo município, assim como a nomeação de autoridades interinas, até a realização de eleições. Através da lei nº 9, de 27 de abril de 1936, o município foi instalado. No dia 10, nomeou Mário Pinheiro da Mota como prefeito. E, no dia 03 de maio de 1936, Protógenes Guimarães, acompanhado pelo presidente da Assembléia Legislativa, Arnaldo Tavares e de outras autoridades do Estado, comparece a Miracema, instalando, de fato, o novo município, em meio a um clima festivo. Tendo Mário Motta como prefeito nomeado, foi realizada a eleição municipal. O primeiro prefeito eleito de Miracema foi Marcelino Bastos Tostes. A primeira Cãmara Municipal, com nove vereadores, ficou assim constituída: Octávio Tostes, Antônio Ventura Lopes, Antônio Antunes Siqueira, Bruno de Martino, Bento da Fábrica, Melchiades Cardoso, Nicolau Bruno, Humberto de Martino e Canedo. Como prefeito, Altivo empreende um programa de obras de vulto, tendo sido considerado o mais completo administrador do município. É bom que se diga que ele governou Miracema várias vezes, ora como interventor, ora como prefeito eleito. Austero, conseguia desagradar até aos seus partidários, mas não aceitava o empreguismo e, cortando gastos, fez muitas obras. Eleito democraticamente em 1946, deixa o cargo no fim do mandato, em 1950 e, na eleição mais tumultuada já realizada em Miracema, com troca de tiros, ameaças, perseguições, brigas de rua, etc. consegue eleger seu sucessor, Plínio Bastos de Barros. A emancipação de Miracema é digna de registro e merece ter sua história contada e sempre lembrada, porque foram anos de luta, marchas e contra-marchas, embates políticos, comícios. Nesse tempo, Miracema vivia um grande momento econômico e social. Hoje, todavia, com a decadência da agricultura e com a pecuária de leite nada lucrativa pois, além dos preços baixos para o produto in natura, a produtividade é muito pequena. Já não há grandes proprietários, à exceção de três ou quatro, e a terra está ocupada por um número enorme de micros, pequenos e médios produtores. Para se ter uma idéia, Miracema é, há alguns anos, o segundo ou terceiro município mais pobre do Estado do Rio de Janeiro. A auto – estima de seu povo é baixíssima, contrastando com o orgulho que os cidadãos nascidos no município sentiam, até há alguns anos, por serem naturais da Princesinha do Norte.

(09:41 @ 04/08/2006) Anônimo disse:
(O trecho abaixo me parece ser de autoria do Prof. Frederico Siqueira Magalhães, filho de Miracema. Peço o favor de me confirmarem isto). UM POUCO DE HITÓRIA Como acontece à grande parte dos municípios brasileiros, falar sobre a história de Miracema, desde sua criação, é mergulhar num mundo mágico de fragmentos históricos, espalhados em cada canto do município ou guardados saudosamente na memória de admiráveis homens que contribuíram de alguma forma para a construção dessa história. Os registros encontrados estão nas mãos de alguns particulares, descendentes dos heróis dos primeiros tempos, no acervo do Centro Cultural Melchíades Cardoso, reunidos no livro auto biográfico de Altivo Linhares, transcrito por Maurício Monteiro ou na fantástica memória de Joffre Geraldo Salim. Após uma pesquisa elaborada, a sensação é a de estar se montando um intrincado quebra-cabeça onde as peças apresentam sensível dificuldade em se encaixarem. Quando se chega ao momento da luta emancipacionista o quebra-cabeça se divide, pois os nomes se sobrepõem, num arrojado jogo de poder, onde os interesses, presos as castas familiares, ameaça subjugar o poder cívico. Mas que grandes homens e arrojados eram aqueles! Homens como Antonio Ventura Coimbra Lopes - o general da luta separatista - José Carlos Moreira, José Giudice, Barroso de Carvalho, Américo Homem, Teófilo Junqueira, Virgílio Damasceno, Artur Monteiro Ribeiro da Silva, Oscar Barroso Soares, Edgar Moreira, Armando Monteiro Ribeiro da Silva, Flávio Condé, Chicrala Salim, Melchíades Cardoso, Dirceu Cardoso, Bruno de Martino... e até mesmo Altivo Linhares, que foi contra a emancipação até ser convencido pela maioria, mas que trouxe, no entanto, muitos benefícios ao município por aqueles tempos e que, até hoje, servem à comunidade. Tudo começou por volta de 1846, com o encantamento de Dona Ermelinda Rodrigues Pereira por estas terras, que eram virgens, cobertas de árvores centenárias e entrecortadas por riachos cristalinos. Aqui ela fundou uma pequena colônia onde construiu a capela, que seria a herança de seu filho Manoel, seminarista em Mariana, mas que não resistiu aos encantos da paixão e casou-se com seu primeiro amor, fugindo clandestinamente do matriarcado e da Igreja. Segundo a lenda, a pequena capela parecia desejar muito mais que um padre e o destino do filho de Dona Ermelinda veio ao encontro desse desejo. Um de seus esteios, feito de madeira seca, não resistindo a luxúria daquela terra, brotou, semeando entre os que habitavam à sua volta, o sentido do milagre da vida. Daí a origem do nome Miracema, sugerido por Dr. Francisco Antunes Ferreira da Luz, dos termos indígenas Tupi-Guarani ybira (pau, madeira) e cema (brotar), trocando-se apenas yb por M, ficando assim Miracema - pau que brota, gente que nasce. Assim como brotou, o vilarejo cresceu e se multiplicou, dando origem a um povoado, sendo sua população acrescida pelos imigrantes italianos, libaneses, espanhóis e os bandeirantes mineiros, que formaram o que compõe hoje a maior parte das famílias miracemenses. A economia, exclusivamente agro-pastoril e a política liderada por uns poucos nomes esclarecidos, em conformidade com o homem do campo, constituíam o que se pode hoje classificar como um capitalismo imperialista, posto que, mesmo devido às grandes distâncias dos centros urbanos desenvolvidos, existia um intenso intercâmbio cultural e político com a então capital do país, o Rio de Janeiro. Miracema, com suas terras virgens e férteis, era uma mãe de seios fartos para com seus novos filhos. A produção crescia à olhos vistos, o que permitiu que os produtos da terra fossem comercializados em outros centros urbanos. Devido as dificuldades encontradas para escoar o excedente, em 1883 foi inaugurada a estrada de ferro, que trouxe consigo não só esta facilidade como também inúmeros outros benefícios. E haja festa para comemorar tal conquista! Homens de fraques e cartolas, mulheres empoadas em vestidos de gala, banda de música, grandes oradores, poetas e poesias. A locomotiva foi recebida com as pompas das mais altas damas! Também não era para menos. Para se ter uma idéia, foi graças ao serviço e a pontualidade dessa dama que Miracema chegou a ter uma lavanderia automática, que prestava serviços para grandes hotéis da capital. Um fato marcante que desperta especial interesse foi a forma como surgiu a campanha separatista. Em meio aquela vida bucólica existiam também grandes cabeças pensantes, que enxergavam muito além daquele universo limitado, tal como acontece nos dias atuais. Em 1906, foi um jovem, de apenas 16 anos - Melchíades Cardoso - que lançou a semente da separação, quando, inconformado com os mandos e desmandos daqueles que geriam a terra, fundou um jornal denominado O Grupo, com o objetivo de esclarecer a população para que esta tivesse condição de se posicionar. Foi através desse jornal que o desejo de emancipação deixou de ser apenas uma quimera. Já em 1918, após 12 anos do lançamento da campanha para a criação do município, Miracema viveu um grande período de desenvolvimento agrícola (com destaque para a produção de café, que era o boom da economia na época) e de uma intensa atividade comercial e industrial. Apesar disso, pouco da renda tributária do distrito era usada em seu benefício. A maior parte era utilizada na sede do município, em Pádua, ou gerida pelos Coronéis - grandes senhores da terra que dominavam a região pela lei do mais forte. Estes, educavam seus filhos nas capitais para serem futuros senhores, ou futuros advogados ou médicos de família, ou então qualquer outra habilitação que proporcionasse um status independente. Aos pobres e sem terra (hoje correspondendo os descamisados) restavam a obediência e subserviência, além do analfabetismo e a mais completa ignorância política. Só em 1917 foi inaugurado o primeiro grupo escolar no distrito, o Dr. Ferreira da Luz, construído por iniciativa particular e doações espontâneas do povo. A vontade cívica de alguns intelectuais da época, aliada às rixas dos clãs familiares que detinham o poder político e econômico e a obstinação daqueles que acreditavam que somente através da liberdade se alcançaria a prosperidade almejada, fez ressurgir o movimento separatista por volta de 1918. A luta efetiva pela emancipação miracemense durou longos 18 anos, durante os quais teve altos e baixos e onde se confirmaram suas lideranças, até o desfecho final com a instalação do município em 3 de maio de 1936. De lá para cá, foram 69 anos de construção da história do município de Miracema. Muitos nomes que brilharam no movimento separatista se apagaram com o passar dos anos, outros tantos, muitos até contrários à separação, se sobressaíram. O homem segue criando e recriando castas familiares, compondo e recompondo o perfil da cidade, de tal forma que hoje são outros, totalmente outros, os que constroem ainda a emancipação da nossa terra. Homens que geram empregos, divisas, que contribuem com impostos, que empreendem. *******

(09:47 @ 04/08/2006) Anônimo disse:
Excerto do e-mail de 09/02/05, do Dr. Miguel Angelo de Martino Alves ao Dr. Carlos A. T. de Macedo:. ...............”É preciso que o povo de Miracema saiba, que o próprio nome da nossa cidade, não foi interpretado, estudado, descoberto, pelo emérito professor Ferreira da Luz. Isto porque, o Dr. Ferreira da Luz, entendia que a palavra Miracema, significava "pau que brota", porque entendia que Miracema era uma palavra de origem indígena. Já o grande indianista miracemense, Bruno de Martino, homem disposto a lutas eruditas, contestou essa interpretação etimológica da palavra Miracema, interpretada pelo Dr. Ferreira da Luz, médico nascido no RS, que viveu em Miracema e Santo Antônio de Pádua grande parte de sua vida. Ao contestar, Bruno de Martino, deixou uma explicação para a eternidade sobre o significado da palavra Miracema, quando ele disse: "Miracema vem do tupi-guarani, a língua dos indígenas, que ele denominava IÊIENGATU. Mira significava povo, gente e cema significava nascer, crescer, desenvolver e multiplicar." Assim, a palavra MIRACEMA significa povo que cresce, povo que nasce, porque está na origem dos peixes, cema é a época da desova dos peixes, da multiplicação. No livro de autoria do Instituto Histórico e Geográfico do RJ, consta a história de Miracema, com esta explicação e o próprio Dr. Ferreira da Luz admitiu os ensinamentos de Bruno de Martino. Mas, o povo de Miracema ignorantemente, tenta desconhecer o mérito de Bruno de Martino. O meu professor de advocacia, Dr. Ururahy de Mattos Macedo, certa vez me declarou que era um dos mais belos poemas da literatura brasileira e que para ele esse poema poderia constar da Antologia dos Melhores Poemas Universais. Quando seu pai foi perseguido pelo juiz de direito, Dr. Jair Pontes Pereira, um magistrado que não tinha cultura na época, o único miracemense que deu apoio moral a seu pai, foi meu tio Bruno de Martino, através de seus jornais. Seu pai finalmente foi vitorioso e amigo de Bruno até a morte." **************

(20:44 @ 09/01/2008) Anônimo disse:
Nasci em Venda das Flores - Miracema - RJ. Conheci pessoas com nomes de Nene Fachada, Licio Bastos, Meireles...Meu nome é Reinaldo, sou filho de Silvio da Silva e Martia José dos Santos Silva. Neto de Joaquim Mariano.

(12:00 @ 05/03/2008) GG da serra disse:
Amigos de Miracema, eu adoro esta cidade,e tenho vontade de morar ai, e quero que esteja sempre muito cuidada,inclusive praça e a igreja...Fiz alguns amigos ,o pessoal é muito recepitivo. Daqui 45 dias estarei por ai e quero discutir por melhorias da cidade e compra uma casa, ok Um abraço a todos .

(12:22 @ 05/03/2008) Ancheta disse:
Sou uruguaio, e joguei durante muito tempo futebol no brasil, fui gremista, e adoro passear pelo Brasil, e quando passeo por Miracema fiquei encantado pelo povo, pela simplicidade, pela vida calma...gostaria de ajudar na preservação das praça e igreja, pois é ummarco desta cidade tão singela. Em julhoestarei ai, e vou procurar os orgãos de direito pra tentarmos melhorar esta cidade... Um abraço e buenos dias

(14:21 @ 28/04/2008) DENISE CRUZ disse:
Meu avô, nascido em 1881, foi médico em Miracema, ou Pádua não sei certo, ele escreveu por volta de 1930 um livro que se chamava Guerra aos sinos por isto teve que sair do hospital. Seus netos e bisnetos, gostariam muito de ler um exemplar deste livro, se alguem souber de algum sebo que possa ter este livro, favor entrar em contato. deniseparanhos@gmail.com. O nome do meu avô era Carlos Martins da Costa Cruz. obrigada.

(17:55 @ 18/07/2008) Flores disse:
Quero o melhor nesta pequena cidade.paz, e ar puro.

(11:08 @ 20/08/2008) Anônimo disse:
Miracema é uma cidade maravilhosa que precisa ser reconhecida...

(19:06 @ 24/09/2008) Pati disse:
Moro em Miracema, desde que nasci é uma cidade Maraa.. Amo ela muiitãaaoo

(23:22 @ 18/11/2008) joão do neto disse:
aos conterrâneos de tantas histórias,saudades muitas. precisamos fazer contatos. abraços.

(21:41 @ 28/12/2008) Anônimo disse:
Sou filha de Miracema, mas só nasci lá. Não conheço a cidade., Pretendo um dia concê-la. Já conheço agora algumas historias e gostei. Vou tentar ir esse ano.

(10:17 @ 04/02/2009) Hennes Vilalba disse:
Miracema é uma cidade muito agradável,devemos mante-la para o bem de todos...

(17:30 @ 15/04/2009) Alessandra disse:
Pessoal de Miracema Estou procurando parentes com sobrenome Aversa, pois gostaria de saber a história do meu avô, Astor Aversa. Sei que ele morou aí qdo jovem e deixou tios e primos. Sei também que o pai dele chamava-se Belizário Aversa. Quem souber meu e-mail é: aledaudaversa@hotmail.com. Ficarei muito agradecida. Ficarei muito

(20:17 @ 17/06/2009) Anônimo disse:
Terça-feira, 31 de Março de 2009 História de Miracema A Cema de Mira A pesquisa a seguir baseia-se nas histórias de Miracema contadas por: Altivo Mendes Linhares (Memória de um líder da velha província, de Maurício Monteiro; transcrições autobiográficas”, Editora Damadá Ltda, 1986); Avelino Ferreira (Miracema: de Ermelinda à Emancipação - publicado no Jornal “Dois Estados”, em 15/05/2006); Departamento de Estatística e Publicidade/Serviço Técnico de Publicidade (Miracema – Memória da Fundação desse Município Fluminense, 1936); Frederico Siqueira Magalhães (O Alvorecer de Miracema - publicado no jornal “Página Um”); Heitor Bustamante (Sertões dos Puris – Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Niterói, 1971); Jofre Geraldo Salim (A História da Emancipação de Miracema - publicada no jornal “Página Um”); “Logradouros de Miracema” (Tia Ricarda/Mpmemória); Maurício Monteiro (O Assassinato de Firmo de Araújo - Gráfica e Editora Ltda, 1996), entre outras fontes de pesquisa. Em 1832 a Vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes foi desmembrada da província do Espírito Santo e anexada à província do Rio de Janeiro e, em 1835, a Vila foi elevada à categoria de cidade. A partir desta época intensificou-se a ocupação de seu território. Em 1832 Plácido Antônio de Barros fundou a fazenda Paraíso em terras recebidas em sesmarias a noroeste do município de Campos, na época área da Freguesia de São Fidelles de Sigmaringa. Antes desta época, não havia muito interesse de exploração dessa região, por ser distante da cidade de Campos e, também, por falta de incentivo do governo imperial, pois a mantendo preservada em mata virgem habitada pelos índios puris evitaria rotas de fuga do ouro extraído da província de Minas Gerais. População da Freguesia de São Fidelles em 1836: população livre - 1241; escravos - 2002[1]. Em meados da década de quarenta daquele século foi a vez de dona Ermelinda Rodrigues Pereira (1785 – 1855), viúva e acompanhada de quatro de seus filhos (Luiza, Luciana, Antônio e Manoel), vindos de sua fazenda Mutuca situada no Arraial dos Remédios, distrito de Barbacena/MG, instalar-se na mesma região, numa de suas várias novas fazendas originárias dos dois mil alqueires requeridos do governo provincial. Novas fazendas de dona Ermelinda: Floresta, Água Limpa, Fortaleza, Ubá, Serra, Morro Azul. Dona Ermelinda mandou erigir nesta fazenda uma capela para homenagear seu santo de devoção, Santo Antônio, e doou vinte e cinco alqueires para a construção do perímetro da Freguesia de Santo Antônio. Um dos esteios da Capela brotou, e, então, mudaram o nome do lugar para Santo Antônio dos Brotos. Dona Ermelinda acabou por ter uma grande desilusão, pois ela pretendia que seu filho mais novo, Manoel, que era seminarista em Mariana, viesse a ser o pároco da Capela, porém, Manoel apaixonou-se e fugiu com a namorada para se casar, abandonando a carreira eclesiástica. Como Plácido Antônio e dona Ermelinda vieram muitos outros desbravadores para a mesma região explorar fazendas em terras requeridas do governo provincial, vindos principalmente da província de Minas Gerais. Algumas dessas pessoas: Manuel Felisberto da Silva (fazenda da Cachoeira); Anacleto Reveziano de Siqueira Alvim (fazenda São Pedro); Joaquim José Bastos (fazenda Tirol); Deodato e Reginaldo Mendes Linhares (fazendas Bonito, Córrego Raso e Cachoeira Bonita); Lucas Mendes Linhares (fazenda Pinheiro); Gabriel Alves Rodrigues (fazenda São Luis); Custódio Bernardino de Barros (fazenda São Luis); Francisco Bernardino de Barros (fazenda Santa Inês); Joaquim de Araújo Padilha (fazenda Recreio); Marcelino Dias Tostes (1809/1864 - que casou com a filha de dona Ermelinda, Luciana, e adquiriu ou herdou a fazenda Água Limpa); e Antônio de Araújo Barbosa (que casou com a outra filha de dona Ermelinda, Luiza, e adquiriu ou herdou a fazenda Fortaleza. Dessa união nasceu o lendário Firmo Pereira de Araújo, único filho do casal). E os fazendeiros trouxeram com eles muitos escravos para trabalharem nas fazendas. Com a elevação do curato de Santo Antônio de Pádua à categoria de freguesia, em 1º de junho de 1843, as citadas fazendas fundadas na região passaram a fazer parte daquela Freguesia. E Manoel Felisberto Pereira da Silva (fazenda Cachoeira) desponta como líder político na região da Freguesia, onde foi subdelegado de polícia, juiz de paz e provedor de ordens religiosas. Como a maioria dos grandes fazendeiros daquela região, ele era conservador, monarquista, escravista e tinha patente da Guarda Nacional (tenente-coronel). Com a separação de São Fidelis do município de Campos, em 19 de abril de 1850, e assim que ficaram prontas as obras da casa da câmara e cadeia, em 5 de março de 1855, Manoel Felisberto se elegeu vereador naquela primeira eleição da Câmara de São Fidélis. E Manoel Felisberto exerceu mandos políticos até sua morte, em 1872. E Santo Antônio dos Brotos prosperou na agricultura, principalmente no cultivo de café, seguindo a tendência dos demais municípios da província do Rio de Janeiro (no decêndio 1862/1871, a província do RJ foi responsável por 81% da produção de café do país), e tornou-se pólo atrativo de gente de outras regiões, principalmente Minas Gerais, e de imigrantes estrangeiros, notadamente italianos e libaneses. Em 1880 foi elevada à categoria de distrito de polícia e em 1881 à categoria de distrito de paz, sendo delimitada geograficamente. Em 1882 essa delimitação geográfica foi modificada com a inclusão em sua área das fazendas: Paraíso, de Júlio Leite Ribeiro; Floresta, de Pedro Henrique da Silva; e a fazenda do Capitão Franco. E novos líderes políticos começaram a emergir na região, destacando-se os nomes de Francisco Procópio Alvim e Silva (filho de Manoel Felisberto – fazenda Cachoeira), José Carlos Moreira, Dr. Francisco Antônio Ferreira da Luz e Firmo Pereira de Araújo. Em 1882 Santo Antônio de Pádua separou-se de São Fidelis e sua categoria foi elevada de arraial para vila, levando consigo o distrito de Santo Antônio dos Brotos. Na primeira eleição de vereadores do novo município foram eleitos dois representantes de Sto. Antônio dos Brotos: Capitão Francisco Procópio de Alvim Silva e José Carlos Moreira. Em 13 de abril de 1883, por proposição dos habitantes, o nome do distrito de Santo Antônio dos Brotos deveria ser mudado, devido a constantes extravios de correspondência para outra localidade de mesmo nome ou semelhante. Foi então proposto o nome Ybiracema – extraído do tupi-guarani (Ybira – pau; e cema – nascer, brotar). Na Câmara de Vereadores na sede do município (Pádua), o nome foi trocado para Miracema. Nome este também extraído do tupi-guarani (Mira – gente; e Cema – nascer, brotar) sugerido por Dr. Ferreira da Luz – de origem gaúcha, poeta, médico e respeitado político no município de Pádua. Também em 1883, a Estrada de Ferro Santo Antônio de Pádua concluiu a ligação de Miracema a Pádua, que por sua vez já estava interligada a São Fidelis desde 1880, criando facilidade no escoamento da produção de café. O responsável pela organização da companhia ferroviária foi Joaquim de Araújo Padilha (fazenda Recreio), que era genro de Manoel Felisberto Pereira da Silva (fazenda Cachoeira). Antes da construção da ferrovia, a produção das fazendas era transportada em lombo de burros até a Vila de São Fidelis, onde de lá seguiam por via fluvial para os centros de comercialização do produto, São João da Barra e Campos dos Goytacazes. Em 1885, Miracema foi elevada de distrito à categoria de freguesia, em votação na Câmara de Vereadores do Município de Santo Antônio de Pádua. As campanhas republicanas e da libertação dos escravos colocaram em campos opostos os até então hegemônicos líderes políticos da região. Em Miracema o poder era exercido pelo monarquista Francisco Procópio Alvim e Silva (fazenda Cachoeira) e tinha como correligionário José Carlos Moreira. Por outro lado, Ferreira da Luz, Joaquim de Araújo Padilha (fazenda Recreio) e seu genro Josino Antônio de Barros (fazenda Liberdade) fundaram um Clube Republicano. Firmo de Araújo foi subdelegado de polícia (1877) e, posteriormente, juiz de paz, no então distrito de Santo Antônio dos Brotos. Logo após, foi eleito para compor o Colégio Eleitotal de São Fidelis, sede do município a qual pertencia aquele distrito. Em 1886 foi eleito vereador na segunda eleição do município de Santo Antônio de Pádua. Depois passou a se interessar pelo Arraial do Capivara (São Francisco de Assis do Capivara), onde fundou um Clube Republicano e atuou arduamente no episódio da reabertura da questão da fronteira entre as províncias do RJ e MG, entre outras causas em prol do Arraial. Em 1891 o Arraial foi elevado à categoria de vila independente e passou a ser denominado de Vila de Palma. Em 1900, Firmo de Araújo passou a ser seu intendente (se elegeu presidente da Câmara de Vereadores), sendo reeleito sucessivamente, até que em 1912 foi assassinado, numa emboscada, pelo Grupo da Morte (executores por conta própria de bandidos, principalmente ladrões de cavalos, formado originalmente por pessoas de Itaperuna e chefiado por Manoel Laxe Gouvêa de Mendonça) associado a político local rival de Firmo de Araújo (Cel. José Barbosa de Castro júnior). A alegação dada para a morte de Firmo foi que ele acobertava bandidos na sua fazenda Floresta, em Miracema. Havia entendimento na época, por parte de MG, que a fronteira das províncias deveria ser no ribeirão Santo Antônio. Sendo assim, a área do distrito de Santo Antônio dos Brotos do lado direito do ribeirão deveria pertencer ao Arraial do Capivara. Então, Firmo de Araújo pressionava os herdeiros de fazendas localizadas nesta área para fazerem o inventário do espólio no Arraial. Essa questão ressurgiu quando Sto. Antônio dos Brotos foi elevada à categoria de distrito de paz, em 1881, e a solução definitiva só veio a ocorrer em 1930. Dos italianos chegados à Miracema (119 famílias, cujos nomes estão na placa de bronze fixada na praça D'Itália no Vale do Cedro), inicialmente foram trabalhar no meio rural. No perímetro urbano eles atuaram no ramo de serralharia, serraria, sapataria, barbearia, padaria, alfaiataria, transporte (carroça movida à tração animal), comércio, cinema, indústria (fábricas de sabão, massas, tecidos, olaria, usina de beneficiamento de café e arroz), relojoaria, política, banca de jogo-de-bicho, etc. E Miracema cresceu, tornou-se a povoação mais populosa, mais desenvolvida e mais rica do município de Santo Antônio de Pádua (a única estatística disponível conseguida data de 1911: a arrecadação tributária no distrito de Miracema foi 7.700 contos de réis, enquanto que a da sede do município (Pádua) foi 7.480)[2]. Em 1888, Dom Pedro II criou o título de nobreza Barão de Miracema, por intermédio do Decreto Imperial de 19 de agosto, cinco anos após o nosso distrito se chamar Miracema (foi coincidência ou Dom Pedro se inspirou no nome do distrito de Miracema?). Porém, tal título foi concedido somente uma vez, pois logo no ano seguinte foi proclamada a república. Quem recebeu o título de Barão de Miracema foi o Dr. Lourenço Maria de Almeida Baptista, de Campos dos Goytacazes - médico, presidente da câmara de vereadores, juiz de paz, deputado federal e senador por três vezes[3]. Em 1906, o italiano Francisco Bruno de Martino realizou seu sonho de fundar em Miracema uma fábrica de tecidos. Com a importação de nove teares movidos a vapor da Holanda e com a chegada de imigrantes italianos especializados em operar teares, a Fábrica de Tecidos São Martino começou a funcionar a todo vapor. Também foi em 1906 que vemos o primeiro registro de clamor pela emancipação político-administrativo de Miracema. Melchíades Cardoso aos dezesseis anos de idade fundou o jornal “O Grupo” e começou a escrever sobre a emancipação de Miracema. Em 1911, Salvador Ciúffo inaugurou o Cine São Salvador. Um ano antes foi inaugurado o Cine XV de Novembro - fundado pelo imigrante italiano Miguel Bruno de Martino. O operador dos cinemas foi o imigrante italiano Nicolau Trancredi e a energia elétrica era gerada pelas máquinas a vapor de beneficiar café e arroz dos donos dos cinemas. Entre os músicos que tocavam nos filmes mudos daquela época, existia o duo que era formado pelo casal Paschoal Granato e Tita Ciuffo Granato, ele na flauta e ela no piano. Os cinemas naquela época eram muito importantes, por motivos que dispensam comentários. Mas num tempo que a ruas de Miracema eram iluminadas por lampiões, a luz que era gerada para o funcionamento do cinema iluminava também, com muitas lâmpadas, não só a frente do cinema, como boa parte da rua. Então, o povo se concentrava à noite na frente dos cinemas, tornando àqueles pedaços de ruas onde ficavam localizados os cines São Salvador e XV de Novembro (as atuais ruas Cel. José Carlos Moreira e Francisco Procópio), os espaços mais badalados de toda cidade. Em 1915 a luz elétrica chegou a Miracema, sendo aposentados os lampiões belgas que ficavam pendurados nos postes das ruas. O prédio da companhia de força e luz na rua Direita foi construído nesta mesma época por Salvador Ciúffo. Nas construções realizadas por Salvador Ciúffo tinham como engenheiro o imigrante italiano Francisco Poly e haviam água encanada que era fornecida de seu sítio (que ficava localizado no atual bairro Vale do Cedro). Em 1917, foi construído o Grupo Escolar Ferreira da Luz (GEFL), no terreno doado pelos herdeiros do Cel. Firmo de Araújo na rua Direita. A construção foi obra de iniciativa do imigrante italiano José Giudice e José Carlos Moreira com dinheiro originário dos bem-afortunados miracemenses (cultivadores de café, grandes comerciantes) e apoio do Dr. Nilo Peçanha. Na obra, aproveitaram e abriram ao lado do GEFL à atual rua Barroso de Carvalho. (Em 1934, o prédio do GEFL foi afetado por enchente no ribeirão Santo Antônio. Então novo GEFL foi construído na rua Matoso Maia. No prédio do antigo GEFL passou a funcionar a primeira Prefeitura de Miracema - foto - . Atualmente, no lugar, existem os prédios de apartamentos particulares que foram construídos e vendidos por Altivo Linhares). Com o progresso obtido por Miracema, iniciou-se uma forte campanha para separar Miracema de Pádua. Os participantes desse movimento eram pessoas da zona urbana. Os moradores da zona rural, que eram a grande maioria da população, não viam com bons olhos o movimento porque achavam que os impostos sobre a agricultura iriam aumentar para poder custear o novo município e, sendo assim, eles e que acabariam por ter de pagar, enquanto a população urbana seria a maior beneficiária. José Giudice foi importante político defensor da causa separatista, além de bem-sucedido comerciante atacadista e comprador de café produzido em Miracema. Ele era também representante de casas bancárias. Sua casa de comércio localizava-se na rua Direita, onde hoje funciona a Caixa Econômica Federal. Em 1918, Salvador Ciúffo construiu o Grande Hotel na rua Direita. Seu primeiro arrendatário, Arthur Braga, trocou o nome para Hotel Braga. Na época, um dos melhores hotéis da região. Em 1920, os líderes da campanha separatista, José Carlos Moreira, José Giudice e Barroso de Carvalho pleitearam do presidente do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Raul Moraes da Veiga, a emancipação político-administrativa de Miracema. O pedido foi rejeitado. Em 1921, foi criado o distrito de Paraíso de Tobias, de áreas desmembradas dos distritos de Santo Antônio de Pádua e Miracema, e anexado ao município de Pádua. O nome do distrito originou-se da junção dos nomes da fazenda Paraíso com o nome do imigrante português Tobias Joaquim Rodrigues, que se casou com uma das filhas de Plácido Domingos de Barros e muito fez pelo progresso do lugar. Em 1922, o deputado Raul do Nascimento, sobrinho do Cel. José Carlos Moreira, representando os anseios de seus conterrâneos, apresentou um projeto na ALERJ, propondo a emancipação político-administrativa de Miracema. Contudo, nada foi conseguido diante da ALERJ. Neste ano, o professor José Paulino Alves Júnior, com o Instituto Afrânio Peixoto, concluiu a construção do Ginásio de Miracema (Colégio Miracemense), que mais tarde incorporou a Escola de Professores. Em 1924, o Colégio foi transferido para o professor Alberto Lontra e, em 1941, deste para o dr. Sílvio Campos Freire. Este educandário foi modelo por muitos anos, tendo recebido alunos de toda parte do Brasil no seu internato. Em 1925, Melchíades Cardoso fundou o jornal “Libertas” e voltou a escrever sobre a emancipação político-administrativa de Miracema. Em 1926, as obras da sede da Sociedade Operária ficaram prontas. A construção foi idealizada por Francisco Bruno de Martino e Ricardo do Vale – imigrante português, empresário no ramo de olaria e socialista. Ainda neste ano, Miguel Bruno de Martino, sucessor de Francisco Bruno de Martino, promoveu a importação de duzentos teares da Inglaterra, ampliou as instalações e implantou a seção de fiação, na Fábrica. A denominação da empresa passou a ser: Fiação e Tecelagem São Martino. Também neste ano, foi construída a sede do Miracema Clube, com recursos oriundos dos bem- afortunados miracemenses. A construção do prédio teve como propósito oferecê-lo para a sede do futuro município de Miracema. (propósito que acabou não sendo concretizado, pois outro prédio na rua Direita foi escolhido para ser a Prefeitura. O prédio do Miracema Clube, na rua Barroso de Carvalho, mais tarde, passou a ser a sede do Aero-Clube). Dr. Américo Homem, Cel. José Carlos Moreira e Dr. Teófilo Junqueira (Banco Ribeiro Junqueira) reuniram-se e resolveram criar o Partido Separatista. Em 10 de janeiro de 1926 foi feita a primeira reunião para a fundação do Partido, com a participação de 159 miracemenses, que elegeram por aclamação a primeira Comissão Executiva da Campanha, composta por 30 membros. A presidência da reunião coube ao Dr. Teófilo e como secretário atuou o jornalista e poeta Barroso de Carvalho. No dia 24 de fevereiro de 1926, a Causa Separatista ficou de luto. Faleceu Gilberto Barroso de Carvalho, a dois meses de completar 34 anos. Grande poeta, jornalista e principal orador da causa separatista. Foi ele o autor do bordão: “Miracema Águia Cativa que sofre o martírio dos que vivem sentindo asas nos ombros e grilhões nos pulsos”. Em 4 de novembro de 1926, a Comissão Diretora da Campanha Separatista aprovou por unanimidade a candidatura do Cap. Antônio Ventura Coimbra Lopez para o cargo de prefeito de Pádua. A adesão de Ventura Lopez à causa separatista foi muito importante, devido ao fato dele ter sido um grande representante do meio rural, pois, até então, a campanha separatista não encontrava eco nesse setor, o mais populoso do distrito. Ventura Lopez era monarquista e grande fazendeiro produtor de café, proprietário da fazenda Santa Inês, localizada no 7º distrito de Pádua - Paraíso do Tobias. E Ventura Lopez se elegeu para um mandato de três anos, 1927 a 1929. Imediatamente após sua posse, ele criou a subprefeitura de Miracema e nomeou Virgílio Damasceno para o cargo. E muitas obras foram iniciadas em Miracema, como abertura de estradas, reurbanização do distrito e calçamentos de ruas. Aproveitando-se do cargo, Ventura Lopez solicitou ao presidente do estado, Feliciano Pires de Abreu Sodré, à emancipação de Miracema, porém não foi atendido. Com a eleição de Dr. Manoel de Matos Duarte Silva, em 1927, para presidente do estado do Rio de Janeiro, cresceu as esperanças de concretização da emancipação de Miracema, pois o novo presidente do estado tinha laços de amizade com Ventura Lopez e se mostrou simpático à causa separatista. Nas eleições de 1929, o candidato a prefeito de Pádua indicado pelo Partido Separatista perdeu as eleições para outro miracemense, Pedro da Silva Bastos, que era apoiado por uma coligação de partidos contrários à separação de Miracema, liderada por uma aliança entre os antigos e ferrenhos inimigos padilhistas e themistoclistas. A corrente padilhista em Miracema era comandada por Custódio de Araújo Padilha e tinha como seus líderes Josino Antônio de Barros (fazenda Liberdade), Francisco Dias Tostes, José Alvim Tostes, Joaquim Bernardino de Barros e muitos outros. A corrente themistoclista era comandada por Themístocles de Almeida e recebia apoio em Miracema de José da Silva Bastos. Os padilhistas e themistoclistas não desejavam a separação de Miracema, porque temiam que os impostos sobre a lavoura miracemense iriam aumentar para poder custear o novo município. Nesta época o preço do café havia caído de 30.000 réis, para 7.500 a arroba (“Crasch” de 1929). Assim que tomou posse, Pedro da Silva Bastos extinguiu a subprefeitura de Miracema. Em 18 de fevereiro de 1929, faleceu, aos 84 anos de idade, o Cel. José Carlos Moreira - importante político e ativo membro do movimento separatista. Desde os tempos que Miracema pertencia ao município de São Fidelis, José Carlos Moreira representou Miracema como vereador naquele município. Quando da instalação da Câmara de Vereadores de Pádua, em 1883, continuou a representar Miracema até 1890 - época que, com o advento da República, foram extintas as câmaras de vereadores (com a Constituição de 1891 tais câmaras foram restabelecidas). Ele, como funcionário da Secretaria de Finanças do estado do Rio de Janeiro, foi o tesoureiro de arrecadação da área disputada pelos governos de Minas Gerais e Rio de Janeiro: área do ribeirão Santo Antônio em direção a Minas Gerais. Foi também proprietário da Fazenda Lagoa Preta. Ainda em 1929 foi iniciada a construção da sede da Sociedade Musical VII de Setembro, na Rua Francisco Procópio, na gestão de Christiano Alves Rodrigues. Projeto do construtor português José Antônio de Almeida. O cinema funcionou, enquanto esteve ativado, na parte térrea do sobrado. Na parte de cima funcionava o salão social, o “Primavera”, onde, em tempos outrora, foi palco de animados bailes de carnaval. A 7 de Setembro foi fundada em 15/11/1896. Em 24 de outubro de 1930, Dr. Manoel de Matos Duarte da Silva foi deposto pela Revolução de 1930. O interventor federal Demócrito Barbosa assumiu interinamente o governo do estado por cinco dias e em 29 de outubro, Plínio de Castro Casado foi nomeado para o governo do estado. Líderes da campanha pela emancipação de Miracema foram ao palácio do Ingá para tratar desse assunto com o novo presidente e foram ameaçados de prisão. Nessa ocasião, Capitão Altivo Mendes Linhares foi nomeado interventor no município de Pádua. O que não foi bom para a causa separatista, pois Altivo era contrário à emancipação de Miracema. Ele alegava: a) razões políticas, pois não enxergava nenhum político em condições de comandar os destinos do novo município; e b) razões econômicas, pois os impostos necessários seriam cobrados da lavoura já sobrecarregada. E justificava dizendo que a campanha separatista não encontrava eco na população rural, que era a mais numerosa e mais independente do distrito, e, esta, é que acabaria por contribuir com os impostos para manter o novo município, em benefício daqueles que desfrutavam a vida no perímetro urbano. A ascenção política de Altivo deveu-se à sua simpatia pelo movimento tenentista: ele recebeu em sua fazenda o deputado federal Maurício de Lacerda, e desde 1924 acobertava tenentes foragidos da prisão. E Altivo Linhares como prefeito do município de Pádua realizou muitas obras no 2º distrito (Miracema), como a remodelação por completo das praças Dona Ermelinda e Da Matriz (obras de 1931), vários calçamentos de logradouros e a abertura da estrada Pádua-Miracema. Em 1933, Altivo se afasta da prefeitura de Pádua, por problemas particulares, e nomeia o miracemense Cícero Bastos (filho do Cel. Pedro da Silva Bastos) para substituí-lo. Enquanto prefeito, Altivo dispensou os subsídios e expôs balanço de receitas e despesas diariamente na prefeitura. Estatísticas de 1930 sobre Miracema: 30 mil habitantes; 1300 casas; 52 logradouros, cuja renda gerava 120 contos de réis; 800 alunos matriculados no Grupo Escolar Ferreira da Luz, afora os alunos matriculados no Ginásio e Escola Normal (Colégio Miracemense), duas escolas mantidas pela Prefeitura e outras escolas isoladas. Mesmo contrariando a vontade de Altivo, o antigo Partido Separatista se reuniu e formou nova comissão executiva, composta por Antônio Ventura Lopes, Arthur Monteiro Ribeiro da Silva, Oscar Barroso Soares, Edgar Moreira, Armando Monteiro Ribeiro da Silva, Flávio Conde e Antônio Carlos Moreira, e muitos boletins foram distribuídos à população para mostrar os novos planos de ação e reacender o entusiasmo separatista. Em 1934, foi aprovada a nova Constituição Federal e se extinguiu o regime de exceção instalado em 1930. Daí em diante vários comícios foram realizados em Miracema. A banda de música 15 de Novembro, regida pelo maestro Políbio Gonçalves, marcou presença nos comícios, tocando o hino “Miracema Cidade” (ou “Libertas” - letra de Clenório Bastos e música do maestro Alberto Gomes Peçanha). Muitos dos comícios naquela época eram realizados das sacadas dos sobrados da Rua Direita, com destaque para o sobrado do Chicrala Salim. Os oradores de mais destaque foram: Cônego José Tomaz de Aquino, Dirceu Cardoso, José Negle, Bruno de Martino, Amadeu José Rodriguez e as professoras Carmem Lemos e Julieta Damasceno. Ainda neste ano, Altivo Linhares se rende às causas separatistas e entrega carta dirigida ao interventor Ary Parreiras para que o separatista Dirceu Cardoso a lesse no palácio, colocando-se, com pouco entusiasmo, a favor do movimento separatista. Preocupado com o movimento no distrito de Miracema, o comandante Ary Parreiras, interventor do estado do Rio de Janeiro, enviou força militar comandada pelo aspirante Félix da Silva e o delegado dr. Getúlio Azeredo, que desembarcaram em Miracema em 21 de abril de 1934. Com a chegada da força militar, Melquiades Cardoso, Dirceu Cardoso, José Negle e Bruno de Martino, se responsabilizaram pelos boletins que haviam sido espalhados em Miracema, com a distribuição de novo boletim: “Aos Miracemenses: os abaixo assinados, para fins da garantia da ordem pública, com a grande convenção miracemense de amanhã, declaram-se solenemente responsáveis pelos boletins saídos ontem e por todas as ocorrências que por dele ventura resultarem. Ficam assim isentos de responsabilidade os demais signatários dos citados Boletins. Miracema, 21 de abril de 1934. Ass.: Melquiades Cardoso, Dirceu Cardoso, José Negle e Bruno de Martino” Tal atitude ganhou popularidade e eles passaram a ser chamados pelo povo de “Os Quatro Diabos”. Tal alcunha derivou de filme em cartaz na época no cinema XV de Novembro. Em 22 de abril de 1934, o Partido Separatista, presidido por Antônio Ventura Lopes, fez convenção na Sociedade Musical XV de Novembro. O comandante da força militar e o delegado enviados por Ary Parreiras estiveram presentes na convenção. Composição da mesa na convenção: Cícero Bastos, professoras Julieta Damasceno e Carmem Lemos, Dr. Amadeu José Rodrigues, Artur Monteiro Ribeiro da Silva, Cônego Tomaz Aquino Menezes, Edgard Moreira, professor Alberto Lontra, Antônio Carlos Moreira e “Os Quatro Diabos” (Melquiades Cardoso, Bruno de Martino, Dirceu Cardoso e José Negle). O delegado enviado por Ary Parreiras, Dr. Getúlio Azeredo, se contagiou com o clima e se postou claramente favorável à emancipação de Miracema. Em 24 de abril de 1934, em nova convenção, foi nomeada uma comissão composta por 42 separatistas para participarem de audiência com o interventor do estado Almirante Ary Parreiras. Em 6 de maio de 1934, a comissão, liderada pelo Cap. Antônio Ventura Lopez, partiu para a capital do estado, sendo recebida em audiência no Palácio do Ingá no dia 8. Então, Ary Parreiras cedeu à pressão dos separatistas e pediu que fosse realizado plebiscito, e que o pedido de separação de Miracema fosse submetido à aprovação do Conselho Consultivo do Estado. Na edição nº 20 do “Jornal de Pádua”, de 13 de maio de 1934, foi publicado artigo do Dr. Gambetta Perissé, no qual era dado como irreversível à emancipação de Miracema, mas que os demais distritos também pretendidos pelos separatistas não seriam cedidos: “ ... que Miracema se separe sozinha ..., pretenderem, dizemos, o esfacelamento do Município, é que não podemos de modo algum aplaudir.” ... Somos sim pela separação de Miracema sem o desmembramento do Município.” Pois no comício de 23 de outubro de 1929, a oradora Graziela de Carvalho (irmã de Barroso de Carvalho), mostrou que as pretensões dos separatistas eram amplas: “ ... Miracemenses! Exultemos nesse momento que para nós deve ser decisivo! Ibitiguassú, Monte Alegre e Paraíso estão convosco, oferecendo seu insignificante punhado de argamassa para a construção do augusto edifício de nossa independência. ...” O plebiscito de Miracema (sede do 2º distrito) foi realizado em 13 de julho de 1934. Um dia depois foi realizado o de Paraíso do Tobias (7º distrito) e no terceiro dia foi realizado o de Campelo (que pertencia ao 2º distrito). Imediatamente após foi formada comissão para a entrega do resultado favorável do plebiscito e demais documentos pertinentes à emancipação ao Almirante Ary Parreiras. Membros da comissão: Ventura Lopez, Melquiades Cardoso, Dr. Otávio Tostes, professor Alberto Lontra, Waldemar Torres e José Negle. No início de agosto de 1935, Ventura Lopez enviou telegrama a Ary Parreiras reiterando o pedido de separação de Miracema. No dia 13 de agosto Ary Parreiras respondeu: “Acuso recebido vosso telegrama. Assuntos constantes vossas cartas serão tomadas devida consideração quando do processo respectivo chegue em minhas mãos o que se dará dentro de breves dias. Julgo desnecessário reafirmar o que já tenho mais de uma vez declarado sobre a matéria, isto é, se maioria população se manifestar pela separação, estará decretada. Saudações Ary Parreiras.” Finalmente, em 7 de novembro 1935, foi promulgado o Decreto nº 3.401, que dispôs sobre a criação do município de Miracema, com a composição de dois distritos: 1º distrito (sede) - Miracema; e 2º distrito – Paraíso do Tobias (Campelo que estava na área de Miracema, a partir da emancipação passou para a área Pádua). O Decreto nº 3.401 foi um dos últimos assinados pelo governador Ary Parreiras. E o povo foi para a rua comemorar! O distrito de Flores foi criado em 18 de maio de 1936 (Lei Estadual nº 18). Em 31 de março de 1938, o distrito passou a denominar-se Venda das Flores (Decreto-Lei Estadual nº 392A). No início de 1936, o Almirante Protógenes de Guimarães foi conduzido ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro, após as tumultuadas eleições realizadas em setembro e repetidas em novembro de 1935. Newton Cavalcanti foi nomeado interventor federal no estado do Rio de Janeiro neste mês, logo após a saída de Ary Parreiras, para garantir o pleito e a posse de Protógenes de Guimarães. Em 10 de abril de 1936, Ventura Lopez, então presidente do Partido Separatista, recebeu telegrama do Palácio do Ingá, solicitando sua presença para combinar a nomeação de autoridades para o novo município. Alguns dias após, o líder da causa separatista Ventura Lopez foi recebido pelo governador do estado, Almirante Protógenes Guimarães, no Palácio do Ingá, para tratar da instalação e nomeação de autoridades do novo município. O governador Protógenes Guimarães assumiu o compromisso de interferir junto às lideranças de seu governo na Assembléia Legislativa para, o mais rápido possível, definirem a data de instalação do novo município, e, que, inclusive, iria pessoalmente efetuar tal instalação. Em 2 de abril de 1936, foi promulgada a Lei nº 9, que designou o dia 3 de maio de 1936 para a instalação do município. Em 28 de abril de 1936, foi nomeado o Dr. Mário Pinheiro Motta para prefeito de Miracema. Em 3 de maio de 1936, chegou à Miracema o governador do estado, Almirante Protógenes Guimarães, acompanhado do presidente da ALERJ, Dr. Arnaldo Tavares, e de outras autoridades estaduais, para instalar o município de Miracema. Com o golpe de estado dado por Getúlio Vargas e a implantação da ditadura em 10 de novembro de 1937 (Estado Novo), Altivo Linhares foi nomeado interventor em Miracema em 28 de novembro de 1937 por ato do interventor federal no Estado do Rio de Janeiro Ernani do Amaral Peixoto. As intervenções de Amaral Peixoto, no estado, e Altivo, no município, duraram até o fim do Estado Novo (1945) - tempo suficiente para que fossem construídas e consolidadas suas bases políticas. Prefeitos de Miracema: 04/05/1936 - 02/08/1936 Mário Pinheiro Motta 03/08/1936 - 10/10/1937 Marcelino de Barros Tostes 11/10/1937 - 27/11/1937 Nicolau Bruno 28/11/1937 - 11/11/1945 Altivo Mendes Linhares 12/11/1945 - 21/11/1945 Cibele Caldas Câmara Castro 22/11/1945 - 18/02/1946 José Sena e Silva 19/02/1946 - 03/10/1946 Melchíades Cardoso 24/10/1946 - 03/12/1946 José Naegle 04/12/1946 - 06/03/1947 Homero de Araújo Padilha 07/03/1947 - 10/10/1947 Melchíades Cardoso 11/10/1947 - 30/10/1947 Altivo Mendes Linhares 31/10/1947 - 11/12/1954 Plínio Bastos de Barros 12/12/1954 - 22/12/1954 Odilon Barroso Botelho 23/12/1954 - 30/01/1955 Plínio Bastos de Barros 31/10/1955 - 30/01/1959 Moacyr Junqueira 31/01/1959 - 30/01/1963 Altivo Mendes Linhares 31/01/1963 - 30/01/1967 Jamil Cardoso 31/01/1967 - 29/10/1970 José de Carvalho 31/01/1970 - 30/11/1971 Salim Bou-Issa 31/01/1971 - 31/01/1973 Nilo Rodrigues Lomba 31/01/1973 - 31/01/1977 Olavo Monteiro de Barros 01/02/1977 - 31/03/1983 Salim Bou-Issa 01/04/1983 - 31/12/1988 Ivany Samel 01/01/1989 - 31/12/1992 Jairo Barroso Tostes 01/01/1993 - 31/12/1996 Ivany Samel 01/01/1997 - 31/12/2000 Gutemberg Medeiros Damasceno 01/01/2001 - 31/12/2008 Carlos Roberto de Freitas Medeiros 01/01/2009 - Ivany Samel [1] Idéias em ordenamento, cidades em formação: a produção da rede urbana na província do Rio de Janeiro - Maria Isabel de Jesus Chrysostomo – UFRJ 2006 [2] Página 495 dos Sertões dos Puris – Heitor de Bustamante [3] Dicionário das Famílias Brasileiras, de C. Bueno/C. Barata Postado por Hélcio Granato Menezes às 10:06

(12:52 @ 17/07/2009) Anônimo disse:
Gente, estou surpresa com a história deste municipio que foi, praticamente, o berço da minha família paterna!!! Estamos tentando traçar nossa arvore genealógica, e diga-se de passagem que não tem sido tarefa das mais fáceis....rs Assim, eu peço a gentileza que se alguem conhecer ou tiver conhecido alguem da familia do casal Patricio Martins Fernandes e Dolores Tamaio (meus bisavós materno), por favor dê-me noticias....O casal tiveram os seguintes filhos: Izabel (casada com Camilo Mercante), Amélia, Francisca (casada com José Ramos), Alice, Josepha, Carmem, Rosalina e meu avô João Antonio Martins, que casou-se com Conceição Catalani de Laje de Muriaé. Peço encarecidamente que se alguém souber dessa família, por favor envie-me um e.mail: sid_tur@hotmail.com , ficarei muito grata!!! Cordiais abraços,

(12:58 @ 17/07/2009) Anônimo disse:
Desculpem....eu disse família paterna, e na verdade é materna....Abraços

(15:19 @ 21/08/2009) mendes toledo disse:
busco a familia do meu avô....materno...seus pais eram: Jose mendes toledo, e sua mãe Maria pereira de lima, quem puder me ajudar agradeço de coração meu avô tem 88 anos e não tem contacto com a familia a mais de 60 anos... obrigada

(14:42 @ 09/03/2010) \meira Soares disse:
Que lamentável comentário, dizer que Miracema é uma bosta.....primeiro que é muito indelicado e segundo por quem não vê numa cidade como esta um viver calmo, é porque no móinimo é um Merda....

(00:31 @ 14/06/2010) AUNER CARNEIRO disse:
MORAMOS EM MIRACEMA NA DÉCADA DE 1940.LEMBRO DAS VIAGENS DE TREM ATÉ SÃO PAULO. VISITAMOS ESTA LINDA TERRA DE GENTE AMIGA NESTE ANO DE 2010.MIRACEMA FICA MAIS LINDA TODO DIA. ACHO QUE CADA UM OLHA O QUE TEM EM SEU ESPÍRITO?

(10:28 @ 01/07/2010) thaigo disse:
ver a nota do meu boletim

(13:03 @ 18/01/2011) Alzira Laranja ciuffo disse:
ESTOU TENTANDO ENTRAR EM CONTATO COM HELCIO GRANATO. QUEM TIVER O E.MAIL DELE, OU O TELEFONE, POR FAVOR ENVIE PARA MEU E.MAIL: alciuffo@yahoo.com.br

(16:41 @ 11/03/2011) geologo1972 disse:
ESTOU BUSCANDO INFORMACOES SOBRE A FAMILIA CRESCENCIO. POR FAVOR DESCENDENTES DE JOSE GALO (MEU BISAVO DE PARAISO TOBIAS) OU DE ASTOLPHO CRESCENCIO DE ITAJARA (ITAPERUNA) E MIRACEMA, OU ATE MESMO DE MEU TIO LINDOLPHO CRESCENCIO SE MANIFESTEM AQUI.

(10:01 @ 27/06/2011) Anônimo disse:
Sou descendente de Dona Ermelinda e meu pai e familiares residentes ainda nesta cidade, sempre contaram que Dona Ermelinda só doaria o terreno para a igreja, se o toco brotasse, o que aconteceu. Sou descendente de donos de fazendas de café etc. Contam também que uma tia, e tenho ainda uma carta dela, em que ela doou o direito à porcentagem da extração de minério da mina de manganês, cujo terreno dava em sua fazenda. Meu pai ficou órfão e roubaram tudo e nunca recebeu sequer o direito à tonelagem expressa na carta. Dizem que até hoje é explorada esta mina. A mina era a do morro velho.

(00:02 @ 12/11/2011) reny antonio de olveira bernardes disse:
fihlo de osvaldo antonio bernardes e iracy de oliveira bernardes nansido em miracema no 22/06/1963 hoge moro em sp tem muita saudade da minha terra natal

(23:41 @ 19/12/2011) DULCE-HELENA DA COSTA disse:
EU AMO MIRACEMA, NASCI NA RUA JOSE VENANCIO GARCIA.MEU TIO MORREU NA SEG QUERRA MUNDIAL NA ITALIA ASSIM QUE AQUERRA TINHA ACABADO ELE PISOU EM UMA GRANADA HOJE O RESTO MORTAL DELE SE EM CONTRA, NO MONUMENTO DOS PRACINHA NO FLAMENGO.JACINTO LUCAS DA COSTA. SAUDADES DE MIRACEMATERRA BOA .

(20:09 @ 28/03/2012) Anônimo disse:
GOSTARIA DE TER A LISTA DOS FOMANDOS DE 1980 A 1982

(02:34 @ 04/06/2012) Anônimo disse:
O tio da amiga que lutou na Italia era o Soldado Jacinto Lucas da Silva, natural de Miracema, veja esse site :http://www.anvfeb.com.br/mortos.htm

(02:35 @ 04/06/2012) Anônimo disse:
DESCULPEM!!!! CORRIGINDO: JACONTO LUCAS DA COSTA !!

(02:39 @ 04/06/2012) Anônimo disse:
desculpem de novo : JACINTO LUCAS DA COSTA, soldado do 1º Regimento de Infantaria

(17:40 @ 01/07/2012) Mercedes disse:
Eu so prima do Paulo Lima Barros proprietario da Fazenda da Liberdade preciso do E-mail dele.

(17:41 @ 01/07/2012) Mercedes disse:
Eu so prima do Paulo Lima Barros proprietario da Fazenda da Liberdade preciso do E-mail dele.

(18:08 @ 01/07/2012) Anônimo disse:
ameu primo

(17:10 @ 30/07/2012) Maria disse:
Meu avô materno era de Miracema, Ele viajava mt de trem , para a cidade que eu nasci Rio Bonito. O Nome dele Leonel Ribeiro Guimarães Filha dele que era minha mãe , hoje falecida, Luiza Gostaria muito de conhecer esta cidade e encontrar familiares.

(04:15 @ 06/12/2012) Anônimo disse:
Sou o Alberto Pinto Brandão, filho de MARCELINO PINTO BRANDÃO, nasci nesta cidade maravilhosa, da qual eu muito me orgulho por ser a minha Terra Natal, por onde vivi até os meus 16 anos de idade. Só deixei essa cidade encantada que muito amo, trazido pelo meu tio TENENTE CORONEL ÁUREO PINTO BRANDÃO, irmão de meu pai já falecido tb, pra servir o quartel e acabei ficando por aqui mesmo no RIO DE JANEIRO, construí família e hoje eu já estou com toda a minha família morando perto de mim, graças a DEUS, inclusive a minha Mãe q já está com 93 anos de idade e bem de saúde., graças a Deus. E me considero um vencedor, pois mesmo sem o meu pai q faleceu quando eu vim para cá, eu consegui tudo o q eu quis, sou um aposentado bem sucedido e ainda tenho 3 filhos e 6 lindos netos, graças a Deus.

(15:39 @ 16/04/2013) Anônimo disse:
Gostaria de saber onde posso conseguir mais informações a respeito de Odilon Barroso Botelho

(19:02 @ 06/06/2014) katia disse:
busco familia Sardella, minha avo chegou da italia e ficou em miracema quem souber, katiaad5f6@gmail.com

(11:31 @ 10/06/2014) Carlos Nascimento disse:
Bom sou Carlos Arthur Monteiro Ribeiro do Nascimento, meu bisavó era Arthur Monteiro Ribeiro da Silva, gostaria de saber mais o passado da Cidade de MIracema. Fico no aguardo meu e-mail é monteirobh@yahoo.com.br