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OS FORJADORES DE MIRACEMA

15:48 @ 03/08/2006

 BRUNO DE MARTINO

Luís Antônio Pimentel escreveu (Francisco Antônio) Bruno de Martino (Filho), jornalista, poeta, escritor, romancista, teatrólogo, orador, político e fazendeiro, filho de Antônio Bruno de Martino e de Brasileira Lídia Lobo de Martino, nasceu em Miracema, Estado do Rio de Janeiro, ao espocar de muitos fogos de artifícios, no dia 21 de novembro de 1906, na Fábrica de Tecidos São Martino, e faleceu na mesma cidade às 10h30min, vítima de derrame cerebral, e nela foi sepultado, em 29/11/1961. Pertencia a uma prole de nove irmãos, pelo lado materno – quatro do primeiro matrimônio e cinco do segundo. Estudou as primeiras letras em sua cidade natal. Freqüentou vários ginásios, aqui e ali, e, como jornalista panfletário dos mais candentes, estudioso dos problemas sociais, tornou-se logo um dos mais combativos articulistas do Norte do Estado, escrevendo para vários jornais. Filho de pai italiano, pescador napolitano, resolveu visitar aquele país por ocasião de I Ano Santo, de 1924 para 1925, embora não fosse católico ou adepto de qualquer outra religião. Aproveitando sua estadia na Europa, percorreu dez países. Voltando a Miracema, prosseguiu em sua luta pela melhoria da região em campanhas pela imprensa. Participou das atividades para a criação do Hospital de Miracema, da Usina de açúcar e da revigoração das bandas de música locais. Em 1931 criou e organizou a Biblioteca Independência – na Sociedade Musical Sete de Setembro. Em 1936, foi eleito vereador para a primeira Câmara instalada no Município de Miracema e depois seu 1º Secretário. Sempre  perseguido pela ditadura, em virtude de sua capacidade de liderança, acabou sendo preso durante seis meses na Penitenciária de Niterói , por ter escrito um artigo contra o ditador Getúlio Vargas. Trabalhou em vários jornais do Estado do Rio de Janeiro, inclusive para o “ Jornal do Brasil”. Escreveu artigos para “ Seleções” e outras revistas. Foi fundador e proprietário e diretor do jornal “  A Voz do Povo” ,em Miracema. Testemunhando  sua combatividade, deixou publicados os seguintes livros: “Brasas” (1926); “Guerra aos Sinos” (1926); “Pedaços de Jornal” (1928); e “Saias de Bronze” (1928). Foi poeta e trovador dos mais queridos e festejados do Norte do Estado. Deixou inédita uma peça de teatro – “Surpresas dela”, e uma novela – “Débora”. Como líder separatista, ficou na história das lutas de Miracema para emancipar-se do Município de Santo Antonio de Pádua, do qual era 2º Distrito. Foi casado com Mercedes Dias de Martino, união que lhe deu sete filhos: cinco mulheres e dois homens – Facíola de Martino Fontes (professora);Leilah de Martino Lopes) professora; Darcy de Martino Bordallo( professora);  Iacycema de Martino Mattos (professora); Edmundo Dias de  Martino (comerciante); Maurício Dias de Martino (funcionário público), e Leda de Martino( professora).

 


OS SIQUEIRA

                                                                                     

                                                                   José Frederico Magalhães Siqueira

         Anacleto Reviziano de Siqueira Alvim foi o primeiro Siqueira a chegar em Miracema, veio em 1842 acompanhando o sogro Manoel Felisberto Pereira da Silva e o concunhado Joaquim de Araújo Padilha. Todos procedentes de Catas Altas da Noruega. Numa viagem, acreditamos, através do antigo caminho mandado construir pelo padre Manuel Maria de Jesus no final dos setecentos. O caminho passava pelo porto de Dores do Piranga e ligava Ouro Preto a Rio Pomba.  De Rio Pomba atingia-se Cataguazes já na estrada de Visconde de Rio Branco a  Campos.

         Anacleto nasceu em Catas Altas da Noruega, foi batizado no dia 2 de janeiro de 1817 na matriz de São Gonçalo do Amarante. Seu pai, Anacleto Dias de Siqueira, nascido e batizado em Conselheiro Lafaiete. Sua mãe, Maria Querubina de Carmo Alvim, batizada em 24 de junho de 1795 em Sant´Anna da Bandeira. Casaram-se em 12 de julho de 1815 em Barbacena. Seus avós paternos foram Francisco Antunes Siqueira e Maria da Glória Dias Pereira (ou Teixeira). Os avós maternos foram o Capitão-Mor José Pereira Alvim e Quitéria Umbelina Gomes. 

         Anacleto casou-se no dia 2 de dezembro de 1837 com Maria Umbelina, filha de Manoel Felisberto Pereira da Silva e Ana Umbelina Gomes Alvim em cerimônia realizada no Lamin, local da fazenda de Manuel. Ela com 15 anos ele com 20. Tiveram de ser dispensados do impedimento de segundo grau de consangüinidade, já que as mães ( Maria Querubina e Ana Umbelina ) eram irmãs.

         Em Miracema adquiriu a fazenda São Pedro, ainda em mata virgem, tornando-se fazendeiro de café, citado no famoso Almanaque Laemmert. Em face da lei das terras, fez a seguinte declaração:

"O abaixo asignado em observancia do art. 91 do Decreto nº 1318 de 30 de janeiro de 1854 declara que pofsue nesta Freguesia de Santo Antonio de Pádua no lugar denominado Sam Pedro, uma fazenda de mesmo nome que divide pelo lado de baixo com terras de seu sogro Tenente Coronel Mano el Felisberto Pereira da Silva, pelo de sima com João Luis de Oliveira e filhos e confrontando pelo lado esquerdo com terras de Custodio Bernardino de Barros e pelo direito com terras do finado José Pinto Bastos e hoje pertencentes a seo filho José e mais adiante confronta com terras do finado Silverio José Bastos hoje pertencentes a sua mulher e filhos:a quantidade aqui descripta e confrontada faz parte da Fazenda do abaixo assignado. Freguesia de Santo Antonio de Padua 25 de fevereiro de 1856.

Anacleto Revisiano de Siqueira Alvim

Vigario José Joaquim Pereira de Barros" 

         Foi eleito Juiz de Paz em 1863. Dos filhos encontramos o seguinte:

1.      Maria Rosalina Reviziana, casada com o seu tio Francisco Procópio de Alvim Silva (irmão de Maria Umbelina ) conhecido como capitão Perico. Casamento realizado na igreja de Pádua no dia 18 de fevereiro de18 57. Dos descendentes do casal me lembro do seu Miguel Alvim que morava na rua do Café e de seus filhos Aparecida, Joel, Vera e do meu amigo de infância Adilson que se encantou e nos deixou em plena juventude. 

2.      Anna Reviziana, nascida em 1844, faleceu em 1930, sepultada em Miracema, casada com José Crispiniano de Alvim e Silva, falecid o por volta de 1882. Era conhecida como Donana. Seu bis neto Ivan foi um lateral esquerdo tinhoso, como fui ponta direita, nos  enfrentamos algumas vezes.

3.      Idalina Reviziana casada com Joaquim Moreira Faria, a 29 Novembro 1879, em Pádua. Na monografia sobre Palma, circulada pelo Dauto, Joaquim aparece como filho do coronel João Moreira d a Silva Alvim e Maria Adelina de Faria 

4.      Quitéria Reviziana casada com José Aureliano Moreira. Acreditamos ser José também filho do Coronel João Moreira.

         A seguinte historieta  de família ocorreu com uma prima de minha avó. Comecinho do ano de 1910. Marianna recebe a visita de uma prima que mora em Palma. Conversam  sobre filhos, enxovais, batizados, nomes de crianças já que ambas estão grávidas. Marianna diz que se nascer um menino o seu nome será Benedito. A prima espanta-se:

“mas, prima, logo Benedito?!” “Porque não?!” respondeu Marianna “ São Benedito é o santo que ajuda os pobres, muito milagroso. Lembro sempre do milagre das flores. Pressionado pelos guardas para mostrar o que carregava no avental, ao abri-lo só aparecem flores e não a comida que levava aos necessitados”

         Passa o tempo. No dia 9 de julho de 1910 nasce, em Miracema, o menino que recebe o nome de Benedito como Marianna queria. Um ou dois meses depois...  Corre-corre na casa da prima em Palma! Ela entra em trabalhos de parto.

“ Chama a D. Nair para vir rápido” avisam. Chega D. Nair, a parteira, voluntariosa e mandona toma imediatamente diversas providências: esquenta a água, pede toalhas limpas, fecha a porta do quarto, ordena às crianças para não atrapalhar e que podem ir brincar no quintal. Ouvem-se os primeiros gemidos. Logo o entra e sai das mulheres no quarto é maior. Uma sensação meio incômoda, aquele frio na barriga, toma conta do pessoal que se encontra na casa.

D. Nair apalpa daqui e dali e diz: “ Tá no lugar”.

“Força, minha filha!” incentiva a parteira. A prima faz força, o suor começa a aparecer, os minutos correm, nada...!

Alguma coisa não está dando certo e D. Nair não consegue atinar o que é. Parece que a criança não quer nascer... os minutos continuam a passar...

“Faz mais força, minha filha!” a parteira insiste. Nada...

Então, a prima desesperada invoca: “Valha-me Nossa Senhora do Bom Parto ! Se for menino o nome será Benedito..”

O milagre vem. No instante seguinte as coisa se ajeitam, logo ouve-se o choro de criança. Nasceu!!  Alívio  geral. Tudo certo! È menino...

Oitenta e tantos anos depois, estávamos em Palma: pai, eu e Mundinho, procurando os herdeiros de um sítio que nos interessara, foi quando Bené resolveu nos levar a uma casa próxima. Um senhor, apoiando-se numa bengala e de cara meio fechada, nos recebe na pequena varanda da casa. Pra nossa surpresa o Bené diz:

“Este é o meu xará e primo Benedito...”

5.      Tereza Reviziana, nascida a 30 de abril de 1851, batizada a 14 de Novembro, padrinhos Joaquim Pio de Alvim Silva e Maria de Lima.

6.      Francisco Reviziano de Siqueira Alvim casado com Vitalina Honorina Moreira em 1880 em Pádua. Vitalina era filha de José Aureliano Moreira

7.      Alda Reviziana, casada com Frederico José de Araújo Padilha em 3 de fevereiro de 1883. A primeira filha do casal foi minha avô paterna Marianna Reviziana de Alvim Padilha, nascida a 3 de dezembro de 1883. Os outros irmãos foram Anacleto (possuiu durante muitos anos, em Pádua, um armazém de secos e molhados na entrada da antiga ponte sobre o rio Pomba), Diogo, Custódio (craque de futebol, foi contratado para jogar no 1o de Maio, time da cidade de Miraí, patrocinado pelo grande industrial Afonso Pereira, de quem acabou sendo guarda-livros), Rodolpho (foi oficial da polícia militar do Rio de Janeiro), Nilo (pai do Milton Padilha, aliás foi o Milton que declinou para nós, eu e o Mundinho, os nomes dos nossos tios-avós), Lauro, o caçula, mais Olinda e Morena.

         Anacleto faleceu em Miracema em 16 de agosto de 1887. Maria Umbelina em 1893.

         O tropeiro Theófilo Antunes de Siqueira nascido por volta de 1830, fazia a rota Ubá - São Fidélis. A passagem por Miracema incluía, quase sempre, uma visita à fazenda São Pedro para uma visita ao primo Anacleto. Numa dessas visitas conheceu  Maria Salomé filha de Joaquim de Araújo Padilha e Ana Minervina de Alvim Silva, proprietários da fazen da Recreio. Casaram-se em 10/05/1860 na antiga capela de Miracema e foram morar na fazenda Boa Vista adquirida por Teófilo, próxima ao atual distrito de Venda das Flores.

         Nesta fazenda o Bené e primos se divertiam furtando goiabada, guardada em prateleiras, no moinho de fubá lá por volta de 1916-17 e contava que o Theófilo, completamente cego, ainda se movimentava bem e confundindo-os com cachorros dava muita porrada com a bengala. Teófilo faleceu em 1922, seu túmulo está à direita numa das primeiras filas do cemitério de Miracema. Dos filhos, Bené dizia que eram 18, tenho notícias de:

Theonila Siqueira Tostes, casada com Francisco Dias Tostes, este em segundas núpcias. Deste casamento nasceu Sebastiana Tostes de Macedo. Espero um dia entrevistar o Dr. Carlos Augusto Tostes de Macedo para fixação das diversas datas!!!!!

Genuíno Antunes de Siqueira Sobrinho, Vô Genuíno, nascido em 1865, casado com vó Marianna  em 1898 . Deste casamento nasceram os filhos João, José, Benedito, Maria da Glória (tia Filinha, mãe do Lúcio, “o” garçom do bar Pracinha), Ana, Jandira, Edina, Luzia e Tereza

Frontino Antunes de Siqueira casado com Anna Tostes Padilha. Fazendeiro no alto da serra de Flores, foi dono da venda do Panorama. Integrante do partido Agrário fundado pelo coronel José da Silva Bastos. Dos filhos conheci ou ouvi histórias do Antônio, Orlando, José, Pedro, Gésus. As festas do Panorama eram famosas. Conta-se que alguns dias após uma delas um “cheirinho” começou a invadir a casa, para surpresa geral encontraram, jogada atrás de um baú, uma leitoa inteira!!! Bons tempos...de amarrar cachorro com lingüiça  e encontrar atrás de baú leitoa assada!

  

Theófilo Antunes de Siqueira Jr. Padilhista inflamado, de espingarda em punho ameaçava: “ ainda arranco o tampo da cabeça de um....aí ”. Foi eleito Juiz de Paz ( ? ) do 2o distrito na tumultuada eleição de 1915. As confusões ocorridas estão narradas no “Sertão dos Puris”.

Joaquim Antunes de Siqueira, solteiro, trabalhava e morava com o irmão Frontino. Era costume circular, em dias de malhação de Judas, quadrinhas gozando os moradores. Joaquim foi homenageado com a seguinte:

Meu amigo Frontino olhe a urucubaca dos Nunes se quiser progredir mande embora o Quinca Antunes...

 

Izolina, da tia Izolina me lembro perfeitame nte. Aparentando uns 70 anos, por volta de 1955, morava pouco depois da Guararema, quando vinha a Miracema ficava hospedada na casa do Dr. Ururahi. Nós tínhamos uma venda na esquina e ela sempre passava por lá. Com lábios pintados, vestidos coloridos ela dançava, cantava, falava de namorados e nos divertia. Nós, as crianças, a achávamos meio doidinha... A sua imagem permanece em minha retina.

Cota, só vi uma vez a tia Cota. Dos Siqueira que tenho notícias ela é quem viveu mais tempo, cerca de 102 ou 103 anos. 

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Comentários

(17:49 @ 03/08/2006) Anônimo disse:
O Jornal "A Voz do Povo", ao que me consta, é de Bom Jesus do Itabapoana. Seu proprietário-fundador era o saudoso Sr. Osório Carneiro. Era o mais importante jornal da região. Bruno de Martino foi seu correspondente em Miracema.

(22:25 @ 03/08/2006) Anônimo disse:
Excerto do e-mail de 09/02/05 do Dr. Miguel Angelo de Martino Alves ao Dr. Carlos Augusto Tostes de Macedo: ..........”Já, Bruno de Martino –o homem que foi repórter do Jornal "A Pátria" no RJ, que foi um dos quatro DIABOS da Emancipação Política de Miracema, que foi poliglota, pois conhecia até a língua tupi-guarani, que foi diretor do jornal de Miracema, que foi candidato a deputado estadual e lutou contra seu próprio irmão por ideais políticos, que foi o primeiro-secretário da primeira Câmara de Vereadores da história de Miracema, 1936, que era filho do fundador da fábrica Fiação e Tecelagem São Martino e que foi batizado pelo presidente Nilo Peçanha, em 1905, justamente na semana de festa em que se inaugurou a pedra fundamental da fábrica, e que foi tribuno e orador oficial na campanha a Presidência da República do Dr. Adhemar Pereira de Barros– deixou para a eternidade um poema, em versos alexandrinos, que contém a história de Miracema, povoação oriunda dos índios da tribo dos Coroados: "MIRACEMA" "Na clareira da mata enluarada, Que argento riacho mais prateia Surge festiva a tribo coroada, Estaca, busca lenha, e o lume ateia. A hiverapeme! Joga abandonada, Arcos, tacapes, flechas, tudo arreia, Troca os troféus da guerra dominada, Pelo boré, que as danças encadeia. Em copos de bambu, arde o cauim, Fervem sensuais os ritos do festim, Depressa, tudo muda! Alguém, sacema no banho inaugural do igarapé! Foi batizado o chão, diz o pagé, Que vai chamar por sorte: MIRACEMA! (Bruno de Martino)

(11:09 @ 04/08/2006) Anônimo disse:
"MIRACEMA" "Na clareira da mata enluarada, Que argento riacho mais prateia Surge festiva a tribo coroada, Estaca, busca lenha, e o lume ateia. A hiverapeme! Joga abandonada, Arcos, tacapes, flechas, tudo arreia, Troca os troféus da guerra dominada, Pelo boré, que as danças encadeia. Em copos de bambu, arde o cauim, Fervem sensuais os ritos do festim, Depressa, tudo muda! Alguém, sacema no banho inaugural do igarapé! Foi batizado o chão, diz o pagé, Que vai chamar por sorte: MIRACEMA! (Bruno de Martino)

(15:02 @ 17/02/2007) Angeline disse:
Dispensando comentários sobre o comentários acima ref. ao funk, tão impróprio ao espaço, vimos apenas confirmar a data de nascimento de Francisco Antonio Bruno de Martino Filho, cfe. certidão de nascimento, nasceu em 21/11/1905.

(18:14 @ 28/02/2010) JOSI disse:
Olá amigos de Miracema. Tenho um avô que provavelmente mora ainda por aí, não o conheço e nem mesmo minha mãe. Se alguem souber de alguma coisa, ficaria realmente muito feliz em receber notícias. O nome dele é Itamar Brandino. Ah e minha mãe já tem 47 anos. (josianamota@yahoo.com.br)

(10:24 @ 27/06/2011) Anônimo disse:
Braga, Tostes, Alvim, Padilha, são todos nomes conhecidos da história da minha família, da tia Ermelinda. Meu pai ficou órfão.

(22:21 @ 07/05/2012) Cazinho disse:
Meu avô era Benedito Alvimdo Amaral filho de Stela Alvim do Amaral e neto de Idalina Revesiana, e esta historia de seu neto me foi contada por uma irmã de meu avô.Apenas uma correção, meu avô nasceu em Maio de 1911, e nunca foi um senhor de cara fechada, foi sempre mutio alegre até morrer aos 92 anos.