Discutindo a Relação
10:23 @ 13/05/2008
- Vai, enfia no meu cuzinho!
- Tô tentando.
- Como assim tá tentando?
- É que não tá bem duro.
- Não tá bem duro? Vinte anos me enchendo o saco,
pedindo: "Deixa eu botar no seu
cuzinho" e quando eu deixo você me diz que não tá
bem duro?
- Acho que foi a emoção. Deixa eu tentar de novo.
- Então, vem, mete tudo!
- Eu tô quase conseguindo. Abre um pouquinho.
- Abrir o quê?
- O cuzinho.
- Mas você sempre disse que queria botar no cu
porque era mais apertado e agora me
pede pra abrir? Como é que eu vou abrir o meu cu?
- Relaxando, porra!
- Eu tô relaxada até demais. Você é que tá nervoso
com a sua meia bomba.
-O que é isso? Onde você aprendeu a falar assim?
- Falar o quê? Meia bomba? Todo mundo fala meia
bomba!
- Não a minha esposa. Isso é coisa de mulher que
tem amante.
- Pois fique sabendo que eu já falava meia bomba
muito antes de ter um amante.
- O quê? Você tem um amante?
- É isso aí. Tá mais do que na hora de botar as
cartas na mesa. Nosso casamento já
era.
- Você enlouqueceu? Que papo é esse de uma hora pra
outra?
- De uma hora pra outra, nada! A gente sabe que o
nosso casamento é um defunto que
esqueceu de cair. Nossa filha já tem dezoito anos e
eu vou embora com ela.
- Não vai embora porra nenhuma. Primeiro vai me
explicar: que história é essa de
amante? Há quanto tempo você tem um amante?
- Dois meses.
- É o primeiro?
- É.
- Você deu o cu pra ele?
- Dei.
- Ah! Então é por isso que depois de vinte anos
você resolveu liberar pra mim?
- É! É isso! Agora com licença que eu vou me
mandar.
- Espera! Isso não pode acabar assim.
- Pode e vai. O nosso casamento já era.
- Não. Eu tô falando do seu cu.
- O que tem o meu cu?
- Eu quero comer. Depois de vinte anos eu tenho
direito.
- De que jeito você vai comer o meu cu? Você tá
broxa.
- Broxa, não, hein!? Sou corno, mas não sou broxa!
- Você? Corno? Corno que corneia não é corno.
- Quem disse que eu te corneio?
- Cinismo numa hora dessas? Já não bastam os vinte
anos de hipocrisia que passamos
nesse quarto?
- Tudo bem. Eu admito. Eu arrumei uma amante nos
últimos meses.
- Nos últimos meses? Você tem um caso com essa
mulher há anos. Eu sei, nossa filha
sabe, o namorado da nossa filha sabe, todo mundo
sabe.
- Ah! E eu sou sempre o último a saber o que vocês
sabem!
- Essa é boa! Você é a vítima agora. Pelo menos ela
te dava o cu?
- Não.
- Puta, mas tu é azarado, hein?
- Ah, é? Então fica de quatro que eu vou te mostrar
o azarado.
- Pronto! Tô de quatro. Vem logo.
- Com terrorismo não vai dar. Você bem que podia
gemer um pouquinho.
- Ai, meu Deus! Tá bom, então. Fode o meu cuzinho.
Vem, enfia essa pica grossa no
meu rabo. Eu quero sentir esse caralhão me
aregaçando. Vem!
- Você fala essas coisas pro seu amante?
- Escuta aqui! Come logo essa porra desse cu que eu
preciso ir embora.
- Ah, é assim? Tá de encontro marcado com o amante?
- Vai querer ou não?
- Tá bom. Tá bom. É que tá seco. Você bem que podia
dar uma chupadinha.
- Eu é que não vou chupar essa lombriga mole. Dá
uma cuspida e vai logo.
- Olha, vamos combinar uma coisa. Você vai
preparando as suas malas enquanto eu
relaxo um pouquinho. Depois você volta aqui e a
gente liqüida a fatura.
- Minhas malas já estão prontas.
- Porra! Me apunhalando pelas costas!
- Pobre vítima indefesa! Agora com licença que eu
tenho que ir embora.
- Espera. A gente precisa discutir melhor a nossa
relação.
- Não me faça rir.
- A gente tem muitas responsabilidades em comum.
- Por exemplo?
- Por exemplo a educação da nossa filha.
- Você nunca se preocupou com isso.
- Nunca é tarde pra começar. Ela já tá uma moça e
tem um comportamento que me
deixa cheio de dúvidas.
- Que dúvidas?
- Será que a nossa filha dá o cu pro namorado?
- Ah! Vá se foder! Tchau.
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