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Anarkismo/Anarquismo é uma palavra que deriva da raiz grega αναρχ?α — an (não, sem) e archê (governador) — e que designa um termo amplo que abrange desde teoriaspolíticas a movimentossociais que advogam a abolição do capitalismo e do Estado enquanto autoridade imposta e detentora do monopólio do uso da força. Exemplificando, Anarkismo é a teoria libertária baseada na ausência do Estado. De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita [1], defendendo tipos de organizaçõeshorizontais e libertárias.
Para os anakuistas, Anarquia/Anarkia significa ausência de coerção, e não ausência de ordem. Uma das visões do senso comum sobre o tema é na verdade o que se denomina por "anomia", ou seja, ausência de leis. Existe em torno desta questão um debate acerca da necessidade ou não de uma moral anarquista, ou se a natureza humana bastaria por si só na manutenção pacífica das relações.
As diferentes vertentes do anarquismo têm compreensões diferentes quanto aos meios para a abolição dos governos e quanto à forma de organização social que disso resultaria.
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Índice
- 1 Principais conceitos anarkistas
- 1.1 Princípio da não-doutrinação
- 1.2 Socialismo Libertário: a ótica anarquista
- 1.3 A revolução social
- 1.4 Humanismo
- 1.5 Liberdade
- 1.6 Antiautoritarismo
- 1.7 Ação direta
- 1.8 Apoio mútuo
- 1.9 Internacionalismo
- 2 A Sociedade Anarkista
- 2.1 A educação avançada: a base da coexistência harmoniosa
- 2.2 Princípio da flexibilidade e naturalidade organizacionais
- 2.3 Federalismo libertário
- 2.4 Responsabilidade: individual e coletiva
- 3 Questões freqüentes aos anarkistas
- 3.1 A instrumentalização da violência
- 3.2 Anomia
- 3.3 Religião e espiritualidade
- 3.4 Tecnologia
- 4 Histórico dos movimentos anarkistas
- 4.1 Anarkismo no Brasil
- 4.2 Anarkismo em Portugal
- 5 Anarkistas mais conhecidos
- 5.1 Internacionalmente conhecidos
- 5.2 Anarkistas brasileiros
- 5.3 Anarkistas portugueses
- 6 Ver também
- 7 Referências
- 8 Ligações externas
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Principais conceitos anarkistas
Princípio da não-doutrinação
Proudhon e seus filhos, por Gustave Courbet, 1865
Este conceito anarkista, embora não constitua a didática primária à compreensão libertária, é digno de uma abordagem rápida.
Os anarkistas acreditam no desenvolvimento heterodoxo do pensamento e do ideário libertário como um todo, não idolatrando nem privilegiando qualquer escritor ou teórico desta vertente de estudos. George Woodcock descreve com aptidão esse posicionamento libertário:
“Toda a posição do anarkismo é completamente diferente de qualquer outro movimento socialista autoritário. Ela tolera variações e rejeita a idéia de gurus políticos ou religiosos. Não existe um profeta fundador a quem todos devam seguir. Os anarquistas respeitam seus mestres, mas não os reverenciam, e o que distingue qualquer boa compilação que pretenda representar o pensamento anarquista é a liberdade doutrinária com que os autores desenvolveram idéias próprias de forma original e desinibida.”
Anarkismo não é doutrina, não é religião, portanto não reverencia nenhuma espécie de livros ou obras culturais, nem linhas metodológicas rígidas, o que o definiria infantilmente enquanto ciência constituída. As obras concernentes ao anarquismo são, no máximo, fontes de experiências delimitadas histórica e conjunturalmente, passíveis de infinitas adaptações e interpretações pessoais.
Em síntese, o anarkismo é convencionado entre os libertários como sendo a emergência de um sentimento puro, sob o qual cada adepto deve desenvolver dentro de si mesmo o seu próprio instrumental intelectual para legitimá-lo e, mais do que isso, potencializá-lo abstracional e concretamente
Socialismo Libertário: a ótica anarkista
Os anarkistas auto-denominados socialistas libertários vêem qualquer governo como a manutenção do domínio de uma classe social sobre outra. Compartilham da crítica socialista ao sistema capitalista em que o Estado mantém a desigualdade social através da força, ao garantir a poucos a propriedade sobre os meios de produção, no entanto, estendem a crítica aos socialistas que advogam a permanência de um estado pós-revolucionário para garantia e organização da "nova sociedade". Tal estado, ainda que proletário, somente faria permanecer antigas estruturas de dominação de uma parcela da população sobre a outra, agora sob nova orientação ideológica.
Esta teoria clama por um sistemasocialista em que a posse dos meios de produção sejam socializados e garantidos a todos os que trabalham. Num tal sistema, não haveria necessidade de autoridades e/ou governos uma vez que a administração da vida social, para a garantia plena da liberdade só poderia ser exercida por aqueles mesmos que a compõem e a tornam efetiva (seja na indústria, na agricultura, nas empresas, creches, escolas, etc.).
A sociedade seria gerida por associaçõesdemocráticas, formadas por todos, e dividindo-se livremente (ou seja, com entrada e saída livre) em cooperativas e estas, em federações.
A origem da tradição socialista libertária está entre os séculos XVIII e XIX. Talvez o primeiro anarquista (embora não tenha usado o termo em nenhum momento) tenha sido William Godwin, inglês, que escreveu vários panfletos defendendo uma educação sem participação do Estado, observando que esta tornava as pessoas menos propensas a ver a liberdade que lhes era retirada. O primeiro a se auto-intitular anarquista e a defender claramente uma visão mais socialista, foi Joseph Proudhon, seguido por Bakunin, que levou e elaborou as idéias daquele à primeira Associação Internacional de Trabalhadores (AIT). Mais tarde, Kropotkin desenvolve a vertente comunista do anarquismo, a qual chegou a ser muito popular na primeira metade do século XX.
A revolução social
A revolução social consiste na quebra drástica, rápida e efetiva do Estado e de todas as estruturas – levadas aqui enquanto entes materiais e não-materiais – que o regiam ou a ele sustentavam, por meio da ação revolucionária. Este princípio é primordial na diferenciação da vertente de pensamentos libertária em relação a qualquer outra corrente ideária. É a diferença básica entre o Socialismo Libertário e o Socialismo Autoritário.
Sob a ótica do Marxismo, por exemplo, seria necessária a instrumentalização do Estado para a conquista planejada, detalhada e gradativa da Revolução, sendo instituída a Ditadura do Proletariado para o controle operário dos meios de produção até a eclosão do Comunismo. Já, sob o ideário anarquista, a Revolução deve ser imediata, para não permitir que os elementos revolucionários possam ser corrompidos pela realidade estatal. De acordo com os libertários, a Ditadura do Proletariado nada mais é do que uma ditadura "de fato", exercendo a mesma coerção, a mesma opressão e a mesma violência contra a sociedade. Especialmente por isso, para eles, a Revolução Social deve ascender o mais rápido possível à Sociedade Anarquista, ao Comunismo puro, para, também, através dos princípios da Defesa da Revolução, não permitir a ressurreição do Estado.
Por fim, por intermédio do processo de destruição completa do Estado, sobre todas as suas formas, torna-se plenamente tangível a Liberdade, podendo, o/a sujeito/a, renovar de forma efetiva os seus princípios e preceitos humanistas.
Humanismo
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Nos meios anarkistas, de forma geral, rejeita-se a hipótese de que o governo, ou o Estado, sejam necessários ou mesmo inevitáveis para a sociedade humana. Os grupos humanos seriam naturalmente capazes de se auto-organizarem de forma igualitária e não-hierárquica, mediante os progressos originários nas mulheres e homens a partir da educação libertária. A presença de hierarquias baseadas na força, ao invés de contribuírem para a organização social, antes a corrompem, por inibirem essa capacidade inata de auto-organização e por dar origem à desigualdade.
Desta forma, a partir da conscientização, aceitação e internalização da sua essência humana - idéia suprimida anteriormente pelo Estado -, por parte da pessoa, emerge-se naturalmente de toda a sociedade humana o anseio pela ascensão da idéia-base de qualquer forma de vida real: a Liberdade.
Liberdade
A Liberdade é a base inconteste de qualquer pensamento, formulação ou ação anarkista, representando o elo sublime que conjuga de forma plena todos os anarquistas. Assim, entre os anarquistas, a Liberdade deixa apenas o plano abstracional (do pensamento) para ganhar uma funcionalidade prática, sendo o símbolo e a dinâmica do desenvolvimento humano real. Em outras palavras, o princípio básico para qualquer pensamento, ação ou sociedade ser definida como anarquista é que esteja imersa, tanto abstracionalmente (ideologicamente), quanto pragmaticamente (no âmbito das ações), no conceito de Liberdade.
Para a encarnação da Liberdade, no entanto, é necessária a erradicação completa de qualquer forma de autoridade.
Antiautoritarismo
O Antiautoritarismo consiste na repulsa e no combate total a qualquer tipo de hierarquia imposta ou a qualquer domínio de uma pessoa sobre a(s) outra(s), defendendo uma organização social baseada na igualdade e no valor supremo da liberdade. Tem como principais, mas não únicos, objetivos a supressão do Estado, da acumulação de riqueza própria do capitalismo (exceto os Anarco-capitalistas) e as hierarquias religiosas(exceto seguidores do Anarquismo cristão). O Anarquismo difere do Marxismo por rejeitar o uso instrumental do Estado para alcançar seus objetivos e por prever uma Revolução Social de caráter direto e incisivo, ao contrário da progressão sócio-política gradual - socialismo - rumo à derrubada do Estado - comunismo - proposta por Karl Marx.
De acordo com a corrente de pensamentos libertária, a supressão da autoridade é condicionada pela ação direta de cada indivíduo livre, prescindindo-se completamente de qualquer intermediário entre o seu objetivo, enquanto defensor da Liberdade, e a sua vontade.
Ação direta
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Os anarkistas afirmam que não se deve delegar a solução de problemas a terceiros, mas antes, atuar diretamente contra o problema em questão, ou, de forma mais resumida, "A luta não se delega aos heróis". Sendo assim, rejeitam meios indiretos de resolução de problemas sociais, como a mediação por políticos e/ou pelo Estado, em favor de meios mais diretos como o mutirão, a assembléia (ação direta que não envolve conflito), a greve, o boicote, a desobediência civil (ação direta que envolve conflito), e em situações críticas a sabotagem e outros meios destrutivos (ação direta violenta).
No entanto, a Ação Direta, por si só, não garante a manutenção e a perpetuação das condições humanas básicas, tanto em termos estruturais, quanto no aspecto intelectual, necessitando de uma extensão operacional ilimitada a fim de fazer da força humana global uma só energia coletiva. Decerto, somente a solidariedade e o mutualismo máximos podem promover essa harmonia social.
Apoio mútuo
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Os anarkistas acreditam que todas as sociedades, quer sejam humanas ou animais, existem graças à vantagem que o princípio da solidariedade garante a cada indivíduo que as compõem. Este conceito foi exaustivamente exposto por Piotr Kropotkin, em sua famosa obra "O Apoio Mútuo". Da mesma forma, acreditam que a solidariedade é a principal defesa dos indivíduos contra o poder coercitivo do Estado e do Capital.
Mas, para que a solidariedade se torne uma virtude "de fato" é necessária a erradicação de qualquer fator de segregação ou discriminação humanas. Com esse objetivo, o internacionalismo se firma enquanto o princípio proeminente da integração sociolibertária.
Internacionalismo
Para os anarkistas, todo tipo de divisão da sociedade - em todos os apectos - que não possua uma funcionalidade plena no campo humano deve ser completamente descartada, seja pelos antagonismos infundados que ela gera, seja pela burocracia contraproducente que ela encarna na organização social, esterilizando-a. Logo, a idéia de "pátria" é negada pelos anarquistas.
Os libertários acreditam que as virtudes - bem como o exercer pleno delas - não devem possuir "fronteiras". Assim, eles relutam que o homem, em sua natureza humana, é o mesmo em qualquer lugar do mundo, exigindo, independentemente do seu universo material ou cultural, uma gama infinita de necessidades e cuidados. Em outras palavras: se a fragilidade do ser humano não tem fronteiras, por que estabelecer empecilhos ao seu auxílio?
Vale lembrar que o conceito libertário de internacionalismo se difere completamente do conceito que conhecemos - portanto, capitalista - de globalização. Globalização é a ampliação a nível mundial da difusão de produtos - ideológicos, culturais e materiais - de determinados segmentos capitalistas, visando à potencialização máxima da capacidade mercadológica dos agentes operantes - na maioria das vezes, as empresas e as grandes corporações -, sendo, para isso, desconsideradas parcial ou completamente todas as conseqüências humanas do processo, já que é a doutrina do "lucro máximo" que rege essas operações. Por outro lado, o internacionalismo, por se alijar completamente de todo o ideário capitalista, não possui nenhuma tenção lucrativa, capitalista, e não é permeado por estruturas privilegiadas de produção - como as indústrias capitalistas -, sendo regido pela solidariedade e mutualismo máximos.
Didaticamente, o internacionalismo pode ser definido como sendo a difusão global de "serviços" humanos, e a globalização como a difusão global de "hegemonias" mercadológicas.
A Sociedade Anarquista
A educação avançada: a base da coexistência harmoniosa
A questão persecutória por excelência entre os anarquistas no decorrer da história é: como seria possível uma Sociedade Anarquista se cada ser humano pensa de uma forma diferente? Não seria permeada por inúmeros conflitos, guerras, antagonismos?
A resposta a essa questão, defendida pela maior parte dos anarquistas, é a de que apenas o desenvolvimento virtuoso da educação (Pedagogia Libertária) – permeada pela autodidática, interesse natural, relativismo cultural e antidogmatismo – proveria as pessoas do desenvolvimento humano efetivo. Assim, embora os conflitos façam parte da Sociedade Anarquista – e a desenvolvam estruturalmente por essa relação dialética –, eles seriam transferidos do plano físico – como é o caso das guerras atuais – para o plano do diálogo – como prima a Democracia Direta –, sendo negociados de forma pacífica, consciente, racional e, acima de tudo, humana, já que o interesse, o calculismo, não estaria mais regendo as instâncias conflitivas. Em outras palavras, independentemente do resultado do embate, ninguém sairia em posição privilegiada.
Evidentemente, no caso de uma sociedade anarkista, também pode haver indivíduos que perturbem a harmonia social. Como a violência é uma forma pura de autoridade, de poder, o indivíduo que encarná-la em qualquer uma de suas ações, por qualquer que seja o motivo, não será considerado anarquista. Como a Sociedade Anarquista é uma sociedade de anarquistas e para anarquistas, os dissidentes seriam obrigados a garantir a sua subsistência onde a autoridade e a mesquinhez deles tivesse alguma funcionalidade.
Piotr Alexeevich kropotkin (1842 – 1921) defende que a Liberdade, em seu estado puro, em conjunto com a fraternidade, serviria como um verdadeiro "remédio" às pessoas, sanando os seus problemas mais nefastos, conseqüentemente, prescindindo-se de qualquer espécie de punição ou coerção. Esta idéia se aplica, num espectro mais amplo, até às questões relacionadas à existência de estruturas manicomiais, responsáveis, na sociedade capitalista, pelas torturas e maus-tratos aos estigmatizados pelo sistema como "doentes mentais".
Princípio da flexibilidade e naturalidade organizacionais
Os anarkistas, por intermédio da aceitação e compreensão da progressão materialmente dialética da história, em sua maioria, não acreditam que o estabelecimento de estruturas organizacionais rígidas possam promover um desenvolvimento humano efetivo. Assim, acreditam que a inflexibilidade organizacional - típica do sistema capitalista - termina por interferir deleteriamente, quando não suprimir, as faculdades individuais de cada ser humano. Por isso, os anarquistas acreditam que são as dificuldades e problemáticas humanas, materiais e sociais que devem prescrever o modelo temporário de organização, e não as inferências provenientes de abstrações técnicas. Em outras palavras, é a realidade concreta que deve definir as bases da organização da sociedade anarquista, em contrapartida com as situações imaginárias criadas pelos "técnicos", as quais, na maioria das vezes, tendem a ser manipuladas a favor de interesses parciais.
Com o objetivo de se potencializar de forma plena a coesão estrutural - material - necessária à Sociedade Anarquista, a fim de se promover a satisfação das necessidades humanitárias, houve a emergência do conceito de Federalismo Libertário.
Federalismo libertário
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Sendo uma ampliação funcional do princípio da “Ação Direta”, o federalismo libertário é o meio de organização proposto pela maior parte das vertentes anárquicas, desenvolvido, no âmbito anarquista, pela primeira pessoa a se intitular “anarquista”: Pierre-Joseph Proudhon (1809 - 1865). Esse conceito consiste na subdivisão organizacional temporária ou permanente da sociedade libertária – em federações, comunas, confederações, associações, cooperativas, grupos e qualquer outra forma de conjugação da força operacional humana – para a maior eficiência das interações humanas, sociais. Por intermédio do federalismo, de cunho libertário, seria possível uma intervenção rápida e direta do homem frente às problemáticas emergentes na sociedade anarquista. Nesse aspecto, Piotr Alexeevich Kropotkin (1842 – 1921) aludia didaticamente às federações como sendo "botes salva-vidas": ágeis no auxílio e versáteis frente às condições ou necessidades adversas.
Evidencia-se que o conceito de federalismo, no campo libertário, transcende o conceito atual de federalismo que conhecemos, deixando de representar apenas as associações de grande escala para adentrar no âmbito pessoal, abrangendo, inclusive, as relações interpessoais. Desta forma, o federalismo libertário se firma enquanto a máxima coesão entre o homem e a satisfação proficiente de suas necessidades.
O federalismo libertário se difere do federalismo estatal - como o que vigora no Brasil - por não ser concebido em meio a nenhuma relação de submissão e por ser regido, em sua completude, pelas necessidades humanas. Seriam sempre as problemáticas que definiriam e prescreveriam a organização, e não os interesses, sejam eles coletivos ou pessoais.
Com efeito, vários anarqkstas já propuseram modelos mais elaborados de organização, de plataformas organizacionais, mas, como é a conjuntura e a naturalidade que devem definir a organização numa sociedade anarquista, elas são consideradas inferências, projetos divergentes, porém, todos unificados pelo conceito uno do federalismo libertário. Em outras palavras, o federalismo libertário é tido enquanto o germe de qualquer organização anarquista.
Responsabilidade: individual e coletiva
Na sociedade anarquista, a questão da responsabilidade é persecutória em qualquer pensamento acerca das relações entre os seus integrantes. Didaticamente, ela é dividida entre responsabilidade individual e responsabilidade coletiva - ambas totalmente coesas na prática.
Pela primeira, compreende-se a consciência individual encarnada em qualquer ação empreendida pelo indivíduo, de forma pessoal, subjetiva - embora com vistas ao benefício do coletivo. Assim, o anarquista possui seus deveres e obrigações em relação a toda a sociedade, agindo sempre de forma a progredi-la por completo.
Pela segunda, é convencionada a consciência coletiva emergente a partir de qualquer ação exercida por determinada seção operacional - grupo, associação, federação, etc. Uma determinada seção é responsável - em sua integridade - pelas suas ações desenvolvidas, estando suscetível aos seus resultados e, conseqüentemente, às possíveis reformulações ou reorientações.
Questões freqüentes aos anarkistas
A instrumentalização da violência
Poucos anarkistas defendem a violência contra indivíduos. Durante o fim do século XIX e início do século XX, o anarquismo era conhecido como uma ideologia que pregava os assassinatos e explosões, devido a ação de pessoas como o russoNechaiev, o francêsRavachol e à influência dos meios de comunicação social da época. A maioria dos anarquistas acredita que a violência contra indivíduos é inútil, já que mantém intactas as relações sociais de exploração e as instituições que a mantêm. Entretanto, os anarquistas acreditam que o recurso à violência é inevitável como legítima defesa à violência do Estado ou de instituições coercivas. Anarquistas como Errico Malatesta e Emma Goldman publicaram célebres debates condenando o individualismo-terrorista de alguns anarquistas. Ambos autores consideraram a ação desses indivíduos inútil e mesmo daninha à causa anarquista, e que seus atos eram reações de desespero em face às injustiças sociais.
Entretanto, é inegável que foram praticados assassinatos políticos inspirados por anarquistas. Por exemplo, Leon F. Czolgosz confessou ter decidido assassinar o presidente William McKinley após assistir a uma palestra proferida por Emma Goldman. Estadistas como Humberto I da Itália, Elisabeth da Áustria e Marie François Sadi Carnot, presidente da França, foram assassinados por anarquistas italianos. Tudo isto aconteceu durante os últimos anos do século XIX e a primeira década do século XX. Outros atentados, como contra Alexandre III da Rússia e Carlos I de Portugal, foram erroneamente atribuídos a anarquistas, por generalização.
Existiram, no entanto, outros anarquistas, como Leon Tolstoi, que acreditavam que o caminho da anarquia era a não-violência.
Anomia
A idéia popular de anarkismo como absoluto caos e desordem, que os estudiosos chamam de anomia (ausência de normas) é rejeitada por todos os anarquistas tradicionais citados acima. Os anarquistas concebem os governos como as atuais fontes de desordens defendendo, portanto, que a sociedade estaria melhor ordenada sem a sua existência.
Esta convenção tem fortes conotações e historicamente tem sido usada como uma deficiência por grupos políticos contra seus oponentes, mais notavelmente os monarquistas contra os republicanos nos últimos séculos. Entretanto, a anomia tem sido abraçada por movimentos de contracultura.
Mas, nunca se esqueça: ANARKIA NÃO É BAGUNÇA!
Religião e espiritualidade
O movimento anarquista não advoga em favor do ateísmo ou agnosticismo, mas em muitas ocasiões sua luta anti-autoritária se estendeu ao anti-clericalismo. O problema, por tanto, está na consolidação em forma institucional da fé religiosa, tornando-se um instrumento de exploração dos homens.
Desta forma, o que os anarquistas negam é a “instituição Igreja”, em todas as suas formas, e não a igreja enquanto templo de fé, pelos seguintes fatores:
– A sua conivência, conciliação e apoio à dominação capitalista – em especial, pela defesa da propriedade privada;
– Pela sua estrutura completamente vertical, a qual segrega o corpo religioso e toda a humanidade de forma a selecionar os beneficiados e os dignos dos poderes espirituais;
– Pelas intervenções em campos não espirituais, criando, por meio da doutrina fundamentalista, uma série de empecilhos ao desenvolvimento social e humano como um todo;
– Pelo processo de alienação do ser humano em relação à sua realidade, fazendo o indivíduo, muitas vezes, delegar a entes imaginários, espirituais, as transformações humanas que, na verdade, cabem a ele mesmo ajudar a promover.
Por fim, os anarquistas acreditam que o que cada um pensa ou crê, não importa ao próximo, desde que a Liberdade e todos os demais princípios anarquistas não sejam ofuscados de forma alguma.
Tecnologia
A tecnologia, em sua pureza, não é tratada como um mal em potencial pelos libertários - com exceção da corrente anarco-primitivista. Ela é ferrenhamente combatida em seus moldes capitalistas, já que, sob eles, não possui nenhuma, ou quase nenhuma, função humana ou social e, ademais, na maioria das vezes, chega a corromper drasticamente esses campos – como é o caso das guerras, da excessiva automação industrial, das políticas tecnocráticas, etc.
Em suma, a tecnologia é tida enquanto mais um instrumento de potencialidades humanas, podendo ter uma expressiva funcionalidade libertária – como nos campos da medicina, das comunicações, dos transportes, da segurança e desenvolvimento produtivo do trabalho, etc.
Porém, a corrente de pensamentos anarco-primitivista defende a aversão a qualquer forma de desenvolvimento tecnológico, advogando o retorno das condições pré-civilizatórias para um efetivo desenvolvimento humano.
Histórico dos movimentos anarkistas
O anarquismo desempenhou papéis significativos nos grandes conflitos da primeira metade do século XX. Durante a Revolução Russa de 1917, Nestor Makhno tenta implantar o anarquismo na Ucrânia, com apoio de várias comunidadescamponesas, mas que acabam derrotadas pelo Estado bolchevique de Lênin.
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Quinze anos depois, anarquistas organizados em torno de uma confederaçãoanarco-sindicalista impedem que um golpe militarfascista seja bem sucedido na Catalunha (Espanha), e são os primeiros a organizar milícias para impedir o avanço destes na consequente Guerra Civil Espanhola. Durante o curso dessa guerra civil, os anarquistas controlaram um grande território que compreendia a Catalunha e Aragão, onde se incluía a região mais industrializada de Espanha, sendo que a maior parte da economia passou a ser autogestionada (autogerida).
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Após a Segunda Guerra Mundial, o movimento anarquista deixou de ser um movimento de massas, e perdeu a influência que tinha no movimento operário dos vários países europeus. Entretanto, continuaria a influenciar revoltas populares que se seguiram na segunda metade do século XX, como o Maio de 68 na França, o movimento anti-Poll tax no Reino Unido e os protestos contra a reunião da OMC em Seattle, nos Estados Unidos.
Anarkismo no Brasil
Talvez uma das primeiras experiências anarquistas do mundo, antes mesmo de ter sido criado o termo, tenha ocorrido nas margens da Baía de Babitonga, perto da cidade histórica de São Francisco do Sul. Em 1842 o Dr. Benoit Jules Mure, inspirado na teorias de Fourier, instala o Falanstério do Saí ou Colônia Industrial do Saí, reunindo os colonos vindos de França no Rio de Janeiro em 1841. Houve dissidências e um grupo dissidente, à frente do qual estava Michel Derrion, constituiu outra colônia a algumas léguas do Saí, num lugar chamado Palmital: a Colônia do Palmital.
Mure conseguiu apoio do Coronel Oliveira Camacho e do presidente da Província de Santa Catarina, Antero Ferreira de Brito. Este apoio foi-lhe fundamental para posteriormente conseguir a ajuda financeira do Governo Imperial do Brasil para seu projeto.
O anarquismo no Brasil ganhou força com a grande imigração de trabalhadoreseuropeus entre fins do século XIX e início do século XX. Em 1889 Giovani Rossi tentou fundar em Palmeira, no interior do Paraná, uma comunidade baseada no trabalho, na vida e na negação do reconhecimento civil e religioso do matrimônio, (o que não significa, necessariamente, "amor livre"), denominada Colônia Cecília. A experiência teve curta duração.
No início do século XX, o anarquismo e o anarco-sindicalismo eram tendências majoritárias entre o operariado, culminando com as grandes greves operárias de 1917, em São Paulo, e 1918-1919, no Rio de Janeiro. Durante o mesmo período, escolas modernas foram abertas em várias cidades brasileiras, muitas delas a partir da iniciativa de agremiações operárias de inclinação anarquista.
Alguns acreditam que a decadência do movimento anarquista se deveu ao fortalecimento das correntes do socialismo autoritário, ou estatal, i.e., marxista-leninista, com a criação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1922 participada inclusivamente, por ex-integrantes do movimento anarquista que, influenciados pelo sucesso da revolução Russa, decidem fundar um partido segundo os moldes do partido bolchevique russo.
Porém, esta posição, sustentada por muitos historiadores, vem sendo contestada desde a década de 1970 por Edgar Rodrigues (anarquista português naturalizado no Brasil, pesquisador autodidata da história do movimento anarquista no Brasil e em Portugal), e pelos recentes estudos de Alexandre Samis que indicam que a influência anarquista no movimento operário cresceu mais durante este período do que no já fundado (PCB) e só a repressão do governo de Artur Bernardes, viria diminuir a influência das idéias anarquistas no seio do movimento grevista. Artur Bernardes foi responsável por campos de concentração e centros de tortura, nos quais morreram inúmeros libertários, sendo que o pior de tais campos foi o de Clevelândia, localizado no Oiapoque. Edgar Rodrigues apresenta em várias de suas obras as investidas de membros do PCB que, procurando transformar os sindicatos livres em sindicatos partidãrios e conquistar devotos às idéias leninistas, polemizavam em sindicatos e jornais, chegando a realizar atentados contra anarquistas que se destacavam no movimento operário brasileiro, durante a década de 1920.
Provavelmente devido aos problemas de comunicação resultantes da tecnologia da época, os anarquistas só terão compreendido a revolução russa de forma mais clara, a partir das notícias de célebres anarquistas, como a estadunidenseEmma Goldman, que denunciara as atrocidades cometidas na Rússia em nome da ditadura do proletariado. Seria a partir deste momento histórico que se definiria a posição tática do anarquismo perante os socialistas autoritários no Brasil, separando a confusão ideológica que reinava em torno da revolução russa, identificada pelos anarquistas inicialmente como uma revolução libertária. Esta ideia seria depois desmistificada pelos anarquistas, que acreditam no socialismo sem ditadura, defendendo a liberdade e a aboliç
Atualizado o Blog da FOSP/COB-ACAT/AIT
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LONGA VIDA À AIT-IWA!
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No dia 3 de Setembro, foram detidos vários membros da ASI (Iniciativa Anarco-sindicalista) - a secção Sérvia da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) - acusados de envolvimento no ataque com cocktails molotov à Embaixada Grega em Belgrado, a 25 de Agosto, em solidariedade com o anarquista Theodoros Iliopoulos, que foi detido nas revoltas de Dezembro na Grécia e esteve em greve de fome durante 49 dias. Até ao momento, está confirmada a prisão de Ratibor Trivunac, Tadej Kurep, Ivan Vulović, Sanja Dojkić e Nikola Mitrovic mas há ainda a possibilidade de detenção de um sexto companheiro, Ivan Savić.
O ataque à embaixada que causou danos insignificantes (uma racha numa janela e uma pequena marca de queimadura na fachada, sendo também pintado um graffiti) foi assumido pelo grupo anarquista ‘Crni Ilija’ e pelo menos um dos detidos – Ratibor Trivunac – negou publicamente o seu envolvimento, quando surgiram nos media as primeiras notícias incriminatórias. Contudo, a justiça sérvia classificou a acção como “terrorismo internacional” (o que pode dar pena de prisão de 3 a 15 anos!) e apressou-se a deter estes membros da ASI, que deverão ser mantidos na prisão durante um mês, enquanto se “organiza” o processo judicial.
A detenção dos companheiros da ASI faz parte de uma série de outros ataques repressivos aos membros desta organização (e inclusive aos seus familiares), que têm sido alvo de constantes ameaças da polícia, perseguições e prisões, como, por exemplo, a detenção de Ratibor Trivunac em Maio deste ano, durante a participação num protesto contra a visita de Josep Biden, vice-presidente dos Estados Unidos. É óbvio que esta farsa judicial é mais uma tentativa do Estado Sérvio de silenciar qualquer voz de protesto, tentando aniquilar a todo o custo os movimentos sociais que incomodam cada vez mais os detentores do poder. Sejamos solidários com os companheiros detidos, demonstrando vivamente que nenhuma forma de repressão irá parar a nossa luta!
LIBERDADE IMEDIATA PARA @S COMPANHEIR@S DETID@S NA SÉRVIA!
Mais informação:
http://www.grupos.com.br/blog/sindivariosspfospcobacatait
Com vistas a uma troca de experiências e discussões acerca da organização e ação do Movimento Libertário Brasileiro (MLB) ocorrerá, no mes de outubro, a 7ª edição do encontro EXPRESSÕES ANARKISTAS. Esse ano o evento fará uma homenagem a Edgar Rosdrigues e participará do proceso de divulgação e discussão do XXIV Congresso da AIT-IWA, a ser realizado nos dias 4, 5 e 6 de dezembro desse ano em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, sob a organização da FORGS-COB-ACAT- AIT.
A programação do 7º EXPRESSÕES ANARKISTAS será a seguinte:
Sábado
8h00 Recepção e Mostra Edgar Rodrigues
9h30 Algumas palavras sobre Edgar Rodrigues
10h30 Feminismo e Anarquismo *
12h00 Almoço
13h30 Apresentação dos grupos
18h00 Jantar
19h30 Peça "Os Invisíveis" (falta confirmar com o grupo teatral)
20h30 Sarau
Domingo
8h00 Café-da-manhã
9h00 Múltiplos espaços:
- Filme "Aonde Fomos Parar: A Vida no Fim do Império"
- Oficina Somaterapia *
- Oficina Saúde da Mulher
- Oficina Plantas Comestíveis *
12h00 Almoço
13h30 Anarcosindicalismo
15h00 Propostas e encerramento
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Os destaques com * são atividades que poderão sofrer alguma mudança.
DIVULGUEM, PRESTIGIEM, é aberto ao todos os interessados na construção do comunismo libertário através de práticas anarquistas!
Organização: Libertários de Piracicaba.
Apoio: Ativismo ABC, Fenikso Nigra, FOSP Campinas, GIEPS, Coordenação Antifascista de Campinas, O COLETIVO LIBERTÁRIO, SINDIVÁRIOS-SP-FOSP, FOSP-COB-ACAT-AIT.

http://anarkio.net/
Na construção do socialismo libertário através do sindicalismo revolucionário! Associado: Federação Operária de São Paulo - FOSP Confederação Operária Brasileira - COB Associação Continental Americana dos Trabalhadores - ACAT Associação Internacional dos Trabalhadores - AIT http://fosp. anarkio.net http://www.grupos.com.br/blog/sindivariosspfospcobacatait http://cobait.cnt.es/
Lembre Sempre:
ANARKIA NÃO É BAGUNÇA!
VIVA A SOCIEDADE AUTOGERIDA!
Saúde e Anarkia!
cldvulg1985@yahoo.com.br
Nós somos anarcosindicalistas!
Já está em teste uma webrádio assincronica da COB-AIT, para ouvi-la:
1-Copia o endereço: http://cobait.cnt.es/Radio/web_radio.m3u
2-Cole em um tocador de música ou de videos (Winamp, Xmms, Zinf, Amarok, VLC, Midia Player, Real Player, Xine, Audacius, ou qualquer um que abra arquivos de extensão .ogg, .mp3 e .m3u), só não funciona no "windows media player", o que eu acho muito bom!!! No windows, o Winamp funciona que é uma beleza, é só instalar (pega nesse link, na versão livre, escolha lingua português brasileiro: http://www.winamp.com/player ,ou outras sugestões.
O projeto dessa web-rádio é reunir um arquivo de músicas rebeldes, de combate ou relacionadas ao anarquismo (em todos os gêneros), junto a arquivos de textos, entrevistas, chamadas etc, tudo gravado, chamado de transmissão assincronica.
Futuramente pegando o jeito pode-se fazer uma web-rádio ao vivo (sincronica). O arquivo de extensão .m3u que é uma lista com o endereço das músicas e chamadas, então o tocador de música deve abri-lo primeiro para acessar as músicas depois, as músicas estão nesse endereço para quem quiser: http://cobait.cnt.es/Radio/
Ela foram convertidas para uma extensão .ogg e com um tamanho pequeno (qualidade baixa) para poder ser rapidamente baixada por bandas mais lentas.
Veja também o artigo: http://cobait.cnt.es/index.php/webradio

Coordenação Nacional COB-AIT Na construção do socialismo libertário através do sindicalismo revolucionário! Associado: Federação Operária de São Paulo - FOSP Confederação Operária Brasileira - COB Associação Continental Americana dos Trabalhadores - ACAT Associação Internacional dos Trabalhadores - AIT-IWA http://www.grupos.com.br/blog/sindivariosspfospcobacatait http://fosp.anarkio.net/ http://www.cob-ait.net/
A LUTA É O CAMINHO DA VITÓRIA:
XX PASSEATA-HOMENAGEM A RAUL SEIXAS
(20 Anos Sem Raul nos Palcos, 20 Anos Com Raul nas Trincheiras!

Vitória da Sociedade Alternativa! Apesar das sabotagens da prefeitura Kassab/Democratas – primeiro ficou de montar um palco na Sé, para no final NEGAR PERMISSÃO PARA A PASSEATA(!), depois de ficar sabotando a propaganda, retirando os cartazes da PASSEATA-HOMENAGEM desde o final de maio desse ano (em menos de 24 hs após a colagem). No próprio dia 21, depois de ter ligado para vários fã-clubes raulseixistas, buscando intimidá-los, armou uma cerca que impedia o acesso das pessoas às Escadarias do Teato Municipal – tradicional ponto de início da Concentração na Praça Ramos de Azevedo.

Foi tudo inútil! Já desde as 14 hs começaram a chegar os primeiros raulseixistas, armados com seus violões e poesias, se depararam com a cerca e começaram a conversar com os soldados que lá estavam. Aliás, a tempos que a Pç. Ramos não via tanta policia reunida: duas delegacias móveis foram montadas a direita das Escadarias, uma da PM e outra da GCM; havia mais cinco carros da polícia cercando a Concentração (1 da GCM a direita, outros da PM – um a esquerda, um ao centro, em frente às Escadarias – 2 camburões estacionados na lateral do Teatro Municipal). Mas ninguém ligava para eles! Já desde as 15:30 hs as Escadarias estavam tomadas por centenas de raulseixistas cantando as canções de Raul. As 16 hs começava, oficialmente, a XX Concentração-Passeata-Homenagem a Raul Seixas, afirmação da existência da SOCIEDADE ALTERNATIVA, com a participação de mais de 1000 pessoas!
A medida que o tempo passava as pessoas iam chegando, as vezes em delegações dos bairros e cidades – com faixas e bandeiras. Foram repassados materiais da FOSP/COB-ACAT/AIT (A PLEBE) e panfletos subscritos por diversos grupos libertários, fã-clubes e da Seção de Artes e Espetáculos do SINDIVÁRIOS-SP. As 17 hs chegou a Moto-Sideral, de Penna Seixas, com uma estrutura de ‘trio-elétrico’. Os raulseixistas, já mais de 2000 concentrados na região da Praça Ramos, entraram em êxtase! A Loucura tomou conta da praça. A Polícia não sabia o que fazer, dado o clima de harmonia e empatia com o público que saia do trabalho e se confraternizava com os manifestantes.
Como já ocorre há 20 anos, a PASSEATA começa as 18 hs, já com umas 4000 pessoas. A concentração explode a esquerda, atravessa – e fecha – a Rua Xavier de Toledo e entra pelo Viaduto do Chá. Tomando duas faixas da rua, e toda a calçada, ela atravessa todo o Viaduto do Chá, passa na gente da sede da Prefeitura – chingando o prefeito – e entra na Rua Libero Badaró por onde segue, indo desembocar no Largo São Francisco. Daí pega a Rua Benjamin Constant, indo desembocar na Sé. Nesse momento se pode ter uma idéia do número de pessoas presentes na manifestação: enquanto a ponta da Passeata apontava na Praça da Sé, os últimos concentrados saiam das Escadarias do Municipal e começava a rabeira da Passeata.

Assim é que a Passeata desemboca em nova Concentração na Praça da Sé, com mais de 6000 pessoas- que mais uma vez tomaram as escadarias da Catedral da Sé (com a já tradicional bandeira negra), além daquelas que tomam os bares das imediações – que passam a tocar e cantar Raulzito.
Na praça as loucuras se sucediam: a Moto-Sideral, ao pé das escadarias, unia todas as vozes nas mesmas canções – sempre culminando com a SOCIEDADE ALTERNATIVA. Por volta das 21 hs acabaram as baterias e a Moto teve que sair fora. Mas isso não arrefeceu o ânimo dos manifestantes, que continuaram cnatnado e dançando as músicas de Raul e bebendo da PANELA DO DIABO. Lá pelas tantas levantaram um boneco inflável com a figura de Raul lendo o METRÔ LINHA 743.

A manifestação XX PASSEATA-HOMENAGEM A RAUL SEIXAS ia assim se aproximando de seu horário formal de encerramento, as 22 hs. Formal, pois assim como a Concentração se inicia mais cedo também se encerra, na prática, na manhã dia seguinte. As pessoas permanecem em grande número até a meia-noite – em cerca de 5000 até as 23 hs até umas 500 após o toque de recolher da meia-noite. Essa foi uma lição dada pelO COLETIVO LIBERTÁRIO e muito bem apreendida pelos raulseixistas, que levavam consigo casacos e camisetas dA PLEBE e da FOSP/COB-AIT.
VIVA EU! VIVA TU! VIVA O RAUL!
VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA

O COLETIVO LIBERTÁRIO
Órgão de Divulgação do Anarkismo
Lembre Sempre: ANARKIA NÃO É BAGUNÇA!
cldvulg1985@yahoo.com.br
Clips sobre a Passeata-Homenagem a Raul Seixas:
XX PASSEATA HOMENAGEM A RAUL ROCK SEIXAS(Em cada link estão links de outros vídeos):
http://www.youtube.com/watch?v=auwgxWfgUfc&feature=related
http://video.tiscali.it/canali/truveo/3037787013.html
http://www.youtube.com/watch?v=wJhtWf0xzhM
O MELHOR DA XX PASSEATA-HOMENAGEM A RAUL SEIXAS
http://hype2.me/ty5 (e anexos)
http://www.youtube.com/watch?v=1EqlYqlgybc&feature=related
O COLETIVO LIBERTÁRIO INFORMA:
dia 21 de Agosto de 2009
XX PASSEATA-HOMENAGEM À RAUL ROCK SEIXAS
Concentração 16hs nas Escadarias do Teato Municipal - Praça Ramos de Azevedo
18 hs saída da PASSEATA até a Praça da Sé
Metamorfose Ambulante Por Juvenal Pereira
O Maluco Beleza povoou meu imaginário muito tempo. Suas letras, sua música, sua postura me deixavam ligado. Toda vez que ouço Ouro de tolo me lembro de uma pequena cobertura que eu alugava na Rua do Carmo em Salvador, perto do Pelourinho. De tarde o por de sol esquentava e acalentava minhas tardes de novo amor. Meu primeiro casamento. Em 1971 ouvia esta música no radinho de pilha sintonizado na Rádio JB do Rio de janeiro (Era uma emissora que oxigenava aqueles duros anos de ditadura) .
Porque longe das cercas Embandeiradas Que separam quintais No cume calmo Do meu olho que vê Assenta a sombra sonora De um disco voador…

Fiquei alí pela Bahia uns três anos. O amor acabou (esgotou o prazo de validade). Mudei de praia, Um pit stop em Ouro Preto e dalí fui para Porto Alegre onde fiquei amigo de um monte de magrinhos. Depois de nove meses de sul brasileiro me mudei pra Brasília para estudar antropologia. No restaurante da 312 Norte, onde duas negras serviam uma comida gostosa, tinha uma máquina de tocar discos (jukebox). Pagava para ouvir Metamorfose Ambulante
Sobre o que é o amor Sobre o que eu nem sei quem sou Se hoje eu sou estrela Amanhã já se apagou Se hoje eu te odeio Amanhã lhe tenho amor Lhe tenho amor Lhe tenho horror Lhe faço amor Eu sou um ator
E várias outras músicas me ocuparam. O primeiro show que vi foi no Festival de Rock de Iacanga nos anos 80. Raul chegou pela madrugada e bateu forte. Alguns anos depois eu e o repórter Riocardo Soares entrevistamos o Paulo Coelho num daqueles botecos da Rua Augusta perto da Av Paulista. Conheci o mago. Raul havia mandado e estava mandando todas. Foi perdendo o vigor físico. Em 1987 quando fiz estas fotos para o Caderno Raulzito estava lançando o LP Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum
Mamãe, não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito e alguém pode querer me assassinar. eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz, não quero ir de encontro ao azar

Fomos eu e o repórter Ademir Assunção na casa dele que ficava no Butantã. Imagina acordar um cantor de rock as 11 da manhã. Tudo por causa do dead line do jornal que era às 14 h. Fiz várias fotos e voltamos para o jornal. Algum tempo depois me chamam no laboratório e me dizem que os filmes velaram no laboratório. A barriga esfriou, veio uma onda de revolta mas o pensamento Zen tomou conta. Liguei pro Raul e ele concordou com novas fotos. Estava só em casa. Acho que foi melhor.
 Fotos © Juvenal Pereira
Dois anos depois Raulzito se mandou desta. Já encontrei muitos sósias do Raul por estas perambulações pelo Brasil e toda vez que ouvir a música Metamorfose Ambulante vou lembrar do som da juke box da 312 norte de Brasília. Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Em 21 de agosto de 1989, dois dias depois de lançar o LP a Panela do Diabo, Raul Seixas morreu vítima de um ataque cardíaco. Como dizem muitos dos seus sósias “Raul vive” mesmo depois de passados 20 anos.
In: http://www.picturapixel.com/?p=10795
O COLETIVO LIBERTÁRIO INFORMA:
ANARKIA NÃO É BAGUNÇA!
Carina Freitas no Brasil.
No dia 21, todos estão convocados para a tradicional passeata que vai do Teatro Municipal à Praça da Sé. A concentração no Municipal é a partir do meio-dia. No final da tarde segue pelo Viaduto do Chá, Largo São Francisco e desemboca na Sé. Este ano será especial. Espera-se a presença das três filhas do roqueiro. Simone e Scarlet, dos Estados Unidos; Vivi Seixas, do Rio de Janeiro. Vivi, a caçula, lançará um CD com dez remix de músicas do pai para sacudir a nova geração. Acorda São Paulo!
Carina Freitas, cantora portuguesa, da Ilha da Madeira, confirmou presença. Sylvio Passos a descobriu na Internet interpretando Canto para minha morte. O CD da cantora, com uma música dedicada a Raul Seixas – Alquimia –, é o brinde do livro Metamorfose Ambulante. Outra presença especial é a do americano Dan Dickason, amigo pessoal de Raulzito dos tempos de adolescência no Consulado Americano em Salvador/BA.
Algumas das bandas que na Virada Cultural agitaram o Palco Toca Raul! estão prontas para repetir a dose. Sylvio Passos e outros organizadores do evento esperam o apoio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo para repetir a homenagem de forma compacta num palco montado na Praça da Sé, dia 21 de agosto, para que a festa seja só alegria. São Paulo precisa acordar para Raul Seixas. Colocá-lo oficialmente no calendário cultural da cidade. O roqueiro adotou São Paulo, e o paulista tem Raul no coração.
excerto do artigo escrito por Mário Lucena publicado no Blog do Raul Rock Club no Windows Live Spaces [ http://raulrockclub.spaces.live.com/ ] .
APOCALIPSE,NÃO!
O COLETIVO LIBERTÁRIO INFORMA:
Hiroshima lembra 64 anos da bomba atômica e pede mundo desnuclearizado
HIROSHIMA, Japão (AFP) - A cidade japonesa de Hiroshima lembrou nesta quinta-feira o 64º aniversário do primeiro bombardeio atômico do mundo, que deixou 140 mil mortos, em 1945.
O prefeito de Hiroshima aproveitou a ocasião para pedir a abolição por completo das armas nucleares até 2020.
Cerca de 50.000 pessoas, incluindo os sobreviventes do Holocausto nuclear, participaram na cerimônia no monumento dedicado aos 140.000 mortos pelo ataque lançado pelos Estados Unidos em 6 de agosto de 1945.
O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, se encontrava presente, assim como os representantes de 60 países.
"Prometo novamente hoje que o Japão estará na vanguarda da comunidade internacional pela abolição das armas nucleares e a manutenção de uma paz eterna", afirmou Aso ao término da cerimônia.
O prefeito Tadatoshi Akiba elogiou em seu discurso a posição antinuclear do presidente americano Barack Obama.
Foto: AFP: A cidade japonesa de Hiroshima lembrou nesta quinta-feira o 64º aniversário do primeiro bombardeio atômico...
A cerimônia foi realizada a alguns metros da Cúpula de Genbaku, um ex-salão de exposições do qual resta apenas a estrutura calcinada. Este foi o único edifício que ficou em pé depois da explosão da bomba.
O prefeito recordou as palavras de Obama, que afirmou que, como a única potência a ter utilizado a bomba atômica, os Estados Unidos têm a "responsabilidade moral de atuar para obter um mundo sem armas nucleares".
"A abolição das armas nucleares é o desejo não apenas dos 'hibakusha' (sobreviventes do bombardeio), como também de uma ampla maioria de pessoas e nações neste planeta", indicou.
"Nós nos referimos a nós mesmos, a grande maioria global, como a 'obamaioria' e pedimos ao resto do mundo que se una a nossa causa para eliminar todas as armas nucleares até 2020", acrescentou Akiba.
Taro Aso admitiu que não acredita numa abolição das armas nucleares, pouco depois de ter prometido às vítimas de Hiroshima que o Japão sempre será um dos líderes da luta contra a desnuclearização do planeta.
"Um mundo sem armas nucleares só poderá existir se todas as bombas nucleares desaparecerem de vez do planeta", estimou Aso durante uma coletiva de imprensa depois de pronunciar o discurso de Hiroshima.
"Em circunstâncias normais, é imaginável e não é justo acreditar que, se alguém a abandonar unilateralmente, os outros também abandonarão", afirmu ainda.
Às 08H15 local (23H15 GMT), a hora exata em que a bomba explodiu em 1945, os participantes se levantaram e rezaram em silêncio pela memória das milhares de vítimas.
Entre 6 de agosto e 31 de dezembro de 1945, 140.000 pessoas morreram por causa da bomba que caiu em Hiroshima.
Em 9 de agosto, os Estados Unidos jogaram uma segunda bomba sobre o porto de Nagasaki, que deixou 70.000 mortos.
Em 15 de agosto o Japão se rendeu, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. Desde então, o país é oficialmente pacifista e se converteu num dos principais aliados dos Estados Unidos. No arquipélago japonês estão posicionados 47.000 militares americanos.
O governo americano jamis pediu desculpas pelas vítimas inocentes do ataque.
Enquanto isso, prossegue o debate entre historiadores e políticos para determinar se os dois ataques atômicos eram necessários para pôr fim à guerra ou se tratava de testar uma nova arma e estudar os efeitos sobre a população.
Segundo pesquisa publicada esta semana pela Universidade de Quinnipiac (Connecticut, nordeste), quase dois terços dos americanos continuam pensando que os Estados Unidos tiveram razão em recorrer à arma atômica.
Blog Humanitude
Saudações amigos da cultura e das artes! Mais uma vez eu ousadamente invado vossos monitores a fim de comunicai-res que o blog HUMANITUDE está atualizado e em dia. Será um imenso prazer receber a visita de cada um de vocês encontraram por lá, informações do que rolou e do que rolara, links de blogs dos mais queridos amigos. Sempre na batalha pois como ja foi dito "A vida é luta que aos fracos abate, mas aos bravos e aos fortes só faz exaltar"(Gonçalves Dias) I-JUCAPIRAMA. No aguardo de vossa prestigiosa visita ao blog e aos eventos sem mais para o momento vos saúdos!
Coletivo Humanitude
Noticias de la Federación Local de Madrid CNT
Date Mon, 27 Jul 2009
A los medios de contrainformación: Os enviamos 2 noticias para su difusión: Crónica de las concentraciónes por libertad de Amadeu Casellas en Madrid y Barcelona. http://madrid.cnt.es/noticia.php?id=118
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