Grupos

 

 

HÁ 25 ANOS ATRÁS, em 21 de Agosto de 1989, anunciada a morte de Raul Rock Seixas, a partir do velório no Anhembi – por onde passaram mais de 100.000 pessoas – uma multidão, de mais de 20.000 pessoas, que passara a noite velando o corpo, EXIGIU (e conseguiu) um caminhão do Corpo de Bombeiros para conduzir o caixão – coberto pela bandeira do Brasil – acompanhado por uma PASSEATA, em homenagem ao “Maluco Beleza” – a partir das 7:00 hs da manhã -, que engrossou durante o trajeto (Avs. Cruzeiro do Sul, Tiradentes Preste  Maia, Anhangabaú e 23 de Maio) até o aeroporto de Congonhas, de onde partiria para ser enterrado em Salvador, na Bahia. Desde então, a cada ano, os Raulseixistas temos realizado a TRADICIONAL PASSEATA-HOMENAGEM a RAUL, mostrando que “os homens passam, mas as músicas ficam!”, que a SOCIEDADE ALTERNATIVA está viva em cada um de nós.  

                                        

25 ANOS DEPOIS, RAUL SEIXAS MAIS VIVO DO QUE NUNCA, CONTINUA NA LUTA CONTRA O MOSTRO SIST !!!

 

2014 PASSEATA

da sociedade alternativa nos

25 ANOS SEM RAUL

https://www.youtube.com/results?search_query=2014+passeata+25+anos+sem+raul+em+SP

 

O paradoxo de tudo é que, na verdade, nós, raulseixistas promovemos  a 27ª Passeata da SOCIEDADE ALTERNATIVA, como homenagem e continuidade da luta do famoso Maluco Beleza (uma a cada ano após a sua morte[25]; uma na saída do velório no Anhembi, acompanhando o caixão até o aerorporto - conduzido por um carro dos bombeiros [exigência dos fãs]; e a precursora de todas, a de 1988, organizada pelo RAULMANIA-Fã-Club na Galeria do Rock, que seguiu o mesmo percurso das passeatas anuais – Praça Ramos, Viaduto do Chá, Libero Badaró, Largo do São Francisco, Benjamin Constant e Praça da Sé [percorrendo trajeto semelhante ao seguido por Raul, em 1973, para o lançamento de ‘Ouro de Tolo’]).

 

Muitos se perguntam o por que de tanta homenagem, 25 anos já, depois de sua morte?!? Mas não percebem que a sua lembrança está viva na luta POR UMA SOCIEDADE ALTERNATIVA A ESSA ORDEM CAPITALISTA – autoritária, centralista, burocrática, castradora, mistificadora, escravagista, segregacionista e suicida. Uma sociedade de seguidores de si mesmos, conscientes e criativos, numa metamorfose ambulante, fazendo sua própria lei numa terra sem rei. A cidade de cabeça prá baixo, num mundo que sabe a hora de parar. Os Indivíduos exercitando, pela sua própria ação direta e solidária, a construção diária de uma sociedade igualitária e libertária, autogerida, sem representantes nem representados, numa nova comunhão, o Novo Aehon, Nutopia,  a sociedade livre.

 

E saiba que se você não está na SOCIEDADE ALTERNATIVA a SOCIEDADE ALTERNATIVA sempre esteve dentro de você.

Assumamos todos a responsabilidade por nossas vidas, contra a atitude infantil da delegação haja consciente e diretamente sobre sua vida. Ninguém te representa! VOTE NULO, NÃO SUSTENTE PARASITAS! Faça você a sua história! Nunca se vence uma guerra lutando sozinho, SE ORGANIZE E LUTE! Filie-se a COB/AIT!

27ª PASSEATA-HOMENAGEM A RAUL ROCKER SEIXAS – 25 ANOS SEM RAUL:

https://www.youtube.com/watch?v=H5SqqcdiY-Y

https://www.youtube.com/watch?v=8FV_E80lFmk

https://www.youtube.com/watch?v=5NrErLyLs3E

https://www.youtube.com/watch?v=-bmuYn9SwiQ

https://www.youtube.com/watch?v=iVAFIz0adHA

https://www.youtube.com/watch?v=3bpojuk08JI

Ø  o KIKO e a tyurma do Capão:

https://www.youtube.com/watch?v=5NrErLyLs3E 

https://www.youtube.com/watch?v=DppvdrlxNOo

 

PÂNICO NA PASSEATA:

https://www.youtube.com/watch?v=lYYNqaBdho0

 

Renato Seixas é convidado a subir ao palco na Pça. da Sé:

https://www.youtube.com/watch?v=2Y_cJ-yT1YU

PASSEATA DE PROTESTO EM 2013 NA PAULISTA

RAUL RESSUSCITOU

https://www.youtube.com/watch?v=tYxxq_OXGSU

RAUL ANARKISTA:

https://www.youtube.com/watch?v=0c2r5qSdY6s

 e continua:

https://www.youtube.com/watch?v=g1nDhWRHF-k

https://www.youtube.com/watch?v=uIAno12QAB0

https://www.youtube.com/watch?v=tsJObBpN8-Y

http://www.vagalume.com.br/anarquistas/relacionados/

Raul ano 79:

POR QUEM OS SINOS DOBRAM

 

 

Raul Santos Seixas nasceu em 28 de junho de 1945, em Salvador da Bahia (v. biografia). Como hoje completaria 69 anos, uma forma de recordá-lo é com a mensagem de  "Por quem os sinos dobram" (vídeo abaixo). A música pertence ao álbum do mesmo nome, de 1979 (v. análise do disco com link para o áudio completo).

Em 2013 foi divulgado que originalmente a canção se chamava "A loucura de Eva" e tinha um sentido feminista e antidarwinista. A segunda versão é a que conhecíamos até então (v. 
reportagem do Correio Braziliense).

O título da música de Raul é tomado de um filme de 1943, que por sua vez se baseia num livro de Ernest Hemingway (1940), o qual também provém de um poema de 1764, do inglês John Donne. Um interessante artigo de Élder Dias relaciona os três autores (v.
Revista Bula).

A expressão original ("não procures saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti") alude à morte e ao sentido da vida. Os sinos que tocam na igreja por um funeral são os sinais cotidianos que anunciam nosso próprio fim. Percebemos os erros dos outros e os avisos de seu réquiem, mas não nos damos conta de que esses sinos tocam por nós mesmos, advertindo-nos de nossas dores e falhas.

O sentido otimista e animador desta canção pode servir tanto a um idealista saudável (nossos sonhos precisam ser falados e compartilhados para ganhar repercussão) quanto a um paranoico isolado (quem desconfia de todos, perde aliados e se apoia nas paredes).

A todos estes, a letra encoraja: se você for coerente e amistoso, chegará longe, e, se estiver mentalmente transtornado, ainda poderá pôr os pés no chão e fazer de seu delírio uma coisa real. O sentido é tão amplo que pode servir a grupos humanos, movimentos, cidades e nações (por exemplo, uma cidade deprimida ou precisando curar suas feridas históricas).

Confira vídeos com a entusiasmada versão roqueira dos Detonautas, o cover mais fiel da banda formiguense (MG)
Capim Santo, e o violão caseiro da sexy paranaense Any Bacchi. Mais informações sobre o Maluco Beleza nos posts deste blogue 1ª Passeata do Raul (2013) e Raul anima Pelotas (2009)

POR QUEM OS SINOS DOBRAM
Nunca se vence uma guerra lutando sozinho:
'cê sabe que a gente precisa entrar em contato
com toda essa força contida que vive guardada.
O eco de suas palavras não repercute em nada.

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro:
evita o aperto de mão dum possível aliado,
convence as paredes do quarto e dorme tranquilo,
sabendo, no fundo do peito, que não era nada daquilo.

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz.
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais.

Autoria: Raul Seixas e Oscar Rasmussen

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O Anarquista Raul Seixas "Carimbador Maluco"


  ̶̶   Quando Raul Seixas gravou Carimbador Maluco em 1983 e participou do especial infantil Plunct-Plact-Zummm na Tv Globo , muita gente caiu de pau em cima dele. Principalmente quando ele ganhou o seu segundo disco de ouro, com o sucesso da música. Afinal de contas, o grande anarquista, o inimigo do Monstro Sist tinha finalmente se vendido ao Sistema! Lá estava ele, dançando fantasiado entre as criançinhas na Rede Globo . Ora, realmente, ninguém poderia associar aquilo ao que ele faria, por exemplo, dois anos depois na gravação Mixto Quente ( com x mesmo ), dia 22 de dezembro de 1985, na praia do Pepino, no Rio.

No Mixto ele voltou a ser o Raul tradicional: entrou bêbado, esculhambou com todo mundo, cantou somente trechos inaproveitáveis de suas músicas mais censuradas (como Mamãe Eu não Queria) e impossibilitou sua participação no especial de Natal que a Globo havia preparado para aquele ano! ( Ninguém ficou sabendo porque Raul não apareceu, apesar da Globo ter anunciado o programa durante todo o mês de de apareceram bonitinhos. Mas ele , não... Nós estávamos no palco, durante a gravação: Paulo Coelho, Sylvio Passos , Edgar Oliveira e eu).

No entanto, em 1983 acompanhamentos calados a polêmica do Carimbador Maluco. Calados e emocionados. Simplesmente porque havíamos sacado a grande jogada dele! Um fantástico recado prá criançada! Um recado anarquista , do maior dos anarquistas, o chamado Pai de todos nós: Proudhon - o mesmo que disputava com Karl Marx nos debates da I Internacional. Transcrevemos o texto de Proudhon, de onde Raul retirou a ideia da música. Observem o Ritmo do texto. Observem a Força da revolta de um ser oprimido, violentado e explorado. Observem uma das fontes de onde vem o sucesso e o segundo disco de ouro do Carimbador Maluco.


Ser governado é:
Ser guardado à vista , inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, porqueado, endoutrinado, predicado, controlado, calculado, apreciado, censurado, comandado, por seres que não têm nem o título, nem a ciência , nem a virtude (...). Ser governado é ser , a cada operação, a cada transação, a cada movimento , notado, registrado, recenseado, tarifado, selado, medido, cotado, avaliado, patenteado, licenceado, autorizado, rotulado , admoestado, impedido, reformado, reenviado, corrigido. É, sob o pretexto da utilidade pública e em nome do interesse geral, ser submetido à contribuição, utilizado, resgatado, explorado. monopolizado, extorquido, pressionado , mistificado, roubado, e depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa, reprimido, multado , vilipendiado , vexado, acossado, maltratado, espancado , desarmado , garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e , no máximo grau, jogado, ridicularizado, ultrajado, desonrado. Eis o governo eis a justiça, eis a sua moral!
by Pierre Joseph Proudhon.

fonte:
http://www.jayvaquer.com/raul/oanarquista.html

 

Aquela Coisa - Raul Seixas

Meu sofrimento é fruto do que me ensinaram a ser
Sendo obrigado a fazer tudo mesmo sem querer
Quando o passado morreu e você não enterrou
O sofrimento do vazio e da dor
Ficam ciúmes, preconceitos de amor

E então, e então

É preciso você tentar
Mas é preciso você tentar
Talvez alguma coisa muito nova possa lhe acontecer

Minha cabeça só pensa aquilo que ela aprendeu
Por isso mesmo, eu não confio nela eu sou mais eu
Sim... pra ser feliz e olhar as coisas como elas são
Sem permitir da gente uma falsa conclusão
Seguir somente a voz do seu coração                                                                                                                                                      E então, e então

E aquela coisa que eu sempre tanto procurei
É o verdadeiro sentido da vida
Abandonar o que aprendi parar de sofrer
Viver é ser feliz e nada mais

 

25 ANOS DEPOIS DE RAUL

11:46 @ 02/08/2014

LEMBRE SEMPRE!

23:31 @ 17/06/2014

 

LEMBRE SEMPRE:

ANARKIA NÃO É BAGUNÇA!!!  

É aquela merda: a mentalidade autoritária, beirando no fascismo, que nos rodeia insiste em dogmatizar o lema “ANARQUIA É BAGUNÇA” –, o QUE NO FIM QUER DIZER: sem uma autoridade sobre você, eu, cada um de nós, sobreviria a eterna guerra de todos contra todos, a barbárie. Como agora, em que chamam de vândalos os manifestantes exacerbados – que tem surgido em todo o Brasil, desde junho de 2013. Não atoa, os Vândalos – bárbaros que resistiram a dominação romana/a escravidão, lutando contra o poderoso império romano -, foi um povo extinto pelo exército de Roma, pois resistiram, até a morte de todos - incluindo mulheres e crianças.  

 

A civilização que condena os novos Vândalos é a herdeira direta do escravocrata Império romano – que nasce a partir do massacre da revolta dos escravos, liderados por Spartacus, por legiões da, ainda, República romana em 71 a.C. – quando Júlio Cesar se tornou um dos cônsules, que dividiam com o senado o poder, até 55  a.C., quando é empossado como 1º imperador de Roma. A sombra dessa história Mussolini e Hitler levaram a humanidade ao novo genocídio de escravos, com todas as atrocidades da 2ª grande guerra mundial e a sociedade que dela restou. Assim nós vivemos nessa pusta zona e agora somos nós a continuar a linha da história!      Estátua de Spartacus, em frente ao Louvre.      

                   Começando do começo:                                      

   O QUE, AFINAL É ANARQUIA?                                       ANARQUIA, ou ANARKIA é uma palavra que vem do grego:                                              AN (prefixo de negação) + ARKHOS (governo),                                                                             a idéia de uma sociedade sem governo centralizado, sem autoridade, sem Estado...                            onde todos os indivíduos são iguais e livres!

Obviamente o reconhecimento de que existem diferentes visões e posições, pelos interesses em jogo, levam ao dogma autoritário de que ‘sem autoridade restaria o caos’. Os autoritários generalizaram como lema desde então, estigmatizando a espontaneidade humana. E, assim, dominados pela visão autoritária foram 10.000 anos de guerras fratricidas, escravidão, exploração e opressão. Hoje, no século XXI, continuamos na mesma situação: na sociedade que se move pelo lucro, a vida humana vale pela sua conta bancária.

Mas, por outro lado existe a VISÃO LIBERTÁRIA, que vê o desenvolvimento do ser humano a partir de seu lugar original na evolução das espécies - dos australopitecos ao clã, do comunismo primitivo ao capitalismo selvagem reformado – o neoliberalismo e a globalização.

A visão libertária destaca o papel da autonomia do indivíduo e o papel nefasto da autoridade centralizada. Contra a hierarquização da sociedade propõe a igualdade, a ação direta do indivíduo e a federação. Contra a competição de todos contra todos, esteio do capitalismo, defende o comunitarismo e o apoio-mútuo/solidariedade. Contra a administração centralizada propõe a autogestão generalizada.

VEJA BEM 

 

Sob a óptica da compreensão que no ser humano, e na sociedade que ele gerou, existe uma tensão recorrente entre uns, que mais próximos das bestas, buscam se impor pela força – de onde nasce a escravidão,- com a vitória de um clã (mais belicista) sobre outro. A partir do surgimento dessa dominação do mais forte, nasce a civilização ocidental indo-europeia, e a tensão entre o instinto autoritário dominante e da luta pela liberdade e contra a escravidão, a resistência libertária – ainda inconsciente.

No Oriente ganha forma com os ensinamentos de Lao Tsé, o Taoísmo -, que buscou difundir conhecimentos para o povo/camponeses, antítese do confucionismo – que pregava a obediência à autoridade.

 

Mas essa consciência vai se construindo no transcurso dos séculos – desde as história sumérias (4000 a.C.), o que restou da história de Aknethon e dos sofistas na Grécia clássica. Se manifesta fortemente na civilização grega, berço de uma certa democracia direta, defensora da autonomia das cidades-estado, que se uniam de forma federativa, enfrentando impérios em sua história. até a queda da última cidade-estado (Atenas, Corinto, Esparta...). Manifesta-se com o luta direta e tem eco histórico na Revolta de Spartacus em 73 a.C., como luta não-violenta no surgimento do cristianismo (“não existe senhor nessa terra...”) nascido em meio a dominação romana sobre a Palestina/Jerusalém, e expurgado pelo Judaísmo Oficial, que o levou a crucificação (como já tinha ocorrido com os escravos liderados por Spartacus 100 anos antes).

Após a queda do império romano do ocidente, passamos pela chamada Idade Média – que foi marcada pelo domínio da Igreja Católica/Universal Apostólica de Roma – formalizada pelo imperador romano Constantino (sec. V d.C. e seu primeiro papa), com o intuito de manter a unidade do Império. Como herdeira direta do império, a Igreja Católica, manteve seu poder e enriqueceu estimulando guerras fratricidas de fundo religioso, as Cruzadas – do qual ainda herdamos os rancores. Os grandes senhores, os ‘nobres’, sob a benção da Igreja, dominam latifúndios, os Feudos e impõe a servidão à horda camponesa. As populações camponesas dos feudos cresciam sem conseguir satisfazer a produção de grãos, confiscados pelos senhores feudais, mantinham a população faminta. Essa ‘super-população estimulou as guerras contra os árabes otomanos islamitas, as Cruzadas à Terra Santa.

Enquanto a alta hierarquia católica chafurdava em Roma e os nobres conquistavam terras e estabeleciam novos domínios, o espírito libertário se manifestou em revoltas camponesas, principalmente a partir do século VII d.C., o que levou a inúmeros massacres liderados pelos nobres, em nome de Deus – que culminariam com as Cruzadas Albigenses, contra ‘hereges’ da Occitânia, região que abarcava parte da Península Ibérica e do Sul, do que viria a ser a França, entre 1200 e 1300 d.C.. A partir daí temos o fascismo católico, com a instituição da ‘Santa Inquisição’ – lançando a fogueira quem ousasse pensar contra a hierarquia católica. Tudo se justificava pela necessidade de controle populacional -, após séculos de domínio dos porta-vozes de Deus a Europa vivia sob a miséria, a peste e a fome.

Mas, mesmo nessas duras condições, o pensamento livre insistia em se manifestar com os percussores do Renascimento (Thomas Morus e sua ‘UTOPIA’, Rabelais e sua ‘ABADIA DE TELEMAN’ [sob o lema “Faz o que quiseres”], Erasmus e seu ‘ELOGIA A LOUCURA’, etc). Os mitos do pecado capital, da onisciência divina e do temor ao inferno, foram desacreditados e a liberdade individual ganha força. Fortalecida a liberdade individual contra a servidão voluntária, questionavam a verdade absoluta dando espaço para as subjetividades, desqualificando o poder de Deus e da nobreza, e, na época das grandes conquistas, estimulam as revoltas coloniais. Enterra o céu e o inferno e deixa a vida terrena, o ‘agora’ em seu lugar.

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Mas as forças dominantes se reinventam e ressurge a estrutura do ESTADO NACIONAL. Espanha, Portugal e Inglaterra (que funda sua própria igreja) são as vanguardas autoritárias desse processo. A descoberta do Novo Mundo (1492-Colombo/Espanha) de uma forma e de outra revitaliza a velha sociedade, tanto pelo acúmulo de novas riquezas e terras, como na descoberta de uma outra civilização sem Estado centralizado e sem os pecados católicos. Surge um novo imperialismo, momentaneamente, chamado de Colonialismo – mais uma vez alimentado pela mão de obra escrava (agora concentrada sobre os negros africanos – já que os ‘índios’ se recusavam a se submeter a escravidão e foram exterminados). O genocídio dos nativos americanos em todo o continente se dá na ordem de 90% das populações originais. No Brasil a resistência indígena é mantida pela CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS – o povo do lugar – que foi uma associação proposta pelos Tupinambás (tribos litorâneas), de forma a reunir na luta de defesa da terra todos os diferentes povos – Tupiniquins, Aimorés, Goitacazes, Temiminos, Camacuans, Carajás, etc. –, respeitando a autonomia e a cultura de cada povo. A luta contra os colonizadores se inicia ainda nos 1500 e perdura até o final do século. Hoje ganha força a idéia de se reorganizar uma nova Confederação Tamoia.

Mas, como sempre, da imposição da escravidão surge a luta contrária, que viria a apoiar os ideais republicanos, a luta quilombola (comunitarista e autogestionária) e a luta abolicionista. A luta do QUILOMBO DOS PALMARES e a luta quilombola foram determinantes na libertação dos escravos. A mentalidade que vai se formando, após a eclosão da Revolução Industrial – só possibilitada pela economia mercantilista que sustentava o Estado recém-constituído -, no período que viria a ser conhecido como Iluminismo, vai se reconstruindo a partir do reforço por essas lutas.

 

Assim ganha força um conjunto de idéias-forças: o mito do bom selvagem, a idéia da Igualdade e da Liberdade. Enquanto, no Brasil, a comuna QUILOMBO DOS PALMARES sobrevive aos ataques das forças coloniais, ao norte do continente americano a Revolta das Colônias do Norte, contra a coroa Inglesa em 1776, precede a grande Revolução Francesa de 1789

 

 

Um grande grito pela liberdade foi ouvido e deu frutos: IGUALDADE, LIBERDADE E FRATERNIDADE eram suas reivindicações centrais. A queda da realeza e a derrubada da Bastilha, masmorra onde se abarrotavam os taxados como bandidos. O papel revolucionário das mulheres, as ‘peixeiras’, na eclosão da revolução e na declaração da ‘Carta Universal dos Direitos Humanos’ – reconhecendo o direito a educação pública e gratuita e a igualdade de todos os cidadãos. Na época surgiu uma nova instituição, a COMUNA, que era uma manifestação do povo exercendo o poder diretamente, o ‘povo em armas’. Numa invasão, liderada pelas Associações Populares, do parlamento (chamado de Convenção, em 1790 – onde nascem os termos a esquerda e direita) os políticos (jacobinos e girondinos) acusaram a ação de bandidos e anarquistas – desde então, fora do arco-íris político.

Cinco anos após a eclosão da revolução de 1789 a energia revolucionária popular foi completamente sugada pela rearticulação do Estado (passando da Convenção e da ditadura jacobina, liderada por Robespierre). Durante seu governo, ele procurava equilibrar-se entre várias tendências políticas, umas mais identificadas com a alta burguesia e outras mais próximas das aspirações das camadas populares. Enquanto levava à guilhotina as lideranças dos sans culotes – que se opunham a sua autoridade. Um de seus seguidores, Babeuf, escreve o primeiro manifesto comunista, a “Carta dos Iguais”, de caráter autoritário – posteriormente, termina na Guilhotina.

Robespierre concretizou algumas realizações significativas da revolução, principalmente no setor militar: o exército francês conseguiu repelir o ataque de forças estrangeiras. O Jovem Napoleão começa a se destacar e a se aproximar da elite, nessas guerras. Durante o governo dele vigorou a nova Constituição da República (1793) que assegurava ao povo:

  • Direito ao voto
  • Direito de rebelião
  • Direito ao trabalho e a subsistência
  • Continha uma declaração de que o objetivo do governo era o bem comum e a felicidade de todos.

Deposto e levado a guilhotina pelos seus pares não chegou a ver o poder ser entregue a certo jovem soldado – que ele ajudou a acender, e que em nome da burguesia francesa, liderou a França a conquistar seu Império – ainda sob a República. Napoleão invade a península Ibérica – o Rei de Portugal, D. João, foge para o Brasil - e desmantela a Santa Inquisição (confiscando seus arquivos e divulgando suas barbáries). A voz libertária se calaria na França. A burguesia se realinha, 20 anos após a morte de Robespierre, e depõe Napoleão em 1814 (levado preso ao exílio na Córsega), restaurando a monarquia.

Termina assim a 1ª República Francesa.

(FINAL DA PRIMEIRA PARTE – continua...)

 

 

OS VENTOS DA MUDANÇA SÃO A PROMESSA DE NOVOS DIAS

Com o tempo vai se configurando que, na verdade, se cumpriu a profecia: dezembro/2012 marcou o fim da Velha Era/nascimento da Nova Era – simbolicamente o Corinthians ganha o bicampeonato mundial interclubes.

 

A partir daí vai se manifestando uma Nova Era, privilegiando a liberdade individual e a luta coletiva. O mundo segue se convulsionando. Mas alternativas libertárias vão brotando da espontaneidade social em suas diversas facetas. No Brasil não tem sido diferente. No geral, terminamos acreditando no ‘‘Lulinha paz e amor”, que ‘abdicando dos "erros" cometidos em campanhas anteriores’ - como posições tidas por radicais -, Lula/PT escolhe para candidato à vice-presidência o senador mineiro e empresário José Alencar/PL, partido ao qual o PT se aliou.

 

Com essa espúria aliança e sob o lema de “A ESPERANÇA VAI VENCER O MEDO” Lula/PT se elege presidente, com a promessa de mudança.

Mas nada mudou! Foram 8 anos de  engodo, adesão e escândalos – sua marca histórica será o ‘Mensalão’. A passagem de bastão para a dupla Dilma/PT-Temer/PMDB, reflete o grau de adesão petista ao sistema. Mas o circo eleitoral termina passando pelo medo do retorno dos vampiros da Velha Era (PSDB/PPS/DEM), e pela esperança de que o passado ficaria para trás. Mas a farsa não tardou a se mostrar claramente: todos eles eram farinha do mesmo saco, o passado querendo dominar o futuro. Elevando o nível da corrupção local de milhões de reais para o bilhão de dólares, mostram como se deu o progresso dessa ‘ordem’. O ciclo do ‘poder petista’ completa 12 anos e avançou – para trás – apostando na Copa do Mundo para ganhar mais 4 anos no governo: “prá frente Brasil! Salve a seleção”...

 

O tiro sairá pela culatra? Essa é a pergunta que todos se fazem.

Depois das manifestações massivas espontâneas de Junho/2013 e do nascimento de um movimento contra a copa, recheado de oportunistas de todos os partidos, da polícia e da mídia oficial –, vemos todos escondidos atrás de suas máscaras.

Os sindicatos foram os primeiros a buscar capitalizar o movimento chamando, de cima para baixo, uma fracassada greve geral em Julho/2013. Os mesmos que lotaram as ruas em Junho os reconheciam como burocratas, carreiristas e oportunistas – identificados com os partidos políticos. Mas greves localizadas e movimentos pontuais – de indígenas, sem-terra e sem-teto – seguem se intensificando.

O refluxo do movimento deixou uma minoria como vanguarda carbonária, caracterizada pela mídia e pelos meios policiais, como o ‘black block’, mantendo a bandeira do NÃO VAI TER COPA! Sendo perseguidos como grupo terrorista, vândalos e bandidos, são perseguidos, presos e processados. Mas isso não inibe o movimento social e as táticas black blocks – enfrentamentos com a policia, barricadas e ataques a interesses capitalistas – se espalham por todo o país, do Oiapoque ao Chuí.

Na virada do ano as rebeliões e mortes em presídios são um grito desesperado dos miseráveis, o lumpemproletariado. A partir daí vemos uma importante novidade nos movimentos grevistas, até então dominados pelas direções sindicais e suas porcas negociações/traições de classe. A Greve dos Garis do Rio de Janeiro durante os festejos do carnaval, deixando toneladas de lixo nas ruas, não é interrompida pelo acordo feito entre o sindicato oficial – atrelado ao Estado – e a patronal. A greve continua espontaneamente, contra o sindicato/diretoria traidora, conseguindo vitórias parciais e o apoio da classe operária. Retomando a tradição da luta e organização operária, naturais ao anarcosindicalismo, os Garis do Rio mostram o possível nível da Solidariedade obreira. São o primeiro grande exemplo de luta autônoma e auto-organização, mostrando a força da união e da solidariedade obreira para a luta operária.

Cresce a perspectiva de uma Greve Geral espontânea, auto organizada desde os locais de trabalho (escolas, bancos, garagens, fábricas e oficinas) e moradia (barriais, por vilas, comunidades, etc.): desde o início de março/2014 a maio, a mesma coisa se repete no Rio e em São Paulo, ambas desenvolvidas pelos trabalhadores rodoviários do transporte coletivo – contra os acordos feitos pelos sindicatos oficiais, atrelados ao Estado. Em paralelo a isso a greve de policiais, em vários estados, colocam em cheque a estrutura do Estado – um juiz federal afirma que “as forças de segurança pública, policiais civis ou militares, estaduais ou federais, não é permitida a greve, pois elas encarnam o Estado, em si...”, na discussão sobre a legalidade e como seriam tratadas as greves. 

Mas o fato é que, até as manifestações de 1º de Maio/2014, somente o Movimento pela Reativação da COB/AIT defendia claramente essa proposta, entendendo que, no processo auto-organizativo poderia recriar a estrutura sindical livre, desde os Sindicatos por Ramo de Produção com bases locais, regionais e federais. Acreditando assim na capacidade política da classe operária a COB-AIT defende a proposta da discussão da GREVE GERAL ATIVA PARA O MÊS DE JUNHO - aproveitando o ponto crítico do capitalismo mundial (que espera lucrar em espécie – vendendo TVs e cervejas – e, também politicamente). Para que isso fosse possível defende a necessidade de unificação sobre reivindicações comuns a todos, que pudessem unificar todas as lutas dispersas (REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 HORAS DIÁRIAS E 30 SEMANAIS -Semana Inglesa-, SEM REDUÇÃO SALARIAL!; SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL REALISTA DE R$ 3.000,00!; CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO SOCIAL – Pelo respeito aos direitos do cidadão de livre expressão do pensamento, de expressão e manifestação e a mais ampla liberdade de organização para a classe trabalhadora e CONTRA DEMISSÕES, PRISÕES E PROCESSOS CONTRA OS LUTADORES SOCIAIS! Contra a privatização e a falência ADMINISTRATIVA DO SISTEMA DE TRANSPORTES COLETIVOS, PELA COLETIVIZAÇÃO DOS TRANSPORTES PÚBLICO!) .

Até então as esquerdas defendiam movimentos e reivindicações locais, que se mantinham isolados, com uma única bandeira comum ‘NÃO VAI TER COPA!’. Na cidade de São Paulo o governo da social-democracia petista enfrenta a greve dos trabalhadores de ensino. A intransigência de Haddad/PT recebe o apoio das centrais sindicais mantidas pelo Estado, que evitam manifestações de solidariedade aos grevistas, mesmo depois da greve ultrapassar os 30 dias. No fim de março, o prefeito petista de São Paulo afirma que os rodovários grevistas agiram como criminosos, que fizeram GUERRILHA e que a polícia tinha que agir contra os vândalos e baderneiros, que só o sindicato tem o direito de greve... o STF se manifesta afirmando que “o direito a greve é do sindicato oficial, que deve avisar as autoridades do Estado, sobre qualquer greve, com 72 horas de antecedência, e, manter 30% dos serviços públicos e que os sindicatos devem pagar pelos prejuízos que as greves causarem, etc”... Essa é a verdadeira face da DEMOCRADURA DA BURGUESIA E DA TECNOBUROCRACIA. O único direito que o cidadão tem é de votar. E ele é obrigado a exercer!

Assim fica claro, para a elite dominante o trabalhador têm direitos e deveres:

O DEVER DE TRABALHAR A VIDA INTEIRA E O DIREITO DE FICAR CALADO!

RESTA A NÓS RECUPERAR NOSSA VOZ E NOSSOS INTRUMENTOS DE LUTA,  ARRANCAR NOSSOS DIREITOS E COMEÇAR A CONSTRUIR UM NOVO BRASIL SOCIALISTA E LIBERTÁRIO!

A SOLIDARIEDADE É UMA ARMA QUENTE!

 

 Primeiro de maio: é luta, é luto!


O ‘1 de Maio’ tem sua origem como dia de luta da classe operária em 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, U$A. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma Greve Geral nos EUA. Na época se trabalhava até 15 horas, numa jornada sem fim de semana ou férias, que recaia sobre os ombros de mulheres, crianças e idosos – sem nenhum direito, como assistência médica ou aposentadoria. 

 
No dia 3 houve um pequeno enfrentamento com a polícia com a morte de alguns operários. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores. Dezenas de milhares acompanhavam o Ato, cercado por tropas policiais. Quando já se encerrava a manifestação uma bomba explodiu no meio da policiais que começavam a dispersar os manifestantes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a ‘Revolta de Haymarket’.


O governo e a policia culparam os militantes anarcosindicalistas da AIT e condenou 8 deles a morte por enforcamento, em praça pública – hoje conhecidos como os ‘Mártires de Chicago’. Mas a luta deles não foi em vão, pois os trabalhadores seguiram seu exemplo de luta, marcando o 1 de Maio como dia internacional da luta proletária, conquistando a redução da jornada para as 8 hs/dia e os atuais direitos operários.

 


Hoje a luta continua e está em nossas mãos. Organizemos Assembleias Proletárias em nossos locais de trabalho e/ou moradia e escolas, para discutir/decidir e organizar uma grande Greve Geral. No dia 1 de Maio do ano da Copa iremos as ruas protestar e decidir coletivamente em grandes Assembléias, em que se converterão as manifestações de 1 de Maio, a deflagração da Greve e as reinvindicações centrais do movimento: 

- PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 6 hs/dia, com 30 hs/semanais SEMANA  INGLESA – SEM REDUÇÃO SALARIAL!

- PELO PISO SALARIAL de R$ 3000, 00!

- CONTRA A CARESTIA DA VIDA E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO!

- CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO SOCIAL!

A partir das primeiras horas da manhã estaremos realizando comícios no bairros chamando todos para a CONCENTRAÇÃO NA LADEIRA DA MEMÓRIA, ao lado do Metro Anhangabaú, ao lado da praça das Bandeiras, no centro, a partir das  12 horasleve suas faixas, cartazes e bandeiras – para manifestarmos todo o nosso repúdio ao governo e ao sistema capitalista explorador e começar a construir o comunismo libertário!

“A emancipação de nossa classe é e será nossa própria obra!”


MÁRTIRES DE CHICAGO 128 ANOS DEPOIS: É LUTO, É LUTA!


Manifestações locais pela manhã. a partir das 12:00 hs CONCENTRAÇÃO NA LADEIRA DA MEMÓRIA  (no antigo Mercado de Escravos de São Paulo) - ao lado do Metrô Anhangabaú e da Pç. das Bandeiras - ASSEMBLÉIA PROLETÁRIA  pela Greve Geral Ativa 


SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT 
E-mail:  profosp@bol.com.br


TOCA RAUL: 25 ANOS DEPOIS!

22:29 @ 16/04/2014

Saiu o A PLEBE 81

11:11 @ 11/04/2014

 

 


 

 

 

- O Go, Jorge Luis Borges -

              http://www.jogos.antigos.nom.br/img/go1.jpg

O jogo de Go é um jogo aparentemente simples e sem graça. Porém sua simplicidade é aparente. É chamado de Wei-chi (pronuncia-se "Uei chi") na China e Baduk na Coréia. É conhecido entre seus apreciadores como a "arte da harmonia"... Um jogo entre dois adversários de grande habilidade terminará com as pedras numa disposição absolutamente harmônica.

Diz-se que Mao Tsé Tung, líder chinês, ainda como guerrilheiro, adestrava seus comandados com elementos retirados do GO.

Um mestre do xadrez, EMANUEL LASKER, teria dito "o xadrez está preso aos habitantes desta terra, mas o GO de algum modo vai além do nosso mundo. Se em qualquer outro planeta existem seres racionais, então eles conhecem o GO". Afirma ainda Lasker, que o Go é o jogo ideal para uma mente matemática...

Existem variantes (que podem mesmo serem verdadeiramente consideradas outros jogos) para serem jogadas sobre o mesmo tabuleiro (ou em partes dele) e com as mesmas peças do Go, com por exemplo "Gomoku" ou "Renju", com regras bem mais simples na qual o vencedor é aquele que conseguir alinhar 5 peças da mesma cor.

O Go é certamente um dos jogos mais antigos e inteligentes da história da humanidade. O mesmo Lasker teria dito que "Pela simplicidade das suas regras, o Go ultrapassa o xadrez, nada lhe ficando a dever, porém, quanto à fantasia"...

Aproveito aqui para apresentar um quadro comparativo entre o Go e o Xadrez, quadro este que extraí do "Moderno dicionário de Xadrez", Ed. Theor:

GO

XADREZ

1

O Go é jogado em um tabuleiro quadrado possuindo 19 linhas paralelas eqüidistantes, que são cruzadas em ângulos retos por 19 linhas similares

O Xadrez é jogado em um tabuleiro que contém 64 casas de dimensões iguais e que são alternadamente coloridas de "preto" e "branco".

2

Cada jogador tem 181 "pedras" ou discos para serem colocadas em pontos desocupados nas intersecções das linhas

Cada jogador tem 16 pedras das quais nem todas tem as mesmas funções

3

O Go é democrático em seu espírito. Não há diferença entre uma "pedra" e qualquer outra. Um mesmo e igual valor é atribuído a todas as pedras

O Xadrez é aristocrático em seu espírito. As peças diferem em categorias, poder e valor.

4

A partida é começada com a idéia de que o tabuleiro representa a "terra de ninguém", livre e aberta à conquista

Como condição preliminar para a disputa, as peças são alinhadas frente a frente das forças inimigas para a batalha

5

O propósito do jogo é, para cada jogador, ampliar quanto possível seu próprio território sobre a terra virgem

O propósito do jogo é dar mate ao rei oponente

 

O Go teria surgido na China há 4.000 anos, mas pouco se pode afirmar a respeito de seu aparecimento. Sua origem estaria ligada a astrologia, comparando-se as pedras com as estrelas e o tabuleiro com o céu. As pedras brancas simbolizariam o bem e as pretas, ao contrário, o mal. Como as pessoas eram quem colocavam as pedras, buscava-se um simbolismo no qual o jogador fazia seu próprio destino e este lhe pertencia.

Outra versão afirma que o jogo seria ainda mais antigo e sua origem seria a de um ábaco primitivo.

Um tratado chinês antiqüíssimo, descreve os 361 cruzamentos do tabuleiro como sendo os dias do ano e os quatro cantos como sendo as estações do ano. Mas se o tabuleiro hoje é gravado na forma de 19x19 linhas, já se encontrou tabuleiros com 17x17 linhas, num antigo túmulo chinês.

Outra obra afirma que o inventor do jogo foi o Imperador Yao, por volta do ano 2.300 a.C., e teria por finalidade exercitar habilidades intelectuais do príncipe herdeiro.

Na "Enciclopédia de Jogos" de Scarney, consta que o inventor do Go seria o Imperador Shun, que viveu entre 2.255 a 2.206 a. C., tendo também a finalidade de apurar as habilidade do herdeiro Shokin.

De toda forma, é consenso entre os estudiosos que o jogo é jogado da mesma forma que hoje já há 3.000 anos!

O próprio Confúcio teria se rendido a sedução deste jogo que, no primeiro milênio a.C., teria se tornado o jogo principal dos Imperadores Chineses, passando a competir com as artes da caligrafia e do arranjo floral. Passou o jogo, então a ser estudado profundamente pelos sábios da época.

O primeiro tratado sobre o jogo teria sido escrito durante a dinastia Tang, nos anos 618 a 906 a.C.

O jogo trilhou seu caminho pelo Oriente, sendo que no século XVII, um monge japonês, de nome HONIBO SANAS fundou a primeira Academia para difusão do Go. Esta escola, formou diversas outras, com estilos próprios, mas por trezentos anos foi a mais forte do mundo.

Os tabuleiros e peças de Go eram equipamentos obrigatórios entre a classe dos Samurais, durante as campanhas militares.

Hoje em dia, a popularidade do jogo é tanta, que jornais publicam problemas sobre ele, além de colunas diárias . Existem mesmo jogadores profissionais de Go, que sobrevivem exclusivamente do jogo.

Os tabuleiros são, geralmente, de madeira, assim como as "pedras". Porém existem tabuleiro feitos de madeiras perfumadas, sendo que as peças brancas são feitas de conchas e as pretas de pedra, geralmente ardósia, conchas e pedras somente encontradas em determinadas regiões do Japão.

O número de jogadas possíveis é tão grande, que é calculado em três vezes maior que o número de átomos existentes na Via Láctea, o que inviabilizou, até hoje, um programa realmente eficiente para jogar-se Go no computador... Na seção de programas do site, tenho uma versão eletrônica do Go. Pode-se notar que usa-se, para jogar, somente uma pequena parte de um tabuleiro normal.

Se não souber jogar, na seção de regras, tenho uma excelente apostila sobre o jogo, para ser baixada.

 

RENJU ou GOMOKU ou GO-MOKU

Uma das "variantes" do Go (e coloco entre aspas pois entendo que na verdade se trata de outro jogo, apesar de muitas similaridades com o Go), o Renju também tem sua origem nebulosa e perdida na noite dos tempos. Mas é, sem dúvida uma das modalidades de jogos mais populares do Japão e outros países, especialmente pelas crianças, mulheres e estrangeiros ocidentais em visita.

O nome completo do jogo seria "Gomoku Narabe", que significaria algo como "coloque cinco em linha". Apesar do som igual, o "Go" do jogo Go e o "Go" do Gomoku são escritos em japonês com ideogramas diferentes. Se no primeiro, "Go" é o nome do jogo, no segundo significa "5".

Fala-se do Renju já em crônicas do final do século XVII e início do XVIII, quando japoneses ricos ou pobres dedicavam-se à prática deste jogo.

Como no Go, as peças devem ser colocadas na intersecção das linhas do tabuleiro. Neste caso, são 14 linhas verticais e 14 horizontais. O objetivo, não é a conquista de territórios, como no Go, mas a simples formação de um "fio de pérolas", ou seja, a colocação de 5 peças em linhas, o RENJU.

Quem inicia o jogo, é sempre o jogador com as pedras pretas. Segundo estudos, o jogador que joga com pretas e portanto inicia a partida, somente perderá o jogo se jogar errado. Se não cometer erros, não perderá.

Teria sido introduzido no ocidente, mais especificamente na Europa, no ano de 1885, sendo conhecido na Inglaterra pelo nome de "Spoil five".

No Brasil, chegou a ser lançado pela Estrela, com o obvio nome de "Quina".

LIBERTEM NOSSOS PRESOS!

10:34 @ 25/02/2014

 

O MITO MARXIANO

10:31 @ 25/02/2014

 

O MITO MARXISTA

Vamos lá, fala sério!

Falam muito do jovem Marx... em 1846 Marx iniciou uma corresponde4ncia com Proudhon (preso Na França desde 1833)

http://elrefractario.blogspot.com.br/2008/03/correspondes-entre-carl-marx-y-joseph.html

A disputa tornou-se uma das origens da divisão entre as alas marxistas e anarquistas ...

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre-Joseph_Proudhon

No processo da revolução alemã de 1848, já rompido com Proudhon, escreve o seu testamento político, o Manifesto do Partido Comunista - na discussão que manteve com Wetling, disputando a direção do movimento operário.

http://www.dw.de/revolu%C3%A7%C3%A3o-alem%C3%A3-de-1848-marcou-busca-pela-unifica%C3%A7%C3%A3o-em-um-reino/a-4321622

Wetling era um operário sindicalista avesso a luta politica e radicalmente contrário a acordos com a burguesia, na época tinha grande influência sobre o movimento operário de uma Alemanha que ainda não existia. defendia a autonomia e o controle operário sobre todo o processo.

http://grabois.org.br/portal/revista.int.php?id_sessao=21&id_publicacao=927&id_indice=3776

Marx, filho de banqueiro e, então, dono de um jornal , A NOVA GAZETA RENANA, já associado com Engels, filho de um rico burguês. Como se lê no seu 'Manifesto' Marx prioriza a luta política e propõe uma aliança com a burguesia, por entender que a maturidade operária estaria vinculada ao desenvolvimento do capitalismo - que trazia em si o germe da revolução socialista. Fala da revolução socialista, que deveria ser dirigida na luta política pela vanguarda científica do partido comunista, sendo ele o centro do poder! – chama a isso de DITADURA DO PROLETARIADO  , numa fase transitória em que separa o SOCIALISMO do COMUNISMO ANARQUISTA.  Como não foi o suficiente para convencer os operários ele deu um jeito de anular Wetling, preso em 1847 e deportado para a América em 1850.

http://brazil.indymedia.org/content/2007/05/381973.comments.shtml

Quando eclode a revolução, em Maio/48, as fronteiras são fechadas e o livro, mandado a imprimir na Suíça não consegue entrar na Alemanha. Ao perceber a iminente derrota, com a traição dos burgueses, que recuaram covardemente, Marx foge e se exila na Inglaterra – onde viverá, sustentado por uma mesada enviada de Engels (já então dono de indústrias na Alemanha).

http://manifestocomunistacomentado.blogspot.com.br/                     

Volta à atividade socialista, ao ser convidado pelos sindicalistas ingleses a participar no Congresso de Fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT-IWA),  representando o movimento operário alemão – por sua participação na revolução de 48.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Internacional_dos_Trabalhadores

                         

Por dispor de muito tempo livre, já que não que vivia da mesada de Engels e trabalhos de pesquisa na Biblioteca de Londres, foi indicado como Secretário Geral, no Secretariado Provisório da AIT-IWA, instalado em Londres. Não iria largar o osso e se manteve no cargo até o Congresso da AIT em 1872, em que levou a cabo uma grande campanha de difamação de Bakunin – culminando na manobra e acordo temporário com os blanquistas – que levou a expulsão de grande parte da ala anarquista da Associação. Nesse mesmo Congresso sai do Secretariado, que passa à Seção Norte-Americana (onde definharia, até se dissolver num obscuro Congresso em 1876. Após abandonar a AIT Marx se dedica a fundação de seu partido, que roubaria o nome da organização quer ele expulsara da AIT, a ALIANÇA DA DEMOCRACIA SOCIALISTA. Morre em 1883, sem ver a fundação do Partido Operário Social-Democrata Alemão.  

http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=6&ved=0CE0QFjAF&url=http%3A%2F%2Fwww.dw.de%2F1869-funda%25C3%25A7%25C3%25A3o-do-partido-social-democrata-dos-trabalhadores%2Fa-604941&ei=9NcEU8b1IMXjsASOxIL4Bg&usg=AFQjCNGqITJaf9q5pEPmfm2Fzyl1nMbsNQ

  Os anarquistas liderados pelos coletivistas autogestionários da Seção do Jura-AIT, rompem com o Secretariado e realizam um Congresso clandestino, sob a perseguição aos anarquistas após a derrota da Comuna de Paris de 1871. Nesse Congresso decidem manter a AIT, que passa a ser conhecida como a Internacional Anarquista.

http://cnt.ait.caen.free.fr/forum/viewtopic.php?f=26&t=3688

Em 1886 eclode a primeira grande GREVE GERAL pela redução da Jornada de Trabalho para 8 hs/dia, com uma tática e influencia anarquista (vide os Mártires de Chicago). Em 1905 eclode a revolução Russa de 1905, que cria os Soviets – com o apoio dos anarquistas russos, enquanto o Partido Social-Democrata Russo (sob controle leninista desde o Congresso de Londres/1903) viram o surgimento dos Sovietes como um perigoso adversário na disputa da direção do movimento operário (que todo marxista considera ser sua função!!!). Em 1910 eclode a Revolução Mexicana , com grande influência anarquista através dos irmãos Flores Magon, Zapata e Pancho Villa. Em 1914 todos os partidos marxistas social-democratas traem o projeto socialista ao assumir uma postura nacionalista e apoiando a guerra entre os povos...

http://www.galizacig.com/actualidade/200408/vermelho_ha_115_anos_internacional_socialista.htm

No Brasil o Partido Comunista, fundado em 1922. Só passa a ter importância politica ao apoiar o sindicato atrelado ao Estado já dominado pelo estalinismo, e graças ao Imposto Sindical assumiu o controle do movimento operário, aliado ao PTB. Hoje o PT mantem essa tradição, enquanto os demais partidos marxistas retalham o movimento sindical, na disputa de fatias do Imposto Sindical, com suas diversas centrais sindicais oficiais.

 

http://www.grupos.com.br/blog/ocoletivolibertario

FEVEREIRO ANT-FASCISTA 2014

10:22 @ 25/02/2014

 

 

 

FEVEREIRO ANTIFACISTA

16:00 @ 09/02/2013





CONTRA A FARSA ELEITORAL! BALANÇO PARCIAL DA CAMPANHA NACIONAL PELO VOTO NULO DE PROTESTO EM SÃO PAULO http://www.facebook.com/video/video.php?v=3688567463757&saved A partir do Calendário de Lutas, tirado no IV Congresso Operário Brasileiro (IV COB), a Federação Operária de São Paulo (FOSP) – Seção da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), a Confederação Operária Brasileira (COB) no estado de São Paulo – lançou a Campanha Nacional Perlo Voto Nulo de Protesto na manifestação de 1º de Maio. Dessa forma, em paralelo com as atividades desenvolvidas pelas Seções da COB/AIT em Minas (FOM), Rio Grande do Sul (FORGS), Santa Catarina (FOSC), Sergipe (FOSE) e Bahia (FOB) no jornal da FOSP/COB-ACAT/AIT, o A PLEBE, e no Manifesto de 1º de Maio faz denuncia contra a FARSA ELEITORAL. A partir de então iniciamos, em conjunto com a rede de Fã-Clubes raulseixistas, a chamada para a tradicional Passeata em Homenagem a Raul Seixas. Em diferentes níveis de intensidade, durante junho/julho/agosto foram sendo colados (destruídos e recolocados) 500 cartazes, distribuídas 3.000 filipetas, 2.000 exemplares do A PLEBE 73 e confeccionados 3.000 adesivos. Todo esse material culminou com a manifestação da Sociedade Alternativa, em homenagem a Raul Seixas, com mais de 5.000 pessoas nas ruas de São Paulo na noite que marcava o início da propaganda eleitoral obrigatória, no dia 21 de Agosto. A partir daqui começamos a 2ª fase da Campanha, intensificando a propaganda. Com a confecção e colagem de mais 500 cartazes, do clássico ‘a merdinha’, e outros 500 cartazes da COB/AIT (ANULA O VOTO) intensificamos a Campanha localmente e ao nível regional, também propondo e realizando DIAS NACIONAIS DE PIXAÇÃO PELO VOTO NULO. Com a confecção 5.000 cópias de filipetas/Manifesto Pelo Voto Nulo (PÃO, ELEIÇÃO E CIRCO) – que já tinha sido divulgado no A PLEBE 73 – realizamos manifestações locais (como a Festa da Primavera do Pq, Santo Dias/Capão-Redondo, o GERMINAL) preparando e chamando a Manifestação no centro da cidade para o dia 29/09, a uma semana das eleições. A CAMINHADA PELO VOTO NULO - com minicomícios, panfletagens e colagens - chamou a atenção da cidade, dos cabos-eleitorais e policiais e do povo em geral – de quem tivemos apoio generalizado. Saindo da Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Patriarca, Rua São Bento/Av. São João, Largo do São Bento, Florêncio de Abreu, 25 de Março, Barão/Mercado Municipal, Luz, Praça da República e da Sé. Essa manifestação impulsionou e espalhou a Campanha Pelo Voto Nulo para todas as regiões da cidade. Várias cidades do interior (São José, Taubaté, Ribeirão Preto, etc.), da Baixada Santista (Santos, Guarujá, Peruíbe, Itanhaém) e da Grande São Paulo (Osasco, Poá, Embu, Taboão, Itapecerica, Campo Limpo Paulista, Perus, Diadema, etc.) foram sendo atingidas pela Campanha. Para a reta final do 1º turno foram confeccionados mais 500 cartazes (se organize e lute: filie-se a FOSP/COB-AIT Pela Autogestão Generalizada) e mais 2.000 cópias do Manifesto e outros 3.000 adesivos. Entendemos que a Campanha teve um saldo altamente positivo, não só pelos índices alcançados, mas principalmente, por termos nos mostrado publicamente e difundido a imagem de uma organização operária autônoma frente aos partidos e aos patrões. Uma proposta de organização livre e revolucionária a serviço da classe trabalhadora, para ungir o lema: “A emancipação da classe obreira será obra da própria classe obreira.” Mantemos a Campanha com o mesmo ímpeto, indo agora para o 7º mês nesse 2º turno. Avancemos a luta revolucionária com o estímulo a auto-organização operária através da COB/AIT. - PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA! - LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO PARA OS TRABALHADORES! - VIVA O COMUNISMO LIBERTÁRIO! - LONGA VIDA A COB-AIT! A VITÓRIA DA REJEIÇÃO (parte 2) Números absolutos PORCENTAGENS RELATIVAS TOTAL DE ELEITORES 8.619.170 100,00 VOTOS VÁLIDOS 6.128.657 68,74 VOTOS EM BRANCO 381.407 5,43 VOTOS NULOS 516.384 7,35 ABSTENÇÕES 1.592.722 18,48 INDICE DE REJEIÇÃO ELEITORAL 2.490.513 31,26 SERRA (PSDB) 1.884.849 votos válidos 1.884.849 21,86 HADDAD (PT) 1.776.317 votos válidos 1.776.317 RUSSOMANO (PR) 1.324.021 votos válidos 1.324.021 15,37 Carlos Giannazi (PSOL) 62.431 votos válidos 62.431 0,72 Ana Luiza (PSTU) 12.823 votos válidos 12.823 0,15 ANAI CAPRONI (PCO) Anaí Caproni 1.373 votos válidos 1.373 0,01 Isso Remete A Questão Do Significado De Tudo Isso, E, Mesmo, No Que Isso Nos Interessaria? À luz desses números vemos que as oscilações ocorridas no último mês antes da eleição, com a ascensão relâmpago do candidato do PRB, que vendia a legenda – historicamente ligada a falcatruas -, como se coisa nova fosse, fizeram com que o povo o identificasse como uma alternativa às posições históricas – PT, PSDB, PMDB, PFL, PDS, PL, PP... Mas à medida que os fatos se esclareciam, como subiu, despencou. O fato só mostrou que nenhum dos partidos que se apresentaram convenceram a classe trabalhadora a ter mais de 25% de apoio isoladamente. Isso mostra claramente, independente do candidato que ganhe no segundo turno, NENHUM PARTIDO TEM REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA E SOCIAL para governar. O REI ESTÁ NU! A ditadura da burguesia, escondida sob a máscara eleitoral da democracia representativa, está clara para todos – ainda que não tenha ainda atingido a maioria absoluta (50%+1). Mas quem pensa em evolução é o reformista, que constrói suas vitórias sobre ‘pequenos avanços’, sem entender que é no tronco que tá o coringa do baralho. O que nós vemos, e que já mencionamos em outras crônicas sobre a Campanha Nacional Pelo Voto Nulo de Protesto da COB/AIT, é o desencanto e a dor contida das pessoas, prestes a se manifestar em ação, mas que não vê alternativa viável ou organização para a luta. É sempre mais fácil falar que a culpa é do outro. Evita o aperto de mão de um possível aliado. Mas os que se encontram dispostos a revolucionar, de forma libertária, o mundo e suas vidas devem dar o exemplo de diálogo e unidade na ação. Visando reforçar, no segundo turno, a rejeição CONTRA A FARSA ELEITORAL, mas abrindo espaço para a discussão de alternativas, na auto-organização, no federalismo, no respeito às diferenças e autonomias, na proposta de auto-organização – como faz a COB/AIT no movimento dos trabalhadores -, no avanço do Movimento Libertário Brasileiro (MLB). O processo da revolução está em curso cotidianamente, assim como a reação fascista está viva nos porões e raízes do E$tado. Os INGOVERNÁVEIS devem manter um Pacto de SOLIDARIEDADE ATIVA, pois, A LUTA CONTINUA! Liberdade de organização aos trabalhadores! TODO AQUELE QUE PUSER AS MÃOS SOBRE MIM PARA ME DOMINAR E ESCRAVIZAR EU DECLARO MEU INIMIGO.

CONTRA A FARSA ELEITORAL! BALANÇO PARCIAL DA CAMPANHA NACIONAL PELO VOTO NULO DE PROTESTO EM SÃO PAULO http://www.facebook.com/video/video.php?v=3688567463757&saved A partir do Calendário de Lutas, tirado no IV Congresso Operário Brasileiro (IV COB), a Federação Operária de São Paulo (FOSP) – Seção da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), a Confederação Operária Brasileira (COB) no estado de São Paulo – lançou a Campanha Nacional Perlo Voto Nulo de Protesto na manifestação de 1º de Maio. Dessa forma, em paralelo com as atividades desenvolvidas pelas Seções da COB/AIT em Minas (FOM), Rio Grande do Sul (FORGS), Santa Catarina (FOSC), Sergipe (FOSE) e Bahia (FOB) no jornal da FOSP/COB-ACAT/AIT, o A PLEBE, e no Manifesto de 1º de Maio faz denuncia contra a FARSA ELEITORAL. A partir de então iniciamos, em conjunto com a rede de Fã-Clubes raulseixistas, a chamada para a tradicional Passeata em Homenagem a Raul Seixas. Em diferentes níveis de intensidade, durante junho/julho/agosto foram sendo colados (destruídos e recolocados) 500 cartazes, distribuídas 3.000 filipetas, 2.000 exemplares do A PLEBE 73 e confeccionados 3.000 adesivos. Todo esse material culminou com a manifestação da Sociedade Alternativa, em homenagem a Raul Seixas, com mais de 5.000 pessoas nas ruas de São Paulo na noite que marcava o início da propaganda eleitoral obrigatória, no dia 21 de Agosto. A partir daqui começamos a 2ª fase da Campanha, intensificando a propaganda. Com a confecção e colagem de mais 500 cartazes, do clássico ‘a merdinha’, e outros 500 cartazes da COB/AIT (ANULA O VOTO) intensificamos a Campanha localmente e ao nível regional, também propondo e realizando DIAS NACIONAIS DE PIXAÇÃO PELO VOTO NULO. Com a confecção 5.000 cópias de filipetas/Manifesto Pelo Voto Nulo (PÃO, ELEIÇÃO E CIRCO) – que já tinha sido divulgado no A PLEBE 73 – realizamos manifestações locais (como a Festa da Primavera do Pq, Santo Dias/Capão-Redondo, o GERMINAL) preparando e chamando a Manifestação no centro da cidade para o dia 29/09, a uma semana das eleições. A CAMINHADA PELO VOTO NULO - com minicomícios, panfletagens e colagens - chamou a atenção da cidade, dos cabos-eleitorais e policiais e do povo em geral – de quem tivemos apoio generalizado. Saindo da Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Patriarca, Rua São Bento/Av. São João, Largo do São Bento, Florêncio de Abreu, 25 de Março, Barão/Mercado Municipal, Luz, Praça da República e da Sé. Essa manifestação impulsionou e espalhou a Campanha Pelo Voto Nulo para todas as regiões da cidade. Várias cidades do interior (São José, Taubaté, Ribeirão Preto, etc.), da Baixada Santista (Santos, Guarujá, Peruíbe, Itanhaém) e da Grande São Paulo (Osasco, Poá, Embu, Taboão, Itapecerica, Campo Limpo Paulista, Perus, Diadema, etc.) foram sendo atingidas pela Campanha. Para a reta final do 1º turno foram confeccionados mais 500 cartazes (se organize e lute: filie-se a FOSP/COB-AIT Pela Autogestão Generalizada) e mais 2.000 cópias do Manifesto e outros 3.000 adesivos. Entendemos que a Campanha teve um saldo altamente positivo, não só pelos índices alcançados, mas principalmente, por termos nos mostrado publicamente e difundido a imagem de uma organização operária autônoma frente aos partidos e aos patrões. Uma proposta de organização livre e revolucionária a serviço da classe trabalhadora, para ungir o lema: “A emancipação da classe obreira será obra da própria classe obreira.” Mantemos a Campanha com o mesmo ímpeto, indo agora para o 7º mês nesse 2º turno. Avancemos a luta revolucionária com o estímulo a auto-organização operária através da COB/AIT. - PELA AUTOGESTÃO GENERALIZADA! - LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO PARA OS TRABALHADORES! - VIVA O COMUNISMO LIBERTÁRIO! - LONGA VIDA A COB-AIT! A VITÓRIA DA REJEIÇÃO (parte 2) Números absolutos PORCENTAGENS RELATIVAS TOTAL DE ELEITORES 8.619.170 100,00 VOTOS VÁLIDOS 6.128.657 68,74 VOTOS EM BRANCO 381.407 5,43 VOTOS NULOS 516.384 7,35 ABSTENÇÕES 1.592.722 18,48 INDICE DE REJEIÇÃO ELEITORAL 2.490.513 31,26 SERRA (PSDB) 1.884.849 votos válidos 1.884.849 21,86 HADDAD (PT) 1.776.317 votos válidos 1.776.317 RUSSOMANO (PR) 1.324.021 votos válidos 1.324.021 15,37 Carlos Giannazi (PSOL) 62.431 votos válidos 62.431 0,72 Ana Luiza (PSTU) 12.823 votos válidos 12.823 0,15 ANAI CAPRONI (PCO) Anaí Caproni 1.373 votos válidos 1.373 0,01 Isso Remete A Questão Do Significado De Tudo Isso, E, Mesmo, No Que Isso Nos Interessaria? À luz desses números vemos que as oscilações ocorridas no último mês antes da eleição, com a ascensão relâmpago do candidato do PRB, que vendia a legenda – historicamente ligada a falcatruas -, como se coisa nova fosse, fizeram com que o povo o identificasse como uma alternativa às posições históricas – PT, PSDB, PMDB, PFL, PDS, PL, PP... Mas à medida que os fatos se esclareciam, como subiu, despencou. O fato só mostrou que nenhum dos partidos que se apresentaram convenceram a classe trabalhadora a ter mais de 25% de apoio isoladamente. Isso mostra claramente, independente do candidato que ganhe no segundo turno, NENHUM PARTIDO TEM REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA E SOCIAL para governar. O REI ESTÁ NU! A ditadura da burguesia, escondida sob a máscara eleitoral da democracia representativa, está clara para todos – ainda que não tenha ainda atingido a maioria absoluta (50%+1). Mas quem pensa em evolução é o reformista, que constrói suas vitórias sobre ‘pequenos avanços’, sem entender que é no tronco que tá o coringa do baralho. O que nós vemos, e que já mencionamos em outras crônicas sobre a Campanha Nacional Pelo Voto Nulo de Protesto da COB/AIT, é o desencanto e a dor contida das pessoas, prestes a se manifestar em ação, mas que não vê alternativa viável ou organização para a luta. É sempre mais fácil falar que a culpa é do outro. Evita o aperto de mão de um possível aliado. Mas os que se encontram dispostos a revolucionar, de forma libertária, o mundo e suas vidas devem dar o exemplo de diálogo e unidade na ação. Visando reforçar, no segundo turno, a rejeição CONTRA A FARSA ELEITORAL, mas abrindo espaço para a discussão de alternativas, na auto-organização, no federalismo, no respeito às diferenças e autonomias, na proposta de auto-organização – como faz a COB/AIT no movimento dos trabalhadores -, no avanço do Movimento Libertário Brasileiro (MLB). O processo da revolução está em curso cotidianamente, assim como a reação fascista está viva nos porões e raízes do E$tado. Os INGOVERNÁVEIS devem manter um Pacto de SOLIDARIEDADE ATIVA, pois, A LUTA CONTINUA! Liberdade de organização aos trabalhadores! TODO AQUELE QUE PUSER AS MÃOS SOBRE MIM PARA ME DOMINAR E ESCRAVIZAR EU DECLARO MEU INIMIGO.