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MERCADONA A LUTA CONTINUA!

21:08 @ 02/02/2009

 

 

Nuevo piquete en Mercadona en solidaridad con Mª Jesús

Para el pasado sabado 24 de enero el SOV de Cádiz se concentró en las puertas de un supermercado de Mercadona de San Fernando . La acción prevista por el despido de Patricia trabajadora despedida de un supermercado de Cádiz y MªJesús compañera del SOV de Huelva despedida recientemente.Aunque Patricia el dia antes habia resuelto satisfactoriamente su situación este SOV decidió seguir adelante con la concentración en solidaridad con la compañera de Huelva.

Se desplegó una gran pancarta y se repartieron octavillas informativas a la gente que pasaba por allí , así como clientes.

Durante la concentración se acercó una antigua trabajadora de Mercadona despedida por quedarse embarazada, aunque en el despido las causas apropiarse de 20 €.

Sobre las 18,00h se entró en el centro para informar a l@s trabajadores/as y al coordinador de la acción que ibamos a llevar a cabo así como las causas de la misma.

Los compañer@s del SOV de Cádiz, Puerto Real y el Puerto sobre las 20,00h dierón por finalizada la concentración a las puertas del supermercado.

Basta ya de acoso y despidos!!

Unión, Acción, Autogestión!!

Viva la anarcosindical!!

CNT de Cádiz

 

Roteiro para a libertação SOCIAL

 

O anarquismo visa, principalmente, a emancipação do homem, de todos os seres humanos, da exploração e do domínio de uns sobre outros, seja qual for a sua forma. Os anarquistas aspiram por conseguinte, a supressão de todos os privilégios, do privilégio da riqueza como do privilégio do poder: do privilégio do bem-estar com dos privilégios do saber.

 

A riqueza é fruto do trabalho humano: do trabalho das gerações passadas e do trabalho das gerações presentes. Mais exatamente: a riqueza social é o fruto do esforço combinado de todas as gerações passadas e de todos os trabalhadores da geração presente, de modo que se torna materialmente impossível estabelecer com precisão, mesmo aproximadamente, o valor da contribuição de cada um, isto quer dizer que os trabalhadores das gerações passadas – infinitas gerações de escravos, de servos e de oprimidos, trabalham não só para enriquecer os patrões que os exploram e sustentar a miséria de suas vidas, mas ainda para nós, da mesma forma que nós trabalhamos hoje para as gerações vindouras. Todos temos direitos iguais ao fruto desse trabalho acumulado, o que nos permite multiplicar a produtividade de nosso trabalho hoje.

 

Esse patrimônio acumulado pelas gerações passadas é constituído pelo solo tornado fértil, pelos meios de produção e troca, pelos conhecimentos adquiridos através de experiências que formam hoje monopólios odiosos de uma pequena minoria de privilegiados pelo Estado e tolerados pela resignação da maioria composta pela grande massa dos oprimidos e explorados. Para sustentar esse estado de coisas os privilegiados lançam mão de persuasão e força capazes de obrigar os trabalhadores a submeter-se ao jugo de sua vontade.

 

A meta certa para a qual se devem dirigir todos os nossos atos e os nossos pensamentos são, por conseguinte, o resgate do patrimônio social acumulado pelo trabalho das gerações passadas combinado com os esforços da geração presente, para colocar esse patrimônio em beneficio de todos os seres humanos. Impõe-se, portanto, a abolição de todos os privilégios e monopólios econômicos da minoria parasitária, de forma que a terra, os meios de produção, o ar, a luz, a água, pois até isso constitui monopólio, sejam postos livremente á disposição de todos, assegurando, assim, não só a própria existência em condições dignas de se viver, mas ainda a existência das gerações futuras.

 

Só a expropriação da terra, dos meios de produção e do saber não constituem uma necessidade arbitrariamente inventada, pelos teóricos e militantes do anarquismo. É, antes, uma aspiração humana; é, sobretudo, a própria condição dos princípios de liberdade e justiça na conciliação dos interesses materiais da vida, caracterizada pelos movimentos rebeldes de todos os tempos, movimentos deturpados e aproveitados pelos privilegiados para dividir e hostilizar os povos, tornando-os inimigos e provocando as guerras.

 

Hoje mesmo, em face do abismo de misérias e de sangue em que a humanidade foi lançada pela cobiça das rivalidades dos detentores do poder, em sua disputa de privilégios e ambição de mando, cada vez mais se evidencia que a existência da humanidade está condicionada á abolição desses monopólios, odiosos e iníquos, que a condenam ao suicídio coletivo pela destruição atômica e pela guerra bioquímica.

 

Guardião feroz, insaciável, violento, implacável de todos os privilégios e monopólios que impedem os trabalhadores de terem livre acesso nos meios de produção e ao gozo dos benefícios da riqueza social, é o Estado aparelhado de todos os meios materiais, morais e científicos que deveriam pertencer á sociedade.

 

O Estado pretende ser a própria sociedade, e, em nome desta, oprime, massacra, bestializa e aniquila os seus componentes. Mas, quer a sua ação se desenvolva em nome de Deus ou dos homens; quer se diga liberal, democrático ou socialista; absoluto ou constitucional; monárquico ou republicano, a função do Estado é sempre a mesma: perpetuar a escravização das multidões que trabalham e produzem em proveito das minorias privilegiadas, as quais podem formar uma classe autônoma, constituída pelo capitalismo, como no Brasil, nos Estados Unidos, etc., ou formar o conjunto integrante da burocracia estatal, como na União Soviética e nas autocracias orientais. Em todas os casos, seja qual for sua estrutura, o Estado se considera depositário dos destinos da coletividade, confundindo e identificando os interesses e a fortuna da sociedade com os seus próprios interesses e fortuna.

 

Enquanto existir o Estado, enquanto os oprimidos cultivarem ilusões com relação ao Estado, resignando-se ao seu jugo e obedecendo as ordens dos potentados, os meios de produção e de consumo, a terra, o ar, a luz, os conhecimentos e, por conseguinte, a riqueza e o bem-estar, continuarão sendo monopólio da minoria privilegiada que, direta ou indiretamente, os controla; e a maioria dos produtores continuará sendo explorada, oprimida, vilipendiada; carne de canhões, campos de experiências políticas nas prisões e campos de concentração.

 

Abolir o Estado, abolir o próprio princípio de autoridade do homem sobre o homem é, por conseguinte, condição essencial para abolição dos monopólios e privilégios particulares da riqueza dos quais o Estado é sustentáculo através de seus presídios e de seus soldados. Nunca, como agora, neste momento de profunda crise das instituições sociais e da própria consciência humana, se torna tão evidente que o Estado, em todas as suas formas e manifestações, constitui o obstáculo irreparável á existência da paz entre os homens e dos povos, que desejam retornar às suas atividades na vida civil, que desejam e precisam trabalhar para o engrandecimento da espécie.

 

É essa, em traços fundamentais, a aspiração e a meta do anarquismo, que, há mais de um século, proclama a necessidade de uma transformação profunda que abale e atinja os alicerces da estrutura em que se assenta a tirania. Em torno desta aspiração se desenvolve a ação e atividade dos anarquistas, visando a meta de seus a postulados sociais: Dizer e fazer tudo o que seja suscetível de propiciar a abolição de todos os privilégios particulares, que consistem na exploração e desfrutamento econômico e no domínio político; nada fazer e nada dizer que tais privilégios possam dar trégua ou consentimento.

 

No exame dos problemas particulares, na proposição de soluções concretas da nossa atividade quotidiana, na esquecemos jamais a nossa meta, que é a emancipação integral dos seres humanos, do patrão que os explora, do governo que os oprime, do padre que os engana e embrutece. Precavemo-nos sempre de dizer ou fazer coisas que ao patrão, ao governo e ao padre possa dar conforto, alento e vida, tendo em conta que nossa trilogia sinistra se apóia a estrutura social do regime que escraviza e mantém os povos na miséria, que estimula ódios e aniquila o princípio de liberdade e justiça.

 

Esse é o roteiro que os anarquistas escolheram para a sua luta pela transformação libertária da sociedade.

 

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Artigo retirado da A Plebe, 15 de dezembro de 1947 - Digitado pelo Coordenação de Imprensa do Sindivários Campinas – associada a FOSP-COB

Edgard Leuenroth, editor do A PLEBE, preso após a greve de 1917. Ficha policial.

Velho militante do Movimento Anarkista Diego Giménez participou da Revolução Espanhola, tomando parte na Coluna de ferro, a Coluna Durruti, da CNT/AIT. Depois foi exilado e mantido nos Campos de Refugiados na França. Posteriomente invadida pelos nazistas a França não podia oferecer segurança aos exilados anarkistas que fugiram dos 'campos' e inicaram o que veio a ser conhecido como a "Resistência Francesa", que serviu de modelo a todos os grupos de resistência na Europa ocupada pelo fascismo. Foi preso pelos nazistas e mantido em Campo de Concentração, sendo llibertado no final da guerra, sendo testemhunha, na carne, dos horrores nazi-fascistas.

Chegou ao Brasil no final da década de 50, rapidamente se unindo ao Movimento Libertário Brasileiro. Hoje com mais de 90 anos, mantém sua lucidêz e espírito de luta.

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Enfoque sobre a CNT, FAI e JJLL por Diego Giménez Moreno

1)FAI e JJLL: Precedentes históricos (até junho de 1936).

FAI – Federación Anarquista Ibérica – Foi constituída no ano de 1927, num encontro de um

grupo de anarquistas espanhóis e portugueses em Valencia, Espanha, com a finalidade de reunir o

Anarquismo Ibérico e era formada por grupos de afinidade.

Na Espanha considerava-se que esse movimento também reforçava o Anarco-sindicalismo.

JJLL – Federación Nacional de Juventudes Libertárias – Foram organizadas durante a 2a

República Espanhola de 14 de abril de 1931, reforçando junto com a FAI e CNT, a luta contra o

sistema.

CNT – Conferación Nacional Del Trabajo – Tanto a FAI quanto a JJLL, militavam na CNT:

como trabalhadores eram filiados. Militavam nos sindicatos como trabalhadores ou como

produtores.

Os Ateneus Libertários que se formaram na época, eram os Centros de Cultura ativados na

sua maioria pelos jovens, que mantinham viva essa cultura. Havia vários Ateneus Libertários em

cada cidade. Dentro deles aconteciam palestras cotidianamente. Em alguns foram criadas Escolas

Racionalistas. Era um movimento amplo: tinha vida própria. Cotidianamente realizava-se Teatro

Amador.

Organizavam-se “Ciras” (Pic-nic). Às vezes juntavam-se grupos de uma e de outra cidade.

Como Barcelona estava cercado de montanhas, bosques e existiam mananciais de água pura,

sempre fazia-se parada num dos mananciais para saciar a sede. Os jovens na maioria não

fumavam e nem bebiam. A vida vegetariana tinha campo neste meio. Aproveitava-se o tempo.

Além da troca de idéias entre pequenos grupos, sempre se usava um livro que alguns tinham lido

e outros não e faziam-se comentários sobre o livro. Falava-se também sobre momentos que

estávamos vivendo: o problema social. Havia debates.

Nas Juventudes Libertárias não se descriminava a mulher. Havia uma grande parte de

mulheres que participavam.

Concluindo, os debates, o livro comentado, a discussão dos jornais que se publicavam na

época, a colaboração que todos davam para manter esses jornais, trazia como conseqüência que

sempre estávamos informados sobre os problemas políticos e sociais.

Participei de uma “Cira” no dia 10 de maio de 1932. Reuniram-se 5000 pessoas. Naquele

tempo eu já namorava e levei a namorada que só podia vir desde que acompanhada pelo irmão

menor. Formaram-se vários grupos. Era um bosque. Alguns preparavam a paella. Os que já

tinham inclinação pela alimentação naturista, formavam outro grupo e mais afastados um grupo

de nudistas.

Naquele dia tiramos uma fotografia com um amigo e companheiro de sempre, Fernando e o

seu cunhado. Essa foto foi destruída pela minha mulher quando estourou a ditadura de Franco,

com medo de represálias.

CNT, FAI e JJLL, as três juntas, cumprem a sua missão histórica.

Enfocando do ponto de vista social, eu só posso dizer que somente o Movimento Libertário

é capaz de resolver os problemas sociais.

Olhando a panorâmica política de qualquer parte do mundo de hoje, administrado por

políticos de diversos partidos e diversas formas de governo, nenhum resolve os problemas do

povo. Aqui no Brasil e na América do Sul, podemos ver que só há miséria e desemprego.

Sabemos que na Europa, 1o mundo, também na Espanha por exemplo, a vida está um pouco

melhor, não é como era antes mas também há desemprego. Só que o desemprego lá, assim com

na França, tem o salário desemprego por 24 meses, coisa que aqui estamos longe de conseguir

esse beneficio.

Com a moeda espanhola, peseta, nos anos 90, comprava-se US

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,00 com 90,00 ou 95,00

pesetas, hoje precisamos de 150,00 pesetas para comprar US

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,00. Também o salário mínimo

não cobre as necessidades do individuo.

2)Como a FAI e JJLL observavam os acontecimentos históricos internacionais

(Revolução Russa, II Guerra Mundial etc)?

Quanto à Revolução Russa que começou em 1917, trouxe esperança para os trabalhadores

do mundo inteiro, na época. Tanto assim que a CNT passou a fazer parte da 3a Internacional por

motivo de que o Comitê Superior haviam se infiltrados alguns comunistas. Nunca tiveram

organização sindical, então sempre procuravam um meio de fazer sua escalada.

A CNT em 1922, nomeou Angel Pestaña que pertencia ao ramo metalúrgico. Foi mandado

à Rússia com outros dois que pertenciam a outros partidos catalães. Naquela época era o

capitalismo que não deixava passar. Não queria que vissem o que acontecia lá. Não havia o

“Telou de Acero” mas havia os capitalistas que não deixavam ver o que acontecia lá dentro. O

único que pôde passar foi Angel Pestaña. Os outros dois não puderam passar. Ele conversou com

Lênin e ele fez uma exposição a Lênin sobre o que estava acontecendo.

Na volta, escreveu o livro “14 dias na Rússia”. Neste livro ele coloca uma das coisas como

exemplo: “Agora lá não tem mais trem com vagão de 1a Classe ou vagão de 2a Classe, e sim

assento duro e assento macio. Não mudou nada”.

Posteriormente, sabe-se que Trotski, o Comissário do Exercito Vermelho, foi combater e a

acabar com a Revolução Nestor Makno que era uma Revolução Libertária em Ucrânia, capital

Kiev1.

A II Guerra Mundial, 1 de setembro de 1939. Nesses momentos estávamos exilados e

Franco dono da Espanha. Quando os nossos foram vencidos e muitos liquidados pelas forcas de

Franco, muitos de nós tivemos que imigrar para França.

O povo espanhol teve de seguir a pé, seja de qualquer ponto da Espanha, perto ou longe e

atravessar a fronteira.

Todos os sindicalistas Cenetistas, Faistas, todos foram para campos de Concentração de

imigrados na França. Nada mais podíamos fazer no nosso país.

Esses dias foram muito difíceis porque todos foram jogados. Não eram campos arrumados,

era apenas um espaço cercado por arame farpado e o exército francês com guardas senegaleses

para tomar conta. Neste conjunto de vencidos e derrotados, havia um bom contingente de

mulheres e crianças. Todos foram largados nesses campos com refugiados “Refugos”. Em praias

em Argelo e Bernet, ali passaram muitos dias sem água e sem alimentos. Pela manhã, apareciam

muitos mortos pelo frio e pela fome. As mulheres e as crianças forma separadas em campos

diferentes. A França não foi humanitária naqueles momentos, sabendo de antemão que tinha que

albergar toda aquele contingente de pessoas que estava fugindo de Franco.

Em Madrid, ainda estava o exército, mas como não havia mais como enfrentar as forças de

Franco foi nomeado um socialista quando os exércitos saíram para entregar a chave (simbólica)

de Madrid à Franco. Depois ele foi fuzilado. Todo o exercito que estava lá teve que abandonar

Madrid e foi concentrar-se em Alicante onde tem um porto de mar.

Em Alicante, antes que chegassem as forças de Franco, estavam esperando os navios

ingleses que levariam os mais graduados, os que tinham se comprometido mais com o

1 Para nós, esta revolução foi negativa, pois a Rússia acabou sendo um Estado forte, Ditador.

movimento político, e no movimento sindical. Ficou a promessa. Os navios não vieram e o cerco

ia-se apertando.

Os navios não chegavam e os desespero crescia. José Ularia Prada estava nesse bolsão,

diretor do jornal CNT em Madrid.

Depois que alguns se suicidaram os demais foram todos presos e muitos condenados e

muitos fuzilados. Pôde se observar que todo movimento anarquista, Confederados, Faistas e

Cenetistas, estavam nesse meio ou refugiados nos Campos de Concentração franceses.

3)Metodologia e Construção de Programas Políticos.

Nós vamos à procura de construir a auto-gestão. Isto é uma afirmação plenamente

anarquista.

Conhecemos muitos sistemas políticos em nome da democracia, outros em nome da

globalização e os problemas sociais não se resolvem. Continua existindo o desemprego, a fome

dos povos, particularmente na América do Sul e África.

O anarquismo não tem metodologia política. A principio, enquanto não houver outra forma,

são os sindicatos que se incumbem da distribuição do trabalho, da distribuição dos alimentos, das

matérias primas para a Industria e Agricultura.

Organizar-se para saber o que se produz, o que se necessita e onde deve ser distribuído. Ter

relação constante com outras localidades, províncias e regiões para organizar esse sistema de

intercambio. Não dar nem ao produto e nem as matérias primas valor de mercado e sim valor da

sua utilidade.

4)Formação política: a)Dentro da Organização, b)No movimento de massas.

a)Dentro da organização.

Segundo a teoria de Aristóteles, “política é a arte de governar e fazer leis que conduzam e

assegurem o bom andamento do Estado e a tranqüilidade e o bem estar dos cidadãos.” Como já

sabemos secularmente e os anarquistas aprenderam com a própria história que não é bem assim.

Os povos secularmente recebem pouca retribuição pelo trabalho que fazem, passando muita

miséria. Em conseqüência disso, surge o pensamento anarquista. Ex: Leon Tolstoi, um

anarquista cristão, um dos que se recusou a pagar impostos e aconselhou aos outros para que não

pagassem impostos.

b)No movimento de massas.

Não existe uma formação política e sim uma educação para estabelecer o sistema de autogestão

como foi realizado na Espanha em 1936. Orientação para administração dos sindicatos.

Saber a finalidade e a força que eles tem. Edição de jornais e revistas que preparam os sindicatos

que vão enxergando um futuro melhor. Com essa preparação chegamos a 19 de julho de 1936 e

tivemos a oportunidade de autogestionar a agricultura e a industria. No curto tempo que durou

essa situação, ficou demonstrado que o próprio operário sabendo que trabalhava para ele e não

para o patrão, motivado, passou a produzir mais. Nesse período, tanto na indústria como na

agricultura, a produção aumentou 40%. Mesmo considerando que houve falhas de alguns

operários que não tinham percebido as vantagens de trabalhar para nós e não para o patrão.

Muitos patrões fugiram e deixaram a empresa abandonada. O que nos íamos fazer? Não

tivemos que pensar muito. Foi formado um conselho de administração em cada industria que se

encontrava nessa situação. Esse conselho podia ser formado por um elemento de cada seção,

aquele que conhecia o andamento da seção, sabia o que se produzia e a matéria prima que se

necessitava.

Na agricultura era indicado aquele que estava acostumado a semear para plantar o trigo, o

milho ou a beterraba, a azeitona, a batata etc...

Sempre há um grupo de carpinteiros, há os sapateiros e assim por diante.

Pode ser que estamos no tempo de colheita da azeitona ou da uva e participa do conselho

quem entende.

As cidades passaram a ser administradas pelo próprio povo. Foi destituída a Prefeitura de

suas autoridades, passou a ser município livre. Em assembléia geral de todo o povo, era nomeado

um secretário e mais 2, 3 ou 4 elementos a mais que ajudavam. Este número era de acordo com o

tamanho do município. Estes ajudantes acompanham os outros no canteiro de trabalho.

Esse secretário tem ligação com outras cidades do Estado e ele está informado do que se faz

nas outras cidades, o que se fabrica, o que se precisa e o que está sobrando.

Um dos pontos interessantes é que nesse sistema é que não há desemprego. Todos

trabalham. Em algumas localidades ainda circulava o dinheiro. O trabalhador, o pai de família,

recebe pelo número de membros que tem sua família, em espécie ou em dinheiro (onde ainda

circulava). Cada um tem uma carta ou carnê que justifica que está trabalhando. Assim evita que

aquele que não trabalha receba. O que não trabalhava, não recebe alimentos, nem roupas, nem

calcados etc...

Foi criada uma Cooperativa de produção e outra de distribuição.

Na sala de reuniões havia um quadro-negro onde se colocavam os nomes dos companheiros

trabalhadores, com as diversas tarefas que tinham que ser feitas.

5)Articulação: a)Política de alianças nos movimentos sociais de classe; b)entre

anarquistas; c) com socialistas; d)com marxistas.

A CNT sempre quis fazer alianças com a UGT mas somente foi conseguida uma vez, na

revolução de Astúrias, em 6 de outubro de 1934. Foi feita uma aliança e havia socialistas e alguns

comunistas. Depois disso, resultou a sigla UHP, Unión de Hermanos Proletários. Essa revolução

durou 15 dias até a chegada das tropas do governo.

Antes disso, havia o interesse em fazer um Congresso para unir todos. Aliança entre todas

as organizações operárias. Nunca chegou a ser realizado.

No dia 19 de julho de 1936, todo o povo saiu às ruas. Claro que a maioria era FAI, CNT e

JJLL, mas os demais independentes da ideologia políticos ou sociais, também se juntaram a nós.

Todos se reuniram nas ruas para defender o interesse do povo trabalhador. A aliança verdadeira

foi construída nesses dias.

Madrid era mais socialista do que anarquista, mas estavam todos juntos na luta. Também no

ataque ao “quartel de la montaña”.

O que unia era a própria necessidade. Se entrassem os franquistas, o prejuízo era para todos.

Não havia saída.

Em Cataluña, houve aliança quando o governador, presidente da República Catalana, Luis

Compagni chamou e consideramos que devia haver representantes de todos os partidos no

conselho que se formou e assim foi feito. Mais tarde eles foram traidores como mostra o 3 a 8 de

maio de 1937.

6)Propaganda (Teoria e Prática) a)Bandeira de luta; b)Ações de massa; c)Violência

revolucionária (“clandestina”).

A teoria é a Ácrata ou Libertária. É a procura da conquista das ferramentas de trabalho na

industria e no campo. Em síntese quer dizer: A propriedade comunitária dirigida e administrada

pelos próprios trabalhadores, por aqueles que sua a camisa.

Não temos bandeira de luta. Temos um símbolo que é a bandeira vermelha e preta porque

estamos em guerra social. Se não estivéssemos em guerra, não precisaríamos de bandeira. Para

que bandeira? Não somos nacionalistas. Não queremos formar uma nação e sim um mundo pelos

mesmos princípios e finalidades: produzir e viver.

Se há violência revolucionária é porque existe o capital. Se não houvesse o capital, não

haveria revolução. Não há parto sem dor. O parto da nova sociedade custa as suas dores.

A luta tem que ser clandestina. Se a lei nega o seu direito a viver, a expor-se, você tem que

se defender.

7)Organização: estrutura federativa (bases, núcleos e células).

Haviam os sindicatos por profissões. Em cada cidade haviam vários sindicatos, formando

uma federação local onde havia um delegado de cada sindicato.

Havia a federação local, depois da Comarca, depois da Província, depois da Região e depois

a Federação Nacional que unia esse conjunto.

8)Finanças/Tesouraria: como adquirir recursos: a)No períodos pré-revolucionário;

b)Durante a revolução; c)Pós-1939.

Os recursos provinham da cotização de cada filiado ao Sindicato. Havia um carnê que

continha uma folha com (12 meses) espaços para 12 meses onde eram colocados os selos

mediante a contribuição que era paga no sindicato. Também havia o selo do Comitê Nacional. A

contribuição, na época, era no total de um real. 0,25 pst. Sendo 0,10 a 015 pst a contribuição para

o (Comitê) sindicato local e o restante para a Federação Nacional. Tínhamos um carnê de afiliado

com o número.

Isto permaneceu antes e durante a revolução. Quando entrou Franco, acabou com todos os

sindicatos e partidos políticos que passaram para atividade clandestina até que puderam se

organizar de novo, mesmo que clandestinamente.

Eu voltei do exílio em 1942 e pouco a pouco os sindicatos foram se reorganizando. Eu 1947

voltei ao sindicato filiado como metalúrgico, não mais como gráfico, como representante da

Federação local. Não havia uma regularidade nem obrigatoriedade na cota, mas alguns

contribuíam voluntariamente.

9)Instancias (resolutiva, deliberativa, executiva, assembleísmo etc...).

Os sindicatos eram administrados por nós, sem interesse de ganho. Haviam reuniões

quinzenais ou mensais de sindicatos e militantes, para tratar de problemas locais: alguém que

tinha sido despedido ou alguma greve ou alguma circular que tinha vindo da federação nacional

em caráter consultivo etc...

Os assuntos eram debatidos para depois ser manifestada a conclusão. Isso mantinha os

militantes informados.

O comitê nacional coletava todos as informações e depois de analisado e colhida a opinião

de todos, tomavam as medidas que eram informadas através de circular para todos os sindicatos.

Durante a Revolução as reuniões eram feitas com o próprio povo para debater e achar a

solução. Assembléias locais e imediatamente sabia-se o que fazer, qual o trabalho, qual a atitude

ou determinação, levando-se em consideração que cada Bairro tinha as suas necessidades e fazia

as suas assembléias. Quer necessidade de moradia, falta de água ou qualquer outro problema

daquela comunidade. No conjunto de todas as assembléias de Bairros, Aldeias, Cidades,

províncias e regiões. Sabíamos o que tínhamos em mãos e o que precisávamos fazer. Se houvesse

necessidades da nomeação de alguém para determinada função. Essa eleição era feita

publicamente, na assembléia.

10)Ideologias (conceitos-guia e ferramentas de luta).

Conceitos de acordo com a idéia libertária pois a Revolução era libertária.

Em todo aquela zona que se chamava republicana partimos para a implantação do

Comunismo Libertário de forma como nós entendemos, com a socialização de todas as riquezas

que estavam em nossa mãos, indústria e agricultura. Passamos a por em prática o que hoje se

chama auto-gestão. Depois do dia 26 de julho, voltamos ao trabalho todos os que não éramos

mais necessários na rua. Permaneceram na rua com fuzil pendurado ao ombro, para manter o

controle da situação, apenas um número necessário. Assumimos o controle de indústrias e

também na agricultura mediante Conselhos de Administração. Esses Conselhos eram formados

em Assembléia Geral na indústria ou na agricultura em cada município, sempre por

companheiros que tinham capacidade. Na indústria, por exemplo, os trabalhadores sabiam a

matéria prima que se necessitava e conheciam o produto que se fabricava. Na agricultura

também.

11)Coletivizações (no desenvolvimento próprio das contradições): a)Formas de

organização; b)Limitações encontradas.

Coletivização que hoje chamamos de auto-gestão, ou socialização,é a mesma coisa.

A coletivização representa que os povos coletivamente organizam um novo mundo, uma

nova sociedade.

A socialização representa que os povos tomam conta ou fazem-se donos das ferramentas

industriais e do campo. Por isso existe a foice e o martelo como símbolo. Assim chegamos ao

ponto em que tudo o que se produz, não importa o que, tudo o que é necessário para-a

sobrevivência fica para o produtor para o próprio povo em conjunto. Um exemplo é o que a

natureza dá para nós. Também as formigas todas trabalham sem olhar se uma faz mais ou menos

viagens. Mas todas se esforçam para levar alguma coisa para o celeiro. Dessa maneira- ela podem

conseguir preencher todas as necessidades tal como a natureza da vida está exigindo. Isto é um

exemplo de que os trabalhadores produzimos toda a riqueza do mundo, ou o que a natureza dá

para nós sem cobrar nada e o homem deveria aprender com isso. E ainda, insistindo neste

propósito de sobrevivência, vamos fazer uso de um mandamento: Ganharás o pão com o suor do

teu rosto. Esse mandamento está escrito para o mundo todo, todo sobrevivente, não só aquele que

trabalha mas para aquele que não faz nada.

12)Imaginário social (como o povo recebia a FAI e a JJLL).

Os três setores que formavam o Anarco-sindicalismo: CNT-FAI e JJLL.

CNT-formada em 1910, em outubro ou novembro. Com mais de meio século de atuação e

propaganda. Há muitos jornais e muitas revistas, muitos mesmo e bons.

Até julho de 1936, no meio operário, já haviam muitos simpatizantes, já tinha 2.000.000 de

filiados numa população que era de 25.000.000 de habitantes e a força de trabalho era de

14.000.000. Temos que contar que dentro dos meios operários havia uma Central Sindical

chamada UGT, sindicalismo dos socialistas e que tinha 1.500.000 de filiados. FAI- Federación

Anarquista Ibérica e JJLL- Juventudes Libertárias formada durante a 2a República espanhola.

Todos do movimento libertário, pois todos eram filiados à CNT que era libertária.

13)Um corpo com três cabeças (Durruti, Ascaso e Garcia Oliver).

Não eram três cabeças isoladas. Elas formavam parte do conjunto do movimento libertário

espanhol. Haviam outras cabeças que não chegavam à altura deles mas também faziam o seu

trabalho. Era um tecido social eficiente. Se o conjunto libertário não fosse acompanhado pelo

povo na sua totalidade, as três cabeças não significariam nada.

Cada um cumpre a missão conforme a capacidade que ele tem. Que teria Durruti se não

houvessem as milícias? Que teriam feito as milícias sem os que estavam nas indústrias fabricando

roupas, calcados e armas? Tudo isso não é motivo eu não pretendo tirar o seu valor.

Durruti não era um intelectual era um lutador. Quando falava na tribuna o povo

acompanhava. Todos o admiravam. Não usava de retórica, era prático. Ascaso também era

admirado.

Tem uma passagem dessa historia em que Durruti, Ascaso e mais 100 homens, foram

levados para África Equatorial (protetorado espanhol).

Eram 100 homens mineiros que se levantaram contra a Republica. Foram levados para lá

Durruti e Ascaso, como castigo pois eles não eram mineiros mas eles defendiam as

reivindicações dos mineiros. O navio estava no Porto de Barcelona e o nome dele era “Buenos

Aires”. Essa condenação provocou uma onde de greves na Espanha toda. Em Sabadell, Ulauresa

(cidades industriais), em Valencia etc... Essas greves foram feitas pelo povo em geral em sinal de

protesto. Não sei se foi nessa ocasião que Garcia Oliver foi preso numa cadeia em Barcelona e os

castigos que recebeu foi tão cruéis que chegou a urinar sangue. Os sindicatos de Barcelona

fizeram protesto.

14)O papel da FAI e da JJLL: a)formas de aproximação e incorporação de militantes;

b)o anarquismo como elemento social e de classe.

a)Todo o trabalhador da industria, da agricultura ou intelectual, explorado, vinha e se filiava

ao sindicato para defender em conjunto o seu interesse: formar uma força maior.

Os livros ou revistas que escreviam os intelectuais serviam para abrir os olhos.

O interesse pela causa faz com que não fosse um simples cotizante, mas forma-se parte do

processo de escola de militantes. Ia aprendendo e cada vez mais ia despertando o interesse,

podendo participar da Junta de Administração do sindicato.

b)O anarquismo é uma filosofia de vida que está no meio operário e mediante o discurso e

propaganda em todos os sentidos vai ganhando prosélitos.

O anarquista sozinho não faria nada. Ele precisa do povo.

O anarquismo procura o explorado para abrir-lhe os olhos e mostra uma tábua de salvação.

Procura os que têm fome, ou não tem casa ou não tem terra para trabalhar.

15)Diante do inimigo de classe.

O inimigo de classe é o patrão. Se o patrão te explora, dá pouco salário para você alimentar

a sua família, põem você na rua quando ele quer, então que fazemos? Apresenta-se a

oportunidade de unir todos os trabalhadores, formar uma força única e lutar juntos contra essa

exploração. Até agora, nunca vimos e nem existiu outra saída.

16)O povo em armas.

Chegou a hora em que o povo estava sendo atacado então teve que se defender. Houve um

levantamento militar contra a República. O povo teve que se defender quase sem armas, que os

poucos foi conquistando. Uma vez de posse das armas, foram direto implantar a sua ideologia:

socializar as riquezas. Era uma promessa feita no dia 24 de abril de 1931 por aqueles que

consideravam que não tinham ajudado a implantar República, mas se um dia a República

estivesse ameaçada, eles defenderiam.

17)A Coluna Durruti.

a)ano de formação:

formou-se em 1936, poucos dias depois de ter terminado a luta na rua, formaram-se as

milícias; no mesmo mês de julho. Apareceram muitos voluntários mas nem todos puderam sair

porque não haviam armas para todos. Eram no começo 6.000 e depois foram agregando mais.

Mais adiante, formou-se uma divisão com três brigadas, a 19, 20 e 21.

b)características políticas:

era exclusivamente social, revolucionária. Eram milícias formadas por voluntários para

atacar o inimigo, conquistar as terras que estavam nas mãos dos franquistas. Porque o exército

tinha muitos inimigos e não foi considerado, foi desfeito. Essas milícias com Durruti foram de

encontro com o inimigo em Aragon. Saíram de Barcelona depois de um desfile de despedida.

Foram de trem ou caminhão.

c)formas de organização:

a coluna estava formada em centúrias e em cada dez indivíduos havia uma espécie de cabo.

Saiu com Durruti um militar de confiança. Foram abrindo caminho e no percurso outros foram se

agregando e também seguiam com eles ambulâncias, viveres e armamento.

Os responsáveis pelos pequenos grupos de milícias, reuniam-se para ver a melhor maneira

de atacar o inimigo, distribuindo o pessoal nos pontos estratégicos. Cada grupo tinha uma missão

determinada sempre num conjunto de esforços.

d)onde atuava:

Na região de Aragon, chegando quase as portas de Saragoza..

e)Ano de ingresso na Coluna (Diego Gimenez Moreno):

Em setembro de 1937.

f)discussões sobre ações políticas de massa:

Não havia. Havia discussão de tática, de objetivo e de avançar, de ir em frente e derrotar o

inimigo. E reivindicar as armas que precisávamos. Cada vez eram necessárias armas mais

eficientes, coisa que não recebíamos. O governo não se interessava. Éramos apenas o povo.

g)violência revolucionária:

Não se faz revolução sem violência. As guerras são violentas. Enquanto fabricarem armas,

haverá violência. Fabricam-se armas para armar exércitos que depois temos que combater.

Se foi morto algum capitalista, algum patrão que tinha se portado mal com os trabalhadores,

pagando mal, perseguindo e as vezes mandando fuzilar, por outro lado, os republicanos eram

perseguidos e apenas por ter um carnê do sindicato, ele fuzilavam.

As revoluções Russa e Francesa também foram violentas.

O desemprego, não ter moradia, a criança que passa fome também é violência.

Para que se fabrica fuzil?

Não haverá violência quando se permite uma vida com dignidade.

h)Disciplina:

Não existia na forma convencional, vinda de um superior. A única disciplina que havia é

que estivesse combatendo para uma vida melhor. Não havia ninguém que a impusesse. Era a

própria necessidade e a determinação pela qual você estava lá. Quando tinha uma tarefa a

executar, você não podia abandonar ou desistir. Pois para isso você tinha se incorporado as

milícias.

i)Formação política dos (militares) militantes:

Não havia formação política. Haviam escola ou ensino informal. Quem sabia mais ensinava

aos outros.

j)Construção do conhecimento na prática:

Conforme você vai conquistando terreno, você vai fortalecendo a capacidade de executar.

18)Como aplicar os conceitos da Revolução Espanhola nos dias de hoje? O que deve

ser revisto?

A Revolução Espanhola ainda se considera valida. Todas as Revoluções que aconteceram

tiveram as suas falhas. O homem não é um ser supremo que consiga executar a obra ao pé-daletra,

ao que concerne ao seu pensamento ou seu sentimento.

A Revolução Espanhola foi uma conquista do povo espanhol em procura de uma sociedade

igualitária. Se alguns dos que participaram, as cabeças mais brilhantes falharam, o povo sedento

de liberdade e justiça, realizou aquela obra que fica permanente para todos os outros que possam

acompanhar e fazer melhor. Ainda se alguém falhou na sua missão na qual estava comprometido,

no conjunto, depois de tanto tempo que já passou, eu não me sinto com direito de julgar. Os que

venham atrás que recolham esse exemplo do povo espanhol e se há falhas que procurem corrigilas.

A situação do povo hoje mostra que está incapacitado. Não podemos comparar com o povo

espanhol naquela época. O povo não está preparado. A maioria não sabe o que é uma revolução

social. Nem tem interesse de se preparar, ficando descartada a possibilidade do caráter de

revolução.

A tarefa dos libertários que são poucos e naquela circunstância eram numerosos, é falar

boca-a-boca no Bairro, nas reuniões para que o povo aprenda a saber o sentido daquela

revolução.

Temos que nos desprender dos costumes de hoje que não são sadio. Não estamos

defendendo os nossos interesses e sim o do capital. Temos que fazer como a cobra que se livra da

pele velha para ter uma nova.

19)Há mais considerações que você gostaria de apresentar?

Durruti falou que levamos um novo mundo em nossos corações. Para conquistar esse novo

mundo não é problema de retórica. Todos aqueles que pretendem acompanhar o pensamento de

Durruti e também anseiam por um mundo melhor, não podem perder horas num bar, fumando ou

tomando cerveja. Nesse caso estamos consumindo em favor do capitalismo. Não devemos ter

muitos sapatos ou roupas etc ... em casa. Consumir apenas o necessário.

Com todos aqueles que nos acompanham nas horas do dia ou da noite, falar com o amigo

ou companheiro sobre essa idéia tão maravilhosa: “com o esforço de todos, acabaremos com a

exploração capitalista”.

FEVEREIRO ANTIFASCISTA

11:23 @ 25/02/2009

LUTE CONTRA O FASCISMO E A IGNORÂNCIA!                                                                              E o século XXI chegou, cheio de promessas e modernidades.                                                                                  Todos saudaram com alegria a Era da Informática, do neo-liberalismo...                                                                                                                         Passados poucos anos percebemos: foi tudo mentira, cultivada pela mídia - controlada pelo Estado.           

Para o cidadão comum, o/a trabalhador/a, nada mudou! Quando empregado/a é mantido à rédea-curta pelo patrão, sob o eterno medo do desemprego, da sarjeta; quando desempregado/a se submete a todo tipo de trabalho, sem direitos e com baixa remuneração, no subemprego. Enquanto isso toda a classe vai perdendo direitos historicamente adquiridos, a vida humana vai perdendo valor, na crescente violência - resultado da fome e da miséria. Para calar a revolta, que cresce ao lado de tudo isso, o próprio Estado - através de suas diversas polícias - assassinam, torturam, mantém seres humanos como animais no matadouro em prisões superlotadas. E toda essa violência se dirige, principalmente, aos grupos mais frágeis da sociedade: os pobres, os sem-teto, as mulheres, os negros, os homossexuais, os desempregado/as, etc.                                                                                                                                                           
A classe operária, os trabalhadores, alvo final de toda essa engrenagem contra os seus próprios interesses de classe, se cala, se omite vendo seu irmão de classe cair no desemprego, ser discriminado, atacado, agredido, e, por fim , assassinado por rondas ostensivas da polícia, ou por grupos de discriminação e intolerância, ou na simples luta pelo pão. E os trabalhadores se calam por que estão desorganizados! Por que falsos sindicatos, controlados pelo Estado e partidos políticos, fruto de uma legislação fascista, que falam em nome da classe operária, e, como negociadores se comportam como mercadores de escravos, mantendo a/os trabalhadore/as desorganizado/as e calado/as.                                                                                                                                                              &n bsp; & nbsp;                         
Por isso estamos nas ruas no 9º Fevereiro Antifascista, para lembrar o covarde assassinato de Edson Néris, a luz do dia, na Prç. da República, por um bando de fascistas (carecas, skinheads, whitepower), pelo simples motivo de estar de mãos dadas com outro rapaz! Mesmo que depois dele milhares de outros inocentes tenham sido assassinados nos campos, nas cidades, nos morros e nas favelas, continuamos a luta antifascista, em nome da humanidade, pois somos todos iguais em nossas diferenças individuais, no final das contas.
Mas não consideramos o fascismo um fenômeno de um ou outro país, mas como um sintoma da decomposição de todo o sistema capitalista, pretendendo usar a reação feroz na defesa dos privilégios da elite: os burgueses, os opressores! Mostra disso são as Guerras Sem Fim, promovidas pelo imperialismo, como o genocídio do povo palestino em Gaza - feito pelos agentes do Sionismo, o Estado israelense.
E tudo isso fazem para calar, no proletariado, todas as aspirações libertárias. Por isso consideramos a luta antifascista uma luta contra o próprio regime capitalista - que alimenta a reação fascista desde a Revolução Russa, em 1917, quando também ocorreu uma Greve Geral em São Paulo. Os fascistas encontraram os trabalhadores organizados, sindicatos livres e revolucionários, contra as bases que do próprio fascismo: princípios reacionários, sistemas totalitários, aventureiros atrás de domínio político. E sem medo os enfrentamos então, sofrendo também no Brasil as agruras dos Campos de Concentração já na década de 20 - feitos para manter isolados os militantes da COB/AIT. Mas já em 1933 estávamos na linha de frente contra o fascismo/integralismo: a FOSP convoca os trabalhadores para expulsar os integralistas da Praça da Sé - local de manifestações operárias. A FOSP também denunciou a instituição do sindicato vertical controlado pelo Estado, se recusando a se submeter a Carta Del Lavoro, de Mussoline - adaptada por Getúlio Vargas -, antes de se estabelecer a feroz ditadura do Estado Novo, que encarcerou a todos. Anarcosindicalistas estamos denunciando todas as formas de manifestação do fascismo. Não nos calaremos até a vitória final do proletariado!                                                                                            

LUTE POR LIBERDADE E IGUALDADE!
NÃO DEFENDA A IGNORÂNCIA, A INTOLERÂNCIA!
LUTE CONTRA O FASCISMO!

Comitê de Solidariedade e Auto-Defesa Anti-Fascista

FOSP/COB-AIT INICIA O FEVEREIRO ANTIFASCISTA EM JANEIRO NA DENUNCIA DO GENOCÍDO PALESTINO EM GAZA

Inicialmente com um Manifesto contra o genocídio promovido pelo Estado nazi-sionista israelense, distribuído desde o início de Janeiro em diversos mini-comícios/panfletagens em diversas regiões de São Paulo (Brás, 25 de Março,  Pç. Ramos, Santo Amaro, Paulista, Campinas, etc) e que se intensificou no tradicional FEVEREIRO ANTIFASCISTA, em sua 8ª edição,  com a distribuição de milhares de cópias do manifesto acima em todas as regiões de SP, em muitas cidades da Grande SP (Osasco, Guarulhos, Campo Limpo Paulista, Mogi das cruzes, etc.) e de cidades do interior. Com a realização de uma série de eventos associados ao Fevereiro Antifascista, unindo todo o Movimento Libertário Brasileiro, denunciamos e lutamos cotidianamente contra os agentes reacionários do preconceito, da intolerância.

A luta continua: O FASCISMO NÃO PASSSARÁ!