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O COLETIVO LIBERTÁRIO (1985-2007 ) 22 anos de difusão do anarkismo

21 Sep 2007

 

22 ANOS DA VERDADEIRA LUTA LIBERTÁRIA

Em 1985, após anos de militância de seus ativistas no movimento
libertário, no movimento sindical, no movimento punk, no movimento
ecológico, no movimento estudantil e no movimento homosexual - em São
Paulo - decidem lançar um fanzine chamado: O COLETIVO LIBERTÁRIO.

A decisão, que já vinha amadurecendo há algum tempo, termina se
precipitando em função dos acontecimentos. Resultado da união de
diferentes grupos e indivíduos - que até então atuavam de forma dispersa -
se forma, no final dos anos 1970 - o Coletivo de Apoio ao Inimigo do Rei -
primeiro jornal pró-libertário (se declarava anti-monarquista) a surgir no
Brasil, após os anos mais duros da ditadura militar, depois que O COMBATE
SINDICALISTA, editado em Porto Alegre foi apreendido pela repressão,
presos seus editores (alguns se exilaram e retornaram clandestinamente). A
formalização do Coletivo de Apoio ao IR se deu em uma Reunião no CRUSP
invadido pelos estudantes carentes [liderados por diversos agrupamentos
anarkistas nas faculdades que já discutiam a possibilidade de formalizar a
FEL - Federação Estudantil Libertária [que teve uma vida efêmera e
clandestina]. Do Coletivo de Apoio ao IR se formaram várias frentes de
ação e os indivíduos e organizações que atuavam nessas frentes formavam
Coletivos de Atuação. Assim se fomaram o MOCUN - Movimento Contra Usinas
Nucleares -, a FEL, o Coletivo Libertário de Oposição a Estrutura Sindical
(CLOES)- que participou, com delegados e repórteres o ENTOES (Encontro
Nacional dos Trabalhadores em Oposição a Estrutura Sindical), do CONCLAT
(Congresso Nacional da Classe Trabalhadora) e do Congresso de Fundação da
CUT - quando rompemos com o movimento sindical institucional e contra a
aristocracia operária por questão de princípios - a base da central, que
propunyamos como uma federação, seriam os sindicatos atrelados ao Estado e
o PT , recém-fundado, seria a direção básica, sustentada pelo grupo
Articulação - que emergia do movimento sindical oficial como heróis da
luta contra a ditadura. Mas a máscara deles caiu: agora eles estão no
poder! Nossas teses foram comprovadas pela história!

Greve Geral de São Paulo 1917.

Mas os fatos descritos acima, acrescidos pelo fim d'O INIMIGO DO REI; pela
reabertura do Centro de Cultura Social de SP - em cujo movimento de
Reabertura tivemos ações importantes, compondo, inclusive a própria
Comissão Organizadora pró-CCSSP; o CLOES passa a se chamar de CLOS -
Coletivo Libertário de Oposição Sindical - resultado da dispersão do
ENTOES, do fator agregante do IR, da fundação recente da CUT/PT. Assim em
85, mesmo em São Paulo, estavamos dispersos em nossas próprias atividades
e organizações e começamos a ser alvos - preferenciais - da repressão
patronal. Assim o que descreveremos como 'acontecimentos na USP' foram
fatos generalizados, ainda que com suas especificidades locais, acrescidas
do fato de que na USP conseguimos reagir sozinhos e canalizar a
solidariedade do Movimento Libertário Brasileiro (MLB) por algum tempo
ainda. O fato é que passamos a ser demitidos, de forma sumária, em todos
os ramos de atividade em que eramos assalariados, a partir de 1985. Nessa
conjuntura formalizamos - com o lançamento do Zine , O COLETIVO
LIBERTÁRIO.



Agora , 22 anos depois de sua fundação continuamos mantendo a mesma linha
de ação libertária - endoçada, por consenso, inclusive-, no último grende
Congresso Anarkista Brasileiro, em 1986 - nos 100 anos do 1º de Maio. E
nos 98 anos da morte de Ferrer, nos 90 anos da Greve geral de 1917,
lançamos publicamente nosso blog de divulgação do anarkismo.

http://www.grupos.com.br/blog/ocoletivolibertario/

SAÚDE E ANARKIA!

O COLETIVO LIBERTÁRIO!
Lembre sempre: Anarkia não é bagunça!

cldvulg1985@yahoo.com.br

 

Hoje, 2010 já estamos no ar há 25 anos de lutas libertárias.