ATUALIZADO SITE DA COB-AIT
14:03 @ 07/08/2009
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Blog Humanitude
O COLETIVO LIBERTÁRIO INFORMA:
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ANARKIA NÃO É BAGUNÇA!
Carina Freitas no Brasil.
No dia 21, todos estão convocados para a tradicional passeata que vai do Teatro Municipal à Praça da Sé. A concentração no Municipal é a partir do meio-dia. No final da tarde segue pelo Viaduto do Chá, Largo São Francisco e desemboca na Sé. Este ano será especial. Espera-se a presença das três filhas do roqueiro. Simone e Scarlet, dos Estados Unidos; Vivi Seixas, do Rio de Janeiro. Vivi, a caçula, lançará um CD com dez remix de músicas do pai para sacudir a nova geração. Acorda São Paulo!
Carina Freitas, cantora portuguesa, da Ilha da Madeira, confirmou presença. Sylvio Passos a descobriu na Internet interpretando Canto para minha morte. O CD da cantora, com uma música dedicada a Raul Seixas – Alquimia –, é o brinde do livro Metamorfose Ambulante. Outra presença especial é a do americano Dan Dickason, amigo pessoal de Raulzito dos tempos de adolescência no Consulado Americano em Salvador/BA.
Algumas das bandas que na Virada Cultural agitaram o Palco Toca Raul! estão prontas para repetir a dose. Sylvio Passos e outros organizadores do evento esperam o apoio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo para repetir a homenagem de forma compacta num palco montado na Praça da Sé, dia 21 de agosto, para que a festa seja só alegria. São Paulo precisa acordar para Raul Seixas. Colocá-lo oficialmente no calendário cultural da cidade. O roqueiro adotou São Paulo, e o paulista tem Raul no coração.
excerto do artigo escrito por Mário Lucena publicado no Blog do Raul Rock Club no Windows Live Spaces [ http://raulrockclub.spaces.live.com/ ] .
O COLETIVO LIBERTÁRIO INFORMA:
dia 21 de Agosto de 2009
XX PASSEATA-HOMENAGEM À RAUL ROCK SEIXAS
Concentração 16hs nas Escadarias do Teato Municipal - Praça Ramos de Azevedo
18 hs saída da PASSEATA até a Praça da Sé
Metamorfose Ambulante
Por Juvenal Pereira
O Maluco Beleza povoou meu imaginário muito tempo. Suas letras, sua música, sua postura me deixavam ligado. Toda vez que ouço Ouro de tolo me lembro de uma pequena cobertura que eu alugava na Rua do Carmo em Salvador, perto do Pelourinho. De tarde o por de sol esquentava e acalentava minhas tardes de novo amor. Meu primeiro casamento. Em 1971 ouvia esta música no radinho de pilha sintonizado na Rádio JB do Rio de janeiro (Era uma emissora que oxigenava aqueles duros anos de ditadura) .
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…![]()
Fiquei alí pela Bahia uns três anos. O amor acabou (esgotou o prazo de validade). Mudei de praia, Um pit stop em Ouro Preto e dalí fui para Porto Alegre onde fiquei amigo de um monte de magrinhos. Depois de nove meses de sul brasileiro me mudei pra Brasília para estudar antropologia. No restaurante da 312 Norte, onde duas negras serviam uma comida gostosa, tinha uma máquina de tocar discos (jukebox). Pagava para ouvir Metamorfose Ambulante
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
E várias outras músicas me ocuparam. O primeiro show que vi foi no Festival de Rock de Iacanga nos anos 80. Raul chegou pela madrugada e bateu forte. Alguns anos depois eu e o repórter Riocardo Soares entrevistamos o Paulo Coelho num daqueles botecos da Rua Augusta perto da Av Paulista. Conheci o mago.
Raul havia mandado e estava mandando todas. Foi perdendo o vigor físico.
Em 1987 quando fiz estas fotos para o Caderno Raulzito estava lançando o LP Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum
Mamãe, não quero ser prefeito,
pode ser que eu seja eleito
e alguém pode querer me assassinar.
eu não preciso ler jornais,
mentir sozinho eu sou capaz,
não quero ir de encontro ao azar![]()
Fomos eu e o repórter Ademir Assunção na casa dele que ficava no Butantã. Imagina acordar um cantor de rock as 11 da manhã. Tudo por causa do dead line do jornal que era às 14 h. Fiz várias fotos e voltamos para o jornal. Algum tempo depois me chamam no laboratório e me dizem que os filmes velaram no laboratório. A barriga esfriou, veio uma onda de revolta mas o pensamento Zen tomou conta. Liguei pro Raul e ele concordou com novas fotos. Estava só em casa. Acho que foi melhor.![]()
Fotos © Juvenal Pereira
Dois anos depois Raulzito se mandou desta. Já encontrei muitos sósias do Raul por estas perambulações pelo Brasil e toda vez que ouvir a música Metamorfose Ambulante vou lembrar do som da juke box da 312 norte de Brasília. Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Em 21 de agosto de 1989, dois dias depois de lançar o LP a Panela do Diabo, Raul Seixas morreu vítima de um ataque cardíaco. Como dizem muitos dos seus sósias “Raul vive” mesmo depois de passados 20 anos.
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