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Historietas da América

18:38 @ 31/03/2008

Historietas da América
Por Olavo de Carvalho

Sérgio Dutti/AE Ninguém no Departamento de Estado ignora o compromisso inflexível de Lula com o Foro de São Paulo (isto é, com Hugo Chávez e o terrorismo). Mas reconhecer isso em ano eleitoral é mais do que se poderia esperar de Bush ou de Condoleezza Rice (esq).

Por aqui até crianças sabem aquilo que os cientistas políticos, comentaristas de mídia, analistas estratégicos brasileiros estão longe de poder sequer imaginar: que a verdadeira disputa política nos EUA não é propriamente entre republicanos e democratas, mas entre globalistas e americanistas , e que nada, absolutamente nada do que se passa no mundo de hoje – sobretudo nas áreas mais diretamente submetidas à influência americana – pode ser compreendido se não for enfocado nessa perspectiva.
 
Quando digo crianças, não é força de expressão. Kyle Williams é um garoto homeschooled que estreou no jornalismo aos doze anos de idade, em 2001, e manteve uma coluna regular no WorldNetDaily até 2005. Seus primeiros artigos foram reunidos no livro Seen and Heard ( http://shop.wnd.com/store/item.asp?ITEM_ID>1127 ), onde as estrelas intelectuais da ESG, da USP e da Folha de S. Paulo poderiam colher muitas lições úteis, se tivessem maturidade para isso. Certamente Williams não é a única fonte para o estudo do assunto. Só na minha biblioteca já reuni uns cem títulos a respeito, dentre os milhares que circulam nos EUA. Recomendo o livro do garoto para não sobrecarregar os cérebros dos nossos formadores de opinião com alimento mais maduro.
 
Em 2001, Williams já havia compreendido perfeitamente que, para a elite globalista, empenhada na construção ultra-rápida de um governo mundial segundo as linhas aprovadas oficialmente pela ONU, o único obstáculo considerável era a soberania americana. Daí que não apenas subsidiassem generosamente movimentos anti-americanos por toda parte, mas, internamente, investissem pesado no multiculturalismo destinado a dissolver o próprio senso de identidade nacional.
 
Passados sete anos (três desde que Williams abandonou o jornalismo, talvez por achar-se velho demais para essas coisas), as propostas jurídico-administrativas mais atrevidas destinadas a quebrar a espinha do poder nacional americano – a dissolução das fronteiras com o México e o Canadá, a submissão do governo americano ao Tribunal Penal Internacional e o Tratado da Lei do Mar – ainda encontram resistência obstinada, mas os progressos na guerra cultural são notáveis, tanto no exterior quanto na esfera doméstica, onde o simples surgimento da candidatura Barack Obama prova que o anti-americanismo explícito já tem alguma força eleitoral.
Aascensão da esquerda na América Latina teria sido impossível sem o apoio dos círculos globalistas. As relações entre o Diálogo Interamericano e o Foro de São Paulo datam pelo menos de 1993. A ligação próxima da elite “progressista” americana com a narcoguerrilha colombiana ficou mais que provada com as visitas de importantes dirigentes da Bolsa de Valores de Nova York aos comandantes das Farc ( http://www.olavodecarvalho.org/semana/060605dc.html ). E não podemos esquecer que a ocultação da existência do Foro de São Paulo , favorecendo o crescimento dessa entidade longe dos olhos da opinião pública, recebeu um potente impulso legitimador da parte do próprio CFR - Council on Foreign Relations , o mais importante think thank globalista dos EUA (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/11232002globo.htm e http://www.olavodecarvalho.org/textos/alencastro_veja.htm ).
 
Desde o fim da era Reagan, uma política comercial um tanto mais agressiva da parte dos EUA veio junto com a quase total abdicação da “diplomacia pública” e de qualquer tentativa séria de rebater as violentas campanhas anti-americanas por toda parte. Essa estranha combinação de ousadia comercial e timidez diplomática é a fórmula infalível para despertar o ódio a um país. Trinta anos atrás, os princípios e valores americanos tinham alguma presença no debate político-cultural em todo o mundo. Desde então, só o que se vê é o interesse comercial nu e cru, adornado de sorrisos lisonjeiros que só servem para alimentar suspeita. Entre os conservadores americanos, é forte a convicção de que o Departamento de Estado vem há décadas trabalhando contra os EUA e em favor da elite globalista.
 
No Brasil, ignora-se tudo, literalmente tudo a respeito desse conflito que tanto os globalistas quanto seus adversários sabem ser o capítulo mais decisivo da disputa de poder no mundo. Nas colunas de jornal, nas conferências da ESG e em círculos de discussões militares na internet, só o que encontro é um enfoque atrasado de mais de quarenta anos, no qual tudo o que venha dos EUA é interpretado como expressão direta e inequívoca do “interesse nacional” americano em luta para dominar a América Latina. Isso é de uma estupidez quase inimaginável, mas não resta a menor dúvida de que muitos que a cultivam não padecem dela pessoalmente, apenas a incutem, por esperteza, na mente dos outros.
 
Mal orientado por um fluxo de informações planejado precisamente para isso, o patriotismo das nossas Forças Armadas pode ser, de um momento para outro, transformado em instrumento do anti-americanismo continental e acabar servindo ao globalismo no instante mesmo em que imagina combatê-lo. Submetidas durante duas décadas a uma brutal campanha de desmoralização e ao progressivo desmantelamento dos seus recursos, as nossas Forças Armadas arriscam ser levadas àquele ponto de desespero no qual uma oferta de compromisso, vinda de seus mais empedernidos algozes e legitimada por pretextos aparentemente patrióticos, pode aparecer como uma tábua de salvação.
 
O duplo tratamento pavloviano dado pela elite comunista aos militares – de um lado, a difamação incessante, o aviltamento, a cusparada; de outro, a aproximação sedutora e capciosa sob as desculpas de “reconciliação” e “defesa da Amazônia” – foi calculado precisamente para chegar a esse resultado. E está chegando. Talvez não esteja longe o dia em que nossos oficiais se sintam honrados de integrar o “exército anti-imperialista” de Hugo Chávez, sem saber que, voltando o seu ódio contra os EUA, ajudam a derrubar a única barreira efetiva que se opõe às mesmas ambições globalistas contra as quais acreditarão piamente estar levantando a bandeira da soberania pátria.
 
Se um engano tão descomunal parece grotesco demais para poder transmutar-se em realidade, algumas amostras do atual pensamento militar brasileiro que circulam pela internet tendem a mostrar, ao contrário, que isso já está acontecendo. Parece mesmo que não há limites para a autodegradação compulsiva que se tornou, de uns anos para cá, o modo brasileiro de ser.
 
Ironicamente, a política mais recente do Departamento de Estado para com a América Latina concorre ativamente para levar a esse resultado. Proclamando mentirosamente a lealdade do governo brasileiro à velha aliança com os EUA e recusando-se a reconhecer a parceria de Lula com as Farc e Hugo Chávez no quadro do Foro de São Paulo , a administração Bush só reforça a credibilidade de uma das mentiras mais astutas já concebidas pela esquerda brasileira para aliciar os nossos militares: a lenda de que Lula “aderiu ao capitalismo” e está agora trabalhando para os americanos.
 
A perspectiva atemorizante da fragmentação real e virtualmente oficial do nosso território – uma parcela para o MST, outra para as comunidades indígenas, outra para os quilombolas, outra para os narcotraficantes, etc. --, que inspira tanto horror entre os nossos militares patriotas, surge assim como se fosse uma iniciativa do nacionalismo americano e não de seus verdadeiros autores, o conluio de globalistas e esquerdistas. O próprio ressentimento dos militares contra os sucessivos governos esquerdistas que tudo fizeram para desmantelar as Forças Armadas é assim voltado contra os EUA e transmutado em arma a serviço da “revolução bolivariana” no continente. Sem dúvida a esquerda nacional aprendeu alguma coisa com a máxima de Ronald Reagan: “Você pode conseguir tudo o que quiser, desde que não faça questão de levar o mérito.”
 
Na verdade, a insistência psicótica do Departamento de Estado em tratar o governo Lula como se fosse um parceiro confiável e um baluarte de resistência à onda comuno-chavista, ignorando reiteradas ações e palavras do próprio Lula que mostram que ele não é nada disso, explica-se simplesmente pelo desejo de camuflar o fracasso descomunal da política latino-americana do governo Bush. Ninguém no Departamento de Estado ignora o compromisso inflexível de Lula com o Foro de São Paulo , isto é, com Hugo Chávez e o terrorismo. Mas reconhecer isso em voz alta, principalmente num ano eleitoral, é mais do que se poderia esperar, seja do presidente americano, seja da sra. Condoleezza Rice.
 
Neste aniversário do movimento cívico-militar de 1964, não há assunto mais digno da atenção das nossas Forças Armadas.

Confirmado: España ya pasa de los 100.000 abortos y eso significa que...
 
España aborta el doble que hace 10 años; presentamos algunos datos estadísticos a los que la prensa no presta atención
 
Con unos días de retraso, el Ministerio de Salud ha presentado los datos del aborto en 2006. Datos que se basan en lo que dicen las clínicas, y que por lo tanto, como demuestra el caso Morín-Ginemedex, no recogen la realidad completa: la realidad del aborto es peor que las estadísticas.

Según el Ministerio, en el 2006 hubo en España 101.582 abortos. Eso significa,a  la luz del informe de Sanidad, que:
 

- El aborto se ha multiplicado por 2 en apenas 10 años: en 1997 hubo 49.578 abortos. Crece a un 10% al año.

- La píldora del día después no ha reducido el aborto: al contrario, el aborto ha crecido un 67% desde que empezó a repartirse la píldora postcoital (el año 2000, último sin píldora del día después, registró 60.000 abortos; en el 2001, en que se repartieron 160.000 píldoras del día después, hubo 70.000 abortos; a más píldoras, más abortos).

- La anticoncepción no ha reducido el aborto, al contrario:  que el uso de anticonceptivos haya crecido un 60% desde 1997, no ha servido para evitar que el aborto haya crecido un 100% en este mismo periodo.  [Según el estudio de 2007 del Equipo Daphne,
www.equipodaphne.es , de la multinacional Schering, que vende condones y píldoras, en 1997 usaban anticonceptivos un 50% de mujeres (y había 49.578 abortos) mientras que en 2006 los usaban el 80% de las mujeres y sin embargo no sirvió para evitar 101.592 abortos].

- Al menos 166 de los bebés nacieron vivos y tardaron unos 80 minutos en morir [según un
estudio del British Journal of Obstetrics and Gynaecology, así pasa con 1 de cada 30 bebés abortados a partir de cierta edad y según ciertos procedimientos; los datos del ministerio hablan de casi 5.000 bebés de 13 semanas o más abortados por sistemas a los que se puede aplicar esto: inyección intravenosa (360), inyección intrauterina (92), histerectomía (37), dilatación (4.480); uno de cada 30 de ellos sería dejado a morir; como dice la doctora del vídeo "Así se aborta en España" de Intereconomía TV, después de sacarlos "yo nunca los miro"].

- Se han abortado 2.000 bebés de 21 semanas o más, edad a la que los bebés ya pueden sobrevivir en la incubadora con cuidados neonatales. Con 21 semanas y media nació -y vive- el bebé Amillia, con tan sólo 284 gramos.

-Los abortos de bebés de 13 semanas o más se han triplicado en 10 años. Se abortaron 12.140 bebés de 13 semanas de gestación o más; en 1997 no llegaban a  4.000 los abortos de estas edades. (A las doce semanas, los ojos, las orejas y casi todos los órganos del bebé ya están están colocados en su sitio. El bebé tiene ya algunos reflejos: si la madre se toca el vientre el bebé lo nota y se mueve; a esta edad ya empieza a chuparse el dedo).

- Aproximadamente 2.030 bebés abortados eran intelectualmente superdotados o tenían un coeficiente intelectual superior a 130. España ha abortado a 14.500 de estos niños geniales desde 1996
(ver http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9002&PHPSESSID=fa8b05d884a7dbe2611a3b7a9b9bae77 ).

- 9.205 mujeres abortaron por tercera vez o más

-30.477 mujeres habrían tenido malestar psíquico o físico con posterioridad al aborto
(así lo declaraban un 30% de las estudiadas en la fundación pro-aborto "Salud y Familia", ver su Memoria 2006 [ver aquí http://www.saludyfamilia.es/downloads/Memoria%20IVE%202006%20Cast.pdf  ]).

- 22.350 mujeres habrían tomado la decisión "sintiéndose confusas" 
(así lo declaraban un 22% de las estudiadas en la fundación pro-aborto "Salud y Familia", ver su Memoria 2006 [ver aquí http://www.saludyfamilia.es/downloads/Memoria%20IVE%202006%20Cast.pdf  ]).

- 6.095 mujeres podrían declarar que "incluso ahora me siento mal por haber tomado esa decisión"
(así lo declaraban un 6% de las estudiadas en la fundación pro-aborto "Salud y Familia", ver su Memoria 2006 [ver aquí http://www.saludyfamilia.es/downloads/Memoria%20IVE%202006%20Cast.pdf  ]).

- 25.398 habrían sentido que abortar era una experiencia "físicamente muy o bastante dolorosa"
(así lo declaraban un 25% de las estudiadas en la fundación pro-aborto "Salud y Familia", ver su Memoria 2006 [ver aquí http://www.saludyfamilia.es/downloads/Memoria%20IVE%202006%20Cast.pdf  ]).

- Abortarían el equivalente al 17% de las mujeres que quedaron embarazadas en España (100.000 abortos frente a 481.000 nacimientos; cierto que algunos de estos abortos -de hecho, oficialmente 3.383- son de extranjeras que vinieron a España a abortar)

-Vinieron del extranjero 3.383 mujeres a abortar a España. Sólo una de ellas vino a un hospital público.

-Sólo hubo 13 abortos por "violación"

 


Lo peor de calcular estos datos es que ¡no son exactos! Las cifras del Ministerio asumen que los datos que dan las clínicas abortistas son reales. Y, como demuestra el caso Morín-Ginemedex no lo son: tiran a la baja. La realidad es peor. 

Hoy sabemos por la contabilidad del Doctor Morín en Barcelona, que sus clínicas hacían entre 10 y 15 abortos tardíos al mes, no declarados.  Por lo tanto, habría que añadir, sólo con las clínicas de Morín, unos 120 "infanticidios encubiertos", abortos tardíos no declarados. Para encubrirlos estaban las famosas trituradoras. Buena parte venía de otros países... y no figuran en las estadísticas de extranjeras que vienen a abortar a España.

El caso Morín-Ginemedex ha demostrado que los datos oficiales se quedan cortos y que
las inspecciones de sanidad han sido ineficaces durante años para descubrir los fraudes.

Por ejemplo, también se deberían investigar los 2.875 abortos por "riesgo fetal". La ley sólo permite estos abortos hasta las 22 semanas, pero el doctor Santiago Barambio de la patronal ACAI dijo en el 2006 que las clínicas de sus asociaciones hacen abortos por "riesgo fetal" de hasta 26 semanas. Él mismo lo declara en este informe, en la página 4:
http://www.acaive.com/pdf/FIAPAC%202006%203%20Roma%20Santiago%20Barambio.pdf  .

Cuando el Cardenal de Madrid, Antonio María Rouco, decía que hay un retroceso en los derechos humanos en España, estaba recordando lo que dice la declaración de los Derechos Humanos y la de los Derechos del Niño:

"Todo individuo tiene derecho a la vida, a la libertad y a la seguridad de su persona."  (Derechos Humanos, artículo 3, http://www.unhchr.ch/udhr/lang/spn.htm ).

"El niño tendrá derecho a crecer y desarrollarse en buena salud; deberán proporcionarse, tanto al niño como a su madre, cuidados especiales, incluso atención prenatal y postnatal"  (Declaración de Derechos del Niño:
http://www.unhchr.ch/spanish/html/menu3/b/25_sp.htm, principio 4).


En el 2006, a 101.592 niños y a miles y miles de mujeres dañadas por el aborto no se les aplicaron estos principios de los Derechos Humanos en España.

Uno de cada 30 fetos abortados químicamente sale vivo y tarda 80 minutos en morir
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=7999

“Son eliminados como basura”: un DVD de asociaciones provida muestra los horrores del aborto
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9411

E-Cristians pide a la consellera Marina Geli que investigue los abortos de la asociación ACAI
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9692

El reportaje danés sobre los abortos de Morín sigue sin emitirse en prime-time español
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9682

Asesorando a mujeres en riesgo de abortar: Más de la mitad abrazará a su bebé
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9255

Un psiquiatra explica su experiencia en un centro de abortos
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9725

Casi un 30% de las que abortan con dinero público lo lamentan o lo hicieron confusas
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9684

Las trituradoras de abortos del doctor Morín (30-11-2007)
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9639

Del hilo de Ginemedex al ovillo del aborto: las claves de un gran entramado (28-11-2007)
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=9621 

CNBB enfrenta debate sobre aborto
Defesa de descriminação feita pela Pastoral da Mulher Marginalizada destoa da Campanha da Fraternidade
José Maria Mayrink
A questão do aborto está levantando vozes contrárias à posição oficial da Igreja Católica na discussão sobre a defesa da vida, tema da Campanha da Fraternidade 2008, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O texto-base, cujo lema é “Escolhe, pois, a Vida”, tirado de um versículo da Bíblia, condena os métodos não naturais de contracepção e a interrupção provocada da gravidez, mesmo nos casos permitidos pela lei.

Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora da Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), que trabalha com prostitutas, escreveu e distribuiu um depoimento em defesa da descriminação do aborto. Apesar da ressalva de que se trata de uma opinião pessoal, criou constrangimento entre os bispos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, à qual está subordinada. Outro depoimento dissonante, uma entrevista de uma representante do movimento Católicas pelo Direito de Decidir, Dulce Xavier, foi cortado de um DVD feito pela Verbo Filmes, dos padres verbitas, por ordem do secretário-geral da CNBB.

“É provável que haja mais manifestações desse tipo, de pessoas ligadas a nós, como já ocorreu numa palestra do Núcleo Fé e Cultura, da PUC de São Paulo”, prevê d. Pedro Luiz Stringhini, presidente da comissão. D. Demétrio Valentini, bispo responsável pela PMM, considera proveitosa a reflexão, contanto que a Igreja mantenha a coerência. “Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”, afirma.

Bernadete, que há 17 anos trabalha com prostitutas, argumenta que “mulheres que se prostituem de vez em quando precisam fazer aborto, a despeito dos inúmeros métodos contraceptivos que poderiam escolher” e que “a criminalização do aborto não diminui a sua prática”. Ela diz agir como humanista e cristã, em defesa de mulheres que fazem aborto “em situações difíceis e clandestinas”.

Pesquisas da pastoral mostram que não é fácil para as prostitutas recorrerem ao aborto. “A maior motivação para escrever esse documento é o fato de ter convivido com grande quantidade de mulheres que, na prostituição, precisaram fazer aborto, um, dois, três e até mais de 20 abortos cada uma”, diz Bernadete. Em Tocantins, onde faz um levantamento sobre a prostituição em rodovias e barragens, a coordenadora da PMM constatou que 50% das prostitutas ouvidas em Palmas já abortaram. “Não aconselho aborto nem uso de camisinha, sou pelo planejamento familiar o mais natural possível, concordo com a Igreja em tudo, mas defendo a vida da mulher”, diz a coordenadora.

AFASTAMENTO

Essa defesa da descriminação do aborto vai custar o cargo de Bernadete na pastoral.
O mandato da atual coordenação termina em março e a nova coordenadora terá de ser afinada com a CNBB”, adianta d. Pedro Luiz.

Ele prevê o afastamento de Bernadete pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep). “A Igreja, que acolhe e apóia quem praticou o aborto, é contra a descriminação, embora saiba que considerar o aborto um crime, por si só, não resolva o problema”, diz o bispo. “A opinião de Bernadete é pessoal, mas reflete a maneira pela qual, em sua avaliação, a PMM deveria agir”, acrescenta.

Bernadete diz que a Pastoral da Mulher Marginalizada não foi consultada sobre a Campanha da Fraternidade e prevê que a equipe será cobrada sobre sua posição. “Nós, na PMM, decidimos lutar por melhores condições de vida para as mulheres em situação de prostituição, contra a exploração sexual de crianças e adolescentes e contra o tráfico de seres humanos”, escreveu a coordenadora em seu depoimento, acrescentando que também lutam por políticas públicas e ações estruturais que venham a beneficiar a vida das mulheres e de seus filhos.

“Fazer aborto para mulheres em situação de prostituição nem sempre significa que não amem seus filhos, que não gostariam de tê-los ou mesmo que gostariam de abortar a torto e a direito”, afirma Bernadete. Para as prostitutas, ela observa, “o sexo significa, na grande maioria das vezes, a possibilidade do pão”. Antes de tomarem a decisão, “muitas lágrimas rolam e se passam muitas noites sem dormir”.

D. Demétrio, que é contra o aborto e contra a descriminação, diz que “é válido o depoimento de Bernadete, pois é um grito que vem não do teórico mas de quem conhece e vive com as mulheres marginalizadas”. Como ela, o bispo afirma que há outros culpados e seria injusto apontar apenas a mulher. “O homem comete aborto toda vez que se desinteressa pela vida do filho que pôs na barriga da mulher.”

Dulce Xavier, da organização Católicas pelo Direito de Decidir, surpreendeu-se com a censura à entrevista que ela gravou para o documentário sobre a Campanha da Fraternidade. “Fomos procuradas e aceitamos dar um depoimento sobre o nossa concepção do que é defender a vida”, disse a militante. O grupo Católicas pelo Direito de Decidir defende a liberdade de decisão sobre sexualidade e métodos anticoncepcionais. “Não defendemos o aborto, mas, como somos pela descriminação, tiraram nosso depoimento do vídeo.”
 

Descriminação do aborto causa polêmica
 
Correio da Bahia
3/2/2008
 
 
SÃO PAULO - A questão do aborto está levantando vozes contrárias à posição oficial da Igreja Católica na discussão sobre a defesa da vida, tema da Campanha da Fraternidade 2008, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O texto-base, cujo lema é “Escolhe, pois, a vida”, tirado de um versículo da Bíblia, condena os métodos não naturais de contracepção e a interrupção provocada da gravidez, mesmo nos casos permitidos pela lei. Bernadete Aparecida Ferreira, coordenadora da Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), que trabalha com prostitutas, escreveu e distribuiu um depoimento em defesa da descriminação do aborto. Apesar da ressalva de que se trata de uma opinião pessoal, criou constrangimento entre os bispos da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, à qual está subordinada.

Outro depoimento dissonante, uma entrevista de uma representante do movimento Católicas pelo Direito de Decidir, Dulce Xavier, foi cortado de um DVD feito pela Verbo Filmes, dos padres verbitas, por ordem do secretário-geral da CNBB. “É provável que haja mais manifestações desse tipo, de pessoas ligadas a nós, como já ocorreu numa palestra do Núcleo Fé e Cultura, da PUC de São Paulo”, prevê dom Pedro Luiz Stringhini, presidente da comissão. D. Demétrio Valentini, bispo responsável pela PMM, considera proveitosa a reflexão, contanto que a Igreja mantenha a coerência. “Posições radicais e fechadas em torno de temas como o aborto correm o risco de comprometer a Campanha da Fraternidade, a ser lançada na próxima quarta-feira”, afirma.

Bernadete, que há 17 anos trabalha com prostitutas, argumenta que “mulheres que se prostituem de vez em quando precisam fazer aborto, a despeito dos inúmeros métodos contraceptivos que poderiam escolher” e que “a criminalização do aborto não diminui a sua prática”. (AE
 

Por Pío Moa

La abundancia y eminencia de autores de origen hispano en la Edad de Plata romana (siglo I después de Cristo) ha nutrido debates en torno a la posible españolidad de aquéllos. Américo Castro, resuelto a comenzar España en la Edad Media y en relación con musulmanes y judíos, decidió que antes de la invasión árabe apenas existía nada parecido a una "forma de vida española".
Como otros estudiosos, Castro entiende que Marcial, Séneca, etc. pertenecen en exclusiva a la cultura romana, sin relación de alguna densidad con la España real, histórica. Sánchez Albornoz rebatió esa idea con buenos argumentos, pero la polémica se centró en conceptos no fáciles de asir, como formas de vida, vividura, herencia temperamental, contextura vital, etc.
 
Albornoz recoge algunos rasgos atribuidos por Castro a la "auténtica" forma de ser de los españoles: el personalismo, visible también en sus escritores y artistas, "el estar inmerso y presente de continuo en su obra y con todo su ser. La vida y el mundo son en ella inseparables del proceso de vivirlos". Pero, al revés que Castro, encuentra esas notas –una de ellas el gusto por lo soez o indecente– en los hispanorromanos de la Edad de plata. Así, "Séneca escribía en primera persona, refería obscenidades y porquerías y hablaba de sí mismo"; "Ningún filósofo romano sintió tan clara inclinación como Séneca hacia los relatos sucios y hasta malolientes, y Marcial superó en gusto por lo rahez a los otros líricos romanos de la época augusta y del primer siglo del Imperio; notas todas que caracterizaron luego a los peninsulares".
 
Pero esos rasgos –junto con otros más elevados– aparecen también muy claramente en los itálicos, y hallamos expresiones y relatos "sucios y hasta malolientes" en el mismo Horacio, por no hablar de Catulo, Petronio, etc., siendo difícil calificarlos de más o menos raheces. En conjunto, las características del espíritu romano, pragmático y combativo, con mucho genio para la normativa y escaso para la especulación y la metafísica, se perciben con facilidad en la España posterior, debido acaso a afinidades preexistentes. Gerald Brenan distingue un carácter español a Marcial o Quintiliano, pero no a Lucano o Séneca.
 
Marcial.Pisamos terreno más firme, a mi juicio, si dejamos la consideración, no falsa, creo, pero sí nebulosa, sobre la vividura o la herencia temperamental y buscamos otras evidencias. En Marcial, por ejemplo, observamos un claro orgullo por su cuna hispana (sin dejar de sentirse inmerso en la latinidad): "Varón digno de no ser silenciado por los pueblos de la Celtiberia y gloria de nuestra Hispania, verás, Liciniano, la alta Bílbilis, famosa por sus caballos y sus armas, y el viejo Cayo con sus nieves y el sagrado Vadaverón con sus agrestes cimas y el agradable bosque del delicioso Boterdo que la fecunda Pomona ama (…) Pero cuando el blanco diciembre y el invierno destemplado rujan con el soplo del ronco Aquilón, volverás a las soleadas costas de Tarragona y a tu Laletania (Barcelona)". "Lucio, gloria de tu tiempo, que no consientes que el cano Cayo y nuestro Tajo cedan ante el elocuente Arpino, deja al poeta nacido en Grecia cantar a Tebas o Micenas o al puro cielo de Rodas o a los desvergonzados gimnasios de Lacedemonia, amada por Leda: nosotros, nacidos de Celtas y de Íberos, no nos avergonzamos de introducir en nuestros versos los nombres algo duros de nuestra tierra". "Gloriándote tú, Carmenio, de haber nacido en Corinto –y nadie te lo niega–, ¿por qué me llamas hermano si desciendo de los íberos y de los celtas y soy ciudadano del Tajo? ¿Será que nos parecemos? Pero tú paseas tus ondulados cabellos llenos de perfume mientras que los míos de hispano son hirsutos; tienes los miembros lisos por depilarlos cada día; yo, en cambio, tengo piernas y rodillas llenos de pelos; tu lengua balbucea y no tiene vigor: mi vientre, si fuera preciso, hablaría con voz más viril; no hay tanta diferencia entre la paloma y el águila ni entre la tímida gacela y el rudo león. Deja, pues, de llamarme hermano, Carmenio, o tendré que llamarte yo hermana".
 
Estas efusiones no las encontramos en la obra conocida de los demás escritores, pero es muy probable que las gentes de origen hispano formasen en Roma círculos de afinidad y solidaridad mutua, como suele ocurrir en las grandes metrópolis y ocurría con los judíos, seguramente también con los griegos, los galos, los egipcios y tantos otros. A los hispanos se les reconocía como tales, incluso por su forma de hablar el latín. Cuando Marcial llegó a Roma buscó la protección de los hispanos Séneca y Lucano, y después del trágico fin de ambos se dirigió a Quintiliano (así como a Plinio el Joven). Pese a la insistencia de Marcial en íberos y celtas, éstos y sus viejas diferencias se iban diluyendo no ya en la cultura romana general, sino en la misma Hispania, donde, recuerda Julián Marías, existían ciudades como Tarragona, sedes comerciales y artísticas de gran parte de la Península por encima de las antiguas divisiones tribales.
 
La tesis de Américo Castro choca con la evidencia de que el latín llegó a ser el español, y la cultura y la religión transmitidas por Roma la base misma de la cultura española. Sin ellas, precisamente, resultaría ininteligible la confrontación entre cristianos y musulmanes en la Península Ibérica. Podríamos discutir sin fin sobre la "contextura vital" española de Averroes o Maimónides (como la de Séneca o Quintiliano), olvidando la clarísima verdad de que los dos primeros ni se expresaron en una lengua latina ni pertenecieron a la cultura española conocida por la historia, sino, precisamente, a aquélla que aspiraba a destruirla y reemplazarla por una muy distinta, de carácter oriental. En un plano cultural –no político, va de suyo–, sí puede considerarse españoles a aquellos latinos de la Edad de Plata: integran, más bien inician, una tradición que pervive hasta hoy. Romanos pero hispanos, o hispanos pero romanos.

Link Sugerido

12:30 @ 22/03/2008

"[T]he lover of intelligence must be patient with those who cannot readily share his passion. Some pangs the mind will inflict upon the heart. It is a mistake to think that men are united by elemental affections. Our affections divide us. We strike roots in immediate time and space, and fall in love with our locality, the customs and the language in which we were brought up. Intelligence unites us with mankind, by leading us in sympathy to other times, other places, other customs; but first the prejudiced roots of affection must be pulled up. These are the old pangs of intelligence, which still comes to set a man at variance against his father, saying, "He that loveth father or mother more than me, is not worthy of me."
 

The Business Plot

12:28 @ 22/03/2008

 

The Business Plot (also known as the Plot Against FDR or the White House Putsch) was a political conspiracy from 1933. It involved several wealthy businessmen, who planned to overthrow the presidency of Franklin D. Roosevelt.

Details of the plot came to light in early 1934, when retired Marine Corps Major General Smedley Butler testified before the McCormack-Dickstein Congressional Committee.[1] In his testimony, Butler claimed that a group of men had approached him as part of a scheme to overthrow Roosevelt in a military coup. One of the alleged plotters, Gerald MacGuire, vehemently denied any such plot. In their final report, the Congressional committee supported Butler's allegations of the existence of the plot,[2] but no prosecutions or further investigations followed, and the matter was mostly forgotten.

Major General Butler claimed that the American Liberty League was the plot's primary source of funding. The main backers were the Du Pont family, as well as leaders of U.S. Steel, General Motors, Standard Oil, Chase National Bank, and Goodyear Tire and Rubber Company. The 2007 BBC radio documentary "The Whitehouse Coup"[3] alleged that Prescott Bush, father and grandfather to the 41st and 43rd US Presidents respectively, was also connected with the plot.[4]

E o mundo!

12:27 @ 22/03/2008

E o mundo!

Gustavo Corção

E o mundo? Que rumo tomará esse monstro de complexidade e de diversidade, que rosna em todos os tons a vanglória de suas conquistas, para logo, em todos os timbres gemer as misérias das mesmíssimas glórias; e o mundo? o mundo?
Lembro-me da visita que fiz a Nelson Rodrigues, recém-operado e ainda mergulhado nos abismos da semiconsciência. Quando, afinal, vencidas as reservas e proibições médicas consegui entrar no pequeno quarto onde Nelson me apareceu numa majestosa cátedra de dor toda cercada pelos fios e aparelhos luminosos da ciência. Nelson estava majestosamente alheio a tudo. De repente, por uma fresta acaso acesa na consciência, viu-me e precipitou-se para mim com um rugido que a custo estivera represado naquela grande alma tão apaixonadamente interessada: - Corção! E o mundo? E o mundo?

Tracei no ar um gesto largo e rotativo para tranqüilizá-lo: o mundo continuava seu ofício de girar.

Carinhosamente expulso pelo médico e pelas enfermeiras, vi o Nelson voltar às trevas protetoras da inconsciência enquanto, pelos corredores do edifício, voltava eu ao mundo.

Hoje, depois de uma semana a depressão gripal e de vertigens de natural cansaço de tanto girar com os que giram, retomei consciência da cátedra que me oferecem nesta bela página do GLOBO, de onde devo atender às interrogações vindas de todo o mundo e estampadas, neste ou naquele estilo, em todas as páginas dos jornais.

Parece-me que todas as inquietações convergem nesta: "Aonde vamos?"

Na semana passada, a contemplação dos mistérios da Paixão e da Cruz nos levaram a ponderar que deve estar no supremo ponto do combate e do ensinamento de Jesus o supremo critério para nosso pobre testemunho. Numa escalada em que Jesus e os doze,, depois do drama da Ceia, sobem ao jardim das oliveiras há uma inimaginável ascensão espiritual. Quando dissemos que começa a Paixão no momento em que, feitos todos os preparativos, Nosso Senhor diz aos doze: "Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa", estávamos longe de imaginar os degraus de uma imensa e divina dor a serem galgados em poucas horas. E agora, em vez da mesa preparada e até dir-se-ia festiva, vemos o Senhor prostrado na terra, tomado de angústia, a suplicar "Pai afasta se possível de mim este cálice - mas que Tua Vontade Seja Feita e Não a Minha" (Mc. XIV, 37 de memória). E aí está a primeira lição: obediência ao Pai até a morte, e morte de cruz.

Todas as hesitações, todas as dúvidas, todos os cansaços, todos os medos se resolvem diante desta suprema obediência ao Pai.

O leitor dirá que repito frases convencionais, e perguntará como é que nós podemos saber qual é a vontade de Deus. Respondo dizendo que efetivamente repito o que com a Igreja aprendi, e dou graças a Deus de não ter sido vã a atenção que prestei à Sagrada Doutrina. Agora desdobro em duas a resposta ao leitor ávido de uma solução para o seu caso. Em primeiro lugar temos a ciência geral da vontade de Deus expressa nos mandamentos e desenvolvidos nas obras dos doutores da Igreja. Tudo isto se estuda e se aprende desde que inicialmente se escolha a graça que nos leva a amar a vontade de Deus. Para ouvir a vontade de Deus nos casos particulares é preciso ter a alma preparada pela mortificação, pela humildade e pelo silêncio interior. Isto também se aprende e se exercita se os admiráveis exemplos dos santos nos são oferecidos pela Igreja para que esses exemplos nos aproximem mais dos exemplos de Jesus.

E agora, neste ponto, marcado com uma cruz, ponderemos o rico paradoxo do mistério da redenção. Desde os preparativos da Ceia observamos que Jesus prepara e conduz sua Paixão mais como quem faz uma obra do que como quem se submete aos acontecimentos. Voltemos ao jardim das oliveiras onde deixamos Jesus prostrado, e depois a dizer com tristeza infinita: - "Não pudeste rezar uma hora comigo!"

Quando porém os passos da multidão armada de varapaus e seguida de soldados romanos, a atitude de Jesus tem tão visível força e majestade que derruba por terra os primeiros homens da corte. E quando pergunta: "quem procurais?" e sobretudo quando responde tranqüilamente: - "Sou eu...", torna-se para nós bem clara - na Fé - o desenvolvimento da cena sacerdotal: Jesus não é preso, Jesus se entrega, se oferece ao Pai.

Mas é diante do sinédrio reunido para julgar Jesus que a obra de nossa salvação, trabalhada por Nosso Senhor, ganha uma concentração inimaginável. Enquanto juízes e testemunhas formulavam acusações diversas e até incoerentes, Jesus calava-se como se nada daquilo lhe dissesse respeito, ou como se sua vida não estivesse nas mãos daqueles homens. Em outras circunstâncias, análogas diante de Heródes (Luc. XXIII, 9) e de Pilatos (Mc. XV, 5) Jesus calou-se. Quando porém no Sinédrio o Sumo Sacerdote, admirado de seu silêncio, dirigiu-lhe a pergunta que o mataria - "És tu o Cristo?" - Jesus respondeu com a única resposta que o Pai esperava dele, sabendo que nesta resposta concentrava o sacrifício em razão do qual o Verbo Divino se encarnara para a salvação eterna dos homens que, acima de todas as coisas do mundo, tivessem sede daquele Sangue. Eis a resposta de Jesus-Sacerdote que oferece ao Pai Jesus-Vítima: "Eu o sou". "E haveis de ver o Filho do Homem sentado à direita do Pai vir sobre as nuvens".

A continuação é conhecida: O Sumo Sacerdote rasga as vestes. Jesus vai de Heródes para Pilatos. O povo prefere Barrabás. E Jesus é crucificado exatamente por ser o Filho de Deus Encarnado para morrer na cruz por nossa salvação.

Da casa tranqüila de Betania (Luc. X, 42) ao tumultuoso ambiente do Sinédrio, e daí ao Calvário, traça-se a límpida linha do supremo critério com que queremos na terra, no turbilhão dos múltiplos cuidados temporais, nos mantermos fiéis ao único necessário e à razão central do sacrifício de Jesus. Blasfemaremos sim, quando reunidos em sínodos ou concílios dissermos que ali estamos em nome de Jesus Cristo para fins e cuidados "prevalentemente temporais". Ou pecaremos por omissão se, diante de tais declarações, não dissermos: "anathema sit".

O GLOBO  Quinta-feira, 22/4/76

Link sugerido

12:26 @ 22/03/2008

Sobre Alexandre, e sobre a educação de Alexandre por Aristoteles.
 
 
 

Eu fui abortada!

12:24 @ 22/03/2008

Eu fui abortada!
por Gianna Jessen em 21 de março de 2008

Resumo: Depoimento de uma sobrevivente ao aborto.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Sabe-se que "um dos problemas" dos abortos é que às vezes o bebê nasce vivo e tem de ser morto fora do útero — muitas vezes sufocado na placenta ou, então, jogado ao lixo.

Contudo, há casos em que o bebê não só nasceu vivo, mas também sobreviveu. O texto a seguir é o testemunho de uma menina que sobreviveu ao aborto. Esse depoimento foi feito na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, em 22 de abril de 1996.

Gianna Jessen.
O meu nome é Gianna Jessen e tenho 19 anos. Nasci na Califórnia, mas atualmente vivo no Tennessee.

Fui adotada e tenho paralisia cerebral. A minha mãe verdadeira tinha 17 anos e estava grávida de sete meses e meio quando decidiu fazer um aborto por solução salina. Eu sou a pessoa que ela abortou. Mas em vez de morrer, sobrevivi.

Felizmente para mim, o médico aborteiro não estava na clínica quando nasci com vida, às 6h da madrugada de 6 de abril de 1977. Nasci prematura: a minha morte não estava prevista para antes das 9h, altura em que o aborteiro deveria começar a trabalhar. Tenho a certeza de que não estaria aqui hoje no caso de o aborteiro estar na clínica, pois o seu trabalho é matar — não é salvar. Algumas pessoas disseram que eu sou um aborto de carniceiro, um aborto falhado.

Houve muitas pessoas que presenciaram o meu nascimento: a minha mãe e outras moças novas que estavam na clínica à espera da morte de seus bebês. Disseram-me que isso foi um momento de histeria. Próximo estava uma enfermeira que aparentemente chamou a emergência médica e eles transferiram-me para um hospital.

Fiquei naquele hospital mais ou menos três meses. No princípio não havia muita esperança, pois eu pesava somente 900g. Hoje, já sobreviveram bebês menores que eu.

Certa vez um médico disse-me que eu tinha um grande desejo de viver e que eu lutava pela minha vida. Acabei por sobreviver e sair do hospital sendo entregue a uma babá. A minha paralisia cerebral foi atribuída ao aborto.

Disseram à minha babá que era muito duvidoso que eu chegasse a engatinhar ou andar. Nesse ponto, eu não me conseguia sentar sem ajuda. Graças às orações e à dedicação da minha babá e, mais tarde, de muitas outras pessoas, acabei aprendendo a sentar-me sozinha, a engatinhar e a ficar de pé. Comecei a andar com muletas pouco antes dos 4 anos. Fui legalmente adotada pela filha da minha babá, Diana De Paul, alguns meses depois de começar a andar. O serviço de assistência social não me permitia ser adotada antes disso.

Continuei a fisioterapia por causa da minha deficiência e, depois de quatro intervenções cirúrgicas, posso agora andar sem ajuda. Nem sempre é fácil. Algumas vezes caio, embora depois de cair durante 19 anos tenha aprendido a cair graciosamente.

Estou contente por estar viva. Quase morri. Todos os dias agradeço a Deus pela vida. Eu não me considero um subproduto da concepção, uma massa de tecidos, ou qualquer um dos títulos que dão às crianças em gestação. Eu não considero que as pessoas concebidas sejam alguma dessas coisas.

Conheci outras pessoas que sobreviveram a um aborto. Todas são gratas pelo dom da vida. Há alguns meses atrás, conheci outra menina que sobreviveu a um aborto por solução salina. Chama-se Sara. Tem dois anos e tem também paralisia cerebral. Ela é cega e tem muitas cicatrizes. O aborteiro, além de injetar a solução no útero da mãe, injeta também no bebê. A Sara foi injetada na cabeça. Eu pude ver em que parte da cabeça isso lhe foi feito. Quando falo, faço-o não somente por mim, mas por todos os outros sobreviventes, como a Sara, e por aqueles que ainda não podem falar…

Hoje, um bebê só é bebê quando vem na altura certa. Quando a altura não é certa, é um monte de tecidos ou outra coisa qualquer. Um bebê é um bebê quando um aborto espontâneo ocorre aos 2, 3 ou 4 meses. Um bebê é tecido ou massa de células quando o aborto é provocado aos 2, 3 ou 4 meses. Porque isso é assim? Eu não vejo diferença nenhuma. Que diferença vêem os senhores? Muitos fecham os olhos…

Para defender a vida a melhor coisa que eu lhes posso mostrar é a minha vida. É um grande dom. Matar não é a solução para nenhum problema ou situação. Mostrem-me que matar é solução.

Há uma citação na parte de cima de um dos edifícios do Capitólio que diz: "Aquilo que é moralmente errado não pode ser politicamente correto". O aborto é moralmente errado. O nosso país está derramando o sangue de inocentes. Os Estados Unidos estão matando o seu futuro.

Toda vida tem valor. Toda a vida é um dom do nosso Criador. Temos de receber e cuidar dos dons que nos foram dados. Temos de honrar o direito à vida.



Divulgação e adaptação ao português do Brasil: http://www.juliosevero.com/

Fonte: Algarve pela Vida

  

Brasília. A bancada do PT na Câmara formalizou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma reclamação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, na qual pede a abertura de processo administrativo por falha funcional.

O PT irritou-se com as declarações do ministro sobre o programa ´Território da Cidadania´, lançado pelo governo federal. Segundo o PT, o ministro sugeriu que o programa poderia ser contestado juridicamente por eventual caráter eleitoreiro. ´De imediato, o PSDB e o DEM ingressaram em juízo com ação direta de inconstitucionalidade, na qual apontam supostas ofensas à Constituição´, queixa-se o PT, afirmando que os dois partidos foram ´praticamente estimulados´ pelas declarações do ministro Marco Aurélio.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=520035

Entidades usurpam o prestígio e a dignidade do nome cristão ao promover aborto
Arcebispo da Paraíba (Brasil) comenta sobre as «Católicas pelo Direito de Decidir»

Por Alexandre Ribeiro

 

JOÃO PESSOA, quinta-feira, 13 de março de 2008 (ZENIT.org).- Entidades como as «Católicas pelo Direito de Decidir», ao promoverem, entre outras iniciativas contrárias ao Magistério da Igreja, o aborto, usurpam o prestígio e a dignidade do nome cristão, afirma um arcebispo brasileiro.

No contexto da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, que nesta quaresma discute o tema da defesa da vida, Dom Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba (nordeste do país), destaca em mensagem difundida ontem pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que essa ONG tem provocado «confusão e perplexidade» nos fiéis.

O arcebispo explica que esse grupo de feministas se auto-intitula «católicas pelo direito de decidir». Mas «decidir o quê?», questiona. «Decidem pelo abortamento.»

«Ora --prossegue Dom Aldo Pagotto--, isso é inadmissível para uma cristã que professa o Credo, segue os Mandamentos da Lei de Deus e confessa com o seu comportamento que Jesus Cristo é Senhor e Salvador.»

O prelado recorda que essa ONG é patrocinada e atua como uma entidade feminista que se constituiu no Brasil desde 1993. Ela se articula em rede com várias parcerias no mundo, em particular com a organização norte-americana intitulada "Catholics for a Free Choice".

Essa rede feminista --explica Dom Aldo-- defende o aborto publicamente e distorce «totalmente o ensino católico, sobretudo o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso».

Segundo o arcebispo, no Brasil essa rede feminista se subdivide em várias ramificações: entre as mais conhecidas estão os grupos denominados de «Cunha», «8 de Março», «Amazonas».

«Pelo que se vê, tais "católicas" juntaram-se à rede feminista, usurpando o prestígio e dignidade do nome cristão, com o intuito de confundir as pessoas, espalhando mentiras», afirma Dom Aldo Pagotto.

O arcebispo lembra que a Igreja no Brasil, pela presente Campanha da Fraternidade, reafirma «o compromisso com a vida do ser humano e, de forma específica, com a gestante e o nascituro».

Ele enfatiza que a proposta da CNBB pede políticas públicas que «assegurem a saúde» da mãe e da criança que ela traz em seu seio, «oferecendo condições para ter e criar bem os seus filhos e jamais abortá-los».

«"Escolhe, pois, a vida" (Dt 30,19) será o nosso lema perene, criando iniciativas que enfrentam e superam tantas ameaças que nos cercam», afirma.

Crimen contra los católicos

19:07 @ 18/03/2008

"Ciudad del Vaticano- Un nuevo crimen religioso vuelve a amenazar el tímido inicio del fin de la violencia en Irak. Después de 13 días de secuestro, el cuerpo de Faraj Rahho, arzobispo caldeo de Mosul, fue hallado ayer sin vida en las afueras de esta ciudad del norte iraquí. Rahho era una de las figuras más destacadas de la minoría cristiana de Irak, sólo superada por Emmanuel III Delly, patriarca de la comunidad y que el pasado otoño fue creado cardenal por el Papa Benedicto XVI en reconocimiento a la difícil situación que viven los caldeos iraquíes."

http://www.larazon.es/28041/noticia/Internacional/Crimen_contra_los_cat%F3licos