Grupos

Brasil, cúmplice de um crime

12:53 @ 01/01/2007

Diogo Mainardi

Brasil, cúmplice de um crime

Lula foi à África. De novo. Assinou acordos para o plantio de mandioca com o ditador do Gabão. Deveria ter aproveitado a viagem para condenar o regime genocida do Sudão. Preferiu falar sobre maracatu"

Sudão. De um lado, os milicianos árabes ou "janjawid". Do outro, a população negra da região de Darfur. Os milicianos árabes querem tomar a terra dos negros. Já assassinaram cerca de 30.000 pessoas. Incendiaram vilarejos. Praticaram estupros em massa. Raptaram crianças. Envenenaram as fontes de água. Um milhão de habitantes de Darfur foram obrigados a abandonar suas casas. Dois milhões estão desnutridos. Cento e cinqüenta mil se refugiaram no Chade. Trata-se da maior crise humanitária da atualidade. Que lado o Brasil escolheu nessa tragédia? O dos negros? Claro que não. O Brasil escolheu ficar com o regime do Sudão e seus esquadrões da morte árabes. Lula nos tornou cúmplices das atrocidades cometidas em Darfur.

A questão está sendo debatida no Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos, desde o fim de junho, defendem a imposição de sanções contra o regime ditatorial do Sudão, que arma e protege os milicianos árabes de Darfur. França, Inglaterra, Alemanha, Espanha e Chile apóiam a iniciativa. O Brasil, não. Uniu-se à Argélia e ao Paquistão para obstruir a proposta americana. O representante brasileiro na ONU, Ronaldo Sardenberg, sugeriu dar mais tempo ao regime do Sudão. A Anistia Internacional calcula que 1.000 pessoas morrem por semana em Darfur. Dar mais tempo aos paramilitares sudaneses significa permitir o assassinato de ainda mais gente. Como disse o jornal Washington Post, o Brasil considera mais importante a soberania do que a vida.

Os parlamentares dos Estados Unidos, na última semana, definiram a situação em Darfur como um genocídio. Pediram uma intervenção urgente do governo americano, multilateral ou unilateral. Ou seja, com ou sem a ONU. George W. Bush ameaçou abertamente os chefes militares sudaneses, incitando-os a conter os "janjawid". O candidato do Partido Democrata, John Kerry, foi ainda mais veemente. Discursando na maior associação de negros do país, demandou a punição imediata dos mandantes do genocídio. O movimento negro americano pressionou os políticos a se ocupar do genocídio de negros no Sudão. A ministra de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que representa o movimento negro brasileiro, optou por ignorar o imobilismo criminoso de seus colegas de governo.

Lula foi à África. De novo. Doou cinco ou seis computadores à população de São Tomé e Príncipe e assinou acordos para o plantio de mandioca com o ditador do Gabão, Omar Bongo, conhecido por ser o líder estrangeiro com o maior número de propriedades imobiliárias em Paris. O presidente deveria ter aproveitado a viagem à África para condenar o regime genocida do Sudão. Preferiu falar sobre maracatu. A megalomania petista considera o Brasil importante o bastante para merecer uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Neste ano, ocupamos uma cadeira rotativa. A primeira decisão relevante de nosso mandato foi sobre as sanções ao Sudão. Escolhemos o lado errado. Decidimos ser coniventes com um crime. Ainda bem que daqui a um ano e meio tomam de volta nossa cadeira rotativa.

Da Veja -Edição 1865 - 4 de agosto de 2004

A importância das instituições
João Luiz Mauad, 04/12/2006

 

Vários pensadores, desde Toqueville (A Democracia na América), passando por Max Weber (A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo), dentre outros, já haviam inferido a importância dos aspectos não econômicos – leia-se: tradições morais e religiosas, costumes, crenças, etc. – no progresso e desenvolvimento das sociedades. Os economistas, no entanto, talvez marcados pela grande influência do materialismo marxista, cujo foco convergia exclusivamente sobre os meios, modos e fatores de produção, só começaram a entender a influência das instituições (formais e informais) no crescimento econômico algum tempo depois.

Aos poucos, principalmente em razão da vultosa prosperidade alcançada por alguns países cujos recursos físicos eram escassos e do subdesenvolvimento renitente de outros, onde havia riquezas naturais de sobra, economistas sérios e imunes aos dogmas marxistas começaram a perceber que uma boa parcela dos bens produzidos numa dada economia provêm de fatores absolutamente diversos dos tradicionais "capital" e "trabalho". O consenso atual (fora dos círculos esquerdofrênicos) é que os chamados capitais sociais, ou intangíveis, são muito importantes e desempenham um papel preponderante no jogo econômico.

O Banco Mundial publicou ( http://siteresources.worldbank.org/INTEEI/214578-1110886258964/20748034/All.pdf), em meados do ano passado, um interessante trabalho cujo objetivo foi estimar monetariamente a participação dos três diferentes tipos de capital – natural, produtivo (bens de capital) e intangível – na produção de riqueza de 120 países.

O quadro abaixo mostra claramente que, quanto mais desenvolvidas (em termos de riqueza per capta) são as economias, menos elas dependem dos recursos naturais e mais utilizam os chamados capitais intangíveis. A comparação entre os dez primeiros do ranking e os dez últimos não deixa margem para dúvidas. A participação do capital natural na produção de riquezas dos países mais ricos varia entre 0 e 3% do total (com exceção da Noruega, por conta da alta participação do petróleo), enquanto nos países mais pobres essa participação alcança uma média aproximada de 40%. Por outro lado, os capitais intangíveis têm uma participação média acima de 80% nas economias mais avançadas, enquanto navegam por índices que vão de 35 a 60% nos países mais pobres.

A melhor definição de "capital intangível" é dada por Kirk Hamilton, um dos autores do estudo, na seguinte passagem, que também resume algumas conclusões dele extraídas: "a maior parte da riqueza de um país é proveniente do que se chamaria de "capital intangível"... Ativos intangíveis incluem as habilidades e conhecimentos incorporados à força de trabalho, bem como o "capital social", que se poderia definir como a confiança existente entre as pessoas e a sua capacidade para trabalhar juntas, visando a um propósito comum. Uma parte residual desse capital intangível deve ser levada à conta de elementos de governança, que impulsionam a produtividade do trabalho. Por exemplo, se uma economia dispões de um sistema judicial eficiente, direitos de propriedade bem definidos e um governo efetivo [nas suas atividades básicas], os efeitos irão resultar num padrão de riqueza elevado".

Os resultados acima demonstram, de forma inequívoca, algo que marxistas e mercantilistas ainda teimam em negar: a diferença crucial entre as nações prósperas e as demais está basicamente na forma de organizar as relações sociais e comerciais, e não na disponibilidade dos famigerados "recursos naturais estratégicos". Não é por mero acaso que a maioria dos países produtores e exportadores de petróleo, malgrado a existência nefasta de um cartel (OPEP) que mantém os preços artificialmente inflados, permanecem presos ao subdesenvolvimento, enquanto outros, que não dispõem de uma só gota do ouro negro, vão de vento em popa.

Dentre as nações árabes do Oriente Médio, por exemplo, talvez a mais próspera seja exatamente aquela que não dispõe de muitas reservas de petróleo. Dubai, uma pequena cidade portuária dos Emirados Árabes, conta hoje com uma economia vibrante e desvinculada da indústria do petróleo, enquanto os seus vizinhos permanecem estagnados e totalmente dependentes das rendas petrolíferas. Somente pouco mais de 7% da renda daquele emirado é obtida do petróleo. A maior parte dos seus recursos provém da Zona Franca Jebel Ali, onde se localiza o porto de Dubai (o 13° mais movimentado do mundo), do turismo e de um pujante centro financeiro e tecnológico. Evidentemente, a liberdade econômica ali existente, ao contrário do que acontece nos países vizinhos, permite que empresas de todas as nacionalidades gozem de vantajosas isenções comerciais e fiscais para que levem seus capitais e tecnologias para lá (para mais detalhes: http://www.dubai.com/s/dubaicity/index4.html ).

É até um tanto óbvia esta relação causal entre a boa qualidade das instituições e o desenvolvimento das sociedades, que alguns ainda insistem em rejeitar. Nas nações mais prósperas, como muito bem definiu Carlos Alberto Montaner, "a propriedade privada é respeitada e impera o Estado de Direito. Há menores índices de corrupção e realizou-se, durante muito tempo, um grande esforço em matéria de educação. Além disso, o grande protagonista no terreno econômico [mesmo nas sociais-democracias da Europa Ocidental] é a sociedade civil, não o Estado. Em todas elas, o Estado é administrado com sensatez, o poder judiciário funciona razoavelmente, as instituições são sólidas e os empresários podem fazer planos de longo prazo. Nestes países se poupa, se investe, se pesquisa e se compete tenazmente para conquistar quotas de mercado, num tenso processo produtivo que pouco a pouco vai enriquecendo o conjunto da sociedade".

Ali também existe uma cultura empresarial mais ou menos homogênea, que permite que um empresário utilize capital estrangeiro para desenvolver projetos de investimento, tanto em seu país de origem, quanto alhures. Em síntese, o primeiro mundo é um grande espaço econômico, com regras do jogo claras e uniformes, no qual os modos de produção e administração são parecidos, intercambiáveis e todos se beneficiam das interações com todos, ainda que os níveis de renda entre eles difiram de um lugar para o outro.

Mais importante, entretanto, que saber que as instituições são importantes para o desenvolvimento econômico, é estudar e conhecer como elas se formam e se mantêm. Infelizmente, algumas dessas instituições, especialmente as de caráter informal, não se formam com a velocidade que se gostaria e não mudam ao sabor da vontade dos políticos ou das autoridades de plantão.

Infelizmente, uma das crenças mais difundidas e difíceis de alterar é aquela que imputa aos recursos físicos de uma nação o principal fator causal do crescimento econômico e do bem-estar do povo, o que tem levado alguns próceres da esquerda neopopulista dessa (cada vez mais) longínqua América Latina a tentar resolver o problema do subdesenvolvimento – que, como dizia Nelson Rodrigues, é obra de séculos - nacionalizando e estatizando as riquezas naturais. Essa é uma estratégia fadada ao fracasso que só fará recrudescer os níveis de pobreza, no lugar de resolver o problema.

 

(http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5418&language=pt)

Arrependida

12:56 @ 01/01/2007

 
PORTUGAL
 
Pioneira da legalização do aborto nos EUA explica motivos para o «Não» 
 
Foi responsável pela liberalização do aborto nos Estados Unidos e é actualmente activista pró-vida. Norma McCorvey ficou conhecida como “Jane Roe” no processo que em 1973 levou o Supremo Tribunal Americano a tornar legal o aborto.
Hoje a sua luta vai no sentido contrário: desde a década de 90 que é activista pró-vida e se dedica a dar testemunho da sua experiência, um pouco por todo o mundo. É isso mesmo que está a fazer nesta altura em Portugal.
 
Entrevistada pela Renascença, Norma McCorvey começa por explicar porque passou de activista pró-aborto para defensora da vida: “Não me considero uma activista anti-aborto, sou antes pró-vida. Fui pró-aborto durante muitos anos, trabalhei em clínicas abortivas e vi o que o aborto faz às mulheres”.
 
“Para mim que sou católica, a vida começa no momento da concepção. Muitos defensores do aborto afirmam que a vida só começa quando o bebé nasce ou quando começa a dar pontapés, mas como cristã, como católica, sei que a vida começa no momento da concepção”, disse.

Unimed é condenada por morte e desaparecimento de feto

 
Observações: (a) negar ou permitir acesso ao prontuário, 
conforme quem seja objeto da permissão ou da negação, já vem sendo considerado  
como motivo de indenização; (d) a responsabilidade civil solidaria da UNIMED
decorre da associação com o médico ou hospital para os pacientes, não importando a questão
de fins lucrativos ou de prepostos.
 
Importante ressaltar que o desaparecimento de feto já é motivo de processo
no Brasil, sendo que a morte deste gera também processo criminal se não
for morte natural.
 
Celso Galli Coimbra

***
Conduta negligente
Unimed é condenada por morte e desaparecimento de feto

A Unimed Brasília terá de pagar R$ 70 mil de indenização a um casal pela
morte e desaparecimento de um feto. A decisão é da 5ª Turma Cível do
Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Para os desembargadores, houve
negligência no atendimento à paciente e os danos morais e materiais
ficaram comprovados. Cabe recurso.

De acordo com os autos, a autora procurou um médico conveniado à Unimed
para fazer o seu pré-natal. Já com 37 semanas de gravidez e sentindo
fortes dores de cabeça, procurou o mesmo médico para tratamento. Ela foi
internada para acompanhamento no Hospital Unimed de Taguatinga (DF).
Afirma que quando estava fazendo exames finais para ter alta descobriu
que o feto estava morto.

De acordo com o processo, a paciente foi submetida a uma cesariana para
retirada do feto sem vida, no dia 5 de fevereiro de 2001, três dias
depois de ter sido internada. Os autores relatam que o feto foi mostrado
aos familiares num saco com formol. Depois, o feto não foi mais localizado.

Os autores afirmam que somente depois foram informados pela diretoria do
hospital que o corpo do feto havia desaparecido. Eles, então,
registraram ocorrência policial. Alegaram, ainda, que o hospital lhes
negou acesso aos prontuários e ecografias da paciente. Foi instaurada
uma comissão de sindicância para apuração dos fatos. No fim, ficou
comprovado o ilícito.

A Unimed, por sua vez, alegou não ter responsabilidade solidária com o
médico que atendeu a autora. Motivos: é uma cooperativa sem fins
lucrativos e não são os médicos filiados seus prepostos. Ressaltou que
sua responsabilidade no erro médico pressupõe a apuração da
responsabilidade do profissional e que não restou comprovado o nexo de
causalidade entre a conduta do médico e o resultado da morte do feto.

A Unimed atribuiu a responsabilidade pelo desaparecimento do feto à
técnica de enfermagem que, de forma negligente, despachou a embalagem
contendo o corpo do feto para o lixo hospitalar. Depoimentos de
testemunhas confirmaram a existência de falha no encaminhamento do feto
para o local correto. Segundo uma das testemunhas, a responsável pelo
feto não teria cumprido suas atribuições na rotina do trabalho.

Processo 2001.011.0794-452

Revista Consultor Jurídico, 5 de dezembro de 2006
http://conjur.estadao.com.br/static/text/50765,1

O princípio do ser humano

12:59 @ 01/01/2007

O princípio do ser humano
 
por Jérôme Lejeune
 
 
Quando um ser humano passa a existir? É esta a questão que o renomado Prof. Lejeune responde neste breve artigo, valendo-se para isso da sua vasta experiência no campo da pediatria e da genética.
 

A CÉLULA ORIGINAL E O GRAVADOR

 

A transmissão da vida é um fato paradoxal.

 

Por um lado, sabemos com certeza que o laço que une os pais aos filhos é material, já que o novo ser surgirá do encontro de duas células, o óvulo da mãe e o espermatozóide do pai.

 

Mas, por outro, sabemos com igual certeza que nenhuma das moléculas, nenhum dos átomos que constituem a célula originária tem a menor possibilidade de ser transmitido, tal qual é, à geração seguinte. Torna-se óbvio, portanto, que o que se transmite não é a matéria dos pais, mas uma determinada modificação desta; ou, mais exatamente, uma forma.

 

Mesmo sem evocarmos o complexo mecanismo das macromoléculas codificadas que são os vetores da herança, este paradoxo desaparece se observarmos que é comum a todos os processos de reprodução, naturais ou inventados.

 

Uma estátua, por exemplo, requer um substrato material, de bronze, mármore ou barro. Durante a reprodução, existe em cada instante uma contigüidade de matéria entre a estátua e o molde, ou entre o molde e a réplica. O que se reproduz, porém, não é o material, que pode variar segundo a vontade do fundidor, mas exatamente a forma dada à matéria pelo gênio do escultor.

 

A reprodução dos seres vivos é, certamente, muito mais delicada que a de uma forma inanimada, mas segue o mesmo caminho, como no-lo demonstra um exemplo corrente.

 

Na fita cassette é possível gravar, por meio de minúsculas modificações de imantação, uma série de sinais que correspondem, por exemplo, à execução de uma sinfonia. Essa fita, colocada num aparelho, reproduzirá a sinfonia, embora nem o gravador nem a fita contenham os instrumentos ou mesmo a partitura.

 

É de uma maneira semelhante que se reproduz o organismo vivo. A fita de gravação é incrivelmente tênue, pois está representada pela molécula de DNA, cuja pequenez confunde a inteligência. Para fazermos uma idéia, se se reunisse num mesmo ponto o conjunto das moléculas de DNA que especificassem todas e cada uma das qualidades físicas dos seis bilhões de homens que existem neste planeta, essa quantidade de matéria caberia facilmente dentro de um dedal.

 

A célula original do ser humano é semelhante ao gravador com a fita. Mal o mecanismo se põe em funcionamento, a vida humana desenvolve-se de acordo com o seu próprio programa, e se o nosso organismo é efetivamente um aglomerado de matéria animado por uma natureza humana, isso se deve a esta informação primitiva, e somente a ela. O fato de o ser humano dever desenvolver-se no seio do organismo materno durante os seus nove primeiros meses não modifica em nada este fato.

 

Para a mais estrita análise biológica, o princípio do ser remonta à fecundação, e toda a existência, desde as primeiras divisões celulares até à morte, não é senão a ampliação do tema originário.

 

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PEQUENO POLEGAR

 

A primeira célula que se divide ativamente, esse primeiro conglomerado celular em incessante organização, a pequena mórula que vai aninhar-se na parede uterina – será já um ser humano diferente da sua mãe?

 

Sim. Não somente a sua individualidade genética já está estabelecida, como acabamos de ver, mas este minúsculo embrião, no sexto ou sétimo dia da sua vida, com um tamanho de um milímetro e meio apenas, é já capaz de presidir ao seu próprio destino. É ele, e somente ele, quem por uma mensagem química estimula o funcionamento do corpo amarelo do ovário e suspende o ciclo menstrual da sua mãe. Obriga assim a mãe a protegê-lo; faz já dela o que quer, e continuará a fazê-lo daí por diante.

 

Quinze dias após a suspensão das regras, quer dizer, na idade real de um mês (já que a fecundação não pode ocorrer senão no 15º dia do ciclo), o ser humano mede quatro milímetros e meio. O seu minúsculo coração palpita já há uma semana, e estão esboçados os seus braços, pés, cabeça e cérebro.

 

Sessenta dias depois, mede, da cabeça às nádegas, uns três centímetros. Caberia, dobrado, numa casca de noz. No interior de um punho fechado seria invisível, e este punho poderia esmagá-lo, num descuido, sem sequer o perceber.

 

Mas abri a mão, e vereis que está quase terminado: mãos, pés, cabeça, órgãos, tudo está no seu lugar e só tem que desenvolver-se. Olhai mais de perto, e podereis ler-lhe as linhas da mão e dizer-lhe a sina. E mais de perto ainda, com um microscópio comum, podereis decifrar as suas impressões digitais. Ali está tudo o que é necessário para estabelecer a sua carteira de identidade. O sexo parece ainda mal definido, mas olhai muito de perto a glândula genital: evolui já como um testículo, se é um menino, ou como um ovário, se é uma menina.

 

O incrível Pequeno Polegar, o homem mais pequeno que o polegar, existe realmente; não o da lenda, mas aquele que foi cada um de nós.

 

Mas após dois meses funciona já o sistema nervoso? Sim. Se lhe roçarmos o lábio superior com um cabelo, o feto mexe os braços, o corpo e a cabeça com um movimento de fuga.

 

Aos três meses, se lhe tocarmos o lábio superior, volta a cabeça, pestaneja, franze as sobrancelhas, aperta os punhos e os lábios; depois sorri, abre a boca e consola-se com um trago de líquido amniótico. Às vezes, nada vigorosamente na sua bolsa amniótica e revira-se num segundo!

 

Aos quatro meses, mexe-se com tanta vivacidade que a mãe sente os seus movimentos. Graças à ausência quase total de gravidade na sua cápsula de cosmonauta, dá numerosas voltas, atos que demorará anos a realizar de novo ao ar livre.

 

Aos cinco meses, agarra fortemente o minúsculo bastonete que se lhe põe na mão e começa a chupar o polegar esperando a libertação. É verdade que a maior parte das crianças nasce aos nove meses. Mas está já perfeitamente desenvolvida aos cinco.

 

A cada dia a ciência nos descobre um pouco mais acerca desta maravilha da existência oculta, deste mundo formigante de vida dos homens minúsculos, mais encantador ainda que o dos contos de fadas. Pois os contos foram inventados com base nesta história verdadeira, e se as aventuras do Pequeno Polegar encantaram sempre a infância, é porque todas as crianças, e todos os adultos em que elas se converteram, foram um dia um Pequeno Polegar no seio de sua mãe.

 

QUANDO ESTÁ TERMINADO O HOMEM?

 

Resta ver a qualidade mais especificamente humana, aquela que distingue o homem de todos os animais, a inteligência. Quando aparece? Aos seis dias, aos seis meses, aos seis anos ou mais tarde?

 

Responder com uma só palavra não teria sentido algum; mas podemos, sim, distinguir as etapas do órgão da inteligência, que é acessível à observação.

 

O cérebro está no seu lugar passados dois meses, mas serão necessários os nove meses completos para que se constituam totalmente os seus dez milhões de células. Na criança que nasce, está então acabado o cérebro? Não. As inúmeras conexões que unem cada célula, por milhares de contactos, a todas as outras, não se estabelecerão totalmente senão aos seis ou sete anos de idade – o que corresponde à idade da razão.

 

E esta complicada teia de circuitos não poderá desenvolver a sua plena potência senão quando o seu mecanismo químico e elétrico estiver suficientemente rodado, isto é, aos quinze ou dezesseis anos, idade da plenitude da inteligência abstrata. Isto é tão certo que, passada essa idade, os especialistas em psicometria começam a preocupar-se com os estudantes, já que o inevitável envelhecimento começa aos vinte.

 

E que dizer das inexplicáveis modificações que, em cada dia, o próprio exercício do pensamento necessariamente acarreta? Quantas destas minúsculas retificações químicas ou anatômicas nesta imensa rede pensante são necessárias para definir finalmente o caráter, a experiência, ou o prêmio de consolação que nos outorga o tempo passado? Quanto tempo é necessário para fazer um homem?

 

Napoleão dizia que são precisos vinte anos. Um filósofo diria: pelo menos uma vida inteira... e depois a eternidade, acrescenta o cristão, unindo-se desta forma ao tempo do biólogo.

 

Através do longo rodeio de uma paciente observação, o médico volta a descobrir uma verdade evidente que a linguagem comum reconheceu sempre: o homem nunca está terminado.

 

Terminado o Pequeno Polegar que se faz criança de peito? Terminado o escolar que se faz adulto? E o próprio adulto estará terminado, quando persiste ainda no seu próprio devir? Dizer que um homem está “terminado” não é a condenação mais grave? Quando recebe o golpe de graça, não se diz que o “acabaram”?

 

Só se pode julgar aquilo que já se realizou, com base nas provas produzidas; e o julgamento conduz à sanção: recompensa ou castigo, conforme o exija a justiça. Mas quem pode arrogar-se o direito de julgar a própria inocência?

 

Condenar um feto pelo futuro, é deixar de ver que o homem está já aí, e que só lhe falta acordar.

Pretender que o sono da existência obscura no seio da mãe não é o sono de um homem é um erro de método. Pois se todos os raciocínios não podem comover, se toda a biologia moderna parece insuficiente, se até se rejeitassem átomos e moléculas, e se mesmo tudo isso não pudesse convencer-nos, um só fato o poderia. Basta que esperemos algum tempo.

 

Isso que tomais por uma mórula informe dir-vos-á um dia o que era, convertendo-se, como vós mesmos, num homem.

 

E a experiência é fiel. Nada de parecido aconteceria se tivéssemos predito um acontecimento semelhante a propósito de uma célula de um tumor ou mesmo de um óvulo de chimpanzé.

 

Jérôme Lejeune
(1926-1994) foi médico geneticista e pediatra francês. Descobridor da causa genética da Síndrome de Down em 1958, dedicou-se integralmente ao tratamento das doenças genéticas que atingem as crianças e à defesa incansável a vida humana em todos os seus estágios. Durante o período em que foi chefe da unidade de Citogenética do Hospital Necker – Enfants Malades, em Paris, sua equipe estudou mais de 30.000 casos de doenças genéticas e tratou de mais de 9.000 pacientes com doenças que afetam a inteligência. Recebeu diversos prêmios acadêmicos e doutorados honoris causa. Diversos professores universitários, políticos e meios de comunicação acusaram a sua morte de câncer, em 1994, e o Papa João Paulo II enviou uma longa carta à sua família. Sob o seu exemplo, foi fundada o Fundação Jérôme Lejeune que se dedica à pesquisa e ao tratamento de doenças genéticas que afetam a inteligência das crianças, bem como o portal Gene-éthique, voltado para temas de bioética.

 

Fonte: “Laissez le vivre”, Éd. Pierre Lethielleux, Paris, 1975, págs. 17-29.
Link: http://www.quadrante.com.br/Pages/servicos02.asp?id=273&categoria=Etica_Bioetica
Tradução: Gabriel Perissé

Isso é apenas o começo

13:02 @ 01/01/2007

Isso é apenas o começo

 | 11.12.2006

A crise do controle de vôos é só uma das deficiências do sistema aeroviário do país e a mais nova fonte de prejuízos para a economia

 

Vivi Zanatta / AE

Tumulto no terminal de passageiros em Guarulhos: caos provocado pela infra-estrutura anacrônica do setor aéreo no país

Por Gustavo Paul e Roberta Paduan

EXAME 
O apagão do controle de tráfego aéreo brasileiro nos últimos 30 dias expôs uma situação que por algum tempo atraiu pouca atenção. O transporte aéreo revelou padecer de crônica falta de investimento em infra-estrutura, o mesmo mal que afeta as rodovias, os portos e a área de energia do país. O resultado é uma ironia lamentável. Trata-se de um mercado que tinha tudo para estar celebrando uma nova fase de pujança. O número de passageiros transportados cresce a taxas chinesas há três anos -- só em 2005 sua expansão foi de 20%. O leilão da Varig, com o conseqüente desaparecimento da antiga companhia e a criação de uma nova mais enxuta, fechou um ciclo de depuração no setor. Empresas acostumadas a atuar em um mercado altamente regulado pelo governo e que operavam no prejuízo com estruturas arcaicas -- além da Varig, a Vasp e a Transbrasil -- deram espaço a negócios modernos e lucrativos -- TAM e Gol juntas lucraram 250 milhões de dólares no ano passado. Em tese, o setor teria condições de se manter nas alturas, não fosse o fato de, em suas bases, depender umbilicalmente de um Estado que costuma não cumprir a sua parte. Nos últimos anos, claramente não cumpriu. Mesmo em tempos de crescimento acentuado do setor, e do aumento da arrecadação de taxas tanto das companhias aéreas quantos dos passageiros, o governo gastou neste ano, até novembro, apenas metade do orçamento de 532 milhões de reais disponível para segurança do tráfego aéreo. Parte do dinheiro foi para pagamento de contas do ano passado.
A flagrante precariedade dos times de controle de tráfego e dos equipamentos de navegação aérea é apenas uma evidência de uma série de problemas que vêm se acumulando há anos e que, ao que tudo indica, não terão solução no curto prazo. "Aviadores e controladores de vôo estão carregando nas costas as carências de infra-estrutura da aviação brasileira", afirma Francisco Lyra, piloto há 30 anos. Em tese, o Brasil finalizou a cobertura de todo o espaço aéreo nos anos 90, com a implantação do Sistema de Vigilância da Amazônia. Ocorre que a falta de manutenção tirou vários radares do ar, fazendo com que os controladores fiquem por longos períodos sem enxergar as aeronaves nas telas de controle de tráfego. A existência dessas áreas, os chamados pontos cegos, é apontada como uma das causas do choque entre um jato Legacy e um Boeing da Gol, em 29 de setembro, que matou 154 pessoas.
No chão, as condições dos aeroportos estão longe de ser satisfatórias. As pistas de Congonhas, em São Paulo, aeroporto de maior movimento do país, já passaram do ponto de ser reformadas para melhorar o escoamento de água, um problema que diminui muito a segurança de pousos e decolagens em épocas de chuva. Além de pistas lisas, os aeroportos mais antigos têm sérias limitações de espaço. "Pistas curtas no centro de grandes cidades, como as de Congonhas e as de Santos Dumont, no Rio, e as de Pampulha, em Minas Gerais, deveriam ter sido desativadas há anos", afirma o piloto Carlos Azevedo, que há dois anos deixou o Brasil e atualmente é instrutor de vôo da indiana Jet Airways. Boa parte das deficiências é conseqüência de um descompasso criado após a desregulamentação do mercado, que acabou com o controle do preço das passagens, entre outras medidas. Enquanto as companhias aéreas tornaram a aviação muito mais dinâmica, o governo -- por meio da Infraero, que administra os principais aeroportos do país, e do Ministério da Defesa, que opera o sistema de controle de vôo -- não correspondeu às necessidades de investimento do setor. Apesar de a Infraero arrecadar de empresas e passageiros cerca de 1,3 bilhão de reais por ano, boa parte do dinheiro é retida pelo governo em vez de ir para equipamentos e contratação de pessoal. Além de gastar no que interessa apenas parte do que arrecada, o governo gasta mal. Há sérias críticas ao modelo de aeroportos que a Infraero difundiu desde meados dos anos 90, privilegiando grandes áreas comerciais mas sem o devido dimensionamento da parte operacional. Recentemente, a estatal foi acusada de pagar o triplo do preço de mercado pelas pontes de embarque instaladas na reforma de Congonhas.
A inépcia estatal transformou-se em tormento para passageiros e prejuízos para as empresas do setor e outras que dependem da aviação. As companhias aéreas estimam que perderam 4 milhões de reais por dia durante o pico da crise, com gastos extras de combustível, hospedagem e refeição de passageiros e outros custos. Segundo a Associação Brasileira das Agências de Viagem, a venda de pacotes turísticos já caiu 8%. Entre as empresas de aviação executiva, a TAM Táxi Aéreo, que transporta empresários e executivos, calcula perda de 30% de receita no último mês. "Fomos duramente prejudicados por essa situação", afirma Ruy Aquino, presidente da TAM Táxi Aéreo. Por causa da situação, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu os jatos executivos de voar das 8 da manhã ao meio-dia e das 5 da tarde às 7 e meia da noite. Os prejuízos obviamente não se limitam às companhias aéreas e ao setor de turismo. Rodrigo Costa, diretor de marketing da Autotrack, empresa de tecnologia de rastreamento de frotas, com sede em Brasília, viaja a trabalho todas as semanas a diferentes estados. No último mês, enfrentou em média 1 hora e meia de atraso de vôo em cada aeroporto que esteve. "Embora a maioria das situações seja contornável, a produtividade vai para o ralo, porque, em vez de fazer duas ou três reuniões num dia, acabo fazendo uma", diz Costa. De fato, a aviação funciona como ferramenta de negócios em todo o mundo e especialmente no Brasil. Cerca de 70% das pessoas que viajam de avião no país o fazem a trabalho. "É um pouquinho da produtividade de todos os setores que acaba se comprometendo", afirma André Castellini, consultor especializado em aviação da Bain & Company.
Problemas no horizonte
A evolução do transporte aéreo pode esbarrar na falta de infra-estrutura
O movimento do setor cresceu quase 60% desde 2000... (em milhões de passageiros)
2000 68
2001 74
2002 75
2003 71
2004 83
2005 96
2006 108(1)
...e, se não houver investimentos suficientes, alguns dos principais aeroportos brasileiros chegarão a 2015 estrangulados
Aeroporto % de uso da capacidade do terminal de passageiros(2)
Recife 144
Curitiba 153
Guarulhos (SP) 167
Brasília 222
Congonhas (SP) 384
Florianópolis 436
(1) Previsão (2) Considerando a capacidade atual ou com obras de ampliação já previstas
Fontes: Infraero, ITA/estudo dos professores Cláudio Jorge Pinto Alves e Betânia Gonçalves de Carvalho
Além de resolver as deficiências da infra-estrutura já existente, o crescimento do setor vai exigir uma estrutura maior nos próximos anos. "É um problema gravíssimo que temos à vista", afirma Adalberto Febeliano, vice-presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). O maior estrangulamento está em São Paulo. De acordo com a Abag, em oito anos a cidade terá 50% mais passageiros do que hoje. Isso significa que precisará de um novo aeroporto com a mesma capacidade do localizado na vizinha Guarulhos, que recebe 16 milhões de pessoas por ano. O investimento privado pode ser uma alternativa para resolver o problema. "A privatização dos aeroportos é um fenômeno mundial e é algo viável no Brasil, pois aeroportos são um bom negócio", afirma Protógenes Porto, ex-professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). O aeroporto de Narita, em Tóquio, foi privatizado recentemente, o que possibilitou a construção de uma segunda pista e a expansão do terminal doméstico. Austrália, Dinamarca, Áustria, Itália e Índia estão entre os países que nos últimos anos recorreram à privatização. "Não se trata de defender a privatização ou não", afirma Alessandro Oliveira, do Núcleo de Estudos de Competição e Regulação do Transporte Aéreo, do ITA. "A questão é que é necessário melhorar rapidamente a qualidade da infra-estrutura do setor. Se o governo não tem dinheiro, precisa encontrar outra forma de fazê-lo, por meio de empréstimos, de parcerias público-privadas ou qualquer outra. O que não pode é não fazer nada."
Fonte:  http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0882/economia/m0117716.html

 
Socialistas europeias prometem ajudar na campanha do "sim"
 
A vice-presidente da organização feminina do Partido Socialista Europeu (PSE), a húngara Zita Gurmai, manifestou esta sexta-feira, no Porto, a disponibilidade das mulheres socialistas europeias em participar na campanha pelo "sim" no referendo sobre o aborto em Portugal.
 
( 21:31 / 08 de Dezembro 06 )

No final do debate "Aborto, é ainda um tabu?", paralelo ao VII Congresso do PSE, que termina hoje no Porto, Zita Gurmai, anunciou que «foi manifestada neste encontro a disponibilidade de todas as presentes para participar na campanha».
 
A eurodeputada do PS Edite Estrela referiu que o PSE Mulheres ainda não planeou toda a sua participação na campanha pelo "sim", mas adiantou que o programa incluirá debates, acções de rua e divulgação de «boas práticas existentes em vários países».
 
Edite Estrela reconheceu que, quando do referendo sobre o aborto em 1998, houve «excessos de linguagem, às vezes até de alguma falta de gosto, dos dois lados» da campanha, situação que espera não ver repetida na consulta popular de 11 de Fevereiro.
 
«Estamos a afinar os nossos discursos para que não se cometam os erros que se cometeram em 1998», disse a presidente do Departamento de Mulheres do PS, Maria Manuela Augusto.
 
O apoio das mulheres socialistas europeias junta-se aos do presidente da Internacional Socialista, George Papandreou, e da candidata socialista às eleições presidenciais francesas, Ségolène Royal, que garantiram no congresso do PSE no Porto estar ao lado do PS português na campanha pelo "sim".

Cientistas rejeitam conceito de «pré-embrião»
 
Defendem o mesmo «estatuto biológico» que para o humano adulto
 
VALÊNCIA, segunda-feira, 11 de dezembro de 2006 (ZENIT.org-Veritas).- Mais de 200 cientistas e professores universitários tornaram público nesta segunda-feira um manifesto no qual mostram sua discrepância com alguns dos conteúdos do Projeto de Lei de Pesquisa em Biomedicina, que se debaterá na próxima quinta-feira no Congresso dos Deputados da Espanha.

O manifesto -- promovido por Luis Franco Vera, da Real Academia de Ciências Exatas, Físicas e Naturais e catedrático de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade de Valência -- foi firmado por 14 acadêmicos, dois cientistas premiados com o Prêmio Jaime I, 39 catedráticos universitários e mais de 150 pesquisadores e professores.

Em primeiro lugar, segundo informa Veritas, e «desde um ponto de vista estritamente científico», afirmam que «não têm sentido as distinções semânticas como a que se introduz ao chamar pré-embrião o embrião obtido por fecundação in vitro».

Os cientistas assinalam que há dados que tornam “inadmissível desde um ponto biológico identificar o embrião como uma simples massa de células, nem sequer nos dias anteriores à sua implantação”, e acrescentam que o embrião é «um organismo individual da espécie Homo sapiens, certamente em estado incipiente de desenvolvimento, mas não por isso merecedor de um estatuto biológico distinto do adulto».

Sobre o uso terapêutico de células-tronco, querem evitar a «criação de falsas esperanças no uso de células-tronco de origem embrionária», já que «essas células não deram lugar até agora a aplicações realmente terapêuticas em seres humanos».

«E mais -- acrescentam -- a elevada taxa de proliferação das células embrionárias provoca, em mais de 60% dos animais em que se implantam, a aparição de tumores.»

Contudo, apostam pelo emprego das células-tronco de origem adulta, que «deram lugar já ao tratamento de mais de 70 patologias humanas de diverso tipo e são numerosos os protocolos de experimentação clínica em andamento, com resultados promissores em muitos casos».

Enquanto «são 544 os protocolos que utilizam células-tronco adultas, não se apresentou nenhum com células de origem embrionária», apontam.

Finalmente, fazem «um chamado para que a discussão científica seja levada a cabo com ânimo aberto, de modo que, baseando-se em argumentos científicos, cada um possa emitir retamente um juízo ético sobre os diversos modos de atuar na pesquisa biomédica».

Entre os firmantes do manifesto figuram, entre outros, o professor Eduardo Primo Yúfera, Premio Jaime I; os acadêmicos Ramón Llamas, Adriano García Loygorri, Carlos Sánchez del Rio, Pedro Jiménez Guerra, Guillermo e Víctor Jiménez; os catedráticos em Bioquímica Concepción Abad, Eduardo Arilla, Eduardo García Peregrín, Ignácio Núñez de Castro, Esteban Santiago e José M. Vega; os catedráticos de Biologia Celular José Manuel García Verdugo, Antonio Pellín e Ricardo Paniagua; os catedráticos de Fisiología José M. Estrela e José Viña; os catedráticos de Química Orgânica Ramón Mestres e José María Marinas; o de Histologia, Amando Peydró; o de Anatomia e Embriologia Humana Francisco Sánchez do Campo; o de Genética, Nicolás Jouve da Barreda; e o catedrático de Patología Cirúrgica, Carlos Vara.

O rapido movimento das fronteiras da eutanasia e do suicidio assistido
Fonte:
http://www.internationaltaskforce.org/rpt2006_1.htm 
 
Em 2002 o International Task Force reportou no documento "Suicídio Assistido, não apenas para Adultos" a introdução da discussão da eutanásia e o suicídio assistido para crianças e jovens. Naquele tempo uma preocupação como esta foi amplamente considerada como estando além das fronteiras da possibilidades. 
 
Naquela época, assim como hoje, os advogados da eutanásia apresentavam-se como oferecendo opções compassivas para doentes terminais adultos que estivessem sofrendo insuportavelmente. Suas propostas, por isso mesmo, permaneciam amplamente sem contestação. 
 
Uma súbita quebra nesta imagem adocicada surgiu em 2004 quando o Protocolo de Groningen suscitou uma indignação mundial. O propósito primário deste protocolo, preparado pelos médicos do Hospital Universitário de Groningen na Holanda, era a defesa legal e profissional dos médicos holandeses que estavam matando recém-nascidos severamente incapacitados. 
 
Embora a eutanásia de crianças, ou infanticídio, não seja novidade, o mesmo já não podia-se dizer da ampla discussão deste assunto. Os médicos holandeses estavam explicando que o procedimento constituía uma parte integrante dos cuidados pediátricos. 
 
Também em 2004, a mais prestigiosa sociedade médida holandesa, a KNMG, pressionou o Ministério da Saúde para que instalasse um comitê para a revisão da eutanásia para pessoas que não pudessem fazer uso de uma "vontade livre", incluindo crianças e indivíduos com retardo mental ou graves danos cerebrais como conseqüência de acidentes. 
 
À primeira vista, estas revelações pareciam que seriam prejudiciais para a boa imagem do movimento em favor da eutanásia, mas o oposto foi o que se mostrou ser verdadeiro. Por que? Porque a consciência do infanticídio e das mortes por eutanásia de outros pacientes desabilitados teve o efeito de deslocar as fornteiras de toda a discussão. Antes que a ampla divulgação de que a eutanásia involuntária estava sendo praticada, a promoção do suicídio assistido apenas para aquelas pessoas que podiam pedí-lo parecia situar-se no limite extremo das discussões. A oposição a esta prática parecia situar-se no limite extremo oposto. 
 
Agora a prática da eutanásia involuntária tomou o lugar de novo limite extremo, e a sua oposição como o outro limite extremo, e o suicídio assistido para adultos competentes em doenças terminais parece situar-se como uma posição "intermediária e moderada", uma posição muito vantajosa politicamente, e a ampliação desta prática para outros casos parece ter entrado para a esfera do debate merecedor de respeito. 
 
Este reposicionamente tornou-se um instrumento do arsenal do suicídio assistido. Em maio de 2006 um projeto de lei para o suicídio assistido moldado segundo uma lei do Estado do Oregon que permite tal prática não conseguiu ser aprovada no Parlamento Britânico. Os defensores do projeto declararam imediatamente que iriam reintroduzi-lo na próxima sessão do Parlamento. 
 
Duas semanas depois o professor Len Doyal, ex-membro do Comitê de Ética da Associação Médica Britânica, considerado uma das principais autoridades britânicas em ética médica, defendeu a posição de que fosse permitido aos médicos interromper a vida de alguns pacientes "suave, humanamente e sem culpa", mesmo sem o consentimento do paciente. A proposta de Doyal foi amplamente divulgada e, sem dúvida, quando o próximo projeto de suicídio assistido for introduzido na Inglaterra, osprocedimentos que permitirão o suicídio assitido somente para adultos que sejam capazes de pedí-lo parecerá muito menos radical do que poderia tê-lo sido antes destas declarações. 
 
Atualmente a eutanásia é considerado tratamento médico na Holanda e na Bélgica. O suicídio assistido é um tratamento médico na Holanda, na Bégica e no Oregon. Seus defensores erroneamente apresentam ambas estas práticas como decisões pessoais e particulares. No entanto, quando legalizadas, elas já não estão mais na simples esfera do pessoal e particular. Transformaram-se em política pública, e afetam a Ética, a prática da Medicina, a lei, as famílias e as crianças. 
 
UM ASSUNTO DE FAMÍLIA 
 
Em dezembro de 2005 o programa da rede ABC de televisão World News Tonight apresentou um caso em que o casal "Anita e Frank dirigem-se com freqüência ao lugar onde encontra-se enterrada sua filha Chanou.... Chanou morreu quando, com o consentimento dos pais, os médicos lhe administraram uma dose letal de morfina... "Eu estou convencido de que nos encontraremos novamento em algum lugar do Céu", disse o pai, "e ela nos dirá que optamos pela solução mais perfeita"". 
 
A reportagem sobre a morte desta criança holandesa de apenas seis meses de vida foi apresentada como um documentário sobre o "debate a respeito da eutanásia de crianças". Um legislador holandês que concorda que os médicos que propositalmente interrompem a vida de seus pequenos pacientes não devem ser criminalizados afirmou: "sou decididamente a favor da vida. Mas eu também sou um ser humano. Penso que quando existe um sofrimento extremo e insuportável então deve existir também um alívio extremo". 
 
Já tinha-se ido o escândalo do ano precedente sobre o Protocolo Groningen. O infanticídio entrou para o âmbito do debate de respeito nos principais meios de comunicação. A mensagem passada para os telespectadores era a de que pais amorosos, médicos compassivos e legisladores preocupados são a favor do infanticídio. Foi deixada a impressão de que opor-se a uma morte semelhante seria uma crueldade fria, insensível e possivelmente propositalmente cruel. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. Para ler o texto inteiro de "Suicídio Assistido, não apenas para Adultos?":
http://www.internationaltaskforce.org/noa.htm 
 
2. A tradução inglesa do Protocolo Groningen elaborado por pediatras e neurologistas infantis do Groningen Academic Hospital  ("Protocol waarborgt zorgvuldigheid bij levenseinde kind" 29 October 2004) pode ser lida em: 
http://www.azg.nl/azg/nl/nieuwa/persberichten/43604
 
3. As declarações da KNMG econtram-se em Toby Sterling, "Netherlands hospital says it has euthanized 4 gravely ill babies,"
> San Francisco Chronicle, Dec. 1, 2004. 

4. As declações do professor Len Doyal podem ser lidas em: "LEGALISE EUTHANASIA, SAYS EXPERT," BBC News, June 8, 2006. 
 
5. "Baby Euthanasia," ABC News' World News Tonight Transcript, Dec. 4, 2005.

Matéria veiculada pelo "Correio Braziliense", em 07/12/06:
 
"
AÇÃO CONTRA ORTOTANÁSIA
 
 
         A PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO DISTRITO FEDERAL DECIDIU INGRESSAR COM UMA AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONTRA A RESOLUÇÃO QUE PERMITE A PRÁTICA  DA ORTOTANÁSIA, A SUSPENSÃO DE TRATAMENTOS QUE MANTÉM VIVOS ARTIFICIALMENTE PACIENTES SEM CURA OU EM ESTADO TERMINAL. A MEDIDA FOI ANUNCIADA DOIS DIAS DEPOIS DO TÉRMINO DO PRAZO CONCEDIDO AO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA(CFM), QUE EDITOU RESOLUÇÃO 
SOBRE O ASSUNTO EM 27 DE NOVEMBRO PARA QUE FOSSEM PRESTADAS INFORMAÇÕES.
        A RESOLUÇÃO PERMITE A INTERRUPÇÃO DO USO DESTAS TÉCNICAS, MAS SOB SÓ UMA CONDIÇÃO: SÓ PODE SER REALIZADA COM A ANUÊNCIA DO PACIENTE. QUANDO ESTE NÃO ESTIVER MAIS CONSCIENTE, SÓMENTE FAMILIARES PODERÃO PERMITIR TAL PRÁTICA. PARA O PROCURADOR REGIONAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO, WELLINGTON MARQUES DE OLIVEIRA, A ORTOTANÁSIA É HOMICÍDIO PRATICADO A PRETEXTO DE DEIXAR O PACIENTE MORRER EM TEMPO ADEQUADO. O PROCURADOR TAMBÉM SUSTENTA QUE A RESOLUÇÃO É INCONSTITUCIONAL. O VICE-PRESIDENTE DO CFM, CLÓVIS CONSTANTINO, DISSE QUE AS REAÇÕES CONTRÁRIAS À ORTOTANÁSIA DEVERÃO SER DISCUTIDAS, MAS GARANTIU QUE EM NENHUMA HIPÓTESE SERÁ REVISTA."

Itália quer criar grupo para combater satanistas

 
A Polícia italiana pretende criar uma unidade especial para combater o crescimento de novas seitas religiosas, especialmente uma nova geração de satanistas violentos.
 
A nova unidade da polícia incluiria psicólogos e um padre, especializado em assuntos místicos, e coordenaria investigações sobre potenciais movimentos religiosos perigosos.
 
A idéia surgiu após uma série de assassinatos atribuídos a uma nova geração de satanistas, adeptos da magia negra, de drogas pesadas e heavy metal.
No caso mais recente, uma gangue conhecida como "Bestas de Satã" espancou e enterrou vivos dois de seus membros -- uma jovem e seu namorado -- em uma floresta nas proximidades de Milão.
 
Alienação
 
Especialistas dizem que o número de satanistas na Itália é pequeno e é muito mais produto da alienação da juventude do que de qualquer convicção religiosa.
 
Porém, mais de um milhão de italianos pertencem a outras religiões minoritárias e alguns analistas dizem estar preocupados de que a nova unidade da polícia investigue também estas pessoas -- que, apesar de suas crenças às vezes estranhas, são completamente inofensivas.
 
Segundo um especialista italiano em novas religiões, a polícia precisa concentrar os esforços no combate à criminalidade satânica.
 
Caso contrário, pode acabar ameaçando a liberdade religiosa e desperdiçando recursos escassos.

Congressistas brasileiros são os mais bem pagos do mundo, diz El País 

O aumento no salário de deputados e senadores brasileiros, aprovado na quinta-feira, consolida os congressistas brasileiros como "os mais bem pagos do mundo", segundo reportagem publicada nesta sexta-feira no diário espanhol El País.

"Os deputados justificaram o aumento de 100% dizendo que não podem ganhar menos que um membro do Supremo, que ganha exatamente R$ 24.600", diz a reportagem, observando que "há alguns dias, o Congresso aumentou em 8% o salário mínimo, que passou de R$ 350 para R$ 375."

O diário argentino La Nación também tratou do tema, dizendo que "os legisladores brasileiros tornaram realidade o sonho de um grande aumento salarial, mas somente para eles".

A reportagem cita um estudo de uma organização não-governamental para dizer que "somando gastos de gabinete, transporte e outros benefícios, um legislador brasileiro custa aos cofres do Estado aproximadamente US$ 50 mil por mês" e que, como o aumento se transfere automaticamente para deputados estaduais e vereadores, "representará ao Estado brasileiro um aumento de gasto de US$ 800 milhões ao ano."

A reportagem lembra que o aumento salarial foi aprovado em meio às discussões para a reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, e do Senado, Renan Calheiros. "Ontem, após o aumento, a reeleição era considerada certa", diz a reportagem.
 

Santa Sé não assinará Convenção para os Discapacitados porque esta não defende a vida
 
VATICANO, 14 Dez. 06 (ACI) .- O representante da Santa Sé ante a ONU, Arcebispo Celestino Migliore, explicou que a Santa Sé não assinará a Convenção de Direitos das Pessoas com  discapacidade porque, como está redigida, “a mesma Convenção criada para proteger às pessoas com discapacidade de toda discriminação e o exercício de seus direitos”, pode ser “utilizada para negar-lhes o direito básico à vida” mediante o aborto.
 
Em sua declaração de ontem ante a 76° Assembléia Plenária da ONU, ao referir-se ao artigo 25 deste documento que trata o tema da saúde, “especificamente ao referido à saúde reprodutiva e sexual”, o Arcebispo precisou que “a Santa Sé entende esta saúde reprodutiva como um conceito holístico que não considera o aborto nem o acesso a ele como parte destes termos”.
 
“Do mesmo modo, concordamos com o amplo consenso que foi expresso nesta câmara e nos trabalhos preparatórios de que este artigo não cria nenhum direito internacional novo, já que simplesmente tenta assegurar que a discapacidade de uma pessoa não seja usada como base para negar um serviço sanitário”, disse.
 
“Entretanto, inclusive com esta precisão, opusemo-nos à inclusão desta frase neste artigo porque em alguns países os serviços de saúde reprodutiva incluem o aborto, e assim negam o direito inerente à vida de todo ser humano, que se estabelece no artigo 10 desta Convenção”, prosseguiu a declaração.
 
Dom Migliore lamentou que ”quando um defeito fetal seja uma condição prévia para realizar o aborto, a mesma Convenção criada para proteger às pessoas com discapacidades de toda discriminação e o exercício de seus direitos, pode ser utilizada para lhes negar o direito básico à vida às pessoas com discapacidade”. “Por isso, e face aos úteis artigos que esta Convenção possui, a Santa Sé não pode assiná-la”, disse o representante vaticano.
 
Logo depois de explicar que as pessoas discapacitadas são “uma grande preocupação para a Santa Sé”, o Prelado denuncia que “por muito tempo e por muitos, as vidas das pessoas com discapacidade foram menosprezadas ou vistas como portadoras de um valor e uma dignidade menor. Minha delegação trabalhou assiduamente para fazer que o texto seja uma base sobre a qual se reverta esta situação e se assegure o pleno uso de todos os direitos humanos às pessoas com discapacidade”.
 
Seguidamente indicou que “com respeito ao artigo 18, relacionado com a liberdade de movimento e nacionalidade, e o artigo 23 sobre o lar e a família, a Santa Sé interpreta ambos de maneira que se proteja os direitos primários e inalienáveis dos pais”.
 
”Além disso, minha delegação interpreta todos os termos e frases relacionados aos serviços de planificação familiar, regulação da fertilidade e matrimônio do artigo 23, assim como a palavra ‘gênero’, como o fez em suas declarações de interpretação sobre as Conferências Internacionais do Cairo e Beijing”, quer dizer, em defesa do verdadeiro sentido natural do matrimônio e a família, adicionou.
 
“Em conclusão, minha delegação considera que o potencial positivo desta Convenção se alcançará quando as provisões legais nacionais e a implementação de todas as partes concordem completamente com o artigo 10 sobre o direito à vida das pessoas discapacitadas.  Solicito também que esta declaração seja incluída no relatório desta audiência”, finalizou sua intervenção o Arcebispo Celestino Migliore.

NOTICIAS GLOBALES, Año IX. Número 687, 58/06. Gacetilla nº 810. Buenos Aires, 13 diciembre de 2006

810) USA: EXCOMUNIÓN A CATÓLICOS “DISIDENTES”. Fuentes al pie. Juan Bacigaluppi

http://www.noticiasglobales.org/comunicacionDetalle.asp?Id=971

 

El 8 de diciembre se hizo pública la confirmación por parte de la Santa Sede de la decisión de Mons. Fabián Bruskewitz, obispo de Lincoln (Nebraska), de excomulgar a los miembros del grupo “católico disidente” llamado Call to Action, una asociación que se autodenomina católica pero se opone a la enseñanza de la Iglesia en cuestiones relacionadas con la moral sexual, el celibato sacerdotal, el sacerdocio femenino, la elección de obispos, etc.

Call to Action “causa daño a la Iglesia de Cristo”, escribió el cardenal Giovanni Battista Re, Prefecto de la Congregación para los Obispos, en una carta a Mons. Fabián Bruskewitz, fechada el 24 de noviembre pasado.

En marzo de 1996, Mons. Bruskewitz excomulgó a los católicos de su diócesis que fueran miembros de Call to Action y de otros grupos disidentes “totalmente incompatibles con la fe Católica”.

La filial Nebraska de Call to Action apeló al Vaticano. En su carta del 24 de noviembre pasado dirigida a Mons. Bruskewitz, el cardenal Re afirma que la Santa Sede encontró que la acción disciplinaria “fue tomada correctamente.”

La carta agrega que “las actividades ‘Call to Action’ en el transcurso de estos años están en contraste con la fe católica debido a que las opiniones y las posiciones que sostiene son inaceptables desde el punto de vista doctrinal y disciplinario”. El cardenal Re concluye: “Así, ser miembro de esta asociación o apoyarla, es irreconciliable con una práctica coherente de la fe Católica”. FIN, 13-12-06.

Fuentes: Life Site, 09-12-06; Catholic Exchange, 13-12-06; Catholic News Services, 08-12-06; Catholic News, 08-12-06; Christian Century, 10-04-96, National Review, 04-05-06.

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Presos de SP poderão ficar 11 dias em casa nas festas

 
Agência Estado
 
Centenas de presos da capital que cumprem pena no regime aberto poderão passar 11 dias fora da prisão durante as festas de fim de ano -- quatro dias a mais do que a lei permite para cada saída temporária. A decisão é do juiz-corregedor dos presídios da capital, Carlos Fonseca Monnerat. Ele entende que Natal é uma festa e Ano Novo, outra. "A lei permite cinco saídas por ano de até sete dias, o que dá 35. Neste ano, o total de saídas somará 31 dias", afirmou. A saída será das 8 horas de 22 de dezembro até as 17 horas de 2 de janeiro.
 
Para o promotor Dimitrios Bueri, a medida vai aumentar a criminalidade. "Os bandidos estarão mais tempo na rua longe de vigilância e, nessa época, há mais gente nas ruas, com mais dinheiro no bolso", afirmou. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça, mas o pedido de liminar foi negado. O mérito do recurso ainda será julgado.
 
A preocupação de Bueri não é com ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas com a criminalidade comum. "Não há notícia de nada sendo articulado pelo PCC", disse. Segundo ele, o feriado de fim do ano concentra o maior índice de não retorno dos presos, em comparação com os outros.
 
Para o defensor público Geraldo Carvalho, responsável pela assistência judiciária nos presídios do Estado de São Paulo, o promotor parte do pressuposto errado ao pensar que os presos vão sair da cadeia para cometer crimes. Segundo ele, a maioria sai para se reintegrar com a família.
 

PCC banca cinco times de futebol amador em SP
 
Agência Estado
 
Investigações da Polícia Civil apontaram a ligação de integrantes da célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) na zona norte de São Paulo, presos na semana passada, com cinco times de várzea da região. Eles ajudavam a financiar os times e tinham cargos na diretoria dos clubes.
 
Segundo as investigações, Alexandre Furtado, o Tetinha, que trabalhava com Sidney Rogério de Moraes, o Lacraia, apontado como arrecadador das bocas de drogas do PCC na zona norte, é um dos diretores do Esporte Clube Mangaba. O clube é um dos 96 pré-classificados na Copa Kaiser, campeonato de futebol amador do Estado, com mais de 300 times.
 
A polícia também apreendeu fotos de Lacraia com a camisa do GTX Futebol Clube e documentos que o ligavam a diretoria do clube. O Expresso Futebol Society era dirigido por Fábio Franco de Oliveira, o Fabinho, que está foragido. O 9 de Julho era bancado por Emerson Aparecido Rodrigues Soares, o Garez, apontado como um dos chefões do tráfico na zona norte, preso em abril. As escutas apontaram também ligação entre Tetinha e Fabinho com o clube Explosão.
 
A relação entre membros do PCC e os clubes apareceu na investigação que os relacionou à escola de samba Império de Casa Verde e está baseada em mais de 500 horas de escutas autorizadas pela Justiça e em documentos apreendidos. "Ajudavam a financiar os times e até bancavam jogadores", disse o delegado Fábio do Amaral Alcântara, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da zona norte.
 
A polícia vai abrir inquérito para aprofundar a investigação sobre a ligação de integrantes do PCC com os times e a escola de samba. Também pretende ouvir donos de concessionárias de carros da região que, segundo policiais, estão sendo usadas para lavar dinheiro do crime. O jornal O Estado de S. Paulo não conseguiu contactar representantes dos clubes.
 
A ligação de criminosos com o futebol de várzea já havia sido detectada em estudo do sociólogo Daniel Veloso Hirata, da Universidade de São Paulo. Por quatro anos, ele estudou dois times da zona sul e da zona leste e viu que a relação entre as equipes e o crime é comum. "Em um time, os jogadores recebiam R$ 100 por jogo, bancado com o dinheiro do crime", diz Hirata.

Chávez quer partido único socialista na Venezuela

 
CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou na sexta-feira que criará uma nova plataforma política, o Partido Socialista Unitário da Venezuela, para acabar com a dispersão entre os governistas e enfrentar os desafios de seu novo mandato.
 
Chávez, a quem a oposição acusa de querer levar o país em direção ao modelo comunista cubano, havia lançado nos últimos comícios a proposta de aglutinar sob um único partido todas as forças políticas que apóiam a "revolução socialista".
 
"Quero que governe comigo um partido, porque cada dia há mais partidos. Convido a quem queira me acompanhar...para este partido..., os convido em nome do povo: deixemos de lados os partidos e criemos o Partido Socialista Unido da Venezuela", disse Chávez.
 
O presidente esquerdista, reeleito em 3 de dezembro por ampla maioria, fez o anúncio durante um ato para celebrar a vitória com sua equipe de campanha e explicou que o novo partido político será "democrático", com as bases elegendo os líderes.
 
Ele disse que o Movimento Quinta República (MVR), com o qual ele chegou à Presidência da Venezuela em 1999, "deve passar à história" depois de cumprir sua etapa.
 
A idéia de um partido único alarmou a oposição, que vê nessa iniciativa um indício das intenções autoritárias de que acusam Chávez.
 
O presidente afirmou também que fará "ajustes" em seu gabinete e anunciou que mudará vários ministros. Ele voltou a insistir que o objetivo deste período na Presidência, entre 2007 e 2013, será iniciar uma nova época na Venezuela, a socialista.
(Por Enrique Andrés Pretel)

Frases de São João da Cruz

13:18 @ 01/01/2007

Frases de São João da Cruz
Data: Sat, 16 Dec 2006 11:44:40 -0200
Frases de São João da Cruz
 
Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós
 
São João da Cruz foi um dos santos mais desconcertantes e ao mesmo tempo mais transparentes da mística moderna. Grande mestre da vida espiritual, transformou todas as cruzes em meios de santificação para si e para os irmãos.

Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro, dar-lhe força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não o fazer sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: deixá-lo morrer desprezado e escarnecido pelos homens. Pregador, místico, escritor e poeta, João da Cruz faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591 com 49 anos de idade e o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja.

Confira um pouco de sua riqueza espiritual expressa em suas frases:

"A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer, sente-se impedida em sua liberdade e contemplação."

"O mais leve movimento de uma alma animada de puro amor é mais proveitoso à Igreja do que todas as demais obras reunidas."

"Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos."

"Meus são os Céus e minha é a Terra, meus são os homens, e os justos são meus; e meus os pecadores. Os Anjos são meus, e a Mãe de Deus, todas as coisas são minhas. O próprio Deus é meu e para mim, pois Cristo é meu e tudo para mim." (Sobre a Eucaristia)

"Não faça coisa alguma, nem diga palavra alguma que Cristo não faria ou não diria se encontrasse as mesmas circunstâncias."

"Renuncie aos desejos e encontrará e encontrará o que seu coração deseja."

"Que felicidade o homem poder libertar-se de sua sensualidade! Isto não pode ser bem compreendido, a meu ver, senão por quem o experimentou. Só então se verá claramente como era miserável a escravidão em que se estava."

"Quem se queixa ou murmura não é cristão perfeito, nem mesmo um bom cristão."

"Senhor, quero padecer e ser desprezado por amor de Vós."

"A pessoa que está presa por algum afeto a alguma coisa, mesmo pequena, não alcançará a união com Deus, mesmo que tenha muitas virtudes. Pouco importa se o passarinho esta com um fio grosso ou fino... ficará sempre preso e não poderá voar."

"Para possuir Deus plenamente é preciso nada ter; porque se o coração pertence a Ele, não pode voltar-se para outro."

"O demônio teme a alma unida a Deus como ao próprio Deus."

"O afeto e o apego da alma à criatura torna-a semelhante a esta mesma criatura. Quanto maior a afeição, maior a identidade e semelhança, porque é próprio do amor tornar aquele que ama semelhante ao amado."

"Dar tudo pelo tudo."

"A pessoa que caminha para Deus e não afasta de si as preocupações, nem domina suas paixões, caminha como quem empurra um carro encosta a cima."

"A constância de ânimo, com paz e tranqüilidade, não só enriquece a pessoa, como a ajuda muito a julgar melhor as adversidades, dando-lhes a solução conveniente."

"O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo amado."

"O progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber."

"Deus quer mais de ti um mínimo de obediência e docilidade, do que todas as ações que realizas por ele."

"Mesmo carregado de grandes e molestas tentações, o homem pode ir a Deus, desde que sua razão e vontade não consintam nelas."

"Queira torna-te, no padecer, algo semelhante a este nosso grande Deus, humilhado e crucificado, pois que esta vida só tem razão de ser se for para imitá-lo."

"Quando a alma se acha livre e purificada de tudo, em união com Deus, nenhuma coisa poderá aborrecê-la. Daqui se origina para ela, neste estado, o gozo de uma contínua vida e tranqüilidade, que ela nunca perde nem jamais lhe falta."

"Tal é a alma que está enamorada de Deus. Não pretende vantagem ou prêmio algum a não ser perder tudo e a si mesma, voluntariamente, por Deus, e nisto encontra todo seu lucro."

"Não fujas dos sofrimentos, porque neles está a tua saúde."

Bebês estraçalhados e vendidos

Revista: "PERGUNTE E RESPONDEREMOS"
D. Estevão Bettencourt, OSB,
Nº 532, Ano 2006, Página 457.

Em síntese: Existem nos Estados Unidos clínicas que fornecem a pesquisadores partes do corpo de bebês estraçalhados durante o aborto e vendidos a bom preço. Pormenores e lista de preços vão abaixo publicados.

Via Internet PR recebeu extratos de um livro intitulado "Cobaias Humanas – a história secreta do sofrimento provocado em nome da ciência" (Andrew Goliszek). Do original "in the name of Science" – Editora Ediouro Publicações S/A, Rua Nova Jerusalém 345 – Bonsucesso – CEP 21042-230 Rio de Janeiro (RJ) – Tel.: (21) 3882-8200 – Fax: (21) 2260-6522 – e-mail: livros@ediouro.com.br, Internet: www.ediouro.com.br

Eis os trechos mais significativos:

Oficinas de Desmanche Humano:
O Florescente Negócio da Colheita de Tecidos

O Sol mal tinha nascido sobre a pequena cidade do meio-oeste americano, quando uma técnica do lado de fora da clínica de saúde de mulheres atirou dois sacos plásticos cheios de partes de corpos fetais descartados do dia anterior por sobre sua cabeça para dentro de um recipiente aberto. Isso porque o triturador da pia, onde os restos fetais geralmente são triturados e descartados na rede de esgotos da cidade, não estava funcionando bem. Os sacos verdes bateram contra a parede de metal, caindo numa pilha com o restante do lixo da semana.

Dentro da clínica, outro técnico estava atarefado folheando uma lista, gerada por computador, e pedidos de pesquisadores em todo o mundo. Os pedidos incluíam rins, cérebros, uma medula espinhal, pulmões, uma perna com quadril anexado, olhos, uma glândula timo e dois fígados. Os pedidos são cuidadosamente examinados para coincidir com as pacientes com hora marcada naquele dia a fim de serem submetidas a aborto. Durante o restante da manhã e à tarde, fetos, alguns com 30 semanas, serão extraídos (às vezes mortos dentro do útero, se necessário), dissecados; acondicionados em gelo seco e despachados pela USP, FedEx e Airbone para os laboratórios, companhias farmacêuticas, Universidades e clínicas, para uso em experimentos médicos.

Embora a lei federal proíba a venda direta de tecidos ou partes do corpo humano, a Ordem Executiva, de 1993, do presidente Clinton, derrubando a proibição de financiamento pelo contribuinte de pesquisa em fetos abortados, abriu as comportas para uma nova e florescente indústria: a colheita e venda de partes de corpos de bebês. Menos de um ano depois de ter sido assinada a Ordem Executiva, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, que operam seu próprio serviço de coleta 24 horas por dia em clínicas de aborto patrocinadas, publicaram diretrizes práticas e informações sobre seus serviços de colheita. O seguinte texto foi tirado do manual do NIH de 11 de março de 1994, com o título Disponibilidade de Tecido Fetal Humano.

"Tecidos embriônicos e fetais humanos estão disponíveis através do Laboratório Central de Embriologia Humana da Universidade de Washington. O laboratório, que é financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde, pode fornecer tecido de embriões e fetos normais ou anormais de idades gestacionais desejados entre 40 dias e termo. As amostras são obtidas em questão de minutos da passagem e os tecidos são identificados assepticamente, estagiados e imediatamente processados de acordo com as necessidades dos investigadores individuais. No presente momento, os métodos de processamento incluem fixação imediata, fixação instantânea, congelamento instantâneo em nitrogênio líquido e colocação em soluções salinas balanceadas ou em meio designado e/ou fornecido pelo serviço expresso noturno, chegando no dia seguinte à aquisição. O laboratório também pode fornecer cortes seriados de embriões humanos preservados no fixador metil-Carnoy, incluídos em parafina e seccionados em cortes de 5 mícrons...".

Separado e vendido em peças, um único bebê poderia render até 14 mil dólares. Uma dessas empresas, a Opening Lines, Inc. de West Franklin, Illinois, processa mais de 1.500 fetos por dia e anuncia abertamente "tecido de primeira qualidade, de preços mais acessíveis, mais fresco, preparado segundo as suas especificações e entregue nas quantidades de que você precisa, no momento em que você precisa". Seus preços, de acordo com o presidente corporativo, dr. Miles Jones, são determinados por forças de mercado e por quanto os compradores estão dispostos a pagar por tecido humano. O folheto da empresa, que estimula os aborteiros a "transformar a decisão de sua paciente em algo maravilhoso", oferece uma lista detalhada de preços que inclui as seguintes tarifas:

Amostra Não-Processada (> 8 semanas) - US$ 70

Amostra Não-Processada (< 8 semanas) - US$ 50

Fígados (< 8 semanas) - 30% de desconto, se significativamente fragmentados - US$ 150

Fígados (> 8 semanas) - 30% de desconto, se significativamente fragmentados - US$ 125

Baços (< 8 semanas) - US$ 75

Baços (> 8 semanas) - US$ 50

Pâncreas (< 8 semanas) - US$ 100

Pâncreas (> 8 semanas) - US$ 75

Timo (< 8 semanas) - US$ 100

Timo (> 8 semanas) - US$ 75

Intestinos e Mesentérios - US$ 50

Mesentério (< 8 semanas) - US$ 125

Mesentério (> 8 semanas) - US$ 100

Rim (< 8 semanas) com / sem adrenal - US$ 125

Rim (> 8 semanas) com / sem adrenal - US$ 100

Membros (pelo menos 2) - US$ 125

Cérebro (< 8 semanas) - 30% de desconto, se significativamente fragmentados - US$ 999

Cérebro (> 8 semanas) - 30% de desconto, se significativamente fragmentados - US$ 150

Hipófise (> 8 semanas) - US$ 300

Medula Óssea (< 8 semanas) - US$ 350

Medula Óssea (> 8 semanas) - US$ 250

Ouvidos (< 8 semanas) - US$ 75 Olhos (> 8 semanas) - 40% de desconto para um único olho - US$ 75

Olhos (< 8 semanas) - 40% de desconto para um único olho - US$ 50

Pele (> 12 semanas) - US$ 100

Pulmões e Bloco Cardíaco - US$ 150

Cadáver Embriônico Intacto (< 8 semanas) - US$ 400

Cadáver Embriônico Intacto (> 8 semanas) - US$ 600

Crânio Intacto - US$ 125

Tronco Intacto com / sem membros - US$ 500

Gônadas - US$ 550

Sangue de Cordão

Congelamento Instantâneo em Lnz - US$ 125

Coluna Vertebral - US$ 150

Medula Espinhal - US$ 35

Preços Válidos até 31 de dezembro de 1999

Uma realidade mantida oculta ao público é que os bebês freqüentemente precisam ser manipulados na posição correta e lentamente retalhados vivos durante o processo de colheita, para garantir que as mercadorias valiosas não sejam danificadas. Um artigo de 1990 na revista Archives of Neorology descreve as técnicas de aborto que levam três a quatro vezes mais tempo que o normal para preservar tecido e obter as melhores amostras possíveis. Quanto mais prolongado o procedimento, maior o tempo em que o bebê é sujeitado à tortura.

Uma Entrevista

Essa é uma transcrição parcial do testemunho de um caso em tribunal civil de julho de 1997 instaurado pelo colheteiro sob contrato da Universidade de Nebraska, o dr. Leroy Carhart, contestando a proibição de Nebraska de certas técnicas de aborto.

Carhart: Meu curso normal seria desmembrar a extremidade e depois voltar a tentar tirar o feto pelo pé ou pelo crânio antes, qualquer que seja a extremidade que consiga pegar antes.

Advogado: Como o senhor procederia na desmembração daquela extremidade?

Carhart: Simples tração e rotação, agarrando a porção que consiga segurar, que geralmente seria algum lugar subindo pelo eixo da parte exposta do feto, tracionando-o para baixo através do osso, usando o osso inteiro como a contra-tração e rotação para desmembrar o ombro ou o quadril ou o que quer que venha a ser. Às vezes, você pega uma perna e não consegue tirar para fora a outra.

Advogado: Nessa situação, quando o senhor traciona o braço e o remove, o feto ainda esta vivo?

Carhart: Sim.

Advogado: O senhor considera um braço, por exemplo, uma parte substancial do feto?

Carhart: No meu modo de ver, acho que, se perco um braço, isso seria uma perda substancial para mim. Acho que teria de interpretar dessa maneira.

Advogado: E então o que acontece a seguir, depois que o senhor remove o braço? O senhor então tenta remover o restante do feto?

Carhart: Então, eu voltaria e tentaria trazer os pés ou o crânio para baixo ou, até, às vezes fazer descer e remover o outro braço e então fazer descer os pés.

Advogado: Em que ponto o feto está... o feto morre durante esse processo?

Carhart: Realmente não sei. Sei que o feto está vivo durante o processo a maior parte do tempo, pois vejo o batimento cardíaco fetal no ultra-som.

Advogado: Em que ponto no processo ocorre a morte fetal, entre a remoção inicial... remoção dos pés ou pernas e o esmagamento do crânio, ou, me desculpe, a descompressão do crânio?

Carhart: Bem, o senhor sabe, novamente, é neste ponto que não tenho certeza de que é morte fetal. Quero dizer honestamente também me preocupo. Você pode remover o conteúdo craniano e o feto ainda terá um batimento cardíaco por vários segundos ou vários minutos, e então o feto está vivo? Teria que dizer provavelmente, embora não ache que tenha qualquer função cerebral e, portanto, é cérebro morto naquele ponto.

Advogado: Portanto, a morte cerebral poderia ocorrer quando o senhor começa a aspirar para fora do crânio?

Carhart: Acho que a morte cerebral ocorre porque a aspiração para remover o conteúdo só dura dois ou três segundos e, portanto, em algum ponto nesse período de tempo, obviamente não quando você penetra no crânio, porque as pessoas recebem um tiro na cabeça e não morrem imediatamente por causa disso, se é que vão morrer, e, portanto, provavelmente não é suficiente para matar o feto, mas acho que a remoção do cérebro finalmente o fará.

Testemunhos

O horripilante segredo do desmembramento e colheita fetal foi revelado publicamente em 1999 quando o 20/20 televisou uma reportagem investigativa e a colunista Mona Charen, cujo programa vai ao ar nacionalmente, descreveu um dia típico em uma firma que faz tráfico de partes de corpo. Entrevistando uma técnica – às vezes chamada de técnica de aquisição de tecido fetal – Charen descreve como a jovem coletava fetos de abortos em estágio final de gravidez e depois os dissecava para obter as partes necessárias. De acordo com a técnica, quase todos os espécimens eram "perfeitos" e muito tinham pelo menos sete meses de idade.

Porém nada poderia ter preparado a técnica médica para a experiência pela qual ela estava prestes a passar num certo dia quando um par de fetos gêmeos de sete meses de idade foi levado a ela em um balde de metal. Olhando para baixo para os bebês róseos, ela deve ter recuado de horror ao ver que ambos estavam se movendo, ofegando para respirar. Ela deve ter ficado ainda mais horrorizada quando o médico apareceu repentinamente e, de acordo com Charen, disse: "Consegui para você uns bons espécimens – gêmeos" antes de verter uma garrafa de água no balde para afogar o que até então eram dois seres humanos vivos.

Enojada com o processo, a técnica disse que houve muitos desses nascimentos vivos. Os médicos simplesmente quebravam seus pescoços delgados ou matavam os fetos batendo neles com pinças de metal. Em alguns casos, revelou a técnica, começavam uma dissecação cortando para abrir o tórax, supondo que o bebê já estivesse morto, somente para descobrir que o coração ainda estava batendo. Ela acrescentou que a maneira como os abortos eram realizados tinha sido alterado, isto é, feito mais deliberadamente e lentamente, para garantir que tirasse o bebê antes de ele morrer. Quando o ritmo dos abortos aumentava, os bebês tirados vivos às vezes tinham suas partes removidas antes de estarem mortos.

O treinamento para o cargo de colheiteiro fetal e assombradamente simples. Um técnico explicou da seguinte forma: "Quando eu estava lá, o treinamento era no próprio trabalho, eles levando para os fundos um enorme prato – uma placenta, coágulo sangüíneo – e me mostrando como esquadrinhar por toda a coisa que estava lá dentro para encontrar membros, fígado, pâncreas, rins – o que retirar, quais eram os marcadores de identificação em toda aquela confusão".

Lawrence Dean Alberty Jr.

Em 9 de março de 2000, em sessões do Congresso diante do Subcomitê de Saúde e Meio Ambiente, o técnico de aquisição Lawrence Dean Alberty Jr. Deixou os parlamentares aturdidos ao descrever um dia de rotina no Centro onde as partes do corpo eram colhidas como se fossem plantações:

"Ao assumir o trabalho como técnico de aquisição de tecido fetal, tive a impressão de que o que eu iria fazer tornaria a vida melhor para pacientes com câncer. Nunca fui levado a acreditar que o tecido seria outra coisa senão útil para aqueles que estavam em necessidade. O que me fez mudar de idéia foi assistir a abortos quase no fim do termo, ver seus olhos olhando para mim quando cortava seu crânio a fim de extrair o cérebro para pacientes com Parkinson e Alzheimer, cortar para abrir suas cavidades torácicas, somente para, no final, ver um coração batendo cada vez mais lentamente até parar, e durante todo o tempo colhendo sangue do seu coração, ou assistindo a fetos numa panela de metal cobertos de sangue, movendo-se e respirando, só para acabar me vendo num lugar sem médicos, sem saídas, pensando o tempo todo: ‘Meu Deus, o que eu fiz para ver isso?’, Noite após noite em meu sono, os fetos estavam lá. Os corações estavam batendo, os gritos de suas mães quando os bebês era puxados para fora de seus corpos. Esses sonhos se transformaram em pesadelos sobre o fim do mundo. Pesadelos apocalípticos me acordavam suando frio. Eu me senti enojado todos os dias, nunca querendo deixar o conforto do meu lar".

Mais tarde durante a sessão, Alberty foi questionado por um dos parlamentares sobre o motivo pelo qual ele finalmente chamou o FBI. Sua resposta deixou muitos na Câmara sem fala. "O motivo pelo qual chamei o FBI foi que um dia vi dois fetos gêmeos de mais de 24 semanas de gestação nascidos vivos e trazidos para mim em uma panela. Quando a pessoa removeu o pano e me mostrou o que era, aquilo me perturbou tão intensamente que fiquei sem saber o que fazer. Nos meus olhos, ver dois fetos gêmeos, movendo-se, chutando e respirando numa panela realmente me transformou. Não sou médico. Nunca, jamais afirmei ser um médico e não poderia lhes dizer se esses gêmeos tinham qualquer problema genético. Tudo o que vi foi que estavam intocados, quero dizer, não havia marcas de grampos neles, não estavam sangrando, eram dois gêmeos se aninhando um com o outro na minha frente. Caminhei até a porta e saí".

Brenda Pratt Shafer

Talvez o testemunho mais horripilante tenha vindo de Brenda Pratt Shafer, uma enfermeira registrada designada por sua agência a um Centro de colheita. Favorável ao direito de escolha naquela época, a enfermeira Shafer supôs que sua tarefa seria rotina e que um serviço de valor estava sendo realizado com o uso de tecido fetal descartado para o avanço da ciência médica. De acordo com o Ashville Tribune, que contou sua história, o que a enfermeira Shafer testemunhou provocou uma mudança nela para sempre.

"Fiquei de pé ao lado do médico e o assisti realizar o aborto de um nascimento parcial em uma mulher que estava grávida de seis meses. O batimento cardíaco do bebê era claramente visível na tela do ultra-som. O médico fez o parto do corpo e braços do bebê, tudo exceto sua cabecinha. O corpo do bebê se mexia. Os dedinhos estavam apertados. Estava chutando com os pés. O médico pegou um par de tesouras e as inseriu no dorso da cabeça do bebê e o braço do bebê sacudiu num recuo, uma reação de sobressalto, como um bebê faz quando acha que pode cair. Então o médico abriu as tesouras. Depois, introduziu o tubo de aspiração em alta potência dentro do buraco e aspirou para fora o cérebro do bebê. Então, o bebê estava inteiramente flácido. Nunca mais voltei à clínica. Mas o rosto daquele menininho ainda me assombra. Era o rosto angelical mais perfeito que já vi".

Alguns temem que, no final, se é que já não está acontecendo, as mulheres optarão por ficar grávidas e fazer abortos seletivos simplesmente para ganhar dinheiro com o tecido fetal, satisfazendo nesse processo às demandas de pesquisadores que precisam de um suprimento contínuo de partes frescas do corpo para experimentos médicos. Há uma previsão de que o mercado, que tinha crescido a um ritmo anual de 14%, vale atualmente mais de um bilhão de dólares por ano, sem contar quaisquer que sejam os lucros que advirão das patentes relacionadas e produtos das empresas. Enquanto o número de programas de pesquisa nas universidades, nas empresas de biotecnologia e nas corporações farmacêuticas cresce a uma velocidade recorde (somente o NIH concede mais de 20 milhões de dólares por ano para pesquisa com tecido fetal), as oficinas de desmanche humano continuarão a florescer; e os bebês a apenas semanas do nascimento serão sacrificados para que os pesquisadores possam aprender, com tecidos e órgãos que eles colhem, como melhorar a vida das futuras gerações que tiverem sorte bastante para terem sobrevivido.

População saqueia e depreda escola
por Tatiana Soledade

E. E. Bairro dos Pimentas V foi destruída durante cinco dias; polícia não prendeu ninguém
Fonte: http://www.olhao.com.br/geral_14122006104202.shtml

Aparício ReisApenas as paredes e o telhado. É o que sobrou da Escola Estadual Bairro dos Pimentas V (localizada no Conjunto Marcos Freire I e II), depois de cinco dias consecutivos de  saques e depredação por iniciativa de moradores do bairro. Eram dezenas de pessoas, entre homens, mulheres e crianças.

Tudo foi roubado: carteiras, armários, portas, torneiras, vasos sanitários, fios elétricos, hidrantes, caixas de luz, válvulas de descarga, orelhão, lousas e forro do teto. Os ataques começaram na noite de sexta-feira, 8, e só terminaram nesta quarta, quando nada mais restou.

Os saqueadores invadiam o prédio e dedicavam-se a retirar materiais como portas, carteiras, lousas, ou a serrar grades e remover fios elétricos. Usavam até carrinhos de mão.

A Polícia Militar foi chamada pela diretoria da escola e esteve no local mais de cinco vezes, mas não prendeu ninguém e não impediu a depredação. Quando os policiais iam embora, a destruição recomeçava.
 
O prédio estava vazio porque seria reformado. Os alunos tinham sido transferidos para a E.E. Bairro dos Pimentas IV, localizada uma rua abaixo.

A superintendente Maria Aparecida Nascimento Barretos, da Diretoria de Ensino – Região de Guarulhos Sul, à qual está subordinada a escola, ficou chocada. A E.E. Bairros dos Pimentas V tinha 1544 alunos, oferecia da primeira à quinta série, além de suplência para os ensinos fundamental e médio.

"Chorei de tristeza"

Com voz embargada, a superintendente Maria Aparecida Nascimento Barretos contou que na quinta, 7, foi o último dia de aula no estabelecimento de ensino, que passaria então por uma reforma urgente para receber cerca de 700 crianças de uma comunidade vizinha ao Conjunto Marcos Freire I e II.

“As cenas eram desoladoras. Homens, mulheres e até crianças no prédio. Chorei de tristeza. Por meio da reforma (na qual as paredes do prédio passariam a ser de alvenaria), tentávamos melhorar as condições para os alunos. Como um pai pode levar o mobiliário da escola e depois mandar seu filho para obter educação? Como ele encara o filho depois disso?”, perguntou Maria Aparecida.

A reforma será mantida, e a previsão da direção é de que a escola reabra suas portas em março de 2007.

Referendo em Portugal

13:21 @ 01/01/2007

Referendo em Portugal


Maioria das mulheres pretende votar a favor da despenalização do aborto

Mundo Lusíada
http://www.mundolusiada.com.br/ACONTECE/acon0165_dez06.htm


O estudo apresentado na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, traz uma pesquisa afirmando que a maioria das mulheres portuguesas pretende votar a favor da despenalização do aborto no referendo de 11 de Fevereiro. O estudo foi realizado pela Associação para o Planejamento da Família (APF).

 

Andre Kosters/Lusa
Plataforma "Não Obrigada", o cartaz alusivo ao negocio das clinicas de aborto, no âmbito da campanha do Não no referendo sobre o aborto convocado para o dia 11 de Fevereiro de 2007.

 

Um inquérito realizado entre duas mil mulheres de norte a sul do país concluiu que 56,5% das mulheres são a favor do sim, 22,4% do não e 21,1% vão abster-se. Delas, 75,1% que já fizeram abortos pretendem votar a favor da despenalização e que 16,7% destas não pretende participar na votação. O estudo salienta contudo que 8,2% das mulheres que já abortaram tencionam votar contra a despenalização. Entre as mulheres que afirmam nunca ter interrompido voluntariamente a gravidez, 53,4% pretendem ainda assim votar a favor da despenalização, 24,8% contra e 21,9% não votam.


O grau de instrução das participantes revela ter peso na intenção de voto: a maioria das mulheres que pretendem votar a favor da despenalização tem o ensino superior, ao passo que entre as que são contra a despenalização, a maioria tem o ensino básico. Sobre religião, as defensoras da despenalização são na grande maioria praticantes ocasionais ou ateias. Entre as praticantes freqüentes, há um maior número de mulheres a pretender votar contra, mas é também neste grupo que se encontra menor discrepância entre as diferentes intenções de voto.


O estudo revela ainda que a maioria das mulheres concorda com o aborto quando a gravidez não é desejada, sendo que perto de metade (48,5%) das inquiridas que defendem esta posição nunca abortou. Quase todas, quer tenham já interrompido ou não uma gravidez, defendem a sua prática nos casos já previstos na lei (saúde da mulher em risco, malformação do feto ou violação).


Diante da atual legislação, o inquérito conclui que 62,4% das inquiridas consideram que a atual legislação deveria ser mais aberta, contra 29,8% que entendem que não devia ser alterada e 7,8% que queriam que fosse ainda mais restrita.

Um terço das mulheres completam aborto nos serviços de saúde


Uma em cada três mulheres que fizeram Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) teve necessidade de recorrer a um serviço de saúde para completar o aborto, segundo um estudo da Associação para o Planejamento da Família (APF) apresentado em 13 de dezembro.


De acordo com o estudo base sobre as práticas do aborto em Portugal, cerca de 14,5% das mulheres entre os 18 e os 49 anos já fez IVG. De acordo com as associações, as portuguesas praticaram entre 17.260 a 18 mil abortos no último ano e que já realizaram a IVG entre 346 mil a 363 mil mulheres.


O método de aborto mais utilizado foi a raspagem, seguido de comprimidos e aspiração. Em relação aos comprimidos, a maioria das mulheres arranjou-os através de uma pessoa amiga. Segundo este estudo, 34,5% das mulheres teve necessidade de recorrer a um serviço de saúde para completar o aborto. As hemorragias são os problemas mais freqüentes da IVG, seguidas de problemas emocionais. Para resolver estes problemas, 31,9% das mulheres recorreram ao médico particular ou ao hospital (21,3%) e 27,4% teve necessidade de internamento. A investigação da APF apurou 14,3% de mulheres que foram praticar a IVG na Espanha, realizando o restante em Portugal.

 


Aborto: referendo em movimento
2006/12/15 | 20:29
 
O movimento «Norte pela Vida» vai recolher assinaturas. E o movimento «Diz que não» foi apresentado hoje em Lisboa
 
O Movimento «Norte pela Vida», que defenderá o "não" no referendo de 11 de Fevereiro sobre a despenalização do aborto, vai iniciar sábado a recolha de assinaturas no Porto e tem entre os apoiantes o ex-ministro Arlindo Cunha.
 
Além de Arlindo Cunha, ministro nos governos de Cavaco Silva e Durão Barroso, o movimento conta também com o apoio do deputado do PSD José Pedro Aguiar-Branco, do futebolista Nelson e do ex-jogador do Futebol Clube do Porto Aloísio.
 
Isabel Cardoso Aires, ex-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte durante o governo PS de António Guterres, o líder parlamentar do CDS-PP Nuno Melo e o deputado da mesma bancada José Paulo de Carvalho são outros dos nomes.
 
«É um movimento abrangente, formado por pessoas com diferentes sensibilidades em relação ao aborto, mas que concordam num ponto: o aborto livre até às dez semanas ofende o artigo 24º da Constituição que diz que o direito à vida é inviolável», explicou à Lusa Luís Graça, da comissão executiva do Movimento.
 
O movimento, que reunirá apoios sobretudo entre personalidades do Norte do país, vai ter sábado a sua primeira iniciativa: uma recolha simbólica de assinaturas na Rua de Santa Catarina, no Porto, ao início da tarde.
 
Segundo as regras para constituir um movimento, consultáveis no «site» da CNE (www.cne.pt), é também necessária a escolha de 25 mandatários.
 
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, s e realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?» será a pergunta do referendo, exactamente igual à de 1998.
 
«Diz que não»
 
O grupo cívico «Diz que não» ao aborto, constituído por jovens até aos 30 anos, foi hoje apresentado em Lisboa, sendo apoiado por agências de comunicação, apesar de não dispor de uma estrutura financeira organizada.
 
Em declarações à agência Lusa, Catarina Almeida, de 21 anos, uma das porta-vozes do grupo, disse que o movimento pretende demonstrar junto dos jovens que «o aborto não é uma solução para a mulher».
 
Até ao referendo de 11 de Fevereiro próximo, Catarina Almeida, estudante da Faculdade de Direito de Lisboa, referiu que o seu grupo também vai procurar «esclarecer os jovens» sobre a controvérsia em torno de «qual o prazo de uma vida e quem a pode definir».
 
Catarina Almeida salientou ainda que o seu grupo contra a favor do não no próximo referendo «vai ter uma sede num local central de Lisboa».
 
Catarina Almeida observou depois que o seu grupo conta já com a participação activa de cerca de cem pessoas, maioritariamente de Lisboa.

2006-12-15 - 00:00:00

Nogueira Pinto em acção de campanha

Plataforma contra aborto no SNS
 
Maria José Nogueira Pinto opôs-se ontem ao financiamento público da interrupção voluntária da gravidez (IVG) por considerar que o “Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem constrangimentos financeiros” que não lhe permite tratar outros problemas.

“A França elegeu 2007 como ano de luta contra o Alzheimer e nós escolhemos o aborto?”, questionou a democrata-cristã, frente ao Hospital de Santa Maria. Este foi o pano de fundo para o lançamento de um ‘outdoor’ da plataforma “Não Obrigada!”, da qual Nogueira Pinto é mandatária, com a pergunta “Contribuir com os meus impostos para financiar clínicas de aborto?”

A possibilidade de apenas as clínicas privadas poderem realizar IVG foi classificada como “um absurdo completo”, pois Nogueira Pinto considera não ser “possível aprovar uma lei que não tenha gratuitidade”, supondo, igualmente, que contribui para o “financiamento de clínicas espanholas” em Portugal.

Para a próxima semana, a plataforma tem agendado o lançamento de dois cartazes com novos temas.

Demétrio Magnoli - O seqüestro de Bolívar
 
        Simón Bolívar, o Libertador (1783-1830), morreu em Santa Marta, na Colômbia, e seus restos mortais foram transferidos para Caracas, 12 anos depois. Embora reverenciado como herói por toda a América Hispânica, a sua figura ocupa um lugar especial na Venezuela. É esse lugar que explica a apropriação de seu nome e de seu legado por Hugo Chávez.

Homem de seu tempo, ávido leitor de Montesquieu e Adam Smith, Bolívar inspirava-se na Revolução Americana e defendia a razão, a liberdade, a ordem e o livre mercado. Visionário, lutou até o fim pela unidade da América Hispânica, tomando como modelo a grande República da América do Norte.

A 'revolução bolivariana' de Chávez, antiliberal e antiamericana, seqüestra a herança do Libertador e oculta as suas próprias fontes ideológicas. O chavismo bebe em águas contemporâneas que escorrem do pensamento do historiador venezuelano Federico Brito Figueroa (1921-2000), autor de uma narrativa étnica do passado do país, e do cientista político argentino Norberto Ceresole (1943-2003), personagem controvertido que ingressou na política pelo peronismo de esquerda e, em 1987, ajudou a articular a rebelião militar de Aldo Rico e seus 'carapintadas' contra os processos de violações de direitos humanos na Argentina.

Ceresole tornou-se conselheiro do grupo militar de Chávez pouco depois do frustrado golpe de 1992 e freqüentou o círculo presidencial até o final de 1999. Ele desfrutou a amizade e compartilhou as idéias de Robert Faurisson, o pai intelectual da negação do Holocausto, e de Roger Garaudy, o intelectual francês que tentou conciliar comunismo e catolicismo até se converter ao Islã e, com financiamento iraniano, se entregar à difusão militante do anti-semitismo. A visita de Chávez a Teerã, a proclamação de uma aliança ideológica com o Irã de Mahmoud Ahmadinejad e a inauguração de um escritório da Jihad Islâmica em Caracas são tributos do presidente venezuelano à influência duradoura do amigo argentino. Os jovens de esquerda que aplaudem Chávez no Fórum Social Mundial não sabem o que fazem.

Recobrir o chavismo com a capa elástica do conceito de populismo é prestar homenagem à letargia intelectual. Nos manuais de ciência política, populistas são os líderes que identificam uma relação de dominação do povo por uma elite tradicional e pregam uma ampla intervenção do Estado em benefício do povo. A definição aceita quase tudo, dos tribunos da plebe em Roma a Mussolini, Chávez e Lula. Mas, na História da América Latina, o populismo é uma adaptação do sistema político à modernização industrial, uma transição crítica na qual o líder populista conserva a ordem social em meio ao turbilhão da mudança. Esse líder, que discursa para o povo de dia e confabula com os poderosos à noite, prende os movimentos sociais nas malhas do Estado, mas promove reformas verdadeiras e estimula um desenvolvimento industrial autônomo.

O 'momento populista', que produziu Vargas e Perón, esgotou-se com a globalização. Só o estilo populista está presente no chavismo, pois a Venezuela 'bolivariana', na contramão da retórica oficial, conhece um evidente processo de desindustrialização e petrifica as características petroleiras e rentistas da sua economia. Sob o influxo da alta estrutural dos preços do petróleo, o regime optou pelo caminho mais fácil, apostando na apropriação estatal das rendas oferecidas por uma 'economia de porto' que experimenta os prazeres de uma explosão de importações combinados com os de uma bolha inflacionária. A economia de mercado subsiste nos interstícios de um capitalismo petroleiro de Estado que oferece lucros exuberantes para as altas finanças e os importadores. Os muito ricos votaram em Chávez, assim como a massa dos pobres, assistidos pelas 'missões', que são programas de redistribuição clientelística de rendas do petróleo.

Chávez é fruto do colapso da ordem na Venezuela, decorrente da falência histórica de uma elite dirigente rentista. A sua 'revolução bolivariana' consolidou-se na seqüência do locaute na estatal de petróleo PDVSA e da tentativa de golpe de Estado de 2002, os cantos de cisne da elite derrotada. O regime eliminou a fronteira que separa Estado de governo, estabelecendo a supremacia do Executivo e bombardeando a independência do Parlamento e do Judiciário.

O chavismo, como movimento político, articula em torno do caudilho uma coleção disparatada de grupos que abrange semifascistas, reformistas moderados, castristas e até uma esquerda trotskista. A unidade do movimento repousa sobre o controle estatal das exportações e depende, crucialmente, da manutenção do atual nível de preços do petróleo. No plano interno, as prioridades imediatas do chavismo são a formação de um partido unificado e a aprovação da reeleição ilimitada, algo que romperia o quadro precariamente democrático no qual ainda se move o país.

No plano externo, Chávez busca deslocar o Brasil do centro da cena política. De frente para o Caribe, mas situada na América do Sul, a Venezuela interpreta a si mesma como a plataforma geopolítica de construção da unidade da América Latina. A Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), que tomaria forma a partir de um eixo energético comandado pela Venezuela ('Petroamérica'), é um projeto de múltiplas faces: comércio administrado, integração militar e programas sociais comuns. A Venezuela entrou no Mercosul para implodi-lo e erguer, sobre os seus escombros, a 'Pátria Grande' chavista.

'O Mercosul, ou o reformamos e fazemos um novo Mercosul ou também se acabará. Não é um instrumento adequado para a era em que estamos vivendo. Vamos enterrar nossos mortos, irmãos.' Pronunciadas diante de um Lula patético, as palavras de Chávez evidenciam o sentido da política externa venezuelana e a natureza da armadilha em que se enredou, voluntariamente, o Brasil.

*Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP
E-mail: magnoli@ajato.com.br

Fonte: OESP em 14-12-2006.

*** Diretora de Instituto espanhol joga no lixo Presépio dos alunos de
Religião ***

MIJAS, sexta-feira, 15 de dezembro de 2006 (ZENIT.org). - Os professores de
Religião e alunos do Instituto «Las Lagunas» de Mijas (Málaga) e o coletivo
de pais católicos de Málaga expressaram sua indignação pela qual consideram
uma «atitude desrespeitosa» por parte da diretora do Instituto, Mercedes
García do Álamo, ao jogar no lixo um Presépio montado pelos alunos de
Religião da primeira série do Ensino Médio.

A medida se tomou com «o argumento de que em uma escola pública de um país
leigo não estão permitidos os símbolos religiosos», explica a Associação
Profissional de Professores de Religião em Centros Públicos de Andaluzia
(APPRECE-Andaluzia) .

Juan Luis Yudego, professor titular de Religião do Centro, explicou à
agência Veritas que os fatos ocorreram em 30 de novembro passado, quando uma
professora de Religião no Instituto decidiu montar um presépio com os
alunos. (...)

«A professora de Religião, ao entrar na sala no dia seguinte, não encontrou
o Presépio em seu lugar e, buscando-o em outras dependências do Centro,
encontrou-o no em uns sacos de lixo, onde a diretora o havia depositado,
podendo observar o deterioro que algumas peças haviam sofrido», relatou o
professor titular de Religião.

Yudego assegurou ter se reunido imediatamente com a diretora com a única
resposta de que se trata de uma «escola pública de um país leigo e não estão
permitidos os símbolos religiosos» e que «este tipo de atividades não pode
ser tolerado em um centro público onde convivem alunos de diferentes
religiões que poderão sentir-se ofendidos».

Yudego mantém que se trata de uma atividade cultural e artística onde todos
os alunos escolheram a matéria de Religião, e solicita à diretora que seja
«tolerante e respeitosa».

Ambos professores de Religião manifestaram «sentir-se humilhados em sua
dignidade profissional» e Yudego confessa estar passando várias noites sem
dormir pelo ocorrido.

A agência Veritas tentou pôr-se em contato com a diretora do centro,
Mercedes García del Álamo, para escutar sua versão ao respeito, mas não quis
fazer manifestações, declinando o convite a expor sua versão dos fatos.

As primeiras reações não se fizeram esperar e os pais de alunos afetados
começaram a enviar cartas de apoio aos professores de Religião afetados e
inclusive os alunos se encontram recolhendo assinaturas onde expressam seu
mal-estar e pedem à Direção que reponha o Presépio de sua propriedade.

O vice-presidente de APPRECE-Andaluzia, Santiago Vela, explicou que puseram
ao serviço dos professores e dos pais os serviços jurídicos da Associação,
para que realizem as ações que considerem oportunas, e mostra seu desejo de
que «o presépio seja restituído», confiando em que «não seja necessário
chegar ao extremo de acudir aos tribunais». (...)

Eduardo Caro, presidente da Federação de CONCAPA (Confederação Católica de
Pais de Alunos) em Málaga, expressou seu mal-estar pelo conteúdo, que
considera «uma atitude desrespeitosa» e anunciou que «levariam o caso aos
tribunais se fosse preciso» e inclusive pedirão a demissão do delegado
provincial da Delegacia de Educação em Málaga, José Nieto Martinez.

ZP06121514

ACSP ganha liminar pró-outdoors
Rejane Tamoto
Fonte: Diario do Comercio, 15-12-2006, p. C-1
 
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) conseguiu a primeira vitória coletiva na Justiça contra a lei 14.223, a Cidade Limpa, do prefeito Gilberto Kassab. Na tarde de ontem, o juiz Elias Junior de Aguiar Bezerra, da 2ª Vara da Fazenda Pública, deferiu uma liminar que suspende os efeitos de 10 artigos da lei, em favor dos mais de 32 mil associados da ACSP. A Prefeitura afirmou que vai recorrer da decisão.
 
"Estamos cumprindo nosso papel de defesa dos interesses dos associados, dentro da lei. O que pretendemos, com essa medida judicial, é criar uma nova oportunidade de negociação com o Poder Executivo. Estamos de acordo com espírito da Lei Cidade Limpa, porque realmente existe um tumulto de poluição visual em São Paulo. Mas a poluição visual não é fruto da falta de legislação e sim da falta de fiscalização. A Associação está disposta a ajudar, a buscar um caminho viável para ambos os lados, resguardados os direitos Constitucionais", disse o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos.
 
Direito – A Associação Comercial havia entrado com um mandado de segurança, com pedido de liminar, anteontem, sob a alegação de que a lei Cidade Limpa é inconstitucional e fere o direito de seus associados de preservar os atuais anúncios publicitários, indicativos e especiais. "Este é o primeiro mandado de segurança coletivo, com pedido de liminar deferido. O juiz acolheu todos os nossos argumentos. Agora, nossos associados estão protegidos por esta decisão judicial", disse o superintendente jurídico da ACSP, Carlos Celso Orcesi.
 
A ação judicial foi elaborada em conjunto pelo superintendente da ACSP, o consultor jurídico da entidade, Gastão Alves de Toledo, e o advogado do Instituto Jurídico da Associação Comercial, Rodrigo Rodrigues Pedroso.
 
"Esta liminar foi justa e ampara os associados contra as inconstitucionalidades da lei municipal, que invadiu a competência da União ao legislar sobre propaganda comercial. A decisão suspendeu com eficácia os artigos restritivos e proibitivos da lei e impede que o Município imponha aos associados da ACSP as multas previstas", disse Gastão Alves de Toledo.
 
De acordo com a liminar, a lei municipal 14.223 infringe vários dispositivos Constitucionais ao proibir a colocação de anúncios publicitários, restringir drasticamente a utilização dos anúncios indicativos – "em especial os que garantem o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, asseguram a livre iniciativa e a livre concorrência, bem como o que veda a exploração direta de atividade econômica pelo Estado, salvo nas hipóteses de risco à segurança nacional ou relevante interesse coletivo".
 
Efeitos – Os efeitos da liminar concedida à ACSP pela Justiça ontem se estendem a todos os associados da entidade, inclusive às empresas de mídia externa filiadas.
 
Um dos artigos derrubados pela liminar, o 18, proibia a colocação de anúncio publicitário em imóveis públicos e privados, edificados ou não. Outros dispositivos inconstitucionais da lei, também suspensos pela liminar, foram os artigos 14 (que proibia a instalação de anúncios indicativos nas empenas cegas e nas coberturas de edificações) e o 17 e 18, que dispunham sobre a proibição de instalação de anúncio de qualquer tipo, inclusive publicitários, em imóveis não-edificados, de propriedade pública ou privada. "A suspensão desses dispositivos permite ao comércio a colocação de publicidade fora de seu estabelecimento, em locais visíveis, que deverá obedecer o regime previsto na lei anterior, a número 13.525, de 28 de fevereiro de 2003. Também vale para as empresas de outdoor associadas à ACSP", disse o advogado do Instituto Jurídico da ACSP, Rodrigo Rodrigues Pedroso.
 
Com a medida, foram cancelados, ainda, os artigos 44 e 45, que determinavam que todos os anúncios publicitários, especiais e indicativos, mesmo os que tivessem licenças, fossem retirados. "Mesmo o comerciante regularizado e já registrado no Cadastro de Anúncios (Cadan) teria de retirar", disse Pedroso. A liminar também derrubou o artigo 57, que previa a aplicação da lei aos comerciantes que haviam dado entrada aos pedidos de licenciamento de anúncios.
 
Em relação aos dispositivos que tratam do tamanho dos anúncios indicativos, que deverão ser reduzidos com a lei Cidade Limpa, a liminar protege o direito adquirido. "A decisão judicial protege, relativamente às empresas associadas, os anúncios indicativos licenciados de empresas e os anúncios especiais autorizados na vigência da lei anterior. A liminar garante que as disposições da lei que se referem ao tamanho dos anúncios só poderão ser aplicadas para os que forem colocados a partir do momento em que entrou em vigor a lei nova", disse o advogado do Instituto Jurídico da ACSP. Na prática, o associado que tem anúncios licenciados ou já entrou com o pedido de licença está protegido pela liminar.
 
Multas - Segundo Pedroso, as multas previstas na lei Cidade Limpa eram abusivas e desproporcionais. Outra importante vitória conseguida com a liminar é a suspensão das penalidades dos artigos 40, 41, 42 e 43, relativas aos infratores dos dispositivos inconstitucionais suspensos pela decisão. De acordo com esses dispositivos, os comerciantes que não se adequassem à lei teriam de pagar multas no valor de R$ 10 mil por anúncio irregular, mais acréscimo de R$ 1.000 para cada metro quadrado que exceder os 4m².
 
Em seguida, o comerciante receberia uma intimação para regularizar ou remover o anúncio em cinco dias ou 24 horas, no caso de anúncio que apresente risco iminente. Além disso, se o anúncio não fosse regularizado, a multa seria reaplicada a cada 15 dias, a partir da primeira, até a regularização ou remoção. "Esta multa tem efeitos confiscatórios e foi anulada pela liminar", disse Pedroso.
 
Justiça - A lei Cidade Limpa foi aprovada em setembro pela Câmara e regulamentada no último dia 6. Polêmica, a legislação municipal é considerada radical por todo o segmento de mídia exterior e também pelo comércio, porque proíbe todo o tipo de publicidade externa (outdoors, frontlights, backlights e painéis) a partir do dia 1º de janeiro, estabelece reduções drásticas dos anúncios indicativos das fachadas dos estabelecimentos e proíbe propaganda nas vitrines do comércio, a partir do dia 31 de março.
 
Outra entidade que se manifesta judicialmente contra a lei municipal é o Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas), que entrou ontem com um mandado de segurança coletivo preventivo. A ação, do escritório Monteiro & Monteiro Advogados, exige a permanência da utilização das placas de título nas fachadas dos estabelecimentos comerciais de seus mais de 30 mil associados. O presidente do Sindilojas-SP, Ruy Nazarian, afirmou em nota que a entidade moverá quantas ações forem necessárias para que o comerciante de São Paulo não seja prejudicado pelo extremismo da lei Cidade Limpa.
 
Sonoro - O prefeito Gilberto Kassab regulamentou ontem a lei contra poluição sonora 11.938, que proíbe os proprietários de lojas e motoristas de veículos de utilizarem sistemas de som para fazer propaganda ou anunciar venda de produtos nas ruas da cidade. As penalidades para quem descumprir a lei vão desde advertência, multa no valor de cerca de R$ 8 mil (dobrada em caso de reincidência), apreensão de aparelhos, recolhimento de veículos e fechamento do imóvel onde o aparelho estiver instalado. As exceções à lei são os carros de som de propaganda eleitoral, sirenes de ambulância e de polícia.
 
A fiscalização será feita por equipes do Programa de Silêncio Urbano (PSIU), da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras e agentes vistores da Supervisão de Fiscalização da Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (CPDU).

Banco Imobiliário Comunista

13:27 @ 01/01/2007

Banco Imobiliário Comunista
Data: Sun, 17 Dec 2006 05:15:12 -0200

Bebê anencéfalo completa 27 dias de vida


 
Domingo, 17 de dezembro de 2006, 08h34 
 
Bebê anencéfalo completa 27 dias de vida
 
Um bebê anencéfalo (sem parte do cérebro) vem contrariando as previsões dos médicos, de que ficaria viva por poucas horas ou apenas alguns dias, e completou 27 dias de vida, neste domingo, em Patrocínio Paulista, no Interior de São Paulo. Marcela de Jesus Galante Ferreira continua internada na Santa Casa da cidade, onde nasceu e foi batizada logo após o parto.
 
A decisão de batizar a criança foi tomada pelo pai Dionisio Ferreira para que a menina não morresse pagã. Desde então, a criança está na contramão das previsões médicas, de que o bebê não agüentaria tanto tempo.
 
As previsões dos médicos eram de que o bebê poderia morrer até dentro do útero da mãe. Esse consenso fundamentou a concessão de várias autorizações judiciais para antecipar o parto.
 
Mas, em vez do diagnóstico se concretizar, o coração da menina desprovida de córtex cerebral continuou batendo. Desde então, Marcela se tornou um verdadeiro símbolo de luta pela vida na cidade.
 
A mãe Cacilda Galante Ferreira conta que recebeu a informação sobre a possibilidade e a autorização para "antecipar o parto". Católica, a mãe recusou a sugestão. "Os médicos nunca me davam esperança. Todas as vezes que ia ao médico saía triste. Mas era só sentir o bebê se mexendo e chutando a minha barriga que ficava feliz de novo", revive Cacilda, em entrevista ao jornal Folha S.Paulo.
 
A médica responsável pelos cuidados de Marcela, a pediatra Márcia Beani Barcellos, explica que a criança tem algumas reações normais de um bebê. "Quando alguém põe o dedo perto de sua mãozinha, ela o agarra, como qualquer bebê. Sente dor na parte que lhe falta da cabeça", detalha.
 
A médica acrescenta ainda que Marcela emite pequenos sons na forma de um "a" curto. Ainda, o bebê mamou no peito da mãe. Só bastou encostar na sua boca o peito de Cacilda.
 
A pediatra já cogita dar alta para o bebê ir para casa. Católicos da cidade falam abertamente em "milagre" para se referir à sobrevivência de Marcela de Jesus, agora transformada em símbolo da luta antiaborto.
 
Todos os dias, rodas de orações são formadas na Santa Casa de Patrocínio, onde Marcela continua internada. Na terça-feira, ativistas da organização Santa Gianna Beretta Molla, sediada em Franca, foram rezar o "Creio em Deus Pai" com Cacilda e o diácono, na presença do bebê.
 
Redação Terra

A nova mão invisível

13:29 @ 01/01/2007

NELSON ASCHER

A nova mão invisível

Nossa elite crê numa nova "mão invisível", não a do mercado, mas a do progresso

LÁ PELA metade de meu primeiro inverno europeu prolongado, amargando havia cerca de mês e meio os dias sombrios de um continente cinzento, encoberto por apenas uma nuvem, mas que se estendia ininterrupta de Lisboa até Moscou e além, eu estava à beira tanto do Sena, como de me atirar em suas águas...
Deprimido, sem entender por que, o que de início me desencorajou de poluir o rio com meu cadáver foi assistir a "Brancaleone nas Cruzadas", experiência antidepressiva cujo efeito perdurou o tempo necessário para que eu descobrisse a razão de meu estado, o que ocorreu alguns dias depois quando, sem aviso prévio, o sol saiu em torno do meio-dia e continuou se exibindo acanhadamente por uma meia hora. Malgrado a luminosidade recobrar logo sua palidez costumeira, aquele intervalo recolocou meu ânimo nos eixos.
Foi assim que constatei, na pele e debaixo dela, que, por um lado, existe uma correlação direta entre a quantidade de luz solar e o equilíbrio dos neurotransmissores e, por outro, que o deleite estético e a discussão de questões existenciais ou políticas não são sempre nem obrigatoriamente as funções mais relevantes e urgentes da sétima arte.
O final feliz seria, conforme apontei na coluna da semana passada, talvez a certeza mais arraigada que o cinema embutiu na consciência do homem contemporâneo. E há boas razões, das comerciais às psicológicas, para que, não segundo um projeto subliminar de manipulação, mas apenas por bom senso, uma indústria que se autodenomina de entretenimento prefira que seus consumidores saiam antes sorridentes do que angustiados. Que o cinema, algo a que a média dedica as horas privilegiadas de lazer, se especialize, terapeuticamente, em fazer o público se sentir bem se explica por meio das leis darwinianas do mercado.
Caso nos lembremos da única lei histórica que nunca falha, a das conseqüências imprevistas, a exposição repetida de bilhões de expectadores, ao longo de quatro gerações, a tamanha variedade de perigos, ameaças e desastres que, sem terem aparentemente saída, resolvem-se da melhor maneira (im)possível, dificilmente poderia deixar de condicionar a forma como vemos o que acontece e o que esperamos do futuro.
Este é um assunto que ainda dará pano de manga. Não faltam, contudo, exemplos ilustrativos, nem sequer na vida política nacional. Quem conheça a história do Leste Europeu e de Cuba pode, familiarizado de antemão com o roteiro, dispensar bolas de cristal e entrever, no presente ou passado recente daqueles povos, nosso próprio futuro.
Um partido, legitimando-se com a conversa fiada da luta de classes, aposta no pior dos instintos humanos, a inveja, e, conforme saqueia fiscalmente a classe média, transferindo parte do butim aos pobres (que adoram ver a afluência alheia não como resultado de trabalho, competência ou sorte, mas de algum roubo ancestral do qual teriam sido vítimas), apropria-se de comissões cada vez maiores, amplia o Estado e se encastela nele.
Os pobres, é claro, só perceberão o mau negócio que fizeram assim que, com o partido consolidado como único e perpétuo detentor do poder, passarem a pagar, em sangue, suor, lágrimas e em desenvolvimento postergado para nunca, os juros e correção monetária da esmola que aceitaram. Peixes também acabam descobrindo, geralmente tarde, que certas minhocas apetitosas eram boas demais para serem de graça. Mas e a tal oposição burguesa que, a despeito do curso superior e da pós-graduação, até entende, às vezes, a realidade e tem informação?
Bom, nossa elite crê numa nova "mão invisível", não a do mercado (desta não há muitos que gostem), mas a do progresso. Com sua ajuda, mesmo oportunistas e proponentes de utopias regressivas trabalham, sem querer nem sabê-lo, em prol de um porvir radiante e, por mais que o conduzam com intenções suicidas, levarão inevitavelmente, quem sabe porque seus trilhos já foram colocados por outros, o "trem da história" ao destino desejável e certo.
Daí provém uma parcela generosa da tibieza e ineficácia das oposições nacionais. O que esperar, no entanto, de gente que acredita, no fundo da alma, que, se bem que inconscientemente e a contragosto, fundamentalistas religiosos e clericalistas fanáticos são de fato agentes involuntários da modernização do mundo islâmico?

Comunismo é oficialmente condenado na Romênia
Data: Mon, 18 Dec 2006 21:48:17 -0300
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Romênia é o primeiro país que condena comunismo como "ilegítimo e criminoso"

Bucareste, 18 dez (EFE).- O presidente romeno, o liberal Traian Basescu, condenou hoje oficialmente o comunismo como "ilegítimo e criminoso", o que transforma a Romênia no primeiro membro do ex-bloco comunista que dá este passo, a apenas duas semanas de sua entrada na União Européia (UE).

Basescu fundamentou sua condenação em um exaustivo relatório elaborado por uma comissão liderada pelo historiador Vladimir Tismaneanu, que analisou os crimes e os abusos da ditadura comunista entre 1945 e 1989, ano da queda Cortina de Ferro.

"Temos todos os dados para condenar o comunismo como ilegítimo e criminoso", afirmou o presidente perante o Parlamento, em meio às vaias de numerosos deputados ultranacionalistas, que qualificaram o relatório como "anti-romeno".

"Em nome do Estado romeno, peço desculpas às vítimas da ditadura comunista e aos que sofreram e tiveram suas vidas arruinadas entre 1945 e 1989", disse.

Participaram da sessão como convidados o Rei Miguel I, último chefe de Estado da Romênia antes de o comunismo ser implantado, e os ex-presidentes da Polônia Lech Walesa e da Bulgária Jelyo Jelev.

De acordo com o estudo, a Romênia teve entre 500 mil e 2 milhões de vítimas do comunismo, assassinadas nas prisões ou em campos de trabalho forçado, e que vão desde a elite política e cultural do entreguerras aos opositores do regime que se rebelaram ou só pensaram de maneira diferente.

"A Securitate (a Polícia política secreta) foi uma organização criminosa do princípio ao fim", destaca o relatório de 660 páginas.

A comissão analisou as principais instituições e as personalidades políticas que tornaram possível a perpetuação da ditadura comunista, assim como as violações dos direitos humanos.

Basescu enumerou vinte razões que justificam a condenação do comunismo na Romênia, entre elas o abandono do interesse nacional nas relações com a União Soviética, a aniquilação do Estado de direito, a destruição dos partidos políticos, o extermínio da elite política, cultural e religiosa.

O presidente destacou as perseguições das minorias - étnicas, religiosas, sexuais - o extermínio dos grupos anticomunistas armados que resistiram até 1962 e a repressão violenta contra os camponeses que se opunham à coletivização.

Basescu lembrou os últimos anos do regime de Ceausescu, quando o ditador impôs medidas de extermínio da população pela fome, frio, miséria física e desespero e terminou com o massacre dos manifestantes anticomunistas em dezembro de 1989.

"Por todos estes motivos, condeno explícita e categoricamente o regime comunista, desde sua criação até sua queda", disse.

Basescu assegurou que deseja uma "reconciliação nacional", a eliminação da desconfiança generalizada e o avanço rumo à UE e à democracia "com um passado limpo".

O estudo menciona 53 políticos que contribuíram para manter e perpetuar o regime comunista, entre eles Ana Pauker, Gheorghe Ghorghiu Dej, assim como Nicolae e Elena Ceausescu.

Alguns dos políticos denunciados continuam na vida política romena, como o ex-presidente Ion Iliescu, o ultranacionalista Corneliu Vadim Tudor, líder do Partido Grande Romênia ou o social-democrata Adrian Paunescu.

Iliescu, que conduziu a Romênia durante dez dos últimos 17 anos e que atualmente é presidente honorífico do Partido Social Democrata (PSD), que é de oposição, rejeitou hoje sua menção entre os "pilares do comunismo" e acusou o autor do relatório de manipulação e falta de honestidade intelectual.

O ex-presidente disse ver no relatório "um grande risco" para a vida política da Romênia e um "pretexto para a contra-ofensiva da direita agressiva" e acrescentou que "a própria história condenou o comunismo com a queda do regime".

Já Tudor reagiu com veemência e acusou Basescu de aprovar um "projeto miserável" para acertar as contas com seus adversários políticos.

Emil Boc, líder do Partido Democrata, ressaltou que o documento não levará a "uma caça às bruxas".

O Relatório recomenda a total abertura dos arquivos confidenciais tanto da Securitate como do Partido Comunista para que os romenos tenham acesso à verdade sobre uma época histórica obscura.

(fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/12/18/ult1808u81938.jhtm )

SUIÇA TENTA REPRIMIR O "TURISMO DA MORTE" 

Original inglês em
http://www.internationaltaskforce.org/iua38.htm#16 
 
Os legisladores suíços planejam encaminhar as queixas dos residentes de um conjunto residencial de Zurique onde o grupo de suicídio assistido "Dignitas" aluga um apartamento. É ali que as pessoas chegam vivas, mas saem mortas. Os residentes do conjunto têm-se deparado com um desfile constante de cadáveres nos corredores e no elevador. "Os suicídios ocorrem quase que diariamente, de terça a sexta-feira", afirma Gloria Sonny. "Sexta-feira é o dia de rush. É um horror". 
 
De acordo com o porta voz Christian Weber, o Partido Democrata Radical Livre, um dos quatro partidos governantes, pedirá ao  Parlamento de Zurique que proíba a Dignitas de operar em prédios residenciais. O partido planeja criar um comitê de supervisão para acompanhar todos os grupos que trabalham com suicídio assistido que operam na área de Zurique, apesar da recente decisão do Ministro da Justiça do país de que o governo não iria monotorar o trabalho destes grupos. Weber explica que "alguns grupos de direito à morte dizem que os estrangeiros podem dirigir-se à Suíça para morrer, outros dizem que [os serviços prestados são apenas para os próprios suíços]. Creio que queremos clareza nestas condições". 
 
Georg Bosshard, médico pesquisador da Universidade de Zurique critica a ampla liberdade concedida aos grupos que facilitam suicídios. "Os guias de alpinismo necessitam obter uma licença e são rigorosamente controlados, mas o mesmo não ocorre com a assistência ao suicídio", diz Georg. Ademais, segundo o artigo 115 do Código Penal Suíço, a lei suíça não criminaliza a assistência ao suicídio se o assistente não estiver agindo por "motivos egoístas". 
 
Entre as duas principais organizações suíças pelo direito de morrer, a Exit Deutsche Schweiz e a Dignitas, apenas a segunda presta auxílio para a morte de estrangeiros. Entre as 138 pessoas que se mataram con a ajuda desta organização no ano passado, cerca de 90% eram estrangeiros, a maioria alemães. 
 
O parlamentar de Zurique Gerhard Fischer requisitou formalmente o fim do "turismo da morte". "Penso que temos uma boa chance de dar um basta", afirmou ele. [Bloomberg.com, 8/2/06] 
 

 
 
 
Georg Bosshard, a physician and researcher at the University of Zurich, is also critical of the current free rein enjoyed by groups facilitating suicides. "Alpinist guides need a license and are strictly controlled, but assisted suicide isn't,'' he said. Swiss law does not penalize assisted suicide, so long as the assistant acts without "selfish motives." [Swiss Penal Code, Article 115]
 
Of the two main Swiss right-to-die organizations, Exit Deutsche Schweiz and Dignitas, the latter is the only one which aids in the deaths of foreigners. Of the 138 people who killed themselves last year with Dignitas’ help, approximately 90 percent were foreigners. Most of those were from Germany.
 
Zurich parliamentarian Gerhard Fischer has formally requested an end to "death tourism." "We think we have a good chance of stopping it," he said. [Bloomberg.com, 8/2/06]
 

10 milhões para matar o espião.
Data: Tue, 19 Dec 2006 05:51:21 -0200 (BRST)

Ex-espião
Dose de polônio que matou Litvinenko custou US$ 10 milhões
Publicado em 18.12.2006, às 11h03

A dose de polônio 210 que matou o ex-espião russo Alexandre Litvinenko custou cerca de US$ 10 milhões. A informação foi dada nesta segunda-feira (18) pelo jornal britânico The Times.

Os resultados preliminares da autópsia sobre o ex-agente secreto da KGB sugerem que ele foi envenenado com polônio, com uma dose dez vezes maior que a mortal.

Segundo o jornal, Uma dose de polônio suficiente para matar um homem representa 15 mil unidades a um custo de US$ 69 cada uma. A quantidade presente no corpo do ex-agente totalizaria uns US$ 10 milhões.

Litvinenko começou a passar mal no dia 1º de novembro e morreu no dia 23 em um hospital de Londres. Antes de sua morte escreveu uma carta acusando o presidente da Rússia, Vladimir Putin , por seu envenenamento.

Fonte: Diário do Grande ABC

CASO LITVINENKO

Así se las gasta la dictadura de Putin

Por Charles Krauthammer

En la ilustración, Vladimir Putin sobre la tristemente célebre Lubianka.
Por todas partes se dice que el envenenamiento de Alexander Litvinenko, ese espía ruso renegado y ferozmente crítico con la Administración Putin, es un misterio. Se hacen oscuras especulaciones sobre innominados "elementos criminales" insertos en los servicios secretos rusos o en grupos ultranacionalistas que actúan al margen del Gobierno. Y se bisbisea sobre el indeterminado estado de cosas en el tenebroso submundo del exilio ruso. Bien, puede usted dar crédito a lo de la indeterminación o al testimonio prestado por la propia víctima en el único detector de mentiras verdaderamente fiable: el lecho de muerte. Litvinenko acusó directamente a Putin de haberlo asesinado.
Litvinenko sabía mejor que nadie cuál era su circunstancia. Y en el lecho de muerte la gente no miente. Cuando le llegó su hora, Maquiavelo (aunque hay quien dice que fue Voltaire), tras rechazar por tres veces las súplicas del cura, que le urgía a que se arrepintiera de sus pecados y renunciara a Satán, dijo: "En este momento, padre, uno trata de no crearse nuevos enemigos".
 
En el mundo de la ciencia existe un principio, denominado la navaja de Occam, que consiste en adoptar la teoría menos elaborada a la hora de dar cuenta de un fenómeno natural. La naturaleza prefiere la simplicidad. A los científicos no les gustan las teorías enmarañadas. Y a usted no le hace falta recurrir a complejas artimañas para explicarse la muerte de Litvinenko.
 
¿Cree usted que Anna Politkovskaya, la periodista que estaba investigando la guerra de Chechenia, fue disparada en su ascensor por elementos criminales? ¿Se acuerda de cuando envenenaron con dioxina al presidente de Ucrania, Viktor Yuschenko, durante la campaña electoral, a resultas de lo cual su rostro quedó desfigurado? ¿Se trató de ultranacionalistas rusos?
 
Los opositores de Putin están cayendo como moscas. Son encarcelados, o tienen que exiliarse, o son asesinados. Ciertamente, en el caso Litvinenko nunca podrá seguirse el rastro hasta Putin, con independencia de lo tenaz que resulte la investigación de la policía británica. Cuando se trata de asesinatos patrocinados por el Estado, casi nunca puede uno remontarse hasta la fuente. Hay demasiados recovecos, demasiados muros de protección entre el sicario y el padrino.
 
Rusia cuenta con una larga y distinguida historia de asesinatos de Estado, de los que el perpetrado contra Trostky con un piolet no es sino el más notorio. ¿Alguien se cree a estas alturas que el Papa Juan Pablo II, que se encontraba por entonces en plena agitación de los cimientos del Imperio soviético, fue herido por un turco enloquecido que actuaba por cuenta de Bulgaria?
 
Alexander Litvinenko.Si no estuviéramos lamentando la suerte de un hombre valiente que acaba de padecer una muerte horrible, uno casi debería admirar a los rusos, no sólo por su audacia, también por la técnica que han empleado a la hora de asesinar a Litvinenko con polonio 210. El asesinato por envenenamiento nos hace recordar la clásica época del asesinato como raison d'etat, la de los Borgia y los Medici. Pero –parafraseando a Peter D. Zimmerman, del Wall Street Journal– el giro futurista dado con este primer asesinato radiológico (o el primero de que se tiene constancia) añade un elemento de barroquismo del que esa banda criminal que atiende por el nombre de KGB (aunque ahora luce otras iniciales) debería sentirse orgullosa.
 
Algunos sostienen que el asesinato de Litvinenko fue tan obvio, tan descarado, tan sucio –cinco aviones y docenas de lugares londinenses contaminados, 30.000 personas en estado de alerta–, que podría no haber sido cometido por el KGB. Pero es que eso es, precisamente, lo maravilloso del asunto. Hazlo abiertamente, con descaro, y cuenta con las luminarias de Occidente para cuando llegue la hora de las exculpaciones.
 
Recordemos en este punto las palabras del presidente del Consejo Central Anarquista en El hombre que fue Jueves, de Chesterton: "Buscas un disfraz seguro, ¿no?... Un disfraz en el que nadie buscaría una bomba, ¿eh? Entonces, ¿por qué te disfrazas de anarquista, imbécil?".
 
Hay otra razón para perpetrar un asesinato con tanto descaro: enviar un mensaje. Se trata de una advertencia a todos los futuros litvinenkos sobre lo que les espera si continúan yendo a por el Gobierno ruso. Te cazarán hasta en Londres, donde rige el Estado de Derecho. Y lo harán aunque tengan que afrontar titulares críticos en la prensa durante un mes.
 
Los hay que dicen que el KGB no habría ido tan lejos para pescar un pez tan pequeño como Litvinenko. Bien, puede que él lo fuera, pero sus investigaciones no. Litvinenko estaba investigando las conexiones del Kremlin con el asesinato de Politkovskaya. Y afirmaba que fue el Gobierno ruso voló en 1999 unos edificios de viviendas en Moscú, matando a centenares de civiles inocentes, para responsabilizar de la matanza a los chechenos y provocar la segunda guerra de Chechenia. Estamos, pues, ante un material bastante delicado.
 
Pero es que incluso la pequeñez de Litvinenko sirve con precisión a los propósitos del KGB. Si llegan tan lejos y proceden tan sucia y arriesgadamente para matar a un tipo tan poco importante como Litvinenko, entonces no hay un solo opositor a la dictadura de Putin que pueda sentirse seguro. Es el no va más en materia de disuasión.
 
 
© 2006, The Washington Post Writers Group.

Rumanía.- El presidente rumano condena el régimen comunista por "criminal e ilegítimo"
 
BUCAREST, 18 Dic. (EP/AP) -  
 
   El presidente rumano, Traian Basescu, presentó hoy un informe en el que denuncia el ex régimen comunista por "criminal e ilegítimo" y lo considera culpable de crímenes contra la humanidad, en la primera condena oficial del comunismo en Rumanía.
 
   En la presentación del informe, de 650 páginas, Basescu acusó al régimen comunista -- que acabó con el derrocamiento y la ejecución del ex dictador Nicolae Ceausescu en 1989 -- de graves violaciones de los Derechos Humanos.
 
   "El régimen exterminó a la población mediante asesinatos y la deportación de cientos de miles de personas. Detrás del humanismo socialista estaba escondido el más profundo desprecio por el pueblo, por las personas", señaló el presidente.
 
   Algunos ultranacionalistas interrumpieron a Basescu con abucheos, mientras su líder, Corneliu Vadim Tudor, se levantaba y mostraba una tarjeta una 'tarjeta roja'. Algunos diputados aplaudían a Basescu, y otros permanecían en silencio.
 
   El texto oficial fue elaborado durante los últimos ocho meses por un equipo dirigido por un profesor de la Universidad de Maryland, Vladimir Tismaneanu. En el informe se detallan crímenes de la era comunista, incluyendo la represión sufrida por disidentes y grupos de religiosos, la censura, la prohibición del aborto, la venta de judíos y germanos, la hambruna, y la confiscación o demolición de casas de cientos de miles de personas.
 
   "El régimen comunista fue ilegítimo y criminal. Trató a toda la población como un grupo de conejillos de indias para un experimento", explicó Basescu, antes de señalar que el comunismo fue impuesto en Rumanía por el Ejército soviético, que ocupó el país en 1945.
 
   "Forzó a los ciudadanos a vivir en mentiras y temores", agregó. "Como presidente, condeno el sistema comunista, y declaro mi admiración a los ciudadanos que se opusieron a la dictadura", sentenció Basescu.
 
   El ex presidente polaco y líder del sindicato Solidaridad Lech Walesa, el ex presidente búlgaro Zhelyu Zhelev y el rey Michael de Rumanía, que fue obligado a abdicar por los comunistas en 1947, asistieron a la sesión parlamentaria.      Asimismo, Basescu apoyó las recomendaciones del grupo que elaboró el informe para el establecimiento de un día nacional de conmemoración de las víctimas del consumismo, así como un museo de la dictadura y otros esfuerzos para educar a la población sobre el comunismo en Rumanía.      El informe acusa a algunos políticos que continúan activos, incluyendo el ex presidente Ion Iliescu, por contribuir al régimen comunista, y a prominentes periodistas, escritores y poetas por adoctrinar a la población.

Santos brasileiros

13:40 @ 01/01/2007

Santa Paulina (1865-1942)

Amábile Lúcia Visintainer nasceu em Vígolo Vattaro (Trento, Itália) em 16 de dezembro de 1865. Devido a grande crise econômica, veio com a família para o Brasil em 1875, para viver no atual Município de Nova Trento, Estado de Santa Catarina. Desde os 14 anos, se dedicou a cuidar das pessoas doentes, do catecismo e da Capela de São Jorge. A partir de 1890, com a permissão de seu pai e a aprovação do Padre Marcello Rocchi SJ, deixou tudo e foi morar com uma amiga num casebre, perto da capela, para rezar, trabalhar, cultivar o espírito e ajudar os doentes pobres. Em 1895 o pequeno grupo que se formara em torno de Amábile recebeu a aprovação do Bispo de Curitiba com o nome de Filhas da Imaculada Conceição. Em dezembro do mesmo ano fizeram os votos religiosos e ela recebeu o nome de Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Fundou escolas, hospitais, educandários e asilos. Introduziu em Nova Trento a primeira fábrica de tecidos. Em 1903, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos e seus descendentes órfãos na cidade de São Paulo. Demonstrou obediência e humildade heróicas quando, em 1909, foi destituída do cargo de Superiora Geral e enviada a trabalhar com os doentes e idosos em Bragança Paulista, sem poder ocupar mais cargo algum na sua congregação. Voltou a São Paulo em 1918. Após viver 33 anos no escondimento como simples religiosa, morreu em 09 de julho de 1942, com a habitual jaculatória nos lábios: "Seja feita a vontade de Deus". Festa litúrgica: 09 de julho.


Bem-aventurado Antônio de Sant'Ana Galvão, o Frei Galvão (1739-1822)

Nascido em Guaratinguetá (SP), em 1739. Sua mãe descendia dos primeiros povoadores da Capitania e corria em suas veias sangue de bandeirantes. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida à Companhia de Jesus pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para a Ordem franciscana. A 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes e, no ano seguinte, foi ordenado sacerdote. Em 1766 consagrou-se à Virgem Maria, como seu "filho e escravo perpétuo". Fundou, em 1774, juntamente com Madre Helena Maria do Espírito Santo, o Convento de Nossa Senhora da Luz, na capital paulista. Foi o arquiteto, o engenheiro, o mestre de obras e muitas vezes o operário de sua edificação. A obra, concluída em 1802, foi declarada "patrimônio cultural da humanidade", pela UNESCO. Sacerdote procurado e estimado por todos, era chamado "homem da paz e da caridade". Dele se atestam certos fenômenos místicos, como êxtases e levitação. Também são famosos em sua vida os casos de bilocação. Em 1820, fez um de seus milagres mais retumbantes: tocou os sinos do Convento da Luz fora do horário da reza e anunciou à multidão que aglomerou-se a razão da convocação urgente: "Rebentou em Portugal uma Revolução!" E relatou detalhes, como se tivesse presenciado o acontecimento. Semanas mais tarde chegaram as notícias confirmando as narrações de Frei Galvão: tratava-se da Revolução do Porto, que obrigou D. João VI a voltar a Portugal e precipitou a independência do Brasil. Entregou sua alma a Deus em 23 de dezembro de 1822. Até hoje sua sepultura, na capela do mosteiro, é visitada por multidões que acorrem a lhe pedir graças e milagres. Foi beatificado em 1998. Por solicitação do Sindicato dos Profissionais da Construção Civil, a Santa Sé declarou o Bem-aventurado Antônio Galvão padroeiro da construção civil na Arquidiocese de São Paulo. Sua festa é celebrada, anualmente, no dia 25 de outubro.

As "pílulas de Frei Galvão". O Bem-aventurado era muito procurado pelo povo para a cura. Numa dessas ocasiões, escreveu num papel uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora, "Post partum, Virgo, inviolata permanansisti! Dei Génitrix, intercede pro nobis!" ("Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta! Mãe de Deus, intercedei por nós!" Enrolou o papel em forma de pílula e deu a um jovem que estava sofrendo fortes cólicas renais. Imediatamente cessaram as dores e ele expeliu um grande cálculo. Logo veio um senhor pedindo orações para a mulher que estava sofrendo em trabalho de parto. Frei Galvão fez novamente uma pilulazinha e a criança nasceu rapidamente. A partir daí, ensinou as irmãs do Convento da Luz a confeccionar as pílulas e dar às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje.

Para comunicar graças alcançadas pela intercessão do Bem-aventurado Frei Galvão escreva para:
Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz
Caixa Postal 455
CEP 01059-970 São Paulo - SP


Bem-aventurado José de Anchieta (1534-1597)

Nasceu em Tenerife, nas Ilhas Canárias (pertencentes à Espanha) em 19 de março de 1534. Sacerdote, catequista, poeta, professor, músico, enfermeiro, construtor de capelas, fundador de cidades, autor da primeira Gramática da língua tupi, Anchieta foi considerado santo ainda em vida. São numerosos os testemunhos de levitação durante êxtases místicos. Afirmam também que multiplicou alimentos, que comandava os peixes do mar (os índios o chamavam "senhor da pesca") e que podia conter tempestades. Falava mansamente aos animais selvagens. Entrou para a Companhia de Jesus em 1551, com 17 anos, e chegou ao Brasil em 1553. Com o Pe. Manuel da Nóbrega, fundou a vila e o colégio de São Paulo de Piratininga, onde foi professor. Em 1563, ao acompanhar o Pe. Nóbrega numa missão de paz junto aos índios tamoios, em guerra contra os portugueses, foi feito refém por cinco meses e durante este tempo compôs um poema em latim em honra à Virgem Maria. Como não tinha papel e tinta, escreveu na areia molhada das praias de Ubatuba (SP) e memorizou os versos. Quando voltou para São Vicente ele passou, ao todo, 4.172 versos para o papel. Foi ordenado sacerdote em março de 1565, em Salvador. Morreu em Reritiba (atual cidade de Anchieta, no Estado do Espírito Santo), em 09 de junho de 1597. Foi beatificado em junho de 1980 pelo Papa João Paulo II.

Para comunicar graças alcançadas pela intercessão do Bem-aventurado Anchieta, escrever para:
Vice-Postulação da Causa do Beato José de Anchieta
Padre César Augusto dos Santos SJ
Rua Bela Cintra, 968 - 8o. andar
CEP 01415-000 São Paulo - SP

A biografia do Bem-aventurado escrita em 1617, pelo padre jesuíta Pero Rodrigues, pode ser baixada gratuitamente no site http://www.microbookstudio.com/missjes.htm


Bem-aventurados Protomártires do Brasil

No dia 16 de julho de 1645, os holandeses protestantes, que ocupavam o Nordeste do Brasil, chegaram a Cunhaú, Rio Grande do Norte, onde residiam vários colonos ao redor do engenho, ocupados no plantio da cana-de-açúcar. Era um domingo. Na hora da Missa, 69 pessoas se reuniam na Capela de Nossa Senhora das Candeias. A Capela foi invadida por soldados e índios que trucidaram a todos que aí estavam, inclusive o Padre André de Soveral, que celebrava a Missa. Desta multidão de mártires, apenas dois foram identificados e, por isso, beatificados: o Padre André e Domingos de Carvalho.

Aterrorizados com os acontecimentos de Cunhaú, muitos moradores de Natal pediram asilo no Forte dos Reis Magos ou se refugiaram em abrigos improvisados. No dia 03 de outubro, foram levados para as margens do Rio Uruaçu, onde os aguardavam índios e soldados holandeses armados. Eram cerca de 80 pessoas. Os holandeses trouxeram um pastor protestante para demovê-los de sua Fé católica. Todos resistiram a esta tentativa e foram barbaramente martirizados. Entre eles estava Mateus Moreira que, ao lhe ser arrancado o coração pelas costas, morreu exclamando: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento!" Dos mártires de Uruaçu foram beatificados o Padre Ambrósio Francisco Ferro (português), o citado Mateus Moreira, João Lostau Navarro (francês), Antônio Vilela Cid (espanhol), Antônio Vilela (filho do anterior) e sua irmã, Estêvão Machado de Miranda e suas duas filhas, Manuel Rodrigues de Moura e sua esposa, José do Porto, Francisco de Bastos, Diogo Pereira, Vicente de Souza Pereira, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, Simão Correia, João Martins, a filha de Francisco Dias e Antônio Barracho.

Festa litúrgica: 03 de outubro.

Para comunicar graças alcançadas pela intercessão dos Bem-aventurados Protomártires Brasileiros, escreva para:
Postulador Monsenhor Francisco de Assis Pereira
Caixa Postal 227
CEP 59001-970 Natal - RN 


Bem-aventurado Eustáquio van Lieshout, o Padre Eustaquio (1890-1943)

Nasceu na Holanda, em 03 de novembro de 1890. Ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1919. Foi condecorado pelo Rei Alberto, da Bélgica, pelo seu trabalho junto aos refugiados belgas durante a I Guerra. Em 1925 veio ao Brasil como missionário, com mais dois companheiros, a convite do Bispo de Uberaba (MG). Em 1926 tornou-se vigário de três paróquias, com muitas capelas anexas. Visitava os doentes nas choupanas, distribuía roupas e alimentos aos necessitados, acudia aos problemas familiares. Reabriu a escola rural, pregou missões populares e ganhou fama de santo e milagreiro.

Em 1935 foi transferido para Poá, parte da zona suburbana da Grande São Paulo, habitada por operários. Sendo Vigário da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, trouxe da França água da fonte milagrosa, e erigiu ao lado da igreja uma réplica da gruta de Lourdes. Suas pregações e bênçãos logo criaram fama, e passou a ser conhecido como "o Vigário de Poá". A notícia das curas do "padre santo" fizeram afluir muita gente à sua procura. Em maio de 1941, a situação se tornou insustentável e o Padre Eustáquio teve que ser transferido. Em 30 de agosto de 1943 entregou a alma a Deus. É por causa dele que um bairro de Belo Horizonte chama-se "Padre Eustáquio". Foi declarado Venerável em 12 de abril de 2003.

Para comunicar graças alcançadas através da intercessão do Bem-aventurado Padre Eustáquio, escreva para:
Vice-Postulação e Secretariado Nacional da Beatificação do Pe. Eustáquio
Rua Riachuelo, 1250 - Bairro Padre Eustáquio
CEP 30720-060 Belo Horizonte - MG
 

Bem-aventurado Mariano de la Matta (1905-1983)
 
 
 
 
 
 
 
Nasceu em 31 de dezembro de 1905, em Palencia, Espanha. Ingressou na Ordem Agostiniana em 1921, sendo ordenado sacerdote em 1930. Foi mandado para o Brasil em 1931, atuando primeiramente na paroquia de Taquaritinga. Em 1933 foi transferido para o Colegio Santo Agostinho, em São Paulo, onde foi professor, secretário e ecônomo. Entre 1945 e 1948, foi Superior da Vice-Provincia Agostiniana do Brasil. Morreu em 1983, com fama de santidade. 
 
Para comunicar graças alcançadas pelo Bem-aventurado Padre Mariano:
Paróquia Santo Agostinho
Praça Santo Agostinho, 79
01533-070 São Paulo, SP
Tel.: (0xx11) 3209-4685

Veneráveis Mártires de Nonoai


Em 21 de maio de 1924, o Padre Manuel Gómez González (espanhol, 1877-1924) e seu coroinha Adílio Daronch (brasileiro de Cachoeira do Sul - RS, 1908-1924) foram assassinados com requintes de crueldade.

Padre Manuel foi ordenado sacerdote em 24 de maio de 1902. Em 1904, após exercer o ministério sacerdotal em sua terra natal, passou para a Arquidiocese de Braga, Portugal. Em 1913, devido à perseguição à Igreja em Portugal, obteve licença para vir ao Brasil, tendo sido encaminhado ao Bispo de Santa Maria, no Estado do Rio Grande do Sul. Em dezembro de 1915 foi nomeado Pároco de Nonoai, região norte do Estado. Nesta região, durante a Revolução gaúcha de 1923, foram cometidas muitas atrocidades pelas facções em confronto. O Padre não se envolvia com política, mas por ter enterrado uns mortos em Nonoai, abandonados no campo de combate pelos adversários, e pregado contra os banditismos e as vinganças dos grupos políticos adversos, apelando para a paz e o respeito mútuo, ficou marcado para morrer. Apesar de avisos contrários de não ir até Três Passos, pois correria perigo de morte, não deixou de cumprir sua palavra e seu dever sacerdotal. Acompanhado do jovem coroinha Adílio, ia para a colônia militar de Três Passos, a fim de atender um grupo de colonos teuto-brasileiros, ali estabelecidos. Há 3 km de Três Passos, no lugar chamado Feijão Miúdo, foi assaltado por bandidos, arrastado mato a dentro, atado numa árvore junto com o coroinha e, depois de insultado e maltratado, ambos foram mortos a tiros. Entre os mandantes do crime estavam personagens anticlericais graduados de Nonoai e Palmeira. Os corpos dos mártires foram encontrados em 23 de maio, e sepultados em 25 de maio, no mesmo cemitério que iriam abençoar.
Desde a divulgação dos crimes foram chamados de mártires pelo povo. Seus restos mortais, conservados na capela anexa ao Santuário de Nossa Senhora da Luz, em Nonoai, atraem milhares de devotos todos os anos, em especial por ocasião da romaria no terceiro domingo de maio. Em 1996 foi iniciado o processo de beatificação.

Para comunicar graças recebidas pela intercessão dos Mártires de Nonoai, escrever para:
Paróquia e Santuário Nossa Senhora da Luz
Av. Rocha Loires, 340 - Caixa Postal 22
CEP 99600-000 - Nonoai - RS  
nossaluz@slavenet.com.br  


Venerável Albertina Berkenbrock (1919-1931)

Nasceu no Município de Imaruí, sul do Estado de Santa Catarina, em 11 de abril de 1919. Por não consentir nos intentos do oleiro Idalício Cipriano Martins (Maneco Palhoça) que desejava estuprá-la, Albertina, em 15 de junho de 1931, aos 12 anos de idade, foi degolada e morta quanto estava a procurar um boi que fugira da propriedade de seu pai. Idalício era casado, natural de Garopaba-SC, tinha na ocasião 32 anos de idade e prestava serviços na localidade. É considerada mártir por ter-se portado com fortaleza cristã no momento de sua morte, a fim de defender sua virtude. Na prisão, o assassino confessou que a menina resistiu, invocando o nome de Deus e dizendo que aquilo era pecado. A morte de Albertina transformou a localidade de São Luís num concorrido centro de peregrinações religiosas. Em 1952 a Arquidiocese de Florianópolis deu início ao processo de beatificação.

Para comunicar graças recebidas pela intercessão de Albertina Berkenbrock, escreva para:
Pe. Sérgio Jeremias de Souza
Caixa Postal 341
CEP 88701-970 Tubarão - SC
 

Venerável Irmã Lindalva Justo de Oliveira, FCD (1953-1993)
Nascida em 20 de outubro de 1953, no Município de Açu (RN). Ingressou na Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Em janeiro de 1991, terminado o período de formação religiosa, foi enviada para o Abrigo D. Pedro II, em Salvador. Sua missão era coordenar uma enfermaria da ala masculina, com 40 idosos. Foi assassinada em 9 de abriol de 1993, Sexta-Feira Santa, por um dos internos de que cuidava, por não corresponder ao seu assédio. Morreu com 44 facadas.

O processo para beatificação e reconhecimento de martírio da Serva de Deus Lindalva de Oliveira foi instalado em 17 de janeiro de 2000 e solenemente encerrado em 3 de março de 2001, na Catedral de Salvador, pelo Cardeal-Arcebispo Dom Geraldo Majella Agnelo.
 
Para comunicar graças alcançadas pela intercessão de Irmã Lindalva:
Cúria Provincial das Filhas da Caridade
Rua Henrique Dias, 208   Boa Vista
50070-140  Recife  PE
Tel.: (81) 4009 9609 ou 4009 9600
aspvrsec@veloxmail.com.br (informações com Ir. Leonete Custódio, FC)
 

Venerável Madre Maria Teodora Voiron (1835-1925)

Nasceu em Chambéry, na França, em 06 de abril de 1835, tendo recebido no Batismo o nome de Luiza Josefina. Tendo sido admitida entre as Irmãs de São José, foi enviada como missionária para o Brasil com apenas 23 anos. Aqui chegando, abraçou numerosas obras de caridade: orfanatos, asilos para velhos e crianças abandonadas, hospitais, leprosários, escolas para meninas pobres. Morreu a 17 de julho de 1925, em Itu - SP. Recebeu o título de Venerável em 1989.


Servo de Deus Dom Vital Maria Gonçalves de Oliveira, Bispo de Olinda (1844-1878)

Nasceu em Pedras de Fogo (PB), em 27 de novembro de 1844. Estudou no Seminário de Olinda e, depois, em Paris, onde decidiu ser capuchinho (ramo da ordem franciscana). Foi ordenado sacerdote em 02 de agosto de 1868. Em 1872, com apenas 27 anos, foi nomeado Bispo de Olinda e Recife, tomando posse do cargo em 24 de maio do mesmo ano. D. Vital incomodava, por tentar corrigir graves falhas na vida diocesana. Acatando as diretrizes da Santa Sé, lançou interdito canônico contra as irmandades religiosas que aceitavam membros maçons e afastou da Diocese dois sacerdotes que se recusaram a abandonar a Maçonaria. Isto não foi aceito pelo governo imperial, controlado pela Maçonaria, e D. Vital foi condenado a 4 anos de prisão com trabalhos forçados, juntamente com o Bispo de Belém, D. Macedo Costa. Na prisão, sucediam-se visitas de multidões de fiéis e clero, inclusive Bispos estrangeiros. A própria Princesa Isabel, que havia conseguido que sua pena fosse comutada para prisão simples, foi visitá-lo. D. Vital chamou ao Rio os seminaristas do Recife ordená-los sacerdotes ali mesmo, na prisão. Inúmeras petições, com milhares de assinaturas, pediam a sua liberdade. O Papa começou a protestar e escreveu ao Imperador pedindo a libertação dos Bispos. Quando o Imperador convidou o Duque de Caxias para o cargo de Primeiro-Ministro, este pôs a condição de que se concedesse anistia aos Bispos. Finalmente, em 17 de setembro de 1875, D. Pedro II assinou o decreto de anistia libertando D. Vital e D. Macedo Costa.

D. Vital regressou à Diocese em 06 de outubro de 1876 e foi recebido triunfalmente. Com o agravamento de seu estado de saúde, embarcou para a Europa, em busca de tratamento. Morreu aos 33 anos, em Paris, a 04 de julho de 1878. Monsenhor de Ségur, na oração fúnebre, afirmou que D. Vital morrera envenenado. A respeito de D. Vital, o prof. Nilo Pereira, no livro Conflito entre a Igreja e o Estado no Brasil, disse: "Nunca, em todo o passado brasileiro, foi alguém mais heróico em sua resistência a poderosos avassaladores do que esse capuchinho".


Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima, o Padre Donizetti (1882-1961)

Nasceu em 03 de janeiro de 1882, em Santa Rita de Cássia (MG). Seu pai, um advogado aficcionado pela música erudita, colocava nos filhos nomes de compositores famosos. Assim, o Padre Donizetti tinha por irmãos Rossini, Mozart e Verdi. Foi alfabetizado por sua mãe, que era professora. Iniciou o curso preparatório na afamada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo-SP, tendo-o abandonado para entrar no Seminário. Foi ordenado sacerdote em 12 de julho de 1898, em Pouso Alegre-MG. Nesta ocasião, fez voto de pobreza, sem ter necessidade de fazê-lo, pois era padre diocesano (não pertencente a uma ordem religiosa). Guardou seu voto por toda a vida. Não tinha luxo. Sua alimentação era simples e frugal, e dormia em cama sem colchão. Seu travesseiro eram livros envoltos num pano. Em 1909, torna-se vigário em Vargem Grande do Sul, Diocese de Campinas - SP, onde permanece por 16 anos. Em 13 de junho de 1926 toma posse como pároco de Tambaú (SP), onde permaneceu até o dia em que entregou a alma a Deus, em 16 de junho de 1961.

Considerado o maior taumaturgo do Brasil, ao Padre são atribuídas 700 curas. Estas começaram quando um homem livrou-se do reumatismo que o castigava e atribuiu a cura ao Padre Donizetti. Não foram apenas curas de doenças funcionais, estas que dependem de um trauma ou bloqueio psíquico, como asma, úlcera estomacal, gagueira etc. Foram realizadas curas de doenças orgânicas, tais como tumores, dilacerações de tecidos, fraturas ósseas, recomposição do tecido ósseo etc. Mesmo um Bispo conta-se entre os milagrados: D. Lafayete Libano, Bispo de Rio Preto, que afirmou ter sido curado de uma úlcera. Na casa do Padre, mantida até hoje para visitação, encontram-se muletas, gessos e centenas de pares de óculos, deixados por aqueles que não precisavam mais de amparo. A imprensa da época acompanhou e testemunhou essas curas: http://www1.folha.uol.com.br/folha/almanaque/cotidiano_31mai1955.htm Além das curas, a cidade de Tambaú foi palco de um número infindável de conversões. O Padre Donizetti considerava as conversões mais importantes que as curas: estas têm uma existência curta, a conversão de um pecador vale para a vida eterna. O povo o considerava ainda em vida como santo, pela sua bondade e pelos sinais e prodígios ocorridos em torno de sua pessoa.
 
Em maio de 1955 teria ressuscitado uma criança, durante a cerimônia de encomendação do corpo. A criança chorou dentro do caixão, que se encontrava fechado, choro que foi ouvido pelos romeiros presentes. Determinando o Padre Donizetti a abertura imediata do caixão, verificou-se que a criança estava realmente viva. Diversas testemunhas, que teriam presenciado a ressurreição da criança, estão perfeitamente identificadas: declararam nome, residência, profissão, cidade e estado onde residem. Entre eles, uma senhora residente em Ribeirão Preto, um funcionário da Estrada de Ferro Sorocabana, um fiscal da Prefeitura Municipal de Tambaú, o Cônego João Correia Carvalho e o Sr. Carlos Pudles, Presidente do Apostolado da Oração do Estado de São Paulo.

O jornalista Joelmir Betting, que conheceu pessoalmente o Padre Donizetti, prefaciou o livro "Padre Donizetti de Tambaú", de autoria de José Wagner Cabral de Azevedo, publicado pela Editora Santuário. Citamos trechos do prefácio:  "Ele dormia em estrado de madeira coberto de jornal. Jantava caldo de quiabo e vestia-se com batina surrada. Tinha voto de pobreza desde a mocidade. Sua única riqueza era uma biblioteca abastecida por livros doados, classificados um a um. A leitura era um compromisso diário de fim de tarde. De preferência, tratados de Filosofia. Apegado à música desde a infância, abandonou a carreira de concertista de piano pelo sacerdócio. (...) As procissões mais freqüentadas de toda a região. Incluída a inexcedível procissão da Sexta-Feira Santa, já noite alta. Não raro, procissão santificada por uma enorme estrela cadente. Que riscava o céu da cidade como que fazendo um chiado por sobre nossas cabeças embevecidas. Espécie de aquecimento espiritual da multidão para o momento mais esperado: o do sermão. Sim, o do sermão da Sexta-Feira Santa no púlpito da Igreja Santo Antônio. Ele, certa feita, no momento mais candente do sermão, chegou a levitar, literalmente, a vista de todos. A cada ano, era uma choradeira coletiva, tamanha a comoção despertada pela mensagem da Paixão de Cristo, segundo Pe. Donizetti. (...) Do seu apostolado, conhecido no Brasil e em meio mundo, há um testemunho que só tem explicação nas páginas deste livro: perto de 2 milhões e 700 mil de brasileiros, homens e mulheres, com menos de 45 anos de idade, carregam Donizetti no nome. Fonte: Tribunal Superior Eleitoral. Quem sabe, mera comprovação estatística de uma situação recorrente na carreira sacerdotal do Pe. Donizetti -- o do exercício pessoal do dom divino da ubiqüidade. O de estar comprovadamente em dois ou três lugares diferentes a um mesmo tempo. Há relatos também desse fenômeno neste livro. Pessoalmente, participei disso em três ocasiões. Numa delas, procurei tirar algum comentário do Pe. Donizetti. Ele, em resposta, se limitou a me passar uma lição de vida, que até hoje me robustece, me conforta e me encoraja. Disse-me ele, com a mão em meu ombro: "Para quem não crê em Deus, nenhuma explicação é possível. Para quem crê, nenhuma explicação é necessária." Sobre a importância do Padre Donizetti na vida de Joelmir Betting ver http://www.joelmirbeting.com.br/noticias.asp?IDgNews=10&IDNews=703

A abertura de seu processo de beatificação foi autorizada pela Santa Sé, em 02 de dezembro de 1996, quando então foi declarado Servo de Deus.

Em 1998, um milagre atribuído ao Padre Donizetti ganhou repercussão nacional, tendo como personagem Alzira Furtado Zanotti, cidadã de boas posses de Tambaú. Numa terça-feira de Carnaval, Dona Alzira levou dois tiros no tórax, 90 facadas e seu algoz ainda passou três vezes com o carro sobre o corpo, que depois foi jogado a formigas atraídas pelo sangue, em local ermo. Sozinha aguardando a morte certa, Dona Alzira, que sempre foi devota de Padre Donizetti, rezou pela proteção do sacerdote. Por volta de meia-noite, quando ninguém passava naquela estrada deserta, duas famílias voltavam para a cidade de uma visita a um sítio. E Dona Alzira sobreviveu, depois de seis dias no hospital.

Para comunicar graças recebidas pela intercessão do Padre Donizetti, escreva para:
Associação de Fiéis do Padre Donizetti
Caixa Postal 47
CEP 13710-970 Tambaú - SP


Serva de Deus Irmã Dulce (1914-1992)

Nasceu em Salvador, em 26 de maio de 1914, sendo batizada com o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, ela já havia transformado a casa da família, na Rua da Independência, 61, num centro de atendimento a pessoas carentes. É nessa época que ela manifesta pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres.

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era consagrada ao Senhor, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

A primeira missão de Irmã Dulce foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.

Os primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Cuidou de pessoas doentes, construiu farmácia, posto de saúde e uma cooperativa de consumo. Fundou, em 1937, o Círculo Operário da Bahia, que além de escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas. Em maio de 1939, inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

Em 1949, sem ter para onde levar os doentes que recolhia pelas ruas de Salvador, pediu à Superiora licença para abrigá-los no galinheiro do convento. Não sem relutância, a Madre concordou, desde que Irmã Dulce encontrasse uma solução para as galinhas. Em pouco tempo, o galinheiro estava limpo, colchões espalhados pelo chão e os 70 doentes abrigados. A Madre Superiora retornou e elogiou o empenho de Irmã Dulce. Antes de ir, perguntou pelas galinhas. -- "Estão todas muito bem, na barriga dos meus doentes". Assim nasceu o Albergue Santo Antônio, que mais tarde transformar-se-ia, em 1970, no Hospital Santo Antônio, o maior hospital da Bahia, com cerca de mil doentes internados. Considerado modelo, dispõe de todas as clínicas médicas e centro cirúrgico dos mais modernos, de portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Nordeste do Brasil.

Irmã Dulce também construiu um Centro Educacional modelo, no Município de Simões Filho, onde criou e educou milhares de meninos de rua, conseguindo empregá-los quando atingiam a idade indicada para esse fim.

Administradora colossal, que tinha tudo sob controle, sabia das necessidades, bem como resolver qualquer problema. Conservou, porém, a vida inteira, uma tocante humildade, nunca se jactou pelo que fez, nunca leu um só artigo elogiando suas obras e sempre recusou homenagens, repetindo apenas que era uma serva de Deus e dos pobres. Quase não comia. Jejuava três vezes por semana e suas poucas refeições se resumiam a um montinho de arroz e legumes colocados num parto de sobremesa ou num pires de café. Carne, doce e refrigerante não constavam de seu cardápio. Também quase não dormia, eram no máximo quatro horas de sono por noite, sentada numa cadeira de madeira maciça (dormiu nela por 30 anos, até ser proibida pelo médico). A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país. Dizia Irmã Dulce: "Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Essa é a última porta e por isso eu não posso fechá-la."

Em 20 de outubro de 1991, por ocasião de sua segunda visita ao Brasil, o Papa João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Papa, em 13 de março de 1992, morria Irmã Dulce, pouco tempo antes de completar 78 anos.

A causa de beatificação de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro de 2.000, tendo sido ela distinguida no mesmo ano com o título de Serva de Deus, pelo Papa João Paulo II.

Para comunicar graças alcançadas pela intercessão de Irmã Dulce, escreva para:
Beatificação de Irmã Dulce
Avenida Bonfim, n. 161 - Largo de Roma
CEP 40420-000 Salvador - BA  


Servo de Deus Padre José Antônio de Maria Ibiapina, o Padre Ibiapina (1806-1883)

José Antônio Pereira Ibiapina nasceu em 05 de agosto de 1806, em Sobral (CE). Ingressou no Seminário de Olinda em 1823, tendo que deixá-lo em razão da morte dos pais, que o fez responsável pela educação de seus irmãos. Em 1828, ingressou na Faculdade de Direito do Recife, tendo-se formado em 1832, na 1a. turma de Bacharéis. No ano seguinte, foi nomeado Juiz de Direito em Quixeramobim, no interior do Ceará. Em 1834 foi eleito Deputado, para a legislatura nacional de 1834-1837, tendo sido o mais votado de sua Província.

Terminada sua legislatura, Ibiapina não mais desejava continuar na vida pública e dedicou-se à advocacia, principalmente em causas de pessoas humildes e sem posses. Já nessa época pode-se notar uma profunda transformação na personalidade de Ibiapina. A partir de 1850, já com 44 anos de idade, retirou-se de toda e qualquer vida social. Desfazendo-se dos seus bens, recolheu-se numa pequena casa de um bairro do Recife e, durante três longos anos, permaneceu em completa solidão, lendo, estudando, meditando, aprofundando-se nas virtudes da humildade e pobreza voluntária, cultivando os exercícios de piedade e fortalecendo-se com a frequência aos Sacramentos.

Ibiapina só chegou a abraçar a sua verdadeira vocação aos 47 anos de idade, quando foi ordenado sacerdote, em 03 de julho de 1853. Como padre, trocou seu sobrenome de Pereira pelo de Maria, em honra à Virgem Santíssima, passando a chamar-se Padre José Antônio de Maria Ibiapina. A partir daí, nova mudança profunda verificou-se em Ibiapina. Uma explosão de fervor e atividade apostólica tomou conta desse homem, que havia passado três anos em profundo retiro de penitência e contemplação. Depois de permanecer três anos como professor no Seminário de Olinda, partiu para o interior, com a licença do Bispo, percorrendo em missão cinco Províncias: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Nessa vasta região, durante 28 anos (de 1855 a 1883), o Padre Ibiapina passou como o apóstolo do Nordeste: realizou missões populares, reconciliou os ânimos, levantou igrejas, capelas, hospitais, colégios, e até construiu açudes e cemitérios. Sobretudo, ergueu e instituiu as suas famosas "Casas de Caridade", em número de 22, onde moravam grupos de irmãs consagradas e por ele organizadas em comunidades. A essas irmãs, ele escrevia: "Filhas minhas muito amadas, procurai ser santas, lembrai-vos que só o estar nessas Casas é princípio de virtude e santidade, e que Deus enche de graça quem é fiel".

Foi em sua pequena residência, perto da Casa de Caridade de Santa Fé (Município de Arara, na Paraíba), que o Padre Ibiapina, já enfermo, passou os últimos 7 anos de sua vida, como confessor, professor e administrador de sua obra. Faleceu em 19 de fevereiro de 1883. Um pensamento do Padre Ibiapina: "É uma razão para não obrarmos com atenção ao mundo: é que não nos apreciará se obrarmos bem, nem nos corrigirá se obrarmos mal" (das Instruções Espirituais do Padre). Foi reconhecido como Servo de Deus em 18 de fevereiro de 1992.

Para comunicar graças alcançadas pela intercessão do Padre Ibiapina, escreva para:
Causa de Beatificação do Padre Ibiapina
Caixa Postal 17
CEP 58200-000 Guarabira - PB


Servo de Deus Frei Damião de Bozzano (1898-1997)

Italiano, filho de camponeses, Frei Damião, no século chamado Pio Gianotti, nasceu em Bozzano, norte da Itália, em 05 de novembro de 1898. Desde criança manifestava vocação para o sacerdócio. Iniciou seus estudos religiosos na Escola Seráfica de Camigliano, em 1910, com 12 anos. Aos 16 ingressou na ordem dos capuchinhos, recebendo o nome de Frei Damião. Em 1917, foi convocado pelo Exército italiano para servir na I Guerra Mundial. Em 05 de agosto de 1923 foi ordenado sacerdote. Doutorou-se em Teologia Dogmática na Universidade Gregoriana. Ao chegar ao Brasil, em 1931, foi para o Convento de São Félix (Recife - PE), onde viveu até sua morte. Celebrou sua primeira Missa no Brasil em 05 de abril de 1931, na cidade de Gravatá (PE). Durante a II Guerra Mundial foi proibido de realizar missões, devido à sua origem italiana, permanecendo recluso em um convento em Maceió até 1945.

Sentado num banquinho de madeira, muitas vezes sem encosto, o frade capuchinho entrava as madrugadas confessando os fiéis. Ouvia cada devoto com a mesma atenção, cara a cara, o braço apoiado nos joelhos. Sem se levantar para nada, a posição lhe custou problemas graves na coluna, que progressivamente o impediram de andar com a cabeça erguida. Inimigo declarado do comunismo e da minissaia, Frei Damião missionou por mais de 800 municípios. Nunca se queixou das dores, apenas das limitações que a idade lhe impunha. Morreu a 31 de maio de 1997, de problemas pulmonares, no Hospital Real Português (Recife). Até os últimos dias, confessou todos os fiéis que o procuravam. Seu processo de beatificação foi iniciado em 2.002.

Já em 1991, o Instituto de Teologia de Recife catalogou 80 relatos de milagres que lhe foram atribuídos. Um fato interessante ocorreu na última visita de Frei Damião a Gravatá, em 05 de agosto de 1981, quando a cidade recebeu uma multidão de fiéis para comemorar seus 58 anos de sacerdócio. O capuchinho havia solicitado ao dono do Cine Holanda que suspendesse a exibição de um filme pornográfico, porque a pregação iria começar na praça principal. A solicitação não foi atendida e, imediatamente, o teto do cinema despencou. Houve grande correria e várias pessoas saíram feridas. O Cine Holanda não existe mais e muitas empresas tentaram se instalar no prédio, sem êxito.


Servo de Deus Cônego Lafayette da Costa Coelho (1886-1961)
Nasceu em 10 de novembro de 1886, na cidade de Serro (MG). Estudou no Seminário Arquidiocesano de Diamantina, sendo ordenado sacerdote em 15 de abril de 1917. Foi designado para a Paróquia de Santa Maria Eterna, em Santa Maria do Suaçuí (MG), onde trabalhou por 44 anos, pregando com o exemplo e com a santidade de vida. Promoveu diversas missões populares e foi um grande promotor de vocações sacerdotais na Arquidiocese. Foi o responsável pela construção do hospital da cidade. Faleceu em Santa Maria do Suaçuí, em 21 de setembro de 1961. Correspondência:

Pe. Ismar Dias de Matos
Postulador da Causa de Beatificação do Servo de Deus Cônego Lafayette
Caixa Postal 2025
CEP 30270-050 Belo Horizonte - BH


Servo de Deus Monsenhor Francisco de Paula Victor (1827-1905)
O primeiro padre negro do Brasil. Nasceu em Campanha (MG), a 12 de abril de 1827. Filho natural da escrava Lourença Justiniana de Jesus. Com a ajuda de sua madrinha, conseguiu estudar no Seminário de Mariana (MG). Foi coadjutor na Catedral de Mariana e Vigário em Três Pontas. Nesta cidade, fundou o Educandário Sagrada Família. Visitava os doentes, amparava os inválidos, zelava pela infância desvalida, atendia as pessoas em suas necessidades, dava esmolas. Quando recebia alguma importância, dava ao primeiro pobre que passasse, sem nem querer saber a quantia. São-lhe atribuídos vários milagres e até hoje romeiros visitam seu túmulo em Três Pontas. Em 1993 teve início o seu processo de beatificação. Correspondência:

Associação Padre Victor de Três Pontas
Rua Cel. Azarias de Brito Sobrinho, 61
CEP 37190-000 Três Pontas - MG


Servo de Deus Padre Vítor Coelho (1889-1987)

Nasceu em 22 de setembro de 1889, em Sacramento (MG). Ingressou no Seminário dos Redentoristas (Aparecida - SP), em 1911, emitindo os votos religiosos em agosto de 1918. Atuou como missionário em vários Estados do País, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná. Posteriormente, assumiu o trabalho de evangelização dos peregrinos do Santuário e dos ouvintes da Rádio Aparecida até a sua morte, em 21 de julho de 1987. Seu túmulo está aberto à visitação pública no Memorial dos Redentoristas, ao lado da Basílica velha de Aparecida.

Para comunicar graças alcançadas através da intercessão do Padre Vítor Coelho, escrever para:
Causa do Padre Vítor Coelho
Caixa Postal 43
CEP 12570-000 Aparecida - SP


Servo de Deus Diácono João Luiz Pozzobon (1904-1985)

Nasceu em 1904, num vilarejo chamado Ribeirão, no Estado do Rio Grande do Sul. Casou-se pela primeira vez em 1928, com Tereza Turcato, e teve dois filhos. Ficando viúvo, casou-se novamente em 1933, com Vitória Filipetto, e teve mais 5 filhos. Sempre honrou os deveres de pai e marido. Em 1948 consagrou-se a Maria, Mãe e Rainha Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Iniciou a campanha do Movimento Apostólico de Schoenstatt em 1950, levando a imagem da Mãe Peregrina pelo País, durante 35 anos, sem falhar um dia, a casas, escolas, presídios e hospitais. Ao final de sua vida completou 140 mil quilômetros caminhando em peregrinação. Foi ordenado Diácono permanente em 30 de dezembro de 1972. Morreu em 27 de junho de 1985. Correspondência:

Secretaria da Causa do Diácono João Luiz Pozzobon
Rua Fioravante Spiazzi, 1530
Caixa Postal 7018
CEP 97050-971 Santa Maria - RS
sionmari@terra.com.br


Serva de Deus Madre Maria José de Jesus (1882-1959)
Nasceu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1882, filha do famoso historiador Capistrano de Abreu. Jovem, bonita e inteligente, Honorina de Abreu brilhou na sociedade carioca da época. Porém, aos 20 anos, em meio a um baile, sentiu-se subitamente impelida a deixar o salão e voltar para casa. Algo de sobrenatural se passara em seu interior.
Com 29 anos fez-se carmelita descalça no Convento de Santa Teresa, trocando o nome de Batismo, Honorina, pelo de Irmã Maria José de Jesus. Com apenas 6 anos de vida religiosa foi eleita Priora - fato que se repetiu inúmeras vezes. Orientava almas com grande sabedoria. Deu novo vigor aos costumes monásticos e contribuiu para a fundação de outras casas. Traduziu diversos livros carmelitanos para o português. Escreveu diversas poesias e deixou inúmeras cartas. Enfrentou corajosamente a falta de saúde e nos últimos anos sofreu o martírio da alma. Muitos recorriam a suas orações e a todos auxiliava, sendo a oração o centro do seu apostolado. Faleceu em 11 de março de 1959. Suas relíquias repousam na capela do Convento de Santa Teresa, no Rio. Correspondência:

Convento de Santa Teresa
Ladeira de Santa Teresa, 52
CEP 20241-000 Rio de Janeiro - RJ


Serva de Deus Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica (1808-1895)
Viveu, desde muito cedo, uma vida de virtude, serviço e oração, consagrada à Virgem Maria. Ainda em vida era grande sua fama de santidade. Nhá Chica era visitada, tanto pelos pobres, quanto pelos poderosos, que acorriam a pedir-lhe conselhos e preces. Filha de escrava, nascida na fazenda "Porteira dos Vilellas", em 1808. Sua mãe morreu em Baependi (MG), quando ela tinha apenas 10 anos. Ao morrer, lhe recomendara a vida solitária, para melhor praticar a caridade e conservar a Fé cristã. Seguindo esse conselho, não deixou a casa em que vivia, crescendo isolada do mundo e praticando a caridade e a fé. Recusou a todos os que a pediram em casamento. Disse que nunca sentiu necessidade de aprender a ler, "Só desejei ouvir ler as Escrituras Santas; alguém fez-me esse favor, fiquei satisfeita". Moça ainda, Nhá Chica já era a mãe dos pobres; pouco a pouco foi se estendendo a sua fama, porque os seus conselhos eram sempre muito prudentes. Para todos ela tinha palavras de conforto, a promessa de uma oração, ou a predição do resultado de um empreendimento. Toda a sua vida empenhou em realizar o que ela chamou de pedido de Nossa Senhora: a construção de uma Capela, o que conseguiu levar a bom termo. Faleceu em 14 de junho de 1895. Correspondência:

Associação Beneficente Nhá Chica
Rua da Conceição, 165
Caixa Postal 15
CEP 37443-000 Baependi - MG


Dom Antônio de Almeida Lustosa, Arcebispo de Fortaleza (1886-1974)
Nasceu em 11 de fevereiro de 1886, em Minas Gerais. Foi ordenado sacerdote em 28 de janeiro de 1912 e sagrado Bispo em 11 de janeiro de 1925, em sua cidade natal, São João del-Rei. Em 05 de novembro de 1941, tomou posse na Arquidiocese de Fortaleza, na qual passou quase 22 anos (de 1941 a 1963). Em sua passagem por Fortaleza merece destaque a sua vida catequética, a preocupação com as vocações e a formação do clero, a fundação da Congregação das Josefinas e a assistência aos pobres. Deixou na Arquidiocese de Fortaleza, segundo as palavras do Papa João Paulo II, "a imagem luminosa de um sábio e de um santo". Faleceu em 14 de agosto de 1974, em Carpina (PE). Seus restos mortais repousam na cripta da Catedral de Fortaleza, na Capela do Senhor Ressuscitado.


Padre João Batista Reus (1868-1947)
Nascido na Alemanha, em 10 de julho de 1868. Veio para o Brasil em 1900, como padre jesuíta, vivendo no Estado do Rio Grande do Sul até sua morte, em 21 de julho de 1947. Foi professor de Liturgia, Matemática e Física. A devoção ao padre leva milhares de fiéis ao seu túmulo, em São Leopoldo. O processo de beatificação foi iniciado em 1958.

Madre Helena Maria do Espírito Santo (1736-1775)
Co-fundadora do Convento da Luz, juntamente com o Bem-aventurado Frei Galvão. Este fez um breve relato de sua vida: "Nasceu Helena em Paranapanema. Freguesia pertencente naquele tempo ao Bispado de São Paulo; nela ciou-se até a idade de 17 anos; em todo esse tempo eram notáveis os seus procedimentos dando já indícios da futura santidade; exercitava-se me obras de caridade, obediência e mansidão para com os domésticos; mui frequente no exercício da Santa Oração, Via-Sacra e outros atos religiosos, que deixo de os referir por evitar prolixidade; dizendo somente que, entre noite e dia, tinha sete horas de oração." O Mosteiro da Luz pretende iniciar a causa de Madre Helena depois que for canonizado o Bem-aventurado Frei Galvão.

Frei Bruno (1876-1960)
Frei Bruno Linden nasceu em Dusseldorf, na Alemanha, no dia 8 de setembro de 1876, e ingressou na ordem franciscana quando tinha 18 anos de idade, na Holanda. Em 1894 veio para o Brasil e foi ordenado sacerdote em 1901. Ele chegou a Joaçaba (SC) em 1956, onde permaneceu até o dia de sua morte, em 25 de fevereiro de 1960, aos 84 anos de idade.



Adendo

Dois milagres feitos no Brasil avalizaram canonização de Gianna Beretta Molla

CIDADE DO VATICANO, 11 mai (AFP) - Foi graças a dois milagres feitos no Brasil, atribuídos à pediatra italiana Gianna Beretta Molla, símbolo da luta contra o aborto, que ela será proclamada santa pelo Papa João Paulo II no próximo domingo.

Segundo a biografia oficial da nova Santa, uma das poucas mulheres leigas a alcançar a glória dos altares, conhecida como "a mártir do amor maternal" por ter preferido sacrificar a própria vida para dar à luz sua filha,
o Brasil representava para ela um país ao qual queria ajudar, para onde pensou em se mudar na juventude como missionária leiga.

Mãe de família, médica pediatra, católica praticante, símbolo do "não" ao aborto, Gianna Beretta Molla (1922-1962), que em 1962 deu à luz sua quarta filha, Gianna Emanuela, não quis abortar apesar do fibroma uterino que acabou causando sua morte após dar à luz.

A nova santa escolheu levar sua gravidez até o fim, apesar de saber que tinha um tumor no útero e se negou a abortar, apesar das recomendações de vários médicos.

Beatificada em 1994 pelo Papa em plena luta entre a Santa Sé e a ONU sobre as políticas para o controle da natalidade e o aborto, em 1977 Beretta Molla intercedeu, segundo a Igreja, na cura milagrosa de uma gestante no quarto mês de gravidez, em Grajaú (Maranhão).

Após o milagre ter sido aprovado pelo Pontífice em 1992, ela foi beatificada em 24 de abril de 1994, ano internacional da família, para que fosse venerada nos altares como modelo de "mãe de família".

Foi o primeiro passo para que fosse declarada santa, mas para isto seria preciso demonstrar um segundo milagre.

A pediatra italiana, que morreu aos 40 anos, costuma ser usada como exemplo pelas autoridades católicas quando surge a discussão sobre o aborto, ao qual a Igreja se opõe firmemente, apesar de a prática ser legal em vários países da Europa, inclusive na Itália, e ilegal em quase toda a América Latina.

E é justamente por servir de exemplo que foi invocada por um jovem casal de Franca (SP), que durante o jubileu do ano 2000 lhe pediu em suas orações que favorecesse o nascimento de sua filha, apesar da perda de todo o líquido amniótico.

O nascimento, há três anos e meio, de Gianna Maria Arcolino Comparini, quarta filha do casal, depois de nos primeiros meses de gravidez se romper a membrana que contém o líquido para a sobrevivência do feto, foi declarado como milagre autêntico pelas autoridades eclesiásticas.

Mesmo que os médicos recomendem a interrupção da gravidez nestes casos, pois tanto o bebê quanto a mãe podem se infectar e o feto normalmente não resiste, a mãe brasileira não quis fazer o aborto e levou a gravidez até o fim, dando à luz uma menina saudável.

A canonização da médica, nascida em Magenta (norte da Itália), defendida pela organização conservadora Ação Católica, na qual militou desde jovem, foi elogiada por vários Cardeais e prelados.

À cerimônia solene, presidida pelo Papa, estarão presentes vários ativistas da organização, assim como representantes da Igreja brasileira.

O caso da futura santa foi qualificado pelo papa Paulo VI como o de "uma mãe que para dar a vida ao seu filho, sacrifica a sua própria com meditada imolação".

Feliz Natal!!!!

13:41 @ 01/01/2007

Feliz Natal!!!!
Data: Fri, 22 Dec 2006 07:00:44 -0800 (PST)

 
 

 
Feliz Natal!
Que a comemoração seja cheia de alegria e bênçãos divinas!
(não é pouca coisa! rsrs)
 
Abraços!
 
Letícia
 
 
QUEM COMEÇOU TODA ESTA COISA DE NATAL?
Tradução de Sergio Barros do texto de Keith Todd.

Uma mulher foi às compras de Natal com suas duas crianças. Depois de muitas horas olhando filas e filas de brinquedos e tudo o mais; e depois de horas ouvindo suas crianças pedirem tudo o que viam pela frente, ela finalmente conseguiu chegar viva ao elevador. Ela se sentia como a maioria de nós nos sentimos nesta época do ano. Uma esmagadora pressão para ir a cada festa, experimentar todos os pratos, conseguir o presente perfeito para cada pessoa em nossa lista de compras, assegurarmo- nos de não termos esquecido qualquer um em nossa lista de cartões, e a pressão de ter certeza de ter respondido à todos que nos enviaram um cartão. Finalmente as portas do elevador se abrem e já há uma multidão lá dentro. Ela se empurrou pra dentro, arrastando com ela as suas duas crianças e todas as sacolas.
Quando as portas se fecharam ela, não agüentando mais, disse:
- Quem começou toda esta coisa de Natal deveria ser encontrado, pendurado e enforcado!
Do fundo do elevador, todos puderam ouvir uma voz tranqüila e calma responder:
- Não se preocupe, nós já O crucificamos.
Pelo resto da viagem do elevador poderia se ouvir a queda de um alfinete.

Este ano, não se esqueça de manter Aquele que começou toda esta coisa de Natal em cada um de seus pensamentos, atitudes, palavras e compras.
Se todos assim fizermos, imagine como este mundo poderá ser diferente!

Jesus é a razão do Natal.

Vídeos

13:43 @ 01/01/2007

Vídeos
Data: Fri, 22 Dec 2006 16:30:41 -0300 (ART)
Já viram estes vídeos?
 

Marcela: a anencéfala que desafia os abortistas
(nascida em 20/11/2006, ela permanece viva e recebendo cuidados da mãe)

A Diocese de Franca (SP) e, mais especificamente, a cidade de Patrocínio Paulista, foram agraciadas com um presente do Céu: Marcela de Jesus Ferreira, uma menina anencéfala, filha de Cacilda Galante Ferreira (36 anos) e Dionísio Justino Ferreira (46 anos). Aos quatro meses de gestação, Sra. Cacilda soube que seu bebê era anencéfalo e recebeu a sugestão de "interromper a gravidez" ou "antecipar o parto". Católica e temente a Deus, Sra. Cacilda rejeitou totalmente a idéia do aborto. Marcela nasceu na Santa Casa da Patrocínio Paulista no dia 20 de novembro de 2006. O Diácono Fábio Costa batizou-a logo após o nascimento. Mas a criança, contrariando os prognósticos, permanece viva até o dia de hoje, com 28 dias de nascida. "A Marcela é um anjinho, muito amada. Ela é muito bonitinha", diz Sra. Cacilda. Para as mães, ela tem a seguinte mensagem: "Acreditem em Deus. Deus é o mais importante na vida da gente. Só ele dá a vida. Só ele tem o direito de tirar". E acrescenta: "Que as mães que têm crianças saudáveis nunca se esqueçam de agradecer a Deus".



Marcela no colo de sua mãe, Cacilda

Marcela no colo de sua irmã Dirlene

Assista a um vídeo de Marcela,
filmado pelo Diácono Fábio Costa,
que a batizou:

em alta resolução http://www.providaanapolis.org.br/marcela.mpg (29 Mb)
ou em baixa resolução http://www.providaanapolis.org.br/marcela.mp4 (2 Mb)

"Sofrer a gente sofre, mas ela não pertence a mim, mas a Deus, e eu cuido dela aqui [...]. Enquanto isso, cada segundo da vida dela é precioso pra mim" (Cacilda Galante Ferreira, mãe de Marcela)

Anápolis, 18 de dezembro de 2006.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
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"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

Natal: a salvação vem de uma gravidez "não planejada"
Data: Fri, 22 Dec 2006 21:25:41 -0200
 


Natal: a salvação vem de uma gravidez "não planejada"

"Maria, porém, disse ao Anjo: ‘Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?’" (Lc 1,34)

Deus nos escolheu antes da criação do mundo (cf. Ef 1,4). Portanto, para ele, não há vida humana que não esteja no seu plano. Também a vinda de seu Filho ao mundo estava obviamente no seu plano.

E Maria, como todos os israelitas, ansiava pela vinda do Messias. Mas não estava absolutamente no plano da Virgem de Nazaré que fosse ela a mãe do Messias. Sua gravidez, planejada por Deus desde toda a eternidade, não havia sido "planejada" por ela. Surpreendida pelo anúncio do anjo, ela pergunta: "Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?" (Lc 1,34). Aliviada com a resposta do anjo de que ela conceberia por obra do Espírito Santo, sem perder a virgindade, responde: "Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lc 1,38).

Assim, graças a uma gravidez "não planejada", mas aceita com amor, é que a salvação chegou ao mundo.

* * *

A expressão "planejamento familiar" — que a Igreja sempre tem evitado usar — dá a entender que o casal tem autonomia absoluta para escolher o número de seus filhos e o espaçamento entre eles. Essa idéia é falsa.

Na verdade, quem escolhe é Deus. Só ele é o Senhor da Vida. O que o casal pode e deve fazer é ficar atento aos sinais de Deus para descobrir qual é sua vontade, e pô-la em prática.

Dentro do matrimônio, a regra é gerar filhos. Não gerá-los é a exceção. É o que se conclui da seguinte passagem da histórica encíclica Humanae Vitae (1968), do Papa Paulo VI, falando sobre a paternidade responsável:

Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito pela lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento. (Humanae Vitae, n. 10)

Note-se como a Igreja elogia a família numerosa e como, ao mesmo tempo, só admite evitar um novo nascimento "por motivos graves" e com respeito pela lei moral. Jorge Scala, em seu livro "IPPF: a multinacional da morte", adverte para a mudança de mentalidade que veio com a pílula anticoncepcional:

A partir de 1965, e como conseqüência da entrada no mercado das pílulas anticoncepcionais, a fecundidade humana modifica-se radicalmente: antes da pílula existiam alguns métodos de regular eficácia para limitar os nascimentos; depois da pílula, requer-se uma decisão positiva para ter filhos... (1)

Nos dias de hoje, até entre os cristãos, gerar filhos tornou-se algo de excepcional na vida conjugal. Gerá-los, só depois de um cuidadoso "planejamento".

Jorge Scala, em seu mesmo livro, cita Pierre Chaunu, que fala, em tom de poesia, sobre o valor da surpresa e do imprevisto na vida conjugal:

"Nenhuma sociedade pode contentar-se com os filhos desejados; necessita primeiro e sobretudo dos filhos aceitados. O filho desejado não é o filho mais amado. Não se deseja um filho como se deseja um automóvel, uma roupa, um artefato; por uma razão muito simples: ninguém se separa de um filho como de um objeto. A relação que nos liga a ele durará por toda a vida. Sabe-se que a vida consta de muitos riscos. Isso é o que lhe dá seu sabor. Uma vida em que cada instante se desenvolve segundo o projeto do começo, seria mais triste que a morte. Na realidade, seria uma morte eterna. O risco de viver inclui o risco de transmitir a vida e isso requer a aceitação do risco... Ora, no filho que vai nascer, tudo é novo; é um pouco de si mesmo, um pouco da pessoa que se ama e um ser totalmente diferente [...], como ele mesmo, uma centelha de eternidade" (2)

* * *

Continência periódica é a abstenção do ato conjugal durante os períodos férteis com o fim de evitar, por razões graves, uma nova gravidez. É vulgarmente conhecida como "método natural" de regulação da procriação. No entanto, ela não é só um "método", mas sobretudo uma virtude. Significa autodomínio e renúncia. Não pode ser vista como um meio eficiente de se evitar uma coisa indesejável chamada "filho". Não pode ser empregada com o mesmo espírito com que se usa um método anticoncepcional. Sobre isso, assim se exprimia o então Cardeal Karol Wojtyla, futuro Papa João Paulo II, em sua obra Amor e Responsabilidade:

"A continência interesseira, ‘calculada’ desperta dúvidas. Ela, como qualquer outra virtude, deve ser desinteressada, concentrada na ‘retidão’ em si, não só na ‘utilidade’. [...] Se a continência deve ser virtude e não só ‘método’, no sentido utilitarista, não pode contribuir para a destruição da disponibilidade procriativa daqueles que convivem ‘maritalmente’ como esposos. [...] E por isso não se pode falar da continência como virtude quando os esposos aproveitam os períodos de infertilidade biológica unicamente para não ter filhos, e convivem só e exclusivamente nestes períodos para o próprio conforto. Proceder assim equivale a aplicar o ‘método natural’ em contradição com a sua natureza. Opõem-se tanto à ordem objetiva da natureza, como à essência do amor".(3)

Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, (4) "já que o matrimônio se ordena, por sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social".(5)

Segundo ele, as razões médicas "poderiam reduzir-se a duas:

1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias".
(6)
"As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anômalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez".
(7)
"As razões econômicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga econômica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.
Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc."
(8)

Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: "... será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção".(9)

Quem se casa, casa-se não apenas para ter filho, mas para ter filhos. O casal não pode ser mesquinho ao continuar a obra da Criação através da procriação. Sobre isso, assim se exprimiu Karol Wojtyla, na mesma obra acima citada:

"A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’".(10)


Para refletir

Santa Gianna Beretta Molla, a médica italiana que em 1962 deu a vida heroicamente pela sua quarta filhinha, foi a décima filha de Maria Micheli e Alberto Beretta. Que teria acontecido se esse casal tivesse decidido "evitar filhos" a partir do segundo ou terceiro nascimento?

Anápolis, 18 de dezembro de 2006.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis


(1) SCALA, Jorge. IPPF: a multinacional da morte. Anápolis: Múltipla Gráfica, 2004. p. 81.
(2) Ibidem. p. 279.
(3) WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 215-216.
(4) Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB.
(5) CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.
(6) Loc. cit.
(7) Loc. cit.
(8) Loc. cit.
(9) PONTIFÍCIO Conselho para a Família, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12.
(10) WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.


-- 
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
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"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

Mortes por eutanasia atingem pico na Belgica

Original em inglês disponivel em: http://www.internationaltaskforce.org/iua39.htm 
 
Segundo a comissão que fiscaliza a prática da eutanásia na Bélgica, houve 742 mortes por eutanásia na Bélgica, ou 31 por mês, em 2004 e 2005. Mais ainda, na primeira parte de 2006, esta taxa aumentou para 37 mortes por eutanásia por mês. É um salto significativo desde que em 2002 a eutanásia foi legalizada neste país e desde 2003 quando as estatísticas apontavam 17 mortes por eutanásia por mês. 
 
A comissão concluiu que, apesar do salto, a eutanásia está limitada a muito poucos casos, um total de três ou quatro mortes por cada 1.000 habitantes. Porém, na Bélgica, a taxa total de mortalidade é de 10,27 por 1.000, de onde que se conclui que o número de mortes por eutanásia não é insignificante. [Trata-se de um terço do total das mortes ocorridas na Bélgica]. 
 
A elevação da prática da eutanásia, explicou a comissão, deve-se ao aumento da disseminação da informação sobre o assunto, não por causa de uma mudança na atitude do público sobre o tema. Não existe nenhuma "onde de eutanásias", concluíram eles, nem havia qualquer indicação de que a Bégica se tornaria um destino do turismo da morte [como está ocorrendo com a Suíça]. Como notou o jornal belga Le Soir, "os médicos não se tornaram assassinos de velhinhos". 
 
As estatísticas de 2004 e 2005, entretanto, mostram que 49% dos pacientes que sofreram eutanásia eram idosos. 
 
Mais ainda, os pacientes de câncer contabilizaram 83% dos casos de eutanásia, com os homens pedindo por um apressamento da morte mais do que as mulheres. Em somente 39% dos casos a eutanásia ocorreu na casa do paciente. 
 
Somente 14% das declarações oficiais de eutanásia assinadas pelos pacientes estavam redigidas em francês, indicando que a maioria dos pacientes pedindo para morrer eram das regiões de fala holandesa do país. [Agence France Presse, 11/11/06; Expatica, 11/9/06] 


 
Filme holandês pretende ajudar as decisões de eutanasia a se tornarem mais faceis... e mais rapidas

Original em inglês disponivel em: 
http://www.internationaltaskforce.org/iua39.htm 
 
Um número excessivo de médicos holandeses está se retraindo diante de pedidos de eutanásia, segundo declarações de Rob Jonquière, um ex-médico e atual diretor da Sociedade Holandesa pelo Fim Voluntário da Vida. 

Cada ano, ele afirma, centenas de médicos atrasam a eutanásia durante muito tempo, usam morfina para induzir o coma no paciente, ou simplesmente ignoram o pedido do paciente por uma morte induzida. Estima-se que pode haver milhares de pedidos de eutanásia recusados anualmente. 
 
Jonquière diz que as decisões de eutanásia são as mais difíceis que os médicos holandeses tem que fazer. "Trata-se de algo que afeta os médicos profissional e pessoalmente e que produz pedidos inacreditáveis", ele explica. 
 
Para tornar a decisão da eutanásia mais fácil, Jonquière realizou um filme para médicos e pacientes, intitulado "Deixando-o Cair". Consiste de cenas que ilustram métodos corretor e incorretos de trabalhar os pedidos de morrer por parte dos pacientes. Em uma cena, uma viúva deprimida acusa o doutor pela "terrível" morte do marido. O médico nunca atendeu o pedido de eutanásia do marido que havia sido submetido pela primeira vez dez anos antes. 
 
"Queremos mostrar que a eutanásia deveria ser um processo a ser iniciado antes que houvesse qualquer suspeita de uma doença maligna", disse Jonquière, "um caminho que deve ser empreendido tanto pelo paciente como pelo médico à medida em que continuam a se comunicar" [British Medical Journal, 9/9/06].

 
Textos originais:
 
 
   According to the commission which oversees legalized euthanasia practice in Belgium, there were 742 euthanasia deaths, 31 per month, in 2004 and 2005. Thus far, for the first part of 2006, the rate has increased to 37 euthanasia deaths a month. That is a significant jump from 2002 (the year euthanasia was legalized) and 2003 when statistics showed that 17 people a month were euthanized.
 
   The commission concluded that, despite the jump in deaths, euthanasia is limited to the very few, accounting for only three to four deaths per 1,000. But, with Belgium’s overall death rate at 10.27 per 1,000, the number of euthanasia deaths is not insignificant.
 
   The rise in euthanasia practice, the commission explained, is because of the increased dissemination of information on the subject, not a change in the public’s attitude. There was "no wave of euthanasia," they concluded, nor was there any indication that Belgium became a tourist death destination. As the Belgian newspaper Le Soir put it, "Doctors did not become old-people murderers."
 
   The statistics for 2004 and 2005, however, showed that 49 percent of euthanized patients were elderly.
 
   In addition, cancer patients accounted for 83 percent of euthanasia cases, with men opting for a hastened death more often than women. In only 39 percent of the cases, euthanasia occurred in the patient’s home.
 
   A mere 14 percent of the official euthanasia declarations signed by patients were in French, indicating that the majority of patients requesting death are from the Dutch-speaking regions of the country. [Agence France Presse, 11/11/06; Expatica, 11/9/06]

 

O que o Natal significa para mim
C. S. Lewis

Há três coisas que levam o nome de "Natal". A primeira é a festa religiosa. Ela é importante e obrigatória para os cristãos mas, já que não é do interesse de todos, não vou dizer mais nada sobre ela. A segunda (ela tem conexões histórias com a primeira, mas não precisamos falar disso aqui) é o feriado popular, uma ocasião para confraternização e hospitalidade. Se fosse da minha conta ter uma "opinião" sobre isso, eu diria que aprovo essa confraternização. Mas o que eu aprovo ainda mais é cada um cuidar da sua própria vida. Não vejo razão para ficar dando opiniões sobre como as pessoas devam gastar seu dinheiro e seu tempo com os amigos. É bem provável que elas queiram minha opinião tanto quanto eu quero a delas. Mas a terceira coisa a que se chama "Natal" é, infelizmente, da conta de todo mundo.

Refiro-me à chantagem comercial. A troca de presentes era apenas um pequeno ingrediente da antiga festividade inglesa. O Sr. Pickwick levou um bacalhau a Dingley Dell [1]; o arrependido Scrooge [2] encomendou um peru para seu secretário; os amantes mandavam presentes de amor; as crianças ganhavam brinquedos e frutas. Mas a idéia de que não apenas todos os amigos mas também todos os conhecidos devam dar presentes uns aos outros, ou pelo menos enviar cartões, é já bem recente e tem sido forçada sobre nós pelos lojistas. Nenhuma destas circunstâncias é, em si, uma razão para condená-la. Eu a condeno nos seguintes termos.

1. No cômputo geral, a coisa é bem mais dolorosa do que prazerosa. Basta passar a noite de Natal com uma família que tenta seguir a 'tradição' (no sentido comercial do termo) para constatar que a coisa toda é um pesadelo. Bem antes do 25 de dezembro as pessoas já estão acabadas – fisicamente acabadas pelas semanas de luta diária em lojas lotadas, mentalmente acabadas pelo esforço de lembrar todas as pessoas a serem presenteadas e se os presentes se encaixam nos gostos de cada um. Elas não estão dispostas para a confraternização; muito menos (se quisessem) para participar de um ato religioso. Pela cara delas, parece que uma longa doença tomou conta da casa.

2. Quase tudo o que acontece é involuntário. A regra moderna diz que qualquer pessoa pode forçar você a dar-lhe um presente se ela antes jogar um presente no seu colo. É quase uma chantagem. Quem nunca ouviu o lamento desesperado e injurioso do sujeito que, achando que enfim a chateação toda terminou, de repente recebe um presente inesperado da Sra. Fulana (que mal sabemos quem é) e se vê obrigado a voltar para as tenebrosas lojas para comprar-lhe um presente de volta?

3. Há coisas que são dadas de presente que nenhum mortal pensaria em comprar para si – tralhas inúteis e barulhentas que são tidas como 'novidades' porque ninguém foi tolo o bastante em adquiri-las. Será que realmente não temos utilidade melhor para os talentos humanos do que gastá-los com essas futilidades?

4. A chateação. Afinal, em meio à algazarra, ainda temos nossas compras normais e necessárias, e nessa época o trabalho em fazê-las triplica.

Dizem que essa loucura toda é necessária porque faz bem para a economia. Pois esse é mais um sintoma da condição lunática em que vive nosso país – na verdade, o mundo todo –, no qual as pessoas se persuadem mutuamente a comprar coisas. Eu realmente não sei como acabar com isso. Mas será que é meu dever comprar e receber montanhas de porcarias todo Natal só para ajudar os lojistas? Se continuar desse jeito, daqui a pouco eu vou dar dinheiro a eles por nada e contabilizar como caridade. Por nada? Bem, melhor por nada do que por insanidade.



Publicado originalmente em God in the dock -- Essays on Theology and Ethics (Deus no banco dos réus – Ensaios sobre Teologia e Ética), 1957.

[1] Samuel Pickwick é o personagem principal de Pickwick Papers, romance de Charles Dickens no qual suas aventuras são narradas. Dingley Dell é o nome de uma fazenda, um dos cenários do romance. (N. do T.)

[2] Referência ao avarento milionário Ebenezer Scrooge, personagem da obra Um Conto de Natal, de Charles Dickens. (N. do T.)

Sobrevivência impossível

13:47 @ 01/01/2007

Sobrevivência impossível
Justiça de Goiás autoriza aborto de feto anencéfalo
 
O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, autorizou o aborto de um feto anencéfalo (sem cérebro). Como decidiu em outros casos, o juiz levou em conta o fato de que é impossível a sobrevivência do feto. O pedido foi aceito na quarta-feira (20/12).
 
A mãe relatou que está grávida de aproximadamente 15 semanas e, durante um exame de rotina feito em 6 de novembro, foi diagnosticada má-formação intra-craniana do feto. Exame mais específico, feito dias depois, concluiu que se tratava de feto anencéfalo, diagnóstico confirmado numa terceira ultrassonografia.
 
Para autorizar a interrupção da gravidez, o juiz considerou que “está em evolução o pensamento jurídico para, em determinados casos, enquadrar o aborto eugenésico como aborto necessário”. De acordo com ele, se a lei permite o aborto necessário ou terapêutico, independentemente das condições de saúde do feto, seria razoável admitir a interrupção da gestação quando se verificar a impossibilidade da vida autônoma do feto.
 
Para o juiz, deixar de apreciar o pedido de interrupção da gravidez, sabendo que a prática de abortos clandestinos é maciça e foge ao controle do Estado, significaria estar indiretamente contribuindo ou pelo menos reforçando a idéia de que o único caminho viável é o do aborto clandestino.
 
Discussão
 
A questão do aborto de feto anencefálico está sendo discutida em uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental no Supremo Tribunal Federal. Em meados de 2004, o ministro Marco Aurélio deferiu liminar na ADPF autorizando o aborto de feto anencefálico, mas a decisão monocrática foi, depois, cassada por maioria de votos em acatamento a proposta do ministro Eros Grau.
 
O julgamento do mérito da ação ainda não foi iniciado. Enquanto isso, Tribunais de todo o país têm decidido a respeito do tema — ora permitindo, ora negando autorização à interrupção de gravidez.
 
Revista Consultor Jurídico, 22 de dezembro de 2006


http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/arquivos/2006_12_17_reinaldoazevedo_archive.html

Veja 6 – Somos todos cristãos. E o milagre da ciência


A Conversão de São Paulo, de Caravaggio, e a capa da Veja desta semana
Na Veja desta semana, escrevo ainda um longo texto cujo título é “Somos todos cristãos”. O artigo busca entender as razões da expansão do cristianismo e sustenta que ele guarda as chaves do que a cultura ocidental produziu de melhor. Mais: demonstra o papel fundamental das mulheres no enraizamento da ética cristã. A revista presta especial atenção ao tema. Conta também com uma entrevista de Marvin Meyer, um dos especialistas que estudaram o Evangelho de Judas. A Veja On Line traz, na seção “Em Profundidade”, uma página sobre o catolicismo, com textos exclusivos sobre o assunto e vinte capas históricas. A desta semana — “Milagre do Natal” — refere-se a uma conquista da ciência: o avanço da medicina pré e neonatal. O prematuro que aparece numa balança — a imagem remete, é claro, à manjedoura — nasceu com 385 gramas. E sobreviveu. É a vida dando seu recado.





Somos todos cristãos


Cristo é e seguirá sendo a principal referência
do que reconhecemos no Ocidente como a "nossa"
cultura. Católicos, protestantes, judeus, islâmicos,
budistas, espíritas, agnósticos, ateus – não importa.
Comungamos de um patrimônio que entendemos
como ideal de civilização e de justiça


Reinaldo Azevedo
 
 

Quando, no começo deste mês, arqueólogos do Vaticano desenterraram o sarcófago com os restos mortais do apóstolo Paulo, nascido no ano 10 e decapitado em 67, vinham à luz alguns séculos de civilização, de que a mensagem de Cristo é, a um só tempo, conseqüência e causa. Combatido, submetido ao obscurantismo politicamente correto e tomado como inimigo das minorias multiculturalistas – tão mais barulhentas quanto mais minoritárias –, o cristianismo, não obstante, guarda as chaves do humanismo moderno e da democracia e constitui o que o homem tem produzido de melhor em pluralismo, tolerância e, creiam!, avanço científico. "A humanidade produz bíblias e armas, tuberculose e tuberculina (...), constrói igrejas e universidades que as combatem; transforma mosteiros em casernas, mas nas casernas coloca capelães militares", escreveu o romancista austríaco Robert Musil (1880-1942) em O Homem sem Qualidades. Falamos de uma "civilização" que parece ser a improvável história de um permanente paradoxo. E, no entanto, ela avança, sempre duvidando de si mesma, mergulhada às vezes no horror, mas se recuperando, em seguida, para a maravilha.

Depois de Jesus, é Paulo que vem à luz como o homem mais importante do cristianismo, verdadeiro fundador da teologia cristã. Com um édito do imperador Constantino, em 313, a seita minoritária, nascida entre judeus da Galiléia, tornava-se uma das religiões do Império Romano. Cessava a perseguição ao cristianismo, e aquele foi um dos marcos da longa marcha que se anuncia acima. Como se operou o milagre? O sociólogo americano Rodney Stark sustenta que uma das raízes da expansão cristã é a caridade – elevada por Paulo à condição de primeira virtude. E a outra são as mulheres. Em The Rise of Christianity: a Sociologist Reconsiders History, Stark, professor de sociologia e religião comparada da Universidade de Washington, lembra que, por volta do ano 200, havia em Roma 131 homens para cada 100 mulheres e 140 para cada 100 na Itália, Ásia Menor e África. O infanticídio de meninas – porque meninas – e de meninos com deficiências era "moralmente aceitável e praticado em todas as classes". Cristo e o cristianismo santificaram o corpo, fizeram-no bendito, porque morada da alma, cuja imortalidade já havia sido declarada pelos gregos. Cristo inventou o ser humano intransitivo, que não depende de nenhuma condição ou qualidade para integrar a irmandade universal. As mulheres, por razões até muito práticas, gostaram.

No casamento cristão, que é indissolúvel, as obrigações do marido, observa Stark, não são menores do que as das mulheres. A unidade da família é garantida com a proibição do divórcio, do incesto, da infidelidade conjugal, da poligamia e do aborto, a principal causa, então, da morte de mulheres em idade fértil. A pauta do feminismo radical se volta hoje contra as interdições cristãs que ajudaram a formar a família, a propagar a fé e a proteger as mulheres da morte e da sujeição. Embora a cultura helênica, grega, matriz espiritual do Império Romano, tenha sido fundamental na expansão do cristianismo, o mundo estava diante de uma nova moral. Quando Constantino assina o Édito de Milão, a religião dos doze apóstolos já somava 6 milhões de pessoas.

Stark demonstra ser equivocada a tese de que aquela era uma religião apenas dos humildes. O "cristianismo proletário" serve ao proselitismo, mas não à verdade. A nova doutrina logo ganhou adeptos entre as classes educadas. Provam-no os primeiros textos escritos por cristãos, com claro domínio da especulação filosófica. Mas não só. Se o cristianismo era uma religião talhada para os escravos – "os pobres rezarão enquanto os ricos se divertem" (em inglês, dá um bom trocadilho: "the poor will pray while the rich play") –, Stark prova que o novo credo trazia uma resposta à grande questão filosófica posta até então: a vitória sobre a morte.

Outro mito diz respeito a um suposto cristianismo pastoril e antiurbano. Nos primeiros séculos, ao contrário, a fé se espalhou justamente nas cidades. Um caso ilustra bem o motivo. Entre 165 e 180, a peste mata, no curso de quinze anos, praticamente um terço da população do império, incluindo o imperador Marco Aurélio – o filme Gladiador mente ao acusar seu filho e sucessor, Cômodo, de tê-lo assassinado. Outra epidemia, em 251, provavelmente de sarampo, também mata às pencas. Segundo Stark, amor ao próximo, misericórdia e compaixão fizeram com que a taxa de sobrevivência entre os cristãos fosse maior do que entre os pagãos. Mais: aqueles acreditavam no dogma da Cruz e, pois, na redenção que sucede ao sofrimento. O ambiente miserável das cidades, de fato, contribuía para a pregação da fraternidade universal: os cristãos são os inventores da rede de solidariedade social, especialmente quando começaram a contar com a ajuda de adeptos endinheirados e, nas palavras de Stark, "revitalizaram a vida nas cidades greco-romanas". Os cristãos inventaram as ONGs – as sérias. Essa dimensão do cristianismo, que só pode existir se vivenciada na prática, está em Paulo. Hora de voltar a ele.

 

"POR QUE ME PERSEGUES?"

Foi em Antioquia (At, 11: 26), na Síria, que uma comunidade, pela primeira vez, designou-se "cristã", justamente os convertidos de origem pagã. E é dali que o cristianismo se espalhou pelo antigo mundo helênico, então romanizado. Em At, 11:1-3, São Pedro, considerado o fundador da Igreja, é censurado por seus pares: "Entraste na casa de homens não circuncidados e comeste com eles". Pedro responde que o fez por inspiração divina. O momento em que o cristianismo deixa de ser o credo de um grupo minoritário de judeus da Palestina para ser a religião de todo e qualquer homem "que aceite a salvação" tem um símbolo: a conversão de Saul, que aparece como "Saulo" nas versões em português da Bíblia.

Ele houvera recebido a incumbência de ir a Damasco e conduzir presos a Jerusalém "quantos encontrasse daquela profissão" (os cristãos). Na estrada, "cercou-o uma luz vinda do Céu. E, caindo em terra, ouvia uma voz que lhe dizia: 'Saul, Saul, por que me persegues?'. Ele disse: 'Quem és tu, Senhor?'. E Ele lhe respondeu: 'Eu sou Jesus, a quem tu persegues'" (At, 9: 3-5). Em Damasco, aonde fora conduzido cego, Saul recebeu Ananias, um convertido, que o curou pela imposição das mãos, inspirado por Jesus. O Filho de Deus vê em Saul "um vaso escolhido" para levar o seu nome "diante das gentes, e dos reis, e dos filhos de Israel" (At, 9:15). Nascia, assim, o Apóstolo dos Gentios, cujo nome cristão passa a ser "Paulo". E nascia o cristianismo como religião universal.

Coube a esse fariseu convertido romper os laços com a tradição judaica. O batismo mimetizaria a própria morte e ressurreição de Cristo. Por meio dele, morria-se para o passado e nascia-se para uma nova vida. Na Primeira Epístola aos Coríntios, escreve: "Num mesmo espírito fomos batizados todos nós, para sermos um mesmo corpo, sejamos judeus, ou gentios, ou servos, ou livres: e todos temos bebido em um mesmo espírito" (I Cor, 12:13). Paulo dá ordenamento à mensagem de fraternidade universal de Cristo e antevê a comunidade dos homens não mais separados por credo, raça ou, note-se, história pessoal. Junto com o batismo, está a eucaristia: "Porventura o cálice da bênção não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão não é participação do corpo do Senhor?" (I Cor, 10:16).

Paulo está para o cristianismo como Maquiavel para o realismo político. Se conferia dimensão mística à coletividade, era o profeta da Graça divina tornada uma rebelião individual: a redenção se dá por meio da fé. Se ele recomenda, em Rom, 13:7, que os impostos sejam pagos, o imperativo da fé traz a semente de uma subversão. Segundo ele, só por meio da lei (referia-se à lei divina), ninguém se justifica diante de Deus. Paulo foi um gênio político, e suas escolhas determinaram a capacidade do cristianismo de se adaptar aos desafios que lhe são contemporâneos sem abrir mão dos princípios. Sua teologia está centrada na certeza da ressurreição, que prova a divindade do Cristo. Por isso, é também o mensageiro da parúsia, da segunda vinda do Messias. Mas o que fazer enquanto Ele não volta?

A parúsia devia gerar uma espera angustiada e frustrada. Cumpria ordenar a vida dos cristãos. Na Segunda Epístola aos Tessalonicenses, ele recomenda: "Não comemos de graça o pão, mas com nosso trabalho e fadiga. (...) se alguém não quer trabalhar, não coma" (2 Tes, 3:7-10). Antes de Milton Friedman, Paulo já sabia que não existe almoço grátis. Nem salvação. As religiões não cristãs da Antiguidade davam grande ênfase ao "entusiasmo", ao arrebatamento religioso. Ele se dirige aos Coríntios e estabelece uma hierarquia no que chama "corpo místico de Cristo": "Se eu falar a língua dos homens e dos anjos e não tiver caridade, sou como o metal que soa (...). E se eu tiver o dom da profecia e conhecer todos os mistérios (...) e se tiver toda a fé (...), e não tiver caridade, não sou nada" (Cor, 13:1,2). Preparava os cristãos para uma corrida de fôlego. E lembrava que o cristianismo supõe mais do que uma espera.

Cristo voltará à terra. Um dia. Os cristãos não renunciaram à parúsia. Mas os contemporâneos, notadamente os católicos e os protestantes históricos, tendem a considerar que o acontecimento escatológico, finalista, de certo modo, já aconteceu. A luta final do Bem contra o Mal perdeu seu acento místico e seu caráter temporal para ser uma espera simbólica. Esse Cristo laicizado está prenunciado no próprio Paulo. Como demonstra Stark, o cristianismo se consolida nas cidades greco-romanas como religião da solidariedade. E, modernamente, com certo risco para o próprio credo, vê mitigada a sua dimensão sagrada para se transformar num código civil, íntimo das sociedades democráticas. A Igreja dos Gentios se torna uma comunidade em favor da universalização de direitos.

 

OCIDENTE GRECO-CRISTÃO

Cristo e o cristianismo seguem como as principais referências da civilização ocidental. De tal sorte é assim, que nem pensamos nisso. Culturas vitoriosas são estáveis, pacíficas, civilistas e até um tanto frívolas na proteção dos seus fundamentos. Quem viu o papa Bento XVI, na Turquia, orando como oram os muçulmanos assistiu à presença serena de um pastor que não duvida da natureza inclusiva do seu credo. O cristianismo, na sua manifestação mais poderosa, a Igreja Católica – 1,098 bilhão de pessoas, segundo o Anuário Pontifício de 2006 –, voltava a Paulo. Se não mais para converter, para compreender. Estima-se que um terço da humanidade – 2,1 bilhões de pessoas – seja cristão.

É claro que o que vai acima se presta ao contencioso. Especialmente num tempo em que toda evidência serve à contestação. As culturas vitoriosas dão à luz os críticos de seus próprios fundamentos. É a melhor evidência de um triunfo. Assim, haveria ali a indisfarçável afirmação da supremacia de uma visão de mundo. Cristo é e seguirá sendo a principal referência do que reconhecemos no Ocidente como a nossa "cultura" porque somos todos cristãos. Se não formos pela fé, seremos pela história; se não formos porque devotos da Revelação, seremos porque caudatários de uma revolução. Cristãos, ateus, judeus, islâmicos, budistas, materialistas, espíritas, agnósticos, comungamos de um patrimônio que entendemos como um ideal de civilização e de justiça.

Se o cristianismo conferiu uma ética nova, como se viu, à cultura greco-romana, tomou dela emprestados alguns séculos de especulação filosófica. De sorte que se constituiu, no tempo, como a memória de dois humanismos, de duas visões totalizantes: a helênica – grega – e a dos Evangelhos. Apostamos nas virtudes do exame de consciência; estamos ocupados em controlar nossos impulsos para ser reconhecidos como pessoas a serviço do bem e da verdade; esforçamo-nos para demonstrar que preferimos ser colhidos pela injustiça a praticá-la; aspiramos a valores espirituais acima dos materiais e apreciamos tal qualidade nos outros; boa parte de nós acredita numa justiça divina que sucede à morte, e os que não chegam a tanto demonstram seguir um modelo perfeito ao menos na idéia. Somos, de fato, não só cristãos, mas também herdeiros involuntários do filósofo grego Platão (428-348 a.C.). E onde essas idéias não se transformaram em leis, em códigos leigos, o poder se impõe pelo terror, pela ditadura, pela violência institucionalizada, pela morte – e, freqüentemente, assim se procede "em nome de Deus". Não há humanismo leigo que tenha sido tão poderoso na história humana quanto três palavras que salvam: consciência, arrependimento e perdão.

A referência a Platão ilumina o debate. Se, do ponto de vista da origem histórica, faz sentido falar em um mundo "judaico-cristão", no que concerne à religião e à filosofia, o que ganhou o mundo foi o helenismo cristão. O Império Romano helenizado havia abolido as fronteiras, estimulado a especulação filosófica, reconhecido a cidadania dos povos conquistados, estabelecido o ideal – e só o ideal – de uma humanidade fraterna, com a qual sonhavam os filósofos.

Richard Tarnas, autor de A Epopéia do Pensamento Ocidental, nota que a abertura do Evangelho de João – "No princípio era o Verbo" – remete ao "logos universal da filosofia grega", isto é, a uma espécie de inteligência cósmica, que "transcendia todas as oposições e imperfeições aparentes". Isso pressupunha a existência de uma Razão, de um cosmo universal, potencialmente alcançável por qualquer homem, independentemente de sua origem. O judeu Fílon de Alexandria, que nasceu entre os anos 15 e 10 a.C. – contemporâneo de Jesus e de Paulo –, falava de uma certa "idéia das idéias", fonte da inteligibilidade do mundo. Sem Alexandre Magno (356-323 a.C.), educado pelo filósofo Aristóteles (384-322 a.C.), e o Império Romano, com a sua paz duradoura, talvez o cristianismo tivesse ficado restrito à Galiléia. Não faz sentido contar a história que não houve, mas é preciso que nos coloquemos uma questão: por que a doutrina se difundiu e se tornou hegemônica além das fronteiras da Palestina sem que tenha, em sua própria terra de origem, suplantado o judaísmo, de onde derivou?

Os primeiros cristãos de Jerusalém, nota o historiador romeno naturalizado americano Mircea Eliade (1907-1986) em História das Crenças e das Idéias Religiosas, eram judeus de Jerusalém que "constituíam uma seita apocalíptica dentro do judaísmo palestino". Eles "estavam na espera iminente da segunda vinda do Cristo". A ekklesía (termo grego que designa igreja) cristã nasce no Dia de Pentecostes. Em Atos dos Apóstolos, lemos que os discípulos de Jesus estavam reunidos quando, "de repente, veio do Céu um estrondo (...) e lhe apareceram umas línguas de fogo, e pousou uma sobre cada um deles (...) e começaram a falar em várias línguas" (At, 2: 1-4). Pedro então conclama os varões de Israel à conversão: "Saiba logo toda a Casa de Israel, com a maior certeza, que Deus o fez não só Senhor, mas também Cristo a este Jesus" (At, 2:36). Khristós, em grego, significa "o Ungido", o "Messias".

O Pentecostes era uma festa religiosa dos judeus, inicialmente ligada à colheita e depois à entrega da Tábua das Leis no Monte Sinai. O início da igreja cristã assiste, como se vê, a uma manifestação análoga àquela fundadora para o judaísmo: segue a tradição mosaica – do patriarca Moisés –, embora a hierarquia religiosa judaica fosse hostil aos apóstolos. Uma hostilidade que era menor contra os hebreus locais do que contra os judeus "helenistas".

Os Atos relatam intrigas e falsos testemunhos contra inocentes acusados de blasfêmia. Ainda que as imputações fossem falsas, a verdade é que os cristãos helenistas resistem à herança rabínica do cristianismo da Palestina. Santo Estêvão, primeiro mártir da religião, desafia a hierarquia ao negar que Deus precisasse de um templo: "Mas Salomão lhe [a Deus] edificou a casa. Porém, o Excelso não habita em casas feitas por mãos humanas, como diz o profeta" (At, 7: 47-48). Ele é martirizado e tem início uma grande "perseguição à Igreja". Em At, 8:3, está presente o grande artífice do cristianismo, mas ainda como inimigo dos cristãos: Paulo, protagonista desta história.

O cristianismo como uma ética das relações foi, sustenta Rodney Stark, um dos fatores de seu enraizamento na Antiguidade e de sua expansão em todas as classes e grupos sociais, com especial ênfase entre as mulheres. Se a visão de mundo cristã não era avessa ao "logos" grego, como aqui se escreveu, emprestava à família um acento estranho àquela cultura, o que foi logo percebido pelas mulheres. Elas, como sói acontecer, identificaram primeiro o amor de salvação.


 

O que invejo na China

13:51 @ 01/01/2007

O que invejo na China
 
por Gerson Faria
 
A quase totalidade da mídia e dos formadores de opinião brasileiros acredita que o Estado chinês está em franco e acelerado processo de modernização, tendo entrado de cabeça no modelo ocidental de democracia e respeito às liberdades que, segundo eles, seria conseqüência inevitável da liberalização econômica. Omitem ou relativizam as fábricas-presídio que nos proporcionam toda sorte de bugigangas a uma bagatela, o maciço tráfico de órgãos e fetos originados pelo aborto como política de Estado, os tribunais revolucionários e tudo o mais que seja "impróprio para consumo". Acreditam que temos estômago fraco para a verdade e por isso nos alimentam de papinha de hospital. O caso de roubo de órgãos de pessoas vivas, praticantes do Falun Gong, que segundo David Kilgour não regrediu, não mereceu nem merece espaço da grande mídia nacional. Em contrapartida, a mídia de língua inglesa em peso noticiou os casos. Compare a lista http://investigation.go.saveinter.net/media%20coverage.htm com a http://organharvestinvestigation.net/media_other_language.htm, de língua não inglesa.

Aqui, somos levados a crer que a implantação do comunismo na China foi uma etapa necessária para tirar aquele povo agrário atrasadíssimo da miséria e abrir-lhes o caminho do crescimento sem volta, libertando-os das amarras do passado. E que a manutenção do comunismo chinês é algo tão natural, inodoro e insípido como a manutenção do petismo brasileiro.

"Ah, os números da China, que inveja...", suspiram de gozo qual Tio Patinhas. De minha parte há um número que realmente invejo: as crescentes desfiliações do partido comunista.

O movimento iniciado pelo jornal Epoch Times, com a publicação do documento "Nove comentários sobre o Partido Comunista" tem obtido uma avalanche de desfiliações, totalizando mais de 16 milhões desde 2004, uma média de 45.000 por dia, afirmam. O jornal descreve o documento:

"Os nove comentários detalham os métodos brutais do Partido Comunista Chinês, que incluem genocídio, tortura em massa, lavagem cerebral e destruição completa das crenças tradicionais. Trazem a história real do PCC, que foi sistematicamente distorcida e ocultada do povo chinês e do mundo".

Por aqui, o partido vai muito bem. Hasta la victoria. E como sua luta é comum, na grandiosa, nobre e histórica, inadiável e inevitável batalha pela vitória final em nome da paz, melhora das vidas e da dignidade de todos os povos, segue a íntegra do protocolo de cooperação política e de experiências firmado entre os deles e os nossos em 2004 que, como de costume, passou completamente despercebido pela mídia brasileira. O leitor pode se deliciar com o requinte de calma e burocrática hipocrisia, comum a partidos dessa cepa. O conteúdo online encontra-se em

http://www.pt.org.br/site/secretarias_def/secretarias_int.asp?cod=2247&cod_sis=9&cat=8  

O que há para se trocar com o partido comunista chinês? Ora, lições de tolerância e respeito à fé cristã, como essa que citamos, ocorrida recentemente, pinçada ao acaso, em meio a milhões.

"A experiência do Irmão Tan foi especialmente terrível. Ele foi colocado intencionalmente em uma cela de homossexuais onde sofreu a humilhação de ser abusado sexualmente e de ter apanhado. 'Eu não sairia vivo se tivesse permanecido preso por mais tempo'".

Se exigida uma posição do PT para esse assunto, possivelmente receberíamos a resposta calma e burocrática de que seria uma quebra dos princípios de independência e auto-determinação daquele país e uma inaceitável interferência nos respectivos assuntos internos. Em nome da paz, da dignidade e do desenvolvimento, é claro.

 
 
     
RELAÇÕES INTERNAC.
     
Documentos diversos
 
Protocolo de Cooperação Política entre o PT e o PC chinês
23/04/2004

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO POLÍTICA ENTRE O PARTIDO DOS TRABALHADORES DO BRASIL E O PARTIDO COMUNISTA DA CHINA

 

 

Considerando que: o Brasil e a China são países importantes respectivamente na América Latina e na Ásia, que desempenham papéis de extrema importância nos assuntos regionais e mundiais. O Partido dos Trabalhadores do Brasil e o Partido Comunista da China (doravante denominados como os dois partidos) assumem, em seus respectivos países, as mesmas tarefas no sentido de defender a independência e soberania nacional, desenvolver a economia nacional, melhorar a vida do povo, assegurar a paz tanto regional como mundial e lograr o desenvolvimento em conjunto.

Com base nos princípios de independência e auto-determinação, plena igualdade, respeito mútuo e não interferência nos respectivos assuntos internos, os dois partidos estão dispostos a continuar a consolidar e desenvolver o relacionamento amistoso de cooperação entre si, a fim de promover o desenvolvimento profundo de cooperação entre o Brasil e a China nas áreas política, econômica, diplomática, cultural, entre outras.

Os dois partidos chegam a acordar o seguinte:

 

Artigo I

Manter a troca de visitas entre os dois partidos, sobretudo dos altos dirigentes partidários. Realizar consulta política anual entre os dirigentes dos dois partidos, através da qual se trocam as experiências na administração de país e gestão política, visando estimular o desenvolvimento econômico e social dos dois países.

 

Artigo II

Comunicar-se, de forma não periódica, as posições dos dois partidos sobre as principais questões regionais e internacionais, de tal forma a reforçar o entendimento mútuo e coordenação entre as duas partes nas questões que interessem aos dois países e povos, defendendo, assim, os interesses e direitos de amplos países em desenvolvimento.

 

Artigo III

Trocar os documentos, materiais e publicações dos dois partidos, para favorecer um melhor conhecimento mútuo.

 

Artigo IV

Continuar a incentivar e promover o intercâmbio amistoso entre as organizações de massa e as comunidades sociais dos dois países, como os sindicatos, organizações de jovens, mulheres, etc.

 

Artigo V

O presente protocolo é elaborado em dois exemplares originais, cada um nas línguas portuguesa e chinesa, sendo ambos os textos igualmente válidos.

 

 

23 de abril de 2004, Beijing

 

 

José Genoino - Presidente Nacional do PT

 

Representante do Partido Comunista da China

Sócios no crime

13:52 @ 01/01/2007

Sócios no crime
por Heitor De Paola em 15 de setembro de 2006

Resumo: Embora pareça contraditório e confuso, a verdade é que em parte alguma os ideais totalitários comunistas e coletivistas encontraram mais apoio do que entre os grandes conglomerados financeiros.

© 2006 MidiaSemMascara.org

“If the American people ever allow private banks
to control the issue of their money, first  by inflation and
then by deflation, the banks and corporations that will grow
 up around them, will deprive the people  of their property
until their children will wake up homeless on the
continent their fathers conquered”.
THOMAS JEFFERSON
 
Um dos leitores ao qual, por razões técnicas (Mídia Sem Máscara passava por uma re-estruturação ) não tive oportunidade de responder, mostrou-se confuso ao ler meu último artigo sobre o governo mundial. Uma de suas dúvidas era a respeito de judeus fazendo parte de conspirações contra o Estado de Israel, além de uma certa perturbação nos conceitos de esquerda e direita. Pois é, quando começamos a nos enfronhar nestes assuntos, a primeira reação é confusa e de estupefação. Ao estranhamento sobrevém a dúvida: será que tudo isto não passa de delírio de alguns doidos? Esta é a parte mais difícil em qualquer tarefa humana: separar o joio do trigo porque existe realmente muita doidice, ao estilo Lyndon LaRouche, mas mesmo LaRouche diz verdades que ele embaralha de tal maneira com suas excentricidades que fica difícil saber a quantas andamos. Porém, existem outros autores mais confiáveis dos quais forneci uma breve lista naquele artigo. Fazendo uma pausa até o próximo – “A Comunidade Internacional” – onde vários pontos vão ficar mais claros, abordo hoje um tema de mais atualidade e urgência, ao qual podemos começar com a pergunta: por que Lula e Chávez quase certamente serão re-eleitos, respectivamente em outubro e dezembro, com votações acachapantes? Por que os governos castro-comunistas tendem a se expandir cada vez mais na América Latina (depois de Lula, Tabaré Vasquez, Evo Morales e Kirchner virão certamente Daniel Ortega na Nicarágua e talvez Marcelo Larrea no Equador)? Peru e México escaparam por pouco mas no último, a criação de um “governo paralelo” de López Obrador pode desestabilizar por completo as instituições nacionais.
 
Uma das repostas – não a única, sem dúvidas – nos chega através de várias notícias que para quem não conhece a história soam estranhas. Duas delas são recentes: uma de Caracas e outras do Brasil. Em artigo intitulado Banqueiros enriquecem com a revolução de Chávez de 26 de agosto último, Andy Webb, do Financial Times nos diz que “os banqueiros, tradicionalmente os primeiros candidatos ao paredón, estão fazendo a festa na Venezuela. Apesar da retórica anti-capitalista, ao invés de nacionalizar e estatizar os bancos, a distribuição “revolucionária” do rendimento do petróleo vem aumentando o número de ricos, o que está tornando Caracas um ímã para banqueiros suíços e de outras paragens. Quando o preço do petróleo estava baixo e a economia em recessão Chávez emitiu bilhões de dólares em débitos com empréstimo bancários, com grandes margens de juros, enriquecendo enormemente os bancos venezuelanos. Com o aumento vertiginoso dos preços do petróleo os gastos governamentais cresceram 70% e a economia cresceu 17.9% em 2004 e 9.3% em 2005, expandindo a liquidez e a demanda por crédito. Em 2005 os lucros dos bancos cresceram de 29.3 para 39.8 bilhões de dólares e a carteira de crédito aumentou em 200%!
 
Dirán Sarkissián, presidente da subsidiária venezuelana do Stanford Bank, que opera na ilha caribenha de Antígua declarou ao repórter que “no que toca ao crescimento, estamos muito felizes. Os depósitos cresceram 600%, para 106 milhões de dólares”. O Stanford passou a ser o maior emissor de cartões MASTERCARD da Venezuela.
 
Soa parecido com um certo país que conhecemos por dentro? Pois segundo o Nota Técnica do DIEESE, de abril de 2006, no Brasil “Os balanços recém divulgados indicam um crescimento excepcional do lucro dos bancos em 2005. O lucro líquido dos principais bancos do país – Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF), Bradesco, Itaú e Unibanco – registrou um expressivo crescimento de 49,9%, somando R$ 18,8 bilhões. Dentre eles, o Bradesco apresentou o maior resultado, contabilizando um lucro líquido de R$ 5,5 bi. O Itaú obteve o segundo maior lucro (R$ 5,3 bi) e registrou a maior rentabilidade patrimonial, cerca de 33,7%. Isso significa que, para cada R$ 100,00 de capital próprio aplicado, o banco obteve um retorno de R$ 33,70, o que garante a recuperação de todo capital investido no período de três anos”. O total das aplicações (ativo) desses bancos cresceu 14,9%, alcançando R$ 891,8 bilhões. As operações com títulos públicos cresceram 17,7%.
 
Em 2005, os cinco maiores bancos elevaram suas receitas tanto nas operações de crédito como nas aplicações com títulos públicos que, em média, aumentaram 30,5% e 15,2% respectivamente. O desempenho dessas aplicações foi amplamente favorecido pela escalada dos juros iniciada em setembro de 2004. A terceira maior fonte de lucro continua sendo a proveniente das receitas de prestação de serviços (tarifas bancárias). Juntos, esses bancos arrecadaram R$ 29,0 bilhões de seus clientes na cobrança de serviços – um crescimento de 18,7%. Com isso, essas receitas ficaram 21,8% acima do total das despesas de pessoal dos cinco bancos (R$ 23,8 bilhões), cujo crescimento foi de 10,6%.
 
O crédito consignado para empregados pela CLT e aposentados somava R$ 32,0 bilhões contra R$ 17,5 bi em 2004. Recentemente os bancos conseguiram uma nova fatia muito promissora do mercado: com o pagamento dos atrasados das “indenizações por motivos políticos”, que deverá somar vários milhões de reais, os bancos já estão fazendo antecipações ao mesmo estilo da restituição do IRPF, tornando-se parceiros da pilantragem explícita!
 
Existem notícias de que o grupo Rothschild estaria financiando a campanha do Lula e viria a gerir a Bolsa de Mercadorias e Futuros do Brasil. Apesar de não ter podido confirmar esta notícia em outras fontes, ela se insere à perfeição no comportamento do Grupo Rothschild e outros banqueiros internacionais, desde que o primeiro Rothschild, Meyer Amschel, percebeu as vantagens de se associar a governos e endividá-los para os controlar, financiando as guerras napoleônicas lá pelos idos de 1800. Da mesma forma, o primeiro Banco Central do mundo, o Bank of England, foi fundado em 1694 para emprestar dinheiro ao governo inglês e fazer face aos custos das guerras (http://www.reformation.org/bank-of-england.html).
 
Para entender o imbróglio das operações financeiras do último século, o Federal Reserve System, o FMI e o Banco Mundial, é preciso recuar até novembro de 1910.
 
OS CAÇADORES DE PATOS
 
“Dê-me o controle do dinheiro de uma Nação
e pouco me importa quem faça suas leis”.
MEYER AMSCHEL ROTHSCHILD
 
Naquela ocasião sete homens se reuniram secretamente na Jekyll Island, Carolina do Norte. Caso perguntados deveriam dizer que iriam caçar patos. A lista é impressionante e reunia representantes dos maiores consórcios bancários do mundo, proprietários de um quarto da riqueza mundial de então: Morgan, Rothschild, Warburg e Kuhn-Loeb [1]. 
 
No encontro em Jekyll Island estavam:
Nelson W. Aldrich, Senador Republicano, líder da Comissão Monetária Nacional, empresário associado a J P Morgan e sogro de John D Rockfeller Jr.;
Abraham Piatt Andrew, Secretário Assistente do Tesouro dos EUA;
Frank A. Vanderlip, Presidente do National City Bank of New York, o banco mais poderoso da época, representando William Rockfeller e o Banco de Investimento Internacional de Kuhn, Loeb & Co.;
Henry P. Davidson, sócio Sênior da J P Morgan Co.;
Charles D Norton, Presidente do First National Bank of New York , de propriedade de J P Morgan;
Benjamin Strong, dirigente da Bankers Trust Co., também de J P Morgan;
Paul M. Warburg, sócio na Kuhn, Loeb & Co., representante da dinastia dos Rothschild na Inglaterra e na França, e irmão de Max Warburg, dirigente do consórcio bancário dos Warburg na Alemanha e na Holanda.
 
Durante nove dias eles planejaram a estrutura e a operação de um cartel bancário visando eliminar a concorrência dos pequenos bancos do interior dos EUA que vinham ameaçando sua hegemonia, pois na década de 1890 estes tinham crescido em 61% e já possuíam 54% dos depósitos nacionais. Além disto, entre 1900 e 1910, devido à prosperidade e aos grandes lucros, 70% dos fundos para financiar o crescimento da indústria americana eram gerados internamente, tornando as indústrias cada vez mais independentes de empréstimos bancários. Esta tendência era resultado do livre mercado da taxa de juros que refletia um equilíbrio realista entre dívida e poupança. E nada há de mais ameaçador para os grandes bancos do que grandes empresários com altos lucros que possam reinvestir em seus negócios sem dependerem dos empréstimos com os quais se tornam marionetes dos banqueiros. Esta nova tendência precisava ser detida. O que os banqueiros queriam – e muitos empresários também – era intervir no mercado livre e acabar com o equilíbrio das taxas de juros, forçando uma baixa que favoreceria o endividamento sobre a poupança. Para tanto, a moeda deveria ser desvinculada do ouro tornando-a abundante, mais elástica. Até então os bancos só podiam emitir títulos e empréstimos até o limite do total de seus depósitos convertido em ouro. Passava-se a criar dinheiro do nada, na realidade dinheiro falso!
 
Utilizaram o aparelho estatal para colocar o cartel em prática criando o Federal Reserve System, propositalmente sem nada que lembrasse “banco” no nome.
 
OS MONSTROS DE BRETTON WOODS
 
Era preciso estender para todo o mundo o que começara pelos EUA e a devastação da Segunda Guerra Mundial amainou o terreno para o plantio. No plano internacional o jogo sujo começou num encontro internacional de financistas, políticos e teóricos, o United Nations Monetary and Financial Conference, em julho de 1944, no Mount Washington, Bretton Woods, New Hampshire, onde foram criadas duas agências: o Fundo Monetário Internacional (FMI) – para promover a cooperação monetária entre as nações, mantendo fixas as taxas de câmbio - e o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento, comumente conhecido como Banco Mundial – com a função de emprestar dinheiro para os países devastados pela guerra e para países subdesenvolvidos. O método utilizado para atingir tais objetivos não era nada admirável: abolir o ouro como base monetária internacional – até então as moedas eram trocadas com base em seus valores em ouro - e substituí-lo por papel-moeda politicamente manipulável – isto é, criação de dinheiro do nada!
 
Os teóricos que conceberam este plano eram John Maynard Keynes, socialista fabiano inglês [2], e Harry Dexter White, Sub-Secretário do Tesouro dos EUA. White, membro do Council on Foreign Relations, integrava a rede comunista de espionagem que atuava em Washington e na Casa Branca, sabia perfeitamente disto quando Truman o nomeou como Diretor Americano do FMI. Dexter White também foi assistente sênior da delegação americana na Conferência das Nações Unidas em San Francisco em maio de 1945. Durante as negociações sobre a carta da ONU ele se encontrava freqüentemente com agentes secretos soviéticos e fornecia informações sobre a estratégia de negociações dos EUA. Em seu cargo ele conseguiu influenciar a política econômica americana sobre a URSS. Conseguiu, p.ex., persuadir o Secretário do Tesouro Morgenthau a oferecer a Stalin um grande empréstimo em termos extremamente generosos: 10 bilhões de dólares pagáveis em trinta e cinco anos, com juros de 2%. (As informações sobre Dexter White estão em Venona: Decoding Soviet Espionage in América, John Earl Haynes & Harvey Klehr, Yale University Press, 1999).
 
ESQUERDA, DIREITA, VOLVER!
 
Para entender a nova ordem mundial – não tão nova assim – é preciso, portanto, evitar a velha divisão entre esquerda e direita. Banqueiros são tradicionalmente de direita e devem ser levados ao paredón pelos revolucionários; estes, por sua vez, são de esquerda e devem ser perseguidos pelos regimes de direita. Experimente o leitor seguir ao mesmo tempo a ordem acima: esquerda, direita, volver. Cairá de quatro se não de cabeça e sofrerá traumatismo craniano! Pois é exatamente isto que os aspirantes a governantes do mundo querem que você enfrente: uma dissonância cognitiva frente à qual é melhor se alienar, beber uns chopinhos e ir em frente que atrás vem gente, sentenciando acacianamente: ora, banqueiros unidos a comunistas?! Coisa de paranóicos! É exatamente esta a função principal dos socialistas fabianos do PSDB – além do príncipe FHC e seus discípulos, Serra, Aécio, Alckmin et caterva: servirem de amortecedores e opções eleitorais de uma inexistente “terceira via”. Os Socialistas Fabianos diferem dos comunistas apenas quanto ao como o mundo deverá ser socializado. Para os Fabianos a palavra socialismo não deveria ser usada mas, em seu lugar, deveriam ser utilizados termos como “bem estar social”, “saúde pública”, “salários justos”, “melhores condições de trabalho”, etc.
 
Não se pode esquecer que foi o príncipe FHC que salvou os bancos da falência com o PROER, enganando os idiotas de que foram seus depósitos que ficaram garantidos quando não passava de sacrificar o público aos interesses do cartel dos bancos. Foi também FHC quem, obedecendo a seus patrões internacionais, chamou o Soros Boy Armínio Fraga para sua equipe econômica, prática seguida fielmente por Lula dando nossa economia de bandeja para os patrões através de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central. Vote-se em quem votar e estaremos alienando cada vez mais nossa economia aos banqueiros internacionais. Os que eram inimigos ferrenhos – banqueiros e revolucionários – aprenderam a se entender às mil maravilhas e hoje são sócios no crime! E as vítimas somos nós, os patos que foram caçados!


 
[1] The Creature of Jekyll Island: A Second Look at the Federal Reserve, G. Edward Griffin, American Media, 1998. Sobre o autor ver preferencialmente: http://www.freedomforceinternational.org/, http://www.propagandamatrix.com/multimedia/griffin_1.html.
Ver também capítulo 3 de How the World Really Works, Alan B. Jones, ABJ Press, 1997.
 
 
Nota Editoria MSM: Além dos dados fornecidos pelo autor, recomenda-se a leitura das obras do professor britânico Antony C. Sutton, verdadeiros "guias" para compreensão do enorme interesse dos grandes capitalistas financeiros mundiais na ascensão de regimes totalitários coletivistas como o comunismo e o nazismo. Dentre os trabalhos do professor Sutton merecem especial atenção os livros Wall Street and the Bolshevik Revolution e Wall Street and the Rise of Hitler.

 







O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e Membro do Board of Directors da Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

Ratzinger pediu estudo sobre padre Cícero

 
KAMILA FERNANDES
da Agência Folha, em Fortaleza

Uma história típica da crença popular nordestina aproximou do Brasil, recentemente, o cardeal alemão Joseph Ratzinger, agora papa Bento 16.

Quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma, Ratzinger teve a iniciativa de propor um estudo sobre o padre Cícero Romão Batista, o "padim Ciço" dos romeiros -- cultuado como santo no Nordeste, mas renegado (ainda antes de morrer) pela Santa Sé. Só depois desses estudos é que o padre Cícero poderá se tornar santo de verdade.

A iniciativa do cardeal Ratzinger aconteceu em 2001, quando chegava à diocese do Crato (CE) um novo bispo, o italiano Fernando Panico. Essa diocese é a responsável também por Juazeiro do Norte (a 495 km de Fortaleza), município onde se concentra o culto a padre Cícero.

Início do processo

D. Fernando conta que, ao chegar à cidade, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) o informou, por carta, que havia recebido uma correspondência, assinada pelo cardeal alemão. Na mensagem, ele pedia ao bispo de Crato um parecer sobre a possibilidade de ser feito um estudo do caso do padre Cícero. "Imediatamente respondi que sim, e foi iniciado o processo", disse.

Depois disso, o bispo esteve em Roma duas vezes para se encontrar diretamente com Ratzinger, que quis saber sobre o andamento dos estudos sobre o caso e deu até orientações para a conclusão do processo.

"Assim como os milhões de devotos de padre Cícero espalhados pelo país, espero que o papa, que já nos conhece, que conhece o que está acontecendo em Juazeiro do Norte, as romarias, e conhece também um pouco da figura do padre Cícero, possa nos ajudar a responder a essa expectativa do povo, que é ver reconhecida a santidade de padre Cícero", disse d. Fernando.

Informações

Nas conversas em Roma, Ratzinger primeiro autorizou o bispo do Crato a escolher um padre para investigar, nos documentos secretos da Congregação, dados sobre o período em que viveu o padre Cícero (1844-1934), para saber mais sobre suas relações com a cúpula da Igreja Católica. Depois, o próprio cardeal o orientou sobre os procedimentos para a finalização dos estudos.

"Ele disse que sabia dos estudos, que tudo estava bem encaminhado e que, quando concluíssemos as pesquisas, deveríamos mandar os documentos a Roma, onde será constituída uma nova equipe de estudos para finalizar o processo de reabilitação do padre Cícero", disse d. Fernando.

Ele ressaltou o tom aberto e afável com que o cardeal o abordou sobre o assunto e demonstrou interesse pelo tema.

Milagres

A rejeição da cúpula da Igreja Católica ao padre Cícero aconteceu depois que ele começou a ganhar fama como milagreiro e a levar multidões de fiéis a Juazeiro do Norte.

Sua notoriedade começou em 1889, quando, segundo se conta, uma hóstia que ele entregou em comunhão a Maria de Araújo se transformou, na boca da beata, em sangue.

O mesmo fenômeno teria se repetido centenas de vezes, mas era sempre negado pela cúpula da Igreja Católica.

Por insistir em reafirmar o milagre, padre Cícero chegou até a ser excomungado, em 1917, sendo perdoado em seguida. Em 1921, porém, teve suas ordens suspensas em definitivo, não podendo atuar como padre até sua morte, em 1934.

Ao falar na homilia de uma missa, na semana passada, sobre a proximidade do papa Bento 16 com a história de padre Cícero, d. Fernando foi bastante aplaudido pelos fiéis. "Que seja um papa que faça jus ao nome que ele escolheu, que seja uma bênção para todos nós, bento e abençoador."

HOLANDA: COMO INTRODUZIRAM A CULTURA DA MORTE 
 
O artigo a seguir, escrito logo após a legalização da eutanazia na Holanda (em 10 de abril de 2001), contém advertencias graves e importantissimas para todos e especialmente para os brasileiros. O texto mostra como, em apenas uma geração, a Holanda, onde a eutanazia era unanimemente rejeitada pelos medicos, transformou-se no berço desta pratica que, segundo as palavras de Paul Singer, bioeticista da Universidade de Princeton, irá tomar o mundo em questão de 30 anos. 
 
Na Holanda, toda uma geração de médicos foi propositalmente trabalhada para obter um consenso sobre a eutanásia e paralelamente foi obtida uma jurisprudência nos tribunais que impedia a punição dos médicos, apesar da prática ainda ser considerada ilegal. Em virtude desta jurisprudência, já em 1990 uma entre cada dez mortes na Holanda o eram por eutanásia, e metade delas sem o consentimento dos pacientes. Uma transformação radical, visto que a Holanda havia sido o único país dominado pelos nazistas em que a classe médica havia-se recusado por unanimidade a praticar a eutanásia. 
 
Em seguida, foram introduzidas as disciplinas de Bioética nas Faculdades de Medicina, transformando o tema de tabú em questão aberta para a livre discussão.
 
Paul Singer, um dos mais controvertidos bioeticistas do momento e professor de bioética da Universidade de Princeton, em um artigo intitulado "A santidade da vida: hoje sim, amanhã não", faz um comentário a respeito da importância da experiência holandesa e belga neste campo, planejada na realidade para estender-se ao mundo todo à medida em que as taxas de crescimento demográfico vão se tornando progressivamente decrescentes: 
 
"Durante os próximos 35 anos, a visão tradicional da santidade da vida irá entrar em colapso sob a pressão de desenvolvimentos científicos, tecnológicos e demográficos. Por volta de 2040, somente um grupo reduzido de religiosos fundamentalistas ignorantes defenderão a opinião que toda vida humana, desde a concepção até a morte, é sacrossanta. À medida em que nos aproximarmos de 2040, a Holanda e a Bégica já terão décadas de experiência de eutanásia legal, e outras jurisdições também terão permitido a eutanásia voluntária e o suicídio medicamente assistido para várias fases da vida. Esta experiência irá mostrar o exagero dos que temem que a legalização destas práticas serão uma primeira etapa na direção de um novo holocausto. Ademais, naquela época uma crescente proporção da população nos países desenvolvidos terá mais de 75 anos e preocupando-se sobre como será o fim de suas vidas. A pressão política no sentido de permitir que os pacientes terminais ou cronicamente doentes escolham quando morrer será irresistível. Quando a ética tradicional sobre a santidade da vida humana se tiver tornada indefensável, tanto no início como no fim da vida, uma nova ética irá substituí-la. Será reconhecido que o conceito de pessoa é distinto do conceito de membro da espécie Homo sapiens, e que é a personalidade, e não a participação na espécie, o fator mais importante para a determinação de quando é errado terminar uma vida, e iremos respeitar o direito das pessoas dotadas de autonomia e competência de escolher quando viver e quando morrer." 
[Paul Singer: "The sanctity of life: here today, gone tomorrow", original em inglês: 
http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=3159
 
No Brasil, poucas semanas atrás, o Conselho Federal de Medicina aprovou uma resolução, em termos cuidadosamente estudados por sua aparente ambiguidade. No entanto, submetida a uma leitura atenta, fica claro que a resolução, de modo absolutamente inequívoco, permite que os médicos efetuem a eutanásia. Com exceção dos conselheiros que a aprovaram, nenhum médico ainda se deu conta deste fato e a imprensa, como sempre, nada comentou a respeito. O efeito será para o futuro, quando daqui a alguns anos a resolução for reconhecida como fato consumado e a classe médica perceber que a Conselho Federal de Medicina já havia, há muito tempo, no final de 2006, aprovado a eutanásia no Brasil.

 
O caminho holandês da morte
 
[THE DUTCH WAY OF DEATH] 
original em inglês:
http://opinionjournal.com/editorial/feature.html?id=95000390 
 
A medicina socializada ajudou a transformar os médicos holandeses em  assassinos. 
 
Richard Miniter, editorialista do The Wall Street Journal Europa. 
 
Sábado, 28 de abril de 2001. 
 
AMSTERDÃ -- Sete anos atrás, Dr. Niko Wolswinkel recebeu um pedido para que matasse alguém. 
 
Em uma segunda feira que ele jamais esquecerá, uma paciente deste médico holandês, uma mulher de 77 anos que estava morrendo de câncer, pediu-lhe que a matasse. 
 
Do ponto de vista meramente legal, o médico sabia que poderia fazê-lo. A eutanásia ainda não havia sido oficialmente descriminalizada na Holanda, isto aconteceu somente no início de 2001, mas na prática já era legal. Uma série de decisões dos tribunais superiores da Justiça, nos anos 1980, havia tornado praticamente impossível que os promotores vencessem casos de eutanásia, e nos poucos casos em que os médicos foram condenados, suas sentenças foram suspensas. A Real Associação de Médicos Holandeses havia publicamente aprovado a eutanásia, que já era comum até mesmo naquela época. O Dr. Wolswinkel sabia que tudo o que havia entre a eutanásia e a sua paciente era a sua própria concordância em atender o pedido. 
 
Naquele dia ele consultou a sua consciência. "É muito duro falar destas coisas", disse o Dr. Wolswinkel, demonstrando com uma tranquila tristeza em sua voz voz. "Trinta anos atrás isto era uma coisa que as pessoas não pediam". 
 
Ele não conseguiu decidir-se a matar a sua paciente. Supõe-se que os médicos são terapeutas, não assassinos. E ele, como cristão, acreditava que era errado tomar em suas mãos o poder de Deus. Poucos dias depois, sua paciente morreu de morte natural. 
 
Mas a maioria dos holandeses chegaram a uma conclusão diferente. Mais de 80% são a favor da "eutanásia voluntária", de acordo com as mais recentes pesquisas [em 2001]. O Parlamento Holandês aprovou recentemente, [no início de 2001], uma lei descriminalizando completamente a eutanásia e o suicídio assistido. A Holanda tornou-se a primeira nação democrática do mundo a permitir, sob o amparo da lei, que os médicos matem seus pacientes. 
 
E eles provavelmente foram acostumados a fazê-lo. Dos 130.000 holandeses que morreram em 1990, [quando a prática teoricamente era ainda ilegal], cerca de 11.800 foram mortos ou ajudados a morrer pelos seus médicos, de acordo com um relatório apresentado pelo Promotor Geral do Alto Conselho da Holanda. Este foi o único relatório completo sobre a prática da eutanásia apresentado pelo governo holandês antes da sua legalização. 
 
Algumas destas mortes são os casos clássicos citados pelos defensores do direito de morrer: um paciente doente terminal, em agonia, que pede para "morrer com dignidade". Mas muitos, [-cerca da metade-], não o eram. Estima-se que 5.981 daqueles pacientes, uma média de 16 pessoas por dia, foram mortos pelos seus médicos sem o seu consentimento, e isto de acordo com o próprio relatório apresentado pelo governo holandês. 
 
E estes números não dão a medida de diversos outros grupos que são postos para morrer involuntariamente: crianças defeituosas, crianças portadoras de doenças terminais e pacientes com problemas mentais. Cerca de 8% de todas as crianças que morrem na Holanda são mortas pelos seus médicos, de acordo com um estudo publicado em 1997 pela prestigiosa revista médica britânica Lancet. Consideremos o caso do Dr. Henk Prins, que matou, com o consentimento dos pais, uma menina de três dias que sofria de spina bifida e uma ferida aberta na base da espinha. O Dr. Prins nunca fez nenhuma tentativa de tratar a ferida, de acordo com Wesley J. Smith, autor do livro A Cultura da Morte. O tratamento foi a própria morte. Os críticos da eutanásia se referem-se ao "declive escorregadio" como uma possibilidade, mas na Holanda este é um fato. 
 
Agora muitas pessoas de idade tem medo dos hospitais holandeses. Mais de 10% dos cidadãos idosos que responderam a uma pesquisa recente, a qual não mencionava a eutanásia, espontaneamente declararam que elas temiam serem mortas pelos seus médicos sem o seu consentimento. Um grupo de cidadãos idosos mandou imprimir cartões-documento que declaram aos médicos que o portador do cartão é contra a eutanásia. 
 
O que fez com que os holandeses se sentissem à vontade com a eutanásia? Um dos fatores foi que a idéia foi tornada simpática aos seus médicos. "Os holandeses foram tão longe e tão rápido neste assunto porque desde o inicio eles tiveram a profissão médica do seu lado", explica Derek Humphrey, fundador da Hemlock Society, ao Toronto Globe and Mail no final de setembro de 2000. "Enquanto não tivemos uma parte significativa da profissão médica do nosso lado, nós não conseguimos ir tão longe". 
 
Alguns sugeriram que os médicos holandeses eram por sua natureza mais inclinados à eutanásia. Este é uma hipótese improvável. De acordo com um artigo de 1949 do New England Journal of Medicine, diversamente dos médicos de todas as demais nações ocupadas pelos nazistas, os médicos holandeses nunca recomendaram nem participaram de uma única eutanásia durante a Segunda Guerra Mundial. Até mesmo as ordens nazistas de não tratar os idosos ou aqueles que tiunham poucas chances de sobrevivência foram desobedecidas por estes médicos. Mas bastou uma única geração, como nota o jornalista Malcolm Muggeridge, "para transformar um crime de guerra em um ato de compaixão". 
 
Como foi possível que os médicos holandeses mudassem seu pensamento tão dramaticamente no curto espaço de uma só geração? 
 
O caminho para a cultura da morte começou quando os médicos foram ensinados a pensar como economistas. À medida em que o custo da medicina socializada crescia na Holanda, os médicos foram doutrinados sobre a importância de reduzir as despesas. Em muitos hospitais foram afixados avisos indicando o quanto o tratamento dos idosos custavam ao contribuinte. O resultado foi uma crescente "pressão social" por parte dos médicos e outros profissionais em favor da eutanásia, conforme detalhado por Arno Heltzel, um porta voz da União Católica dos Idosos, a maior organização de cidadãos idosos da Holanda. "Os idosos tinham que desculpar-se por continuar vivendo. Quando eles diziam que todos os seus amigos já haviam morrido, as pessoas respondiam que "talvez tenha chegado também a sua hora", em vez de "creio que deve procurar novos amigos". 
 
Com uma pressão como esta, até mesmo a eutanásia "voluntária" pode não ser verdadeiramente consensual. A queda notável de 33% no número de casos de suicídio de idosos nas duas últimas décadas do século XX seguiu-se a um aumento de igual proporção no numero de eutanásias para a mesma faixa etária durante o mesmo período. O que o Dr. Herbert Hendin, um oponente da eutanásia, chama de "a terapia holandesa para o suicídio", pode ser simplesmente a evidência de uma depressão não tratada. Mas o tratamento custa. 
As restrições profissionais contra a eutanásia foram postas de lado. O Juramento de Hipocrates, um credo de 2500 anos destinado a refrear antigas tentações, incluía a promessa: "Eu não darei uma poção fatal para ninguém que a peça, nem sugerirei tal coisa". Poucas escolas médicas em qualquer nação desenvolvida requerem o juramento. Em vez disso, outros códigos profissionais foram reescritos para serem neutros ou a favor da eutanásia. 
 
Os currículos das escolas médicas e os padrões profissionais foram também modificados. Hoje quase todas as principais escolas de Medicina oferecem uma disciplina de Bioética onde a eutanásia é considerada, no mínimo, uma questão aberta. A eutanásia é agora uma opção, não um tabú. A Sociedade Pediátrica Holandesa publicou suas orientações para matar crianças em 1993; a Real Sociedade Holandesa de Farmacologia enviou um livro para todos os novos médicos que inclui fórmulas para venenos que induzem a eutanásia. 
 
Neste contexto vieram em seguida os falsos eticistas. Muitos destes "peritos em ética médica" vieram ou estão sob a influência da subcultura global pró-morte. A Federação Mundial das Sociedades pelo Direito de Morrer possuía em 2001 trinta e seis organizações federadas em vinte e um países, que contam com membros que vão desde o Dr. Philip Nitschke da Austrália até o professor Peter Singer da Universidade de Princeton. Muitos deles são médicos. "Todos são muito envolventes", diz Rita L. Marker, diretora executiva da International Anti-Euthanasia Task Force. E podem ser também muito influentes. Eles parecem ter plasmado o pensamento da ministra holandesa da saúde, Els Borst. A Sra. Borst, de 69 anos, recentemente defendeu o desenvolvimento de uma pílula do suicídio para cidadãos idosos saudáveis mas já "passados". 
 
Assim, ao longo do tempo, a eutanásia veio a ser considerada como coisa normal. Quando eu telefonei para o Centro Médico Acadêmico de Amsterdam, a mulher que me atendeu disse-me que ela aprovava a eutanasia involuntária para crianças defeituosas: "É o que acontece em todos os hospitais do mundo, o que ocorre é que nós somos mais abertos a este respeito". Tanto quanto eu saiba, a maioria dos hospitais do mundo ainda tentam heroicamente salvar as crianças defeituosas, mas parece que muitos holandeses sustentam que ocorre o contrário. 
 
Finalmente entram em cena a ignorância e a falta de visão dos políticos. Não existe nenhum partido importante que se oponha por princípio à eutanásia, nem mesmo a democracia cristã de centro-direita, que participou do poder durante a maior parte do período do pós-guerra. "Não existe nenhuma oposição ampla à eutanásia, inclusive nos meios cristãos", lamenta-se Kars Veling, um membro do Parlamento que irá liderar o partido da União Cristã em 2002. 
 
Depois de discursar em um encontro partidário em Spakenburg, Veling sobre a vigilância que teve que exercer quando da morte de seu pai. O velhinho sofria terrivelmente. "Nós rezamos para que Deus o levasse", disse ele. Então o médico ofereceu-se com uma injeção letal. Foi difícil dizer não, disse Veling, mas seu pai nunca teria pedido a morte e este fim teria sido contrário aos valores pelos quais ele viveu. 
 
Os médicos holandeses sentem-se à vontade ao fazer estas ofertas fatais. Todas as barreiras legais e profissionais à eutanásia foram removidas, frequentemente pelos próprios médicos. A eutanásia começou pelos médicos, e somente um despertar de suas consciências pode pará-la agora.

O reino da mentira

13:56 @ 01/01/2007

O reino da mentira
 
por Ruy Barbosa,
discurso na campanha presidencial de 1919
(Escritos Seletos e Discursos. Nova Aguilar. pp. 403-4)
 
Mentira toda ela. Mentira de tudo, em tudo e por tudo. Mentira na terra, no ar, até no céu, onde, segundo o Padre Vieira, que não chegou a conhecer o Dr. Urbano dos Santos, o próprio sol mentia ao Maranhão e diríeis que, hoje, mente ao Brasil inteiro. Mentira nos protestos . Mentira nas promessas. Mentira nos programas. Mentira nos projetos. Mentira nos progressos. Mentira nas reformas. Mentira nas convicções. Mentira nas transmutações. Mentira nas soluções. Mentira nos homens, nos atos e nas cousas. Mentira no rosto, na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita. Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos. Mentira dos caudilhos aos seus apaniguados, mentira dos seus apaniguados aos caudilhos, mentira de caudilhos e apaniguados à Nação. Mentira nas instituições. Mentira nas eleições. Mentira nas apurações. Mentira nas mensagens. Mentira nos relatórios. Mentira nos inquéritos. Mentira nos concursos. Mentira nas embaixadas. Mentira nas candidaturas. Mentira nas garantias. Mentira nas responsabilidades. Mentira nos desmentidos. A mentira geral. O monopólio da mentira. Uma impregnação tal das consciências pela mentira, que se acaba por se não se discernir a mentira da verdade, que os contaminados acabam por mentir a si mesmos, e os indenes, ao cabo, muitas vezes não sabem se estão, ou não estão mentindo. Um ambiente, em suma, de mentiraria, que, depois de ter iludido ou desesperado os contemporâneos, corre o risco de lograr ou desesperar os vindouros, a posteridade, a história, no exame de uma época, em que, à força de se intrujarem uns aos outros, os políticos, afinal, se encontram burlados pelas suas próprias burlas, e colhidos nas malhas da sua própria intrujice, como é precisamente agora o caso.
 
Já se entoou no Parlamento republicano o panegírico do jogo. Já se lavrou  na imprensa da atualidade a apologia da perfídia. Ainda não se ensaiou, numa tribuna ou na outra, a glorificação da mentira. Mas há de vir. Há de estar próxima. Já tarda. Não se concebe que se haja demorado tanto. É a justiça da nossa época a si mesma. Pelo hábito de preterir tudo, acaba ela sem fim, destarte, preterindo a si própria.

El sentido de la verdad

13:57 @ 01/01/2007

El sentido de la verdad

 
Una vez le mostré a una amiga ya muerta, grafóloga genial, una muestra de escritura de una persona conocida y prestigiosa. Me dijo: "Es un hombre que si dice "Buenos días" hay que decirle: "¡Mentira!" Me divirtió, a pesar de la tristeza que aquel comentario envolvía, el ingenio de la reacción. Probablemente lo más grave que sucede en el mundo actual, aunque no lo parezca ni sea melodramático, es el descenso del sentido de la verdad. Hay individuos, grupos, organizaciones, cuya profesión es la mentira; a ella se dedican, la cultivan metódicamente, la difunden. Con eso hay que contar, y no se está en claro sobre lo que se puede y debe hacer.
 
Pero sería un error creer que eso es universal, que no hay otra cosa. Cuando veo a jóvenes, por ejemplo estudiantes, debidamente amaestrados, en grandes rebaños, saltando y coreando estupideces, siento depresión. Pero no acabo de tomarlo en serio. Estoy seguro de que muchos de ellos, en estado de libertad, es decir, aislados, como los individuos que son, estarían dispuestos a entender, a reaccionar desde sí mismos; probablemente después de los saltos y los gritos sienten cierta vergüenza, tienen la impresión de haber sido utilizados.
 
Es probable que nunca les hayan mostrado la diferencia entre la verdad y la falsedad, entre la veracidad y la mentira. Se han nutrido de una enseñanza de la que habría que hablar a fondo, resultado de decenios de manipulaciones sucesivas; más aún, de medios de comunicación para los que la verdad no cuenta -o es el enemigo-, de programas en que no tiene el menor puesto, en que se da por supuesto que todo vale, y en particular lo que es falso.
 
Sería un error creer que esos jóvenes -y otros que no lo son ya- son como parecen. Creo que se trata de una suplantación, de una máscara impuesta. Cada vez que he tenido ocasión de tratar directamente con ellos, en muchos lugares de España, desde grandes ciudades hasta pueblos minúsculos, que me parecen muy interesantes, he encontrado una respuesta impresionante, a veces conmovedora. Y el rasgo capital era la reacción a la verdad, la impresión de tropezar con ella, reconocerla, y sentir entusiasmo.
 
He repetido esta experiencia muchas veces, en casi todas las regiones españolas, en niveles sociales y culturales que presentaban considerables diferencias. Era sorprendente la uniformidad de la reacción al contenido de verdad, a la posibilidad de tomar algo en serio, a la evidencia de que alguien estaba diciendo lo que efectivamente pensaba.
 
No es sustancialmente distinta la reacción a la palabra escrita; me refiero a la de los lectores individuales, solitarios, que se encuentran con un texto en el cual descubren, en vez de engolamientos de voz o malabarismos, una mirada sobre la realidad, un intento de comprenderla y comunicarla. Sería del mayor interés saber de qué autores se fían los lectores, a quiénes tienen en cuenta; no son aquellos de quienes se habla más, los que están presentes a diario en los comentarios o las entrevistas, o en los "coloquios".
 
Si se hiciera un mapa real del estado mental de España, se tendrían muchas sorpresas, y la mayoría de ellas agradables. Se preguntará qué puede hacerse ante la pérdida del sentido de la verdad, incluso la profesionalización de la mentira. Se aducirá el sacrosanto derecho a la libertad de expresión, que incluye ciertamente la de mentir.
 
Pero debe incluir igualmente la de decir que algo es falso, y mostrarlo, y probarlo, con las consecuencias que ello tendría. Muy rara vez se hace. Hay una extraña atonía que deja pasar todo sin la réplica adecuada. A veces basta con preguntar. Por lo pronto, hay que decir: ¿Cómo lo sabe? Siempre me ha sorprendido el crédito que dan muchos historiadores a los informes de los embajadores extranjeros, sobre todo venecianos de los siglos XVI y XVII, que cuentan con pelos y señales las conversaciones entre Felipe IV y el Conde Duque de Olivares. Evidentemente no estaban allí, y hay motivos para suponer que lo inventaban para mejorar su carrera ante la Serenísima.
 
Hace poco, representantes de los sindicatos explicaron muy satisfechos en la televisión que los equipos de propaganda, fomento y difusión de la "espontánea" huelga que preparaban comprendían 40.000 personas, y mostraron con satisfacción enormes masas de pancartas, carteles y pegatinas destinados a ello. Hubiera parecido normal preguntar cuánto costaba todo aquello, y quién lo pagaba. Ni una sola palabra, ni la mínima curiosidad.
 
Es sólo un ejemplo, que cito por su volumen y estar en la memoria de todos. Pero se podrían multiplicar sus equivalentes. Si todos ejercieran el derecho a la libertad de expresión, si no existieran tantos casos de mutismo, si se hicieran las preguntas que parecen obligadas, el clima intelectual y moral mejoraría enormemente. La mentira no debe quedar impune. Debe tener, no una responsabilidad penal, sino algo más elemental y acaso más eficaz: el desprestigio.
 
A veces la mentira es manifiesta, y se expresa con la máxima publicidad: en las pantallas de televisión. No pasa nada, no tiene la menor consecuencia; ni siquiera la que sería más fácil: su repetición, para que los espectadores pudieran reparar en ella y extraer las consecuencias oportunas.
 
Con todo, no es esto lo más importante y necesario. Más que mostrar la mentira importa decir la verdad. Hay que enunciarla, a propósito de todo, repetirla, justificarla, exhibir sus títulos, habituar a lectores, oyentes y espectadores a su presencia, a su magia. Hay que restablecer el ambiente en que domina, y que es el único respirable.
 
Para muchos sería una experiencia nueva, incomparable. Pienso que suscitaría nada menos que entusiasmo. De nada esperaría una renovación más profunda, positiva y valiosa de la sociedad en que vivimos.
 
Si se pudiera medir el nivel de veracidad de las distintas épocas -o de diversos países comparables-, la historia daría un paso gigantesco. Veríamos cómo se iluminaban tantas cosas que permanecen oscuras, que no acabamos de comprender. Valdría la pena intentarlo.
 
De momento, me contentaría con algo mucho más modesto y hacedero: intensificar el uso y expresión de la verdad entre nosotros, iniciar una reacción ante la falsedad y la mentira. No renuncio a la esperanza de poder respirar mejor en lo que me quede de vida. Y, aunque no es mucho, creo que casi todo lo demás se nos daría por añadidura.
 

Defensa de la verdad

 
La verdad es el fundamento de la vida humana, el elemento en que se mueve cuando no olvida su condición; por eso es el fundamento de la convivencia, lo que la hace posible y asegura su carácter humano; si le falta, se produce su degeneración hacia una u otra de estas dos posibilidades: la cosa o el rebaño.
 
Por esto, la exigencia primaria, irrenunciable, es la escrupulosa fidelidad a la verdad: el esfuerzo constante por evitar el error, el implacable rechazo de su perversión, la mentira. Pero esto no basta, porque está en curso una amplísima ofensiva contra la verdad. Esto no es nuevo; la novedad consiste en sus recursos, en sus posibilidades, multiplicadas en esta época.
 
Esto exige, ante todo, una escrupulosa vigilancia para utilizar todos los medios disponibles para descubrir, formular, comunicar la verdad; su utilización está habitualmente muy por debajo de lo posible. Casi todo lo que se oye o lee se resiente de insuficiencia, falta de atención, de rigor, de cautela; se deja que el error se deslice, se parta de él, se lo dé por válido, se articule así con otros errores que van tendiendo una red que nos aleja de la verdad, nos conduce a esa situación que puede y debe llamarse "estado de error".
 
Todo esto es en alguna medida "involuntario", puede parecer "inocente" aunque sea culpable el no resistir a ello, su aceptación pasiva. Lo más grave es otra cosa: la hostilidad a la verdad, el sentirla como la enemiga, su voluntaria y deliberada persecución, su suplantación, no ya por el error, sino por la mentira. Esto es lo que obliga a organizar la defensa activa de la verdad, la atención al error ajeno, su descubrimiento y filiación, no digamos de la mentira expresa, que intenta desplazar y destruir la verdad.
 
Esto obliga a un esfuerzo de atención considerable, que en otras situaciones no era necesario, pero que en la nuestra es inexcusable. La falsedad es peligrosa, insidiosa, tiene que ser reconocida, probada, mostrada como tal. Si es involuntaria debe ser corregida, superada, mediante el restablecimiento de la verdad, acompañada de su justificación hasta donde sea posible.
 
Pero si se trata de la mentira, de la falsedad querida y buscada por sí misma, esto debe llevar a la descalificación, a la exclusión de la convivencia.
 
Ante innumerables afirmaciones que se oyen o leen mi pregunta es: ¿Cómo lo sabe? Si no hay respuesta o ésta no es convincente, no se justifica, lo adecuado es el rechazo; hay que exhibir los títulos de legitimidad de lo que se dice, sobre todo si se trata de materia grave.
 
No digamos si lo que se puede probar directamente es la falsedad de lo dicho. Se dirá con toda razón que esto impone un esfuerzo particularmente penoso -y no sin riesgos, por supuesto-, pero es absolutamente necesario. Se está tejiendo una espesa red de mentiras que hacen irrespirable el mundo. Cada vez son más, se apoyan mutuamente, invaden muchos libros, por supuesto medios de comunicación, diarios, revistas, emisoras, canales de televisión. Si esto no consta, no se pone de manifiesto, no se ataja, se vive en la falsedad, en ese funesto estado de error, que lleva al fracaso, por el carácter incoherente de la falsedad, sobre la cual no se puede construir nada.
 
Cuando una figura pública, un escritor, un gobernante, un político, que aspira a serlo, enuncia falsedades que no puede probar -o cuya falsedad se puede probar- tiene que quedar descalificado, y si la opinión pública lo reconoce, fuera de juego. A veces pierdo la confianza cuando advierto el peso que adquiere en la vida pública alguien de quien he comprobado muchas veces su habitual desprecio por la verdad. Esto me lleva a una desconfianza que puede ser salvadora, a una cautela ante todo lo que tenga esa procedencia. Por el contrario, la veracidad probada y comprobada muchas veces es una presunción de verdad, que no exime de su comprobación en cada caso, pero permite una aceptación "provisional" como punto de partida.
 
De una publicación o una emisora o un programa de televisión es relativamente fácil hacer pruebas de veracidad. Es frecuente la variación de los resultados. En varios países he comprobado que periódicos normalmente fiables han dejado de serlo desde cierto momento -un cambio de dirección, o de propiedad, el paso a otra esfera de influencia-. Hay que renunciar a algo con lo que se contaba, en lo que se podía confiar. En los Estados Unidos, en la Argentina, más dolorosamente en España, he tenido que renunciar en los últimos años a instrumentos que he admirado, acaso durante medio siglo, que me habían ayudado a entender el mundo, pero entregados desde cierta fecha a la operación de confundirlo. A veces, durante cierto tiempo, se conservan las apariencias, y se tarda en advertir la transformación, que puede llegar a ser la total inversión del proyecto originario. A veces la he advertido apenas iniciada, por la prisa o la torpeza de los realizadores; en otros casos es un proceso lento, que requiere mucho tiempo y es difícil de descubrir.
 
En medios de comunicación nuevos, o con los que no estoy familiarizado, uso un recurso que suele ser eficaz. No estoy enterado y bien informado de la mayor parte de los asuntos tratados, pero acaso estoy enterado de una de las cuestiones debatidas. Si lo que se dice coincide con mi información, presto alguna atención y un crédito sujeto a confirmación. Si aquello de que entiendo está desfigurado, temo que lo mismo ocurrirá con las cuestiones que me son ajenas, y suspendo la confianza.
 
Este método me ha librado de no pocos errores, y lo aplico siempre que es posible. Pero, por desgracia, es imprudente prolongar ligeramente la confianza. Estamos en una época de gran inestabilidad, y los cambios, muchas veces decisivos, son con frecuencia disimulados.
 
Un hecho sobremanera inquietante es el descenso de calidad de muchas cosas que la habían conservado muy alta durante largos años; es inquietante, y penoso, ver cómo se dilapida sin reparo un alto prestigio; tal vez una editorial, revista o diario, admirable durante medio siglo o más de un siglo, que había ejercido una difícil y admirable función orientadora, abandona súbitamente todo eso y se pone en fila con los instrumentos más despreciables que vuelven la espalda a la verdad y buscan oscuras ventajas de las que deberían avergonzarse, de las que probablemente tendrán pronto que avergonzarse, tal vez al precio de su propia existencia.

Banner

13:59 @ 01/01/2007

Fiz este banner para nosso companheiro Francisco Escorsim: http://photos1.blogger.com/x/blogger/5371/169/1600/8955/cinemaelegante.jpg
 
Espero que agrade. E espero também que o Chico se anime e participe mais do nosso grupo. Aí, Chico!

GOOGLE FURA TVS AMERICANAS

14:01 @ 01/01/2007

GOOGLE FURA TVS AMERICANAS

 

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 57

. As tevês americanas tomaram um furo monumental.

. O primeiro a mostrar o vídeo completo da execução de Saddam Hussein foi o Google – e não uma teve americana.

. É o que informa esse blogueiro do New York Times (clique aqui).

. Enquanto as tevês americanas discutiam sobre as implicações éticas de divulgar o enforcamento na íntegra, as tevês árabes Al-Jazeera e Arabiya colocaram o vídeo no ar.

. E, aparentemente, onde ele primeiro apareceu, nos Estados Unidos, foi no Google.

. O Google é o proprietário da YouTube.

. O Google não deixou o YouTube exibir o vídeo. Mas exibiu em seu próprio site.

. Este vídeo é tudo o que emissoras de tevê, no mundo inteiro, queriam exibir, desde a madrugada de ontem.

. Um site de busca furou as emissoras de tevê.

. Isso significa muito.

. Que as grandes redes de tevê dos Estados Unidos sofrem agora uma concorrência infernal: dos sites na Internet.

. Viva a concorrência ! Viva a inovação tecnológica ! Não é assim no capitalismo ?

Declínio da Família Tradicional
 
Crianças deixadas de lado e enquanto a paternidade é redefinida
 
NOVA YORK, domingo, 08 de outubro de 2006 (ZENIT.org).- Estruturas familiares e regras de paternidade estão sendo redefinidas sem considerar as necessidades das crianças. Isto é um alerta de uma reportagem recém-publicada, na qual se descreve tendências mundiais na legislação familiar e na tecnologia reprodutiva.

«The Revolution in Parenthood: The Emerging Global Clash Between Adult Rights and Children’s Needs» («A Revolução na Paternidade: O emergente choque global entre os direitos dos adultos e as necessidades das crianças») foi publicado pela Commission in Parenthood’s Future.

A comissão “é um grupo independente, não partidário, de especialistas e líderes,” ativos na área da família, de acordo com um boletim de imprensa do website do Institute for American Values. O instituto, com sede em Nova York, é uma das organizações por detrás da comissão.

A autora do informe é Elizabeth Marquardt, membro da comissão e autora do livro «Between Two Worlds: The Inner Lives of Children of Divorce» («Entre Dois Mundos: Vidas íntimas dos filhos do Divórcio»). O relatório registra que as tendências mundiais na legislação e nas tecnologias reprodutivas estão redefinindo paternidade de forma a colocar antes os interesses de adultos que as necessidades dos filhos.

«O modelo de paternidade de duas pessoas, pai e mãe» indica, «está sendo mudado a fim de se adequar aos direitos dos adultos ao invés das necessidades das crianças de conhecer seus pais e serem criados, sempre que possível, por uma mãe e um pai».

A revolução na paternidade descrita na publicação compreende uma variedade de assuntos: altas taxas de divórcio; crianças criadas por um só progenitor; o crescente uso de doadores de óvulos e espermatozóides; apoio aos casamentos homossexuais; e propostas que permitem que as crianças concebidas com o uso de óvulos e espermatozóides de doadores, tenham três progenitores legais.

Uma revolução legal

A reportagem traz um número de exemplos de mudanças legais de grande envergadura na família, frequentemente introduzidas sem um profundo debate.

-- No Canadá, a lei que permite casamento homossexual também incluía uma clausula que eliminava o termo «pais naturais» da lei federal, trocando por «pais legais». Com essa lei, o lugar onde se define quem são os pais de uma criança está precipitadamente substituído da natureza ao estado, com conseqüências ainda desconhecidas.

-- Na Espanha, logo após a legalização do casamento homossexual, o governo mudou o formato da certidão de nascimento de todas as crianças. No futuro se lerá «Progenitor A» e «Progenitor B», ao invés de «mãe» e «pai».

-- Na Índia, as diretrizes para a tecnologia de reprodução assistida, publicadas em junho de 2005, estabelecem que na situação em que crianças nascidas pelo uso de esperma ou óvulo doado, essas não terão nenhum direito de saber a identidade dos pais genéticos.

A pressão para outras mudanças mais radicais estão também a caminho.

-- Na Nova Zelândia e na Austrália, as comissões legais propuseram permitir que crianças concebidas com o uso de óvulos e espermatozóides doados tenham três pais legais. A proposta falha em como indicar o que ocorre se os três pais se separarem e brigassem pela guarda da criança.

-- Há um crescente suporte de comissões legais influentes e de catedráticos de direito no Canadá e nos Estados Unidos para a legalização de acordos matrimoniais em grupo, como a poligamia e o poliamor, que envolve um relacionamento de três ou mais pessoas.

-- Na Irlanda uma comissão sobre reprodução humana propôs que um casal que paga por uma criança através de uma mãe de aluguel deveria automaticamente ser os pais legais da criança, deixando a mulher que dá a luz à criança sem nenhum direito ou proteção legal no caso dela mudar de idéia.

A França é um dos poucos países resistindo às acometidas de mudança na lei familiar. Um relatório parlamentar sobre a família e direitos das crianças, publicado em janeiro, indicava que «o desejo por uma criança parece ter passado a ser um direito à criança».

O relatório francês também recomendava a não legalização do casamento homossexual. Entre as razões dadas foi a preocupação sobre a identidade e desenvolvimento da criança quando a lei cria uma situação em que há «dois pais ou duas mães – o que biologicamente não é real nem plausível». O relatório parlamentar insistiu na necessidade de uma justificação médica para procriação assistida, e deve permanecer a proibição de mães de aluguel.

Primeiro os adultos

Em «Revolution in Parenthood», a autora, Marquardt explica que as mudanças na paternidade e na estrutura familiar estão levando a um confronto entre os interesses dos pais e das crianças. «Essa redefinição», alerta, «progressivamente enfatiza o direito dos adultos ao das crianças ao invés das necessidades das crianças de saberem e serem criadas, na medida do possível, por uma mãe e um pai».

«Uma boa sociedade protege o interesse de seus mais vulneráveis cidadãos, especialmente as crianças», afirma o relato da Marquardt. «Mas a própria base da instituição vem sendo fundamentalmente redefinida, frequentemente de modo a se orientar primeiramente pelos direitos dos adultos».

Um fio condutor comum na maioria das mudanças é o alegado «direitos a um filho». O desejo de se ter uma criança é sem dúvida «uma poderosa força profundamente sentida na alma», admite Marquardt, e a incapacidade de se ter um filho próprio é sentido como uma grande perda. «Mas» ela acrescenta, «os direitos e necessidades dos adultos que desejam trazer ao mundo uma criança não é o único lado da história».

A adoção vem sendo a muito tempo disponível para pais que não podiam ter um filho. Mas o uso de métodos de reprodução assistida vem transformando a situação, levando a uma separação deliberada das crianças de suas mães e pais biológicos. A biologia, evidentemente, não é tudo, aponta o relato, mas ao mesmo tempo importa.

As estruturas familiares também são cruciais às crianças. Estudos sobre a vida dos filhos de pais separados mostram grandes conseqüências negativas para eles, não suficientemente consideradas quando se introduziu o divórcio livre.

A primeira geração de bebês de proveta está chegando à maioridade. Eles foram principalmente concebidos por pais heterossexuais casados usando um doador de espermatozóides. Marquardt cita um número de casos em que as crianças estão falando sobre o pedroso impacto em suas identidades quando os adultos propositalmente concebem uma criança com a clara intenção de separar a criança de seus pais biológicos. Os jovens costumam dizer que se lhes foi negado o direito a conhecer seus pais biológicos.

De fato, muitos desses adolescentes e adultos estão formando organizações e estão usando a internet para tentarem entrar em contato com seus doadores e acharem seus meio-irmãos também concebidos por esses espermatozóides.

Consentimento

Um assunto levantado pelos filhos gerados por um doador é que o consentimento informado pela parte mais vulnerável, a criança, não é obtido em procedimentos tecnológicos reprodutivos que intencionalmente separam as crianças de seus pais biológicos.

«Revolution in Parenthood» observa que nas recentes décadas, vem emergindo um consenso poderoso entre cientistas sociais sobre os benefícios do casamento para uma criança. A atual redefinição de paternidade, diz o relato, está transformando a cultura e o sistema legal «de modo a contribuir para uma mais profunda incerteza no significado de paternidade e maternidade».

Por exemplo, nos Estados Unidos, pelo menos 10 Estados permitem que pessoas, sem relação biológica ou de adoção, e sem relação marital com nenhum dos progenitores da criança, possam ter direitos parentais e responsabilidades como sendo de fato o pai ou o pai psicológico.

«Na lei e na cultura, o modelo natural de pais, o modelo pai e mãe está desabando, sendo trocado pela idéia de que crianças ficam bem com qualquer um ou mais adultos que possam ser chamados de pais, desde que os pais apontados sejam boas pessoas», comenta a reportagem.

Essas mudanças terão conseqüências de grande envergadura para a família, as crianças e a sociedade. «Aqueles de nós que estiverem preocupados», conclui a reportagem, «podem e devem liderar um debate sobre a vida das crianças e o futuro da paternidade».

Pe. John Flynn

"Chips" contra a liberdade

14:26 @ 13/01/2007

Alemanha | 09.01.2007

Ação contra pornografia une polícia e operadoras de cartões

Pela primeira vez na Alemanha, operadoras de cartões de crédito liberaram o acesso a seus dados para a polícia. Operação apontou os responsáveis por uma rede de pornografia infantil na internet.

A cooperação entre a polícia alemã e empresas de cartões de crédito permitiu a identificação de 322 suspeitos de organizar e manter uma rede de pornografia infantil na internet a partir do Estado de Saxônia-Anhalt, no leste alemão.
A operação, que recebeu o nome "Mikado", envolveu batidas da polícia em casas e escritórios de centenas de suspeitos e foi marcada por uma cooperação inédita entre as operadoras de cartões de crédito e a polícia, que teve acesso a informações de 22 milhões de cartões de crédito.
Segundo informações publicadas na versão online da revista Der Spiegel, foi conferido se foram feitos pagamentos de quantias preestabelecidas num espaço de tempo predeterminado para contas no exterior.
Outro caso, há três anos
Em investigação semelhante, em 2003, a operação "Marcy" dera um golpe decisivo contra uma rede de pornografia que agia a partir de Magdeburg e se estendia para 166 países.
O principal responsável foi julgado em 2005 em Magdeburg e condenado a três anos e meio de prisão. Na época, foram realizadas investigações contra 26 mil suspeitos em 166 países, incluindo computadores no Vaticano e até mesmo na Antártida.

Os avanços tecnologicos oportunizam um controle cada vez mais completo sobre a vida dos individuos. E esse objetivo é almejado pelos controladores globais que pretendem estabelecer um Governo Mundial. A tecnologia não mais nos deixa lugar onde se ocultar.
 
A imprensa frequentemente anuncia que a era do dinheiro de papel está chegando ao fim, para ser substituida pela do dinheiro eletronico, ou virtual. Cada vez mais as transações comerciais e financeiras são realizadas eletronicamente, através dos modernos cartões de credito e de debito. Estes cartões nos parecem muito uteis, pois nos poupam da necessidade de andar com dinheiro no bolso. Até porque o crescimento descontrolado da criminalidade faz do carregar dinheiro um comportamento bem pouco recomendavel. Uma das metas dos controladores globais é criar uma sociedade sem dinheiro vivo, em que todas as transações sejam efetuadas forçosamente através do sistema bancario. O dinheiro de papel nos garante privacidade e anonimato, ou seja, liberdade e independencia. Se todas as transações comerciais forem feitas eletronicamente, por meio do sistema bancario, poderão ser rastreadas todas as nossas compras e despesas. 
 
O controle sobre nossa vida ficará ainda mais completo se um mesmo instrumento permitir não sòmente o acompanhamento de nossas transações financeiras e comerciais, como também o reconhecimento dos nossos dados de identificação pessoal (nome completo, estado civil, profissão, endereço, RG, CPF, carteira de motorista, tipo sanguineo, impressão digital, nacionalidade, religião e opinião politica).
 
Segundo um professor norte-americano de Ciencia Politica, citado por Daniel Estulin: "Primeiro o mundo será obrigado a usar um novo sistema de identificação internacional computadorizado, com dados pessoais digitalizados de acesso imediato, como informações bancarias, classificações de credito e situação profissional. Pouco depois, todos os documentos de identidade existentes, cartões de debito, cartas de motorista e cartões de credito serão consolidados num unico cartão inteligente multifuncional e tecnologicamente avançado, equipado com um chip de circuitos integrados que é capaz de armazenar tanto o dinheiro eletronico como os dados de identificação pessoal. Quase ao mesmo tempo, o mundo terá ficado sem dinheiro, e todas as moedas serão ilegalizadas para que sejamos obrigados a comprar tudo por via informatica" (In: ESTULIN, 2005:187-8).
 
Essa invenção seria saudada como um habil meio de se facilitar a vida. Mas ainda apresentaria inconvenientes: por exemplo, todos esses dados seriam perdidos se ladrões nos levassem o cartão. Para esse e outros problemas seria oferecido como solução definitiva o implante, debaixo da pele das mãos, de um biochip identificador que substituiria todos os nossos cartões e documentos de identificação. Ninguém poderá comprar ou vender coisa alguma sem ele. 
 
Numa monografia elaborada pela advogada Elaine M. Ramesh para o Franklin Pierce Law Centre (uma faculdade norte-americana de Direito) lê-se: "Um sistema nacional de identificação atavés da implantação de microchips poderia ser implementado em duas fases: na fase de apresentação, como um sistema voluntario, já em curso no rastreio de animais, a implantação do microchip parecerá agradavel. Depois de se criar uma familiaridade com o processo e de se conhecer as suas vantagens, a implantação seria obrigatoria" (o sublinhado é meu. Quem quiser consultar a integra da monografia da Dra. Ramesh, acessar: http://www.piercelaw.edu/risk/vol8/fall/ramesh.htm).
 
E não pense que essas coisas seriam exercicio de futurismo. Em agosto de 1998, a BBC fez a cobertura da primeira implantação de um microchip num ser humano.
 
Em julho de 2004, conforme anunciou o jornal El Universal, o Procurador-Geral da Republica e mais 160 funcionarios do Ministerio Publico do Mexico receberam implante de um biochip sob a pele: http://www2.eluniversal.com.mx/pls/impreso/noticia.html?id_nota=113215&tabla=Nacion
 
Em setembro de 2004, a BBC informou que uma das boates mais badaladas das praias de Barcelona, a Baja Beach Club, estava implantando cartões de credito eletronicos debaixo da pele, para resolver o problema das pessoas que querem dançar, mas não querem carregar uma carteira: http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/3697940.stm
 
O sitio da boate confirma a informação: "Somos la primera discoteca del mundo en ofrecer el VIP VeriChip. Mediante un chip digital integrado, nuestros VIPs pueden identificarse como tal, así como pagar sus consumiciones sin la necesidad de aportar ningún tipo de documento." (http://www.baja-beachclub.com/bajaes/asp/zonavip.aspx).
 
A Motorola desenvolveu os biochipes BT952000, implantaveis em seres humanos, baseados na tecnologia medica e implantados por motivos clinicos, como o mal de Alzheimer, por exemplo. Esses biochipes transmitem permanentemente dados a satelites, através de impulsos curtos de altissima frequencia. O biochip da Motorola mede 7mm de comprimento e 0,75 mm de largura (mais ou menos o tamanho de um grão de arroz) e contém um transmissor-receptor e uma bateria de litio recarregavel. O carregamento da bateria faz-se através de um circuito de termopar com 250.000 componentes eletronicos que produz voltagem a partir das flutuações termicas do corpo. A bateria de litio mantém-se carregada durante a vida inteira através de uma variação maxima da temperatura corporal. A titulo de curiosidade, os pesquisadores gastaram 1,5 milhão de dolares para analisar as duas partes do corpo mais adequadas para receber o implante, com o proposito de tirar partido das variações maximas de temperatura. Após varios meses de estudo, concluiram que os dois melhores lugares eram, primeiro, a mão direita e, depois, a testa.
 
Mais noticias sobre o implante de chipes em seres humanos (em inglês):
 
Uma das formas dos controladores globais conseguirem que as pessoas aceitem o implante do chip é o sentimento generalizado de insegurança na sociedade. A midia vai apresentar o chip como uma garantia de proteção contra a violencia, e vai ter muito imbecil dizendo que não tem medo de usar o chip pois "não tem nada a esconder" e é "para a nossa propria segurança". Ademais, não é impossivel que a insegurança e a criminalidade generalizada estejam sendo produzidas intencional e propositalmente, para obter-se o efeito de infantilizar as pessoas, deixá-las medrosas e dependentes.
 
No Brasil, aproveitando-se do sentimento de insegurança generalizado entre a população, o Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL) quer pôr chip em todos os automoveis do Municipio. Vejam a materia a seguir:

23 de novembro de 2006 - 11:52
São Paulo quer instalar chip em carros em até dois anos

Prefeitura, que defende uso do equipamento desde os ataques do PCC, vai assinar convênio com o Detran; obrigatoriedade foi assinada na quarta-feira
Juliano Machado
 
 
 
SÃO PAULO - O Estado de São Paulo quer sair na frente na instalação do novo sistema de chip em veículos. O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Roberto Scaringella, afirmou na quarta-feira que os cerca de 5,5 milhões de veículos da capital paulista possuirão o chip em até dois anos. "O desejo do prefeito é que São Paulo seja a primeira cidade a se adequar à resolução." Para todo o País, o Contran estabeleceu prazo de um ano e meio para o início da instalação do sistema e de cinco anos para a conclusão.
 
Na quarta-feira, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou a obrigatoriedade da implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), que será capaz de identificar os 43 milhões de veículos da frota brasileira.
 
Composto por placas eletrônicas que deverão conter as informações referentes ao número da placa do veículo, chassi e código Renavam, o sistema dará condições de implantar ações de combate a roubo e furto de automóveis e cargas, além de administração do controle de tráfego
 
A Prefeitura anunciou que vai assinar um convênio com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para que a instalação dos chips de identificação automática de veículos seja feita com o licenciamento. Os termos da parceria ainda não estão definidos, mas está marcada para sexta-feira uma reunião sobre o tema com a presença do ministro das Cidades, Márcio Fortes, do prefeito Gilberto Kassab e do diretor do Detran, Ivaney Cayres de Souza.
 
Kassab defende a proposta desde o início dos ataques do Primeiro Comando da Capital, em maio, argumentando na época que o chip poderia contribuir para identificar veículos que participassem de ações criminosas.
 
Projeto Piloto
 
Em março, a CET iniciou um projeto-piloto no quadrilátero formado pelas Avenidas Paulista, Brigadeiro Faria Lima, Nove de Julho e Rebouças, onde 24 antenas foram instaladas para identificar a passagem de 500 carros com o chip instalado voluntariamente. Scaringella não deu detalhes, mas disse que a iniciativa foi bem-sucedida. "O teste funcionou bem. Fizemos uma pesquisa qualitativa na qual os entrevistados entenderam o chip como uma forma de rastreamento gratuito."
 
No projeto da Prefeitura, a CET será responsável pela operação do sistema. Kassab exigiu que o custo de instalação do chip não fosse repassado aos motoristas. Como o orçamento do Município não suportaria os gastos decorrentes da medida, a solução achada para tornar o sistema viável é uma Parceria Público-Privada (PPP), em que a empresa concessionária bancaria os custos. A PPP, no entanto, depende da aprovação de projeto de lei enviado à Câmara Municipal há pouco mais de um mês.
 
Recursos
 
Os recursos para o pagamento do serviço deverão vir da arrecadação de multas -- de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões em 2006, conforme estimativa da CET. O custo do projeto ainda não foi calculado pela Prefeitura. A instalação do chip de cobrança eletrônica de pedágio (o chamado Sem Parar) custa R$ 48,34 por veículo. O sistema é muito parecido com o adotado pelo projeto-piloto paulistano.
 
Scaringella disse que as informações transmitidas para a futura central de monitoramento só poderão ser liberadas por ordem judicial. "A CET vai cumprir o que a lei determina." Com isso, enquanto não houver convênio específico, a polícia não pode ter acesso, em tempo real, ao número da placa de um carro roubado ou que tenha sido usado em um crime. "O chip é uma ferramenta a mais contra o roubo de veículos, mas não é solução para tudo. E nossa função é monitorar o trânsito", disse Scaringella.
 
Cerca de 30% dos veículos da cidade são irregulares, mas Scaringella não vê nisso um problema. "O aumento de fiscalização vai motivar as pessoas a se regularizarem."
 
Instalação
 
Os Estados e o Distrito Federal têm 18 meses, a partir de maio de 2008, para dar início ao processo de implantação dos chips. A partir daí, o prazo para conclusão é de 42 meses para finalizar o processo.
 
As placas eletrônicas serão instaladas na parte interna do pára-brisa dianteiro do veículo. A instalação não terá custo para o dono do automóvel e será de responsabilidade dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e deverá ser feita no momento do licenciamento do veículo. Os Detrans, no âmbito estadual, também serão responsáveis pelo gerenciamento do sistema.

23 de novembro de 2006 - 10:47
Para advogados, sistema de chip pode ferir a Constituição

Paulo Baraldi
 
 
 
SÃO PAULO - O sistema que monitora os veículos brasileiros com um chip pode ferir os princípios da liberdade de ir e vir da constitucionalidade, segundo advogados ouvidos pela reportagem do Estado. O advogado Ciro Vidal, que já foi diretor do Detran em São Paulo e hoje preside a Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), diz que a obrigatoriedade da instalação da placa eletrônica fere o direito de privacidade do motorista. “Mas facultativo, eu não vejo problemas.”
 
Para ele, o País caminha para a vigilância total sem razão. “Isso não está me cheirando bem, vamos ver quantas empresas podem fazer isso.”
 
O advogado Renato Bonfim também diz que o modelo da resolução invade a privacidade. “Se não tem notificação prévia e não especifica previamente o uso é inconstitucional”, diz ele.
 
Bonfim acha que o Estado não tem o direito de implantar o chip sem a autorização do motorista.
 
Identificação
 
Na quarta-feira, 22, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou a obrigatoriedade da implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), que será capaz de identificar os 43 milhões de veículos da frota brasileira. Composto por placas eletrônicas que deverão conter as informações referentes ao número da placa do veículo, chassi e código Renavam, o sistema dará condições de implantar ações de combate a roubo e furto de automóveis e cargas, além de administração do controle de tráfego.
 
Os Estados e o Distrito Federal têm 18 meses, a partir de maio de 2008, para dar início ao processo de implantação dos chips. A partir daí, o prazo para conclusão é de 42 meses para finalizar o processo.
 
As placas eletrônicas serão instaladas na parte interna do pára-brisa dianteiro do veículo. A instalação não terá custo para o dono do automóvel e será de responsabilidade dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e deverá ser feita no momento do licenciamento do veículo. Os Detrans, no âmbito estadual, também serão responsáveis pelo gerenciamento do sistema.
 

A República Ianomâmi

14:28 @ 13/01/2007

 
por M. Pio Corrêa,
publicado no n. 410 da revista Digesto Economico (set./out. de 2001)
 
Cerca de mil índios transformam a reserva num dos maiores latifúndios do Brasil.
 
O governo federal demarcou para os índios ianomâmis uma reserva com área de 94 mil quilômetros quadrados (o tamanho do Estado de Santa Catarina). Esta vasta reserva é povoada por cerca de mil índios, transformados assim nos maiores latifundiários do Brasil.
 
Essa vasta reserva é prolongada por outra, em território venezuelano, as duas, somadas e fundidas numa só, sem solução de continuidade, podendo formar um enclave entre os dois países, com foros de estado independente.
 
Isso, de fato, já está ocorrendo: passou-se a falar em nação ianomâmi. Já existe, mesmo, um governo ianomâmi "no exílio", funcionando no território de um país europeu, com um presidente da República Socialista Ianomâmi, americano, um vice-presidente alemão e um Parlamento de 18 membros, dos quais um único índio.
 
Essa "República Ianomâmi no exílio" recebe generoso apoio financeiro e moral, angariado por diversas organizações da vasta ninhada de ONGs, com o empenho de organizações religiosas também, de estranhas seitas, pastores de ovelhas negras (ou vermelhas), reverendos ecologistas pregando o catecismo da internacionalização da Amazônia.
 
Cabe recordar que, em recente conferência internacional realizada em Genebra sob os auspícios da ONU, foi debatido um projeto de Declaração Universal dos Direitos Indígenas, na qual pretendeu-se inserir o princípio do direito à autodeterminação dos territórios indígenas -- proposta vigorosamente combatida pelos representantes do Itamaraty. Com efeito, se concedido esse direito à autodeterminação, nos veríamos no Brasil a braços com um problema de gigantescas proporções.
 
É que as 35 maiores reservas indígenas demarcadas no Brasil somam 410 mil quilômetros quadrados, ou seja, uma extensão maior que o Estado de São Paulo, ou o Rio Grande do Sul, ou o Paraná. Tudo isso habitado por escassos 20 mil índios, o que equivale a dizer que a cada índio correspondem 20 quilômetros quadrados. Em vingando o princípio da autodeterminação dos territórios indígenas, o Brasil perderia sua soberania sobre essas vastas extensões de território.
 
A ameaça maior desenha-se do lado dos ianomâmis e de sua pretensa República Socialista, pois suas terras estendem-se por dois Estados (Roraima e Amazonas) e vão prolongar-se além da fronteira venezuelana, criando um cômodo corredor para trânsito de mercadorias, pessoas e drogas, sem fiscalização aduaneira possível em nível adequado.
 
Felizmente, as Forças Armadas estão alertas e bem apetrechadas na área. As três Forças estão irmanadas no zelo pela preservação da soberania nacional na Amazônia. As Brigadas e Batalhões de Selva estão admiravelmente organizados, comandados e providos para a execução de qualquer missão. Os navios fluviais da Marinha apóiam os deslocamentos de tropas e patrulham os rios. A FAB mantém na região 75 helicópteros de apoio à tropa terrestre, e todo um Grupo de Aviação.
 
Enquanto isso, os ianomâmis continuam opondo-se a que a importante estrada estratégica BR-320, parte do Projeto Calha Norte, atravesse as suas terras -- que não são deles, mas do Brasil. Quando for tomada a decisão de levar avante a construção da estrada, os ianomâmis precisarão, para impedi-la, de uma pajelança que excede a competência de seus feiticeiros...
 
Aliás, para a solução pacífica e honrosa deste impasse, também as Forças Armadas seriam indicadas como negociadores naturais com os índios. Desde Rondon, o Exército possui larga experiência de contatos pacíficos com populações indígenas, baseados no respeito mútuo e em autêntica amizade. O presidente Theodore Roosevelt foi testemunha dessas cordiais relações entre militares e silvícolas, tão diferentes das sangrentas experiências americanas. A FAB vem, há mais de meio século, cultivando o convívio com os índios em Cachimbo. E a Marinha é a providência, não só dos civilizados, mas também das tribos ribeirinhas, às quais leva em abundância assistência médica excelente. Na hora das negociações, para o prosseguimento da BR-320, todos fumarão juntos o cachimbo da paz...
 
M. Pio Corrêa é Embaixador aposentado.

César Felício
Valor Econômico
12/1/2007

  É uma sintomática coincidência que os partidos de esquerda na América Latina promovam uma cúpula na semana em que o presidente venezuelano Hugo Chávez proclama seu caráter socialista. O grupo que se reúne a partir de hoje em San Salvador, tendo como anfitrião a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), atende pelo nome de "Foro de São Paulo" e nasceu sob o patrocínio do PT, em 1990. Os encontros anuais não costumam chamar muita atenção, a não ser de certos radicais de direita no Brasil, que os desenham como uma espécie de Operação Condor com sinal ideológico invertido. A leitura do texto que servirá de base para os debates, divulgado em espanhol na página eletrônica do PT, permite divisar os limites da guinada latino-americana para a esquerda. 

O documento foi escrito por dois representantes de partidos governistas - o PT, no Brasil, e o Movimento 5ª República, na Venezuela - e dois oposicionistas, o PRD mexicano e a salvadorenha FMLN. O texto lembra que na primeira reunião do grupo, em 1990, os integrantes estavam no governo em um único país: Cuba. Hoje desfrutam o poder na Venezuela, Brasil, Bolívia, Nicarágua, Argentina, Chile, Uruguai e Equador. Até que ponto governariam como desejam é outro tema. Os limites a um poder absoluto parecem incomodar os participantes do encontro. "Nossa chegada ao governo significa que passamos a controlar uma cota de poder, mas as outras cotas continuam sob controle das classes dominantes. Os chamados mercados, as grandes empresas de comunicação, os setores da alta burocracia do Estado, os comandos centrais das Forças Armadas, os poderes Legislativo e Judiciário, além da influência dos governos estrangeiros, competem com o poder que possuímos quando ocupamos a Presidência", diz o texto. 

Antes de ser uma verdadeira marcha ao socialismo, a ofensiva de Chávez, com medidas tais como a nacionalização de multinacionais da telefonia e a cassação da concessão de emissoras de televisão, sugere a coroação de um processo de concentração de poder, que começou com seu confronto com o Congresso e a Suprema Corte, ao convocar a Assembléia Constituinte em 1999, passou pela queda de braço com os funcionários da petroleira PDVSA, em 2002, pelas provocações aos Estados Unidos e o duelo contra a mídia, ao vencer o referendo sobre a sua permanência no cargo em 2004. As instâncias de poder foram vencidas uma a uma e o resultado é palpável. Segundo a pesquisa de opinião desenvolvida no ano passado pelo Barômetro Ibero-Americano de Governabilidade, em 2002 as empresas privadas (89%), o sistema bancário (80%) e a mídia impressa e televisiva (77%) eram as instituições mais admiradas da Venezuela. Quatro anos depois, quem assume o primeiro plano são as Forças Armadas, com 67%. 

"Socialismo" de Chávez é concentração de poder 

O cenário em todos os demais países autoriza a pensar que Chávez é uma exceção no contexto latino-americano, bancada pelo barril de petróleo a mais de US$ 50. No Uruguai, articula-se um acordo de livre comércio com os Estados Unidos. Na Nicarágua, os sandinistas prometem respeitar contratos. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi em seu primeiro mandato um construtor de superávits primários. 

"Interessa tanto à esquerda quanto à direita falar em uma onda política na América Latina, porque a transposição internacional de realidades é sempre sedutora, mas o que vejo é uma certa perplexidade. A esquerda está com dificuldade de traçar rumos", comenta um especialista, o historiador e cientista político Paulo Vizentini, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em vez de uma opção ideológica, foi a demanda generalizada por políticas sociais, em relação às quais os governos eleitos no início dos anos 90 foram incapazes de atender, que levou os grupos de origem esquerdista ao poder. 

Para Vizentini, mesmo no caso de Chávez é difícil delinear aonde se quer chegar. Guardadas as óbvias diferenças - Chávez nunca financiou o terrorismo - pode-se traçar um paralelo entre o venezuelano e o presidente líbio Muammar Gaddafi. "Gaddafi tem origem militar, substituiu uma petromonarquia e fez uma certa distribuição da prosperidade do petróleo para uma população pequena , com renda per capita alta. Seu discurso teve diferentes oscilações ao longo do tempo, é difícil até hoje defini-lo. Em certos momentos, foi socialista. Em outros, pregou uma democracia islâmica", comenta Vizentini. 

O que a movimentação de Chávez também deixa claro são os pontos de contato existentes entre a oposição ao venezuelano e a outros dirigentes vinculados à esquerda no continente, mesmo separados pelo tempo histórico e pelo espaço. Um mesmo discurso estava presente na oposição a Perón e a Getúlio nos anos 40 e 50. Reapareceu, quase igual, no tipo de ataque recebido ano passado por Lopez Obrador no México e Evo Morales na Bolívia. Mais do que denunciar defeitos iguais, o discurso anti-populista revela a coerência de uma elite na América Latina. 

César Felício é repórter de Política 

Giuliano Iorio (Doutor em Finanças-PUC/RJ)

 

Início de ano, e como de costume, além das prestações das compras de Natal e contas extras como as de material e uniforme escolar, os cidadãos deparam-se com o IPVA e o IPTU. A dúvida de muitos brasileiros é então inevitável: parcelá-los ou pagá-los à vista? Para confundir ainda mais, as regras para estes impostos variam de cidade para cidade, de forma que optaremos por analisar a situação dos cariocas. Neste caso, as opções para o IPVA são: pagamento à vista com 10% de “desconto” ou parcelamento em 3 vezes “sem juros”; e, para o IPTU, pagamento à vista com 10% de “desconto” ou parcelamento em 10 vezes sem “juros”. Em São Paulo, por exemplo, o “desconto” para pagamento à vista do IPTU é de 8,5%, e em Palmas, cidade que oferece o maior “desconto”, 30%. Mas, qualquer que seja o município, as idéias descritas a seguir são aplicáveis.

 

            Vejamos primeiramente a situação do IPVA. Imagine que o leitor carioca tenha constatado que o valor desse imposto para o seu veículo seja de R$ 600,00. O “bondoso” Detran-RJ permitirá, então, que seja pago à vista com 10% de “desconto”, saindo por R$ 540,00, ou em 3 parcelas de R$ 200,00 “sem juros”. Será que realmente não há juros no financiamento oferecido pelo Detran-RJ?

 

Na realidade, os juros estão sendo escondidos do lesado cidadão, de forma que, para a grande maioria, talvez seja mais difícil identificá-los do que estourar o pneu em um buraco escondido e à sua espreita em uma rua qualquer. No lugar de divulgar um IPVA no valor de R0,00, o correto, de acordo com a ética e as práticas do mercado, seria o Detran-RJ anunciar um IPVA no valor de R0,00 - ou seja, como em qualquer compra que realizamos, o preço anunciado e cobrado é o valor à vista do bem ou serviço -, e comunicar a possibilidade de que o mesmo fosse pago em 3 parcelas de R0,00. Desta forma, o financiamento dos R0,00 em 3 parcelas de R0,00 - que é exatamente o financiamento oferecido pelo Detran-RJ, mas visto de maneira correta -, embute uma taxa de juros de, nada mais nada menos, 5,46% ao mês (ou 89,23% ao ano), algo quase 10 vezes maior do que a rentabilidade média mensal obtida na poupança (perto de 0,65%), cerca de 5 vezes o valor do retorno médio mensal proporcionado por um fundo de renda fixa (em torno de 1%), acima de boa parte das taxas dos CDCs oferecidos pelos “gananciosos” banqueiros e, o mais grave, representando um patamar de taxa de juros muito além do que deveria ser cobrado de um cidadão, ainda mais se considerarmos que o cobrador é um órgão do governo - basta lembrarmos da ótima definição sobre o papel do Estado, apresentada por um colunista deste mesmo JB, em artigo publicado no dia 18 de dezembro de 2006: “O Estado não é nosso dono, nem tampouco nosso pai, é nosso servo!”. Complemento: – “Também não é nosso banqueiro, ainda mais se for injustificadamente ganancioso”!

 

Assim, pior do que cair no “conto” do Detran-RJ - a história se repete em outras cidades - e aceitar o parcelamento do IPVA, só mesmo entrar no cheque especial, onde os juros giram em torno de 8% ao mês, ou se endividando no cartão, com juros mensais em torno de 13%.

 

O raciocínio em relação ao IPTU é o mesmo. O pagamento em 10 parcelas embute uma taxa de juros de 1,96% ao mês (26,2% ao ano), algo também muito acima do razoável.

 

Para concluir, resta-nos reconhecer até vantagens em favor do cheque especial e do cartão: nestes, ao menos, os juros cobrados do cidadão não estão camuflados e são pagos a banqueiros – que vivem disso – e não ao Estado – que não existe para viver disso...

Discriminação sexual permitida aos ocidentais
Nos EUA é possível escolher o sexo do bebê
 
Uma prova de que o aborto e o infanticídio seletivo de meninas está muito difundido em alguns países asiáticos onde há preferência por filhos homens é a recente declaração da presidente da Associação de Médicos do Paquistão, dra. Yasmin Rashid, que conclamou seus colegas a não colaborar com tais práticas. A médica, que trabalha em um laboratório de diagnóstico por ultra-som, afirmou que "é uma pena que tantas clínicas de ecografia estejam envolvidas neste negócio sujo. Todo o pessoal do nosso laboratório está obrigado sob juramento a não revelar o sexo do bebê, sejam quais foram as circunstâncias. Todos os dias vêm a nós mulheres de todas as classes sociais querendo abortar porque o exame mostra que o feto é uma menina." Outras vozes também se manifestaram no Ocidente, onde semelhante discriminação sexual é impensável.
 
Impensável? A fecundação in vitro transformou em normais e aceitáveis práticas que pareciam inconcebíveis. A escolha sexual é uma delas. Até agora, era considerada imoral nos Estados Unidos pela Associação Norte-Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), a organização que define os parâmetros éticos para a fecundação artificial seguidos pela maioria das clínicas especializadas no país. Em um pronunciamento público realizado no fim de setembro, a entidade mudou de opinião: o diagnóstico pré-implantatório do sexo é eticamente admissível, diz, em determinados casos. Em concreto, vale se o casal quer "variedade de gêneros" em sua prole: temos um menino e agora queremos uma menina, ou vice-versa.
 
Não faz sentido, mas tampouco é surpreendente. Na fecundação artificial, desde o começo os critérios de moralidade se acomodaram facilmente ao desejo da clientela.
 
Foi Norbert Gleicher, dono de uma rede de clínicas, quem pediu à ASRM que revisse sua opinião. Alegava que a ASRM já havia aceito a seleção de esperma para conseguir o mesmo efeito. Então, perguntava por que não se poderia aplicar um procedimento ainda mais eficaz. E mais, diz, "seria anti-ético oferecer um método inferior se existe um superior."
 
Mas, assim como o aborto seletivo, o diagnóstico pré-implantatório do sexo é feito para descartar os exemplares do sexo não-desejado. Portanto, se parece muito mais com a execrável prática asiática que com a seleção de esperma, pois esta separa os espermatozóides portadores do cromossomo X ou Y.
 
Nem todos concordam com a reviravolta promovida pela ASRM. William Schoolcraft, de uma clínica de fecundação artificial do Colorado, declarou ao New York Times: "Qual será o próximo passo? Quando entendermos mais de genética, vamos rejeitar as crianças que não possuam inteligência elevada ou o cabelo e os olhos da cor desejada?" É bem provável: não se vê como seria possível evitar esta espiral do desejo se a fecundação artificial continuar em prática. O assombroso é que os que se dedicam a este trabalho não se dêem conta disso.
 
Aceprensa / Interprensa - www.interprensa.com.br - Edição 53 - ano V - Dezembro 2001

Sobre a URI (United Religions Iniciative) -- ou IRU (Iniciativa das Religiões Unidas)
 
 
 
A Iniciativa das Religiões Unidas (URI) foi fundada em 2000 por uma comunidade global extraordinária cometida a promover a cooperação inter-religiosa diária resistindo, e a terminar a violência religiosamente motivada. Hoje o URI inclui milhares dos membros dentro sobre 65 países que representam mais que 100 religiões, expressões espirituais, e tradições indígenas.

URI é uma comunidade global com coração espiritual. Os membros dos fundos diversos abrem caminho o diálogo interfaith e habilidades peacebuilding. Seus princípios organizational do núcleo incluem a sociedade inclusiva, iniciativas self-organizing e o governance descentralizado. Junto, nós somos projeto comunicações eficazes e conhecimento que compartilha da rede e que troca as mais melhores práticas organizar local, regional e global. Nós estamos aprofundando friendships e estamos promovendo a solidariedade. URI acredita que os povos em toda parte quando inspirados para cooperar para o bom comum, encontrarão soluções para terminar o ódio e a violência religiosa motivated e criarão as iniciativas que constroem culturas da paz, da justiça e de healing. Você é convidado participar nesta organização global original e imaginar como inflamar o espírito de URI em sua comunidade.
 
 
O coração de URI é a rede global da “círculos de cooperação” localmente organizados. As equipes regionais, compostas de trustees do Conselho Global e de coordenadores regionais, trabalham em oito regiões para sustentar grupos locais da sociedade do círculo da cooperação (cc), fornecem as ligações de comunicação, e desenvolvem URI com as parcerias interfaith. Os Trustees do Conselho Global são elegidos pelos grupos do membro do círculo da cooperação e servem a um prazo de três anos no cargo. As filiais são indivíduos ou os grupos, tais como os grupos da único-fé, que escolhem afiliar com URI, são em alinhamento com os princípios de URI, mas não têm os direitos e as responsabilidades de círculos da cooperação.
 
O círculo da cooperação é a unidade básica da sociedade de URI e consiste nos grupos locais ou virtuais que incluem pelo menos sete membros e pelo menos três religiões diferentes, trajetos espirituais e tradições indígenas. CCs organiza em torno das necessidades e das visões locais e opera-se dentro dos parâmetros do Preamble, da finalidade e dos princípios do URI.
 
 
A semente para o URI foi plantada em 1993 quando as Nações Unidas convidaram William Swing, Bishop Episcopal de Califórnia, para hospedar um serviço inter-religioso em San Francisco. Que noite o Bishop encontrou duro dormir… ele disse-se himself, “se as nações do mundo trabalhassem junto para a paz através dos UN, então onde estão as religiões do mundo?” Desta inspiração, uma visão fêz exame da forma para criar uma organização por meio de que os povos de fé diversas e de todos os setores da sociedade cooperariam para a paz e a justiça para tudo.
 
Do primeiro summit global em 1996 à carta patente que assina em 2000, em milhares de povos acoplados URI das religiões diversas, em expressões espirituais e em tradições indígenas para criar a carta patente de URI. Cinco summits globais e os recolhimentos e os consultations numerosos ocorreram em regiões diferentes do mundo. URI usou uma metodologia altamente eficaz para a mudança positiva, inquérito Appreciative, aberto caminho pelo Dr. David Cooperrider da universidade ocidental da reserva do caso e pelas introspecções revolucionárias para organizar oferecido por Dee Hock, founder do VISTO internacional.
 
Os resultados deste processo são uma carta patente de URI, uns projetos interfaith da ação dentro sobre 50 países, e uma rede unprecedented dos círculos da cooperação e os membros e as filiais suportando dedicados a fazer à carta patente uma realidade vivida pelo mundo inteiro. Hoje, os milhões dos povos estão trazendo seus talents originais a URI e atos profundos organizando do cuidado, compassion, cooperação, instrução e peacebuilding.
 
O URI é uma organização da sociedade por meio de que os membros concordam agir no acordo com o Preambulo, a finalidade e os princípios da carta patente de URI. Cada círculo da cooperação (cc) é um membro do URI e define sua finalidade original e dirige seus casos no acordo com a carta patente e os Bylaws do URI.

CCs está livre organizar com o outro CCs para o benefício e a coordenação mútuos e dar forma a círculos múltiplos da cooperação (MCCs). Do mesmo modo, MCCs pode dar forma junto para dar forma (MMCCs) a fim fornecer uma coordenação mais extensiva em torno dos interesses compartilhados.

Os membros e as filiais suportando suportam o trabalho da rede internacional de círculos da cooperação. O conselho global, placa governando de URI, é composto pela maior parte dos trustees selecionados pelos círculos da cooperação de URI. Os Trustees servem como exemplars dos valores do núcleo do URI e controlam seus casos. Os Trustees são selecionados cada três Bylaws de years. URI, no acordo com o statute de Califórnia para organizações non-profit, definem princípios operando-se de URI e políticas.
 
 
A carta patente de URI foi desenvolvida com um processo fretando global de quatro anos por diverso cem mulheres, homens, e juventudes que representam uma disposição diversa das religiões, de trajetos espirituais e de tradições indígenas. Inspira, terras e guias toda a atividade de URI.
 
Download a carta patente cheia em 16 línguas diferentes

O núcleo da carta patente é o Preamble, a finalidade, e os princípios. Estes são compartilhados abaixo.

Preamble - a chamada que nos inspira criar agora o URI e continuar a o criar diário
Finalidade - a indicação que nos extrai junto na causa comum
Princípios - a opinião fundamental que guiam nossos estrutura, decisões e índice
 
Preamble
 
Nós, os povos de religiões diversas, as expressões espirituais e as tradições indígenas durante todo o mundo, estabelecemos por este meio a Iniciativa das Religiões Unidas para promover a cooperação interfaith resistir, diária, à violência religiosa motivated do fim e para criar culturas da paz, da justiça e de healing para terra e todos os seres vivos.

Nós respeitamos o uniqueness de cada tradição, e diferenças da prática ou da opinião.

Nós avaliamos as vozes que respeitam outras, e acreditamo-las que isso compartilhar de nossos valores e sabedoria pode nos conduzir agir para o bom de tudo.

Nós acreditamos que nosso religioso, espiritual vive, melhor que dividindo nos, guiamos-nos à comunidade da configuração e respeitamo-los para uma outra.

Conseqüentemente, como os povos interdependentes enraizados em nossas tradições, nós unimo-nos agora para o benefício de nossa comunidade da terra.

Nós unimo-nos às culturas da configuração da paz e da justiça.

Nós unimo-nos para heal e proteger a terra.

Nós unimo-nos para construir lugares seguros para a definição, healing e o reconciliation do conflito.

Nós unimo-nos à liberdade da sustentação de religião e da expressão espiritual, e às direita de todos os indivíduos e povos como determinado na lei internacional.

Nós unimo-nos na ação cooperativa responsável para trazer a sabedoria e os valores de nossas religiões, expressões espirituais e tradições indígenas ao urso nos desafios econômicos, ambientais, políticos e sociais que enfrentam nossa comunidade da terra.

Nós unimo-nos para fornecer uma oportunidade global para a participação por todos os povos, especialmente por aquelas cujas as vozes não são ouvidas frequentemente.

Nós unimo-nos para comemorar a alegria dos blessings e da luz da sabedoria no movimento e no stillness.

Nós unimo-nos para usar nossos recursos combinados somente para a ação nonviolent, compassionate, para awaken a nossas verdades mais profundas, e ao amor e à justiça manifestos entre toda a vida em nossa comunidade da terra.
 
Finalidade
 
A finalidade da iniciativa unida das religiões é promover a cooperação interfaith resistir, diária, à violência religiosa motivated do fim e criar culturas da paz, da justiça e de healing para terra e todos os seres vivos.
 
Princípios
 
1. O URI é uma organização do ponte-edifício, não uma religião.

2. Nós respeitamos a sabedoria sacred de cada religião, expressão espiritual e tradição indígena.

3. Nós respeitamos as diferenças entre religiões, expressões espirituais e tradições indígenas.

4. Nós incentivamos nossos membros aprofundar suas raizes em sua própria tradição.

5. Nós escutamos e falamos com o respeito para aprofundar a compreensão e a confiança mútuas.

6. Nós damos e recebemos o hospitality.

7. Nós procuramos e damos boas-vindas ao presente das práticas da diversidade e do modelo que não discriminam.

8. Nós praticamos a participação equitable das mulheres e dos homens em todos os aspectos do URI.

9. Nós praticamos healing e reconciliation para resolver o conflito sem recorrer à violência.

10. Nós agimos das práticas ecological sadias proteger e preservar a terra para gerações do presente e do futuro.

11. Nós procuramos e oferecemos a cooperação com outros esforços interfaith.

12. Nós damos boas-vindas como membros a todos os indivíduos, organizações e associações que subscrevem ao Preamble, à finalidade e aos princípios.

13. Nós temos a autoridade para fazer decisões no nível o mais local que inclui todos os partidos relevantes e afetados.

14. Nós temos a direita para organizar em toda a maneira, em qualquer escala, em alguma área, e em torno de toda a edição ou atividade a que for relevante e consistente com o Preamble, a finalidade e os princípios.

15. Nossos deliberations e decisões serão feitos a todos os níveis pelos corpos e pelos métodos que representam razoavelmente a diversidade de interesses afetados e não são dominados por alguns.

16. Nós (cada parte do URI) abandonaremos somente autonomia e recursos como são essencial à perseguição do Preamble, da finalidade e dos princípios.

17. Nós temos a responsabilidade desenvolver recursos financeiros e outros para encontrar-se com as necessidades de nossa parte, e para compartilhar de recursos financeiros e outros a ajudar encontrar-se com as necessidades de outras peças.

18. Nós mantemos os padrões os mais elevados da integridade e da conduta ética, o uso prudent dos recursos, e a divulgação justa e exata da informação.

19. Nós somos cometidos à aprendizagem e à adaptação organizational.

20. Nós honramos o richness e a diversidade de todas as línguas e a direita e a responsabilidade dos participants traduzir e interpretar a carta patente, os artigos, os Bylaws e os originais relacionados de acordo com o Preamble, finalidade e princípios, e o espírito da iniciativa unida das religiões.

21. Os membros do URI não coerced para participar no ritual ou para proselytized.

 
PARCERIAS
 

Nações Unidas
URI é uma organização Non-Governmental (NGO) associada com o departamento de informação pública das Nações Unidas. O círculo da cooperação de URI nas nações unidas era instrumental nesta etapa grande para diante. Nós somos parte de uma comunidade global das organizações dedicadas a suportar os UN e no trabalho por um futuro mais calmo, mais seguro para toda a vida.
Representantes de URI UN: Monica Willard, Carol Zinn
 
URI nas matrizes dos UN em NYC
As ajudas do círculo da cooperação de URI-UN exploram possibilidades da parceria entre URI e os UN. Focalizam particularmente na comunidade vibrant e crescente de organizações Non-Governmental (NGOs) dentro dos UN, e fornecem os programas focalizados em peacebuilding interfaith.
 
(...)
 
Organização unida das nações educacionais, a científica e a Cultural (UNESCO)
Organização Cultural de URI e de UNESCO (nações unidas educacionais, científico e) são os sócios na década internacional para a cultura da paz e do Manifesto 2000, para que todos pode agir no espírito da cultura da paz no contexto de one própria família, workplace, vizinhança, cidade, ou região, se transformando um mensageiro da tolerância, do solidarity e do diálogo. Nós temos partnered em Spain, em Brasil, e em outras posições.
UNESCO centímetro cúbico, Barcelona Spain
UNESCO de Associacio por o al Dialeg Interreligios - o centímetro cúbico em Barcelona, Spain, era instrumental em produzir o Parliament 2004 das religiões do mundo em Barcelona em agosto, 2004, e no ano que conduz a ele.
 
Programa ambiental unido das nações (UNEP)
O centro Interfaith centímetro cúbico de Utá, que tem um foco ambiental forte, sócios com o programa ambiental unido das nações (UNEP) nos programas em torno do mundo.
 
Viva Rio
Desde 1997, Viva Rio, uma agência do serviço social que serve aos pobres em Rio de Janeiro, Brasil, foi representado em Summits globais de URI e informado nos sobre seus programas e atividades sociais do disarmament. Como trabalhos de URI Viva Rio através dos grupos dos grassroots, criando uma rede do trabalho do solidarity e da comunidade. Ambas as organizações compartilham de um foco em direitas humanas, da cultura da paz, da justiça social e do ambiente.  Viva Rio hospedou URI para nosso primeiro conjunto global em agosto 2002

Entrevista com o Pe. Gabriele Amorth
 
 
O Revmo. Pe. Gabriele Amorth, da Pia Sociedade de São Paulo, muito apreciado na Itália por seus livros sobre Nossa Senhora e sua atividade jornalística - seu programa na Radio Maria peninsular conta com 1.700.000 ouvintes -, tornou-se mundialmente conhecido com o lançamento de sua obra Um exorcista conta-nos, em 1990. Tal obra alcançou notável êxito editorial na Itália, tendo sua tradução portuguesa obtido várias edições. A partir de então, a mídia internacional vem focalizando a atuação desse sacerdote, nomeado Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas.
 
            Solicitadíssimo por inúmeras pessoas necessitadas de amparo contra as insídias diabólicas, o Pe. Amorth exerce i ntenso e extenuante trabalho apostólico. Mesmo assim, marcou um horário para receber nosso enviado especial, Sr. Nestor Fonseca, a quem acolheu amavelmente, juntamente com o fotógrafo, Sr. Kenneth Drake, na Casa-Mãe da Pia Sociedade de São Paulo, na Cidade Eterna, no dia 26 de junho último. E durante aproximadamente duas horas foi respondendo, com a segurança de um zeloso e experimentado exorcista, às múltiplas e complexas questões que lhe foram sendo apresentadas. Abaixo transcrevemos partes da substanciosa entrevista.
 
 *    *    *
 
Catolicismo - Todas as pessoas sofrem as insídias e as tentações diabólicas, acontecendo de uma mesma tentação voltar  a se repetir muitas vezes. Podemos dizer que tal tentação torna-se um estado de perseguição do demônio?  
 
Pe. Amorth - Devemos distinguir a ação ordinária da ação extraordinária do demônio. A ação ordinária é a de tentar-nos. Por conseguinte, todo o campo das tentações pertence à ação ordinária diabólica à qual todos somos sujeitos e o seremos até a morte. A tal ponto somos sujeitos a essas tentações, que Jesus Cristo, fazendo-se Homem, aceitou ser tentado por Satanás, não apenas nas três tentações do deserto, mas durante toda a sua vida, como também ocorreu com Maria Santíssima. Isto porque a tentação faz parte da condição humana. Esta é a ação ordinária do demônio, como dizia o Catecismo de São Pio X, “por ódio a Deus, [o demônio] tenta o homem ao mal”. Ou seja, por ódio a Deus, o demônio gostaria de arrastar-nos todos para o inferno.
 
A ação extraordinária, por sua vez, é uma ação rara. É aquela na qual o demônio causa distúrbios particulares. Portanto, não se trata de simples tentação. Distúrbios particulares que podem chegar  à possessão diabólica.
Catolicismo  -  Que tipos de distúrbios podem ocorrer? V. Revma. poderia classificá-los e, ao mesmo tempo, dar as razões da existência de tais distúrbios?  
 
Pe. Amorth  - --- Não existem dois casos iguais. Já fiz mais de 40 mil exorcismos. Entendamo-nos. Não a 40 mil pessoas, pois em muitas delas eu fiz centenas e centenas de exorcismos. Pois livrar uma pessoa do demônio, geralmente, constitui um trabalho MUITO lento.
 
Como escrevi em meu livro Um exorcista conta-nos, fico bastante contente quando uma pessoa se livra do demônio, após quatro ou cinco anos de exorcismos, com a média de um exorcismo por semana. Conheço pessoas que ficaram livres do demônio após 12 ou 14 anos de exorcismos seguidos. Portanto, muitos exorcismos feitos à mesma pessoa.
 
Uma pessoa pode levar vida normal com sofrimentos, de maneira que aqueles com os quais convive nem se dêem conta de que está possessa. Apenas quando sobrevêm os momentos de crise, então ela se comporta de uma maneira inteiramente anormal, não podendo cumprir seus deveres de trabalho, de família, sem excessiva dificuldade. Em alguns casos, a pessoa pode ser assaltada pelo demônio, digamos, 24 horas ao dia. Em tal caso, a pessoa não pode fazer nada. Mas são casos raríssimos.
 
Normalmente o demônio apenas em certos momentos investe contra a pessoa e se manifesta, sobretudo quando é obrigado a fazê-lo durante o exorcismo.
Catolicismo  - E qual é a causa para que o demônio permaneça mais ou menos tempo na mesma pessoa?  
 
Pe. Amorth - A expulsão do demônio depende de uma intervenção extraordinária de Deus. Ou seja, cada expulsão do demônio constitui um verdadeiro milagre. E Deus pode praticá-lo a qualquer momento. Nós, exorcistas, podemos prever, através de algo que nos oriente, quanto tempo ser-nos-á necessário para expulsar o demônio de uma pessoa. Por exemplo, uma criança. É mais fácil expulsar o diabo de uma criança que de um adulto. O mesmo passa-se em relação a uma pessoa que nos procura logo após ter sido possuída, uma vez que o demônio ainda não teve tempo de deitar raízes naquela pessoa. O primeiro exorcismo fala em “erradicar e expulsar o demônio”.
 
Ao contrário, torna-se muito mais difícil quando sou procurado por pessoas de 50, 60 anos, e ao fazer-lhes exorcismos falando com o demônio - pois eu falo diretamente com o demônio quando a pessoa está endemoninhada -, descubro que às vezes a pessoa era criança ou ainda se encontrava no próprio seio materno quando sofreu os primeiros ataques do Maligno.
 
 Catolicismo -  V. Revma., há pouco, referindo-se à expulsão do demônio de um possesso, disse que ela constitui sempre uma intervenção extraordinária de Deus...  
 
Pe. Amorth - Certo. A libertação de uma pessoa da ação do demônio constitui sempre uma intervenção extraordinária de Deus. Aliás, tenho disso um exemplo, ocorrido na semana passada. Um caso muito difícil de possessão diabólica e eu tinha razões suficientes que levavam a prever muitos anos de exorcismos para se libertar aquela alma das garras do demônio.
 
Acontece que tal pessoa foi ao Santuário de Lourdes, na França, tomou banho na piscina, acompanhou a procissão do Santíssimo Sacramento, rezou muito. Resultado: um milagre! Voltou para casa completamente livre da possessão.
Catolicismo  - V. Revma. poderia dar uma explicação a nossos leitores, ainda que sucinta, da necessidade do exorcismo e dos exorcistas?  
 
Pe. Amorth - O exorcismo é constituído de várias orações oficiais feitas em nome da Igreja, e Deus ouve essas orações. Com efeito, existem tantas razões para isso! O exorcismo depende muito das causas que determinaram a possessão diabólica, uma vez que estas exercem muita influência sobre o possesso. Dou-lhe um exemplo simples.
 
Se uma pessoa se consagrou a Satanás e fez o pacto de sangue com ele, é fácil entender que ela praticou um ato voluntário de doação de si mesma ao Maligno. Então, libertar tal pessoa torna-se muito mais difícil, faz-se necessário muito mais tempo do que o empregado para libertar um inocente, que foi vítima de um malefício causado por outra pessoa.
   
Catolicismo - Pelo que V. Revma. afirmou acima, o exorcismo não constitui o único modo de uma pessoa fazer cessar a possessão. Haveria outras?  Porque com a atual dificuldade em encontrar exorcistas…  
 
Pe. Amorth - Pode-se libertar da possessão com o exorcismo, que é uma oração oficial da Igreja, mas reservada aos exorcistas - pouquíssimos, quase inencontráveis. Outra forma, aberta a todos,  são as orações de libertação. No final de meus livros eu acrescento orações de libertação que sugiro. As orações mais eficazes são as de louvor, glória a Deus. Assim nós também muitas vezes, nos próprios exorcismos, recitamos o Credo, o Glória, o Magnificat, Salmos, trechos da Bíblia, o Evangelho em que Jesus liberta os endemoninhados. Elas têm grande eficácia.
Catolicismo - Os demônios têm nomes?  
 
Pe. Amorth - Quando constringidos pelo exorcista a dizer seus nomes, costumam apresentá-los. Os que têm nomes bíblicos ou de tradição bíblica, são demônios fortes e é muito mais trabalhoso exorcizá-los. Continuamente dão nomes como Satanás, Asmodeu, Lilite, denominações igualmente importantes. O nome Lúcifer é de tradição bíblica e não um nome bíblico. Ou seja, nós o atribuímos à Bíblia, mas esta não cita Lúcifer. Encontramos freqüentemente um demônio de nome Zabulom. O nome Zabulom, encontramo-lo na Bíblia, mas nunca como demônio. Zabulom é uma das 12 tribos de Israel. Há um demônio, porém, que tomou posse desse nome e é um demônio fortíssimo.
 
Encontramos nas Sagradas Escrituras o demônio Asmodeu. Deparo-me muitíssimas vezes com ele, porque é o demônio que destrói  os casamentos. Ele rompe os matrimônios ou os impede. É tremendo!  
 
            Uma pessoa possuída ou possessa, in genere, pode estar dominada por muitos demônios. Temos um exemplo no Evangelho, quando Nosso Senhor interroga os endemoninhados de Gerasara e  pergunta: “Como te chamas?” E o demônio responde: “legião”, porque são muitos.
 
            Lembro o caso de um demônio fortíssimo que possuía uma freira, uma possessão tremenda (às vezes, são vítimas que se oferecem pela conversão dos pecadores e sofrem esta espécie de possessão). Quando eu lhe perguntava o número, respondia-me: “Milhares!” “Milhares!” “Milhares!”
 
Catolicismo - A TV, de um modo geral, com programas incentivadores de práticas de magia e espiritismo, bem como desagregadores das tradições cristãs e da família, têm colaborado ponderavelmente para o incremento do satanismo? E o rock satânico, tem concorrido para a disseminação do poder do demônio?  
            Pe. Amorth - Quando foi inventada a televisão, o Padre Pio ficou furioso. E a quem lhe dizia que se tratava de uma magnífica invenção, ele respondia: “Verá que uso farão dela!” Com efeito, a TV é corrupção da juventude e igualmente dos velhos! Ouso acrescentar: é também a corrupção dos padres, dos sacerdotes e das freiras. Com os espetáculos contínuos de sexo, de horror, de violência... A Internet é ainda pior, a Internet é ainda pior, repito.
 
            Certa vez, ao fazer um exorcismo, falando com o demônio, ele dizia: “A televisão, fui eu que a inventei!” Eu afirmava: “Não! Tu és um mentiroso! A televisão é uma grandíssima invenção do homem. Tu inventaste o mau uso dela, a fim de corromper as pessoas”.
 
Todos sabemos que existe o nudismo. Todos sabemos que haverá [já houve, em Roma], dentro de alguns dias, uma manifestação de homossexuais! Uma demonstração do vício, o pecado que isso representa! Ali está, não há dúvida, a ação do demônio.
 
            No caso acima, existe a atividade ordinária do demônio de tentar o homem, mas também a atividade extraordinária do demônio, que se serve da ocasião para possuir as pessoas que promovem essas coisas.
 
            Quanto ao rock satânico, é tremendo. Pode conduzir à possessão diabólica porque ensina o culto a Satanás. E pouco a pouco, através do culto a Satanás, chega-se a ser possuído por ele. Satanás é esperto, introduz-se sem nunca fazer-se sentir. Pode-se começar com simples jogos de cartas, de tarôs, e, através dos jogos, saber se vai ganhar na loteria, adivinhar acontecimentos, doenças de amigos. E, pouco a pouco, vai-se sendo possuído pelo demônio. O diabo age assim: atua sem se fazer sentir...
Catolicismo - As doutrinas marxistas e sua aplicação concreta contribuem, de modo considerável, para a difusão do satanismo na sociedade contemporânea? 
 
Pe. Amorth - Sim. Tenhamos presente que assim como o demônio pode  possuir uma pessoa, pode igualmente possuir uma classe de pessoas,  pode assumir o governo de uma nação.
 
            Exemplifico. Estou convicto de que Hitler, Stalin, eram possuídos pelo demônio e que o nazismo - em massa - era possuído pelo Maligno. Auschwitz, Dachau: não podem ser explicadas as atrocidades cometidas nesses lugares sem se cogitar numa perfídia verdadeiramente diabólica. E não há nenhuma dúvida de que o demônio influiu muitíssimo no mundo cultural. O demônio quer distanciar o homem de Deus.
 
            Por outro lado, tivemos pela primeira vez na História um fenômeno profetizado em Fátima - 1917, 13 de julho -, a aparição mais importante de Nossa Senhora em Fátima, aquela na qual encontram-se os segredos e em que Nossa Senhora fez ver o inferno. Nessa ocasião, entre outras coisas, profetizou: “Se não obedecerem minhas palavras, a Rússia espalhará seus erros pelo mundo”. Nunca aconteceu que o povo tivesse sido instruído para o ateísmo. Em Moscou, entretanto, existia uma Universidade do ateísmo, na qual se formavam os participantes do Partido e se ensinava como atuar para destruir a religião em uma nação religiosa. Jamais, no passado da humanidade, ensinou-se o ateísmo. Foi uma novidade de nosso século, devido ao comunismo que espalhou o ateísmo por todo o mundo.
             Catolicismo  - A falta de fé seria a principal e mais profunda causa do aumento do poder satânico no mundo atual?  
 
            Pe. Amorth - Sempre. É matemático. Examinando toda a história do Antigo Testamento, a história de Israel, quando esta abandona Deus, entrega-se à idolatria. É matemático, quando se abandona a Fé, entregamo-nos à superstição. Isto aplica-se, em nossos dias, a todos nós do mundo ocidental.        
 
            Tomem as velhas nações da Cristandade medieval. A católica Itália, a França, a Espanha, a Áustria, a Irlanda, que uma vez foram nações cujo catolicismo era forte. Agora o catolicismo tornou-se fraquíssimo. Na Itália, de 12 a 14 milhões de italianos freqüentam atualmente sessões de bruxaria e cartomantes. Há no país aproximadamente 65.000 bruxos e cartomantes, muito mais que o número de sacerdotes.
 
Existem também na Itália de 600 a 700 seitas satânicas. E 37% da juventude italiana participaram algumas vezes de sessões espíritas, acreditando ser um mero jogo...
 
            Um movimento dirigido por um sacerdote ensina aos pais como falar com seus filhos falecidos... Isto é espiritismo puro. Em outros tempos o espiritismo exercia-se através de um médium em estado de transe, e o médium evocava a pessoa.
 
O espiritismo consiste em evocar um defunto para interrogá-lo e obter dele respostas. Agora não é mais necessária a presença do médium, pois pratica-se o espiritismo através do gravador, do televisor e da Internet... Os dois meios mais usados são gravadores e escritura automática. A página mais lida dos jornais é o horóscopo... e os quotidianos não são comprados pelos analfabetos. São os industriais, os políticos, que não tomam decisões sem antes ouvir um bruxo. Ou seja, sempre que diminui a Fé, aumenta a superstição.
 
            Por exemplo, faz-se um referendum na Itália para a defesa da família, vence o divórcio; faz-se um referendum em defesa da vida, vence o aborto. E isto na católica Itália... Não nos espantemos, Satanás é poderoso. Nosso Senhor o chama por duas vezes “Príncipe deste Mundo”.  São Paulo o chama “Deus deste mundo”. São João diz: “Todo mundo jaz sob o poder do Maligno”. E quando o demônio tenta Nosso Senhor, leva-O ao alto do monte, fá-Lo ver os reinos da Terra, e diz: “São meus, e os dou a quem quero e se tu te ajoelhares diante de mim...” . Jesus não lhe responde: “Tu és um mentiroso, todos os reinos são de meu Pai. É Ele quem dá a quem quiser”. Não, não. A Escritura diz: “Tu ajoelhar-te-ás somente ante teu Deus”. Nosso Senhor não contradiz o demônio.
 
            Hoje tantos ajoelham-se diante de Satanás para obter sucesso, prazer, riquezas - as três grandes paixões do homem! E o demônio oferece o sucesso, o prazer, a riqueza, mas sempre unidos a terríveis sofrimentos.  Vemos o sucesso, vemos o dinheiro. Imaginamos que aquela pessoa é feliz. Não é verdade, pois o demônio só pode praticar o mal. Por conseguinte, as pessoas que se entregam ao demônio têm o inferno nesta vida e na outra. Aqui um inferno dourado, mascarado de sucesso, e depois... o fogo eterno!
Catolicismo -  Qual a influência do chamado progressismo católico nessa decadência da virtude teologal da fé? 
 
            Pe. Amorth - Hoje, infelizmente, existem teólogos e exegetas que negam até mesmo os exorcismos de Nosso Senhor. No meu último livro - Exorcismos e Psiquiatras - dedico um  capítulo aos exorcistas franceses; apenas cinco de um total de 105 crêem e fazem exorcismos, os outros... não crêem neles. Em um de seus congressos, convidaram para falar exegetas que negam os exorcismos de Nosso Senhor. Afirmam eles tratar-se de uma linguagem apenas cultural e que o Redentor adaptava-se à mentalidade da época, mas que, na verdade, aquelas pessoas eram apenas loucas e não possessas.
 
            Essas prédicas de exegetas influíram nos espíritos dos Bispos, dos padres etc.
Catolicismo - Quais as razões que levam Bispos católicos a se desinteressarem inteiramente da temática demônio, abandonando assim os fiéis à ação preternatural, crescente nos dias atuais?
 
 Pe. Amorth  -- Não há razão para se impressionar com minha resposta. No Evangelho, Nosso Senhor diz: “O demônio é fortíssimo”. Isto está muito claro. É fortíssimo e conseguiu, com sua habilidade, fazer-nos crer que [ele] não existe, coisa que mais lhe agrada. Porque pôde realizar isso nestes séculos - pois já faz três séculos que faltam exorcistas. E isso explica meu combate aos Bispos, aos padres que não crêem na ação do demônio. Eu os critico fortemente.
 
            Julgo que 90% dos padres e dos Bispos não crêem na ação extraordinária do demônio. Talvez existam alguns! TALVEZ, TALVEZ. No Concílio Vaticano II, alguns Bispos já afirmavam que não existia!...  Durante o Concílio, hein! Diante da Assembléia Conciliar! Repito: tenho por certo que 90% dos Bispos e sacerdotes não crêem na ação extraordinária do demônio.
 
            Razão pela qual há três séculos, na Igreja latina, verifica-se uma escassez espantosa de exorcistas. Na Alemanha, nenhum! Na Áustria, nenhum! Na Suíça, nenhum! Na Espanha, nenhum! Em Portugal, nenhum! Quando eu digo “nenhum”, não estou afirmando que não existam um, dois, mas de tal maneira não são encontrados, que os considero como inexistentes.
 
Em uma cidade européia, importante centro de peregrinação, temos uma livraria Paulina.  Quando lá estive, dei-me conta, através de um livreiro amigo, que dispunham de meu livro na livraria, mas escondido. “Os Bispos disseram-nos para tê-lo escondido, e não expô-lo! De não expô-lo!”
 
            Por outro lado, há muitos Bispos que não nomearam exorcistas. Um Prelado famoso - o Cardeal Todini, que foi Arcebispo de Ravena -, numa transmissão televisiva jactou-se de nunca ter nomeado exorcistas! Esta, infelizmente, é a situação na qual nos encontramos.
            Catolicismo - V. Revma. baseia-se em alguma escola espiritual, em algum Santo, para tomar uma posição tão louvável quanto destemida?
 
             Pe. Amorth - Eu procuro seguir a linha iniciada por um santo espanhol, o Beato Francisco Palau, carmelitano, que já em 1870 veio a Roma falar sobre o exorcismo com o Papa Pio IX. Voltou depois a Roma durante as sessões do Concílio Vaticano I, para que se tratasse da necessidade de exorcistas. Com a interrupção daquele Concílio em razão da tomada de Roma, o assunto sequer foi levantado.
           
            Catolicismo - Pe. Amorth, que conselho V. Revma. poderia dar-nos  e a  nossos caros leitores para nos precavermos contra eventuais malefícios (macumbas, por exemplo) que se queiram fazer para nos prejudicar?
 
             Pe. Amorth - O conselho número um consiste em ter fé. Depois, viver na graça de Deus. Se se vive em estado de graça,  está-se protegido, é mais difícil que a macumba nos atinja. Porém, se se é realmente atingido, é necessário recorrer-se aos exorcismos, a muitas orações, a muitos sacramentos e, com a graça de Deus, se é libertado. Mas pode ser que Deus permita que se continue no estado de possessão, para o bem espiritual da própria pessoa. Assim, São João Crisóstomo afirma que o demônio, malgrado ele próprio, é o grande santificador das almas…

 

Australia inaugurará un servicio social telefónico para reducir los abortos
EFE
 
SIDNEY. El Gobierno australiano ha anunciado un plan para reducir los abortos en el país, en cuya gestión participarán entidades ligadas a la Iglesia católica.
 
El ministro de Salud, Tony Abbott, explicó que el contrato administrativo para gestionar el nuevo servicio se otorgó a la empresa McKessons. A su vez, McKessons subcontratará a Centacare, organismo de la Iglesia católica que ofrece servicios de salud, y a Carolina Chisholm Society, una organización independiente de apoyo a las mujeres embarazadas y a sus familias.
 
Abbott explicó que habrá mecanismos de control para que los usuarios «no sientan que están recibiendo una lección» y que en caso de que consideren que no han recibido la información adecuada podrán denunciarlo.
 
Los profesionales de Centacare «han venido dando consejo sin prejuicios durante años», manifestó Abbott, quien detalló que el servicio ofrecerá consejo telefónico a las mujeres embarazadas, a sus parejas y a sus familias mediante un servicio de 24 horas, que se pondrá en marcha el próximo 1 de mayo.
 
El proyecto del Gobierno fue criticado por los partidos de izquierda australianos, que subrayan que el Gobierno no ha contado con grupos pro-aborto en el proyecto.
 
Según los datos divulgados por el Gobierno, en Australia, con 20 millones de habitantes, cada año se practican 100.000 abortos.
 
 

Aumentam as tentativas de eliminar os sinais públicos de fé

BIRMINGHAM, domingo, 7 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- É necessário que os fiéis se alertem perante quem deseja reconstruir a sociedade de uma forma que excluiria o cristianismo. Esta foi a advertência contida na homilia do arcebispo britânico Vincent Nichols no dia 26 de novembro, festa de Cristo Rei.

O arcebispo de Birmingham, que celebrava missa na Catedral de St. Chad’s, explicava que Cristo ensinou a importância de ser testemunhas da verdade. «Seu testemunho esclarece nossa tarefa como sociedade», afirmava o prelado. Construir tal sociedade, acrescentava, é «uma empresa moral sem ambigüidades».

Não obstante, continuava o arcebispo católico, muitos desejam hoje construir uma sociedade que exclua a moral e reduza todo juízo ao que é legal. «É processo da democracia secular em nosso país neste momento, enquanto se pede que se atue sem interesses e de forma moralmente neutra, está imerso de fato em uma reestruturação intensa e em ocasiões agressivas de nosso marco moral», observava o Monsenhor Nichols.

Também se queixava de que o governo britânico esteja tentando impor à Igreja «condições que contradizem nossos valores morais». Isso implica áreas como as escolas, as agências de adoção e os programas sociais.

A homilia do arcebispo atraiu a atenção da imprensa britânica. Prossegue o duro debate sobre a formulação da legislação que estipularia como se penalizam as organizações cristãs por não aceitar plenamente a homossexualidade.

Se as propostas do governo seguem adiante, a Igreja anglicana pode ver-se forçada a fechar seus clubes de jovens e suas organizações de caridade, advertia o bispo anglicano de Rochester, Michael Nazir-Ali.

«Serão os pobres e os indigentes os perdedores», eram suas palavras citadas pelo Daily Mail em 29 de novembro. O prelado anglicano também expressou seu apoio ao declarado pelo arcebispo Nichols em sua recente homilia.

As cruzes excluídas
A exclusão do cristianismo também foi destacada em uma controvérsia sobre a decisão da companhia aérea British Airways de pedir a uma de suas trabalhadoras que não leve uma cruz no pescoço. Pediu-se a uma funcionária do setor de check-in, Nadia Eweida, que ocultasse seu colar com uma cruz, informou em 14 de outubro a BBC.

Sua cruz infringia supostamente a proibição de símbolos religiosos da British Airways. No entanto, tão logo se viu que a companhia aérea permitia usar os turbantes dos sijs e as vestes típicas dos muçulmanos.

O tema levantou debates durante algumas semanas, durante as quais Eweida foi obrigada a trabalhar com uma permissão. Em 20 de novembro British Airways lhe afirmou que havia tomado a decisão final de recusar seu apelo de levar a cruz, informou no mesmo dia a BBC.

A decisão atraiu duras críticas. O arcebispo anglicano de York, John Sentamu, denunciou que era algo «sem sentido», informava em 21 de novembro no Daily Mail. «Usar uma cruz não é somente o símbolo de nossas esperanças, mas também a responsabilidade de atuar e viver como cristãos», indicou.

Em 20 de novembro o Daily Mail informava que 92 membros do parlamento britânico assinaram uma moção condenando a decisão da companhia aérea. Os firmantes provêm de todos os principais partidos.

Dado que continuaram os protestos, a British Airways se retratou e anunciou que permitiria a seus trabalhadores usar pequenas cruzes, informou em 25 de novembro o Times.

Cruzada nas universidades
O debate sobre o papel do cristianismo também surgiu nos campus. As organizações cristãs estão preparando ações legais contra as autoridades universitárias, informava em 18 de novembro o Times.

As associações de estudantes em quatro universidades têm proibido os grupos cristãos porque os acusa de excluir os não cristãos e promover o ódio aos homossexuais. A Universities and Colleges Christian Fellowship, uma organização que abriga 350 uniões estudantis na Grã-Bretanha com mais de 20.000 estudantes, afirmou que seus membros enfrentam a uma luta «sem precedentes» em seus 83 anos de história, informou o periódico.

Alarmados pela ameaça aos cristãos nos campus, alguns líderes religiosos, incluindo oito bispos anglicanos e católicos, escreveram uma carta ao Times, publicada em 24 de novembro.

Sustentavam que, ainda que os organismos universitários têm a responsabilidade de assegurar que as sociedades reconhecidas oficialmente atuam de forma apropriada e leal, «isto não lhes dá, nem a ninguém, o direito a restringir ou mudar as crenças essenciais de ditas sociedades, ou impor como líderes pessoas que não compartilham suas crenças essenciais».

As universidades escocesas também estão apresentando problemas aos cristãos. A Universidade de Edimburgo proibiu a União Cristã de ministrar um curso sobre abstinência no campus, informou o periódico Scotland on Sunday no dia 19 de novembro.

As autoridades universitárias sustentaram que os conteúdos do curso contravêm «as normas de igualdade e diversidade», depois de escutar histórias de pessoas que haviam sido «curadas» de sua homossexualidade. «A universidade está se fechando de forma eficaz à liberdade de expressão», protestava Laura Stirrat, vice-presidente da União Cristã da Universidade de Edimburgo.

Os colégios católicos da Escócia também têm recebido ataques, informava o periódico Scottish Herald em 27 de novembro. Peter Quigley, presidente do Instituto de Educação da Escócia, um sindicato de professores, afirmou que a lei que permite aos representantes da Igreja bloquear a contratação de professores segundo argumentos de crenças religiosas ou caráter discrimina os não católicos.

O artigo observava que os comentários do líder do sindicato tiveram lugar somente uns meses depois de que um tribunal de trabalho ditasse que um ateu sofreu discriminação religiosa porque não se lhe permitiu que se apresentasse a um posto de promoção em um colégio católico em Glasgow. Como resultado David McNab recebeu 2.000 libras (3.900 dólares) como compensação.

Cristofóbicos
Em meio a estas múltiplas controvérsias, o cardeal Cormac Murphy-O’Connor publicava um artigo em 25 de novembro no Times, perguntando se a sociedade britânica está se voltando contra a religião.

O arcebispo de Westminster insistia na necessidade de «um diálogo e cooperação respeitosos» entre cristãos, membros de outras crenças, agnósticos e laicistas. «O multiculturalismo grosseiro que não consegue apreciar a base de cultura da fé», defendia, «nos conduz para longe da coesão social».

«Estou me cansando da piada de quem parece ver as comunidades de fé, especialmente as cristãs, como intrusas e contrárias ao bem comum», acrescentava o cardeal. «Os rotulava de cristofóbicos».

Estão-se gerando novas controvérsias. Em 26 de novembro, o periódico Telegraph de Londres informava que um magistrado cristão, Andrew McClintock, empreenderia ações legais contra o governo.

Sustenta que foi forçado a renunciar seu papel de proporcionar às crianças cuidados devido a sua convicção religiosa de que a homossexualidade é imoral. McClintock afirma que se viu obrigado a presidir casos que implicavam a pais homossexuais. Sustenta que isso constitui discriminação contra suas crenças. McClintock, de 62 anos, foi magistrado no South Yorkshire Bench durante 18 anos e esteve em sua seção dedicada à família nos últimos 15 anos.

Sem lugar para o Menino Jesus
A Grã-Bretanha, supostamente, não é o único país sacudido por debates sobre o cristianismo. Os funcionários da cidade de Chicago receberam duras críticas por sua decisão de proibir um video-clip do filme «Jesus – A História do Nascimento». As cenas seriam mostradas no Christkindlmarket, um festival de Natal que tem lugar na Daley Plaza, informava em 29 de novembro em Chicago Tribune.

Jim Law, diretor executivo da cidade para eventos especiais, afirmou que mostrar as cenas do filme seria «insensível para muitas pessoas de crenças diferentes», que assistem ao festival. Os funcionários permitem, no entanto, que estejam na praça a meia lua islâmica e a menorah judia, junto à apresentação de Natal, observava o Tribune.

A Espanha também está afetada. Um colégio público de Zaragoza proibiu o tradicional festival de Natal, informava em 29 de novembro o periódico ABC. As autoridades escolares tomaram a decisão devido à presença de estudantes de outros credos e culturas. Os cristãos, como o Menino Jesus, não são bem-vindos em muitos lugares.

Pe. John Flynn
http://www.zenit.org/portuguese/visualizza.phtml?sid=100669

ORAÇÃO PARA OS ESTUDOS

14:29 @ 28/01/2007

Infalível Criador, que dos tesouros da Vossa sabedoria, tirastes as hierarquias dos Anjos colocando-as com ordem admirável no céu; distribuístes o universo com encantável harmonia, Vós, que sois a verdadeira fonte da luz e o princípio supremo da sabedoria, difundi sobre as trevas da minha mente o raio do esplendor, removendo as duplas trevas nas quais nasci: o pecado e a ignorância.
 
Vós, que tornaste fecunda a língua das crianças, tornai erudita a minha língua e espalhai sobre meus lábios a vossa bênção. Concede-me a acuracidade para entender, a capacidade de reter, a sutileza de relevar, a facilidade de aprender, a graça abundante de falar e de escrever. Ensina-me a começar, rege-me a continuar e perseverar até o término. Vós que sois verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
 
Autor: São Tomás de Aquino
 
Em Latim:
 
Creator ineffabilis, qui de thesauris sapientiae tuae tres Angelorum hierarchias designasti et eas super caelum empyreum miro ordine collocasti atque universi partes elegantissime distribuisti: Tu, inquam, qui verus fons luminis et sapientiae diceris ac supereminens principium, infundere digneris super intellectus mei tenebras tuae radium claritatis, duplices, in quibus natus sum, a me removens tenebras, peccatum scilicet et ignorantiam. Tu, qui linguas infantium facis disertas, linguam meam erudias atque in labiis meis gratiam tuae benedictionis infundas. Da mihi intelligendi acumen, retinendi capacitatem, addiscendi modum et facilitatem, interpretandi subtilitatem, loquendi gratiam copiosam. Ingressum instruas, progressum dirigas, egressum compleas. Tu, qui es verus Deus et homo, qui vivis et regnas in saecula saeculorum. Amen.

AMAZONIA

14:31 @ 28/01/2007

por Darc Costa,
palestra proferida na PUC/RJ   
 
Existem muitos mitos e teorias desenvolvidos sobre a região amazônica. Na sua maioria, formulados por pessoas que lá nunca viveram. Vamo-nos dedicar, entre eles, aos que eu considero os mais perversos para a região: os mitos falaciosos. Estes mitos têm sua origem no retorno ao malthusianismo do início da década de setenta do século passado, fenômeno provocado pelo então chamado Clube de Roma.
 
Em síntese, o Clube de Roma, apoiado pela teoria da finitude dos recursos de nosso planeta, advogava a tese de que seria impossível conceder um mesmo padrão de vida, equivalente ao dos habitantes dos Estados Unidos da América, para toda a população mundial. A partir da Conferência de Estocolmo, de 1972, estas teses do Clube de Roma progrediram, ganharam o imaginário dos países centrais, a comunidade científica e o meio universitário. Líderes políticos e meios de comunicação, desde então, viriam a se interessar, sob óptica extremamente pessimista, pelos problemas relativos ao crescimento demográfico, ao desenvolvimento econômico, ao meio ecológico e aos efeitos climáticos do planeta. De certa forma, eles recriaram Malthus no final do século XX e início do século XXI. Lembremo-nos, aqui, de alguns fatos que embasaram essas discussões: Seguindo a mesma orientação do Clube de Roma, Dennis Meadows apresentou, ao início da década de setenta, no livro Os Limites do Crescimento, um discurso no qual afirmava que tanto a explosão demográfica quanto o crescimento econômico do mundo, continuados no longo prazo, resultariam em catástrofes para o próximo século. Ele previa que o envenenamento da atmosfera, como resultado da queima de combustíveis fósseis, a poluição das águas, pelo lançamento de afluentes químicos, e a degradação dos solos devido à erosão e ao uso de agrotóxicos, levariam a humanidade a uma aguda escassez de alimentos. Meadows sugeria a adoção de uma política de crescimento zero, a fim de se obter um equilíbrio estável no mundo. O modelo sugerido iria estratificar a riqueza dos países industrializados e eternizar a pobreza dos países subdesenvolvidos. Ainda seguindo o mesmo discurso, poucos anos depois, Mihajlo Mesarovic e Eduard Pestel divulgaram um novo modelo, no seu livro intitulado Momento de Decisão, que era mais flexível e permitia ajustes condicionados às relações populações/alimentos e poluição/recursos naturais não-renováveis. Embora atenuado, esse modelo, ao dividir o mundo em regiões suscetíveis de maiores ou menores impactos ambientais, ainda provocava situações constrangedoras para o desenvolvimento dos países atrasados. Aurelio Peccei fugiu ao pessimismo e preferiu avaliar estas questões à luz de um outro enfoque. Em seu livro O Problema do Homem versus as Mutações Feitas pelo Homem, enfatizou as possibilidades criativas do potencial intelectual humano, através do uso produtivo e inteligente dos recursos naturais. Segundo ele, o respeito aos valores ecológicos e a ação econômica, através da ciência e da tecnologia, fariam com que a natureza se tornasse mais produtiva, a serviço da qualidade de vida humana. Contudo, seu discurso, mesmo comprovado pela historia, não tem recebido o apoio merecido, tanto da midia como dos meios intelectuais. Por quê? Porque há outras forças em jogo, além da informação e da ciência, particularmente as relações de poder e a, assim chamada, "força do mercado". É óbvio que a questão ambiental não pode ser observada, separadamente, dos problemas econômicos, sociais e políticos. Qualquer tentativa de reduzir a vasta e complexa teia de interações a fatos e hipóteses meramente ecológicos, econômicos ou políticos estará destinada ao fracasso, pois o reducionismo, ou a simplificação, constituem síndromes que conduzem, quase sempre, a falsas ou errôneas conclusões, ou a meias-verdades. Infelizmente, porém, observamos que a Amazônia tem sido vítima de uma série de reducionismos, expressados por generalizações, falácias, preconceitos, fantasias e delírios de destruição, baseados em conhecimento parcial, em emocionalismos e ambições suspeitas dos países centrais e de grandes grupos, preocupados em impedir a emergência e o aproveitamento do enorme potencial de nossa fronteira de recursos. Apesar de, freqüentemente, se fazerem referências à necessidade da preservação dos ecossistemas da região, na prática não estão sendo adotadas medidas concretas, visando a uma boa preservação do meio ambiente. Isto tem aberto espaço para que muitas vozes se levantem, algumas bem intencionadas, outras com evidentes fins políticos, que buscam beneficiar cartéis estabelecidos em países industrializados, e que se sentem ameaçados com o aproveitamento dos recursos que jazem na Amazônia. Infelizmente, existem, inclusive em nosso próprio País, muitos inocentes úteis que estão dispostos a entrar no jogo dessas empresas e dos seus cartéis, ou no jogo dos países centrais. Buscando, em proveito próprio, a preservação das riquezas da Amazônia, pretendem intervir diretamente no destino e aproveitamento de tão cobiçada região e, nesse sentido, criam mitos falaciosos e inventam, nos seus discursos, teorias como a do "Pulmão do Mundo" ou a do "Buraco de Ozônio".

Conheça o CEBRI

14:34 @ 28/01/2007

 
"O Centro Brasileiro de Relações Internacionais - CEBRI - sediado no Rio de Janeiro, é uma instituição independente, multidisciplinar e apartidária, formada com o objetivo de promover estudos e debates sobre temas prioritários da política externa brasileira e das relações internacionais em geral.

Criado em 1998 por um grupo de intelectuais, empresários, autoridades governamentais e acadêmicos, o CEBRI tornou-se rapidamente uma referência nacional na promoção de encontros de alto nível, conferências e seminários internacionais.

O Centro foi concebido com a finalidade de ser o mais importante think tank de políticas públicas na área externa do País. A Missão do Centro é criar um espaço para estudos e debates, onde a sociedade brasileira, em particular organizações da sociedade civil atuantes na área internacional, possam discutir temas relativos às relações internacionais e à política externa, com conseqüente influência no processo decisório governamental e na atuação brasileira em negociações internacionais.

O CEBRI produz igualmente informação e conhecimento específico na área externa e propostas para a elaboração de políticas públicas. Linhas permanentes de pesquisa resultam em estudos, boletins, relatórios, newsletters e outros produtos específicos para instituições e empresas patrocinadoras."

Comitê Acadêmico
Fonte: http://www.cebri.org.br/05_comiteacademico.cfm

O Comitê Acadêmico tem por objetivo prover o CEBRI com o melhor do pensamento brasileiro na área de ciências sociais aplicadas. A pesquisa produzida no Centro tem, entretanto, um status singular, uma vez que será orientada, na grande maioria das vezes, para agendas e prioridades de cunho prático e de curto prazo. À reflexão especificamente acadêmica, o CEBRI pretende agregar um trabalho de pesquisa em rede e de natureza aplicada, destinado à proposição de iniciativas e políticas públicas na área externa.

O Comitê Acadêmico do CEBRI é formado por professores, pesquisadores e intelectuais de renome nacional e de competência notoriamente reconhecida pelos seus pares, que tenham desenvolvido suas linhas de pesquisa em áreas de interesse para as relações internacionais e para a política externa do Brasil.

Convênios
Fonte: http://www.cebri.org.br/04_convenios.cfm

Convênios de apoio

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
www.br.undp.org

Convênio CEBRI-PNUD para o desenvolvimento conjunto de projetos de mútuo interesse, consubstanciados na forma de estudos, pesquisas e eventos de natureza política, acadêmica e científica, direcionados para a inserção internacional do Brasil em bases mais competitivas e segundo os interesses externos do Estado e da sociedade.

Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
www.iadb.org

Convênio CEBRI-BID para a realização de estudos e pesquisas sobre temas econômicos, políticos e sociais de relevância para a política externa brasileira, em particular, e as relações internacionais, no geral.
Deste convênio deriva o estudo "Estrutura do Emprego no Brasil", disponível na seção Estudos e Pesquisas.

Ministério das Relações Exteriores (MRE)
www.mre.gov.br

Convênio CEBRI-MRE para o desenvolvimento conjunto de projetos de mútuo interesse, consubstanciados na forma de estudos, pesquisas e eventos de natureza política, acadêmica e científica, direcionados para a inserção internacional do Brasil em bases mais competitivas e segundo os interesses externos do Estado e da sociedade.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
www.bndes.gov.br

Convênio CEBRI-BNDES para a realização do Projeto "A agenda brasileira de negociações comerciais: Benefícios líquidos de diferentes cenários de acessão à ALCA", disponível na seção Projetos.

Fundação Konrad Adenauer (KAS)
www.adenauer.com.br

Convênio CEBRI-KAS para a realização de seminários e estudos sobre temas relevantes da política externa brasileira. Deste convênio deriva o Projeto "O Acordo Mercosul-União Européia: temas não convencionais", disponível na seção Projetos.

Japan External Trade Organization (JETRO)
www.jetro.go.jp

Convênio CEBRI-JETRO para a realização de reuniões com vistas a informar, analisar e discutir assuntos em destaque na agenda da política externa brasileira.

Convênios de Cooperação

Centro Paraguayo de Estudios Internacionales (CEPEI)
www.cepeiparaguay.org

Convênio de cooperação CEBRI-CEPEI com vistas à promoção de eventos, estudos, e publicações conjuntas sobre temas de relevância na relação bilateral Brasil-Paraguai. Deste convênio deriva o Projeto "O Papel do Brasil na Inserção Internacional do Paraguai: Questões Econômicas, Políticas e Sociais", disponível na seção Projetos.

Instituto Italo-Latino Americano (IILA)
www.iila.org

Convênio de cooperação CEBRI-IILA, com vistas a intensificar o intercâmbio entre o Brasil e o mundo ítalo-latino-americano na área internacional, através da mobilização conjunta de recursos intelectuais e culturais na Europa e nos países latino-americanos, especialmente na Itália e no Brasil.

Royal Institute of International Affairs (RIIA) - Chatham House
www.riia.org

Convênio de cooperação CEBRI-RIIA em áreas e temas de interesse comum, em especial as relações entre o Mercosul e a União Européia de forma a contribuir para o progresso da pesquisa e do conhecimento na área de relações internacionais, através da promoção do intercâmbio de informações e experiências acadêmicas em bases regulares, atuação em conjunto com outras congêneres para desenvolver uma rede de informações entre o Mercosul e a União Européia, avaliação das possibilidades de realizar pesquisas e eventos conjuntos, além da promoção intercâmbio de pesquisadores.

Sócios

Mantenedores:
Aduaneiras, Andrade Gutiérrez, Aracruz, BM&F, Bradesco, Camargo Corrêa, CBMM, Cia. Bozzano, CP Cimento, CVRD, Dannemann, Eletrobras, Eletros, Embraer, Fenaseg, Fosfertil, HSBC, Ipiranga, Klabin S.A., McKinsey, MFRA, Odebrecht, Petrobras, PWC, SBCE, Souza Cruz, Unibanco, Unibanco AIG, Unica, Veirano.

Fundadores:
Aracruz, Banco do Nordeste, BNDES, BOVESPA/CBLC, Bradesco, British Gas, British Petroleum, Caixa Econômica Federal, Cia. Bozzano, Coca-Cola, CSN, Eletrobras, Embraer, FIESP, Guardian do Brasil, Icatu Holding SA, Klabin SA, Light SA, Lorentzen, Patri Associados, Petrobras, Portugal Telecom, Siemens, Souza Cruz, Unibanco, Unilever, White Martins. 
 

Conselhos do CEBRI
Fonte: http://www.cebri.org.br/03_conselho.cfm

Presidente de Honra
Fernando Henrique Cardoso

Vice-Presidentes Natos
Daniel Miguel Klabin
Luiz Felipe Lampreia

Presidente
José Botafogo Gonçalves

Vice-Presidentes
José Pio Borges de Castro Filho
Tomas Zinner

Diretor Executivo
Mário Antônio Marconini

Conselheiros
Carlos Mariani Bittencourt
Célio Borja
Celso Lafer
João Clemente Baena Soares
Kati de Almeida Braga
Luciano Martins
Marco Aurélio Garcia
Marcus Vinícius Pratini de Moraes
Pedro Malan
Roberto Teixeira da Costa
Sebastião do Rego Barros

Membros Vogais
Eliezer Batista
Flávio Perri
Gelson Fonseca Junior
Luiz Olavo Baptista
Winston Fritsch

Conselho Consultivo

Associados

Alberto Venâncio Filho
Antônio Carlos Pereira
Armínio Fraga
Carlos Eduardo Lins da Silva
Carlos Leoni de Siqueira
Daniel Haar
Helio Jaguaribe
José Luiz Lopes da Silveira
Luiz Fernando Panelli
Márcio Moreira Alves
Márcio Fortes
Marcos Bezerra Abbott Galvão
Marcos Castrioto de Azambuja
Mário César Flores

Representantes dos sócios

Adilson Antônio Primo
Benjamin Steinbruch
Brian Smith
Carlos Lessa
Constantino Mendonça
Cristiano Buarque Neto
Domingos Bulus
Eduardo Carlos Ricardo
Eduardo Corrêa
Eduardo Perestrelo Correia de Matos
Erling Lorentzen
Jean Pierre Bel
Jorge Mattoso
José Eduardo Dutra
Lázaro de Mello Brandão
Luiz Carlos Costamilan
Maurício Botelho
Milton Torres
Patrick Larragoiti Lucas
Pedro Moreira Salles
Raymundo Magliano Filho
Roger Agnelli
Spencer Howe
Vinicius Prianti"

Na página do Conselho, ao se passar o mouse sobre cada nome de cada associado, surge o título do notável, por exemplo:

Tomas Zinner - economista, ex-presidente do Unibanco, membro dos conselhos do Unibanco e Unibanco holding, AIG, Unibanco Seguros e Fininvest.

Marco Aurélio Garcia - Advogado, Secretário de Relações Internacionais do PT, Assessor Chefe da Assessoria Especial da Presidência da República.

Luciano Martins - Sociólogo, ex-embaixador do Brasil em Cuba, membro do conselho editorial da Revista Política Exterior.

Flávio Perri - Diplomata, ex-secretário do meio ambiente do estado do Rio de Janeiro, representante do Brasil junto a FAO.

Kati de Almeida Braga - Empresária, presidente do grupo Icatu - Holding

Sobre a URI (United Religions Iniciative) -- ou IRU (Iniciativa das Religiões Unidas)
 
 
 
A Iniciativa das Religiões Unidas (URI) foi fundada em 2000 por uma comunidade global extraordinária cometida a promover a cooperação inter-religiosa diária resistindo, e a terminar a violência religiosamente motivada. Hoje o URI inclui milhares dos membros dentro sobre 65 países que representam mais que 100 religiões, expressões espirituais, e tradições indígenas.

URI é uma comunidade global com coração espiritual. Os membros dos fundos diversos abrem caminho o diálogo interfaith e habilidades peacebuilding. Seus princípios organizational do núcleo incluem a sociedade inclusiva, iniciativas self-organizing e o governance descentralizado. Junto, nós somos projeto comunicações eficazes e conhecimento que compartilha da rede e que troca as mais melhores práticas organizar local, regional e global. Nós estamos aprofundando friendships e estamos promovendo a solidariedade. URI acredita que os povos em toda parte quando inspirados para cooperar para o bom comum, encontrarão soluções para terminar o ódio e a violência religiosa motivated e criarão as iniciativas que constroem culturas da paz, da justiça e de healing. Você é convidado participar nesta organização global original e imaginar como inflamar o espírito de URI em sua comunidade.
 
 
O coração de URI é a rede global da “círculos de cooperação” localmente organizados. As equipes regionais, compostas de trustees do Conselho Global e de coordenadores regionais, trabalham em oito regiões para sustentar grupos locais da sociedade do círculo da cooperação (cc), fornecem as ligações de comunicação, e desenvolvem URI com as parcerias interfaith. Os Trustees do Conselho Global são elegidos pelos grupos do membro do círculo da cooperação e servem a um prazo de três anos no cargo. As filiais são indivíduos ou os grupos, tais como os grupos da único-fé, que escolhem afiliar com URI, são em alinhamento com os princípios de URI, mas não têm os direitos e as responsabilidades de círculos da cooperação.
 
O círculo da cooperação é a unidade básica da sociedade de URI e consiste nos grupos locais ou virtuais que incluem pelo menos sete membros e pelo menos três religiões diferentes, trajetos espirituais e tradições indígenas. CCs organiza em torno das necessidades e das visões locais e opera-se dentro dos parâmetros do Preamble, da finalidade e dos princípios do URI.
 
 
A semente para o URI foi plantada em 1993 quando as Nações Unidas convidaram William Swing, Bishop Episcopal de Califórnia, para hospedar um serviço inter-religioso em San Francisco. Que noite o Bishop encontrou duro dormir… ele disse-se himself, “se as nações do mundo trabalhassem junto para a paz através dos UN, então onde estão as religiões do mundo?” Desta inspiração, uma visão fêz exame da forma para criar uma organização por meio de que os povos de fé diversas e de todos os setores da sociedade cooperariam para a paz e a justiça para tudo.
 
Do primeiro summit global em 1996 à carta patente que assina em 2000, em milhares de povos acoplados URI das religiões diversas, em expressões espirituais e em tradições indígenas para criar a carta patente de URI. Cinco summits globais e os recolhimentos e os consultations numerosos ocorreram em regiões diferentes do mundo. URI usou uma metodologia altamente eficaz para a mudança positiva, inquérito Appreciative, aberto caminho pelo Dr. David Cooperrider da universidade ocidental da reserva do caso e pelas introspecções revolucionárias para organizar oferecido por Dee Hock, founder do VISTO internacional.
 
Os resultados deste processo são uma carta patente de URI, uns projetos interfaith da ação dentro sobre 50 países, e uma rede unprecedented dos círculos da cooperação e os membros e as filiais suportando dedicados a fazer à carta patente uma realidade vivida pelo mundo inteiro. Hoje, os milhões dos povos estão trazendo seus talents originais a URI e atos profundos organizando do cuidado, compassion, cooperação, instrução e peacebuilding.
 
O URI é uma organização da sociedade por meio de que os membros concordam agir no acordo com o Preambulo, a finalidade e os princípios da carta patente de URI. Cada círculo da cooperação (cc) é um membro do URI e define sua finalidade original e dirige seus casos no acordo com a carta patente e os Bylaws do URI.

CCs está livre organizar com o outro CCs para o benefício e a coordenação mútuos e dar forma a círculos múltiplos da cooperação (MCCs). Do mesmo modo, MCCs pode dar forma junto para dar forma (MMCCs) a fim fornecer uma coordenação mais extensiva em torno dos interesses compartilhados.

Os membros e as filiais suportando suportam o trabalho da rede internacional de círculos da cooperação. O conselho global, placa governando de URI, é composto pela maior parte dos trustees selecionados pelos círculos da cooperação de URI. Os Trustees servem como exemplars dos valores do núcleo do URI e controlam seus casos. Os Trustees são selecionados cada três Bylaws de years. URI, no acordo com o statute de Califórnia para organizações non-profit, definem princípios operando-se de URI e políticas.
 
 
A carta patente de URI foi desenvolvida com um processo fretando global de quatro anos por diverso cem mulheres, homens, e juventudes que representam uma disposição diversa das religiões, de trajetos espirituais e de tradições indígenas. Inspira, terras e guias toda a atividade de URI.
 
Download a carta patente cheia em 16 línguas diferentes

O núcleo da carta patente é o Preamble, a finalidade, e os princípios. Estes são compartilhados abaixo.

Preamble - a chamada que nos inspira criar agora o URI e continuar a o criar diário
Finalidade - a indicação que nos extrai junto na causa comum
Princípios - a opinião fundamental que guiam nossos estrutura, decisões e índice
 
Preamble
 
Nós, os povos de religiões diversas, as expressões espirituais e as tradições indígenas durante todo o mundo, estabelecemos por este meio a Iniciativa das Religiões Unidas para promover a cooperação interfaith resistir, diária, à violência religiosa motivated do fim e para criar culturas da paz, da justiça e de healing para terra e todos os seres vivos.

Nós respeitamos o uniqueness de cada tradição, e diferenças da prática ou da opinião.

Nós avaliamos as vozes que respeitam outras, e acreditamo-las que isso compartilhar de nossos valores e sabedoria pode nos conduzir agir para o bom de tudo.

Nós acreditamos que nosso religioso, espiritual vive, melhor que dividindo nos, guiamos-nos à comunidade da configuração e respeitamo-los para uma outra.

Conseqüentemente, como os povos interdependentes enraizados em nossas tradições, nós unimo-nos agora para o benefício de nossa comunidade da terra.

Nós unimo-nos às culturas da configuração da paz e da justiça.

Nós unimo-nos para heal e proteger a terra.

Nós unimo-nos para construir lugares seguros para a definição, healing e o reconciliation do conflito.

Nós unimo-nos à liberdade da sustentação de religião e da expressão espiritual, e às direita de todos os indivíduos e povos como determinado na lei internacional.

Nós unimo-nos na ação cooperativa responsável para trazer a sabedoria e os valores de nossas religiões, expressões espirituais e tradições indígenas ao urso nos desafios econômicos, ambientais, políticos e sociais que enfrentam nossa comunidade da terra.

Nós unimo-nos para fornecer uma oportunidade global para a participação por todos os povos, especialmente por aquelas cujas as vozes não são ouvidas frequentemente.

Nós unimo-nos para comemorar a alegria dos blessings e da luz da sabedoria no movimento e no stillness.

Nós unimo-nos para usar nossos recursos combinados somente para a ação nonviolent, compassionate, para awaken a nossas verdades mais profundas, e ao amor e à justiça manifestos entre toda a vida em nossa comunidade da terra.
 
Finalidade
 
A finalidade da iniciativa unida das religiões é promover a cooperação interfaith resistir, diária, à violência religiosa motivated do fim e criar culturas da paz, da justiça e de healing para terra e todos os seres vivos.
 
Princípios
 
1. O URI é uma organização do ponte-edifício, não uma religião.

2. Nós respeitamos a sabedoria sacred de cada religião, expressão espiritual e tradição indígena.

3. Nós respeitamos as diferenças entre religiões, expressões espirituais e tradições indígenas.

4. Nós incentivamos nossos membros aprofundar suas raizes em sua própria tradição.

5. Nós escutamos e falamos com o respeito para aprofundar a compreensão e a confiança mútuas.

6. Nós damos e recebemos o hospitality.

7. Nós procuramos e damos boas-vindas ao presente das práticas da diversidade e do modelo que não discriminam.

8. Nós praticamos a participação equitable das mulheres e dos homens em todos os aspectos do URI.

9. Nós praticamos healing e reconciliation para resolver o conflito sem recorrer à violência.

10. Nós agimos das práticas ecological sadias proteger e preservar a terra para gerações do presente e do futuro.

11. Nós procuramos e oferecemos a cooperação com outros esforços interfaith.

12. Nós damos boas-vindas como membros a todos os indivíduos, organizações e associações que subscrevem ao Preamble, à finalidade e aos princípios.

13. Nós temos a autoridade para fazer decisões no nível o mais local que inclui todos os partidos relevantes e afetados.

14. Nós temos a direita para organizar em toda a maneira, em qualquer escala, em alguma área, e em torno de toda a edição ou atividade a que for relevante e consistente com o Preamble, a finalidade e os princípios.

15. Nossos deliberations e decisões serão feitos a todos os níveis pelos corpos e pelos métodos que representam razoavelmente a diversidade de interesses afetados e não são dominados por alguns.

16. Nós (cada parte do URI) abandonaremos somente autonomia e recursos como são essencial à perseguição do Preamble, da finalidade e dos princípios.

17. Nós temos a responsabilidade desenvolver recursos financeiros e outros para encontrar-se com as necessidades de nossa parte, e para compartilhar de recursos financeiros e outros a ajudar encontrar-se com as necessidades de outras peças.

18. Nós mantemos os padrões os mais elevados da integridade e da conduta ética, o uso prudent dos recursos, e a divulgação justa e exata da informação.

19. Nós somos cometidos à aprendizagem e à adaptação organizational.

20. Nós honramos o richness e a diversidade de todas as línguas e a direita e a responsabilidade dos participants traduzir e interpretar a carta patente, os artigos, os Bylaws e os originais relacionados de acordo com o Preamble, finalidade e princípios, e o espírito da iniciativa unida das religiões.

21. Os membros do URI não coerced para participar no ritual ou para proselytized.

 
PARCERIAS
 

Nações Unidas
URI é uma organização Non-Governmental (NGO) associada com o departamento de informação pública das Nações Unidas. O círculo da cooperação de URI nas nações unidas era instrumental nesta etapa grande para diante. Nós somos parte de uma comunidade global das organizações dedicadas a suportar os UN e no trabalho por um futuro mais calmo, mais seguro para toda a vida.
Representantes de URI UN: Monica Willard, Carol Zinn
 
URI nas matrizes dos UN em NYC
As ajudas do círculo da cooperação de URI-UN exploram possibilidades da parceria entre URI e os UN. Focalizam particularmente na comunidade vibrant e crescente de organizações Non-Governmental (NGOs) dentro dos UN, e fornecem os programas focalizados em peacebuilding interfaith.
 
(...)
 
Organização unida das nações educacionais, a científica e a Cultural (UNESCO)
Organização Cultural de URI e de UNESCO (nações unidas educacionais, científico e) são os sócios na década internacional para a cultura da paz e do Manifesto 2000, para que todos pode agir no espírito da cultura da paz no contexto de one própria família, workplace, vizinhança, cidade, ou região, se transformando um mensageiro da tolerância, do solidarity e do diálogo. Nós temos partnered em Spain, em Brasil, e em outras posições.
UNESCO centímetro cúbico, Barcelona Spain
UNESCO de Associacio por o al Dialeg Interreligios - o centímetro cúbico em Barcelona, Spain, era instrumental em produzir o Parliament 2004 das religiões do mundo em Barcelona em agosto, 2004, e no ano que conduz a ele.
 
Programa ambiental unido das nações (UNEP)
O centro Interfaith centímetro cúbico de Utá, que tem um foco ambiental forte, sócios com o programa ambiental unido das nações (UNEP) nos programas em torno do mundo.
 
Viva Rio
Desde 1997, Viva Rio, uma agência do serviço social que serve aos pobres em Rio de Janeiro, Brasil, foi representado em Summits globais de URI e informado nos sobre seus programas e atividades sociais do disarmament. Como trabalhos de URI Viva Rio através dos grupos dos grassroots, criando uma rede do trabalho do solidarity e da comunidade. Ambas as organizações compartilham de um foco em direitas humanas, da cultura da paz, da justiça social e do ambiente.  Viva Rio hospedou URI para nosso primeiro conjunto global em agosto 2002

Discriminação sexual permitida aos ocidentais
Nos EUA é possível escolher o sexo do bebê
 
Uma prova de que o aborto e o infanticídio seletivo de meninas está muito difundido em alguns países asiáticos onde há preferência por filhos homens é a recente declaração da presidente da Associação de Médicos do Paquistão, dra. Yasmin Rashid, que conclamou seus colegas a não colaborar com tais práticas. A médica, que trabalha em um laboratório de diagnóstico por ultra-som, afirmou que "é uma pena que tantas clínicas de ecografia estejam envolvidas neste negócio sujo. Todo o pessoal do nosso laboratório está obrigado sob juramento a não revelar o sexo do bebê, sejam quais foram as circunstâncias. Todos os dias vêm a nós mulheres de todas as classes sociais querendo abortar porque o exame mostra que o feto é uma menina." Outras vozes também se manifestaram no Ocidente, onde semelhante discriminação sexual é impensável.
 
Impensável? A fecundação in vitro transformou em normais e aceitáveis práticas que pareciam inconcebíveis. A escolha sexual é uma delas. Até agora, era considerada imoral nos Estados Unidos pela Associação Norte-Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), a organização que define os parâmetros éticos para a fecundação artificial seguidos pela maioria das clínicas especializadas no país. Em um pronunciamento público realizado no fim de setembro, a entidade mudou de opinião: o diagnóstico pré-implantatório do sexo é eticamente admissível, diz, em determinados casos. Em concreto, vale se o casal quer "variedade de gêneros" em sua prole: temos um menino e agora queremos uma menina, ou vice-versa.
 
Não faz sentido, mas tampouco é surpreendente. Na fecundação artificial, desde o começo os critérios de moralidade se acomodaram facilmente ao desejo da clientela.
 
Foi Norbert Gleicher, dono de uma rede de clínicas, quem pediu à ASRM que revisse sua opinião. Alegava que a ASRM já havia aceito a seleção de esperma para conseguir o mesmo efeito. Então, perguntava por que não se poderia aplicar um procedimento ainda mais eficaz. E mais, diz, "seria anti-ético oferecer um método inferior se existe um superior."
 
Mas, assim como o aborto seletivo, o diagnóstico pré-implantatório do sexo é feito para descartar os exemplares do sexo não-desejado. Portanto, se parece muito mais com a execrável prática asiática que com a seleção de esperma, pois esta separa os espermatozóides portadores do cromossomo X ou Y.
 
Nem todos concordam com a reviravolta promovida pela ASRM. William Schoolcraft, de uma clínica de fecundação artificial do Colorado, declarou ao New York Times: "Qual será o próximo passo? Quando entendermos mais de genética, vamos rejeitar as crianças que não possuam inteligência elevada ou o cabelo e os olhos da cor desejada?" É bem provável: não se vê como seria possível evitar esta espiral do desejo se a fecundação artificial continuar em prática. O assombroso é que os que se dedicam a este trabalho não se dêem conta disso.
 
Aceprensa / Interprensa - http://www.interprensa.com.br/ - Edição 53 - ano V - Dezembro 2001

São Paulo quer instalar chip em carros em até dois anos

Prefeitura, que defende uso do equipamento desde os ataques do PCC, vai assinar convênio com o Detran; obrigatoriedade foi assinada na quarta-feira
Juliano Machado
 
 
 
SÃO PAULO - O Estado de São Paulo quer sair na frente na instalação do novo sistema de chip em veículos. O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Roberto Scaringella, afirmou na quarta-feira que os cerca de 5,5 milhões de veículos da capital paulista possuirão o chip em até dois anos. "O desejo do prefeito é que São Paulo seja a primeira cidade a se adequar à resolução." Para todo o País, o Contran estabeleceu prazo de um ano e meio para o início da instalação do sistema e de cinco anos para a conclusão.
 
Na quarta-feira, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou a obrigatoriedade da implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), que será capaz de identificar os 43 milhões de veículos da frota brasileira.
 
Composto por placas eletrônicas que deverão conter as informações referentes ao número da placa do veículo, chassi e código Renavam, o sistema dará condições de implantar ações de combate a roubo e furto de automóveis e cargas, além de administração do controle de tráfego
 
A Prefeitura anunciou que vai assinar um convênio com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para que a instalação dos chips de identificação automática de veículos seja feita com o licenciamento. Os termos da parceria ainda não estão definidos, mas está marcada para sexta-feira uma reunião sobre o tema com a presença do ministro das Cidades, Márcio Fortes, do prefeito Gilberto Kassab e do diretor do Detran, Ivaney Cayres de Souza.
 
Kassab defende a proposta desde o início dos ataques do Primeiro Comando da Capital, em maio, argumentando na época que o chip poderia contribuir para identificar veículos que participassem de ações criminosas.
 
Projeto Piloto
 
Em março, a CET iniciou um projeto-piloto no quadrilátero formado pelas Avenidas Paulista, Brigadeiro Faria Lima, Nove de Julho e Rebouças, onde 24 antenas foram instaladas para identificar a passagem de 500 carros com o chip instalado voluntariamente. Scaringella não deu detalhes, mas disse que a iniciativa foi bem-sucedida. "O teste funcionou bem. Fizemos uma pesquisa qualitativa na qual os entrevistados entenderam o chip como uma forma de rastreamento gratuito."
 
No projeto da Prefeitura, a CET será responsável pela operação do sistema. Kassab exigiu que o custo de instalação do chip não fosse repassado aos motoristas. Como o orçamento do Município não suportaria os gastos decorrentes da medida, a solução achada para tornar o sistema viável é uma Parceria Público-Privada (PPP), em que a empresa concessionária bancaria os custos. A PPP, no entanto, depende da aprovação de projeto de lei enviado à Câmara Municipal há pouco mais de um mês.
 
Recursos
 
Os recursos para o pagamento do serviço deverão vir da arrecadação de multas -- de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões em 2006, conforme estimativa da CET. O custo do projeto ainda não foi calculado pela Prefeitura. A instalação do chip de cobrança eletrônica de pedágio (o chamado Sem Parar) custa R$ 48,34 por veículo. O sistema é muito parecido com o adotado pelo projeto-piloto paulistano.
 
Scaringella disse que as informações transmitidas para a futura central de monitoramento só poderão ser liberadas por ordem judicial. "A CET vai cumprir o que a lei determina." Com isso, enquanto não houver convênio específico, a polícia não pode ter acesso, em tempo real, ao número da placa de um carro roubado ou que tenha sido usado em um crime. "O chip é uma ferramenta a mais contra o roubo de veículos, mas não é solução para tudo. E nossa função é monitorar o trânsito", disse Scaringella.
 
Cerca de 30% dos veículos da cidade são irregulares, mas Scaringella não vê nisso um problema. "O aumento de fiscalização vai motivar as pessoas a se regularizarem."
 
Instalação
 
Os Estados e o Distrito Federal têm 18 meses, a partir de maio de 2008, para dar início ao processo de implantação dos chips. A partir daí, o prazo para conclusão é de 42 meses para finalizar o processo.
 
As placas eletrônicas serão instaladas na parte interna do pára-brisa dianteiro do veículo. A instalação não terá custo para o dono do automóvel e será de responsabilidade dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e deverá ser feita no momento do licenciamento do veículo. Os Detrans, no âmbito estadual, também serão responsáveis pelo gerenciamento do sistema.

23 de novembro de 2006 - 10:47
Para advogados, sistema de chip pode ferir a Constituição

Paulo Baraldi
 
 
 
SÃO PAULO - O sistema que monitora os veículos brasileiros com um chip pode ferir os princípios da liberdade de ir e vir da constitucionalidade, segundo advogados ouvidos pela reportagem do Estado. O advogado Ciro Vidal, que já foi diretor do Detran em São Paulo e hoje preside a Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), diz que a obrigatoriedade da instalação da placa eletrônica fere o direito de privacidade do motorista. “Mas facultativo, eu não vejo problemas.”
 
Para ele, o País caminha para a vigilância total sem razão. “Isso não está me cheirando bem, vamos ver quantas empresas podem fazer isso.”
 
O advogado Renato Bonfim também diz que o modelo da resolução invade a privacidade. “Se não tem notificação prévia e não especifica previamente o uso é inconstitucional”, diz ele.
 
Bonfim acha que o Estado não tem o direito de implantar o chip sem a autorização do motorista.
 
Identificação
 
Na quarta-feira, 22, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou a obrigatoriedade da implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), que será capaz de identificar os 43 milhões de veículos da frota brasileira. Composto por placas eletrônicas que deverão conter as informações referentes ao número da placa do veículo, chassi e código Renavam, o sistema dará condições de implantar ações de combate a roubo e furto de automóveis e cargas, além de administração do controle de tráfego.
 
Os Estados e o Distrito Federal têm 18 meses, a partir de maio de 2008, para dar início ao processo de implantação dos chips. A partir daí, o prazo para conclusão é de 42 meses para finalizar o processo.
 
As placas eletrônicas serão instaladas na parte interna do pára-brisa dianteiro do veículo. A instalação não terá custo para o dono do automóvel e será de responsabilidade dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e deverá ser feita no momento do licenciamento do veículo. Os Detrans, no âmbito estadual, também serão responsáveis pelo gerenciamento do sistema.

por Helio de Araujo Evangelista,
professor de Geografia na Universidade Federal Fluminense
 
Texto 1
  
            Vivemos uma época demarcada pela profusão de eventos, acontecimentos, circunstâncias que apresentam uma grande velocidade; e tal dinâmica está permeada por uma avalanche de ideários relativos a modos de vida, sensos comuns, costumes, etc.
 
            Porém, tal processo hodierno não deixa de gestar um gradativo processo político em direção à Governança Mundial. Tal Governança já teria atingido uma rede regular de relações comerciais e econômicas entre os mais importantes países e empresas do globo terrestre; faltando, no entanto, uma dimensão política-institucional para este governo.
 
            Esta Governança há de ter uma feição institucional, uma sede, uma representação legítima, para, enfim, acelerar o processo da globalização, que ora assistimos. No entanto, este objetivo não é tão fácil de ser alcançado, pois o próprio inclui uma transformação cultural global a ponto de se ter uma legitimidade política para tal estabelecimento.
 
Assim, pela primeira vez na história humana há condições de se estabelecer um governo envolvendo todo o planeta, e a cultura, enquanto referência para se estabelecer as metas desta macro sociedade, desempenha um papel nevrálgico.
 
Texto 2
 
            Tal transformação cultural, por sua vez, passa por uma superação de costumes, valores e ideologias de modo que as bases de uma legislação comum possam ser compartilhadas por diferentes povos.
 
            Na consecução desta renovação axiológica, por sua vez, encontra-se o papel da mídia.
 
            O recurso de combinar imagem e som com fatos do cotidiano tem o efeito de tornar a TV o canal mais privilegiado de comunicação, exigindo o menor esforço possível por parte das pessoas. Logo, os agrupamentos humanos, mesmo com grande interação com o entorno, dado o efeito da mídia, têm sua motivações discursivas, nas conversas habituais, sugeridas pelo meio de comunicação, é como se o encontro humano estivesse conduzido por parâmetros vindos por imagens, notícias, etc. promovidos pela televisão.
 
            Esta linguagem pavimentaria não só visões homogêneas de vida, mas, também, a receptividade às normas comuns, legais ou não, de controle da sociedade. Logo, o arrebanhamento que configure a finalização das particularidades, regionalidades, e aspectos locais, etc. podem ser vistos como condição sine qua non para se viabilizar novas formas, abrangentes, de controle social.
 
            No entanto, é interessante notar que esta expansão do controle social é bem recebida, pois aparenta ter a forma de liberdade de expressão; é visto como um processo que visa melhorar a vida dos cidadãos, melhorar o seu grau de trocas, contatos, informações, etc.
 
            Mas, o que ocorre, de fato, é que por trás disto temos o controle da informação, a rigidez das trocas, e o enrijecimento dos contatos. Pois todo o aparato se dá numa forma tão tecnificada, e cara, que só a alguns é possível o usufruto e o assenhoramento dos equipamentos que permitem um direto acesso a formação da opinião pública.
 
Texto 3
  
            Nossa cultura é marcada pela imagem, não é marcada pelo raciocínio ou lógica expressa por um parágrafo, mas por algo que marque, se destaque pela excepcionalidade em termos de imagem.
 
Para analisar este enfoque sobre os meios de comunicação, tendo em vista a transformação cultural, entendemos ser necessário ressaltar o desvendamento do corpo humano sobre o qual é enfatizado o seu sentido estético e erótico.
 
Cabe aqui indagar, se este processo de formatação do Governo Mundial não teria na questão sexual um elemento de ponta na veiculação das mensagens da mídia que corroborariam na homogeneização dos valores culturais. A sensualidade ganharia campo como um elemento a forjar novos padrões culturais, uma maior licensiodade frente aos ditames morais e religiosos.
 
            A universalidade inerente ao sexo propicia um tipo de mensagem que atinge a todos aqueles vinculados pelos meios de comunicação. Além disso, o próprio tem uma vasta capilaridade na nossa psique, psicologia, moral, costume e ética. Deste modo, a roupagem sexual nos programas, mensagens, anúncios, viabiliza uma abrangência da mensagem, assim como uma rapidez de resposta.     
 
            A disseminação dos conteúdos sexuais tem o poder de configurar, gradativamente, por imagens e clichês, certos signos referentes a relações de poder, relações de auto-identificação e de afetividade junto à sociedade.
 
            O conteúdo erótico passa a ser tão generalizado que as formas de sua veiculação adquirem novos aspecto. Se, por exemplo, Toulouse-Lautrec representava em seus quadros a vida boêmia da velha Paris do séc. XIX, quando o Moulin Rouge era uma das grandes vitrines da sensualidade, chegando, não raro, a ser vilipendiado e combatido; hoje, casas deste gênero perdem expressão enquanto principais capitaneadores do processo de exposição do corpo.
 
            Parece-nos útil, afinal, considerarmos que correlato a esta cirurgia do campo relacional sexual, gesta um processo político, de ampla escala, que visa o monitoramento das relações sociais sem que isto signifique uma perda significativa na mobilidade e produtividade humana.
 
            Ao invés das pessoas estarem mais próximas, estão mais separadas. Pois os diversos contatos, olhares, conversas, não são suficientes para torná-las seguras quanto ao seu entorno; pelo contrário, dado a avalanche de aspectos, acontecimentos, fatos novos, etc. a pessoa cultiva como perspectiva a apatia, como aspecto a acompanhar o seu horizonte de vida, esta atua até mesmo como uma forma de proteção da própria pessoa. Logo, são contatos sem encontros.
 
 Texto 4
 
            O processo de governança mundial exige um duplo encaminhamento, a saber: a) de um lado, tornar a pessoa isolada, sem a possibilidade de auto-identificação, a menos que isto ocorra “à luz da mídia” ; b) de outro lado, proporcionar uma grande rapidez de contatos entre pessoas (= através dos diferentes aparelhos de comunicação) a ponto de gerar uma certa “anestesia social”, ou seja, inculcar a dimensão de agrupamentos (uma aldeia global), sem uma identificação mútua, sem condições de um auto-reconhecimento.
 
            Cabe notar, no entanto, que este novo estilo de controle social adquire vulto recentemente. Se, no passado, sempre ocorreram tentativas expressas de se controlar a opinião para viabilizar relações de poder, este controle, no entanto, não era de todo suficiente, havia de vir correlato à força. Atualmente, o ato de forjar a opinião pública, via mídia, é mais impactante, e menos necessário de expedientes físicos (policial/militar) no controle. 
 
Texto 5
  
            Provavelmente, a visão mais enfática que podemos ter sobre a dimensão que a questão sexual assume em nossos dias vem a ser dada pela expansão da AIDS.
 
No Brasil, num espaço de vinte anos, já foram diagnosticados, oficialmente, mais de duzentos mil casos, sendo que há dez anos atrás não tínhamos trinta mil casos, e há vinte anos atrás mal chagávamos a mil casos (dados obtidos junto ao ministério da Saúde); pois bem, mesmo diante deste fato dramático, não há qualquer política que venha minorar o efeito que a mídia possa ter neste processo! Não parece ser adequado desconhecer o poder das imagens no endosso da ambiência sexista que se verifica hoje. Ou seja, o poder da mídia, na sua desenfreada busca por audiência, atropela qualquer noção ética quanto aos efeitos que seus programas possam ter sobre as pessoas.
 
Outro aspecto que chama a atenção sobre a dimensão que a questão sexual assume nos dias de hoje, embora ainda não tenha grande expressão no Brasil, vem a ser aquele representado pelo movimento Orgulho Gay. Reparem que se trata de um movimento que envolve milhares de pessoas cuja pauta de reivindicação não está calcada em luta contra fome, exploração dos países pobres, etc., mas sim em ter uma opção sexual distinta. É transformar algo de índole particular, afinal o homossexualismo não é de hoje, num instrumento de alteração do comportamento cultural das pessoas até atingir a base jurídica que organiza estas mesmas pessoas.  É tornar algo, o sexo, como elemento norteador de como se organiza a sociedade, à revelia de tradições, costumes, e aspectos religiosos.
 
Mas, qual o problema em termos uma acentuada ambiência sexista ? Por que não adotarmos o homossexualismo? ...
 
O problema está exatamente nesta argüição, ou seja, tudo deve ser considerado válido? Não havendo referências?
 
O problema é que a morte nos encerra num desafio que exige de nós uma resposta maior que esta: tanto faz, como tanto fez.
 
Diante do dilema da morte, cabe o resgate do significado que o corpo possa ter para nossas vidas; este tanto pode vir a transmitir a vida, como ser meio para comunicar afeição.
 
Texto 6
 
A afeição na relação sexual pressupõe a procriação embora tal pressuposto não possa ser considerado como a razão exclusiva da relação. A afeição na relação pressupõe a disposição de que o ato se prolongue, que tenha desdobramentos, não fique restrito a um momento; neste sentido, a procriação é, por excelência, a melhor expressão das conseqüências de uma relação afetiva/sexual.  
Porém, no nosso tempo, a procriação é, não raro, concebida como meio para substituição de estoque, ou seja, para um casal convém ter um par de filhos, se possível um outro casal. E, não raro, tal raciocínio não decorre da ausência de meios materiais para ter mais filhos, mas sim em função de um modelo de vida no qual filho é entendido como despesa inútil. Não raro, a possibilidade de se contar com uma casa de veraneio e/ou ter a possibilidade de se viajar regularmente passa a ser mais valorizado do que ter mais filhos do que o indicado para substituição de estoque.  
Reforça-se o modo de vida no qual a realização pessoal passa por aquilo que se possa ser demonstrada. Há um esforço de serem notadas, as pessoas procuram a notabilidade, seja esta alcançada pelo carro, casa, manchete, etc. Não deixa de ocorrer um certo narcisismo, pelo qual a sua imagem é que figura em primeiro lugar em termos de preocupação. Há uma certa inversão, no qual os bens e a própria fama em vez de serem meios passam a ser fim, promovendo o sentido de vida de várias pessoas.
Por este modo de vida, o filho não é visto como uma realização afetiva. Cada filho que chega não é tido como um abraço a mais, um sorriso a mais, uma vida a mais! Naturalmente que não estamos aqui advogando a tese de se estabelecer uma verdadeira zootecnia, pela qual a função da mulher seria a de gerar filhos anualmente; mas, destacar que o empobrecimento afetivo do nosso modo de vida que nos regula faz com que algo tão natural, o ato de procriar, seja tido como um verdadeiro absurdo, quando ultrapassa o que foi programado para substituição do estoque! Havendo com isto um notório processo de “infelicitamento” generalizado, pois há anseios que os breves momentos de prazer de uma viagem, ou os tijolos de uma grande, ou ainda os ferros fundidos do motor do carro do último modelo não são satisfeitos, a não ser através do outro (que nos compreenda e que nos queira)!
 

Direita perde o controle da OAB

14:49 @ 28/01/2007

A Semana
Direita perde o controle da OAB
por Redação CartaCapital
 
 
Utilizado como instrumento político pela oposição, a entidade passa para o comando do progressista Cezar Britto
 
 
No dia 31, uma eleição com candidato único formaliza a troca de comando do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sai o catarinense Roberto Busato e entra no lugar dele o sergipano Cezar Britto. A oposição perdeu um dos mais importantes redutos na luta que travou, ao longo dos anos 2005 e 2006, para antecipar, pela via legal, o fim da era Lula. Via legal, mas não necessariamente legítima.
 
Britto, sobrinho do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, é um advogado trabalhista de 44 anos. Ele assume o posto máximo da entidade com posições progressistas. Fará, certamente, um contraponto ao perfil conservador de Busato, muito mais adequado, por sinal, à tradição da entidade que, em 1964, apoiou o golpe militar que derrubou João Goulart da Presidência da República.
 
O mais forte adversário de Britto seria Aristóteles Ateniense, atual vice-presidente. Ele anunciou, na última sessão da OAB, que estava fora da disputa. As derrotas que sofreu nas seccionais do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Piauí e Acre foram vitais para a decisão que tomou.
 
Na gestão Busato, a OAB agiu como se fosse a primeira pinça da estratégia da oposição ao avançar sobre o poder. Lá se discutiu oficialmente o pedido de impeachment de Lula. Os intrépidos advogados esbarraram, no entanto, na popularidade do presidente. E dali não passaram. A segunda pinça materializou-se nas ações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, a certa altura, propôs em tom de imposição que Lula deveria desistir da reeleição. O desfecho dessa história é conhecido.

Nove sacerdotes presos na China

14:51 @ 28/01/2007

Em uma tentativa de submetê-los à Associação Patriótica
 
 
ROMA, sábado, 6 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- A policia da província de Hebei, no norte da China, prendeu nove sacerdotes católicos da Diocese de Baoding, em 27 de dezembro, segundo informou a agência AsiaNews.

Os nove sacerdotes são: Wen Daoxiu, Li Shujun, Li Yongshun, Wang Quanjun, Wang Qiongwei, Pang Yongxing, Pang Haixing, Dong Guoyin e Liu Honggeng.

O grupo se reuniu para participar em uma sessão de estudo a 30 quilômetros de Baoding. O motivo de sua prisão é desconhecido, explica a agência do Pontifício Instituto para as Missões Exteriores (PIME). É provável que tenham sido presos porque se reuniram para um tempo de oração durante a época natalina em um lugar desconhecido do governo.

Hebei é a região com o maior número de católicos da China (1,5 milhões), muitos deles pertencentes à Igreja «clandestina», que rejeita submeter-se ao controla da Associação Patriótica, uma organização criada pelo Partido Comunista cujo objetivo é construir uma Igreja separada de Roma.

Segundo a AsiaNews, a Associação Patriótica lançou uma campanha de prisões de Bispos, sacerdotes e fiéis de Hebei em uma tentativa de submetê-los. Segundo esta fonte, pelo menos seis Bispos da Igreja «clandestina» de Hebei desapareceram depois de sua prisão. Entre eles, o ordinário da Diocese de Baoding, James Su Zhimin, 73 anos, que foi preso em 1996.

O bispo auxiliar de Baoding, D. Francis Shuxin, foi libertado em 24 de agosto pelas autoridades chinesas após dez anos de cárcere.


Cientistas americanos descobriram uma nova fonte de células-tronco, também conhecidas como células-mãe ou células estaminais, no líquido amniótico de mulheres grávidas.

A descoberta possibilitará a reparação de órgãos humanos danificados.

O presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, Cardeal Lozano Barragán, manifestou a sua satisfação pelo anúncio da novidade. Segundo ele a descoberta abre vias de pesquisa "éticamente aceitáveis", ao contrário do que acontece com a investigação feita a partir de embriões humanos.

Em entrevista ao jornal italiano La Stampa, o Cardeal Barragán sublinhou que a Igreja "não é obscurantista, pelo que está sempre pronta a acolher os verdadeiros progressos científicos", como é o caso, dado que não estamos na presença de um "atentado contra a vida".

Segundo os médicos da Universidade de Wake Forest, do Estado da Carolina do Norte, é possível produzir células-tronco sem precisar desenvolver artificialmente embriões humanos. As células-tronco encontradas no líquido amniótico - onde se desenvolve o feto - se transformam rapidamente em células adultas ósseas, musculares e hepáticas.

A descoberta foi tornada pública num artigo publicado domingo, na revista Nature Biotechnology. Segundo o artigo, as células estaminais foram utilizadas para criar tecido muscular e ósseo, vasos capilares, nervos e células hepáticas.

A variedade de funções poderá permitir que elas substituam células-doentes durante um transplante ou até mesmo curar tumores. Partidários de pesquisas com células-tronco dizem que elas oferecem uma esperança no tratamento de doenças como diabetes, Mal de Parkinson e Alzheimer.

O Cardeal Barragán congratulou-se pelo fato destas células estaminais serem obtidas "sem manipulação ou ameaças à vida" de embriões humanos, considerando que estes "não devem ser tratados como simples material de experimentação ou como objeto de manipulação".

 

Gênero: que é isso?

14:56 @ 28/01/2007

(por trás dessa palavra esconde-se toda uma ideologia... )
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Hoje em dia, muitas vezes a palavra "gênero" aparece em contextos onde
esperávamos encontrar a palavra "sexo". Em vez de se falar de diferença
entre os sexos, fala-se de diferença entre os gêneros. Em vez de
discriminação por causa de sexo, fala-se em discriminação por causa de
gênero. As pessoas desavisadas podem achar que o termo "gênero" é
inofensivo. Seria apenas um sinônimo de sexo. No entanto tal palavra esconde
toda uma ideologia: a "ideologia de gênero". Sobre este assunto, a
Conferência Episcopal Peruana elaborou um documento "La ideología de género:
sus peligros y sus alcances"[1] , publicado em abril de 1998, cujo conteúdo
pretendo resumir aqui. A chamada "perspectiva de gênero" resume-se nos
seguintes princípios:

1. Não existe um homem natural nem uma mulher natural. O ente humano nasce
sexualmente neutro. A sociedade é que constrói os papéis masculinos ou
femininos. "Gêneros" são papéis socialmente construídos.

2. Não é a natureza, mas a sociedade que impõe à mulher e ao homem certos
comportamentos e certas normas diferentes. Assim, se desde pequena a mulher
brinca de boneca e casinha, isso não se deve a um instinto materno (que para
as feministas de gênero não existe), mas simplesmente a uma convenção
social. Se as mulheres casam-se com homens, e não com outras mulheres, isso
não se deve a uma lei da natureza, mas uma construção da sociedade. Se os
homens sentem-se na obrigação de trabalhar fora de casa para sustentar a
família, enquanto as mulheres sentem necessidade de ficar junto aos filhos,
nada disso é natural. São meros papéis, desempenhados por tradição, mas que
poderiam perfeitamente ser trocados.

3. Tais idéias, que são meras construções sociais, servem para justificar o
domínio da mulher pelo homem. Assim, a mulher, ingenuamente, "acredita" que
seu lugar mais importante é o lar, que nasceu para se mãe, que deve
sacrificar-se pelos filhos, que deve ser fiel ao marido... Tais "construções
sociais" não têm fundamento, dizem as feministas. Assim, é preciso
"desconstruir" tais idéias, conscientizando a mulher de que ela está sendo
enganada e explorada.

4. Uma vez liberta de tais "construções sociais", a mulher vê-se livre para
construir a si mesma: pode livremente optar por ser lésbica, por não ser mãe
ou por matar o filho concebido (ou, como se diz, "interromper a gravidez").
Tudo passa a ser permitido.

O marxismo: origem da ideologia de gênero

A ideologia de gênero, que causou enorme discussão na IV Conferência Mundial
das Nações Unidas sobre a Mulher (Pequim, 1995), tem sua origem em Frederick
Engels , amigo inseparável de Karl Marx. Em seu livro "A origem da família,
da propriedade e do Estado" (1884), Engels dizia:

"O primeiro antagonismo de classes da história coincide com o
desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, unidos em
matrimônio monógamo, e a primeira opressão de uma classe por outra, com a do
sexo feminino pelo masculino"[2] .

Segundo a doutrina marxista, não há conciliação possível entre as classes.
Operários e patrões são necessariamente inimigos. Os operários não devem
buscar melhorias para sua classe. Devem fazer uma revolução, que terá por
fim acabar com as classes. Marx pregava uma tomada do poder pelo
proletariado. Depois de algum tempo, o Estado iria desaparecer, não haveria
mais classes sociais e tudo seria comum. Seria instaurado o comunismo.

Seguindo a mesma linha, o feminismo atual, com bases no marxismo, não deseja
simplesmente melhorias para as mulheres. Deseja eliminar as "classes
sexuais". Diz a feminista radical Shulamith Firestone, em seu livro "The
Dialectic of Sex" (A dialética do sexo):

"... assegurar a eliminação das classes sexuais requer que a classe
subjugada (as mulheres) faça uma revolução e se apodere do controle da
reprodução, que se restaure à mulher a propriedade sobre seus próprios
corpos, como também o controle feminino da fertilidade humana, incluindo
tanto as novas tecnologias como todas as instituições sociais de nascimento
e cuidado de crianças. E assim como a meta final da revolução socialista era
não só acabar com o privilégio da classe econômica, mas com a própria
distinção entre classes econômicas, a meta definitiva da revolução feminista
deve ser igualmente - à diferença do primeiro movimento feminista - não
simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção
de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam
culturalmente" .

As feministas de gênero, fiéis à visão marxista, dizem que toda desigualdade
é injusta. Que o trabalho exercido pelo homem seja diferente do exercido
pela mulher é simplesmente uma injustiça institucionalizada. É preciso
acabar com ela. A respeito da mulher que opta por ficar em seu lar cuidando
dos filhos, diz a feminista Christina Hoff Sommers:

"Pensamos que nenhuma mulher deveria ter esta opção. Não se deveria
autorizar a nenhuma mulher ficar em casa para cuidar de seus filhos. A
sociedade deve ser totalmente diferente. As mulheres não devem ter essa
opção, porque se essa opção existe, demasiadas mulheres decidirão por ela"[3].

(Até aqui o resumo do documento da Conferência Episcopal Peruana)

Redefinição de família

O feminismo de gênero é inimigo frontal da família, lugar em que os papéis
de cada sexo são "socialmente construídos". Para abolir a família, é mais
eficiente conservar seu nome e mudar o seu sentido. Família poderia
significar não apenas a união perpétua entre um homem e uma mulher com seus
filhos (como nós a conhecemos), mas também, por exemplo, a união de duas
lésbicas e mais uma criança gerada por inseminação artificial; ou então dois
homossexuais e um filho "adotivo".
A recém-aprovada Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como "Lei
Maria da Penha", redefine família como "a comunidade formada por indivíduos
que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por
afinidade ou por vontade expressa" (art. 5°, II). E acrescenta: "As relações
pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual" (art. 5°,
parágrafo único). Essa lei, sancionada com o objetivo de coibir a violência
contra a mulher, pretende ser o cumprimento da Convenção sobre a Eliminação
de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), que o Brasil
assinou em 1981 e ratificou em 1984. O texto da Convenção nada fala em favor
do aborto ou do homossexualismo. Mas o Comitê internacional estabelecido
para acompanhar o cumprimento da Convenção tem defendido abertamente tais
idéias. Curioso é o texto em que o Comitê critica a Bielo-Rússia (também
chamada Belarus) pela reintrodução do "Dia das Mães" e do "Prêmio das Mães":

"Preocupa o Comitê a contínua prevalência dos estereótipos do papel de cada
sexo e a reintrodução de símbolos como o 'Dia das Mães' e o 'Prêmio das Mães',
que é visto como um encorajamento aos papéis tradicionais das mulheres.
Preocupa também se a introdução da educação dos direitos humanos e de
gênero, em oposição a tal estereotipação, está sendo efetivamente
implementada. "[4]

Como se vê, a educação sob perspectiva de gênero é indicada pelo Comitê como
remédio para a falta cometida pela Bielo-Rússia, de instituir um dia para
valorizar a maternidade da mulher, que é apenas um "papel tradicional" a ser
eliminado.
Homofobia

Se nada há de natural na complementação homem-mulher, os que criticam o
homossexualismo devem ser punidos como "homofóbicos" . Pelo Projeto de Lei
5003-B, de 2001, aprovado pela Câmara em 23/11/2006, a prática de atos de
homossexualidade deixa de ser vício e passa a ser direito humano. Essa
proposição, que vai agora à apreciação pelo Senado, cria várias condutas
consideradas crimes de "homofobia". A punição para o reitor de um seminário
que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5
anos de reclusão (art. 5°)[5]. Aquele que ousar proibir ou impedir a prática
de um ato obsceno ("manifestação de afetividade" ) praticado em público por
homossexuais receberá idêntica sanção penal (art. 7°). Interessante é como a
palavra "gênero" aparece tantas vezes na proposta legislativa. Já em seu
artigo 1°, ela diz que pretende definir "os crimes resultantes de
discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade
de gênero".

É preocupante que a "perspectiva de gênero" esteja presente entre os
propósitos do segundo governo Lula. À promoção do homossexualismo é dedicado
um caderno de 14 páginas: "Lula presidente: construindo um Brasil sem
homofobia: Programa Setorial Cidadania GLBT 2007 / 2010" . Sem o menor
escrúpulo, o presidente se compromete a aprovar a "união civil entre pessoas
do mesmo sexo, estendendo aos casais homossexuais os mesmos direitos que os
casais heterossexuais possuem. Inclusive o reconhecimento e proteção de suas
famílias, garantindo o direito à adoção" (p. 13).[6]

A doutrina cristã sobre a sexualidade

Homens e mulheres são diferentes, mas não são inimigos natos. Ao contrário,
são mutuamente complementares. Um precisa do outro e completa-se no
outro.[7] Porém, pela ideologia de gênero, esta visão cristã que vê em cada
sexo uma vocação e missão específica é taxada de visão "sexista". O
"sexismo" e a "homofobia" são dois inimigos a serem combatidos por essa
ideologia. Como se percebe, quem tem coragem para defender a doutrina cristã
deve estar pronto para ser perseguido.

Anápolis, 6 de janeiro de 2007
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] CONFERENCIA EPISCOPAL PERUANA. Comisión Episcopal de Apostolado Laical.
Comisión ad-hoc de la mujer. La ideología de género: sus peligros y
alcances. Lima, abr. 1998. Disponível em
http://www.vidahumana.org/vidafam/iglesia/genero.html.
[2] ENGELS, Frederick , The Origin of the Family, Property and the State,
International Publishers, New York , 1972, pp. 65-66.
[3] SOMMERS, Christina Hoff. Who Stole Feminism?, Simon & Shuster , New York
, 1994, p.257.
[4] Concluding Observations of the Committee on the Elimination of
Discrimination Against Women: Belarus . 31/01/2000, n. 361.
[5] Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em
qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional
ou profissional:
Pena - reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos.
[6] Disponível em:
<http://www.lulapresidente.org.br/site/download/militante/cartilha/GLBT_205x265.zip>
[7] Cf. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Carta aos Bispos da Igreja
Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo. 31
maio 2004.
--
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br/
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

 

LIMA, 08 Jan. 07 (ACI) .- A controvérsia em torno da cumplicidade do diário New York Times (NYT) na promoção da legalização do aborto na América Latina veio crescendo nos últimos dias logo que diversos meios nos Estados Unidos, Canadá e América Latina recolhessem o reconhecimento do editor de leitores do jornal que um de seus mais extensos artigos se apoiou em informação falsa e manipulada.
 
A controvérsia começou em 9 de abril de 2006, quando o jornalista Jack Hitt, um colaborador do NYT que escreve sistematicamente a favor do aborto, publicou um extenso artigo apoiado na reportagem a duas mulheres, uma das quais era Karina del Carmen Herrera Clímaco, uma salvadorenha supostamente condenada a 30 anos de cárcere por abortar; e a quem Hitt colocou como exemplo da “desumanidade” das leis contra o aborto na América Latina.
 
No extenso artigo, que ainda segue sendo utilizado como propaganda por organizações abortistas latino-americanas como “Mulher e Saúde no Uruguai” (MISU), Hitt afirmava que “o problema não era somente que neste país tão católico uma tímida mulher de 24 anos de idade (Herrera Clímaco) pudesse sentir-se envergonhada de contar a sua história a um homem mais velho. Estava também o estigma criminal”.
 
No artigo, Hitt mostrava sua clara posição a favor do aborto e colocava como vítima e heroína a Karina del Carmen Herrera Clímaco, de quem afirmava que, “como toda pessoa que está na prisão, inabilitou os detalhes de sua história ao ponto de que já não soam verdades nem mentiras. Comprimiu-a em um denso e singelo conto de inocência”.
 
Seguidamente, o autor indicava que o assunto ao final “era algo assim: Ela (Herrera Clímaco) tinha abortado às 18 semanas, para nada diferente a um aborto em Washington D.C., um fato totalmente legal nos Estados Unidos. Só que abortou em El Salvador”.
 
A retificação
 
O artigo de Hitt suscitou a indignação de numerosas organizações pro-vida da América Latina, algumas das quais ficaram em contato com a agência informativa Lifesite News, a qual, com o apoio de organizações pro-vida em El Salvador, revelou a realidade dos fatos e forçou ao NYT a admitir o engano.
 
Em efeito, o passado 31 de dezembro de 2006, Byron Calame, editor de leitores do NYT, explicou em um artigo titulado “Verdade, justiça e aborto na revista Times” que o caso de Karina del Carmen Herrera Clímaco não tinha que ver com um aborto de uma bebê de 18 semanas, senão com o assassinato a sangue frio de uma bebê recém-nascida que tinha sido estrangulada.
 
Os documentos do tribunal, que Hitt se negou a revisar para seu artigo, demonstram além de toda prova que Herrera Clímaco assassinou por asfixia a sua filha recém-nascida, tempo depois do parto. A justiça a tinha condenado por assassinato em primeiro grau, não por aborto.
 
“Sem ter revisado os documentos da corte com as explicações e o falho, o autor do artigo, Jack Hitt, um escritor free-lance, sugeria que a ‘verdade’ era diferente”, diz Calame.
 
O Editor do NYT admitiu também que “o cuidado no relatório e a edição deste exemplo (o artigo do Hitt de 9 de abril) não cumpriu com os padrões normais da revista”.
 
Calame, que representa aos leitores ao interior do jornal, realizou sua própria investigação interna sobre a razão pela qual os editores responsáveis por Hitt no NYT nunca corroboraram sua história, nem solicitaram provas tão elementares como os papéis judiciais do caso de Herrera Clímaco.
 
“O Sr. Hitt nunca revisou a sentença de sete mil e 600 palavras do caso Clímaco para preparar sua história. E ele mesmo me comentou que nenhum editor ou verificador de dados lhe perguntou se tinha revisado a decisão do painel de juizes”, sublinhou Calame.
 
“A pedido meu, um colaborador do Times em El Salvador foi até a corte e sem fazer nenhuma coordenação prévia, saiu uns minutos depois com uma cópia do falho. Resultou ser o mesmo que LifeSiteNews.com difundiu”, adicionou o editor do NYT.
 
Blogs e imprensa
 
Os mais populares “blogs” de análise de notícias nos Estados Unidos ecoaram ao reconhecimento do editor de leitores do NYT; mas também à resistência dos editores responsáveis pelo Hitt a publicar uma desculpa aos leitores.
 
A imprensa da América Latina também denunciou o caso. Por exemplo, O “Jornal de Hoje” de El Salvador dedicou a primeira página e duas páginas interiores no passado 4 de janeiro ao tema sob o título “Polêmica por falsa abortista: ONG promotora de aborto solicitava dinheiro por Internet para liberar uma mulher que estrangulou a seu filho recém-nascido”.
 
Em efeito, o editor de leitores do NYT informa que, para realizar sua reportagem, o jornalista-ativista utilizou um tradutor gratuito proporcionado pela organização mundial pró-abortista IPAS para suas entrevistas com a Herrera Clímaco.
 
Conforme Calame, a mesma multinacional abortista “utilizou o artigo da revista sobre a sentença da senhora Clímaco para pedir doações em seu sítio Web de modo que ‘se conseguissem advogados que pudessem apelar no caso’ e que ajudassem à organização a ‘continuar com seu trabalho de defesa’ em toda a América Central’”.
 
O IPAS retirou o artigo de sua página Web logo que Calame se contatasse com a mencionada organização.
 
O “Jornal de Hoje” qualificou o uso do artigo por parte do IPAS de “fraude cibernética”; enquanto que a líder pro-vida salvadorenha Julia Cardeal questionou a intenção do NYT: “Acaso causar indignação nos Estados Unidos para que pressionem e poder assim legalizar o aborto?”.

Mesmo com crescimento no numero de telefones celulares, com 18,5%, e no acesso à internet, com 22,3%, país se mantém na última posição do ranking da everis.
 
Por COMPUTERWORLD
28 de dezembro de 2006 - 16h30

No terceiro trimestre de 2006, o Brasil foi o pior país em desenvolvimento tecnologico de toda América Latina. Chamado de Indicador da Sociedade da Informação, o levantamento foi realizado em parceria com a everis e a escola espanhola de pós-graduação vinculada à Universidade de Navarra (IESE) e analisa o uso da TI em setores como educação, estratégias empresarias, oportunidades de negócio e desenvolvimento social.
 
Foi o quinto semestre consecutivo no qual o país o menor índice em relação aos demais países, 3,93 pontos. Ainda que tenha tido aumento de 0,7% em relação ao ano anterior, o resultado não é suficiente para deixar a lanterna do ranking. O estudo avalia tópicos como a quantidade de celulares e computadores em funcionamento para cada mil habitantes, o acesso à Internet, o desenvolvimento do comércio eletrônico e as despesas em TI (Tecnologia da Informação) na proporção do PIB (Produto Interno Bruto).
 
Na América Latina como um todo, o Indicador da Sociedade da Informação chegou a 4,33 pontos, valor mais elevado registrado nos últimos sete anos. Por países, o Chile teve o melhor resultado, ficando com 5,59 pontos, enquanto a Argentina e México estão no segundo e terceiro lugares, respectivamente 4,52 pontos e 4,31 pontos.
 
O estudo completo pode ser baixado aqui (em espanhol).

Adoção por casal homossexual é aprovada na Câmara

Enviada por Caio Prates
04/01/2007 - 14:41

Fonte: http://minhanoticia.ig.com.br/materias/408001-408500/408452/408452_1.html

A Comissão Especial da Lei de Adoção, da Câmara dos Deputados, aprovou no último dia 2 de janeiro o relatório que prevê a criação de dois cadastros nacionais de adoção. O texto também garante o direito à licença de 15 dias para adotantes e permite a adoção por casais homossexuais. O relatório é de autoria da deputada Teté Bezerra (PMDB-MT).
 
A prioridade no cadastro será para adoções em território nacional. Para agilizar a inclusão das crianças nessa lista, serão fixados prazos para o decreto de perda do pátrio poder. No texto aprovado foram inseridas regras para os casos de arrependimento dos pais biológicos, o que não existe na legislação atual. De acordo com a comissão, o juiz deve avaliar o que representa maior vantagem para a criança ou adolescente.
 
Este assunto polêmico entrará nos lares brasileiros através da novela “Páginas da Vida”, da rede Globo. Nos próximos capítulos, um casal homossexual masculino tentará adotar uma criança. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não faz qualquer menção em relação à adoção por casal homossexual e estabelece que primordial é o bem estar da criança.
 
Recentemente, em um caso real, a Justiça permitiu a expedição de uma certidão de nascimento de uma menina que foi adotada por um casal homossexual masculino, na cidade de Catanduva, interior de São Paulo. Esse foi um caso inédito no país, constando na certidão o nome dos dois companheiros. Além do casal de Catanduva, a Justiça já havia determinado o direito a uma certidão de nascimento para dois casais homossexuais formados por mulheres. Os casais são das cidades de Bagé (RS) e do Rio de Janeiro.

Filósofo de EEUU predice desaparición de las religiones en 25 años

.- Un filósofo y profesor universitario de Estados Unidos ha predicho la desaparición de las religiones y su transformación en “fenómenos diferentes” en los próximos 25 años, en su respuesta a una encuesta realizada por una revista de ese país.
 
Daniel Dennet, también codirector del Centro de Estudios Cognoscitivos de la Tufs University y autor del libro “Rompiendo el hechizo: La Religión como un Fenómeno Natural”, respondió así a la pregunta que la revista Edge hizo a 150 estudiosos y científicos: ¿Qué cosa te da optimismo y por qué?
 
En su artículo titulado “La evaporación del poderoso halo de misterio de la religión”, Denett afirma estar optimista porque cree que vivirá hasta ver este hecho y señala que “en unos 25 años casi todas las religiones habrán evolucionado hasta convertirse en un fenómeno diferente, de modo que en los rincones del mundo la religión no ejercerá el sobrecogimiento que ejerce hoy”.
 
El filósofo intenta hacer luego un inusitado y sorprendente paralelo entre fumar y la religión, afirmando que “hace cincuenta años era grosero pedirle a alguien que deje de fumar y que hoy hemos aprendido que no debemos cometer el error de tratar de prohibírselo a la gente”.
 
“Todavía tenemos muchos fumadores y cigarrillos pero ciertamente hemos restringido los aspectos nocivos de fumar dentro de límites bastante aceptables. Fumar ya no es algo bien visto y llegará el día en que la religión sea primero una asunto de opción que se puede tomar o dejar; y luego se convertirá en algo que ya no será bien visto”, agrega.
 
Seguidamente Denett se pregunta si esas instituciones en decadencia serán todavía religiones o si “¿no habrán mutado hacia la extinción?”. “¿Por qué estoy confiado en que esto va a pasar? Básicamente por la asimetría de la explosión de la información”, añade.
 
“Con la difusión mundial de la tecnología de la información (no solo Internet sino los celulares, los radios portátiles y la televisión) ya no es posible para los guardianes de las tradiciones religiosas proteger a sus jóvenes de la exposición a este tipo de hechos (y claro está, a la desinformación y basura de todo género) que gentil e irresistiblemente mina los modos de pensar que son requisito para el fanatismo religioso y la intolerancia”, indica el filósofo a manera de explicación de su curiosa teoría.
 
En opinión de Denett, quien parece ignorar la dimensión espiritual que es fundamental para todo ser humano, “el fervor religioso de hoy es, finalmente, un desesperado intento de nuestra generación por tapar los ojos y oídos de las generaciones venideras, y no está funcionando”. “Los jóvenes se alejan calmadamente de la fe de sus padres y abuelos. Esa senda continuará, especialmente cuando los jóvenes sepan cuántos de sus iguales están eligiendo esta opción de bajo perfil”, agrega.

PONTIFÍCIA ACADEMIA PARA A VIDA
 
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DECLARAÇÃO SOBRE A PRODUÇÃO
E O USO CIENTÍFICO E TERAPÊUTICO DAS
CÉLULAS ESTAMINAIS EMBRIONÁRIAS HUMANAS
 
   
A finalidade deste documento é dar uma contribuição ao debate, em curso na literatura científica e ética e na opinião pública, sobre a produção e utilização das células estaminais embrionárias. De fato, considerando a importância cada vez maior que vai assumindo o debate acerca dos seus limites e licitude, impõe-se uma reflexão que coloque em evidência as suas implicações éticas.
 
Na primeira parte, serão brevemente expostos os dados mais recentes fornecidos pela ciência sobre as células estaminais, e pela Biotecnologia a propósito da sua produção e uso. Na segunda parte, serão evidenciados os problemas éticos mais relevantes levantados por estas novas descobertas e aplicações.
 
          Aspectos científicos  
 
Uma definição, vulgarmente aceite, de "célula estaminal" -- embora alguns aspectos requeiram maior aprofundamento -- é esta: uma célula que tem duas características: 1) a propriedade de uma auto-conservação ilimitada, ou seja, o poder de reproduzir-se durante muito tempo sem se diferenciar; 2) a capacidade de produzir células progenitoras de transição, com uma limitada capacidade proliferadora, das quais deriva uma variedade de linhas de células altamente diferenciadas (nervosas, musculares, hemáticas, etc). Há cerca de 30 anos que estas células têm constituído um amplo campo de pesquisa, quer em tecidos adultos[i], quer em tecidos embrionários, quer ainda na cultura in vitro de células estaminais embrionárias de cobaias[ii]. Mas, a atenção pública concentrou-se recentemente sobre elas por causa de um novo objetivo alcançado: a produção de células estaminais embrionárias humanas.
 
As células estaminais embrionárias humanas
 
A preparação de células estaminais embrionárias humanas (ES, ESc, Embryo Stem cells), hoje, implica[iii]: 1) a produção de embriões humanos e/ou a utilização dos embriões excedentes da fecundação in vitro ou crioconservados; 2) o desenvolvimento destes embriões até à fase inicial de blastócito; 3) a separação do embrioblasto ou massa celular interna (ICM) - o que implica a destruição do embrião; 4) a cultura destas células sobre uma camada nutriente de fibroblastos embrionários de ratos irradiados e num ambiente apropriado, onde se multipliquem e combinem até formar colonias; 5) a repetida subcultura destas colonias, que leva à formação de linhas celulares capazes de se multiplicarem indefinidamente, conservando as características de células estaminais (ES) durante meses e anos.
 
Todavia, estas ES constituem apenas o ponto de partida para a preparação das linhas de células diferenciadas, ou seja, de células com as características próprias dos distintos tecidos (musculares, nervosos, epiteliais, hemáticos, germinais, etc). Os métodos para obtê-las ainda estão em fase de estudo[iv]; mas a inoculação das ES humanas em cobaias (ratos) ou a sua cultura in vitro em circunstâncias controladas até à sua combinação demonstrou que elas são capazes de dar origem a células diferenciadas que derivariam, numa evolução normal, dos três estratos embrionários: endoderma (epitélio intestinal), mesoderma (cartilagem, osso, músculo liso e estriado) e exoderma (epitélio neural, epitélio escamoso)[v].
Estes resultados abalaram não só o mundo científico e  biotecnológico -- particularmente médico e farmacológico --, mas também o mundo comercial e dos mass-media: grandes eram as esperanças de que as aplicações daí derivadas haveriam de abrir sendas novas e mais seguras para a terapia de graves doenças -- sendas essas há muitos anos procuradas[vi]. Mas, sobretudo, foi abalado o mundo político[vii]. De modo particular nos Estados Unidos, onde o Congresso já há anos é contrário a sustentar com fundos federais pesquisas em que sejam destruídos embriões humanos, fizeram-se sentir, além de outras, as fortes pressões do NIH (National Institutes of Health) para obter fundos pelo menos para utilizar as células estaminais produzidas por grupos privados, e as recomendações feitas pelo NBAC (National Bioethics Advisory Committee), instituído pelo Governo Federal para o estudo do problema, para que sejam atribuídos fundos públicos não apenas para a pesquisa sobre células estaminais embrionárias, mas também para a sua produção; mais ainda, insiste-se para que seja rescindida de vez a proibição legal vigente relativa ao uso de fundos federais para a pesquisa sobre embriões humanos.
Registam-se pressões na mesma direção também na Inglaterra, Japão, Austrália.
 
A clonação terapêutica
 
Tornava-se claro que o uso terapêutico das ES, como tais, possuía riscos notáveis, sendo ele, como se constatou em experiências com ratos, causador de tumores. Assim, seria preciso preparar linhas especializadas de células diferenciadas conforme a necessidade; e o tempo requerido para obtê-las não era breve. Mas, ainda que fosse possível consegui-lo, seria muito difícil ter a certeza da absoluta ausência de células estaminais durante a inoculação ou a implantação terapêutica, com os respectivos riscos; além disso, ter-se-ia de recorrer a ulteriores tratamentos para superar a incompatibilidade imunológica. Por estes motivos, foram propostas três vias de "clonação terapêutica"[viii], capazes de preparar células estaminais embrionárias humanas pluripotenciadas com uma informação genética bem definida, para se obter depois a desejada diferenciação:
 
1. A substituição do núcleo dum oócito pelo núcleo de uma célula adulta dum determinado sujeito, seguindo-se a evolução do embrião até à fase de blastócito e a utilização da massa interna celular (ICM) para obter as ES e, a partir destas, as desejadas células diferenciadas.
 
2. A transferência de um núcleo duma célula de um determinado sujeito para um oócito de animal. Caso fosse bem sucedida a operação, deveria permitir - supõe-se - o desenvolvimento dum embrião humano, que seria utilizado como no caso anterior.
 
3. A reprogramação do núcleo da célula dum determinado sujeito pela fusão do citoplasma da ES com o carioplasma duma célula somática, obtendo-se assim um "cybrid". É uma possibilidade ainda em estudo. De qualquer forma, também esta via parece exigir a preparação prévia de ES a partir de embriões humanos.
 
Na fase atual, a pesquisa científica está mais inclinada para a primeira via, mas é óbvio, como veremos, que as três soluções apontadas são inaceitáveis do ponto de vista moral.
 
As células estaminais adultas
 
Ao longo destes trinta anos de estudos das células estaminais adultas (ASC - Adult Stem Cells), ficou claro que existem, em muitos tecidos adultos, células estaminais, mas capazes de dar origem somente a células próprias de um certo tecido. Isto é, não se pensava na possibilidade de uma nova programação delas. Nos anos mais recentes[ix], porém, descobriram-se também em vários tecidos humanos células estaminais pluripotenciadas - na medula óssea (HSCs), no cérebro (NSCs), no mesenquima (MSCs) de vários órgãos e no sangue do cordão umbilical (P/CB: Placental/Cord Blood) - isto é, células capazes de dar origem a outros tipos de células, na sua maioria hemáticas, musculares e nervosas. Descobriu-se como reconhecê-las, seleccioná-las, ajudá-las a desenvolver-se e levá-las a formar diversos tipos de células maturas através de factores de crescimento e outras proteínas regularizadoras. Aliás, foi já percorrido um notável caminho no campo experimental, aplicando inclusive os métodos mais avançados de engenharia genética e de biologia molecular para a análise do programa genético que opera nas células estaminais[x], e para a comutação de genes desejados em células estaminais ou progenitoras que, implantadas, sejam capazes de devolver a tecidos doentes as suas funções específicas[xi]. Basta dizer, apoiados nos textos transcritos, que, no homem, as células estaminais da medula óssea, donde se formam todas as várias linhas de células hemáticas, têm como sinal identificador a molécula CD34; e que, depois de purificadas, são capazes de reconstituir toda a população hemática em pacientes que recebem doses ablativas de radiações e de quimioterapia, e isso numa velocidade proporcional à quantidade de células usadas. Além disso, há já indícios de como guiar o desenvolvimento de células estaminais nervosas (NSCs) utilizando diversas proteínas - tais como a neuroregulina e a proteína 2 hosteomorfógena (BMP2, Bone Morphogenetic Protein 2) - que são capazes de encaminhar as NSCs para se tornarem neurões ou glúten (células neuronais de apoio, produtoras de mielina) ou mesmo músculo liso.
 
A satisfação, embora prudente, resultante de muitos dos trabalhos citados, é um índice das grandes promessas que as "células estaminais adultas" reservam para uma terapia eficaz de muitas patologias. Assim, D. J. Watt e G. E. Jones afirmam: "As células estaminais musculares, seja da linha mioblástica embrionária seja da adulta, podem tornar-se células da maior importância para tecidos distintos do original, e ser a chave de futuras terapias, inclusive para doenças diversas das de origem miógena" (p. 93); J. A. Nolta e D. B. Kohn, ressaltam: "Os progressos no uso da comutação genética nas células estaminais hematopoéticas permitiu iniciar experiências clínicas. As informações assim obtidas, orientarão avanços futuros. Em última análise, a terapia genética poderá permitir o tratamento de doenças genéticas e adquiridas, sem as complicações dos transplantes de células alogénicas" (p. 460); e D. L. Clarke e J. Frisén confirmam: "Estes estudos sugerem que as células estaminais, nos diferentes tecidos adultos, podem ser muito mais semelhantes do que até hoje se pensava às células embrionárias humanas, chegando a ter em alguns casos um repertório muito parecido" e "demonstram que as células nervosas adultas possuem uma ampla capacidade de desenvolvimento, e são potencialmente aptas a ser usadas para produzir uma variedade de tipos celulares para transplante em diversas doenças".
 
Todos estes progressos e os resultados já alcançados no campo das células estaminais adultas (ASC) deixam entrever não só a sua grande plasticidade, mas também uma ampla possibilidade de prestações, presumivelmente não distinta das utilizações das células estaminais embrionárias (ES), visto que a plasticidade depende em grande parte de uma informação genética, que pode ser reprogramada.
 
Evidentemente, não é possível ainda confrontar os resultados terapêuticos real e possivelmente alcançados utilizando as células estaminais embrionárias e as células estaminais adultas. Quanto a estas, estão já em curso, em várias firmas farmacêuticas, experimentações clínicas[xii], que deixam prever bons resultados e abrem sérias esperanças num futuro mais ou menos próximo. Quanto às células estaminais embrionárias, embora várias tentativas experimentais tenham dado sinais positivos[xiii], a sua aplicação no campo clínico -- devido precisamente aos graves problemas éticos e legais conexos -- requer uma séria ponderação e um grande sentido de responsabilidade face à dignidade de todo o ser humano.
 
Problemas éticos
 
Vista a índole do documento, formulam-se brevemente os problemas éticos essenciais que estas novas tecnologias implicam, indicando a resposta que resulta duma atenta consideração do sujeito humano desde o momento da sua concepção -- consideração essa que está na base da posição afirmada e proposta pelo Magistério da Igreja.
 
O primeiro problema ético, que é fundamental, pode ser formulado assim: "É moralmente lícito produzir e/ou utilizar embriões humanos vivos para a preparação de ES"?
 
"A resposta é negativa", pelas seguintes razões:
 
1. Partindo duma completa análise biológica, o embrião humano vivo é, a partir da fusão dos gametas, um sujeito humano com uma identidade bem definida, que começa, a partir daquele instante, o seu próprio desenvolvimento coordenado, contínuo e gradual, de tal forma que, em nenhuma etapa posterior, se pode considerar como um simples aglomerado de células[xiv].
 
2. Consequentemente, como "indivíduo humano", tem direito à sua própria vida; e, por isso, toda a intervenção que não seja em benefício do próprio embrião, constitui um acto que viola este direito. A Teologia Moral sempre ensinou que, no caso do "jus certum tertii", o sistema do probabilismo não é aplicável[xv].
 
3. Assim, a ablação da massa celular interna (ICM) do blastócito, que lesiona grave e irremediavelmente o embrião humano, interrompendo a sua evolução, é um ato gravemente imoral e, portanto, gravemente ilícito.
 
4. Nenhum fim considerado bom, como seja o uso das células estaminais obtidas a partir deles para a preparação doutras células diferenciadas em ordem a procedimentos terapêuticos há muito esperados, pode justificar tal intervenção. Um fim bom não faz boa uma ação que, em si mesma, é má­.
 
5. Para um católico, tal posição está confirmada pelo Magistério explícito da Igreja que, na encíclica Evangelium Vitae -- referindo-se já à Instrução Donum Vitae da Congregação para a Doutrina da Fé --, afirma: "A Igreja sempre ensinou -- e ensina -- que tem de ser garantido ao fruto da geração humana, desde o primeiro instante da sua existência, o respeito incondicional que é moralmente devido ao ser humano na sua totalidade e unidade corporal e espiritual: "O ser humano deve ser respeitado e tratado como uma pessoa desde a sua concepção e, por isso, desde esse mesmo momento, devem-lhe ser reconhecidos os direitos da pessoa, entre os quais, e primeiro de todos, o direito inviolável de cada ser humano inocente à vida"" (n. 60)[xvi].
 
O segundo problema ético pode ser formulado assim: "É moralmente lícito efectuar a chamada "clonação terapêutica" através da produção de embriões humanos clonados e a sua posterior destruição para a produção de ES"?
 
"A resposta é negativa", pela razão seguinte:
 
Todo o tipo de clonação terapêutica, que implique a produção de embriões humanos e a posterior destruição dos mesmos com o fim de obter as suas células estaminais, é ilícita; cai-se no mesmo problema ético anteriormente exposto, que não pode ter senão uma resposta negativa[xvii].
 
O terceiro problema ético pode-se formular assim: "É moralmente lícito utilizar as ES, e as células diferenciadas delas obtidas, que sejam eventualmente fornecidas por outros pesquisadores ou encontradas à venda"?
 
"A resposta é negativa", porque, para além de compartilhar, formalmente ou não, a intenção moralmente ilícita do agente principal, no caso em exame dá-se a cooperação material próxima na produção e manipulação de embriões humanos por parte do produtor ou fornecedor.  
 
Em conclusão, resultam evidentes a seriedade e a gravidade do problema ético levantado pela vontade de estender ao campo de pesquisa humana a produção e/ou o uso de embriões humanos, mesmo por motivos humanitários.
 
A possibilidade, já comprovada, de utilizar células estaminais adultas para conseguir os mesmos objetivos pretendidos com as células estaminais embrionárias -- apesar de se exigirem ainda muitos passos, em ambas as áreas aliás, até se obter resultados claros e definitivos -- indica-a como a via mais razoável e mais humana a percorrer para um progresso correto e válido neste novo campo que se abre à pesquisa e a promissoras aplicações terapêuticas. Estas representam, sem dúvida, uma grande esperança para um número considerável de pessoas doentes.
 
 
Prof. Juan de Dios Vial Correa
Presidente
Ex..mo e Rev.mo Mons. Elio Sgreccia
   
Vice-Presidente
 
Vaticano, 25 Agosto 2000. 

Notas bibliográficas 
 
[i]. Cf. M. LOEFFLER, C.S. POTTEN, Stem cells and cellular pedigrees - a conceptual introduction, em C. S. POTTEN (ed), Stem Cells, Academic Press, London 1997, 1-27; D. Van der KOOY, S. WEISS, Why Stem Cells? Science 2000, 287, 1439-1441.
 
[ii]. Cf. T. NAKANO, H. KODAMA, T. HONJO, Generation of lymphohematopoietic cells from embryonic stem cells in culture, Science 1994, 265, 1098-1101; G. KELLER, In vitro differentiation of embryonic stem cells, Current Opinion in Cell Biology 1995, 7, 862-869; S. ROBERTSON, M. KENNEDY, G. KELLER, Hematopoietic commitment during embryogenesis, Annals of the New York Academy of Sciences 1999, 872, 9-16.
 
[iii]. Cf. J. A. THOMSON, J. ITSKOVITZ-ELDOR, S. S. SHAPIRO e outros, Embryonic stem cells lines derived from human blastocysts, Science 1998, 282, 1145-1147; G. VOGEL, Harnessing the power of stem cells, Science 1999, 283, 1432-1434.
 
[iv]. Cf. F. M. WATT, B. L. M. HOGAN, Out of Eden: stem cells and their niches, Science 2000, 287, 1427-1430.
 
[v]. Cf. J. A. THOMSON, J. ITSKOVITZ-ELDOR, S. S. SHAPIRO e outros, obra cit.
 
[vi]. Cf. U. S. CONGRESS, OFFICE OF TECHNOLOGY ASSESSMENT, Neural Grafting: Repairing the Brain and Spinal Cord, OTA-BA-462, Washington, DC, U. S. Government Printing Office, 1990; A. McLAREN, Stem cells: golden opportunities with ethical baggage, Science 2000, 288, 1778.
 
[vii]. Cf. E. MARSHALL, A versatile cell line raises scientific hopes, legal questions, Science 1998, 282, 1014-1015; J. GEARHART, New potential for human embryonic stem cells, Ibidem, 1061-1062;  E. MARSHALL, Britain urged to expand embryo studies, Ibidem, 2167-2168; 73 SCIENTISTS, Science over politics, Science 1999, 283, 1849-1850; E. MARSHALL, Ethicists back stem cell research, White House treads cautiously, Science 1999, 285. 502; H. T. SHAPIRO, Ethical dilemmas and stem cell research, Ibidem, 2065; G. VOGEL, NIH sets rules for funding embryonic stem cell research, Science 1999, 286, 2050; G. KELLER, H. R. SNODGRASS, Human embryonic stem cells: the future is now, Nature Medicine 1999, 5, 151.152; G. J. ANNAS, A. CAPLAN, S. ELIAS, Stem cell politics, ethics and medical progress, Ibidem, 1339-1341; G. VOGEL, Company gets to cloned human embryos, Science 2000, 287, 559; D. NORMILE, Report would open up research in Japan, Ibidem, 949; M. S. FRANKEL, In search of stem cell policy, Ibidem, 1397; D. PERRY, Patients voices: the powerful sound in the stem cell debate, Ibidem, 1423; N. LENOIR, Europe confronts the embryonic stem cell research challenge, Ibidem, 1425-1427; F. E. YOUNG, A time for restraint, Ibidem, 1424; EDITORIAL, Stem cells, Nature Medicine 2000, 6, 231.
 
[viii]. D. DAVOR, J. GEARHART, Putting stem cells to work, Science 1999, 283, 1468-1470.
 
[ix]. Cf. C. S. POTTEN (ed), Stem Cells, Academic Press, London 1997, pp. 474; D. ORLIC, T. A. BOCK, L. KANZ, Hemopoietic Stem Cells: Biology and Transplantation, Ann. N. Y. Acad. Sciences, vol. 872, New York 1999, pp. 405; M. F. PITTENGER, A. M. MACKAY, S. C. BECK e outros, Multilineage potential of adult human mesenchymal stem cells, Science 1999, 284, 143-147; C. R. R. BJORNSON, R. L. RIETZE, B. A. REYNOLDS e outros, Turning brain into blood: a hematopoietic fate adopted by adult neural stem cells in vivo, Science 1999, 283, 534-536; V. OUREDNIK, J. OUREDNIK, K. I. PARK, E. Y. SNYDER, Neural Stem cells - a versatile tool for cell replacement and gene therapy in the central nervous system, Clinical Genetics 1999, 56, 267-278; I. LEMISCHKA, Searching for stem cell regulatory molecules: Some general thoughts and possible approaches, Ann. N. Y. Acad. Sci. 1999, 872, 274-288; H. H. GAGE, Mammalian neural stem cells, Science 2000, 287, 1433-1438; D. L. CLARKE, C. B. JOHANSSON, J. FRISEN e outros, Generalized potential of adult neural stem cells, Science 2000, 288, 1660-1663; G. VOGEL, Brain cells reveal surprising versatility, Ibidem, 1559-1561.
 
[x]. Cf. R. L. PHILLIPS, R. E. ERNST, I. R. LEMISCHKA, e outros, The genetic program of hematopoietic stem cells, Science 2000, 288, 1635-1640.
 
[xi].&nbs

PATROCÍNIO PAULISTA

15:04 @ 28/01/2007

PATROCÍNIO PAULISTA

Com quadro estável, bebê anencéfala completa 51 dias

Edson Silva/Folha Imagem
A bebê anencéfala Marcela de Jesus, que completou 51 dias, segura o dedo da mãe, Cacilda Galante

LUÍS FERNANDO MANZOLI
DA FOLHA RIBEIRÃO
A bebê anencéfala (sem cérebro) Marcela de Jesus Galante Ferreira, de Patrocínio Paulista, completou ontem 51 dias de vida, sendo 19 deles sem nenhum tipo de intercorrência clínica -- a última, uma parada cardíaca, ocorreu em 22 de dezembro.
Desde então, Marcela segue com quadro estável. Ela respira com a ajuda de um capacete de oxigênio, passa períodos de até 10 minutos no colo da mãe, Cacilda Galante, e é alimentada com leite por sonda.
A longevidade de Marcela não é recorde entre bebês com anencefalia no Brasil, segundo a Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia).
De acordo com o obstetra Jorge Andalaft Neto, que preside a Comissão de Interrupção da Gestação Autorizada por Lei da entidade, outras crianças com o mesmo problema já viveram no país por mais tempo, mas que atualmente não há nenhum outro caso conhecido.
O médico disse que o último caso de vida prolongada de anencéfalo ocorreu no interior de Goiás, há cinco anos. "O bebê viveu três meses." Bebês com anencefalia geralmente sobrevivem poucas horas após o nascimento.

Bispo venezuelano responde a novos ataques de Chávez contra a Igreja
 
CARACAS, 11 Jan. 07 (ACI) .- Dom Roberto Lückert León, Arcebispo de Coro e alvo principal das diatribes que Hugo Chávez lançou contra a Igreja na quarta-feira durante a cerimônia de toma de posse de seu terceiro mandato, explicou que o objetivo do mandatário é desqualificar à Igreja como voz crítica.
 
Durante sua instalação como Presidente reeleito da Venezuela, Chávez voltou a pronunciar um de seus habituais discursos erráticos improvisados nos que anunciou o caminho “irreversível” ao socialismo, chamou Jesus de “um dos grandes socialistas da história” e disse que pretendia procurar a reeleição sem limites para não deixar o governo.
 
“A Estado respeita à Igreja, a Igreja deve respeitar ao Estado, eu não queria voltar para os tempos da confrontação com os bispos, mas não é minha eleição, é dos bispos venezuelanos, eu estarei aqui com meu fogo, defendendo ao Estado Venezuelano”, disse Chávez em seu discurso.
 
Posteriormente criticou duramente a Dom Lückert, a quem assinalou como “exemplo da oligarquia na Igreja Católica venezuelana”.
 
O monsenhor Lucker (sic) vai me esperar no inferno, ele não vai para o céu, ele vai para o inferno, estou seguro que para o céu não vai e eu não acredito que vá”, disse Chávez.
 
“Como ele adora atropelar a verdade, dizer mentiras, atropelar à figura do chefe do Estado, ele é feliz assim! Que seja feliz, Monsenhor e que Deus o perdoe porque eu acredito que esse não é o caminho de Cristo, é o caminho da mentira, da maldade, da infâmia. Perdoa-o, Senhor, que possivelmente não sabe o que diz”, adicionou.
 
Em uma entrevista radial, Dom Lückert respondeu com calma, assinalando que as declarações de Chávez “falam mais dele mesmo que de seus inimigos”, e lamentou que o mandatário desejasse “ver todas as instituições submetidas e adulando-o”.
 
“O objetivo do Presidente é desqualificar à Conferência Episcopal Venezuelana, mas infelizmente não o vai obter”, explicou o Arcebispo de Coro.
 
“Já não somente hoje me mandou ao inferno, senão que também junto comigo está o presidente Fox, o Cardeal (Rosalio) Castillo (Lara) e os magistrados da Corte Suprema”, assinalou o Prelado.
 
“Tudo forma parte de uma campanha pessoal de Chávez para desqualificar à Igreja na Venezuela; que contudo não poderá conseguir porque a Igreja têm 2 mil anos de vida e ele é contingente, ele durará até o ano 21”.
 
“Pois bom, que o Senhor lhe dê longa vida para que veja a torta (confusão) que está gerando neste país”, disse o Prelado.
 
Entretanto, Dom Lückert concluiu com tom conciliador, com um pedido “ao Senhor para que ilumine o nosso Presidente para que verdadeiramente dirija o país por caminhos de progresso e de comunhão de todos os venezuelanos”.

 

Pacote socialista de Chávez pega população de surpresa
Venezuelanos ainda estão em dúvida se ‘Socialismo ou Morte’ foi bravata ou início de revolução
Paulo Moreira Leite, ENVIADO ESPECIAL CARACAS
 
Quarenta e oito horas depois da terceira posse de Hugo Chávez na presidência da Venezuela, o país ainda se recupera do susto. Compreende-se. Não é todo dia que um chefe de Estado rompe o formalismo vazio dos discursos de posse para avisar ao eleitorado que decidiu mudar o regime econômico do país a partir de três palavras duras e trágicas: “Pátria, socialismo ou morte.”

A impressão em Caracas, partilhada por cidadãos humildes que se definem como eleitores fanáticos de Chávez e também intelectuais de ar sisudo, envolve uma dúvida essencial. Ou Chávez pronunciou um dos grande blefes da história sul-americana, já riquíssima em afirmações demagógicas dessa natureza, ou fez um pronunciamento que marca uma travessia grave e histórica, equivalente ao discurso de 1961 em que Fidel Castro rompeu com os Estados Unidos e anunciou a adesão de Cuba ao socialismo.

Chávez passou o dia fora, em visita a Nicarágua, onde participou dos festejos pela posse do sandinista Daniel Ortega - a quem entregou uma réplica da espada de Simón Bolivar. Em Caracas, a população discutia o que vai acontecer com o país daqui para a frente. Organizada em torno de Manoel Rosales, candidato vencido por Chávez em dezembro, a oposição decidiu dar início a uma “mobilização nacional” contra o “Estado socialista”. Um oposicionista lembrou que “não se falou em socialismo durante a campanha, mas em metrô e investimentos para a saúde”.

O rumo deste debate é difícil de prever. Nas palavras de um executivo brasileiro que vive há três anos na Venezuela, “os eleitores de Chávez são fanáticos como nunca se viu. Sabe nossas torcidas de futebol em dia de final no Maracanã? É daí para mais”.

O Estado ouviu um desses eleitores, ontem, em Caracas. “Chávez é super”, dizia ele, um vendedor ambulante, brinco na orelha, que vendia mexericas, pêssegos e maçãs numa das saídas do metrô. “Ele cuida dos pobres. Temos dinheiro, posto de saúde. Tínhamos 5 milhões de pessoas sem estudar. Agora, até são pagas para ir à escola”, acrescenta, referindo-se ao Bolsa Família venezuelano. Ele compara a situação da Venezuela com a Colômbia e afirma: “Nossa situação é muito melhor. Além de tudo, lá eles têm guerrilha, droga...”

Mesmo esse eleitor-torcedor dá um sorriso amarelo quando se pergunta pela alteração constitucional que pode permitir a Chávez concorrer a toda reeleição que desejar. “Aí eu não gosto”, afirma, com o sorriso de quem enxerga uma esperteza exagerada nessa idéia. E o socialismo? “Não sei.”

“Sou contra o socialismo. Sou democrata”, explica uma arrumadeira que trabalha no centro da capital. “Chávez fez coisas boas mas não respeita quem não gosta dele.”

Uma emissora de TV que decidiu fazer uma enquete sobre o assunto recolheu opiniões a favor e contra, mas concluiu que a maioria dos eleitores preferia dizer que não tinha acompanhado o discurso. Não é bem isso. A posse foi transmitida em todos os canais e a visão de “Pátria, Socialismo ou Morte” foi o tema da primeira página dos jornais de ontem. Chávez voltou a repetir essas palavras na Nicarágua, numa cena que também foi exibida ao vivo na Venezuela.

As dúvidas sobre o efeito concreto das medidas anunciadas pelo governo envolvem mesmo parlamentares da base governista que, graças a um boicote dos adversários, levou 100% das cadeiras da Assembléia Nacional. Chávez fez tantas promessas e anunciou tantas novidades nas 2h40 de seu discurso de posse que, segundo uma reportagem do jornal El Nacional, um deputado chegou a comentar: “Ainda não consegui entender com clareza todos esses termos novos.”

A verdade é que mesmo empresários que ganharam muito dinheiro graças a um ano de crescimento espetacular, como 2006, têm receio de realizar investimentos no país - em função das incertezas que rondam os negócios.

FALTA DE INVESTIMENTOS

Observadores da economia sustentam que a decisão de anunciar a estatização de diversos setores não tem origem exclusivamente na ideologia do presidente Hugo Chávez - mas na falta de investimentos das empresas privadas, que perdem o ânimo para colocar dinheiro num ambiente de incertezas crescentes.

“Nem a China comunista fala mais em socialismo. Isso acabou”, afirma o diplomata Milos Alcalay, que representou a Venezuela nas Nações Unidas. Para Manuel Rosales, candidato presidencial derrotado na eleição de dezembro, “socialismo é apenas um rótulo para a concentração de poderes e opressão do país”.

Para o deputado Luis Tascon, da base do governo, o socialismo “vai acabar com a desigualdade”. Um dos homens de maior peso no terceiro mandato, o vice-presidente Jorge Rodríguez explica que as reformas programadas por Chávez se referem “ao Estado socialista que estamos fundando”.

Os sinais de crise e desgaste são pequenos mas mesmo assim significativos. Por exemplo: o governo tenta controlar o câmbio mas é sabotado até por funcionários do Estado, que agem sem muitos pudores. Na saída do Aeroporto Internacional de Caracas, um policial nem tira o uniforme para se oferecer para fazer câmbio para turistas - a uma taxa 40% acima da oficial.

A todo momento, a cena política venezuelana dá a sensação, mesmo a um visitante recém-chegado, de que o país vive as vésperas de um grande impasse, onde grandes confrontos parecem possíveis e quem sabe inevitáveis.

O que vai acontecer? Crítico duríssimo de Chávez, o sociólogo Antonio Cavo, de Caracas, tem uma opinião que é útil para todas as partes. Para ele, o país vive uma situação onde as pessoas “não vão agir pelo que sabem, lêem ou conversam. Não adianta falar, convencer. As pessoas reagem de acordo com aquilo que sentem”.

Chávez amplia as estatizações e ameaça empresas lucrativas 
 
Fonte: http://txt.estado.com.br/editorias/2007/01/12/int-1.93.9.20070112.2.1.xml 
 
Intervenção atingirá todo o setor de eletricidade; firmas que tiverem 'lucros elevados' serão sobretaxadas 
 
CARACAS 
 
O presidente Hugo Chávez vai ampliar ainda mais a intervenção do Estado na economia para levar a Venezuela rumo ao que chama de "socialismo do século 21". O ministro das Finanças, Rodrigo Cabezas, anunciou ontem que o plano de estatização do governo atingirá todas as empresas que atuam no setor de eletricidade do país. Cabezas disse ainda que o governo pode nacionalizar os quatro projetos de exploração de petróleo extra-pesado na faixa do Rio Orinoco, tocados por multinacionais estrangeiras, e aumentar os impostos das empresas que tiverem "lucros elevados". 
 
Além das estatizações, Chávez também pretende aprovar uma lei que lhe permita ser reeleito indefinidamente, mudar o nome oficial do país para República Socialista da Venezuela e conferir-lhe uma nova "divisão política territorial", que substituirá prefeituras por conselhos de cidadãos, eliminando o risco de derrota nas eleições municipais. A oposição venezuelana reagiu afirmando que vai organizar uma ampla campanha de mobilização, segundo Manuel Rosales, o candidato derrotado por Chávez nas eleições de dezembro. "Não vamos deixar que a nossa democracia seja perdida e que Chávez e seus aliados se perpetuem no poder", disse Rosales. "Chávez se converteu em um tirano que ordena em público a outros poderes o que eles devem fazer." 
 
MUDANÇAS RÁPIDAS 
 
A velocidade com que o governo está anunciando as medidas está surpreendendo os venezuelanos. Cabezas confirmou a ampliação da nacionalização do setor elétrico quando dava uma entrevista para a TV estatal. "A nacionalização inclui todo o setor elétrico", disse Cabezas ao ser questionado se a companhia Eletricidade de Caracas, controlada pela americana AES, também passaria para o controle estatal. "Esse setor é estratégico e deve estar sob coordenação do Estado", disse. 
 
Chávez havia causado tensão no mercado financeiro venezuelano no início da semana ao anunciar que estatizaria os setores de eletricidade e telefonia. Ele citou explicitamente apenas a CANTV, a maior operadora de telefonia e provedora de serviços de internet na Venezuela. Ainda na terça-feira, antes de o nome da empresa ter sido confirmado, as ações da Eletricidade de Caracas caíram 20% na Bolsa de Valores venezuelana e suas negociações tiveram de ser suspensas. Ontem, quando elas foram retomadas, os papéis caíram 3,3%. A Eletricidade de Caracas é uma das empresas mais antigas do país e, ao contrário da CANTV (privatizada em 1991), nunca foi estatal. 
 
Com a declaração de Cabezas, entraram na lista das estatizações outras empresas, como a Seneca, controlada pela americana CMS Energy, que opera um gerador de energia na Ilha Margarita. No setor de telecomunicações, porém, a CANTV será a única  empresa do setor a ser privatizada, de acordo com o ministro dessa pasta, Jesse Chacon. 
 
Segundo Cabezas, o governo também pretende nacionalizar completamente os quatro projetos de exploração de petróleo extra-pesado na faixa do Rio Orinoco, se fracassarem as negociações com as empresas estrangeiras que atuam na região, como a  British Petroleum, e a americanas ExxonMobil. Na segunda-feira Chávez já havia ameaçado mexer nos contratos dessas empresas que, desde o ano passado, estão negociando a formação de joint-ventures nas quais a estatal PDVSA, por imposição do governo venezuelano, teria 51% de participação. 
 
Cabezas também anunciou que o governo procurará aumentar os impostos sobre as companhias que tiverem "lucros elevados". Ele explicou que ainda não foi definido qual "mecanismo" será usado nas nacionalizações e estatizações, mas disse que o mais provável será a elaboração de uma lei específica, incluída no pacote que Chávez pretende aprovar quando receber da Assembléia Nacional poderes extraordinários para governar por decreto. "Não haverá ações arbitrárias do ponto de vista jurídico", garantiu  Cabeças. "Ninguém vai roubar a CANTV de seus donos, sem um procedimento legal." 
 
Durante a cerimônia que marcou o início de seu terceiro mandato consecutivo, na quarta-feira, Chávez anunciou que já está redigindo a proposta que permitirá a reeleição indefinida, o que abriria caminho para que fique no poder por décadas. No mesmo dia, a presidente da Assembléia, Cilia Flores concordou aprovar, a pedido do presidente, a "Lei Habilitante" - instrumento que lhe permitirá governar por decreto. Entre as medidas polêmicas também estão a formação de um partido único que reúna todas as correntes governistas e a recusa em renovar a concessão da Radio Caracas Televisão, considerada por Chávez um "pilar do golpismo e da desestabilização". AP, AFP E EFE 
 
AS MEDIDAS DE CHÁVEZ 
 
Poder - Reforma Constitucional para permitir a reeleição indefinida do presidente e pedido de aprovação de lei permitindo governar por decreto.

Estatização - Estatização das empresas de telecomunicação e eletricidade; maior controle estatal sobre exploração de petróleo na bacia do Rio Orinoco; fim da autonomia do Banco Central. 
 
Livre iniciativa - Ameaça de sobretaxar empresas privadas que tiverem 'lucros elevados'. 
 
País - Mudança do nome do país de República Bolivariana para República Socialista da Venezuela e revisão da divisão político-territorial, reforçando os conselhos comunitários. 
 
Partidos - Criação de partido socialista único, com fusão dos partidos governistas. 
 
Bloco Comercial - Ampliação da "Alternativa Bolivariana para as Américas" (Alba). 
 
Televisão - Não renovação de licenças de emissoras "subversivas". 


Nova 'geometria do poder' ameaça prefeituras 
 
Desenhar "uma nova geometria do poder" e "revisar a divisão político-territorial do país" foram outras promessas polêmicas do  presidente Hugo Chávez em seu discurso de posse anteontem. Ele não deu detalhes, mas o articulista Eugenio Martínez, do jornal 'El Universal', diz que essa nova geografia da Venezuela seria obtida com o fortalecimento dos conselhos comunitários - criados no ano passado para a gestão de políticas públicas nos bairros -, que assumiriam as funções atuais das prefeituras. "No próximo ano os venezuelanos terão a primeira megaeleição de cargos comunitários. Os prefeitos e governadores já não existirão", escreveu Martínez, que prevê mudança de status dos 335 municípios para facilitar a criação de cidades e territórios federais. "A meta do presidente é que nas cidades comunitárias não sejam necessários os conselhos municipais, as juntas paroquiais e muito menos as prefeituras." Atualmente há 13 mil conselhos comunitários na Venezuela, de acordo com dados oficiais. Eles receberão este ano mais de US$ 4,2 bilhões - ante US$ 1,1 bilhão em 2006 -, segundo dados oficiais divulgados pelo 'El Universal' na segunda-feira. 


Modelo é inspirado em Cuba
 
The Washington Post* 
 
Antes de sua reeleição como presidente venezuelano no mês passado, Hugo Chávez declarou que seu objetivo era receber 10 milhões de votos e com isso um mandato para acelerar fortemente o que chama de revolução socialista do século 21. 
 
No fim, apesar de uma campanha unilateral que deixou a maioria dos venezuelanos acreditando que poderia ser punida se não votasse nele, Chávez recebeu apenas 7 milhões de votos; o candidato da oposição recebeu 4 milhões. Entretanto, a arremetida do presidente para transformar seu país está em curso - e o modelo se parece em muito com a Cuba do século 20. 
 
Nas últimas duas semanas, Chávez reformou seu gabinete para eliminar vozes semi-independentes, disse que formará um partido único governante e anunciou planos para governar por decreto no próximo ano. Disse que fechará a rede de televisão mais popular do país, que tem sido crítica a seu governo, extinguirá a independência do Banco Central, e nacionalizará companhias telefônicas e de eletricidade - incluindo uma parcialmente pertencente à Verizon e outra à AES, baseada em Alexandria, Virgínia. 
 
O código comercial será mudado; um ministro declarou a intenção de colocar novos limites aos lucros das companhias privadas restantes. 

Embora algumas empresas de comunicações privadas permanecerão, Andrés Izarra, o diretor da rede estatal e um colaborador próximo de Chávez, declarou que o plano do regime é "uma hegemonia estatal das comunicações e da informação." 
 
O alvoroço venezuelano provocou preocupações compreensíveis entre líderes democráticos latino-americanos, alguns dos quais até agora se continham, dando a Chávez o benefício da dúvida. José Miguel Insulza, o chileno que foi eleito secretário-geral da Organização dos Estados Americanos com apoio venezuelano, emitiu uma declaração na semana passada dizendo que a promessa de Chávez de revogar a licença da RCTV "dá a impressão de uma forma de censura contra a liberdade de expressão" e "não tem precedentes nas décadas recentes de democracia (latina)." 
 
O presidente infalivelmente vulgar respondeu publicamente chamando o líder da OEA de "pendejo", uma palavra espanhola que poderia ser traduzida como "idiota", mas é bem menos polida. 
 
Alguns verão as ações de Chávez como uma ameaça aos interesses americanos. Certamente, os que advertem que não é inteligente contar com a Venezuela para continuar fornecendo até 15% das importações americanas de petróleo têm alguma razão. 

Se bens de companhias americanas forem encampados sem uma indenização justa, a Venezuela deveria ser sujeita a penalidades. Mas a principal ameaça representada por Chávez é aos 26 milhões de habitantes da Venezuela. Se ele der curso a suas ameaças, eles poderão esperar uma sistemática diminuição da liberdade e - se a história do socialismo conta - um empobrecimento nacional. 


Inteligência dos EUA e UE atacam presidente 
 
WASHINGTON 
 
O diretor de Inteligência Nacional dos EUA, John Negroponte, afirmou ontem que os governos de Hugo Chávez e Evo Morales são uma ameaça à democracia. "O maior risco para a democracia está na Venezuela e na Bolívia", disse, em informe ao Senado sobre ameaças à segurança americana. Negroponte, que aguarda audiência de confirmação como vice-secretário de Estado, afirmou que Chávez e Evo "estão se aproveitando de sua popularidade para debilitar a oposição e eliminar qualquer controle sobre sua autoridade". Ele também manifestou preocupação com a aquisição de armas e equipamento militar pela Venezuela e as medidas anunciadas por Chávez. 
 
A União Européia divulgou comunicado ontem alertando sobre os projetos de Chávez e pedindo que Caracas respeite os "interesses legítimos" das empresas que investiram no país. O bloco pediu ainda que Chávez não restrinja a liberdade de expressão com a não-renovação de concessão de emissoras de TV. 
 
AP E JAMIL CHADE 


'O socialismo do século 21 de Chávez nunca existiu'
 
Entrevista:  Emeterio Gómez, economista venezuelano 
 
Ruth Costas 
 
Para o economista venezuelano Emeterio Gómez, professor da Universidade Central da Venezuela e autor do livro Dilemas de uma Economia Petrolífera, nem Chávez sabe o que afinal é "o socialismo do século 21". Gómez explicou ao Estado por telefone por que acredita que o presidente Hugo Chávez toma suas decisões de acordo com as circunstâncias. 

Qual é o próximo passo do presidente venezuelano? 
 
É difícil dizer, mas Chávez deu uma pista quando, no final de seu discurso de posse, disse que revisaria a divisão político-territorial do país. Ele quer descentralizar o poder, dando mais atribuições aos conselhos comunitários, que hoje participam da gestão dos bairros. É possível que ele substitua as prefeituras por esses conselhos. 
 
Associações de moradores administrarão as cidades? 
 
Pode ser. Não dá para dizer com certeza, porque Hugo Chávez ainda não deu detalhes. É provável que nem mesmo ele saiba direito como vai funcionar mais esse projeto. A verdade é que Chávez não tem idéia do que é esse tal de socialismo do século 21. 
 
Como assim? 
 
Não há um projeto definido para o país, com etapas e metas a ser cumpridas. O presidente e seus aliados vão anunciando mudanças pontuais, conforme as circunstâncias e a necessidade que sentem de causar polêmica. Um dia resolvem entregar uma empresa para uma cooperativa de trabalhadores, no seguinte assumem as operações de uma companhia falida e no outro fazem esse estardalhaço sobre as estatizações. 
 
Muitos venezuelanos eram céticos sobre os planos de Chávez para implantar o socialismo. Todos se convenceram? 
 
Os anúncios feitos no início desse terceiro mandato causaram alarde. De fato, agora todos acreditam nessa possibilidade. Nós só não nos convencemos de que essa experiência será diferente da de Cuba, China ou Rússia. Por mais que Hugo Chávez queira dar uma roupagem nova para o seu projeto socialista, as medidas que adotou até agora são fragmentos de políticas que fracassaram no passado, ao serem implementadas nesses países. Mais uma prova que o tal socialismo do século 21 não existe.

No dia 11 de fevereiro de 2007 (dia de Nossa Senhora de Lourdes), os portugueses irão às urnas a fim de dizerem sim ou não ao aborto. O polêmico referendo foi convocado no dia 29 de novembro de 2006, pelo presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva.
 
A pergunta será a seguinte: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
 
O Código Penal português inclui o aborto entre os "crimes contra a vida intra-uterina", enumerados nos artigos 140 e 141.
Há uma campanha internacional de oração por Portugal, que se baseia na jaculatória ensinada por Nossa Senhora em Fátima, com o acréscimo de "preservai Portugal do aborto":   
Ó Meu Jesus,
perdoai-nos,
livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu,
principalmente aquelas que mais precisarem.
Nossa Senhora de Fátima, preservai Portugal do aborto.
Reze e faça rezar. Espalhe esta oração pelos seus amigos do mundo inteiro.
 
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

 

 
Segundo informe da Conferência Episcopal
 
PARIS, quinta-feira, 11 de janeiro de 2007 (ZENIT.org).- A França recebeu um sinal de alerta ante o crescente satanismo enfrentado pelas estruturas cristãs. A denúncia, apoiada por números e estatísticas, é do Pe. Benoit Domergue, sacerdote da diocese de Burdéus, responsável pelo estudo deste fenômeno por encargo da Conferência Episcopal francesa.

O Pe. Domergue fez público recentemente um informe no qual demonstra que no último ano, os fenômenos de profanação de igrejas, cemitérios e lugares de culto cristãos chegou a níveis recordes: em 2006, foram 214 casos deste tipo, 60% a mais que no ano anterior.

Mas segundo os especialistas do setor, trata-se de um número aproximado, já que muitos dos atos anticristãos de sinal diabólico não são descobertos pelos investigadores.

São principalmente os jovens os autores desses gestos: «O ressurgimento do satanismo se deve a duas causas concomitantes -- explica o Pe. Domergue ao diário «Avvenire». Por um lado, uma sub-cultura coletiva, veiculada por certa música rock, alguns videogames e quadrinhos de tipo ‘gótico’; por outro, uma neurose individual, típica da condição adolescente».

Justamente por isso, Domergue se encontrou, desde 2000 até hoje, com cerca de 50.000 rapazes e moças do ensino médio e superior em todo o país: «Internet, shows, rock: são estes os momentos nos quais os muitos jovens entram em contato com o mundo satânico. O fenômeno está muito mais estendido do que se crê», diz o Pe. Domergue. E Jean-Michel Roulet, presidente de Miviludes, a Agência ministerial de vigilância contra as seitas, aumenta o sinal de alerta: «5% dos suicídios de jovens com menos de 25 anos -- cerca de cem por ano --, são atribuíveis ao satanismo», declarou à revista «L’Express», que em abril passado dedicou a este fenômeno uma pesquisa detalhada.

E em seu informe sobre as seitas, feito público em março de 2006, a agência Miviludes considera «sensível» o aumento do fenômeno do satanismo, que encontra adeptos graças a «valores anticristãos e anti-republicanos», apoiando-se em «gostos musicais, práticas sexuais desviadas, atitudes pronunciadas com relação à magia e o vampirismo».

As regiões francesas mais afetadas pela praga satânica em versão anticristã são a Alsácia e a Bretanha. Foi justamente em Alsácia onde David Oberdorf, um trabalhador da Peugeot, matou um sacerdote local com 33 punhaladas.

E justamente em Bretanha, em 2006, verificou-se uma série de inquietantes acontecimentos, obra de dois rapazes muito jovens. No lapso de quinze dias, Amandone Tatin, de 20 anos, e Ronan Cariou, de 21, colecionaram uma série impressionante de ações satânicas contra lugares cristãos: dois cemitérios profanados, o incêndio de uma capela e uma cruz, a exumação de um cadáver.

Uma vez presos, os dois declararam ter atuado sob o impulso de um «ódio absoluto contra todas as religiões».

 

PARIS, 13 Jan. 07 (ACI) .- Uma conhecida revista religiosa informou recentemente que a França já não é mais um país católico”, logo de dar a conhecer uma pesquisa em que se aprecia uma descida, durante a última década, de 30 por cento no número de católicos no país galo.
 
"Em suas instituições, mas também na mentalidade, França já não é mais um país católico”, escreve Frederic Lenoir, editor principal da revista Le Monde des Religions (O Mundo das Religiões).
 
A princípios dos ‘90s, os católicos franceses constituíam 80 por cento da população total. Atualmente são 51 por cento, solo a metade afirma acreditar em Deus, e diz que segue sendo católico porque segue uma tradição familiar.
 
Do mesmo modo, a pesquisa revela que só 10 por cento dos franceses assiste a Missa regularmente.
 
Por sua parte, os ateus subiram de 24 por cento em 1994 a 31 por cento, os seguidores do Islã constituem 4 por cento, os protestantes alcançam 3 por cento e os judeus são apenas um por cento dos franceses.

Voto eletronico

15:14 @ 28/01/2007

Voto eletronico
Data: Sat, 20 Jan 2007 23:30:37 -0200
CITANDO:

 

“Os furos no sistema eleitoral brasileiro 100% inseguro”

 

EU SEI EM QUEM VOTEI. ELES TAMBÉM.
MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU O MEU VOTO!

 

A todos (com cópias)

Está pior do que parecia. Se os furos no sistema eleitoral 100% inseguro são produto de incompetência generalizada ou se são intencionais, não temos meios de saber, mas que muitos dos resultados eleitorais brasileiros não têm nenhuma confiabilidade, isso está fora de dúvida.

Acessem o site abaixo e entendam essa afirmação. Se não pudermos confiar em nosso sistema eleitoral, todo o resto fica sem sentido. E o TSE foge de pedidos de perícia. E os meios de comunicação, mudos e calados. Rabo(s) preso(s)?

Abraço
Walter Del Picchia - Escola Politécnica/Universidade de S.Paulo

(Acesse e assine www.votoseguro.com/alertaprofessores )

 

-------------------------------- Mensagem Original ---------------------------------
Assunto: [VotoEletronico] A Precisão do Voto Eletrônico brasileiro - o Caso Alagoas
De:
Data: Qui, Janeiro 4, 2007 8:04 am
Para: Fórum do Voto Eletrônico <
voto-eletronico@encoder1.iron.com.br
>
Fórum do Voto Seguro <
votoseguro@yahoogrupos.com.br
>
"CIVILIS" <
civilis@yahoogrupos.com.br
>
----------------------------------------------------------
”Caso Alagoas”

 

Está disponível a partir de:
http://www.votoseguro.org/textos/alagoas1.htm


um relato sobre o recente relatório do Prof. Clóvis Torres Fernandes, do ITA, que analisou o funcionamento das urnas eletrônicas usadas no primeiro turno da eleição de Alagoas em 2006.

Este Relatório Fernandes-ITA deverá se tornar um novo marco do debate sobre a confiabilidade do voto eletrônico no Brasil, pois demonstra que:

* Mais de 35% das urnas eletrônicas geraram arquivos de controle (logs) corrompidos ou incompletos;
* Desconsiderando aquelas que deixaram de registrar o evento obrigatório do auto-teste, ainda restam mais de 7% de urnas com funcionamento irregular;
* Há casos em que outros arquivos do sistema, como o de resultados e o de assinaturas digitais, foram alcançados pelos erros no funcionamento das urnas;
* Há diferença de mais de 20 mil votos entre o total oficial e o registrado nos arquivos de controle.

Considerando-se as premissas:
1. as urnas operaram de forma irregular;
2. outros tipos de arquivos foram alcançados pela perda de integridade no funcionamento do sistema;
3. o administrador eleitoral recusou fornecer os arquivos de votos digitais para auditoria externa independente;
4. há diferença entre os totais de votos registrados em duas fontes diferentes do mesmo sistema;

conclui-se que é precipitada e pouco fundamentada a afirmação dos funcionários da secretaria de informática do TSE, de que o resultado da eleição Alagoas não teria sido afetado pelo mau funcionamento das urnas.

A posição do administrador eleitoral revela apenas um apelo à crença cega na palavra de seus funcionários e que a sociedade abdique de auditar o processo eleitoral.

Mas, deve-se acatar a palavra dos administradores do processo eleitoral, que impedem a auditoria dos resultados, ao afirmarem que urnas eletrônicas mesmo com mau funcionamento comprovado ainda assim produzem resultados confiáveis e inquestionáveis?

Estudos preliminares sobre os arquivos de controles de urnas eletrônicas em outros Estados indicam que lá o ocorreu o mesmo problema ocorrido e encontrado nas urnas eletrônicas de Alagoas, embora ainda não tenha sido quantificado como já foi em Alagoas pelo prof. Clóvis Fernandes.

Se fosse adotado como regra que urnas com funcionamento irregular, determinado e comprovado pelos seus respectivos arquivos de controle, tivessem seus resultados excluídos da apuração final, certamente haveria mudanças significativas entre os eleitos aos diversos cargos majoritários e proporcionais.

Desta forma, passam a ter sua eleição naturalmente colocada em dúvida aqueles eleitos com uma pequena margem de votos, como é o caso dos governadores eleitos com margem inferior a 1 ou 2% e dos deputados classificados nas últimas vagas.

Isto leva à principal conclusão sobre a confiabilidade do voto eletrônico no Brasil:

De forma semelhante que ocorre com as pesquisas eleitorais, o sistema eletrônico de votação e apuração brasileiro não possui 100% de precisão na aferição do resultado eleitoral.

Assim, o resultado oficial deveria ser comunicado da seguinte forma: "O candidato Fulano de Tal teve XX votos mais ou menos Y%".

Resta aprofundar um estudo estatístico independente sobre os dados oficiais de controle e de resultados (Arquivos de Registro Digitais dos Votos) para determinar qual é esta margem de precisão do sistema
eletrônico de apuração brasileiro.

Mas a possibilidade de ter que alterar o resultado eleitoral após uma auditoria da apuração incomoda boa parte dos administradores eleitorais, e até dos políticos eleitos que preferem não ver contestado o sistema que os elegeu, resultando em autoritarismo e rigidez de procedimentos e, consequentemente, acaba por criar este sistema eleitoral brasileiro cujos resultados, na prática, são inauditáveis.

Por isto na sugestão acima se fala em estudo INDEPENDENTE.

Para encerrar, ressalte-se que o Prof. Clóvis Torres Fernandes do ITA é mais um especialista em computação e segurança de sistemas que se manifesta favorável a adoção do Voto Impresso Conferido pelo Eleitor como forma de permitir uma auditoria automática da apuração eletrônica de votos, atenuando o problema da confiabilidade do sistema eletrônico de votação.

[ ]s
Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP

 Conheça o livro
FRAUDES e DEFESAS no Voto Eletrônico
http://www.votoseguro.org/livros
se quiser compreender a ,insegurança da urna eletrônica
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Assunto: [VotoEletronico] Mais um escândalo... E Feliz ano Novo!
De: "Walter Del Picchia" <
wdeltapi@shelter.com.br
>
Data: Sab, Dezembro 23, 2006 12:09 pm
Para:
voto-eletronico@listas.iron.com.br
(mais)

A todos (com cópias):
Essas notícias merecem ampla divulgação. Peço a todos que as divulguem, especialmente nos meios de comunicação. Como diria o Boris: Isso é uma vergonha!
Os meios de comunicação e a sociedade brasileira precisam saber como são realizadas nossas eleições. Como está bichado o sistema eletrônico recebido dos presidentes anteriores do TSE pelo Min. Marco Aurélio e seus auxiliares, um verdadeiro abacaxi! E agora, para não reconhecerem que gastou-se uma fortuna nesse sistema 100% inseguro, eles tem que cometer até ilegalidades.

Esse sistema tem que ser consertado urgentemente. O Min. Marco Aurélio tem que cumprir o declarado, permitindo o teste técnico público que solicitamos há anos. E examinar as sugestões apresentadas para diminuir a possibilidade de fraude que, com o sistema atual, é alarmante. De nada adiantará a identificação digital do eleitor, se o corpo técnico do TSE não reformar esse sistema; será mais dinheiro jogado fora. Por que o TSE nos nega o direito de provar que o sistema, como está, é fraudável, mas que pode ser aperfeiçoado?

Enquanto os países desenvolvidos estão, ou abandonando eleições eletrônicas ou exigindo comprovante impresso além do voto eletrônico, o Brasil gasta dinheiro em um sistema inauditável, fraudável e que não respeita nosso direito constitucional ao voto secreto. E o eleitor aceita...

Com essa sociedade apática, será muito difícil construir uma nação...

Walter Del Picchia - Prof. Titular - Escola Politécnica/Universidade de S. Paulo

EU SEI EM QUEM VOTEI. ELES TAMBÉM.
MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU O MEU VOTO!

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FIM DA CITAÇÃO

Negociante diz ser funcionário do Ministério da Educação

Um clique na internet, depois um telefonema e, por R$ 1.600, o interessado consegue diplomas universitários das mais importantes faculdades do país.

O repórter da Rádio Eldorado (FM 92,9 MHz e AM 700 kHz) Wellington Carvalho foi quem revelou o esquema. Ele descobriu uma quadrilha que, até ontem, vendia livremente certificados do ensino superior com a garantia de serem reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

A propaganda do esquema é feita por e-mail. Camargo entrou então em contato com a quadrilha e gravou a negociação.

Em uma conversa de seis minutos, ele conseguiu negociar a compra de um diploma de graduação em Turismo de uma instituição particular de ensino, com promessa de entrega pelo correio na próxima quarta-feira.

A pessoa que o atendeu, que se identificou como Flávio Sampaio, pediu alguns dados e explicou como funciona a transação. “Se você tem urgência, deposita a metade ‘pra’ mim no banco, que eu te entrego em uma semana.”

O valor estipulado é de R$ 1.600, já com desconto. “Não dá para fazer mais barato. Agora é começo de ano e eu estou com menos serviço. Por isso que eu ‘tô’ te dando esse desconto.”

As ofertas não param por aí. Camargo diz que outros cinco colegas dele gostariam de comprar o diploma. Em seguida, Sampaio agradece os novos clientes com a promessa de dar ao repórter 10% de tudo que ele conseguir vender.

Valores e prazos

Depois do primeiro contato feito com a quadrilha, os criminosos enviam novo e-mail - desta vez, com valores, prazo de entrega e números de contas bancárias. Quem define a data que vai constar no certificado é o próprio comprador.

O atendente esclarece: “Se o diploma for de antes do ano 2000, a gente faz como se fosse 2ª via, até pelo desgaste do papel, né?”.

Durante toda a conversa, Sampaio reforça que o diploma não é falso e que é igual ao de qualquer estudante que conclui a graduação. Ele diz ainda que o nome do comprador do certificado vai para o cadastro das faculdades. Perguntado como consegue isso, Sampaio esclarece: “Tenho um pessoal lá dentro. Eu sou do MEC”.

O Ministério Público Estadual prometeu ontem abrir inquérito para apurar o caso. O MEC informou que os diplomas são expedidos pelas instituições e que a venda “é crime e deve ser tratado como caso de polícia”.

Wellington Carvalho fez o primeiro contato com a quadrilha em outubro do ano passado. A matéria completa vai ao ar hoje, no Jornal da Eldorado, que começa às 6 horas.

Trechos da negociação

Atendente: Evair, você é um que tava negociando com a gente há um tempo atrás

Repórter: Isso mesmo. Eu recebi um e-mail de vocês em outubro, um negócio. Eu pedi um contato para a gente negociar (...)

Atendente: Que graduação você quer?

Repórter: Então, tava querendo alguma coisa de Turismo

Atendente: Ah, você tá querendo o Mackenzie?

Repórter: Isso mesmo (...)

Atendente: Olha, o mínimo que eu poderia te fazer é R$ 1.600 (...)

Repórter: Deixa eu te explicar, eu to precisando urgente mesmo...

Atendente: (...) Se você depositar metade pra mim amanhã na Caixa Econômica, eu te entrego em uma semana. Porque agora é começo de ano, pra mim tá menos serviço. Até por isso que eu tô te dando este desconto. Daí, se você depositar amanhã, eu te entrego pronto no dia 17. (...)

Repórter: Mas me explica um negócio. O diploma é falso ou é oficial?

Atendente: Não... não é falso...é oficial, tanto é que você liga lá no Mackenzie e vai constar o seu nome. É reconhecido pelo MEC. (...) Eu tenho um pessoal lá dentro. Eu sou do MEC.
 
(O Estado de SP, 12/1/2007)

www.presbiteros.com.br
 Algumas denominações evangélicas e do candomblé, no Brasil:
 
A.D.H.O.N.E.P. (ASSOCIAÇÃO DOS HOMENS DE NEGÓCIO DO EVANGELHO PLENO)
A.M.O.R. (ASSEMBLÉIA MINISTÉRIO DE OSTENTAÇÃO AO REBANHO)
ASSEMBLÉIA DE DEUS BATISTA A COBRINHA DE MOISÉS (A QUE ENGOLE AS OUTRAS)
ASSEMBLÉIA DE DEUS CANELA DE FOGO

ASSEMBLÉIA DE DEUS FILADÉLFIA (MINISTÉRIO CANELA DE FOGO)
ASSEMBLÉIA DE DEUS FONTE SANTA EM BISCOITÃO
ASSOCIAÇÃO EVANGÉLICA EM GRAÇA
ASSOCIAÇÃO EVANGÉLICA FIEL ATÉ DEBAIXO D'ÁGUA
ASSOCIAÇÃO EVANGÉLICA PATRIARCAS DA FÉ BÍBLICA
ASSOCIAÇÃO BATISTA EVANGÉLICA VALE DE LÁGRIMAS
ASSOCIAÇÃO MAR ABERTO
ASSOCIAÇÃO MISSIONÁRIA EVANGÉLICA PARA UMA VIDA NOVA E PLENA
CENTRO ESPIRITA CASA DO VOVÔ FUMO GROSSO

C.E.O. (COMUNIDADE DE EVANGELIZAÇÃO E ORAÇÃO)
COMUNIDADE EVANGÉLICA NÃO HÁ DEUS MAIOR
COMUNIDADE EVANGÉLICA ZADOQUE (PARA QUEM CURTE O ROCK PESADO)
COMUNIDADE INTERNACIONAL ATOS 29
CONGREGAÇÃO ANTI BLASFÊMIAS
CONGREGAÇÃO CRISTÃ DOS FIÉIS VENCEDORES SALVOS DA MACUMBA
CONGREGAÇÃO CRUZADA DE MILAGRES
CONGREGAÇÃO DA PAIXÃO DE JESUS CRISTO PROVÍNCIA DO CALVÁRIO SANTO
CONGREGAÇÃO J.A.T. (JESUS AMA TODOS)
CONGREGAÇÃO PLENA PAZ AMANDO A TODOS
"IGREIJA" EVANGÉLICA MUÇULMANA JAVÉ É PAI
"IGREIJA" EVANGÉLICA PENTECOSTAL
IGREJA A CHAVE DO ÉDEN
IGREJA "A" DE AMOR
IGREJA A ESCOLHIDA
IGREJA A FÉ DE GIDEÃO
IGREJA A VIDA É SUA
IGREJA A VOZ DA PEDRA ANGULAR
IGREJA A VOZ DIRETA DO ÉDEN
IGREJA ABASTECEDORA DE ÁGUA ABENÇOADA
IGREJA ABOMINAÇÃO À VIDA TORTA
IGREJA ABRE-TE SÉSAMO
IGREJA ACEITA JESUS
IGREJA ADVENTISTA DA SÉTIMA REFORMA DIVINA
IGREJA ADVENTISTA DEUS É VIDA
IGREJA APOSTÓLICA CRISTÃ TERRA FIRME
IGREJA ARCA DA FÉ
IGREJA ARQUEIROS DE CRISTO
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS ADVENTISTA ROMARIA DO POVO DE DEUS
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS BOTAS DE FOGO ARDENTES E CHAMUSCANTES
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS CAPRICHOSOS NA OBRA DE DEUS
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS DA BEIRA DA ESTRADA DE TRIBOBÓ
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS DO PAI DO FILHO DO ESPÍRITO SANTO
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS DO PAPAGAIO SANTO QUE ORA A BÍBLIA
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS FILHOS E CONSOLAÇÕES

IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS NOVA CRIATURA REMOLDADA
IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS RETIRO DAS MANGUEIRAS

IGREJA ASSEMBLÉIA DOS SANTOS
IGREJA ASSEMBLY OF THE GOD IN SAO PAULO
IGREJA AUTOMOTIVA MÓVEL DO FOGO SAGRADO
IGREJA AVE CÉSAR
IGREJA BAILARINAS DA VALSA DIVINA
IGREJA BAMBOLÊS SAGRADOS

IGREJA BATE PALMAS 40 DIAS
IGREJA BATISTA A PAZ DO SENHOR
IGREJA BATISTA A PAZ DO SENHOR (ANTI GLOBO)
IGREJA BATISTA AS ANDORINHAS DE CRISTO
IGREJA BATISTA BANDEIRAS DA FÉ
IGREJA BATISTA BLESSING BRASIL
IGREJA BATISTA BRASA VIVA
IGREJA BATISTA BRASILEIRA DOS POVOS AGARRADOS À BÍBLIA
IGREJA BATISTA CAMINHO DAS ÁRVORES
IGREJA BATISTA CÓPIA DA PERFEIÇÃO
IGREJA BATISTA DA MÃO SANTA
IGREJA BATISTA DA JUVENTUDE SEM DROGAS E ROCK'N'ROLL
IGREJA BATISTA DA POMBA SACRIFICADA
IGREJA BATISTA DA VELHICE TRANQÜILA
IGREJA BATISTA DAS TRÊS PONTES SAGRADAS
IGREJA BATISTA DE REFORMULAÇÃO ESPIRITUAL
IGREJA BATISTA DEDO DE DEUS
IGREJA BATISTA DEUS FORTE E PODEROSO
IGREJA BATISTA DO CALVÁRIO SANTO
IGREJA BATISTA DO POVO
IGREJA BATISTA DO VALE DA REVOLTA
IGREJA BATISTA ELOHIM SHADEH
IGREJA BATISTA ESTRELA CADENTE
IGREJA BATISTA EVANGÉLICA BENEFICÊNCIA LEÃO DE JUDÁ
IGREJA BATISTA EVANGÉLICA CARIDOSA DAS ALMAS
IGREJA BATISTA EVANGÉLICA DA BAZUCA CELESTIAL
IGREJA BATISTA FAZENDA DA BICA
IGREJA BATISTA FLORESTA ENCANTADA
IGREJA BATISTA GAY DO RIO DE JANEIRO
IGREJA BATISTA HOMOSSEXUAL GAYS DE CRISTO
IGREJA BATISTA HORTO DE FÉ
IGREJA BATISTA INCÊNDIO DE BÊNÇÃO
IGREJA BATISTA LOGARÍTMICA DO REINO DE DEUS
IGREJA BATISTA MOÇA BONITA
IGREJA BATISTA NERO SE ARREPENDEU, E VOCÊ?!
IGREJA BATISTA OH GLÓRIA!
IGREJA BATISTA PALMA DA MÃO DE CRISTO
IGREJA BATISTA PARE DE RESISTIR A BÊNÇÃO DE DEUS
IGREJA BATISTA PENTECOSTAL A COBRA DE MOISÉS QUE ENGOLIU AS OUTRAS MÁS E FRACAS (ESSA IGREJA CHOVE MILAGRES!)

IGREJA BATISTA PENTECOSTAL VALE DE BÊNÇÃOS
IGREJA BATISTA PONTE PARA O CÉU
IGREJA BATISTA PRONTO-SOCORRO DAS ALMAS
IGREJA BATISTA TIÇALEAH
IGREJA BATISTA TOO MUCH
IGREJA BETELGUELSE
IGREJA BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO
IGREJA CANTOS BELLOS
IGREJA CARA DO LEÃO DE JUDÁ
IGREJA CASTELBLANKO DA VIDIGUEIRA
IGREJA CLÍNICA DA ALMA
IGREJA COMUNIDADE EVANGÉLICA SHALON ADONAI CRISTO
IGREJA CONGREGAÇÃO PASSO PARA O FUTURO
IGREJA CONGREGACIONAL BOCA DO PEIXE
IGREJA CONGREGACIONAL DE AGRONOMIA DA SALVAÇÃO
IGREJA CONGREGACIONAL EXIGIMOS A GRAÇA DE DEUS
IGREJA CONGREGACIONAL EXPLOSÃO DA FÉ
IGREJA CONGREGACIONAL MANÁ CAÍDO DO CÉU
IGREJA CONTATO DIRETO DE VIGÉSIMO GRAU COM MILAGRES
IGREJA CORAÇÃO RECICLADO
IGREJA CÓSMICA DO PODER PLENO E MISTERIOSO
IGREJA C.R.B. (CORTINA REPLETA DE BÊNÇÃO)
IGREJA CRISTÃ CHINESA DO RIO DE JANEIRO

IGREJA CRISTÃ DE TERAPIA CONTRA O ENCOSTO
IGREJA CRISTÃ DO NOVO AMANHÃ
IGREJA CRISTÃ EVANGÉLICA ESPÍRITA NACIONAL
IGREJA CRISTÃ PREBÍTERO-SANTENSE
IGREJA CRISTO E POVO DO RIO
IGREJA CRISTO É SHOW
IGREJA CRISTO VIVE MISSÃO APOSTÓLICA GRAÇAS A DEUS
IGREJA CRUZ ERGUIDA PARA O BEM DAS ALMAS
IGREJA CRUZADA AMERICANA
IGREJA CRUZADA DE EMOÇÕES
IGREJA CRUZADA EVANGÉLICA COM PASTOR WALDEVINO COELHO, A SUMIDADE
IGREJA CRUZADA EVANGÉLICA DO MINISTÉRIO DE JEOVÁ E DEUS DO FOGO
IGREJA CRUZADA EVANGÉLICA DO MINISTÉRIO DE JEOVÁ E DEUS É FIEL
IGREJA DA BEIRA DO TREM
IGREJA DA BÊNÇÃO MUNDIAL
IGREJA DA BÊNÇÃO MUNDIAL PEGANDO FOGO DO PODER
IGREJA DA BOA SORTE

IGREJA DA DEVOÇÃO DO SANTUÁRIO DE DEUS
IGREJA DA FÉ DE ISRAEL E SEU POVO SOFRIDO
IGREJA DA FORTUNA

IGREJA DA GRANDE FAMÍLIA QUADRANGULAR
IGREJA DA MARCHA A JERUSALÉM
IGREJA DA ORAÇÃO EFICIENTE
IGREJA DA POMBA BRANCA
IGREJA DA REVELAÇÃO RÁPIDA
IGREJA DA VITÓRIA DO POVO CARIOCA
IGREJA DAS BOAS NOVAS
IGREJA DAS SETE TROMBETAS DO APOCALIPSE
IGREJA DAS TRÊS PONTAS EM GLÓRIA
IGREJA DEKANTAHLAHBASSYÍ
IGREJA DE DEUS DA PROFECIA NO BRASIL AMÉRICA DO SUL
IGREJA DE DEUS NO BRASIL
IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS
IGREJA DE UMA VIDA NOVA PARA O POVO DE JARDIM SULACAP
IGREJA DEVOTOS DE CRISTO AO EXTREMO
IGREJA DIVISÃO DO MAR E MOISÉS
IGREJA DO AMOR MAIOR QUE OUTRA FORÇA
IGREJA DO BARRO SANTO DE CURA
IGREJA DO ESPÍRITO SANTO PERDIDO
IGREJA DO EVANGELHO PLENO DE MISSÃO COREANA PETROPOLITANA
IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
IGREJA DO LOUVRE
IGREJA DO MANTO BRANCO
IGREJA DO NAZARENO
IGREJA DO PASTOR SASSÁ
IGREJA DO RIO QUE CORRE TORTO

IGREJA DO SENHOR JESUS CRISTO EM AMOR E GRAÇA
IGREJA DO VALE FELIZ
IGREJA DOS ANJOS E SUAS TROMBETAS ESTRIDENTES
IGREJA DOS BONS ARTIFÍCIOS
IGREJA DOS CHINESES EM FÉ
IGREJA DOS HABITANTES DE DABIR
IGREJA E BAR EVANGÉLICO ARCA LTDA ME.
IGREJA E CLUBE DIVERSÃO PARA O POVO CRISTÃO
IGREJA E TEMPLO CÓSMICO RAELIANO
IGREJA EM NOME DE JESUS
IGREJA ESTE BRASIL É ADVENTISTA
IGREJA E.T.Q.B. (EU TAMBÉM QUERO A BENÇÃO)
IGREJA EVANGÉLICA A HISTÓRIA DOS CRISTÃOS
IGREJA EVANGÉLICA A MAIOR
IGREJA EVANGÉLICA ADÃO É O HOMEM
IGREJA EVANGÉLICA AMAZONAS
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS HOSANA AO REI
IGREJA EVANGELICA AVIVAMENTO BIBLICO
IGREJA EVANGÉLICA BATALHA DOS DEUSES
IGREJA EVANGÉLICA BATISTA BARRANCO SAGRADO
IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA DA BOA INTENÇÃO
IGREJA EVANGÉLICA COMISSÃO DE PASTORES PARA O BEM
IGREJA EVANGÉLICA CRISTO, EU E VOCÊ
IGREJA EVANGÉLICA DA MARESIA QUE CORRÓI
IGREJA EVANGÉLICA DEUS QUE SE REÚNE NAS CASAS
IGREJA EVANGÉLICA DIANTE DO TRONO DO REI DOS REIS
IGREJA EVANGÉLICA DO PASTOR PAULO ANDRADE (O HOMEM QUE VIVE SEM PECADOS)
IGREJA EVANGÉLICA DOS CAÇADORES DE ALMAS PERDIDAS
IGREJA EVANGÉLICA DOS HINOS MARAVILHOSOS
IGREJA EVANGÉLICA DOS SEMEADORES
IGREJA EVANGÉLICA FLORZINHA DE JESUS
IGREJA EVANGÉLICA FONTE DE MILAGRES
IGREJA EVANGÉLICA H.I.V. (HOMEM, INTELIGÊNCIA, VIDA)
IGREJA EVANGÉLICA HOLINESS
IGREJA EVANGÉLICA INDIANA DA MISSÃO DE CRISTO NO BRASIL
IGREJA EVANGÉLICA JARDIM REAL EM OBRA DE RESTAURAÇÃO
IGREJA EVANGÉLICA KOSKENKORVA DO FIM DA TARDE
IGREJA EVANGÉLICA LABAREDAS DE FOGO
IGREJA EVANGÉLICA LIGAÇÃO DIRETA COM O PARAÍSO
IGREJA EVANGÉLICA LUZ NO ESCURO
IGREJA EVANGÉLICA MÁRMORE DO BEM
IGREJA EVANGÉLICA MEU DEUS DO CÉU
IGREJA EVANGÉLICA NO MORE GUTTER
IGREJA EVANGÉLICA O SENHOR VEM NO FIM
IGREJA EVANGÉLICA O TEMPERO DA VIDA
IGREJA EVANGÉLICA ORIENTAL TAMBORES DA ANUNCIAÇÃO
IGREJA EVANGÉLICA PASSA TRÊS
IGREJA EVANGÉLICA PENTECOSTAL BÍBLIA ININTERRUPTA
IGREJA EVANGÉLICA PENTECOSTAL PLANETA CRISTO
IGREJA EVANGÉLICA PENTECOSTAL TRABALHADORES DE CRISTO
IGREJA EVANGÉLICA PENTECOSTAL VENCENDO, VEM JESUS
IGREJA EVANGÉLICA PENTECOSTAL VIVA COM CRISTO
IGREJA EVANGÉLICA PORTA DAS OVELHAS SANTAS
IGREJA EVANGÉLICA POSITIVISTA
IGREJA EVANGÉLICA PRESBITERIANA ORQUESTRA DOS ANJOS BENFAZEJOS
IGREJA EVANGÉLICA QUE ERA EU, O QUE SOU HOJE
IGREJA EVANGÉLICA REVELAÇÃO DE CRISTO
IGREJA EVANGÉLICA RODEIO DE MILAGRES
IGREJA EVANGÉLICA SAL DA TERRA
IGREJA EVANGÉLICA SAL FORA DO SALEIRO

IGREJA EVANGÉLICA SHARON
IGREJA EVANGÉLICA SHUN KUAN TAI SHUN
IGREJA EVANGÉLICA SURFISTA BOLA DE NEVE
IGREJA EVANGÉLICA TEMPLO DAS ÁGUIAS (UM SONHO DE IGREJA)
IGREJA EVANGÉLICA VERBO DA VIDA
IGREJA FÉ AFIRMADA
IGREJA FILADÉLFIA (A IGREJA DO DESAFIO)
IGREJA FOGO DA SELVA (1ª DIVISÃO)
IGREJA FOGO DA SELVA (2ª DIVISÃO)
IGREJA FOGUEIRA SANTA
IGREJA FOGUETE RUMO AO CÉU
IGREJA GRAÇAS E LOUVORES A TI, DEUS (ALELUIA!)
IGREJA GRANITO DE MOISÉS
IGREJA GOSPEL COME ON TO GOD
IGREJA HALLELLUIAH
IGREJA HARPA DOS ANJOS
IGREJA HIGHWAYS TO HEAVEN
IGREJA HOMPA HONGWANJI
IGREJA HOSPITAL DA ALMA
IGREJA IDDAI WAH MEG
IGREJA IDOLATRIA AO DEUS MAIOR
IGREJA EVANGÉLICA A MISSÃO SÓ ESTÁ COMEÇANDO
IGREJA INDIVIDUALISTA EVANGÉLICA DA AUTO AJUDA
IGREJA INFANTIL FOFURAS DO AMANHÃ
IGREJA INTERNACIONAL DA SÉTIMA CHAMADA
IGREJA INTERNACIONAL DOS EVANGELISTAS REMANECENTES DA GRAÇA DIVINA DE NOSSO SENHOR DEUS PAI TODO PODEROSO
IGREJA JADE VIVE
IGREJA JESUS CRISTO É REI
IGREJA JESUS É MÉDICO DE VERDADE
IGREJA JESUS É O COMANDANTE
IGREJA LOUCOS POR CRISTO
IGREJA LUA NOVA
IGREJA LUGARZINHO NO CÉU
IGREJA LUZ & CONFORTO
IGREJA MANHATTAN
IGREJA MAR NO SERTÃO
IGREJA MARÉ DE MILAGRES
IGREJA MATA MINHA SAUDADE
IGREJA MESSIÂNICA DO TERCEIRO FOGO A SETE PÉS
IGREJA MESSIÂNICA TOCHAS ARDENTES
IGREJA METODISTA (DIVISÃO ESPORTIVA)
IGREJA METODISTA INTERNACIONAL FÁBRICA DE MILAGRES
IGREJA METODISTA LAR DO CRISTÃO
IGREJA METODISTA SOCORRISTA DAS ALMAS
IGREJA MILITANTE NA OBRA DE RESTAURAÇÃO DO BRASIL
IGREJA MINISTÉRIO FÉ PARA TODOS
IGREJA MOMENTO DE DEUS
IGREJA MORUBIXABA EVANGÉLICA BRASILEIRA
IGREJA MÓVEL FÉ EM CASA
IGREJA M.T.V. (MANTO DA TERNURA EM VIDA)
IGREJA MUSICAL MONTEBELLO
IGREJA NACIONAL DA VIDA EM GRAÇA
IGREJA NACIONAL DO ESPÍRITO SAGRADO EM FAMÍLIA
IGREJA NOIVA DE JESUS DA SEGUNDA DIVISÃO
IGREJA NOVA UNÇÃO
IGREJA O CUSPE DE DEUS
IGREJA O FOGO NO ALTAR
IGREJA O MUNDO PRECISA DE ORAÇÃO
IGREJA O NOME DE CRISTO
IGREJA O PEDAÇO DO PARAÍSO
IGREJA O PODER DA FÉ
IGREJA O REI ESTÁ VINDO
IGREJA O TEMPLO
IGREJA OLIMPÍADA BÍBLICA
IGREJA ONDAS DE AMOR CRISTÃO
IGREJA ORIGINAL DE JESUS CRISTO NÚMERO DOIS
IGREJA PARANINFOS DA BÍBLIA SAGRADA
IGREJA PEDRA VIVA
IGREJA PENTECOSTAL A CAMINHO DE JERUSALÉM
IGREJA PENTECOSTAL A CAIXA DE PANDORA
IGREJA PENTECOSTAL A CONTROVERSIA
IGREJA PENTECOSTAL A MAJESTADE O SABIÁ
IGREJA PENTECOSTAL A UM PALMO DO CÉU
IGREJA PENTECOSTAL ARMADURA DE DEUS
IGREJA PENTECOSTAL ÁRVORE DO BEM
IGREJA PENTECOSTAL ASSEMBLÉIA DE DEUS FOGO DIVINO
IGREJA PENTECOSTAL BEIJA-FLOR SILVESTRE (A IGREJA QUE MAIS CRESCE NO BRASIL)
IGREJA PENTECOSTAL BOCA DO LEÃO
IGREJA PENTECOSTAL CAJADO DE MOISÉS
IGREJA PENTECOSTAL CASA DE ORAÇÃO FONTE DE LUZ
IGREJA PENTECOSTAL CASA DE ORAÇÃO PARA TODOS OS POVOS DO BRASIL
IGREJA PENTECOSTAL CHUVA DE MILAGRES
IGREJA PENTECOSTAL CRISTO É O REI
IGREJA PENTECOSTAL DA ROCHA ETERNA
IGREJA PENTECOSTAL DE JERUSALÉM CELESTIAL
IGREJA PENTECOSTAL DEUS É AMOR
IGREJA PENTECOSTAL DEUS É AMOR (RAMAL 2 E QUE DEUS NOS ABENÇÕE)
IGREJA PENTECOSTAL DEUS É MAIOR
IGREJA PENTECOSTAL DO CUSPE SANTO

IGREJA PENTECOSTAL DO FOGO DIFERENTE
IGREJA PENTECOSTAL DOS PÉS DESCALÇOS DE JESUS
IGREJA PENTECOSTAL DOUTRINA DO LIVRO SAGRADO
IGREJA PENTECOSTAL ESCONDERIJO DO ALTÍSSIMO
IGREJA PENTECOSTAL ESCUDO CONTRA O MAL
IGREJA PENTECOSTAL EVANGÉLICA A MISSÃO DOS SETENTA DISCÍPULOS
IGREJA PENTECOSTAL EVANGÉLICA OBRIGADO SENHOR (AGRADECIDOS DOS MILAGRES RECEBIDOS)
IGREJA PENTECOSTAL EXÉRCITO DO AMOR DE DEUS
IGREJA PENTECOSTAL FINAL DOS TEMPOS
IGREJA PETECOSTAL FOGO PARA O BRASIL
IGREJA PENTECOSTAL FONTE ABENÇOADA
IGREJA PENTECOSTAL FRANCESA O AMOR DE CRISTO (DIVISÃO BRASILEIRA)
IGREJA PENTECOSTAL ISRAEL EM CHAMAS
IGREJA PENTECOSTAL ISSO QUE É PODER DE DEUS
IGREJA PENTECOSTAL JESUS VEM E VENCEMOS PELA FÉ
IGREJA PENTECOSTAL LÍRIOS DO CAMPO
IGREJA PENTECOSTAL MARILYN MONROE
IGREJA PENTECOSTAL MISTÉRIOS DA FÉ
IGREJA PENTECOSTAL O VÉU DE PUREZA
IGREJA PENTECOSTAL PARA PREPARAÇÃO DA VINDA DE JESUS
IGREJA PENTECOSTAL QUADRADO DE FOGO
IGREJA PENTECOSTAL SALVOS POR DEUS
IGREJA PERFECCIONISTA FÉ MAIOR
IGREJA PERFECT LIFE
IGREJA PIONEIRA EM MILAGRES
IGREJA PIRÂMIDES MISTERIOSAS
IGREJA POÇO DE JACÓ
IGREJA PORTA DA PAZ
IGREJA PORTA DIVINA
IGREJA PORTA FORMOSA
IGREJA PRESBITERIANA A TORRE
IGREJA PREBITERIANA DO APOCALIPSE SAGRADO
IGREJA PRESBITERIANA JUNTANDO OVELHAS DESGARRADAS DO REBANHO
IGREJA QUADRANGULAR DA QUARTA DIMENSÃO
IGREJA QUADRANGULAR O MUNDO É REDONDO

IGREJA REBANHO CONVERTIDO
IGREJA RESTAURADORA DE VIDAS ESTRAGADAS
IGREJA REVELAÇÃO SUBLIME
IGREJA SAFIRA DE ORAÇÕES
IGREJA SANTA QUE ESTÁ NO BRASIL INTEIRO
IGREJA SANTA QUE ESTÁ NO RIO DE JANEIRO

IGREJA SÃO COSME, DAMIÃO E DOUM
IGREJA SARA NOSSA TERRA
IGREJA SAUDADE DE JESUS
IGREJA S.B.T. (SANANDO BÊNÇAOS A TODOS)
IGREJA SEDE DE FÉ
IGREJA SEDENTOS DE ORAÇÃO
IGREJA SEM PECADOS
IGREJA SEMBLANTE DE CRISTO
IGREJA SINAIS E PRODÍGIOS
IGREJA SINAL VERDE PARA O BEM
IGREJA SINO DE BELÉM MISSÃO E PREMISSAS
IGREJA SOCORRISTA DAS ALMAS DE VISÃO PROFUNDA
IGREJA SOKA GAI
IGREJA SOMOS OS ESPELHOS DE DEUS
IGREJA SUBIMOS COM JESUS
IGREJA TENRIKYO DENDOTYO
IGREJA TERRA SANTA ABENÇOADA
IGREJA TETRAEDO BÍBLICO
IGREJA THULA DAI E CRISTO
IGREJA TORRE DE BABEL
IGREJA TRYBO CÓSMIKA
IGREJA UM SALTO PRO FUTURO
IGREJA UNIVERSAL DE OPOSIÇÃO AO MAL
IGREJA UNIVERSAL DO CADÊ A MINHA BÊNÇÃO
IGREJA WESLEYANA
INTERNATIONAL CHURCH FOLLOW JESUS IN BRAZIL
MINISTÉRIO ADVERTÊNCIA DE JESUS NA TERRA DA IGREJA DO CAVALO BRANCO DO APOCALIPSE (COM O PASTOR MISSIONÁRIO J.F.P., O SUMO REI A SERVIÇO DO REI JESUS)
TEMPLO ÂNCORA PARA O CÉU
TEMPLO AQUI ESTAMOS SALVOS
TEMPLO BATISTA CÓSMICO E PEREGRINO
TEMPLO DA ATRIBUIÇÃO DE VIRTUDES MÁGICAS
TEMPLO DA GRAÇA
TEMPLO A JANELA DA SABEDORIA
TEMPLO DAS DIVINDADES EVANGÉLICAS EM SI
TEMPLO DAS TOCHAS ARDENTES E MILAGROSAS
TEMPLO EVANGÉLICO BÍBLICO DO PROVÉRBIO APOCALÍPTICO
TEMPLO EVANGÉLICO CHAFARIZ DE APARIÇÕES
TEMPLO EVANGÉLICO CRISTÃO CALDEIRÃO DE BÊNÇÃO
TEMPLO EVANGÉLICO DA SÉTIMA TROMBETA
TEMPLO EVANGÉLICO FASHION NISSENJI
TEMPLO EVANGÉLICO OFERTÓRIO DE GRAÇAS
TEMPLO EVANGÉLICO TUPYARA
TEMPLO EXTRAORDINÁRIO DA GRAÇA EVANGÉLICA ESPLENDOROSA (A IGREJA QUENTE QUE TE CONFORTA)
TEMPLO FILIAL EVANGÉLICO NITIREN SHONSHU HOKKEKO
TEMPLO KAREKAYA KUKE KE
TEMPLO KÓSMYKO DE RARAEMH
TEMPLO MUSICAL AMERICANO DEUS É FÉ E FORMOSURA
TEMPLO O CORAÇÃO
TEMPLO PENTECOSTAL IRRADIANTE
TEMPLO QUARTETO FAMILIAR GRACIOSO E TENRO
TEMPLO RELIGIOSO DOS BANQUETES E FESTAS
TEMPLO SANTIFICADO DA RENOVAÇÃO
TENDA CAMPING EVANGÉLICA ALGO ALÉM
TENDA EVANGÉLICA CEIFA DO AVIVAMENTO DA FAMÍLIA
TENDA EVANGÉLICA DO AMOR PARA TODOS
TERREIRO CABOCLO CARROSSEL DOS SANTOS E ORIXÁS
TERREIRO CABOCLO UBIRAJARA E ZÉ PILINTRA
TERREIRO DA DONA MARICA
TERREIRO DE MÃE JUJU DOS ATABAQUES FORTES
TERREIRO DA MÃE NININHA
TERREIRO DE CANDOMBLÉ DE ZÉ ALICATE
TERREIRO DE ILÊ AXÉ OJU TÓ ABRAHÃO D'OSUN
TERREIRO DE OXALÁ DE ÂNGELA CAVEIRA, MÃE DAS VELAS BAIANAS
TERREIRO DO SINCRETISMO RELIGIOSO AFRO BRASILEIRO (MACUMBA)
TERREIRO DO ZEZIN DE OGUM
TERREIRO FAMÍLIA CHICOTE DE FOGO DO PAI EXU
TERREIRO FONTE DO SOL
TERREIRO HOMME JULIETA DO FUBÁ DE OXÓSSI

TERREIRO MENTOR PASSA QUATRO
TERREIRO RELIGIOSO PALÁCIO DAS VELAS
TERREIRO SALVA VIDAS DA VOVÓ COTINHA
TERREIRO UMBANDISTA DA MÃE MARIA DA LAVAGEM
TERREIRO UMBANDISTA DE JORGE CAVEIRINHA
TERREIRO XANGÔ DE PAI PAULINHO

A obsessão política - NELSON ASCHER
Data: Mon, 22 Jan 2007 11:16:52 -0300 (ART)
NELSON ASCHER

A obsessão política

Só intelectual, que faz política num sentido restrito, julga-se um agente político relevante

O ESCRITOR escreve, o escultor esculpe, o arquiteto arquiteta, mas é somente o intelectual que, enquanto parte de seu coletivo, a intelectualidade, julga-se um agente político relevante.
Um poeta pode fazer poemas sobre qualquer assunto ou nenhum, inclusive contra ou a favor do tirano de plantão. Ele também pode falar sobre uma mulher ou um gato.
Tanto faz, pois sua estima com os leitores se deverá à qualidade de seus versos e ao teor de seus "insights". O intelectual, não. Mesmo que cante a amada ou descreva seu felino, ele está mesmo é mudando o mundo, educando as massas, esclarecendo os alienados, lutando pela "justiça social" (eufemismo em voga para "confisco estatal"), construindo um futuro melhor e instaurando a "sociedade solidária" (circunlóquio da moda para "obediente").
Em suma, nosso personagem está sempre fazendo política. E mais: política num sentido restrito, a saber, política partidária, (anti)governamental, militante, alternativa.
Trata-se de uma acepção tão moderna do termo que ela nem sequer existia antes de surgirem jornais, revistas, periódicos em geral, bem como seus respectivos editoriais e páginas opinativas.
Esta é a política na qual oposições binárias como esquerda/direita, progressista/reacionário, liberal/ conservador, revolução/contra-revolução, para nem falar de expressões refinadas, quando não obscuras (fetichismo da mercadoria, mais-valia, ONG, direito internacional), ocupam o centro do palco.
Ocorre que, a qualquer hora do dia ou da noite, tais questões e palavras fazem sentido, no máximo, para 0,1% da humanidade, isto é (e no melhor dos casos), apenas para os leitores sistemáticos das publicações acima.
Nada dessa esfera mal circunscrita, mas fácil de reconhecer, interessaria seja aos restantes 99,99% da espécie, seja à maioria esmagadora dos apreciadores, freqüentadores e consumidores de qualquer arte caso, nos últimos 50 anos, os intelectuais não tivessem conquistado o monopólio próximo do absoluto não só da produção, como também do julgamento, difusão e, quem sabe, a esta altura, do consumo de todos os bens antigamente chamados de espirituais.
Simplificando, quem hoje em dia escreve, publica, critica e lê, compõe, grava e ouve, pinta, expõe, discute e vai a exposições e vernissages são, foram, serão ou poderiam ser professores universitários, seus alunos, discípulos, pupilos ou candidatos à sua orientação, jornalistas ativos ou passivos, assessores de imprensa, membros produtivos ou não de guildas, grêmios e associações culturais direta ou indiretamente financiadas por algum Estado, e gente similar.
Cem anos atrás seria quase inimaginável esperar de um livre-docente que compusesse sonatas ou sambas, elaborasse epopéias, expusesse suas instalações etc.
Hoje, somente pessoas assim o fazem. E o resultado imediato não é uma maior perícia, mas, sim, uma menor, praticamente microscópica, diversidade. Pois, se médicos pensam como médicos, estivadores como estivadores, e conviria, portanto, ao leitor alternar entre romances escritos por banqueiros e bancários, jornalistas e jornaleiros, empregados, empregadores e outros não tão classificáveis, quando todos os romancistas provêm do mesmo ramo e da mesma casta, a diversidade autêntica sai pela janela.
"Diversidade", mais que palavra de ordem, proposta ou meta, é algo que se converteu num dogma. E nenhuma categoria é, à sua maneira, tão diversa como a intelectualidade contemporânea que se compõe de brancos, negros, amarelos, homens, mulheres e quantos considerem os gêneros sexuais uma imposição fabricada, cristãos, muçulmanos, budistas, ateus, agnósticos e até judeus, pobres, remediados, confortáveis, afluentes e ricos, jovens, adultos, idosos, as que mentem a idade e assim por diante.
Falta em seu âmbito, no entanto, uma espécie variedade: a de opiniões. Nem há no grupo todo muita discordância a respeito da centralidade suprema da política.
E, uma vez que esta constitui o assunto central, cada vez mais único e obsessivo, da intelectualidade, as obras de ficção (e as canções, telas, panfletos etc.) produzidas por seus integrantes soam meio uniformes.
Ademais, a institucionalização da própria classe redunda numa experiência comum de vida: passados similares, presentes homogêneos, futuros e ambições idênticos.
É de causar surpresa se, diante desse quadro, o ser humano normal prefere se refugiar na cultura de massas?

A bailarina fascista

15:21 @ 28/01/2007

A bailarina fascista
Talvez eu esteja a exagerar. Mas o Apocalipse caminha para nós. Existem sinais. Leio agora nos jornais do dia que, por toda a Europa, hindus de nacionalidades várias prometem contestar com vigor as intenções da ministra da Justiça alemã em criminalizar a exibição da suástica. Para a ministra, a suástica representa Hitler, o Terceiro Reich e seus projectos de dominação imperial e rácica. Para os hindus, a suástica é um símbolo milenar de paz e serenidade. Deve a União Européia, presidida atualmente pela Alemanha, proibir o símbolo da paz e da serenidade para os hindus?

Em Londres, a loucura foi ao teatro. Segundo parece, uma bailarina do English National Ballet, Simone Clarke, é também membro do British National Party, um grupo de extrema-direita ferozmente antiimigração. Simone, 36, namora com dançarino cubano, imigrante, descendente de chineses. A salada exótica perfeita. Nada disso impediu as brigadas de irromperem pelo teatro onde Simone dançava o clássico "Giselle", insultando a bailarina e exigindo sua demissão dos palcos. Simone continuou a dançar, com notável profissionalismo, apesar dos insultos. A companhia de bailado preferiu não comentar.

Fez bem. Não é fácil comentar a loucura: uma pessoa acaba se confundindo com ela. E se os hindus estão errados do ponto de vista iconográfico --o símbolo nazista não é exatamente igual às suásticas das religiões dármicas-- o que espanta nos protestos londrinos é a evidente selvageria das brigadas. Sim, eu entendo que uma "bailarina fascista" é tão improvável como Osama bin Laden de biquíni em concurso de beleza para misses: existe na combinação um choque visual profundo, como se a grosseria e o filistinismo de Hitler fossem incompatíveis com a subtileza e a elegância do "Quebra-Nozes", que Simone dançou meses atrás (com aplausos da crítica).

Mas essa não é a questão. E não é a questão porque a idéia de punir artisticamente um fascista, ou um comunista, ou um chavista, ou um extremista de ideologia difusa, demonstra apenas a covardia de quem o faz.

Cobardia real: em Londres, as brigadas insultaram quem não se podia defender. Pior: quem exercia a sua arte em palco, um ato de humilhação que só define quem o pratica. A menos, claro, que o "fascismo" da sra. Clarke não se limite a suas idéias políticas e seja exibido na forma como dança: como executa o "demi-plié", como faz o "retiré", como arrisca no "arabesque", pondo a platéia a salivar com desejos tirânicos de invadir a Polônia. Haverá um balé fascista e ninguém avisou?

Mas a cobardia é também intelectual: se a liberdade de expressão é uma benesse, ela implica aceitar vozes discordantes que devem ser toleradas, ou ignoradas, ou debatidas --e, em casos extremos, denunciadas por pessoas concretas que se sintam atingidas no seu bom nome. Existem tribunais para isso. Mas nenhuma sociedade livre será capaz de sobreviver pela criminalização de todas as opiniões que o "senso comum" majoritário considera ofensivas. Proibir é a atitude preguiçosa do tirano menor que, incapaz de tolerar, ignorar ou refutar intelectualmente uma opinião, prefere criminalizá-la.

O gesto é perigoso: ele transforma o extremista em mártir, e o mártir em herói. O caso recente do historiador David Irving, preso (e entretanto libertado) na Áustria, ilustra o ponto: em 2000, Irving ficou com a reputação intelectual desfeita, ao perder em tribunal ação contra Deborah Lipstadt, historiadora que o acusara de ser um negacionista do Holocausto. A prisão recente serviu apenas para reabilitar Irving, como já tinha acontecido na década de 1980 com a prisão, e a reabilitação, de um desacreditado Robert Faurrisson. Seria improvável que Irving existisse se, antes dele, Faurrisson não tivesse emergido como o herói perseguido do revisionismo.

A ministra alemã e as brigadas de Londres acreditam que o extremismo na Europa se combate pela força da lei. Acreditam mal. A extrema-direita pode crescer no continente, sobretudo no Leste e, como se verá nas próximas presidenciais francesas, com o fenômeno Le Pen. Mas ela cresce por exclusiva culpa dos "partidos do centro": incapazes de reformar economicamente uma Europa estagnada e medrosa perante o "estrangeiro", os partidos instalados apenas contribuem para um mal-estar social que alimenta a besta do costume. E as bestas não quebram nozes. Quebram tudo.
João Pereira Coutinho, 30, é colunista da Folha de S.Paulo. Reuniu seus artigos no livro "Vida Independente: 1998-2003", editado em Portugal, onde vive. Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras, para a Folha Online.

Governo cogita vender ações de empresas estatais

Bog de Josias de Souza (Folha de São Paulo)

Três meses depois de ter feito do ataque às privatizações da era tucana um dos principais motes de sua campanha reeleitoral, Lula se prepara para vender ações de empresas controladas pelo Estado.  

Um auxiliar do presidente informou neste sábado (20/01/2007), que Lula autorizou o Ministério da Fazenda a levantar um rol de estatais cujas ações possam despertar interesse no mercado. Antecipando-se às críticas, o governo argumenta que as empresas não serão privatizadas. Pretende-se negociar apenas as ações que excedam aos 51% que asseguram ao Estado o controle acionário das companhias.  

O plano do governo revela uma fragilidade da estratégia de Lula II. O presidente pretende imprimir no segundo mandato a marca do desenvolvimentismo. E acha que cabe ao Estado dar o tom do novo ciclo, patrocinando, ele próprio, uma série de investimentos. Entende-se que a iniciativa privada virá no vácuo.  

O problema é que falta dinheiro ao setor público para investir. Daí a idéia de promover a venda de ativos. Estudam-se também formas de impulsionar parcerias com a iniciativa privada. De resto, tenta-se identificar fontes alternativas de recursos em organismos internacionais – o Banco Mundial, por exemplo.  

O objetivo do governo é obter pelo menos R$ 20 bilhões para despejar em obras tidas como prioritárias. Esse montante vem oscilando nas reuniões dos técnicos que elaboram o PAC. Falou-se, de saída, em R$ 16 milhões. Depois, em R$ 17 milhões. Agora, os técnicos fixaram-se no patamar de R$ 20 bilhões.  

Se levado às últimas conseqüências, o plano do governo de se desfazer de ações de companhias estatais tende a transformar-se numa curiosa contradição pós-eleitoral. Acossado pelo dossiêgate, Lula enxergou no discurso anti-privatista uma arma poderosa para levar às cordas o adversário tucano Geraldo Alckmin.  

Na pele de candidato, Lula disse que, no poder, o tucanato não sabia senão dilapidar o patrimônio público. O achado nasceu da intuição do marqueteiro João Santana, que fez a campanha de Lula. Receoso de vincular a sua imagem à de FHC, que levara ao martelo algumas das mais vistosas estatais brasileiras, Alckmin ficou sem resposta. Passada a eleição, Lula vê-se compelido a fazer caixa vendendo ações de empresas públicas. Está na bica de fazer o que criticou.  

Por mais que se diga que, sob Lula, o comércio de ações não privará o Estado do controle das estatais, a oposição, PSDB à frente, não há de deixar passar a oportunidade de apontar a nova estratégia como uma modalidade disfarçada de estelionato eleitoral.  

Leia a reportagem completa:
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2007-01-14_2007-01-20.html#2007_01-20_18_11_42-10045644-0

Quarta-feira 24 de Janeiro, 2007 11:59 GMT
 
PEQUIM (Reuters) - O líder do Partido Comunista Chinês, Hu Jintao, prometeu "limpar" a Internet, informou a mídia estatal na quarta-feira, descrevendo um encontro de alto escalão no qual foram discutidas estratégias para controlar os usuários chineses da rede mundial de computadores, cada vez mais numerosos.

Hu fez esses comentários quando o Politburo do partido --o órgão dirigente, composto por 24 membros-- avaliava a situação da Internet no país, que teria, no final de 2006, 137 milhões de usuários registrados.

O dirigente, um comunista rígido avesso a conferir liberdades no âmbito cultural, não mencionou abertamente o termo "censura".

Mas deixou claro que o Partido Comunista procurava alternativas para garantir seu controle sobre os usuários chineses da Internet, geralmente mais interessados em imagens picantes, jogos violentos e escândalos políticos do que na doutrina marxista.

O partido tinha de "tornar mais rígidos o desenvolvimento da e a administração sobre a cultura sobre Internet de nosso país", afirmou Hu, no encontro realizado na terça-feira. O conteúdo de suas declarações foi divulgado pela agência de notícias Xinhua, um órgão do governo.

"Manter a iniciativa em opinião dentro da Internet e incrementar o grau de diretriz online," disse. "Precisamos promover uma administração e um uso civilizados da Internet, e precisamos limpar o ambiente da Internet."

Em 2006, o número de usuários chineses da rede mundial de computadores aumentou em 26 milhões, ou 23,4 por cento na comparação anual, atingindo agora 10,5 por cento da população, afirmou na terça-feira o Centro de Informações sobre a Internet na China.

A grande maioria desses usuários não tem acesso a sites abrigados em provedores estrangeiros e que oferecem material não censurado ou notícias críticas ao partido governante.

Mas, apesar dos controles rígidos mantidos pelas autoridades chinesas, notícias sobre escândalos políticos e textos de dissidentes têm conseguido circular através de boletins noticiosos e de blogues.

Hu mandou que as autoridades do país intensifiquem o controle sobre a Internet mesmo à medida que se esforçam para incentivar o potencial econômico da rede.

"Tomem medidas para garantir que com uma mão seja incentivado o desenvolvimento, enquanto a outra aperte sua administração."



© Reuters 2007. All Rights Reserved.

A Maior das Humilhações

13:01 @ 29/01/2007

A Maior das Humilhações

  

Em 1998, Luz de Vasconcellos e Souza convidou-me para um café, depois de jantar, em casa de seus pais. Para além da Luz, estavam sua mãe, Sofia de Melo Breyner Andresen, Pedro Líbano Monteiro (não confundir com o antigo quadro do BCP, de quem é parente) e parece-me que também um jovem, de que agora não recordo nem a fisionomia nem o nome.

 

Conversou-se sobre assuntos vários entre os quais, surgiu naturalmente, pela sua proximidade, o do referendo sobre a liberalização do aborto. Sofia também esse tema com a simplicidade e profundidade luminosas que lhe eram habituais. De tudo o que lhe ouvi, o que mais me marcou foi uma pequena partilha que culminou numa breve sugestão. Disse: “Uma vez mostraram-me fotografias de fetos abortados. O que mais me impressionou foi o seu ar de humilhação (ou de humilhados). Espalhem imagens dessas com a frase: «aqueles que ninguém quis amar» ”.

 

Já não recordo, ao certo, quais as razões ou circunstâncias que nos levaram a não concretizar a proposta que brotou do seu desabafo. Mas ela gravou-se-me de tal sorte na mente que ainda hoje a recordo como se me tivesse sido feita há 10 minutos.

 

De facto, a humilhação não consiste em ser julgado por ter prevaricado, por ter cometido um crime, a grande humilhação, a maior das humilhações é não ser reconhecido e respeitado por aquilo que se é, um ser humano, uma pessoa; é ser aniquilado, na fase de maior vulnerabilidade, pela decisão despótica de quem o gerou; é ser vítima da renúncia geral à sua protecção e da conjura comum para o destruir.

 

 

Nuno Serras Pereira

11. 01. 2007

 
Jesús y el Aborto - CESAR JULIO DIAZ LADINO
("Jesus e o Aborto",
do pintor colombiano César Julio Díaz Ladino, 2000) 

CARTA DE CACILDA SOBRE SUA FILHA MARCELA, ANENCÉFALA

A carta abaixo foi lida em todas as paróquias da Diocese de Franca (SP), por ordem do bispo Dom Diógenes. Na época, a pequena Marcela tinha 11 dias de nascida (nasceu em 20/11/2006).
Permanece viva, na Santa Casa de Patrocínio Paulista, sob os cuidados de sua mãe Cacilda.
(O vídeo de Marcela pode ser baixado em http://www.providaanapolis.org.br/marcelasom.mpg)



Patrocínio Paulista, 30 de Novembro de 2006.

Hoje, minha filha está com 11 dias de vida, embora eu considero que ela começou a viver quando foi concebida dentro de mim.

Vida esta que é abençoada por Deus.

Sabe, meu Deus, ela é muito linda, sorri, mexe muito até aprendeu a dar gritinhos, enfim ela é perfeita, às vezes dá um susto na gente, mas logo passa, e volta a sorrir novamente.

Ela é uma princesinha, uma rosa que veio enfeitar a minha vida, uma jóia de muito valor que o Senhor me confiou para eu cuidar até que venha buscar.

Sabe, meu Deus, sei que vou sofrer, mas tenho a certeza que o Senhor vai me consolar, pois amo muito a minha filha, desde quando ela estava em meu útero.

Quando ela estava em meu útero, os médicos não davam esperança nenhuma, pois acreditavam que ela não sobreviveria, mas ela está aqui até quando o Senhor quiser.

Todas as vezes que eu vinha ao médico, saía triste, mas logo ficava feliz novamente por sentir o bebê mexendo e chutando a minha barriga, não sabia o sexo, mas já a amava mesmo assim.

Ao mesmo tempo, parecia que ela estava me conformando, conversando comigo através dos chutes que ela me dava. Como se estivesse me agradecendo por não ter tirado a vida dela.

Cacilda Galante



http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u67889.shtml


26/01/2007 - 10h17

"Apocalypto" reafirma obsessão de Gibson por sangue, tortura e morte

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RICARDO FELTRIN
Editor-chefe da Folha Online

Estréia hoje em São Paulo mais um polêmico filme do atormentado diretor Mel Gibson. Obcecado por sangue e momentos finais, seja da humanidade ("Mad Max") ou de Jesus ("A Paixão de Cristo"), em "Apocalypto" ele mostra sua versão dos estertores do império maia. O filme se passa entre o final do século 15 e o início do 16, quando os espanhóis chegam para implantar a nova ordem mundial.

Obsessão é a palavra que mais passa pela cabeça de quem assiste aos 124 minutos de "Apocalypto". Torturas indizíveis, sacrifícios humanos e a plebe (maia) em êxtase: eis a base de um filme que, como o próprio Gibson admite, nem precisaria de legendas. Afinal, qualquer criança entende a lei do mais forte, ainda mais quando ele também é tirânico e sádico. Mas, por favor, deixe as crianças longe disso.

Divulgação
Jaguar Paw (Rudy Youngblood), em cena de Apocalypto, que estréia em SP nesta quinta
Jaguar Paw (Rudy Youngblood), em cena de Apocalypto, que estréia em SP nesta quinta
Se em "A Paixão de Cristo" o diretor se defendeu das pesadas críticas --especialmente de judeus-- dizendo que havia transposto para a tela uma leitura fidelíssima dos momentos finais de Jesus, segundo a Bíblia, dessa vez não há argumentos que justifiquem qualquer veracidade da obra.

Sim, parece provocação grosseira quando um sacerdote maia, mãos encharcadas de sangue após retirar dois ou três corações de semelhantes vivos, se dirije à multidão histérica, aos berros: "Nós somos o povo escolhido!". À falta de provas históricas desta "auto-eleição" maia, impossível não pensar que, de novo, o "anti-semita" Gibson está cutucando seus desafetos (que nesse momento enfrentavam um pogrom do outro lado do oceano, mais um, dessa vez na Espanha).

Os maias, não os de Gibson

Reprodução
Mapa indica local da civilização maia
Mapa indica local da civilização maia
A cultura maia é considerada a mais sofisticada (mas não a mais poderosa) entre as dos povos mesoamericanos. Ela começa por volta do ano 2.000 a.C, na era conhecida como pré-clássica. Vai terminar por volta de 250 d.C, quando começa a era clássica; a derrocada, dizem historiadores, começaria no ano 9 d.C.

Não fica claro em "Apocalypto" quem são de fato os invasores que destruirão a vida, a comunidade e a família de Jaguar Paw, o herói da trama. Aparentemente, são outros maias.

Jaguar é um guerreiro ao mesmo tempo bravo e determinado no trato social-político e amoroso e brincalhão no familiar e comunitário. Sua interessante personalidade dá o único tom humanista da película, certamente não graças ao diretor, mas sim à atuação brilhante de Rudy Youngblood (sangue jovem!). É ele (e sua família) o principal e talvez único motivo pelo qual o filme vale a pena em alguma coisa.

De resto, tudo é Gibson. Muito sofrimento, muita correria, muita perseguição implacável, que começa com a caça a uma anta e termina com a caça a uma civilização. Em termos de qualidade cinematográfica, vale citar Nicholas J. Saunders, autor de "Américas Antigas" (ed. Madras, 237 págs.):

"A imaginação dos Maias não conhecia limites quando se tratava de inventar maneiras de humilhar, torturar e finalmente sacrificar suas vítimas."

Qualquer semelhança com o que Gibson faz com o público...

Colaborou DIÓGENES MUNIZ

CFM atua contra a VIDA

13:04 @ 29/01/2007

(Texto de Rodrigo Pedroso)
 
Para quem tinha alguma dúvida a respeito, agora não há mais como  negar que o Conselho Federal de Medicina (CFM) está atuando contra a inviolabilidade da vida, garantida pelo art. 5o da Constituição Federal. É o que se depreende de recentes Resoluções baixadas por esse Conselho.

1. RESOLUÇÃO 1.752 DE 2004

Em 8 de setembro de 2004, o CFM baixou a Resolução n. 1.752, que considera o anencéfalo como natimorto cerebral e permite ao médico retirar para transplante os órgãos do bebê logo após o nascimento. A resolução, uma obra prima de ambigüidade, afirma em seus considerandos que um bebê anencefálico é um natimorto por questão de princípio, contravindo o que estabelece a legislação penal brasileira, obrigatória para médicos e cidadãos. A Lei n. 9437 de 1997 define como crime punivel com pena privativa de liberdade a retirada de órgãos não precedida de diagnóstico de morte encefálica, o que evidentemente não é o caso destes bebês, como mostra o caso de Patrocínio Paulista, onde a bebê Marcela nasceu anencéfala e continua viva sem necessidade de aparelhos há mais de dois meses. A prática médica universal e a legislação brasileira sustentam que não pode existir morte encefálica enquanto o paciente respira sem necessidade de aparelhos. Os integrantes do Conselho Federal de Medicina já deveriam ter sido processados por incitação ao crime por ter aprovado a Resolução 1.752.
 
2. RESOLUÇÃO 1.805 DE 2006
 
No final do ano passado, o Conselho Federal de Medicina publicou outra obra prima de ambigüidade, a Resolução 1.805 de 9 de novembro de 2006, que "autoriza" os médicos a praticarem a eutanásia. Antes de divulgar o texto os conselheiros deram a entender à imprensa que a intenção da entidade era a de autorizar a ortotanásia. Com isto receberam o apoio público da Igreja, do secretário da CNBB, Dom Odilo Scherer, de Frei Antonio Moser, consultor da CNBB em bioética, e do Dr. Humberto Vieira, presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, segundo atestado pelo jornal O Estado de São Paulo. O jornal paulista publicou uma matéria onde se lia que "apesar dos advogados consultados pedirem cautela com a nova norma médica e que a resolução não pode sobrepor-se ao Código Penal, a Igreja Católica, usualmente contrária a ações que atentem contra a vida, como o aborto, desta vez se posicionou ao lado dos médicos"
 
["Igreja apóia permissão para desligar aparelhos de pacientes terminais": http://txt.estado.com.br/editorias/2006/11/11/ger-1.93.7.20061111.11.1.xml]
 
 Quando no dia 28 de novembro de 2006 foi finalmente publicado o texto da Resolução, verificou-se que na realidade ele permite a eutanásia, facultando aos médicos suspenderem quaisquer "procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal", sem restringir por quaisquer especificações o que seriam estes tratamentos e procedimentos, o que inclui entre o que pode ser suspendido coisas tão banais como a simples alimentação. Recentemente, por causa de ambigüidades como estas, que não podem ser atribuidas à ingenuidade dos conselheiros, tribunais americanos autorizaram a suspensão da alimentação da paciente Terry Schiavo com o objetivo de apressar a sua morte. As autoridades eclesiásticas, que O Estado de São Paulo afirma terem apoiado a resolução antes de sua publicação, até o momento não voltaram a se pronunciar sobre o assunto, o que contribuíu para que a sociedade em geral não tenha tomado conhecimento do conteúdo da resolução, e para que a maioria dos médicos católicos praticantes, ouvidos por alguns grupos de defesa da vida, estejam interpretando o silêncio da hierarquia como um sinal de que a Igreja aprova a resolução. 
 
A Resolução 1.805 vai passar em silêncio e daqui a alguns anos, quando os meios de comunicação elaborarem algum escândalo a respeito do "direito de morrer", ela passará a ser citada como jurisprudência consumada e aceita por todos sem contestação, abrindo caminho para a aprovação definitiva da eutanásia pelo Congresso brasileiro. Não se trata de uma ameaça distante. O México pretende aprovar a eutanásia logo após meados de março de 2007. 
 
3. RESOLUÇÃO 1.811 DE 2007
 
No ultimo dia 17 de janeiro de 2007 o Conselho Federal de Medicina publicou uma nova Resolução, a de n. 1.811, de 14 de dezembro de 2006, recheada de erros médicos manifestos e primários, afirmando que a "anticoncepção de emergência", conhecida popularmente como a "pílula do dia seguinte", não é abortiva. Ora, a pílula do dia seguinte consiste em uma alta dosagem dos mesmos hormônios que são utilizados nas pílulas ditas anticoncepcionais. Caso o óvulo não tenha se encontrado com o espermatozóide, o coquetel impede a fecundação, mas, se a concepção já ocorreu, a pílula modifica a parede interna do útero de tal maneira que, no sétimo dia após a fecundação, o embrião não consegue nidar-se na parede uterina e morre. Trata-se, portanto de um aborto. 
 
A Resolução 1811/06 afirma exatamente o contrário, sem oferecer nenhuma evidência para tal, o que alias não seria possível porque não existe. O Conselho Federal de Medicina declara nos considerandos da Resolução 1811/06 que "em caso de ocorrência de fecundação, não haverá interrupção do processo gestacional", e que "o objetivo da Anticoncepção de Emergência é evitar a gravidez e que mesmo nos raros casos de falha do método não provoca danos à evolução da gestação" e resolveu "aceitar a Anticoncepção de Emergência como método alternativo para a prevenção da gravidez, por não provocar danos nem interrupção da mesma".
 
É profundamente lamentável o silêncio da sociedade em torno deste trabalho contra a vida que já se revelou sistematico por parte do Conselho de Federal de Medicina. A repetição contínua destes episódios evidencia que não se tratam de enganos técnicos, mas denunciam um trabalho proposital pelo qual o Conselho quer inaugurar uma nova Medicina no Brasil alinhada com o trabalho de reengenharia da sociedade desenvolvido pelas grandes fundações internacionais que financiam a revolução sexual, a destruição dos paradigmas da família, o aborto e agora também a eutanásia. 
 

Conselho de Medicina estabelece normas éticas para uso da pílula do dia seguinte

Da Agência Brasil
 
17/01/2007
13h36-O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta quarta-feira no Diário Oficial da União uma resolução estabelecendo normas éticas para o uso da anticoncepção de emergência -- conhecida popularmente como pílula do dia seguinte -- como método alternativo para a prevenção da gravidez.

Para o CFM o uso da pílula não pode ser considerado uma forma de aborto. "Essa foi uma questão que discutimos intensamente aqui no conselho. Os especialistas da área mostraram que todos os estudos revelam que não é abortivo. Ela (a pílula) não tem nenhuma ação sobre o óvulo fecundado, ou que já esteja preso dentro do útero", destacou o corregedor do conselho, Roberto D'Avila.

Ele explicou que a pílula do dia seguinte é um remédio à base de hormônios que dificulta o acesso do espermatozóide ao óvulo e, com isso, não chega a ocorrer a fecundação. "Impedindo a fecundação, não há que se falar em aborto", disse o médico.

D'Avila destacou que a resolução não quer estimular o uso da pílula do dia seguinte, mas orientar os médicos nas questões éticas. "Não queremos que a anticoncepção de emergência seja utilizada de forma rotineira. Ela é para ser usada ocasionalmente diante de uma emergência, ou seja, a possibilidade de uma gravidez em que sequer era previsível a relação sexual".

"O que estamos dizendo com essa resolução é que, à luz do conhecimento científico e das normas éticas, o médico pode utilizar essa anticoncepção de emergência, devendo ser ele responsável pela prescrição, para que não seja usada de maneira inadequada e irresponsável", completou.

O corregedor do CFM lembra que há outros métodos contraceptivos mais aconselháveis. "É claro que somos favoráveis a outros métodos preventivos, principalmente ao uso da camisinha, até porque previne doenças sexualmente transmissíveis. Mas estamos dizendo que, além desses outros métodos, a anticoncepção de emergência é uma opção que não fere as leis do país e os médicos podem usar".

Ele ressalta também que o medicamento não deve ser tomado sem orientação médica. "É essencial a prescrição médica, até para que as pessoas não consigam esse medicamento em balcões de farmácia, das mãos de profissionais não habilitados ou até mesmo de vizinhos. Há de ter responsabilidade nisso".

Na resolução, o CFM destaca que no Brasil há um número significativo de mulheres expostas à gravidez indesejada e que a anticoncepção de emergência pode ajudar a reduzir essa estatística e também o número de aborto provocado.

 
RESOLUÇÃO CFM Nº 1.811/2006
(Publicada no D.O.U. de 17 jan. 2007, Seção I, p. 72)
 
Estabelece normas éticas para a utilização, pelos médicos, da Anticoncepção de Emergência, devido a mesma não ferir os dispositivos legais vigentes no país.
 
 
O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, alterada pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e
Considerando que o direito reprodutivo funda-se nos princípios da dignidade da pessoa humana e propicia o exercício da paternidade responsável;
Considerando que compete ao Estado propiciar recursos educacionais, científicos e materiais para o exercício desse direito, sendo vedada qualquer ação coercitiva por parte de entidades públicas ou privadas;
Considerando que no Brasil há um número significante de mulheres expostas à gravidez indesejada, seja pelo não uso ou uso inadequado de métodos anticoncepcionais;
Considerando que as faixas mais atingidas são as de adolescentes e de adultas jovens, que, freqüentemente, iniciam a atividade sexual antes da anticoncepção;
Considerando que a prevenção da gravidez indesejada constitui bom exemplo de sexualidade responsável, e que tal gravidez pode conduzir a custos psíquicos e sociais por vezes irreversíveis;
Considerando que a prática da dupla proteção ─ recomendada pela Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia e Sociedade Brasileira de Pediatria ─, busca incutir a utilização da camisinha masculina ou feminina, concomitante a um outro método anticoncepcional, incluindo-se a Anticoncepção de Emergência;
Considerando que a Anticoncepção de Emergência pode ser utilizada em qualquer etapa da vida reprodutiva e fase do ciclo menstrual na prevenção da gravidez e que, em caso de ocorrência de fecundação, não haverá interrupção do processo gestacional;
Considerando que o objetivo da Anticoncepção de Emergência é evitar a gravidez e que mesmo nos raros casos de falha do método não provoca danos à evolução da gestação;
Considerando que a Anticoncepção de Emergência poderá contribuir para a diminuição da gravidez indesejada e do aborto provocado;
Considerando, finalmente, o decidido na sessão plenária realizada em 14 de dezembro de 2006,
 
RESOLVE:
 
Art. 1º Aceitar a Anticoncepção de Emergência como método alternativo para a prevenção da gravidez, por não provocar danos nem interrupção da mesma.
 
Art. 2º Cabe ao médico a responsabilidade pela prescrição da Anticoncepção de Emergência como medida de prevenção, visando interferir no impacto negativo da gravidez não planejada e suas conseqüências na Saúde Pública, particularmente na saúde reprodutiva.
 
Art. 3º Para a prática da Anticoncepção de Emergência poderão ser utilizados os métodos atualmente em uso ou que porventura sejam desenvolvidos, aceitos pela comunidade científica e que obedeçam à legislação brasileira, ou seja, que não sejam abortivos.
 
Art. 4º A Anticoncepção de Emergência pode ser utilizada em todas as etapas da vida reprodutiva.
 
Art. 5º Revogam-se todas as disposições em contrário.
 
Art. 6º Esta resolução entra em vigor a partir da data de sua publicação.
 
Brasília-DF, 14 de dezembro de 2006.
 
 
 
EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE                    LÍVIA BARROS GARÇÃO
Presidente do Conselho                                         Secretária-Geral

Abortismo com dinheiro publico

13:05 @ 29/01/2007

Link

13:06 @ 29/01/2007

http://article.nationalreview.com/?q=YTUzYmJhMGQ5Y2UxOWUzNDUyNWUwODJiOTEzYjY4NzI=

PRESSÃO PELA LEGALIZAÇÃO DA EUTANÁSIA EXPLODE NA ESPANHA E NA ITÁLIA (Texto de Rodrigo Pedroso)
 
O México prepara-se para legalizar a eutanásia em março de 2007, juntamente com o aborto. 
 
["Despenalización de aborto y eutanasia será en marzo", http://www.cronica.com.mx/nota.php?id_nota=280430]
 
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina baixou a Resolução n. 1.805/2006 que "autoriza" os médicos a praticarem a eutanásia, facultando aos médicos suspenderem quaisquer "procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal", sem restringir de nenhum modo o que poderiam ser tais tratamentos e procedimentos, o que significa que vale suspender qualquer coisa, não apenas tratamentos, mas também quaisquer procedimentos, incluindo a alimentação e remédios facilmente adquiríveis e administráveis. O silêncio em relação à medida por parte da sociedade, dos médicos e inclusive da estrutura hierarquica da Igreja no Brasil é total. Após a divulgação do documento e ser conhecido o seu verdadeiro teor, nenhum posicionamento contra a Resolução homicida foi divulgado. A Resolução n. 1.805 vai passar em silêncio e daqui a alguns anos, quando os meios de comunicação tiverem construído alguma polêmica a respeito do "direito de morrer", ela passará a ser citada como jurisprudência consumada e aceita por todos sem contestação, abrindo caminho para a aprovação definitiva da eutanásia pelo Congresso Nacional.
 
Enquanto isso, desencadeia-se simultaneamente, e com características muito semelhantes, a pressão pela legalização da eutanásia na Espanha e na Itália, exigindo a implantação nestes países do modelo da legislação holandesa e belga. A simultaneidade, a semelhança e o modo operandi dos dois casos sugere um trabalho orquestrado de fundo. Já que no Brasil a opinião pública ignora completamente o assunto e o Conselho Federal de Medicina é assessorado por peritos em Bioética que acompanham de perto o trabalho existente por trás da discussão européia e que são apoiados pelas mesmas organizações internacionais que promovem o aborto, não é de se descartar a hipótese bastante provável de que a repentina aprovação da eutanásia por parte do CFM em uma linguagem própria a enganar o leitor superficial faz intencionalmente parte do trabalho orquestrado a nível mundial, que visa complementar o da legalização do aborto nos países onde a taxa de crescimento populacional alcançou o nível zero ou negativo.
 
Na Espanha, há dois meses atrás o Comitê Consultivo de Bioética de Barcelona apresentou um relatório que mostrava a necessidade de legalizar a eutanásia e o suicídio assistido na Espanha, quando houvesse "um pedido sério, inequívoco e persistente do paciente".
 
["Madeleine Z., una decisión muy meditada": 
 
Segundo um dos principais jornais da Espanha, justamente aquele que está sendo no momento o principal ativador da controvérsia da eutanásia no país, a proposta do Comitê, "que apresentou um extenso documento preparado por médicos, juristas e especialistas em bioética no qual propõe-se a despenalização da eutanasia e do suicidio assistido, baseia-se nas leis que legalizaram a eutanásia na Holanda e na Bélgica, e têm como centro a reforma do artigo 143 do Código Penal, que castiga com penas de prisão quem presta o auxílio necessário ao suicídio".
 
["La mayoría de los españoles apoya la 'muerte digna', según varias encuestas": 
 
Sexta-feira passada, em Alicante, na Espanha, uma mulher de 69 anos, Madelaine Z.B., que padecia de uma doença degenerativa, mas que, no dizer do filho, "ainda era capaz de caminhar sozinha e de tomar uma cervejinha que muito apreciava", recebeu ajuda de dois ativistas da Associação Federal pelo Direito de Morrer Dignamente para suicidar-se. Madelaina havia-se associado à entidade, sem conhecimento dos filhos, em março do ano passado. A Associação entregou-lhe um "guia de autolibertação" que explica como suicidar-se e permaneceram com ela enquanto ela seguia todos os passos. O presidente da Associação afirma que na Espanha a eutanásia é ilegal, mas "acompanhar um paciente terminal durante a sua morte não constitui crime". O filho da mulher, entretanto, ficou estupefato ao saber da morte da mulher, dizendo-se "assombrado e desconhecer completamente que a sua mãe pretendesse interromper a sua vida".
 
["Alguien animó a mi madre y la vieron morir dos personas": 
 
Logo em seguida o jornal El País publicou uma pesquisa de opinião pública, realizada em meados de 2006 pelo Instituto da Juventude, em que foram entrevistadas 1448 pessoas, e apurando que 76% dos espanhóis com menos de 30 anos são a favor da legalização da eutanásia. Segundo o jornal, em 2001, uma pesquisa semelhante realizada pelo Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) encontrou uma aprovação de 72%, maior do que a aprovação ao casamento gay, que na época era de 68%, e maior do que a aprovação da eutanazia em 1995, que era de 70%. El País recorda também que em 2002, 59,9% de mais de mil médicos espanhois entrevistados pelo CIS já eram a favor da legalização da eutanásia e do suicídio assistido.
 
["La mayoría de los españoles apoya la 'muerte digna', según varias encuestas": 
 
No mesmo dia, o jornal El País também publicou uma sondagem sobre a posição dos partidos políticos espanhóis a respeito da eutanazia:
 
"Se houvesse debate, a postura dos partidos estão muito claras. O IU-ICV e a Esquerra apóiam a legalização da eutanásia segundo o modelo das experiências da Bégica e da Holanda. A posição do PP é claramente contrária. O PNV mostra-se a favor do debate: 'A postura do meu partido é que cada um tem liberdade de consciência. Há gente contra, mas minha posição é favorável', afirmou a deputada Margarita Uría".
 
["El Gobierno desoye a sus aliados y rechaza abrir el debate de la eutanasia": 
 
Nos blogues espanhóis que esta semana estão pululando por causa da polêmica, manifestamente construída e orquestrada por gente que sabe fazer estas coisas, encontram-se argumentos como este, bastante semelhantes aos utilizados para promover o aborto, e que resumem o pensamento de uma infinidade de pessoas indubitavelmente vítimas da "assimetria dos meios de comunicação":
 
"A eutanásia é uma decisão livre de suicidar-se, auxiliada por terceiros. [...] Todos os argumentos que ouço contrários à eutanásia estão baseados, em última análise, em um mandamento divino. Mas o que dizer dos que não crêem em Deus? Toda a sociedade tem que assumir postulados religiosos mesmo que não seja crente? Todas as pessoas, se demonstrarem que estão em seu pleno uso de suas faculdades mentais e se lhes oferece um apoio para continuar vivendo, deveriam poder decidir em última instância se desejam viver ou morrer com dignidade. Aquele que crer em Deus ou na religião decidirá viver, aos demais, que se lhes deixe em paz".
 
["¿Qué opina sobre la eutanasia?, porque este es un asunto muy serio": 
 
Na Itália, assim como na Espanha com o caso de Madeleine, ocorreu há poucas semanas um caso insistentemente veiculado pela imprensa: Pier Giorgio Welby, que exigiu da justiça o direito de morrer. Parlamentares italianos chegaram a fazer greve de fome de dois dias em protesto a favor do "direito" de Giorgio, tudo acompanhados pela mídia.
 
Ao mesmo tempo, uma pesquisa realizada pela Eurispes e apresentada diretamente ao Senado italiano, indicou que 68% dos italianos é a favor da legalização da eutanásia. No ano passado este número era de 42%, e em 1987 apenas 24,5%.
 
["Eurispes: sette italiani su 10 favorevoli a eutanasia": 
 
["Eutanasia, Rapporto Eurispes: favorevoli sette italiani su dieci": 
 
["Eutanasia: Eurispes, favorevoli 7 italiani su 10": 
 
["Effetto Welby: 7 italiani su 10 ora sono favorevoli all'eutanasia": http://www.ilgiornale.it/a.pic1?ID=150372]
 
Mais ainda, um entre quatro italianos está convencido que a eutanásia já está sendo correntemente praticada de modo clandestino nos hopitais italianos, e 6% afirma conhecer pessoas que foram submetidas à eutanásia. A Deputada Donatella Poretti concedeu entrevista à imprensa afirmando ser urgente uma investigação oficial sobre a extensão efetiva da prática da eutanásia clandestina, que ela já havia pedido e não foi atendida. O presidente do Comitê de Bioética da Unesco, de que não se diz por que motivo estava presente no Senado Italiano um dia antes quando o assunto foi discutido a portas fechadas, teria em seguido afirmado à Deputada Donatella que na Unesco e em outros órgãos internacionais em que antes havia trabalhado, entende-se que este tipo de investigação oficial é um dos atos preliminares fundamentais que acabam por conduzir às decisões legistativas finais nestas matérias. 
 
A Deputada Donatella conclui a entrevista afirmando:
 
"Outra vez as instituições se afastam dos cidadãos que têm uma percepção da realidade muito mais madura e concreta que aquela de tantos colegas meus do Legislativo que raciocinam em termos de dogmas, sem entender como é urgente e necessária uma lei que regulamente a prática da eutanásia". 
 
["Eutanasia. Realtà sempre più lontana da istituzioni. Necessaria un'indagine conoscitiva sul fenomeno": 
 

La mayoría de los españoles apoya la 'muerte digna', según varias encuestas
 
A. A. - Madrid - 19/01/2007
Fonte:
 
Madeleine Z., la mujer de 69 años enferma de esclerosis lateral amiotrófica (ELA) que se quitó la vida el pasado viernes, era defensora de la eutanasia y del suicidio médicamente asistido. Había visto morir, sufriendo mucho, a su marido. "Yo le pediría al Gobierno que los médicos no se solivianten cuando les hables de ello", decía. Mientras, hace poco más de dos meses, el Comité Consultivo de Bioética de Cataluña presentó un extenso documento (preparado por médicos, juristas y especialistas en bioética) en el que propone despenalizar la eutanasia y el suicidio asistido en determinados supuestos.
 
Entre ellos, la enfermedad terminal o incurable que provoca sufrimientos que el enfermo vive como insoportables, a solicitud de éste, y cuando de forma libre y reiterada, pide la muerte.
 
La propuesta, que se basa en las leyes que legalizaron la eutanasia en Holanda y Bélgica, tiene como centro la reforma el artículo 143 del Código Penal, que castiga con penas de cárcel al que preste ayuda necesaria al suicidio.
 
En una encuesta realizada a 1.448 personas de entre 15 y 29 años por el Instituto de la Juventud en primavera de 2006, la pregunta de si le parecía correcto ayudar a morir a un enfermo incurable recibió un 76% de respuestas afirmativas y un 15% de contestaciones negativas.
 
En 2001, la respuesta a la misma pregunta de una consulta del CIS recogió un 72% de respuestas positivas, cosechando más apoyos que el matrimonio homosexual (68% a favor), legalizado desde 2005.
 
Todas las edades
 
Ciudadanos de todas las edades preguntados por el CIS en 1995 (la última consulta del organismo en que se planteó la cuestión) ya se mostraban de acuerdo con que "un enfermo incurable tiene derecho a que los médicos pongan fin a su vida". Las respuestas positivas rondaban un 70% en menores de 45 años y disminuían en edades superiores, pero eran mayoritarias (en torno al 53%).
 
La mayoría de los 1.057 médicos consultados por el Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) en 2002 (un 59,9%) estaba de acuerdo en que se regule la eutanasia o el suicidio asistido. Quizá porque un 84% consideraba que con los cuidados paliativos no se resolvía todos los casos en los que el enfermo desea la eutanasia. En el mismo sondeo, también más de la mitad (un 57,6%) decía que había recibido peticiones para retirar tratamientos y el 19,5% para acelerar la muerte (ver gráfico).
 

Roma. Según un informe de un instituto de estudios políticos
En Italia, el 68% apoya la eutanasia
 
Esta práctica es un delito penado, aunque se practica en forma clandestina. Recrudece el debate.
 
 
El 68 por ciento de los italianos esta a favor de la eutanasia, según un estudio publicado ayer por el Instituto de Estudios Políticos Económicos y Sociales italiano (EURISPES).
Sin embargo, en el caso del uso de esta practica con niños menores de doce años con enfermedades incurables, el 23,3 por ciento de los encuestados se muestra en contra, el 24,9 poco de acuerdo y el 35 bastante de acuerdo.

La posición de los italianos varió considerablemente en los últimos veinte años ya que en 1987 el 40,8 por ciento se declaraba en contra y el 11,2 lo juzgaba inmoral, revela el mismo estudio.
La mayoría de la población, un 74,7 por ciento es favorable a que se diseñe una ley por la que cada individuo pueda decidir la interrupción de una terapia en caso de coma irreversible.

Por sexos, el 70,4 por ciento de los hombres es favorable a poner fin a la vida de forma voluntaria para acabar con el sufrimiento frente a un 65,7 por ciento de las mujeres.

Por ideas políticas

Según las ideas políticas, las personas que se declaran de izquierdas son más proclives a la eutanasia (un 78,1 por ciento), seguidas de las que se definen de derechas (un 61,7) y las que se dicen de centro (un 55,7).
Por áreas geográficas, el 74,6 por ciento de los habitantes encuestados en el centro del país se decantan a favor de la eutanasia, el 69,4 por ciento de los del Norte y el 62,6 por ciento de los del Sur y las islas.
En Italia la eutanasia es un delito penado, aunque "se practica de forma clandestina", según el profesor Umberto Veronesi, experto en la cuestión, citado por EURISPES.
De hecho el estudio muestra que el 42 por ciento de los entrevistados tiene dudas sobre si en la sanidad pública o privada se camufla la ejecución de esta practica.

Asimismo el 41 por ciento de los ciudadanos tiene dudas sobre si los médicos o enfermeras de confianza están dispuestos a ayudar a las familias que requieran la eutanasia.

El relativismo en la trituradora de Gibson

por Massimo Introvigne - http://www.conoze.com/doc.php?doc=6182

El estreno en Italia de la película Apocalytpo de Mel Gibson ha desencadenado también en nuestra casa una horda de antropólogos relativistas, para quienes Gibson no es el verdadero objetivo. Existe una cierta corriente antropológica interesada en afianzar, después del ataque de Benedicto XVI, el principio del relativismo cultural, esto es que no hay juicios y valores universales, válidos para todas las culturas, si no que toda acción, gesto, doctrina ha de ser juzgada tan solo dentro de la cultura en la que se originan, y sólo un racista puede considerar que una cultura es inferior a otra.

Apocalypto no es un documental, y nos puede divertir ponernros todo lo tiquismiquis que queramos, pero la representación de la cultura maya como fundada sobre el sacrificio humano —considerada necesaria par asegurar el poder del estado y la fertilidad de las mujeres—es coherente con las investigaciones históricas más recientes. En 2003 David Stuart, historiador y antropólogo de la Universidad de Harvard, publicó en la revista Arqueología Mexicana un artículo sobre la ideología del sacrificio en el mundo Maya que levantó mucha polvareda. Sintetizando las investigaciones de decenas de antropólogos forenses, Stuart nos muestra cómo la colaboración entre las modernas técnicas de análisis de los lugares arqueológicos y la propia historia desmiente definitivamente la teoría de que la cultura maya había sido más pacífica que la de los aztecas y que el sacrificio humano había sido raro entre ellos. Sobre todo, Stuart —coautor de cuatro volúmenes fundamentales sobre los mayas— envía al mundo de las antiguallas el argumento, que vemos repetir hasta la náusea estos días en Italia, del «código» español empeñado en difamar a los mayas para justificar las acciones de los conquistadores. Al contrario, más allá de alguna posible exageración sobre el números de los sacrificados (que los españoles no podían ciertamente cuantificar con los recursos de la investigación moderna), las descripciones de cuerpos destripados, corazones extraídos, niños ofrecidos en sacrificio a los dioses y masacres, que Gibson ha filmado, son sustancialmente fieles a la realidad. Otra estupidez difundida, explica Stuart, es que los mayas se alimentaran de la carne humana de los sacrificios para poner remedio a un déficit de proteínas. No: el sacrificio humano para los mayas era una ideología y centro de toda su cultura.

Pero precisamente aquí está el problema. Según el relativismo antropológico, cualquier juicio ha de ser circunscrito a la cultura que lo emite. ¿Quién somos nosotros para juzgar a los mayas? Ni existen valores universales con base a los cuales podamos sostener que una cultura humana fundamentada en el sacrificio humano sea —desde ese punto de vista—inferior, por ejemplo, a la cultura cristiana fundamentada sobre el perdón y la compasión. Pero una vez aprobado el supuesto, no nos vamos a para en los mayas. Así se vuelve comprensible (quizás) excluir la poligamia de nuestra cultura, que hace más de dos mil años que no la practica, con la consideración de «imperialismo cultural» cualquier intento de impedir practicarla a los musulmanes, incluso cuando vienen a nosotros, etc.

Benedicto XVI en cambio nos ha recordado en su Mensaje en el día de la Paz de 2007 que existe una ley natural, «una gramática impresa en el corazón de hombre», que vale para todas las culturas y sobre cuya base las culturas pueden ser juzgadas, al margen de cualquier tipo de relativismo. Apocalypto y Mel Gibson pueden por supuesto no gustar, pero el tema sobre el tapete es este.

 

Cultura | 15.01.2007
Documentário debate relação entre homossexualidade e nazismo
 
'Homens, heróis, gays nazistas' e a cultura da masculinidade
 
No documentário "Homens, heróis, gays nazistas", o diretor alemão Rosa von Praunheim aborda a relação entre homossexualidade e nazismo, cujo ideário e estética estão cada vez mais presentes na cena gay atual.
 
Em uma série de documentários realizada recentemente, o célebre diretor gay alemão Rosa von Praunheim (Eu sou minha própria mulher, 1992 e O Einstein do Sexo, 1999) relata sobre testemunhas gays sobreviventes da era nazista.
 
Em Schwein gehabt – Joe Luga (Joe Luga teve sorte), por exemplo, Von Praunheim conta a história do cantor Joe Luga, que fazia shows travestido de mulher para os soldados alemães da frente russa. Somente após a guerra, nos anos de 1950 e 1960, sua homossexualidade o levou às prisões da antiga Alemanha Ocidental.
 
Mas é no longo documentário Männer, Helden, Schwule Nazis (Homens, heróis, gays nazistas), disponível desde o ano passado em DVD, que o diretor aborda a paradoxal relação entre a homossexualidade e as idéias do radicalismo de direita, cuja estética está cada vez mais presente na cena gay atual.
 
Homossexualidade e nazismo: é possível?
 
Alexander Schlesinger posa em frente ao aeroporto de Tempelhof
Alexander Schlesinger posa em frente ao aeroporto de Tempelhof
 
Andre, ex-ativista skinhead, fala sobre a "cultura da masculinidade" em grupos de extrema direita. Botinas, cabeças raspadas e suspensórios são símbolos de virilidade e radicalismo.
 
Bernd Ewald Althaus, preso nos anos de 1990 por propagar "a mentira de Auschwitz", explica suas convicções, enquanto é mostrado distribuindo panfletos para festas gays em Berlim.
 
Alexander Schlesinger pertence a um partido de extrema direita, cujo nome não foi citado. Ele explica que seu chefe está informado de sua homossexualidade.
 
Os três são gays assumidos e estão ou estiveram ligados ao movimento de extrema direita. Em seu documentário, Von Praunheim tenta não somente mostrar o paradoxo entre a homossexualidade e o neonazismo, mas também que a sexualidade está presente em todos, até mesmo em nazistas.
 
Nazistas de ontem e de hoje
 
A homossexualidade de Ernst Röhm (c) foi tolerada durante anos por Hitler
A homossexualidade de Ernst Röhm (c) foi tolerada durante anos por Hitler
 
Entre os casos mais famosos, trazidos por Von Praunheim à tela, estão Ernst Röhm, chefe da SA (Seção de Assalto), a tropa de segurança do partido de Hitler, e Michael Kühnen, líder do proibido FAP (Partido Liberal dos Trabalhadores Alemães).
 
Ernst Röhm vivia sua homossexualidade de forma relativamente aberta. Ele quis abolir o parágrafo 175 do Código penal, que até os anos de 1970 considerava a homossexualidade crime na Alemanha.
 
Sua homossexualidade era motivo de chacota da oposição social-democrata. Por uma ameaça de golpe de Estado e por sua homossexualidade, Hitler o mandou fuzilar, em 1934, juntamente com seus aliados. Cerca de 40 anos mais tarde surgia Michael Kühnen, chefe do FAP e um dos mais importantes neonazistas da Alemanha.
 
Michael Kühnen (c) morreu de aids
Michael Kühnen (c) morreu de aids
 
Em 1986, Kühnen publicou o manifesto Nacional-socialismo e Homossexualidade, onde explicava, entre outros, que os homossexuais eram mais aptos a assumir funções de chefia, já que não tinham família, podendo assim se dedicar completamente à sua causa. Nas teorias de Kühnen, a mulher assumia uma função biológica. Michael Kühnen morreu de aids em 1991, fato negado, assim como sua homossexualidade, pela maioria dos seus seguidores.
 
Nem Hitler nem Hess escaparam
 
Em Homens, heróis, gays nazistas, nem o ditador Adolf Hitler e seu vice, Rudolph Hess, escaparam da homossexualidade. Por sua feminilidade, Hess era chamado de "senhorita Hess" por alguns companheiros de partido e só se casou porque Hitler o obrigou, explica o documentário de Rosa von Praunheim.
 
No livro O Segredo de Hitler, o historiador e professor da Universidade de Bremen Lothar Machtan tenta provar que o ditador era homossexual, usando como argumentos, entre outros, depoimentos de antigos camaradas e o fato de Hitler só ter tido relações com mulheres aos 48 anos.
 
Esquerda passiva, direita ativa
 
Para Von Praunheim, a sexualidade está em todos
 
Quanto ao avanço do neonazismo entre os homossexuais da atualidade, que muitas vezes adotam a estética do radicalismo de extrema direita sem mesmo ter convicções políticas neonazistas, o diretor de 65 anos explica, no final de seu filme, sua visão atual dos movimentos de emancipação gays.
 
"Os tempos de uma esquerda ativa já passaram, vivemos agora uma época de um engajamento de direita."
 
Sempre houve gays ligados a movimentos de extrema direita, por mais paradoxal que seja esta posição, explica o diretor. Já que, a partir de 1935, os nazistas acirraram ainda mais a perseguição aos homossexuais. Através da fome e trabalhos forçados em campos de concentração, gays eram "reeducados" como heterossexuais.
 
Perguntado por Rosa von Praunheim sobre o que achava de homossexuais nazistas, o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, cujo lema eleitoral foi "Sou gay e é bom assim", declarou no documentário: "Nazistas, sejam eles homossexuais ou heterossexuais, eu desconsidero".
 
 
Carlos Albuquerque

Zeus volta a ser adorado na Grécia 1.600 anos depois
 
Levou mais de 1.600 anos, mas o antigo deus grego Zeus voltou a ser adorado, no melhor estilo pagão, por um pequeno grupo de fiéis, neste domingo, num antigo tempo do coração de Atenas, na Grécia. Esta é a primeira cerimônia do tipo registrada no templo de 1.800 anos de Zeus Olímpico desde que a religião pagã foi proibida pelo Império Romano, no final do século IV.
 
Cerca de 200 pessoas participaram da cerimônia, organizada pela Ellinais, um grupo ateniense que luta para trazer de volta a velha religião. O grupo desafiou uma norma do Ministério da Cultura, que proibiu o acesso à área, no centro de Atenas.
 
Os adoradores, vestindo fantasias que evocam trajes do passado, recitaram hinos pedindo que Zeus, "rei dos deuses e movedor das coisas", trouxesse paz ao mundo.
 
"Nossa mensagem é de paz mundial e um modo de vida ecológico, no qual todos têm direito à educação", disse Kostas Stathopoulos, um dos três sacerdotes que supervisionaram o evento, uma celebração do casamento entre Zeus e Hera, a deusa do matrimônio.
 
A Ellinais, que tem 34 membros registrados, já venceu uma batalha judicial para que a antiga religião grega fosse reconhecida pelo governo. Agora, o grupo quer que a sede seja declarada como local de culto - decisão que poderia permitir aos sacerdotes dos deuses antigos realizar casamentos e outros serviços.
 
Fonte: Agência Estado

Chega de modernidade

13:13 @ 29/01/2007

Chega de modernidade
Luiz Felipe Pondé defende em novo livro a "dúvida conservadora" e contesta a idéia de que os problemas humanos são políticos e sociais

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RAFAEL CARIELLO
DA REPORTAGEM LOCAL

Uma briga antiga vai ganhar um novo "round" com o lançamento em breve do livro "Do Pensamento no Deserto" (Edusp), reunião de ensaios do filósofo Luiz Felipe Pondé, 47.
Trata-se da peleja entre o pensamento conservador e a modernidade, entendida como a crença na promessa de que a razão humana, de que a ciência, daria conta da realidade e seria capaz de reformar a vida e a sociedade, visando à melhoria do homem.
Contra essa certeza iluminista (que determina a vida no Ocidente desde pelo menos o fim do século 18), levantou-se desde logo o que o professor do Departamento de Teologia da PUC-SP e da Faculdade de Comunicação da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) chama de "dúvida conservadora". Embora o pensamento conservador tenha tido representantes nobres no Brasil -Pondé cita, entre outros, o crítico Otto Maria Carpeaux e o escritor Nelson Rodrigues-, os problemas que ele coloca raramente são tratados com rigor acadêmico no Brasil.
É o que esse professor de filosofia procura fazer nos dez ensaios de seu novo livro, que tratam de temas como a ciência e a bioética, as literaturas de Fiódor Dostoiévski e Franz Kafka e os entraves do mundo universitário. "Do Pensamento no Deserto" ainda não tem data para ser lançado, mas deve sair neste semestre, diz Pondé.
Na entrevista a seguir ele explica o que é a dúvida conservadora e ajuda a entender declarações como o elogio à Idade Média ("foi tão boa"), o desprezo à busca da felicidade ("existem coisas muito mais importantes"), a crítica à modernidade ("uma adolescente, uma menina de 14 anos, que chega a um lugar e começa a organizar") e a afirmação da existência do mal ("é óbvio que o mal existe; o que talvez a gente possa pôr em dúvida é se existe o bem").
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FOLHA - O problema do conservadorismo é a modernidade?
LUIZ FELIPE PONDÉ -
Conservadorismo significa, sem dúvida nenhuma, uma desconfiança enorme em relação à modernidade, compreendida como a crença na razão como instrumento suficiente para o conhecimento. "Conservador" é um termo que não é claro. Mas é razoavelmente correto você pensar que o termo indica desconfiança e mal-estar com relação à suficiência da razão, desconfiança com a idéia de que você possa jogar fora a tradição religiosa, contrariedade à idéia de ruptura -de que o ser humano possa inventar tudo a partir de hoje-, e está também na idéia de que a natureza humana é alguma coisa da qual você deve se aproximar com cuidado e que sempre subentende um certo mistério.
FOLHA - Há também uma desconfiança em relação à idéia de autonomia moral e de possibilidade de melhoria coletiva do ser humano?
PONDÉ -
Esse é um ponto central. Aquilo que os ingleses chamam de "melhoristas". Uma desconfiança com a capacidade de o ser humano se auto-inventar e se auto-aperfeiçoar. Isso porque o ser humano é um animal essencialmente orgulhoso. É isso que o define. Outra característica é uma desconfiança em relação à idéia de que os problemas humanos são políticos e sociais. O problema humano é sempre moral.
FOLHA - Para os modernos, o problema está sempre fora do homem?
LUIZ FELIPE PONDÉ -
A tentativa de transformar o problema humano em político-social é já fruto da busca de você afastar o mal que o caracteriza e dizer que o problema é o grupo social, que poderia ser modificado. O problema é sempre o contexto, a família, a classe social...
O pensamento conservador tem uma urticária enorme dessa idéia de progresso, sabe?
Que nós vamos construir muitas estradas, vamos crescer economicamente, as pessoas vão ficar com muitas TVs em casa, e aí a vida vai melhorar.
FOLHA - É isso que o separa ao mesmo tempo de esquerdistas revolucionários e de liberais reformistas?
PONDÉ -
É aí que eles se encontram. A idéia de que você pode construir uma engenharia social para melhorar o homem, a idéia de que você pode identificar a natureza humana e mexer nela. É o que os ingleses chamam de teorias de gabinete.
Faço aqui uma teoria sobre como melhorar o homem. Apago toda a Idade Média, toda a história da humanidade, e acho que nos últimos 200 anos é que a gente entendeu o ser humano. Isso é típico do que causa risadas numa mente conservadora. A idéia de que um cara que escreveu um livro há 150 anos evidentemente sabe mais do que Aristóteles.
Como dizia [Edmund] Burke [1729-1797, filósofo crítico da Revolução Francesa], "a sociedade é um contrato entre os mortos, os vivos e os que não nasceram ainda". Isso implica que não devemos romper com o passado como se a adolescência fosse o paradigma da vida.
Com relação aos "que não nasceram ainda", isso aponta para as fronteiras da crítica conservadora: usaremos embriões para fabricar cremes de beleza. Não temos recursos morais no comportamento humano que indiquem qualquer capacidade de não fazer isso, se isso nos for "útil" -o direito não preserva nada por mais de 40 anos. Somos utilitaristas ferozes e hipócritas. Nossa atenção deve se concentrar nos sucessos da ciência.
Isso não significa negar a pesquisa científica, mas não idolatrá-la. A dúvida conservadora deve chamar atenção para os delírios de um Estado sempre autoritário, mesmo que se diga democrático, para a necessidade de rompermos com esse integralismo da felicidade -existem coisas muito mais importantes do que a felicidade-, enfim, que ensinemos aos mais jovens como a vida é um risco eterno, como o ser humano é uma espécie precária, violenta e atormentada pela falta de sentido e como fracassamos na utopia idealista do progresso.
FOLHA - O que o pensamento conservador crê que possa estar sendo perdido com a modernidade?
PONDÉ -
Faz parte da dúvida conservadora a idéia de que a única forma de fazer frente ao poder são várias formas de poder -brigando entre elas. Por isso que a Idade Média foi tão boa, no sentido de que nela você não tinha nenhuma instância de poder absoluto.
A modernidade é uma adolescente, uma menina de 14 anos, que chega a um lugar e começa a organizar. Essa é a imagem. Imagine essa menina, que entra na empresa e começa a administrá-la. Joga fora o que foi feito até hoje, começa a inventar todos os procedimentos.
É a modernidade. Perde-se o quê nesse processo? Perde-se o que uma adolescente de 14 anos perderia administrando uma empresa. Quase tudo.
FOLHA - A literatura, a arte, são lugares privilegiados de aparecimento da reflexão conservadora?
PONDÉ -
A arte não totalmente, na medida em que ela é tomada por essa febre da vanguarda. A ruptura da ruptura da ruptura.
Isso é quase uma piada. Mas a literatura tem um espaço resguardado porque, como não tem de apresentar resultados, nem progride, ela não se submete de todo à lógica moderna. Sim, você pode pegar um Kafka, um Dostoiévski, uma série de autores onde esse mal-estar com a modernidade aparece. Neles, o que me importa é em que medida o que escreveram serve para eu compreender o mundo, por que a vida é quase sempre uma porcaria, por que, apesar de quase todas as provas em contrário, a maioria das pessoas insiste em viver.
FOLHA - No seu artigo sobre Dostoiévski, o sr. trata do problema do mal. O mal é o grande recalcado da modernidade?
PONDÉ -
Acho que sim. Talvez sim. No entanto o ser humano é capaz de sobreviver a esse totalitarismo de "o homem é bom", e "o mal é contextual". Apesar de Rousseau, o ser humano ainda é capaz de perceber que, na realidade, o mal está nele. Se dissolvo o mal num sistema social, então não sou mal. O mal é concreto em toda parte, embora às vezes tenhamos dificuldade de defini-lo. A questão é em que medida o recalque do mal na realidade não se presta ao ser humano construir uma neurose narcísica. É óbvio que o mal existe. O que talvez a gente possa pôr em dúvida é se existe o bem. Esse sim é mais difícil de compreender.
FOLHA - O conservadorismo parece ganhar força hoje -e isso, no Brasil, é claro. A que se deve isso?
PONDÉ -
Antes de tudo a dúvida conservadora é caracterizada pela idéia de que a gente toma sempre de dez a zero da vida. O momento pode ser propício justamente pelo afrouxamento da certeza moderna.
FOLHA - A promessa parece ter falhado.
PONDÉ -
Sim, nesse sentido da utopia: a reformulação científica do humano, a administração da vida, a solução científica da existência. O que caracteriza a modernidade é a utopia de que a gente vai organizar a agonia. Não resolvem. O ser humano é agonia. O ser humano não é alguma coisa que tenha solução.
Pondé estudou com jesuítas e morou em kibutz
DA REPORTAGEM LOCAL
"Paulo Francis, que estudou no Santo Inácio, dizia que quando você estuda em colégio jesuíta, você pode até se tornar ateu, mas você nunca vai conseguir se libertar da idéia de que tem uma alma."
Luiz Felipe Pondé, o autor da frase, também estudou em colégio jesuíta, só que em Salvador, na Bahia -e não no colégio da mesma ordem católica no Rio de Janeiro, citado pelo jornalista Paulo Francis.
Foi seu pai, militar e católico, que o matriculou lá. Com mãe judia, Pondé, que nasceu em Pernambuco, se aproximou mais do judaísmo no final da adolescência.
"Tive uma aproximação muito maior com a "coisa israelense" do que com a "coisa judaica". Quando fiquei adolescente, entrei no movimento jovem sionista. Morei num kibutz, onde conheci minha mulher. O fato de ter casado com uma judia é que acabou determinando um certo cotidiano judaico. Mas não por conta de família."
Ambas as origens contribuíram, de toda forma, para a formação do hoje professor de filosofia e teologia e para seu respeito pelo saber religioso.
Durante uma conversa informal, é capaz de dizer que Jesus foi um "cabra macho", ao mesmo tempo em que afirma: "Minha questão pessoal religiosa, no entanto, sempre passou muito mais pela figura de Deus mesmo". (RC)

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VIDA UNIVERSITARIA

13:14 @ 29/01/2007

Em um dia lindo e ensolarado,  o coelho saiu de sua toca com o "notebook" e pôs-se a trabalhar, bem concentrado.
Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.

No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:

- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?

- Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.

- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?

- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

A raposa ficou indignada:

- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!

- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu te mostro minha prova experimental.

O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois... silêncio. Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma aos trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.

Meia hora depois passa um lobo.

Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda e resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:

- Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?

- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.

O lobo não se conteve com a petulância do coelho:

- Ah! Ah! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...

- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me a minha toca? O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.

Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e.. silêncio.

Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.

Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO, satisfeito, bem alimentado, palitando os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA
1. Não importa quão absurdo seja o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos;
5. O que importa é QUEM ESTÁ APOIANDO A SUA TESE...


MADRI, 2006-10-12 (ACI).- Uma mulher canadense que foi criada em um lar homossexual se dedica agora a assistir a outras pessoas que atravessam pela mesma situação e a pedir aos governos do mundo que protejam o matrimônio entre homem e mulher. Conforme informa ForumLibertas.org, Dawn Stefanowicz vive em Ontario, Canadá, com seu marido de toda a vida e seus dois filhos, aos que educou em casa. Atualmente prepara sua autobiografia e desenvolve um ministério especial no website (em inglês): ela ajuda a outras pessoas que como ela cresceram a cargo de um pai homossexual e foram expostos a este estilo de vida.

Stefanowicz explica no site "como em sua infância esteve exposta a trocas de casais gays, praias nudistas e a falta de afirmação em sua feminilidade, como lhe feriu o estilo de vida no qual cresceu, e oferece ajuda, conselho e informação para outras pessoas que cresceram feridas em um ambiente de ‘família’ gay, um estilo de ‘família’ que ela não deseja para ninguém e que acredita que as leis não deveriam apoiar".

Escravidão e migração portuguesa no Brasil
 
Adelto Gonçalves (*)
 
 
A presença de “não-brancos” — pardos e negros — entre os senhores de escravos no Brasil ainda está por ser estudada com maior amplitude, mas os trabalhos desenvolvidos até aqui já são suficientes para mostrar que foi significativa. É claro que esses números não vão servir para provar possíveis “excelências” da democracia racial brasileira, mas ajudam a colocar as coisas no seu lugar, afastando a idéia errônea de que houve uma elite branca no Brasil.
Na Bahia, em 1835, por exemplo, havia áreas fumageiras onde os “não brancos” correspondiam a um terço dos donos de escravos, condição semelhante à metade dos senhores das regiões canavieiras do Nordeste. Já em Minas Gerais, ao longo século XVIII, quase um quarto dos proprietários de algumas zonas eram forros e detinham 10% dos escravos.
Os dados constam do ensaio “Migrantes portugueses, mestiçagem e alforrias no Rio de Janeiro imperial”, do professor Manolo Florentino, do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Cacilda Machado, doutoranda em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que faz parte do livro Tráfico, cativeiro e liberdade: Rio de Janeiro, séculos XVII-XIX, organizado pelo próprio Florentino.
Os historiadores lembram que a alta freqüência de alforrias concedidas redundou em enorme participação de “homens de cor” entre os livres, a ponto de pardos e negros constituírem metade desta fatia da população em 1872. E, de maneira irônica aos olhos politicamente corretos de hoje, o que marcava a luta para alcançar a alforria era exatamente o direito de também vir a ser dono de escravos. Imaginar que fosse o contrário seria pensar de maneira anacrônica.
Com base em cartas de alforrias de quatro ofícios de notas do Rio de Janeiro da década de 1840 e assentos de batismo de pessoas livres relativos à primeira metade do século XIX da freguesia de Inhaúma, comunidade rural próxima à Corte, os historiadores constataram uma expressiva população alforriada e de migrantes portugueses.
Segundo os estudos, as mulheres escravas, sobretudo as nascidas no Brasil, tinham mais chances de obter carta de alforria, ainda mais se já fossem miscigenadas. Já entre os homens não havia essa preferência pelos crioulos (aqueles já nascidos no Brasil): os africanos eram pouco mais da metade.
Fosse como fosse, os não-pretos levavam nítida vantagem na corrida pela liberdade, dizem os historiadores. Não que fossem maioria entre os alforriados, mas, como representavam relativamente pouco na população escrava, os pardos, mulatos, cabras, morenos, mestiços e mesmo brancos eram mais bem aquinhoados com a liberdade. E tinham, portanto, mais chances de aceder ao mundo dos livres.
Desses libertandos não-pretos, 65% eram crianças e metade de todas as crianças que obtiveram uma carta de alforria eram não-pretas. Em favor de semelhante quadro, dizem os historiadores, por certo, operava uma peculiar trama de relações que unia o cativo — sobretudo a escrava — ao mundo dos livres, especialmente ao homem pobre, muitas vezes nascido em Portugal.
Explicam Cacilda Machado e Manolo Florentino que, diante do número de escravos que o tráfico transatlântico trouxe para o Brasil — cerca de 3,6 milhões contra 400 mil embarcados para os Estados Unidos —, a obtenção de uma carta de alforria equivalia a ganhar a sorte grande. É possível que, no início da década de 1840, fossem escravos dois entre cada três habitantes da Corte e que africanos e afrodescendentes — cativos e forros —, juntos, somassem mais de 90% da população de toda a província do Rio de Janeiro.
Os dados levantados pelos pesquisadores mostram ainda que os europeus de Inhaúma provinham sobretudo do Norte de Portugal e das ilhas do Atlântico. E que a migração era majoritariamente masculina, aliás, como fora desde o início da colonização. Em geral, as mulheres portuguesas que chegavam ao Rio de Janeiro — uma a cada dez homens — não casavam com brasileiros, mas já desembarcavam com seus cônjuges, sobretudo as provenientes das ilhas e do Algarve. As solteiras acabavam por unir-se com compatriotas já estabelecidos na terra.
Já os portugueses buscavam casar com brasileiras de primeira geração, isto é, aquelas cujos pais haviam nascido em Portugal. Na falta de brasileiras brancas mesmo de longínqua descendência lusitana, casavam com mulheres alforriadas, pardas e negras. Mas não se furtavam de relacionar com mulheres de cor, com escravas e com outras recém-saídas do cativeiro.
Outros dados para o estudo da migração portuguesa mostram que, à época colonial, apenas meio milhão de portugueses desembarcaram em solo brasileiro, enquanto depois da separação, em 1822, esses números subiram para quase dois milhões. A partir de 1850, as taxas continuaram a subir, alcançando o ápice depois da abolição da escravatura, em 1888, e à época da Primeira Guerra Mundial, por volta de 1910-1915.
Mesmo assim, a convivência com brasileiros continuou ambígua como na época da escravidão. Se as cidades apresentavam características nitidamente portuguesas, havia uma permanente tensão entre os portugueses e a população brasileira, que os via como concorrentes e, às vezes, até como inimigos, associando-os ao monopólio do comércio varejista ou retalhista em geral.
Hoje, já nada disso persiste. Até porque se encerrou na última década de 50 o ciclo mais agudo da migração de portugueses para o Brasil. E é essa geração — em muitos casos, os seus filhos — que está à frente de clubes e associações que mantêm vivas as tradições lusas e que, vez por outra, ainda promovem apresentações de cantores “pirosos”, que já pouco têm a ver com o Portugal de hoje.
O futuro de muitas dessas associações — sobretudo as menos expressivas — é incerto por falta de interesse das gerações mais jovens. Tudo isso explica a decisão do governo português de fechar as portas de vários consulados espalhados por cidades brasileiras e de outros países da América do Sul, talvez para concentrar esforços na assistência aos portugueses estabelecidos nos EUA, Canadá, França, Alemanha, Inglaterra, Luxemburgo, África do Sul e outros países.
Hoje, o que se tem dado é o contrário: a migração de brasileiros para Portugal, o que constitui a prova mais cabal do fracasso da atual geração de políticos e administradores brasileiros, que não têm sabido encontrar saídas para o crescimento econômico do País. Por suas dimensões, o Brasil ainda deveria continuar a atrair mão-de-obra. E não a exportar.
Tráfico, cativeiro e liberdade reúne ainda mais nove estudos que buscam resgatar a história da escravidão no Rio de Janeiro, porto pelo qual entraram cerca de 40% dos escravos destinados ao Brasil. Como explica no ensaio “O comércio de escravos novos no Rio setecentista” o historiador Nireu Oliveira Cavalcanti, doutor em História e professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal Fluminense, embora a receita obtida pela Coroa com a entrada de negros novos pelo Rio de Janeiro não fosse expressiva — cerca de 3% da receita da Alfândega —, o seu comércio era fundamental para mover a produção colonial.
Segundo cálculos do pesquisador, no século XVIII, 675.481 seres humanos desgarrados de sua terra natal entraram pelo porto do Rio de Janeiro para servirem como escravos às populações das capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e tantas outras que se abasteceram no permanente e próspero comércio negreiro do Rio de Janeiro.
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TRÁFICO, CATIVEIRO E LIBERDADE: RIO DE JANEIRO, SÉCULOS XVII-XIX, de Manolo Florentino (org.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 417 págs,. 2005.
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(*) Adelto Gonçalves, doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo, é autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage – O Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003). E-mail: adelto@unisanta.br
 
FONTE: © 1999-2006. «PRAVDA.Ru». No acto de reproduzir nossos materiais na íntegra ou em parte, deve fazer referência à PRAVDA.Ru As opiniões e pontos de vista dos autores nem sempre coincidem com os dos editores.

Aborto da natureza

13:16 @ 29/01/2007

Aborto da natureza
por Redação MSM em 25 de janeiro de 2007

Resumo: Mesmo sem saber, o cidadão paulista que corre risco de ser engolido por um buraco de construção de metrô, está financiando um documentário cujo próprio título de duplo sentido parece sugerir uma certa intencionalidade: “Aborto legal”.

© 2007 MidiaSemMascara.org
Mesmo sem saber, o cidadão paulista que corre risco constante de ser engolido por um buraco de construção de metrô, está financiando um documentário cujo próprio título de duplo sentido parece sugerir uma certa intencionalidade: Aborto legal. A produção é financiada através do Programa Fomento ao Cinema Paulista, “realizado anualmente desde 2003”, trata-se de um consórcio de empresas públicas de São Paulo e de empresas privadas atuantes no Estado, que investem na atividade cinematográfica através de renúncias fiscais previstas nas leis 8.685-93 (Lei do Audiovisual) e na Lei 8.313/91. Neste programa, cabe à Secretaria de Estado da Cultura a coordenação do processo seletivo dos projetos e a intermediação operacional entre as empresas investidoras e os produtores. A seleção dos projetos se dá através de concurso público, com comissões de seleção compostas por profissionais do setor.
 
Segundo os registros oficiais, presentes no site da Agência Nacional do Cinema, o filme é um documentário de longa metragem sobre a discussão da questão do aborto por meio da investigação dos casos permitidos pela lei brasileira”.
 
Como o próprio título sugere, não é difícil se imaginar o grau de envolvimento e isenção em relação ao tema. É improvável se imaginar o Estado Brasileiro subsidiando uma produção que, por exemplo, fosse chamada de “Aborto ilegal” ou expressão equivalente, e se dispusesse a mostrar a questão por uma perspectiva espiritual e não funcionalista.
 
Dispondo de quase meio milhão de reais para abordar o tema, o documentário deve se juntar a uma infinidade de outros filmes nacionais, de recorte idêntico e com total financiamento de recursos públicos, cuja verdadeira natureza invariavelmente não escapa da mera propaganda ideológica esquerdista. “Aborto legal” ainda não foi exibido e dessa forma não pode ser julgado. Porém, ainda que mantenha a escrita e repita simplesmente a conhecida ideologia dos militantes profissionais do aborto, uma coisa é certa: o filme já foi pago e, quer queiramos ou não, com o dinheiro de todos nós, tolos e compassivos contribuintes brasileiros.

http://www.jnul.huji.ac.il/dl/maps/pal/html/

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Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1372528-EI4802,00.html

The Herald: A reportagem mais lida do dia
 
80% DOS BRITÂNICOS A FAVOR DA MORTE POR MISERICÓRDIA PELOS MÉDICOS
 
 
Stewart Paterson, 24 de janeiro de 2007
 
A eutanásia voluntária para pacientes terminais está de acordo com o pensamento de 8 em cada 10 pessoas no Reino Unido, segundo a última pesquisa de atitudes sociais.
 
A professora Sheila McLean, da Universidade de Glasgow, e um grupo de pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Social investigou as atitudes em relação à morte assistida e encontrou que a grande maioria estava a favor dos médicos responsáveis por estes procedimentos.
 
A Pesquisa de Atitudes Sociais Britânica constatou que 80% das pessoas estão a favor da eutanásia voluntária para "um paciente com uma doença dolorosa e incurável, pela qual eles irão morrer, como por exemplo alguém morrendo de câncer".
 
Há menos suporte público nos casos em que alguém não irá morrer por causa de uma doença incurável, mesmo assim 45% estão a favor.
 
Uma porcentagem semelhante concorda com o direito de morrer de alguém que seja completamente dependente dops parentes para tomar banho e alimentar-se mas que não tenha dor ou esteja em perigo de morte.
 
A eutanásia realizada por um médico foi aquela que atraiu a maioria da concordância, 80%, enquanto que o suicídio assistido foi aceito por 60% e um pouco menos da metade disseram que aos parentes deveria ser permitido aplicar a eutanásia voluntária. Foi encontrada uma relação entre práticas religiosas e atitudes para com a morte assistida, o apoio à eutanásia diminuindo entre os que frequentam regularmente algum culto.
 
O relatório sugere que a lei parece estar ultrapassada em relação à opinião pública e acredita que o público possui um bom entendimento a respeito do tema.
 
"Em certos aspectos, pelo menos a lei atual que proíbe a morte assistida parece estar em desacordo com a opinião pública. A maioria evidente concorda que um médico deveria poder apressar a morte de alguém que está dolorosa e terminantemente doente", afirma o relatório.
 
"Aqueles que demonstram uma preocupação com a santidade da vida são aqueles que são mais contrários à morte assistida, especialmente quando estes praticam alguma religião. Aqueles que se preocupam com a autonomia individual são inclinados a adotar uma visão oposta. As atitudes em relação à morte assistida parecem estar enraizadas consistentemente em um amplo conjunto de valores".
 
Formas de morte assistida já foram legalizadas na Holanda, Bélgica e no Estado do Oregon nos EUA. Na Suíça foram inauguradas clínicas voluntárias onde as pessoas podem decidir-se pela morte, o que está atraindo muitas pessoas de outros países, incluindo o Reino Unido.
 
Tanto em Westminster como em Holyrood falharam as tentativas já feitas de alterar a lei no sentido de permitir a morte assistida de alguma forma.
 
Jeremy Purvis, do partido Liberal Democrata, apresentou um projeto de lei no Parlamento Escocês no ano passado que teria permitido que pacientes terminais gozassem do direito de terminar suas vidas. Ele afirma que mais da metade das pessoas entrevistadas em uma pesquisa estavam a favor da legalização da eutanásia. Entretanto, seu projeto não conseguiu o suficiente apoio dos membros do Parlamento.
 
Lord Joffe apresentou outro projeto na Câmara dos Lordes por três vezes entre 2003 e 2005, também sem sucesso.
 
O parlamentar Purvis disse: "Penso que este resultado de 80% é absolutamente conclusivo e não pode haver mais dúvidas de que agora nós teremos o apoio necessário para empreender pelo menos uma investigação plena da lei. Acredito que este resultado mostra que a maioria do povo da Escócia deveria estar a favor de uma alteração da lei no sentido de permitir uma morte humana e cheia de dignidade. Estou desapontado porque o Parlamente recusa-se a enxergar estas evidências mas agora os eleitores deverão usar as próximas eleições para exigir dos seus candidatos qual é a sua posição a respeito".
 
A Igreja Católica na Escócia, entretanto, reiterou ontem à noite sua posição contrária à eutanásia em "qualquer uma de suas formas". Um porta-voz afirmou: "Acreditamos que ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa independentemente do fato desta tê-lo ou não pedido. Um dos grandes medos neste debate é que a eutanásia voluntária possa transformar-se facilmente em eutanásia involuntária. As pessoas idosas podem começar a sentir-se obrigadas a providenciar a sua própria morte. Nós estaremos sempre contra qualquer mudança da lei".
 
Um porta-voz da Associação Médica Britânica da Escócia acrescentou: "Em 2005 nossa Conferência Anual debateu o assunto e passou de uma oposição do suicídio assistido por médicos a uma posição de neutralidade. Entretanto, este ano a situação mudou novamente. A Associação Médica Britânica é da opinião que este é um assunto que deve ser decidido pela sociedade, é algo que deve ser debatido regularmente e uma maioria de membros no momento são contrários à prática. Há preocupação no sentido de que os médicos não se sintam à vontade diante das responsabilidades e há preocupação no sentido de que pessoas vulneráveis possam ser colocadas em risco".
 

Fabricantes neozelandeses da pílula do dia seguinte admitem efeito abortivo
Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=NOTICIA&id=nbm0385

AUCKLAND, 2007-01-08 (ACI).

A empresa produtora e distribuidora da pílula do dia seguinte na Nova Zelândia admitiu recentemente que este fármaco pode causar um aborto nas primeiras fases da gravidez.

Conforme informa o sítio pro-vida LifeSiteNews.com, a companhia Schering Ltd, que tem a seu cargo a produção da pílula do dia seguinte no mencionado país oceânico, distribui um folheto informativo que deve ser entregue às mulheres que adquirem o fármaco, no que claramente se indica que um de seus efeitos é evitar que o óvulo fecundado se aninhe ou implante nas paredes do útero, produzindo-se assim um aborto.

O que o panfleto indica é que a pílula do dia seguinte que produzem sob o nome de Levonelle, pode funcionar de uma das seguintes formas:

1. Deter ou atrasar a produção do óvulo por parte dos ovários.

2. Evitar que o esperma fertilize um óvulo quando este já saiu dos ovários; e

3. Evitar que um óvulo fecundado se aninhe nas paredes do útero.

Embora a Schering Ltd admite que a pílula do dia seguinte pode gerar um aborto, fato tantas vezes negado por médicos, laboratórios, investigadores e autoridades sanitárias de distintas partes do mundo, a apresentação em que se vende a varejo o Levonelle não alerta às mulheres desta possibilidade.

Além disso, qualquer mulher de qualquer idade pode adquiri-lo sem necessidade de receita médica, embora os esforços de organizações como Direito à Vida Nova Zelândia (RLNZ), que lutou por fazer que este fármaco não fosse vendido sem receita médica e que se indicasse na sua apresentação que é um abortivo.

Ken Orr, porta-voz do RLNZ, comentou que sua organização procura reabrir o tema. “Nossa intenção agora é voltar a revisar este assunto com o Ministro da Saúde para que se indique claramente na apresentação deste fármaco (pílula do dia seguinte) que é abortivo e não anticoncepcional”.
http://www.acidigital.com/archivo.php?fecha=2007-01-08

Data Publicação: 26/01/2007 

A dúvida conservadora

12:23 @ 31/01/2007

JOÃO PEREIRA COUTINHO

A crença de que os nossos desejos bastam para alterar a realidade ignora o papel subversivo do imponderável

LUIZ FELIPE Pondé concede entrevista a Rafael Cariello na Folha do sábado passado e eu não posso deixar de sentir alguma admiração e certa nostalgia.
A admiração é óbvia. Não é todos os dias que apanhamos um conservador pela frente, disposto a confrontar o derradeiro paradoxo: será possível defender uma teoria conservadora quando o conservadorismo se define, precisamente, pela sua natureza antiteórica?
Não é jogo de palavras e eu não vou repetir, como Disraeli em carta a Lady Bradford, que "existem muitos esquemas, e muitos planos, e muitas razões para não haver esquemas nem planos". Um dos motivos por que o conservadorismo tem má fama é que ele não possui uma cartilha de respostas aos problemas da vida social ou humana. Um liberal pode proclamar a liberdade como fim último de suas campanhas. Um socialista pode acreditar na igualdade (ou "eqüidade") como valor das suas "engenharias de Estado". E o conservador?
O conservador tem certa relutância, e mesmo repulsa, em reduzir a complexidade da natureza humana a uma lista de supermercado. Claro que há conservadores e conservadores: Burke não pode ser confundido com um reacionário ultramontano, como De Maistre. Mas, se o conservadorismo passa pela dúvida prudente, é Burke quem salta das palavras de Pondé.
Por isso, a nostalgia também entrou na entrevista: Burke foi meu companheiro de estrada. E quando lemos Burke, vemos em forma de letra o que apenas podemos intuir em privado. Porque o conservadorismo começa por ser assunto privado: uma "disposição", como diria Oakeshott, que impede a arrogância fatal de entender o mundo como prolongamento dos nossos desejos. Ou, como Pondé metaforiza, a crença de que a menina de 14 anos pode criar um mundo que não conhece e não lhe pertence.
Chegamos, vivemos, passamos. Há um contrato invisível entre vivos, mortos e os que estão para vir que impede o entendimento da atividade política como gesto revolucionário e total. Pondé fala da "dúvida conservadora" e sublinha a imperfeição moral e intelectual dos seres humanos. Fato. Mas a "dúvida conservadora" não se alimenta só das ambições racionalistas que reduzem a complexidade do mundo a uma "técnica", amputando o que não pode ser racionalmente provado.
A "dúvida conservadora" instala-se, também, pois a contingência é inescapável. E a crença de que os nossos desejos bastam para alterar a realidade ignora o papel do imponderável na subversão do ideal abstrato. Em 1789, quando um parlamentar francês perguntou a Burke sobre os festejos de Paris, ele avisava: não há certeza de que a busca da utopia terrena não acabe por degenerar na violência e na mortandade. As palavras de Burke (e a "dúvida" levantada) eram escritas quando a República, a execução dos monarcas, Robespierre e o Terror não passavam pela cabeça otimista dos revolucionários. Infelizmente, ontem como hoje, nunca passam.