Religiosas constróem escola modelo em Florestópolis
08:34 @ 02/03/2008
| Investimento de R$ 3 milhões oferece educação de primeiro mundo para crianças carentes | ||||
Denominada Centro Integrado de Educação Sagrado Coração (Ciesc) Escola Social Clélia Merloni, a instituição tem 3 mil metros quadrados de construção, com 13 salas de aula, amplo pátio coberto, anfiteatro para 300 pessoas, capela, biblioteca, laboratórios, sala de artes, banheiros e rampas para cadeirantes. A quadra de esportes está em fase de finalização, e também está sendo construída uma residência para as irmãs, de 507 metros quadrados. Os R$ 2,9 milhões foram gastos apenas na construção da escola, sem contar todos os equipamentos para laboratório, computadores, carteiras, mesas, estantes da biblioteca e outros. Na escola, as crianças têm acesso a toda a estrutura de um colégio particular, com a diferença de que é tudo gratuito, e direcionado justamente aos alunos que não teriam condições de pagar por tanto conforto. ''Nosso objetivo é atender à população de baixa renda, visando o bem da comunidade'', explica a irmã Anélia Bernardt, diretora administrativa da escola, lembrando que, apesar de ser católica, a escola atende também alunos de outras religiões. As aulas já começaram no dia 14, mas a inauguração oficial será no próximo dia 8. Uma assistente social do município ficou encarregada de selecionar as crianças mais carentes para frequentar a escola, que hoje tem cerca de 180 alunos, divididos em oito salas de 1 à 4 série. Na instituição, as crianças têm merenda e livros didáticos gratuitos. ''Além disso, a partir de março, vão começar os projetos de informática, pintura, teatro, dança, coral, ginástica rítmica, esportes e apoio pedagógico, no período da tarde'', adiantou a irmã Jacira de Fátima Baldin, diretora pedagógica. As irmãs também pretendem criar um clube de mães, cedendo um espaço para que elas possam fabricar e comercializar artesanato. As freiras ainda não têm uma previsão de qual será o montante total de despesas de manutenção, mas garantem que a escola social não vai receber nenhum tipo de verba governamental. ''Se não, viraria política, e não filantropia'', justifica irmã Jacira. Apenas o terreno para a construção foi doado pela prefeitura, que contribuiu também com parte do dinheiro para o asfalto, que deve ficar pronto em 60 dias. A parceria com o município vem desde o ano passado. Antes de construir a sua escola, as irmãs pagavam o aluguel de uma outra escola de ensino fundamental, fechada em 2007. ''Também estamos estudando uma parceria com o município para oferecer educação de jovens e adultos (EJA) à noite, e cursinho pré-vestibular a partir do segundo semestre'', adianta Jacira. |
''Meus filhos estão gostando mais de estudar nessa escola, que é mais perto. Eles não perdem nem um dia. A escola é muito boa, toda organizada'', observa Rosângela Barbosa, que, como tantos outros por ali, trabalha no corte de cana. ''Não sei ler, nunca estudei, depois de velha não dá mais. Por isso acho importante eles irem pra escola. É muito ruim crescer sem estudo.
Como o objetivo das freiras era de ajudar a comunidade local, na hora de contratar professores e funcionários, elas deram prioridade para os moradores da cidade que estavam desempregados. Foi assim com todos os 12 professores, que passaram inclusive por uma semana pedagógica em Curitiba antes do início das aulas. ''Tínhamos formação, mas não um espaço para trabalhar'', lembra a professora Regilandia da Rocha Petile. Regilandia já tinha trabalhado em escola estadual, e afirma que não há como comparar a diferença de ambiente na nova escola. ''É bem mais agradável, nós nos sentimos mais motivados, e os alunos também.''
Os 12 auxiliares de serviços gerais e administrativos também eram pessoas que não conseguiam encontrar emprego, principalmente por falta de experiência e qualificação. Mas não por falta de vontade, como garante Ondina Geafelice, 48 anos, que era cortadora de cana antes de se tornar uma das merendeiras da escola. Ela conta que precisava sair às 4 horas da manhã de casa para ir aos canaviais. Como o salário era por produção, era preciso ralar muito para ganhar R$ 700 mensais, e esse dinheiro precisava ser bem administrado, já que, para esses trabalhadores, só há serviço durante seis meses por ano.
''Trabalho desde os sete anos de idade, comecei como empregada doméstica. E, comparando, aqui é um sonho, parece o céu'', comenta, revelando ainda que sonhava em trabalhar em uma escola faz 26 anos. ''Deus preparou tudo'', reconheceu, acrescentando, cheia de orgulho, que tem uma filha que pretende se tornar freira e hoje mora em um convento.
A zeladora Ângela Maria dos Santos, 38 anos, é outra que trabalhava cortando cana e ganhou uma oportunidade na escola. ''Já tinha tentado emprego de várias formas, e nunca me deram uma chance. Agora estou dando o melhor de mim, e estou adorando. Tenho mais tempo para ficar com os filhos, cuidar da casa e estudar'', conta Ângela, que ainda faz curso técnico de administração em Porecatu. (A.I.)






Pisamos terreno más firme, a mi juicio, si dejamos la consideración, no falsa, creo, pero sí nebulosa, sobre la vividura o la herencia temperamental y buscamos otras evidencias. En Marcial, por ejemplo, observamos un claro orgullo por su cuna hispana (sin dejar de sentirse inmerso en la latinidad): "Varón digno de no ser silenciado por los pueblos de la Celtiberia y gloria de nuestra Hispania, verás, Liciniano, la alta Bílbilis, famosa por sus caballos y sus armas, y el viejo Cayo con sus nieves y el sagrado Vadaverón con sus agrestes cimas y el agradable bosque del delicioso Boterdo que la fecunda Pomona ama (…) Pero cuando el blanco diciembre y el invierno destemplado rujan con el soplo del ronco Aquilón, volverás a las soleadas costas de Tarragona y a tu Laletania (Barcelona)". "Lucio, gloria de tu tiempo, que no consientes que el cano Cayo y nuestro Tajo cedan ante el elocuente Arpino, deja al poeta nacido en Grecia cantar a Tebas o Micenas o al puro cielo de Rodas o a los desvergonzados gimnasios de Lacedemonia, amada por Leda: nosotros, nacidos de Celtas y de Íberos, no nos avergonzamos de introducir en nuestros versos los nombres algo duros de nuestra tierra". "Gloriándote tú, Carmenio, de haber nacido en Corinto –y nadie te lo niega–, ¿por qué me llamas hermano si desciendo de los íberos y de los celtas y soy ciudadano del Tajo? ¿Será que nos parecemos? Pero tú paseas tus ondulados cabellos llenos de perfume mientras que los míos de hispano son hirsutos; tienes los miembros lisos por depilarlos cada día; yo, en cambio, tengo piernas y rodillas llenos de pelos; tu lengua balbucea y no tiene vigor: mi vientre, si fuera preciso, hablaría con voz más viril; no hay tanta diferencia entre la paloma y el águila ni entre la tímida gacela y el rudo león. Deja, pues, de llamarme hermano, Carmenio, o tendré que llamarte yo hermana". 