Grupos

Comunicado ofensivo

19:44 @ 07/04/2007

Comunicado ofensivo
 
Justiça considera ilegal mensagem sobre aborto
 
 
A Suprema Corte da Inglaterra considerou ilegal o envio de mensagem indecente e ofensiva que causa aflição e ansiedade no receptor, mesmo que seja feito por razões políticas ou educacionais. A informação é do site inglês Out-Law. A regra vale para material impresso e digital.
 
O tribunal se pronunciou sobre o assunto no caso de Veronica Connolly. Ela enviou para empresas farmacêuticas, que produzem pílulas anticoncepcionais, fotos de fetos abortados. Connolly, que não negou o fato, foi condenada pela Lei Malicious Communications Act, de 1988. A norma diz que alguém que emite um comunicado ofensivo e indecente e seja feito para causar aflição e ansiedade é culpado pela ofensa.
 
Na posição de católica, Connolly diz que vê os fetos como crianças de Deus, que devem ser protegidas. Ela argumentou que a natureza degenerada da sociedade e o seu direito de liberdade de expressão descaracterizam a ofensa.
 
A Convenção Européia de Direitos Humanos dá a todos o direito de liberdade de expressão. No entanto, o direito pode ter limitações ou penalidades, quando a mensagem incentiva o crime e a desordem e fere a saúde e a moral de outros.
 
O juiz disse que o contexto da mensagem era um indicador útil do estado mental da acusado, mas não absorve a crime. “Eu não vejo como o fato da comunicação ser política ou educacional por natureza pode ser baseada em algo indecente ou ofensivo”, disse no julgamento. “Na minha avaliação, os trabalhadores de três empresas farmacêuticas têm o direito de não receberem as mensagens como Connoly enviou para eles”, afirmou o juiz.
 
Revista Consultor Jurídico, 4 de março de 2007

De borboleta a lagarta

19:46 @ 07/04/2007

De borboleta a lagarta
 
Percival Puggina
 
A transformação de uma lagarta em borboleta é de exemplar riqueza poética e estética. A lagarta é feia, a borboleta bonita; a lagarta se arrasta sobre o próprio ventre, a borboleta adeja livre; a lagarta se esconde, a borboleta domina o cenário com sua irrequieta presença.
 
Mas a lagarta e a borboleta não têm escolha: aquela não pode deixar de evoluir; esta não pode regredir. Já o homem e a mulher nascem como obras-primas do Criador, mas têm a faculdade de eleger para si mesmos o destino das lagartas. E creio que nunca como nestes tempos tais escolhas se fizeram de modo tão radical; jamais, para inteiro descrédito da borboleta, se exaltou tanto a lagarta que existe em nós!
 
A virtude é varrida para baixo dos tapetes e as degradações exibidas no alto dos telhados. Dezenas de milhões de espectadores se aferram às telinhas para assistir (e alguns pagam para fazer isso em tempo integral) a fatuidade e a inutilidade de um grupo de abobados fazendo e dizendo nada que preste, numa prisão de luxo. É a notoriedade das lagartas. A droga é outra das muitas faces dessa metamorfose às avessas. Traficantes sentam-se no Congresso Nacional; os “chapados” da Zona Sul carioca elegem e reelegem deputado o seu verde Gabeira. Bandas de roque levam multidões de jovens ao delírio com sua histeria, berrando letras que são um réquiem à caretice das borboletas. Há alguns anos chegamos ao absurdo de um fabricante de roupas espalhar outdoors informando que seus jeans custavam menos do que três gramas de cocaína e agitavam muito mais.
 
Assim, a droga vai chegando a toda parte, instituindo seu Estado Paralelo, viciando, afetando cérebros, destruindo carreiras e famílias, convertendo escolas em centros de tráfico, diminuindo a percepção e a motivação, arrastando à marginalidade, matando e produzindo assassinos, corrompendo, calcinando afetos e transformando borboletas em lagartas que se arrastam no implacável e dilacerante casulo do vício.
 
Os agentes de todas as modalidades de metamorfose às avessas têm marqueteiros, dinheiro, organização, propaganda e força política. E nós? O que temos feito além de cuidar, insuficientemente, das vítimas de tais flagelos? É mais do que tempo de uma ação educativa, legislativa, política, jurídica, policial, militar, pastoral e familiar, contra os muitos modos através dos quais se destrói a juventude. Talvez o pior de tudo isso esteja no fato de responsabilizarmos as vítimas por aquilo que delas fizeram os adultos que traficam, as autoridades que se omitem, os relativistas da esquerda e da direita, e os muitos que, na mídia, dela se valem para destruir valores insubstituíveis por qualquer coisa que preste.
 


A Câmara dos Deputados deve instituir feriado nacional no dia da canonização de frei Galvão?
NÃO

De cidadãos e de santos
ROSELI FISCHMANN

A CÂMARA não deve aprovar o projeto de lei, pois é incompreensível a decisão da Comissão de Educação do Senado de estabelecer o dia de frei Galvão por sua canonização como santo da Igreja Católica, propondo feriado nacional. A prerrogativa dessa comissão, de analisar projetos de datas comemorativas e feriados, deve-se à relevância educativa das efemérides, que devem, contudo, trazer exemplos no âmbito da esfera pública, universal, e não do privado, particular de uma religião.
Legislando de dentro do Estado laico que é o Brasil, e não a partir de instituição religiosa, comete o Senado equívoco e inconstitucionalidade que nada têm a ver com a santidade do frei Galvão. Por ser laico, o Estado não tem como se pronunciar sobre ser alguém santo ou aderir à decisão alheia, pois extrapola a esfera de sua competência, que é a dos negócios humanos na relação com o Estado, sendo impróprio que seu calendário seja invadido pelo litúrgico de alguma religião.
No afã de agradar católicos cujos respeitáveis sentimentos estão mobilizados pela visita do papa, o Senado Federal pratica gesto que se opõe ao princípio da igualdade de todos os cidadãos perante a lei e, portanto, opõe-se à democracia.
Atribui a um grupo o privilégio de ser honrado de forma múltipla, considerando as datas católicas que já têm caráter de feriado nacional, às quais se acrescentaria outra, em detrimento dos diversos grupos que compõem o quadro religioso do Brasil.
Cabe a lógica das relações presentes nos discursos de ódio ("hate speech", estudado por juristas como Celso Lafer e Daniel Sarmento).
Segundo os debates, uma das razões para proibir esses discursos é que, aceitá-los, privilegiaria o direito de expressão de um grupo em detrimento do sentimento e da identidade de outro, que seria considerado, assim, oficialmente, inferior.
Ora, vale entender, similarmente, que o apreço desproporcional do Estado a um grupo determinado é também símbolo de privilégio que, ao distinguir um grupo, inferioriza os demais, sendo totalmente impróprio à democracia. Pavimenta, assim, o caminho da discriminação, por implicitamente considerar que um grupo vale mais que os outros. É, portanto, o oposto do que deve buscar a educação quanto a combater o preconceito.
O Senado perpetua, no gesto, situação inaceitável, de que todos da sociedade brasileira que não se enquadrem na denominação "católicos" -como tipo de "identidade original" da nação- sejam os "outros", em vez de sermos todos o original "nós" de uma democracia que deve ser nutrida pela laicidade do Estado.
Pois, ao fundar-se como laico desde a proclamação da República, o Brasil propõe-se a viver o pluralismo característico da democracia. Conforme Theodor Adorno, a pluralidade religiosa, étnico-racial, cultural, lingüística, quando presente na composição de um Estado, é a face visível do pluralismo político, em si presente na consciência de cada um e, por isso, invisível.
Daí a relevância educativa dos trabalhos com a pluralidade cultural, do ponto de vista da cidadania, pela evidência pedagógica do respeito e da valorização de todos. Ao restringir essa possibilidade, privilegiando um grupo, é colocado em risco o princípio democrático do pluralismo, faltando então o caráter que tem a lei de ser educadora da sociedade.
Feriado nacional, estabelecido pelo Estado laico, é para celebrar cidadãos exemplares (apenas humanos, não necessariamente santos, mas certamente justos) que contribuíram com o Estado de forma relevante, na humanamente falível esfera pública, em que o poder se estabelece como ação em concerto, conforme Arendt.
Por reconhecerem-se como humanos, compreendem os seres democráticos que se necessitam mutuamente para estabelecer o bem comum, que a nenhum pode excluir. Assim, melhor seria que o Congresso estabelecesse o Dia Nacional da Liberdade de Consciência e de Crença, celebração laica que a todos unirá, ou que finalmente aprovasse o Dia de Zumbi, de todas as gentes, como feriado nacional.

ROSELI FISCHMANN, 53, doutora e livre-docente, é professora do programa de pós-graduação em educação da USP e expert da Unesco para a Coalizão de Cidades contra o Racismo, a Discriminação e a Xenofobia.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Jesus bebe Coca Cola?

19:50 @ 07/04/2007

Jesus bebe Coca Cola?
Data: Thu, 05 Apr 2007 21:03:00 -0300
http://conjur.estadao.com.br/static/text/54379,1

Bebida abençoada
Coca-Cola entra com ação contra produtor de filme

A Coca-Cola entrou com um processo judicial contra os promotores do filme 7
Quilômetros da Gerusalemme (Sete Quilômetros de Jerusalém). Segundo a BBC,
uma cena em que Jesus Cristo aparece bebendo uma lata do refrigerante
irritou a empresa.

Os produtores adiaram o lançamento do filme, previsto para a Sexta-Feira
Santa, até que a disputa legal seja resolvida. O longa-metragem conta a
história de um executivo do setor de publicidade em meio a uma crise
existencial.

Durante a jornada do publicitário a Jerusalém, ele encontra um homem que usa
uma túnica e sandálias e que afirma ser Jesus. Este homem parece ter todas
as respostas certas para os dilemas morais do publicitário.

Em uma cena, Jesus entra em um carro e abre uma lata de Coca-Cola. Enquanto
saboreia o refrigerante, o publicitário afirma: "Deus, que propaganda". O
papa Bento XVI aprovou o filme e disse que gostou da "rica mensagem" que
pode passar aos cristãos.

O braço italiano da Coca-Cola teme que qualquer tipo de propaganda contrária
possa prejudicar a companhia por associação. A empresa afirma que Jesus
nunca poderia ser usado para fazer propaganda da bebida e escreveu uma carta
aos produtores exigindo o corte da cena.

O diretor Claudio Malaponti e os produtores do filme afirmaram que uma
mudança no longa-metragem seria cara e levaria tempo. Mas, depois de uma
semana de batalhas judiciais, os produtores e o diretor foram obrigados a
adiar o lançamento.

Revista Consultor Jurídico, 5 de abril de 2007

O inferno

19:53 @ 07/04/2007

O inferno

Autor: São João Bosco
 
O inferno é um lugar destinado pela justiça divina para punir com suplícios eternos os que morrem em pecado mortal. A primeira pena que os condenados sofrem no inferno é a pena dos sentidos, que são atormentados por um fogo que queima horrivelmente, sem nunca diminuir de intensidade. Fogo nos olhos, fogo na boca, fogo em todas as partes. Cada sentido sofre a própria pena; os olhos sofrem pela fumaça e pelas trevas e são aterrados pela vista dos demônios e dos outros condenados. Os ouvidos, dia e noite, só escutam contínuos uivos, prantos e blasfêmias. O olfato sofre enormemente pelo mau cheiro daquele enxofre e pez ardente que o sufoca. A boca é atormentada por sede devoradora e fome canina: Et famen patientur ut canes ("E padecerão fome como cães" -- Sl 58,15). O mau rico no meio daqueles tormentos, ergueu o olhar para o Céu e pediu, como grande graça, uma pequena gota de água para mitigar a secura de sua língua e até essa gota de água lhe foi negada. Por isso, aqueles infelizes, requeimados de sede, devorados pelas chamas, atormentados pelo fogo, choram, gritam e se desesperam. Oh! Inferno, inferno! Como são infelizes os que caem nos teus abismos! -- E tu que dizes, meu filho? Se agora não podes aguentar nem uma fagulha de fogo na mão sem gritar, como poderás aguentar-te então entre aquelas chamas por toda a eternidade?

Considera, além disso, meu filho, o remorso que experimenta a consciência dos condenados. Eles padecerão um inferno na memória, na inteligência, na vontade. Recordarão continuamente o motivo da sua perdição, isto é, por terem querido alimentar alguma paixão. Esta lembrança é o verme que nunca morre: Vermis eorum non moritur ("O verme deles não morre" - Mc 9,43). Recordarão o tempo que Deus lhes deu para evitar a perdição, os bons exemplos dos companheiros, os propósitos feitos e não cumpridos. Pensarão nos sermões ouvidos, nos avisos do confessor, nas boas inspirações para deixar o pecado; vendo que já não há remédio, lançarão gritos desesperados. A vontade nada terá do que deseja e, ao contrário, padecerá todos os males. A inteligência conhecerá finalmente o grande bem que perdeu. A alma separada do corpo, ao apresentar-se no tribunal divino, entrevê a beleza de Deus, conhece toda a sua bondade, chega a contemplar por um instante o esplendor do Paraíso, ouve talvez também os cantos harmoniosíssimos dos Anjos e dos Santos. Que dor verificar que perdeu tudo isso para sempre! Quem poderá resistir a tais tormentos?


Meu filho, tu que agora não te importas de perder o teu Deus e o Paraíso, conhecerás a tua cegueira quando vires tantos companheiros teus, mais ignorantes e mais pobres do que tu, triunfarem e gozarem no Reino dos Céus, ao passo que tu serás arrojado para longe daquela pátria feliz, do gozo do mesmo Deus, da companhia da Santíssima Virgem e dos Santos. Eia, pois, arrepende-te e faze penitência, não esperes para quando não houver mais tempo, entrega-te a Deus. Quem sabe se não é este o último chamado e se não correspondes, quem sabe se Deus não te abandona e não te deixa cair naqueles eternos suplícios! Oh! Meu Jesus, livrai-me do inferno: A poenis inferni, libera me, Domine! (Das penas do inferno, livrai-me Senhor!)


Considera, meu filho, que se fores para o inferno, nunca mais dele sairás. Lá se sofrem todas as penas e todas eternamente. Passarão cem anos desde que caíste no inferno, passarão mil e o inferno estará ainda em seu começo; passarão cem mil, cem milhões, passarão mil milhões de séculos e o inferno terá apenas iniciado. Se um anjo levasse aos condenados a notícia que Deus os libertaria do inferno depois de passados tantos milhões de séculos quantas são as gotas de água do mar, as folhas das árvores e os grãos de areia da terra, esta notícia lhes causaria a maior satisfação. É verdade, diriam, que devem passar ainda tantos séculos, mas um dia há de acabar. Pelo contrário, passarão todos esses séculos e todos os tempos que se possam imaginar e o inferno estará sempre no princípio. Todos os condenados fariam de boa vontade com Deus o seguinte pacto: "Senhor, aumentai quanto entenderes este meu suplício; deixai-me nestes tormentos por quanto tempo quiserdes, contanto que me deis a esperança de que um dia hão de acabar". Mas nada: esta esperança, este termo nunca chegará.


Se ao menos o pobre condenado pudesse enganar-se a si mesmo e iludir-se dizendo: Quem sabe, um dia talvez terá Deus piedade de mim e me arrancará deste abismo! Mas não, nem isto: verá sempre escrita diante de si a sentença de sua eternidade infeliz. Pois então, irá ele dizendo, todas estas penas, este fogo, estes gritos nunca mais acabarão para mim? Não, lhe será respondido, não, jamais. E durarão sempre? Sempre, por toda a eternidade. Sempre, verá escrito naquelas chamas que queimam; sempre, na ponta das espadas que os transpassam; sempre, naqueles demônios que o atormentam; sempre, naquelas portas eternamente fechadas para ele. Oh! Eternidade! Oh! Abismo sem fundo! Oh! Mar sem praias! Oh! Caverna sem saída! Quem não temerá ao pensar em ti? Maldito pecado! Que tremendos suplícios preparas para quem te comete! Ah! Nunca mais, nunca mais pecarei durante a minha vida.


Mas o que deve encher de pavor é pensar que aquela horrível fornalha está sempre aberta debaixo de teus pés e que é suficiente um só pecado mortal para lá te fazer cair. Compreendes bem, meu filho, o que estás lendo? Uma pena eterna por um só pecado mortal que cometes com tanta facilidade.


Uma blasfêmia, uma profanação dos dias santos, um furto, um ódio, uma palavra, um ato, um pensamento obsceno para seres condenado às penas do inferno. Oh! Meu filho escuta, pois, o meu conselho: Se a consciência te acusa de algum pecado, vai depressa confessar-te para começar uma vida boa. Põe em prática todos os meios que te indicar o confessor. Se for necessário, faze uma confissão geral. Promete que hás de fugir das ocasiões perigosas, dos maus companheiros e, se Deus te indicasse até que deves deixar o mundo (e ingressar na vida religiosa), segue logo a sua voz.


Tudo que fizer para evitar uma eternidade de tormentos, é pouco, é nada: Nulla nimia securitas, ubi periclitatur aeternitas (São Bernardo: "Nenhum cuidado é excessivo, quando está em jogo a eternidade"). Oh! Quantos na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, os parentes, e foram viver isolados nas cavernas, nos desertos, alimentando-se somente de pão e água, e até às vezes só de raízes, e tudo isto para evitar o inferno? E tu, que fazes, depois de tantas vezes que mereceste o inferno com o pecado? Que fazes? Lança-te aos pés do teu Deus e dize-lhe: "Senhor, estou pronto a fazer o que vós quiserdes; nunca mais hei de pecar em minha vida; já por demais vos tenho ofendido; mandai-me todos os sofrimentos que quiserdes durante esta vida, contanto que eu possa salvar a minha alma".

Matar um bebê agora é um ato moral
Data: Wed, 28 Mar 2007 13:24:29 -0300
Folha de São Paulo de 22/03/2007:
"Para médicos, vida social é impossível

DA REPORTAGEM LOCAL

Os médicos afirmam que não dá para prever o tempo de sobrevida de Marcela, mas são unânimes em dizer que a possibilidade de ela vir a ter uma vida relacional ou independente está totalmente descartada.
"O sistema ventricular é completamente disforme, ela tem uma massa encefálica totalmente irregular e anatomicamente malformada", diz o ginecologista e obstetra Thomaz Rafael Gollop, da USP.
Para o ginecologista Jorge Andalaft, o tempo de sobrevida de Marcela é explicado pelo fato de ela ter um pouco mais de tecido encefálico que o normalmente visto em anencéfalos, que costumam morrer horas após nascer. Ele diz que os casos de sobrevida mais longa são exceções.
Para a advogada Débora Diniz e a médica Fátima Oliveira, o caso suscita outro tipo de debate: até quando o Estado deve usar recursos médicos e tecnológicos para manter viva uma pessoa sem chances de vida social. "Todos os recursos que estão sendo utilizados para manter este tronco cerebral funcionando são uma imoralidade diante da falta de UTIs neonatal", diz Fátima
".
Para quem é assinante, o link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2203200714.htm

É isso aí gente. Vamos começar matando a Marcela. Depois vamos matar os bebês que não tem chance de vida social, incluindo aqueles portadores de graves síndromes genéticas. Depois passemos às crianças mais velhas e aos adolescentes e aos adultos com síndromes genéticas, câncer em estado terminal e etc. Por fim passemos aos idosos, que só gastam dinheiro mesmo, o que é uma imoralidade.

Cabral defende a discussão sobre a legalização do aborto

Em lançamento de campanha contra gravidez precoce, governador disse que a 'realidade hoje é hipócrita' já que 44 mil meninas engravidam por ano no Rio
 
Felipe Werneck e João Domingos
 
 
 
AE
Sérgio Cabral (PMDB)
RIO - O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), defendeu nesta quarta-feira que seja discutida a questão do aborto no Brasil, pouco antes do lançamento de uma campanha para prevenção da gravidez precoce, que será divulgada em escolas, hospitais, na televisão, no rádio, em jornais, outdoors, ônibus e na internet. Também faz parte da campanha um blog com participação da funkeira MC Perlla, de 18 anos, garota-propaganda da campanha cujo tema é "Se cuida. Gravidez tem hora".
 
"A questão do aborto é uma discussão que tem que ser feita, principalmente pelas mulheres. Estamos lançando essa campanha contra a gravidez precoce, de conscientização, com uma moça que é um talento musical, que faz sucesso junto à meninas, que vai falar ao coração delas da importância da prevenção", disse o governador.
 
Segundo ele, a "realidade hoje é hipócrita". "Quarenta e quatro mil meninas por ano no Rio ficam grávidas. É um número assustador. Será que é este o caminho? Nós temos que discutir isso. Isso é a vida como ela é. Temos que discutir a vida real."
 
O número de adolescentes grávidas é da Secretaria Estadual de Saúde. Está prevista a distribuição de preservativos para adolescentes a partir de abril - serão 360 mil por ano. O ministro da Saúde, Agenor Álvares, participou do lançamento. "A campanha é importante porque vai nos ajudar a prevenir um problema social, mas muito mais importante na questão da saúde pública. É nesta faixa etária que ocorre a maior incidência de aids entre as mulheres, temos que avançar nisso", declarou o ministro.
Cabral disse que cumpria um compromisso assumido na campanha eleitoral. "Eu frisei que não faria oba-oba, que a publicidade no meu governo não teria caráter de auto-promoção. A questão da gravidez precoce sempre me preocupou muito", afirmou o governador, que tem cinco filhos e recentemente fez uma operação de vasectomia.
 
No discurso, ele pediu que entidades que trabalham com planejamento familiar entrem em contato com o governo para eventuais convênios.
 
O secretário da Saúde, Sérgio Côrtes, disse que não se pode associar gravidez não planejada com criminalidade. "Podemos associar sim com uma interrupção da vida natural da mulher. Não existe nenhum trabalho que atribua gravidez indesejada à criminalidade."
 
A funkeira dá sua opinião: "Eu acho que tem que curtir, mas tem que se cuidar. Porque se isso tivesse acontecido comigo com certeza eu não estaria aqui", diz Perlla em um dos trechos da campanha que será divulgada pela TV. Em cartazes, frases como "Se seu namorado não quer usar camisinha, ele é um tremendo vacilão" e "Se ele quer sem camisinha, quem não quer sou eu".
 
Ilegalidade de drogas
 
Cabral também quer uma discussão sobre a ilegalidade das drogas, e acha que a questão criminal deve ser revistas. Para o governador, este é um debate que o mundo tem que enfrentar. Ele lembrou que Europa e Estados Unidos já vêm discutindo a questão.
 
Em sua opinião, o fato de o consumo, porte e comercialização de drogas ser considerado crime, estimula a mortandade e o tráfico de armas. Ele comentou que milhares de pessoas morrem por envolvimento na questão de drogas. "O mundo vive uma outra realidade", comentou.

Do blog do Césarr Maia:

20:09 @ 07/04/2007

Do blog do Césarr Maia:

Carta completa

A) Meu nome é Arthur Rodrigues, sou morador do Rio, tenho 24 anos e mestrando em
Direito Internacional na UERJ. Além disso, há muitos anos sou oposição ao
governo do Lula. Hoje, no entanto, vivenciei umas das maiores barbaridades que
poderia imaginar e por isso venho aqui enviar-lhe este e-mail. Em 2004 fiz minha
conta no orkut e na mesma época criei as comunidades, PSDB e Morte ao Lula, além
de outras. Ambas fizeram relativo sucesso, até o fim do ano passado quando foram
excluídas por razões desconhecidas
, mas que eu atribuí a hackers graças à
proximidade das eleições.

B) Há três meses, porém, o porteiro do meu prédio indicou que supostos policiais
vinham procurar-me na minha casa
. Não estava em nenhum dos momentos, assim que
sempre pedi ao zelador que solicitasse o telefone aos oficiais, sem sucesso.
Procurei a polícia federal em dezembro, mas não souberam me informar. Há poucas
semanas, na terceira "visita", resolveram deixar o telefone e marquei uma
reunião hoje (19 de março) às 16:00 horas com o Sr. Arnaldo, da Equipe Bravo, do
Núcleo de Operações da Delegacia Fazendária, 2º andar, sala 31, da PF da Praça
Mauá.

C) Chegando lá fiquei sabendo que o tema era o orkut e a comunidade do Morte ao
Lula. O policial me informou que a solicitação de identificação veio de
Brasília, de alguma repartição ligada à Segurança Institucional
, pediu que eu
confirmasse a autoria do projeto, eu confirmei e afirmei contudo que se tratava
de uma alegoria (inclusive havia um cartoon do Lula sendo guilhotinado). O
policial continuou, vendo que eu era estudante de Direito (ao que corrigi
dizendo que sou formado) disse que se tratava de assunto sério, que eu deveria
ser mais cauteloso, etc. Eu respondi que estava no meu Direito Constitucional à
oposição, que na própria comunidade diversas vezes foi dito que o objetivo não
era a formação de qualquer projeto assassínio, que éramos pacíficos, etc.

D) Finalmente, no fim do dossier, havia uma notícia, não sei de qual jornal, que
dizia do acordo entre a PF e o Google, de excluírem comunidades diretamente. O
que me causou espanto foi a coincidência do período (que não sei dizer quando ao
certo) entre a exclusão entre as comunidades do PSDB e esta contrária ao
presidente. Não sou filiado a nenhum dos partidos e atualmente estou bastante
distanciado de quaisquer atividades políticas.

Agradeço imensamente a atenção dispensada,

Arthur Rodrigues.