Grupos

A Embrapa Caprinos e Ovinos mantém, desde 1988, bancos de germoplasma das raças caprinas Canindé e Moxotó e das raças ovinas Morada Nova, Santa Inês e Somalis Brasileira. Bancos de germoplasma são repositórios onde se armazenam a variabilidade genética de uma ou de várias espécies ou raças. Geralmente consistem em base física onde as coleções de germoplasma são conservadas, podendo estar situadas em centros de pesquisa ou instituições públicas e privadas. As raças são conservadas "ex situ", sob a forma de sêmen, embriões e/ou tecidos, ou "in situ" como animais vivos nos chamados núcleos de conservação. De acordo com o pesquisador Olivardo Facó, a manutenção da variabilidade genética é fundamental para os programas de melhoramento genético, garantindo a possibilidade do desenvolvimento de novos produtos dentro de esquemas de seleção e/ou cruzamentos entre animais de diversas raças. "Além disso, com o processo de aquecimento global e a perspectiva de que as condições climáticas se tornem cada vez mais difíceis, a conservação de raças adaptadas à região semiárida cresce de importância. Isto porque os animais destas raças são mais tolerantes aos estresses hídrico, nutricional e térmico. Desta forma, sua conservação e uso seria uma forma de garantir uma maior segurança alimentar para toda a sociedade", conclui. Fonte: 17/05/2010 - EMBRAPA - Adriana Brandão

Os julgamentos da raça Santa Inês durante a Feinco 2010 – Feira Internacional de Caprinos e Ovinos, que acontecerá no Centro de exposições Imigrantes em São Paulo, terá a presença de três juízes. A mudança foi alcançada graças à mobilização de alguns criadores com o apoio da ASPACO – Associação Paulista de Criadores de Ovinos.

A programação dos julgamentos de ovinos durante a Feinco está assim organizada:

* Pista 1 (Santa Inês, Texel, Sufolk, Ile de France, Hampshire Down, Poll Dorset, Crioula e demais raças)

09 de março: Raças Ile de France e Santa Inês a partir das 14h

10 de março: Raças Texel e Santa Inês a partir das 8h

11 de março: Raças Hampshire Down, Crioula e Santa Inês a partir das 8h

12 de março: Raças Suffolk e Santa Inês a partir das 8h

13 de março: Raças Poll Dorset, Grande Campeonato Santa Inês e demais raças a partir das 8h

* Pista 2 (Dorper e White Dorper)

09 de março: Raça White Dorper a partir das 14h

10 de março: Raça White Dorper a partir das 8h

11 de março: RaçaDorper a partir das 8h

12 de março: RaçaDorper a partir das 8h

13 de março: Grande Campeonato de Machos e Fêmeas White Dorper e Dorper a partir das 10h

Será realizada em Recife (PE), no período de 19 a 23 de setembro, a 10ª Conferência Internacional de Caprinos (IGA 2010), cujo principal objetivo é discutir problemas e soluções para o desenvolvimento da caprinocultura nacional e mundial. A programação é fruto de uma parceria firmada entre o Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (EMEPA), que constituem o Comitê Executivo do evento.

Com o tema central "Desenvolvimento tecnológico e medidas associativas para o desenvolvimento da produção de pequenos ruminantes", a 10ª Conferência se destina a agricultores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação. A programação será composta por simpósios, fóruns e debates com cientistas, técnicos, políticos e produtores. Serão 35 palestras com convidados nacionais e internacionais, nas quais, durante os quatro dias, se discutirão os problemas e soluções para o desenvolvimento da caprinocultura no Brasil e no mundo.

O diretor do INSA, Roberto Germano Costa, afirma que é perceptível a importância econômica e social da caprinocultura no Semiárido, onde as condições climáticas dificultam a exploração agrícola. Ele explica que nessa região, a atividade já consolidou sua importância e viabilidade, despertando o interesse de criadores com visão empresarial.

"A importância econômica e social dos caprinos criados no Nordeste do Brasil reside na produção de leite e carne, para alimentação das populações de média e baixa renda, como fonte de proteína animal de baixo custo, e na produção de peles, que é mais uma fonte de renda" avalia Germano.

A International Goat Association (IGA) é uma sociedade sem fins lucrativos que tem por missão promover a pesquisa e o desenvolvimento da caprinocultura para o benefício da humanidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas no mundo. Com essa finalidade, a IGA promove várias ações, dentre elas a Conferência Internacional de Caprinos. A 10ª edição do evento ocorrerá no Mar Hotel Recife. Os interessados devem fazer sua inscrição online, por meio do endereço eletrônico:
http://www.iga2010.com.br/pt/

Texto: Aline Guedes

 

Ela lembra a Texel, mas as pernas são longas demais, se olhar com atenção tem o porte da Santa Inês, contudo tem lã. Não é grossa, mas tem. Assim é a Ovelha Pantaneira, uma mistura de diversas raças de ovinos que estão nas planícies alagadas desde a vinda dos primeiros bandeirantes que buscavam ouro nos sertões brasileiros há cerca de 300 anos.

Para preservar um animal que pode se tornar mais uma raça de ovinos a Uniderp (Universidade para Integração do Pantanal) Anhanguera criou em Campo Grande o CTO (Centro de Tecnologia em Ovinocultura), criado exclusivamente para estudar as características dessa ovelha. "Ela é como o povo brasileiro, tem um pouquinho de cada raça", compara o coordenador do CTO, professor Marcos Barbosa Ferreira. "Ile de France, Dorper, Sullfolk, Texel e Santa Inês se misturaram e, com a ajuda do meio ambiente, o Pantanal, formaram a ovelha Pantaneira. Onde quer que você vá naquela região vai ver este animal", completa.

Na verdade ela ainda não é uma raça reconhecida mas sim um grupo genético com características próprias adquiridas em função dos cruzamentos e da evolução natural. Para suportar o Pantanal os animais foram modificando seus corpos ao longo de gerações. Elas têm as pernas mais longas do que qualquer outra raça de ovelha. "Isso facilita ela andar em terreno alagado sem ter de levar o peso extra da água retida na lã", observa Ferreira.

Outra característica visual que poder ser percebida é o tamanho das orelhas, bem menores que seus parentes de outras raças.

O pulo da ovelha

Nas andanças pelo Pantanal para se selecionar os exemplares que estão sendo estudados na universidade os pesquisadores perceberam uma coisa: a qualquer época do ano sempre havia uma borrega ao pé das mães. Isso é muito estranho, pois os ovinos têm uma estacionalidade foto-periódica, ou seja, têm o período em que reprodução é regulada pela luz solar, isso ocorre tanto em fêmeas quanto em machos. Contudo, a ovelha pantaneira não apresenta esta característica e chega a ter duas parições por ano, quando o normal é apenas uma.

Segundo Ferreira, os ovinos no mundo todo têm apenas um parto ao ano, no Brasil este número é de um e meio. Em algum momento o DNA da ovelha Pantaneira entendeu que os animais poderiam se reproduzir sem problema durante todo o ano. O professor explica que na natureza a reprodução é um "luxo". "Só acontece quando o animal está em boas condições corporais, com alimento para si e para sustentar sua cria.

Por isso na Europa só há cordeiros na primavera, quando existe comida para todos". Além disso, por ser um animal rústico, tem grande capacidade de converter em carne uma pastagem pobre em proteína, como por exemplo a brachiária. No período de dois anos uma matriz Pantaneira entrega quatro cordeiros, quando, na melhor das hipóteses, outras raças entregam apenas três. Se comparada com a capacidade de cria das ovelhas no Uruguai a produtividade é simplesmente o dobro.

Tal característica pode ser o principal diferencial da raça, isso porque o grande problema para a indústria frigorífica brasileira que trabalha com ovinos é a falta de regularidade na produção. "Pode-se fazer um sistema de engorda, onde alguns criadores forneceriam os cordeiros e outros finalizariam o processo, dessa forma o fornecimento de animais para a indústria seria constante", diz Ferreira, lembrando que os animais chegam aos 30 quilos em 120 dias como um cordeiro de qualquer outra raça. "Por isso, preservar as qualidades genéticas da ovelha Pantaneira é tão importante", salienta. Pesquisas apontam que o cruzamento entre fêmea Pantaneira e macho Texel produz um cordeiro com excelentes qualidades de ganho de peso. "Mas dois cuidados têm de ser tomados: com os machos de outra raça que têm estacionalidade, por isso se faz necessária a inseminação artificial, e também com os filhos deste cruzamento que não devem se reproduzir, pois poderiam acabar estragando as características da ovelha Pantaneira".

Ainda não se sabe quantos animais dessa possível nova raça existem, mas eles são encontrados em qualquer fazenda no Pantanal. Para ganhar o status de raça a ovelha Pantaneira necessita ser reconhecida como tal pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Recursos Genéticos e Biotecnologia, que fica em Brasília. "Mas para isso os animais têm de ter a capacidade de transmitir características fenotípicas [físicas], mas no processo de separação dos indivíduos que apresentam as melhores condições físicas pode-se perder as vantagens genéticas", alerta.

O caminho para se afirmar se é ou não uma nova raça ainda é longo, mas o certo é que entre os criadores da região do Pantanal não há melhor animal para se ter do que os que já se encontram lá.


• Fonte: Folha do Fazendeiro

O volume de negócios gerados durante a 46ª Festa do Boi foi de, aproximadamente, R$ 30 milhões, o que superou as expectativas dos organizadores, que pretendiam movimentar em média R$ 20 milhões. O evento, que foi realizado entre os dias 11 e 18 deste mês, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim/RN, recebeu cerca de 400 mil pessoas - 100 mil a mais do que no ano passado. Este ano o crescimento foi notadamente bem maior e por mais exigente que sejamos, por inúmeros fatores, foi visivelmente e surpreendente o crescimento da festa.

Com uma movimentação financeira acima do esperado, só o banco do nordeste declarou que gerou negócios em cerca de dezoito milhões, os leilões de cavalos, vacas e touros, caprinos e ovinos, realizados durante o evento foram uma atração importante nesta movimentação, gerando vendas na ordem de R$ 5,0 milhões incluindo caprinos e ovinos. Alguns leilões foram transmitidos para todo o Brasil e a previsão é que na próxima festa, todos sejam veiculados.

A mudança de zona de risco desconhecido para zona de médio risco em relação a aftosa, foi responsável pelo crescimento e aquecimento das vendas, só o segmento de ovinos e caprinos, aliado a 8ª EXPOSIÇÃO NACIONAL DO SANTA INÊS foi um dos maiores responsáveis pelo crescimento da Festa do Boi, tendo em vista que permitiu um maior intercâmbio de animais com o resto do Brasil. ‘‘A Festa foi um sucesso, um das maiores dos últimos anos.

O secretário da Agricultura também citou como fator do crescimento as melhorias no parque com construção de pistas de julgamentos, tribuna de honra alojamentos e outros contribuindo para crescimento do número de visitantes. A governadora Wilma de Faria declarou que  para o próximo ano serão instaladas mais 100 baias para cavalos, além de alojamento para os tratadores e novos pavilhões para animais de grande porte. ‘‘Esse ano estavam expostos 5 mil animais, 500 a mais do que na edição passada da festa. Para o próximo ano, a gente vai ter que trabalhar bastante, pois esse número deve crescer. O sucesso dessa festa só prova que a nossa genética é boa’’. (Diário de natal)