Leite de cabra é desvalorizado
08:57 @ 22/12/2008
A caprinocultura leiteira no Rio Grande do Norte completou em 2008 dez anos de atividade, mostrando-se como mais uma atividade da agropecuária que contribui para a fixação do homem no campo, com geração de emprego e renda para os produtores rurais, principalmente para os pronafianos (produtores com propriedades menores que quatro módulos fiscais e que retiram pelo menos 80% da sua renda da propriedade rural). Segundo Genildo Fonseca Pereira, Zootecnista, Extensionista Rural II da Emater/RN, a atividade tem enfrentado várias crises desde sua criação, em abril de 1998, como problemas de ordem sanitária, resultante da importação de animais oriundos de outros estados do país, contaminados com o vírus da CAEV (Artrite Encefalite Caprina Viral) e bactérias como a Micoplasmose, provocando doenças nos rebanhos e levando vários animais a morte, e problemas financeiros, levando-se em conta que o preço do leite pago ao produtor não sofreu reajuste durante quatro anos, embora os insumos continuassem sendo reajustados. Hoje, depois de dez anos de atividade, um dos problemas continua sendo o preço pago pelo litro de leite que é de R$ 1,05 desde 2003. Além disso, o sistema de cotas imposto pela principal usina de beneficiamento de leite caprino do Estado, a APASA (Associação dos Pequenos Agropecuaristas do Sertão de Angicos), a partir de 01 de dezembro de 2008, tem levado os produtores a pensarem na sustentabilidade dessa atividade que para muitos é a principal fonte de renda. A APASA recebe do Governo do Estado uma cota de leite bem inferior a produção de leite coletada.
Fonte Tribuna do Norte-RN 22/12/08