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A Embrapa Meio-Norte, situada em Teresina – PI, deu início ao processo de identificação eletrônica de seus rebanhos de conservação de recursos genéticos. Foram implantados experimentalmente microchips eletrônicos em rebanhos de caprinos nativos em Castelo-PI e nos ovinos Santa Inês de Campo Maior-PI. O principal benefício esperado com a implantação desta tecnologia é resolver os problemas de identificação individual dos animais.

O método tradicional, utilizado atualmente pela maioria dos produtores, é composto de brincos de plástico colocados na orelha ou colar. O problema é que o animal constantemente perde este material no campo. As tatuagens são uma opção para os animais registrados, mas como a maioria dos animais nativos possui pele escura, a visualização do número tatuado é muito difícil e passível de erro.

A pesquisadora Adriana Mello de Araújo explica que a falta de um identificador individual seguro e que permaneça no animal em todas as fases da vida dificulta o manejo do rebanho e cria erros de genealogia, com implicações nos programas de melhoramento genético em andamento na Embrapa.

Os chips utilizados pela Embrapa Meio-Norte são pequenos, medindo 12x2 mm, conhecidos tecnicamente como transponders implantáveis. Eles são aplicados por meio de uma espécie de seringa abaixo da pele dos animais (região subcutânea). De acordo com a pesquisadora, o método é pouco agressivo e os animais reagiram muito bem a aplicação. Na aplicação, são necessários apenas cuidados básicos, como a desinfecção do material usado e limpeza do local de aplicação com álcool iodado.

Depois de inserido no animal, o microchip pode ser lido eletronicamente através de um equipamento móvel. Acionado o bastão de leitura, aparece no visor deste equipamento o número do animal. “O processo é muito fácil e preciso. Não é necessária a contenção do animal para leitura”, destaca a pesquisadora.

O técnico da Embrapa Carlos Ribeiro de Sousa já recebeu os primeiros treinamentos e informa que esta nova tecnologia ajudará muito na organização dos rebanhos. Além das vantagens para a identificação individual do animal de pesquisa, a tecnologia poderá servir também para evitar possíveis furtos, pois animais com implante são facilmente identificados.

O equipamento de leitura e os microchips foram financiados pelo CNPq através do projeto Coleções biológicas de interesse para o agronegócio, que é coordenado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, e na Embrapa Meio-Norte é coordenado pela pesquisadora Adriana Mello de Araújo.

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