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O resultado do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que será divulgado em maio, servirá como ponto de partida para as novas regras de regulamentação e fiscalização dos cursos de Medicina. O excelentíssimo Sr. Fernando Haddad, ministro da Educação, convidou o ex-ministro da Saúde e professor de Medicina Adib Jatene para auxiliá-lo no projeto. Em dez anos o número de faculdades dobrou, eram 82 em 2006 e, hoje, somam 167.

 

Em 2007, os cursos de Direito passaram por uma análise semelhante. O MEC cruzou os dados do Enade com os resultados dos exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As instituições que apresentaram desempenho inadequado sofreram adaptações como redução do número de vagas e aumento das instalações. Os critérios para avaliação dos cursos de Medicina ainda não foram definidos, mas tópicos como as condições dos hospitais e a oferta de residências médicas já estão em debate.

 

 

O Plenário aprovou nesta segunda-feira, dia 11, a Medida Provisória 395/07, que concede crédito extraordinário de R$ 3,25 bilhões a diversos ministérios. Somente para o Ministério da Saúde, a MP, editada em setembro de 2007, libera R$ 1,7 bilhão com o objetivo de socorrer hospitais federais e reajustar os valores das tabelas do Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria será analisada agora pelo Senado.
     
Os deputados acataram o texto original enviado pelo Poder Executivo, seguindo o parecer do relator Pedro Fernandes (PTB-MA). A MP era uma das sete que trancavam a pauta da Casa, e foi a primeira aprovada pela Câmara em 2008.
     
Segundo dados do Ministério da Saúde, o valor do procedimento para parto normal passa de R$ 317 para R$ 403 (alta de 27%); o exame de ecocardiografia passa a custar R$ 30,72 (aumento de 50%); e a ultrasonografia obstétrica, R$ 33,00 (44,8% a mais).

     
A tabela de procedimentos do SUS é uma discriminação de todos os serviços ambulatoriais e hospitalares contratados de prestadores privados e filantrópicos com os seus respectivos custos. O valor pode ser complementado por estados e municípios. 


Os gastos com os reajustes totalizam R$ 1,2 bilhão, enquanto outros R$ 445 milhões são destinados à compra e distribuição de medicamentos excepcionais; e R$ 74,8 milhões às farmácias populares.

  
Fonte: Agência Câmara

     Acostumado a despachar nos palácios ingleses, o ministro da Saúde britânico, Alan Johnson, desde segunda-feira no Rio, passou a manhã de ontem conhecendo um projeto muito distante de sua realidade. O ministro foi levado pelo secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo da Maré. A pobreza absoluta ao redor do prédio não impediu que Johnson se encantasse com o projeto, que prometeu adaptar para atender às áreas mais carentes de seu país.

     As unidades, carros-chefe da gestão de saúde do governo Cabral, diminuíram significativamente a fila da emergência em hospitais das zonas Norte e Oeste. Por oferecerem tratamentos de pequena e média complexidade, as UPAs só transferem 0,4% de seus pacientes a outras instituições de saúde. Todo o resto é resolvido em seus quatro postos - em Irajá, Bangu, Santa Cruz e na própria Maré - que, desde sua inauguração, já atenderam mais de 220 mil pacientes.

     - Confesso que não imaginava encontrar um local com tantos serviços - pondera Johnson. - Não há favelas na Inglaterra, mas temos áreas carentes. Seria interessante fazer uma troca de experiências na área de saúde.

     Em abril, Côrtes e o governador Sérgio Cabral retribuem a visita ao ministro. Ambos vão a Londres conhecer como a gestão hospitalar pública da Inglaterra. Um mês antes, inauguram nova UPA, agora em Campo Grande. Será a primeira das mais de 15 previstas para este ano.

     Enquanto Johnson conhecia detalhes do projeto, a dona-de-casa Maricélia Bezerra aguardava, na porta do posto, pelo resultado do exame de seu filho, que está com suspeita de dengue. A espera não a irritava:

     - Antes da inauguração da unidade, ficava pelo menos duas horas na fila do Hospital Geral de Bonsucesso - lembra. - Agora, não espero por mais de meia hora. Nunca vi este posto sem médico. O governo faz bem quando mostra este projeto no exterior.

Surpresa com policiamento

     Os equipamentos hospitalares da unidade não foram o único ponto a chamar atenção do inglês. A presença da polícia em cada esquina nos quarteirões mais próximos à UPA também motivou a curiosidade de Johnson.

     - Perguntei se era comum haver tanto policial em volta do posto, mas o secretário me disse que o aparato de segurança era garantido pela própria população, que respeita o projeto e os funcionários da unidade - revela o ministro.

     O patrulhamento ao redor da UPA contava até com caveirão do Batalhão de Choque. O comandante do 22º BPM (Maré), tenente-coronel Luigi Felipe Guimarães, não quis dizer quantos policiais foram deslocados para garantir a segurança na visita, mas negou que o policiamento na região fosse facilitado pelo respeito da comunidade ao projeto:

     - A UPA faz parte de uma área conflagrada, como toda a Maré.

Fonte: Jornal do Brasil

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De 92.580 médicos registrados no conselho, 47% não possuem título de especialista, mesmo que na prática exerçam uma ou mais especialidades.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) anunciou nesta terça-feira, 12, um estudo realizado com os médicos registrados no conselho. Do total da amostragem, de 92.580, detectou-se que 53% possuem um ou mais títulos de especialidade. Enquanto que 47%, quase a metade dos médicos paulistas, não possui nenhuma especialidade, mesmo que atuem na prática.

De acordo com o estudo do conselho, existem 53 especialidades médicas reconhecidas pelos organismos da classe médica. Diante deste número, metade dos médicos com título se concentra em cinco especialidades. São elas Ginecologia e Obstetrícia (15,6%), Pediatria (11,7%), Cirurgia Geral (7,1%), Clínica Médica (6,8%) e Cardiologia (6,5%).

Além disso, a pesquisa do Cremesp aponta que somente 39% dos médicos cursaram residência médica.

Ambos os resultados foram atribuídos a falta de regulação. Afinal, tanto a residência médica quanto o título de especialista não são obrigatórios para exercício da profissão.

Fonte: Saúde Business Web.

A vez da Medicina

15:34 @ 20/02/2008

MEC dá início ao processo que vai verificar a qualidade dos cursos de formação médica, como fez com as áreas de direito e pedagogia.

     Para garantir a eficiência do ensino superior no país, o Ministério da Educação (MEC) estabeleceu uma política de acompanhamento de cursos considerados como áreas prioritárias pelo órgão. O ensino jurídico e a formação de professores já estão sob supervisão do ministério e terão que apresentar melhorias no prazo máximo de um ano. Com a medicina não será diferente: o MEC quer que as faculdades em que forem encontradas deficiências assinem este ano um termo de compromisso para solucioná-las até 2009.

     O ministério aguarda a divulgação das notas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2007 para estabelecer quais vão ser as instituições inspecionadas. Mas, de acordo com o MEC, serão considerados também os desempenhos obtidos no primeiro exame (2004), e no antigo Provão. Com as notas em mãos, uma comissão visitará as instituições cujos cursos obtiveram notas insuficientes nos exames. O resultado do último Enade de medicina deve sair em abril ou maio.

     Até lá, o órgão estuda e avalia a melhor forma de realizar a supervisão. Na última semana, o ministro da educação, Fernando Haddad, esteve reunido com o médico e professor Adib Jatene, ex-ministro da saúde, para discutir falhas e necessidades do ensino de medicina no país. Haddad quer considerar a opinião de especialistas para estabelecer e legitimar os critérios de reestruturação dos cursos. A comunidade científica também fará parte da comissão que analisará a situação de cada universidade para propor mudanças.

     "Neste momento, estamos preocupados em formar a comissão, capacitar os membros e definir os elementos necessários para a melhoria dos cursos. Existe uma série de coisas que precisam ser consideradas, como o corpo docente, a residência médica e o acervo bibliográfico, por exemplo. Temos pressa, mas nada que atropele a necessidade de termos dados consistentes", esclarece o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota.

     Para a aluna do 2° ano de medicina Sarah Ribeiro Issy, 21 anos, a supervisão dá validade às avaliações dos cursos. "Não adianta nada só aplicar provas apenas para saber qual faculdade está com nota ruim. É essencial tomar uma atitude, acho que a fiscalização é uma forma de aumentar a qualidade dos cursos. Mas tem que funcionar, não adianta fazer de conta", ressalta Sarah. A estudante ainda acha que a medida deveria ser adotada para todos os cursos. "Cada curso tem a sua importância. Eu acho que todos deveriam ser fiscalizados, e muito bem fiscalizados", completa.

     Segundo Ronaldo Mota, não é possível realizar o trabalho com os cursos de todas as áreas. Por isso, foram selecionados primeiramente as graduações de direito, pedagogia e medicina.

Na Câmara dos Deputados
     A Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) lutam pela proibição da abertura de novos cursos de medicina. Na Câmara dos Deputados tramita projeto de lei, do deputado Arlindo Chinaglia, que propõe essa proibição pelo período de dez anos.

     Para o secretário, a preocupação é relevante, mas a solução é equivocada. "A pergunta certa não é se estamos formando médicos de mais ou de menos. Temos que nos perguntar se estamos formando bem nossos médicos", considera. Ele admite que cabe ao ministério garantir a qualidade do ensino. "A solução não é impedir novos cursos. O poder público precisa provar que é capaz não só de abrir, mas também de fechar se for preciso e, principalmente, de fiscalizar os já existentes", avalia Mota.

     A estudante Laura Haydée Silva Teixeira, 20 anos, concorda em partes com o impedimento de novos cursos. "Depende da região. Tem lugar que já tem muitas faculdades, aí eu sou contra. Mas tem regiões que ainda precisam, que o número de universidades e de médicos não é suficiente, nesses lugares não faz sentido proibir", pondera.

     Outra solução apresentada é a criação de uma prova semelhante ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que restringe a atuação na advocacia somente aos aprovados no exame. O CFM e a AMB propuseram a criação da Ordem dos Médicos do Brasil, mas a proposta ainda está sendo discutida e até hoje nenhuma decisão foi tomada.

Fonte: Correio Braziliense, via SINDHRIO

     A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Médica do Paraná (AMP) vão entrar com medidas jurídicas para impedir a criação de novos cursos de Medicina que não atendam aos critérios mínimos de qualidade considerados.

     De acordo com os presidentes das entidades, respectivamente, José Luiz Gomes do Amaral e José Fernando Macedo, esta é uma iniciativa para garantir a qualidade do ensino médico no Estado do Paraná e em todo o País. "Para que seja considerada qualificada, uma faculdade precisa ter um hospital próprio, oferta de vagas de residência médica, unidades ambulatorial e de emergência, centros cirúrgico e obstétrico e profissionais comprovadamente experientes na Medicina, para que possam formar médicos altamente capacitados", afirmou Amaral, durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (dia 19/2), na sede da Associação Médica do Paraná, em Curitiba.

     "Não se trata de sermos contra a criação de novos cursos, mas de estarmos preocupados com a qualidade dos que existem e daqueles que solicitam implantação. Queremos que a população entenda que estamos preocupados com os médicos que farão o atendimento aos pacientes", completou Macedo.

     Na avaliação das entidades, não existe necessidade social de mais cursos de Medicina no Paraná ou no Brasil. "Atualmente, o País conta com mais de 320 mil médicos, número por habitante próximo ao registrado nos países desenvolvidos e muito acima das possibilidades do Sistema de Saúde brasileiro absorvê-los", avaliou Amaral.

     Para ele, a abertura de escolas de Medicina é hoje uma "ação oportunista em uma república permissiva". A afirmação veio logo após um paralelo da época do início da criação das faculdades de Medicina no País, há 200 anos. "Naquela época, o intervalo entre a abertura da primeira escola e a segunda foi de dez meses, encerrando-se, em seguida, o processo. Na última década, foram abertas sete por ano. Precisamos vencer essa febre de negócios e mercantilismo que se tornou a abertura de escolas médicas", disse.

     Para o presidente da AMP, José Fernando Macedo, a maior necessidade é por garantia de qualidade das faculdades existentes e maior oferta de vagas de residência médica, para que os médicos possam sentir-se devidamente qualificados para atender, inclusive no interior dos estados. "Apenas 40% dos que se formam conseguem vagas em residência médica, que é a especialização do profissional. Se o médico não consegue fazer residência, não se sentirá capacitado a sair dos grandes centros", avalia.

     Em dezembro do ano passado, a Associação Médica do Paraná foi atendida pelo Ministério da Educação, que concordou com as entidade, no sentido de não haver necessidade social para novos cursos. Na mesma ocasião, o pedido de abertura de cinco novas faculdades de Medicina no Paraná foi negado.

     Com relação ao curso autorizado recentemente pelo Ministério da Educação para a Faculdade Assis Gurgacz, em Cascavel, os presidentes da AMB e da AMP afirmaram que vão consultar os departamentos jurídicos para tentar impedir a realização do vestibular, até que o curso seja comprovadamente validado segundo os critérios médicos.

     Já as faculdades que estão em funcionamento devem passar por uma avaliação. "Existe um projeto para que os cursos existentes sejam reavaliados, para garantir que todos cumpram os critérios mínimos exigidos para a qualificação profissional", informou Macedo. E concluiu: "Aos que querem abrir uma nova faculdade de Medicina, deixo um recado – pensem antes em abrir vagas de residência médica".

     Além de Gomes do Amaral e de Macedo, estiveram presentes Antonio Celso Nunes Nassif, ex-presidente da AMB e livre-docente da Universidade Federal do Paraná, Jurandir Marcondes,  vice-presidente Centro-Sul da AMB, Gerson Zafalon, presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná e Ronaldo Loures Bueno, diretor de Comunicação da AMB.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da AMP

     Pesquisa revela que média de US$ 280 anuais per capita não chega à metade da média mundial.

     O investimento em Saúde no Brasil é o mesmo nos últimos 15 anos. A conclusão é do estudo realizado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa analisou os investimentos em saúde em seis países da América Latina: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Venezuela. O Brasil gasta US$ 280 anuais por pessoa em saúde. O valor está acima da média registrada na América Latina, mas não chega à metade da média mundial, que é de US$ 806 per capita. Quando considerada a relação entre valor de arrecadação e valor investido, os gastos brasileiros equivale à metade dos gastos registrados nos vizinhos latino-americanos.

     O estudo apontou ainda que mesmo com o gasto per capita acima da média latino-americana, o Brasil tem apresentado os piores resultados do grupo em indicadores básicos, como a mortalidade infantil e a expectativa de vida.

     Para os coordenadores da pesquisa, a estagnação dos investimentos é preocupante, principalmente diante do envelhecimento da população e das demandas geradas em decorrência disso. O levantamento aponta que em 1990 as pessoas com mais de 60 anos de idade eram cerca de 13,3% da população do país. Em 2020, serão cerca de 24% dos brasileiros.

     A solução, para os pesquisadores, é não só melhorar o aporte de recursos para o setor, como também melhorar a gestão.

Destaque
     O único país que aumentou o investimento em saúde nos últimos 15 anos, segundo o estudo, foi o México. O governo aumentou em cerca de US$ 100 per capita a aplicação no setor e vem incorporando no seu sistema de saúde uma filosofia de avaliação do desempenho das políticas e da qualidade da saúde pública, que representa um avanço do ponto de vista regional.

 

Fonte: Saúde Business Web

Médicos Emergencistas
     A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras recruta médicos emergencistas com experiência em emergências clínicas e traumas para atuar em uma comunidade no Rio de Janeiro.

     Os currículos e cartas de motivação deverão ser enviados para o e-mail projetos projetosbrasil@msf.org.br.

Fonte: MSF

 

Médico de pronto atendimento
     A Cassi (Caixa de Assistência aos Funcionários do Banco do Brasil) contrata médico de pronto atendimento para trabalhar em Bauru (código MPA/B), Campinas (código MPA/C) e Santos (código MPA/S), em São Paulo. Exige-se graduação completa em Medicina, experiência profissional mínima de cinco anos na área e de dois anos nas áreas de Saúde da Família, Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral ou Ginecologia/Obstetrícia e inscrição no CRM.

     A jornada é de 20 horas semanais e o salário é de R$ 1.982,09. Os interessados devem preencher o formulário de inscrição e encaminhá-lo até esta sexta-feira, dia 22 de fevereiro, para a unidade Cassi-SP (Rua 15 de Novembro, 228 10º andar – São Paulo – SP. CEP: 01013-000). É imprescindível que o código do cargo pretendido venha especificado no envelope.

     Mais informações: (11) 2126-1500, ramal 1513

Fonte: Cassi-SP

 

Médico Pediatra
     O Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) contrata médico na especialidade de Pediatria para preenchimento de uma vaga e para atuar no Ambulatório Descentralizado de São Miguel Paulista, em São Paulo.

     O salário é de R$ 2.402,85 e a jornada é de 20 horas semanais. É necessário possuir Residência Médica Completa em Pediatria e Título de Especialista em Pediatria. As inscrições são gratuitas e vão até esta sexta-feira, dia 22 de fevereiro.

     Os interessados deverão comparecer pessoalmente, das 8h30 às 15h30, na Gerência Técnica de Controle de Pessoal do HSPM (Rua Castro Alves, 151, Fundos, Aclimação, São Paulo).

     Mais informações: (11) 3208 2211, ramal 287.

Fonte: HSPM

 

Residência em Medicina de Família e Comunidade
     A Secretaria Municipal da Saúde de Blumenau (SC) oferece quatro vagas para residência médica em Medicina de Família e Comunidade. As inscrições vão até dia 29 de fevereiro e podem ser feitas pela internet, por correio ou pessoalmente.

     Mais informações: (47) 3326-6768, ramal 216

 

Market-Based Failure*

14:49 @ 23/02/2008

     Segundo relatório recente do governo, o gasto em tratamento de saúde subiu 6,7% em 2006. Segundo o “Centers for Medicaree and Medicad Services, o desembolso total do tratamento de saúde excedeu US$ 2,1 trilhão, equivalente a US$ 7.000,00 para cada americano, homem, mulher e criança.Os custos do Medicare tiveram um aumento recorde de 18,7 %, impulsionados pela nova cobertura privada de gastos com medicamentos. Estima-se que o custo total de saúde, hoje 16% do produto interno bruto, há de chegar a 20% em apenas 7 anos.

     A inexorável inflação no custo da medicina tem sido atribuída a diversos fatores – o envelhecimento da população, a proliferação de novas tecnologias, dieta inapropriada e falta de exercícios, a tendência da oferta (médicos, hospitais, testes, produtos farmacêuticos, equipamentos médicos e tratamentos inovadores) gerando sua própria demanda; excesso de litígio, medicina defensiva e seguros de saúde com benefício fiscal.

     Aqui está uma segunda opinião. Mudanças demográficas e na  tecnologia médica apresentam desafios ao custo do sistema (de saúde) de qualquer nação, a nossa, porem está na vanguarda. A falta de contenção das despesas médicas nos EE.UU resulta principalmente da nossa singular e generalizada comercialização. A exigência de lucro nas seguradoras e companhias farmacêuticas, nova onda de hospitais especializados particulares, e mesmo a maximização de ganhos das entidades não lucrativas, inflam os custos e distorcem a alocação de recursos. Lucros, faturamento, marketing, e os gastos injustificáveis de entidades particulares absorvem de 400 a 500 bilhões dos US$ 2,1 trilhões gastos; mas a síndrome mais séria e menos  reconhecida é o conjunto de incentivos perversos produzidos pela dominância comercial no sistema.

     Diz-se que o mercado otimiza eficiências. Porem, apesar da crença de que a concorrência é a chave para a contenção de custos, a medicina – com terceiros pagando e a sua missão parcialmente social – não se presta à disciplina do mercado. Porque não?

     As principais práticas adotadas pelo sistema de seguro privado para a contenção de custos são: a adoção de seleção dos riscos, limitação dos serviços oferecidos, limitando o pago aos provedores dos serviços e repassando custos ao pacientes. Devido a fragmentação do sistema e aos incentivos perversos, boa parte da preocupação com custos é excluída; recursos são alocados onde há maior lucro ao invés da maior  necessidade médica; muitas eficiências possíveis não são aplicadas, tratamento médico desnecessário é fornecido visando lucro, despesas administrativas são altas, e enormes quantias são esbanjadas tentando driblar o sistema. Isto resulta tanto em uma combinação tratamento excessivo, com tratamento  insuficiente – com custos sempre subindo. Pesquisadores calculam que um quinto a um terço dos gastos médicos em nada melhoram a saúde.

     Uma sensível melhora pode ser obtida com medidas de saúde publica básicas  e um enfoque direcionado ao bem-estar médico da população. Empresários não prosperam prestando esses serviços, e os que mais os necessitam são os menos prováveis de estarem cobertos por um seguro. Inúmeros estudos demonstraram que a aplicação de protocolos padrão para o tratamento de condições como diabetes, asma, colesterol alto, o uso de exames clinicamente aprovados para triagem ,como a mamografia anual, a  imunização de crianças, e mudanças de dieta e exercício podem melhorar a saúde e poupar maiores gastos futuros. Sistemas de seguro de saúde universal, amplos, sob orientação do governo estão mais bem equipados para alcançar   essas eficiências pois todos estão cobertos e não há porque procurar os tratamentos que rendem mais lucros ao invés dos ditados pela necessidade médica. Apesar da população dos paises que integram o Organization for Economic Cooperation and Development ser mais velha do que a dos EE.UU, esses paises tem tido muito  mais sucesso na contenção de custos sem comprometerem o tratamento.

     Muitas seguradoras nos EE.UU premiam médicos por seguirem práticas clínicas padronizadas; mas esses incentivos não resultaram num sistema nacional de saúde eficiente. Passadas três décadas de atendimento médico gerenciado – as mesmas três décadas estudadas por Wennberg e colegas que encontraram grandes diferenças nas praticas aplicadas –aplicação de práticas consistentes não é norma. Incentivos comerciais não consertam o que não funciona.

Pelo contrário, a contenção de custos tem penalizado os médicos clínicos que tem tido um aumento de casos atendidos mas cujos ganhos estagnaram ou diminuíram. Uma estratégia que tem se popularizado entre os atendentes afetados pela contenção de custos, é a de dirigir o trabalho visando determinado nível de receita. Exemplificando: os médicos mentalizam um determinado nível  de ganho – um alvo. Se o seguro médico minimiza o pago por consulta, resta-lhes aumentar o numero de atendimentos, dedicando menos tempo a cada paciente.

     Esta falsa economia é um  exemplo marcante da falta de visão do atendimento médico comercializado. Possivelmente resultará em uma economia para o Plano ‘a curto prazo’ mas, como qualquer médico  poderá afirmar, essa estratégia tem vários efeitos negativos. A “mercadoria” mais preciosa do médico é “tempo” – tempo suficiente para estudar um gráfico, obter um histórico, realmente ouvir um paciente.  Isto não se faz em 10  minutos. Médicos apressados são mais propensos a erros e – ironicamente – mais propensos a pedirem mais testes para compensar a falta de um exame mais detalhado. São também mais propensos a encaminharem pacientes a especialistas para procedimentos que eles mesmos poderiam executar a um custo menor se tivessem tempo e remuneração suficiente. E a diferença entre a remuneração do clinico e do especialista está aumentando.

     Uma segunda estratégia de contenção de custos é de aumentar o valor da franquia e rateio de custos (do seguro), com o claro  objetivo é de dissuadir pessoas de consultarem um médico. Um exame médico seria, em muitos casos, clinicamente indicado; aguardar que o problema se torne agudo custa  muito mais do que se poupa. Ademais, num dado período de cada ano, mais de 80 milhões de norte-americanos se encontram sem seguro médico o que os leva a serem menos propensos a buscarem cuidados médicos preventivos.

     Este sistema também tem efeito inflacionário na estratégia de maximização de receita dos hospitais. Os grandes, os que ainda tem poder de barganha com as seguradoras, por necessidade contra-subsidiam os serviços. O setor de emergência pode ser deficitário, mas o de cardiologia lucra muito. Assim, os hospitais defendem os setores lucrativos, investindo muito em equipamentos para procedimentos lucrativos que irão atrair médicos e pacientes. Para o sistema como um todo, do ponto de vista de minimização de custos, seria mais eficaz re-direcionar disponibilidades para o atendimento primário. Mas num sistema comercial desordenado, os especialistas poderiam levar os pacientes para outras instituições mantendo assim as armas de barganha para a manutenção de suas receitas e privilégios – com isto obrigando uma não aplicação de recursos na minimização de custos.

     Os defensores de serviços médicos comercializados sustentam que incentivos econômicos funcionam. E de fato funcionam – mas muitas vezes de maneira perversa. A medicina comercialmente regimentada sinaliza aos médicos à necessidade de agirem como “empresários” inspirando-os a adotar práticas de ”medicina – boutique”, onde pacientes abastecidos pagam ágio, médicos tem alta renda, e ambos tem consultas adequadas. È uma solução conveniente, mas só para os ricos e seus médicos, e tem o efeito de elevar o gasto em serviços médicos.

Outros médicos preferem abrir hospitais especializados, geralmente para pequenas cirurgias. Em princípio é economicamente viável encaminhar muitos procedimentos a centros ambulatoriais que sejam menos caros  mas que ofereçam atendimento de alta qualidade. Num sistema universal, de orientação governamental, as reduções de custo podem ser redirecionadas; no nosso sistema a poupança acaba indo para o bolso desses cirurgiões, e seus hospitais muitas vezes têm uma relação parasitaria com os  hospitais comunitários que ficam com os casos mais complexos e dos procedimentos mais lucrativos e  que poderiam subsidiar os deficitários.

     Um sistema universal, de orientação governamental, é mais apto a correlacionar recursos e necessidades – e não pelo “racionamento” do atendimento. (O sistema norte-americano é o que tem o mais alto grau desse “racionamento” –taxas altas do o seguro, exclusões por “pré-existência de doença”, franquias elevadas,  rateio de custos, menores períodos de internação e menos visita médicas.) Um sistema universal é menos suscetível a alocações “falta ou fartura” resultantes da procura pela maximização dos lucros. Também poupa os enormes gastos  que o nosso sistema esbanja em administração, faturamento, marketing, lucro, participação nos lucros , premiação executiva e na seleção dos riscos. Quando o National Health Service britânico se deparou com carência de médicos para o  atendimento médico primário, ajustou o cronograma de remuneração e ofereceu incentivos ao atendimento de alta qualidade; com isso a carência diminuiu. . O nosso sistema comercializado parece incapaz de produzir igual resultado.

     Apesar da nossa crise de custos crescentes, seguro escasso, atendimento médico deteriorado, um sistema nacional de saúde que não dependesse de seguro privado, permanece às margens do debate nacional. Esta realidade mostra o imenso poder das seguradoras e da indústria farmacêutica, a fragmentação política e a ambivalência dos profissionais da medicina, a intimidação dos políticos e a imagem errônea dada pela mídia quanto a insatisfação dos pacientes de um sistema universal de saúde pública.

     Às vezes, nós, americanos, só fazemos a coisa certa após termos esgotados todas as outras alternativas. Resta verificar quanto desgaste o sistema de saúde ainda há de sofrer antes de adotarmos um seguro nacional de saúde.

 

*Tradução de artigo publicado no The New England Journal of Medicine em 07/02/2008, intitulado: Market-Based Failure – A second opinion on U.S. Health Care Costs – por Robert Kuttner

Tradutor – Jan Benedict (16 – 02 - 2008)

 

     O Hospital Estadual de Sumaré (SP), da Secretaria de Estado da Saúde, abriu processo seletivo para contratação de 24 novos profissionais. Os salários variam de R$ 549,38 a R$ 3.296,23 e as inscrições podem ser feitas até dia 29 de fevereiro.

     Do total de vagas, 11 são para médico nas mais diversas especialidades. As demais são para fonoaudiólogo, telefonista, analista de sistema, técnico eletrônico, eletricista, servente de pedreiro, motorista administrativo, auxiliar de farmácia, auxiliar de cozinha, auxiliar de enfermagem, técnico em enfermagem e enfermeiro, além de um estagiário em edificações. Clique aqui para ver todos os cargos e salários.

     Os interessados devem apresentar currículo no próprio hospital, das 8h30 às 16h30 (exceto sábado e domingo). Também deverão ser entregues cópias do documento de identidade, atestado de escolaridade e documentos que comprovem experiência anterior.

      Candidatos aprovados na análise de currículo serão convocados, por meio de publicação em jornal, para a realização de prova escrita em data, local e horário a serem definidos. A íntegra do edital do processo seletivo pode ser acessada pelo site www.hes.unicamp.br. Clique aqui para ler o edital.

     O Hospital Estadual de Sumaré fica na Avenida da Amizade, 2.400, Jardim Bela Vista, em Sumaré, interior de São Paulo.

Fonte : G1

     Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo fará concurso para 2.244 vagas em 4 cargos. Os salários vão até R$ 2.426,46, além de gratificações.Para o cargo de médico classe I estão previstas 774 vagas nas especialidades de cardiologia, cirurgia vascular, clínica médica, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, geriatria, hematologia, infectologia, medicina do trabalho, medicina intensiva adulto, nefrologia, neonatologia, neurologia, oftalmologia, ortopedia/traumatologia, otorrinolaringologia, pediatria, pneumologia, proctologia, psiquiatria, reumatologia, tocoginecologia e urologia. O salário é de R$ 2.209,10.

     Outras 102 vagas são para o cargo de enfermeiro classe I. O salário pode chegar a R$ 2.426,46. Para o cargo de biólogo classe I são destinadas 25 vagas. O salário é de R$ 2.082,50.
Outras 1.343 vagas são destinadas ao cargo de auxiliar de enfermagem. O salário pode chegar a R$ 1.182,44.

     A inscrição para todos os cargos poderá ser efetuada, pela internet, no site da Fundação Vunesp, ou em agências autorizadas do Banco Santander, listadas nos editais, entre os dias 3 e 20 de março. A taxa de inscrição é de R$ 66 para todos os cargos, com exceção para auxiliar de enfermagem, que é de R$ 23.

     A aplicação da prova objetiva está prevista para o dia 27 de abril.

Fonte : G1

     Cerca de 40% dos médicos formados no Brasil não fazem residência - o período de treinamento antes de se formar -, segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), que busca medidas jurídicas para evitar a abertura de novas faculdades de medicina, diante da baixa qualidade nos que começaram a funcionar nos últimos dez anos no país.

     A principal queixa é a de que o Brasil já tem o dobro de profissionais necessários para atender à população. De acordo com o presidente da AMB, José Luiz Gomes do Amaral, o Brasil tem 167 faculdades de medicina, mas metade delas sem condições de formar novos profissionais."Nós apenas gostaríamos que houvesse maior qualidade no ensino. Isso se aplica às novas faculdades e às já existentes", disse.

     Segundo ele, as faculdades têm conseguido autorização para funcionar com corpo docente não-médico, professores itinerantes e currículo insuficiente, além de não possuírem hospitais-escola para treinamento dos médicos.

     A reclamação se repete na Associação Médica do Paraná (AMP), cujo presidente, José Fernando Macedo, afirmou que "nós temos faculdades em que o professor de anatomia é formado em educação física". Segundo ele, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse concordar que não se devem abrir novos cursos de medicina no Brasil, mas deu autorização neste mês para a abertura de uma nova faculdade no estado.

     "Chega de novas faculdades. Nós não precisamos de mais vagas para medicina. O que nós precisamos é de qualificação para as escolas que já existem", declarou Macedo, ao lembrar que sem a residência médica o aluno sai mal formado da faculdade. "Quando for atuar na vida profissional ele não saberá como agir - pegará um caso de meningite e não saberá qual antibiótico receitar", disse.

     E acrescentou que as associações médicas brigam para que, em vez de novas vagas na graduação, o MEC invista na criação de mais cursos de pós-graduação, e que a residência passe a ser obrigatória para a conclusão do curso de medicina.

     Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério da Educação informou que em março deverá lançar a lista de faculdades de medicina nas quais estará "de olho". Lista semelhante foi lançada para faculdades de direito e pedagogia, ao informar as instituições que receberam notas 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).Nesse caso, as faculdades listadas precisam apresentar justificativas para as notas baixas e assinam um termo de compromisso com o ministério para melhora no desempenho dentro de um ano, sob pena de terem os cursos fechados.

Fonte : TV Jornal

     Os concursos públicos da Prefeitura Municipal de Piracicaba inscrevem até o dia 29 de fevereiro para 292 vagas.

     Em um dos concursos, estão sendo disponibilizadas 105 vagas para os cargos de Coordenador de Serviço Médico e Segurança (1), Escriturário (19), Iluminador de artes Cênicas (1), Instrutor Surdo para Educação Básica e C.I.E.J.A (4), Intérprete Educacional de LIBRAS/ Português para Educação Básica e C.I.E.J.A. (5), Merendeira (60), Operador de Máquinas (3), Professor Bilíngüe de Educação Básica e C.I.E.J.A (10), Soldador (1) e Supervisor de Palco (1).

     No outro concurso estão sendo disponibilizadas 187 vagas para os cargos de Agente de Zoonoses (4), Agente Fiscal Fazendário (2), Agente Fiscal de Rendas (8), Agente Municipal de Fiscalização (2), Almoxarife (4), Assistente Social (9), Atendente de Consultório Dentário (3), Auxiliar de Biblioteca (4), Auxiliar de Enfermagem do PSF (Programa de Saúde da Família) (20), Auxiliar de Farmácia (2), Cirurgião Dentista (5), Fisioterapeuta (4), Médico Área Cardiologia (1), Médico Área Clínica Geral (6), Médico Área Dermatologia (1), Médico Área Gastroenterologia (1), Médico Área Ginecologia (3), Médico Área Mastologia (1), Médico Área Oftalmologia (1), Médico Área Pediatria (3), Médico Área Reumatologia (1), Médico Área Ultrassonografia (1), Médico Área Vascular (1), Médico do PSF (Programa de Saúde da Família (15), Médico do Trabalho (2), Médico Plantonista Clínica Médica (8), Médico Plantonista Ortopedista (15), Médico Plantonista Pediatra (7), Médico Psiquiatra (2), Professor de Educação Física (10), Professor Educação Artística (2), Programador Cultural (2), Programador Júnior (1), Programador Pleno (1), Secretária (1), Secretário de Escola (1), Técnico Agrícola (4), Técnico de Higiene Dental (3), Técnico de Raio X (10), Técnico de Segurança do Trabalho (2), Técnico em Administração (5), Técnico em Imobilização de Gesso (4), Terapeuta Ocupacional (3) e Veterinário (2).

     As exigências variam do Ensino Fundamental Completo ao Nível Superior Completo para os dois concursos e os salários variam de R9,94 a R.926,24.

     As provas objetivas estão previstas para serem realizadas na cidade de Piracicaba, no dia 30 de março de 2008.

     As avaliações terão as seguintes matérias como conteúdo: Língua Portuguesa, Matemática, Conhecimentos Gerais, Conhecimentos Específicos, Conhecimentos de Informática e Políticas de Saúde, e constarão de questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada e apenas uma correta. Alguns cargos terão que fazer uma redação junto com a prova objetiva.

     O valor da taxa de inscrição é de R,00 para Ensino Fundamental Completo, R,00 para Ensino Médio Completo e R,00 para Nível Superior Completo.

     As inscrições para ambos os concursos podem ser realizadas no período de 15 a 29 de fevereiro de 2008, no site do Instituto Cetro www.institutocetro.org.br, pessoalmente ou por procuração, no período de 20 a 29 de fevereiro de 2008, das 9h às 16h, exceto sábados, domingos e feriados, na Escola Estadual Prof. Benedito Ferreira da Costa, localizada na rua Cristiano Cleopath, 1902 - Bairro dos Alemães - Piracicaba/ SP.

     Para maiores informações, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Candidato - SAC: (11) 3285-2777 ou no site www.institutocetro.org.br.  

Fonte : Canal Rio Claro

 

27/02/2008 -09:25     POR:   NEUSA PIRES
 

O golpista liga para o médico e diz que é advogado do Conselho Federal de Medicina (CFM), informa que o profissional recebeu uma quantia de aproximadamente 80 mil reais numa ação judicial, mas que antes de receber o dinheiro seria preciso depositar 7 mil reais para o pagamento dos custos judiciais.

O golpe foi denunciado ao CFM que lançou um alerta a toda categoria, o advogado do Conselho, José Alejandro Bullón Silva, orienta os médicos a não efetuar nenhum tipo de depósito em nome do Conselho Federal de Medicina ou de qualquer um de seus funcionários ou representantes. O CFM não telefona, não manda e-mail para os médicos com esse teor. No caso de receber algum e-mail ou telefonema o ideal é entrar em contato com o Conselho para se certificar da situação.  

O Conselho Federal de Medicina identificou que os golpistas escolhem o médico, principalmente pela idade avançada, e de acordo com o advogado do CFM, Alejandro Bullón, é descartada a possibilidade da obtenção de dados dos médicos, através do Conselho.

fonte: http://www.cearaagora.com.br/

Em desespero de causa

21:36 @ 28/02/2008

Mônica Manir - O Estado de S.Paulo

      - O mapa é dos mais esburacados. Em Alagoas, médicos cruzaram os braços por 88 dias. Durante a greve dos cirurgiões na Paraíba, do dia 16 ao 24 de agosto, duas mulheres morreram porque suas operações foram adiadas. No Ceará, cardiologistas e anestesistas se recusam a fazer cirurgias pelo Sistema Único de Saúde. Em Pernambuco, 134 médicos de emergências públicas se demitiram. Doutores de cinco especialidades do Rio Grande do Norte conclamam uma greve geral da classe. Para quem pensou que a ameaça de enfarte na saúde era nordestina, hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul deixaram de atender, nessa semana, cerca de 5 mil consultas para reclamar da falta de reajuste nas tabelas do SUS. Debruçado sobre o tampo de vidro de sua mesa de trabalho, sob o qual há um mapa da região metropolitana de São Paulo denunciando a falta de leitos nos hospitais, o cardiologista Adib Jatene dá o diagnóstico, curto e seco: "Não é falta de gestão, é falta de recurso". 

      Dinheiro para a área de saúde, ou ausência dele, é coisa que Adib Jatene vem cantando desde os tempos em que assumiu as pastas de Secretário Estadual de Saúde de Maluf e de ministro de Collor e FHC. Desde o tempo, aliás, em que criou a CPMF. "Nos últimos dez anos, os recursos são decrescentes, a população aumentou 20 milhões, os novos procedimentos e medicamentos são mais caros. Como se fecha a equação?" Pois é, parece que não fecha, pelo menos no Sistema Único de Saúde. Diretor geral do Hospital do Coração há 30 anos, Jatene viu essa entidade filantrópica inaugurar, em junho, um prédio de 5,9 mil m2 na capital paulista, que abriga a administração e mais 50 consultórios, um instituto de ensino e pesquisa. O hospital é mantido pela Associação do Sanatório Sírio e não atende pacientes do SUS, como outros hospitais de ponta do País.

      Falência no sistema universal? Apagão na saúde? Jatene não chega a tanto. Entende até que o atendimento melhorou muito, mas o quadro é complexo. Um tanto aflito pelos pacientes que o aguardavam na sala de espera de seu consultório, o médico de 78 anos levanta alguns porquês da greve e aponta desvios da profissão que legou para si e para três de seus filhos.

"A situação atual é uma chancela das deficiências"

      A primeira greve de médicos no Brasil ocorreu em São Paulo, em 1979, pouco depois de eu assumir a Secretaria de Estado da Saúde. Quando me entrevistaram para saber o que achava da greve, eu disse que os médicos estavam sendo transformados em profissionais assalariados. Ninguém deveria se surpreender, portanto, se eles se comportassem como tal. E os salários, particularmente dos que estavam e estão trabalhando no governo, são muito baixos. No Nordeste, pelo que ouvi, é de R$ 1.200,00. Ora, R

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.200,00, convenhamos, não é razoável. O sistema paga R$ 97,00 por cirurgia cardíaca ao cirurgião. Por quanto tempo as pessoas toleram isso? É natural que a população fique indignada com a paralisação dos médicos. Ninguém é a favor das greves. Só que elas são em desespero de causa. A situação atual é uma chancela das deficiências que não se corrigiram.

"Não se opera doente grave para deixar na mão de despreparados"

      Não foram só os cardiologistas que entraram em greve. A cardiologia aparece mais porque causa mais impacto. O doente precisa ser operado, está mal, não opera, morre. Agora, esse pessoal está sofrendo há anos para manter o sistema funcionando minimamente. Tanto que o governo anunciou R$ 2 bilhões a mais para corrigir as deficiências. Porque não é só salário. É condição de trabalho, é equipamento, é a enfermagem que sai da rede pública e vai para a particular. Aí fica gente despreparada para tratar de doentes graves. E você não vai operar doente grave para deixar na mão de pessoas despreparadas.


"As cooperativas não são um desvio, são uma defesa"

      O hospital não fica na mão das cooperativas. Elas não são um desvio, são uma defesa, uma maneira de reivindicar condições de trabalho dignas. O sindicato dos médicos tem feito um esforço grande, mas em vão. Quer ver como esses movimentos têm muito a ver com remuneração? O Incor nunca teve greve. O Hospital das Clínicas tinha duas por ano. Embora o salário do governo fosse o mesmo para ambos, o Incor criou uma fundação de apoio para captar o resultado do desempenho da instituição e, assim, suplementar o salário do pessoal em nível de mercado. Isso praticamente eliminou a rotatividade. O HC não tinha esse mecanismo até criar a Fundação Faculdade de Medicina, que suplementou o ganho dos funcionários. Acabou a greve. O movimento não era político, não era safadeza. A greve era por falta de recurso real.

"?Não faltam recursos?. Isso é uma falácia"

      Antes da Constituição, apenas os segurados da Previdência recebiam assistência médico-ambulatorial do governo. O Ministério da Saúde tratava dos casos coletivos: prevenção, vacinação, combate a endemias, qualidade de alimentos, de medicamentos e um pouco de atendimento a indigentes. A assistência estava dividida entre o Ministério da Saúde, da Previdência, do Trabalho, que cuidava de segurança no trabalho, e da Educação, que formava o pessoal. Quando a atenção à saúde se concentrou no Ministério da Saúde e se ampliou o atendimento a toda a população, os recursos foram reduzidos. O Ministério da Previdência deixou de contribuir com seus 20% a 25% do orçamento e não foi posto nada no lugar. Em 1989, os recursos federais equivaliam a US$ 11,8 bilhões. Em 1993, reduziram-se a US$ 6,2 bilhões, com um compromisso maior. No antigo Inamps, uma consulta médica valia seis unidades, com a unidade correspondendo a 1% do salário mínimo. Hoje, 1% do salário mínimo seria R$ 3,80, seis unidades seriam R$ 22,80. Quanto o sistema paga? Paga R$ 7,00. Por isso, os hospitais do SUS e os que prestam serviço ao SUS estão com dificuldade. Há anos não se corrige a tabela, a não ser pontualmente. Não faltam recursos, falta gestão? Isso é uma falácia. Outro dia vi na televisão o Hospital Antônio Pedro, em Niterói. Era um hospital universitário de primeiríssima qualidade. Está destruído. Por quê? Porque, a partir de 90, passou a viver com o que o sistema paga.

"O Ministério da Saúde recebe uma dotação e tem que se virar"

      Em 1997, criou-se a DRU, a Desvinculação de Recurso da União. Então 20% do orçamento da seguridade constituiu o DRU, que a Fazenda pode utilizar como imposto, porém sem dividir com os Estados e municípios. Em 1995, eu tinha 22% do orçamento da seguridade. Em 98, já com a CPMF, o Ministério da Saúde recebia 18% desse orçamento. Hoje tem em torno de 13%, 14%. Os recursos para a saúde são decrescentes em valor real. O ministério recebe uma dotação e tem que se virar com aquele dinheiro. A emenda 29 conseguiu vincular recursos nas áreas federal, estadual e municipal. O ministério era responsável por quase 70% do gasto, e Estados e municípios, por pouco mais de 30%. Com a emenda 29, a parcela do ministério é de 49%, e a de Estados e municípios, de 51%. Só que essa emenda ainda não foi regulamentada. Os Estados põem muito menos do que deviam, enquanto muitos municípios investem até mais. Além disso, nos orçamentos da saúde têm sido incluídas despesas que nunca foram da área, como Bolsa-Família, saneamento. A saúde não pode impedir tal inclusão porque não está regulamentado o que entra e o que não entra.

"Não é o valor da CPMF que incomoda. É o indicador"

      Acho que tenho um papel nessa vinculação de recursos por ter pleiteado a CPMF. Ela é hoje uma fonte do Ministério da Fazenda, que destina um porcentual para a saúde. Mas, na época da sua criação, supunha-se que o governo faria nos três anos seguintes uma reforma tributária, iria diminuir a alíquota, aumentar a base de arrecadação, eliminar sonegação e angariar mais recursos para o Ministério da Saúde. Até hoje, não foi feita a reforma tributária. É por isso que não abrem mão da CPMF. Mas ela é muito mal-aceita pelas entidades patronais - não pelo valor, mas pelo indicador. Quando a CPMF foi regulamentada, entrou um artigo que proibia a Receita de usar as informações da CPMF para efeito de Imposto de Renda. Foi preciso demonstrar que, dos 100 maiores contribuintes da CPMF, 62 não haviam pagado o imposto. Então o Congresso permitiu cruzar a informação. A Receita, que arrecadava R$ 6,5 bilhões por mês, passou a ter cerca de R$ 30 bilhões no mesmo período, isso só com o indicador da CPMF. Veja que a Cofins arrecada mais de R$ 100 bilhões. Com o que querem acabar? Com a CPMF, porque o indicador é muito desconfortável. Agora, se você movimenta R$ 1 mil, paga R$ 3,80 de CPMF. Se movimenta R$ 10 mil, paga R$ 38,00. Se movimenta R$ 100 mil, paga R$ 380,00. Quem movimenta R$ 100 mil sai freqüentemente para jantar num restaurante em que o casal chega a gastar por volta disso. Portanto, não é pelo valor.

"O Sistema pagava parto de homem"

      Eu queria combater as fraudes e as irregularidades e consegui. Hoje se fala em fila, em demora para fazer exame, em falta de vaga, mas não em fraude. Tinha município em que o hospital estava fechado e continuava faturando. O sistema pagava parto de homem, pagava broncopneumonia ou grande queimado que tinha alta em um dia. Firmas apresentavam prontuários fictícios e recebiam por isso. Sim, o cartel nas licitações é uma fraude, que o governo está combatendo com o pregão. Na medida em que a população entender o mecanismo da coisa, vai saber para onde vão os recursos e quem se beneficia deles.

"A luta de 6 horas é pelo segundo emprego"

      Por enquanto, não tem desemprego na medicina. Tem subemprego. Vários empregos é quase a regra por causa dos salários baixos. Há uns anos, fez-se um movimento para que a carga horária do funcionário da saúde fosse de 6 horas diárias, e não de 8. Eu dizia: ?A luta não é para trabalhar menos, a luta de 6 horas é pelo segundo emprego?. No começo da carreira, tive dois empregos, mas depois fiquei em dedicação exclusiva no Dante Pazzanese. No resto do mundo o sujeito trabalha no hospital e atende lá seus doentes conveniados, os particulares, ganha bem, vive bem. Aqui o problema é que as faculdades começaram nas Santas Casas. Como elas eram para indigentes, professor tinha sua clínica fora. O Hospital das Clínicas podia ter mudado isso, não mudou. Quando investimos na fundação de apoio do Incor, queríamos acertar essa situação. Aí inventaram que estávamos criando a dupla porta: uma para doentes do SUS, outra para doentes particulares. Na verdade, não é dupla porta, é dupla militância.

"Medicina não é um negócio"

      O desenvolvimento científico e tecnológico deformou a profissão. Pôs atores novos, indústrias de equipamentos e de medicamentos, grupos econômicos de pré-pagamento, o próprio governo, que transformaram a atividade num grande negócio. Medicina não é um negócio. Medicina é um serviço. O vínculo entre quem presta e quem recebe o atendimento se quebrou porque quem faz o diagnóstico são os aparelhos. Todo indivíduo que adoece, seja rico ou pobre, intelectual ou analfabeto, sofre um processo de aflição, angústia e medo. E o oposto do medo não é a coragem, mas a fé. Precisa acreditar em quem o trata. Por isso estamos retornando ao médico de família, que cuida das pessoas e deixa o especialista para as complicações. Só que formamos mais especialistas do que precisamos. Vai ser médico de família quem não foi treinado para isso e depois se frustra porque quer exercer a especialidade para a qual foi treinado. Como o desenvolvimento gerou 54 áreas de atuação, a pessoa vai procurar um especialista. Se acertar, tudo bem. Senão, passa para outro, quando um sistema de saúde não poderia ser assim.

"O CRM, em certo ponto de vista, virou um cartório"

      No Ministério da Educação existe a idéia de que o mercado seleciona, mas na medicina isso não acontece. Quando fui do Conselho Regional de Medicina, em 1988, defendi um exame como o da OAB. Só que o CRM, em certo ponto de vista, virou um cartório. O indivíduo leva o diploma, que é reconhecido pelo MEC, e o funcionário do CRM dá a carteira de trabalho. Defendi a idéia de que, antes, o Conselho verifique se o indivíduo está capacitado ou não. Passaram-se 17 anos e nada aconteceu nesse sentido. Mas sou otimista, acho que vamos arrumar, porém não de repente. Nunca a população teve tanto atendimento como hoje, e atendimento bom. O problema é conseguir se internar. Tem mais demanda do que oferta de serviço, e a oferta de serviço está sucateada. Para corrigir isso, você precisa pôr a saúde como prioridade. E prioridade se mede pelo que se põe de recursos na área.


SEGUNDA, 27 DE AGOSTO
Não eram bem R$ 2 bi


      O governo federal anuncia R$ 2 bilhões para a Saúde. R$ 1,2 bilhão vão para o Nordeste, na tentativa de solucionar a crise que atinge hospitais e postos de saúde. Depois, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que os números ainda não haviam sido decididos.

 

Fonte: www.estadao.com.br

 

     O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) lançou concurso público para preencher 28 vagas imediatas e formação de cadastro reserva. As oportunidades são para as cidades de Goiânia, Anápolis, Ceres, Formosa, Itumbiara, Luziânia, Mineiros Porangatu e Rio Verde. As remunerações oferecidas variam entre R$ 452,58 a R$ 3.156,79.

     Os candidatos de nível fundamental podem disputar as vagas de auxiliar de serviços gerais e porteiro. Já para ensino médio os cargos são de agente administrativo, agente fiscal, assistente de informática, auxiliar administrativo, motorista e recepcionista. As oportunidades para os graduados são para advogado, bibliotecário, contador e médico fiscal.

     Os aprovados na seleção terão direito a benefícios como auxílio-alimentação, vale-transporte, assistência médica e odontológica (por adesão com co-participação financeira) e auxílio-creche. A validade do concurso é de dois anos, com possibilidade de prorrogação uma única vez, pelo mesmo período, de acordo com as necessidades do Conselho.

     Para participar da seleção, é preciso acessar a página eletrônica font color=blue>www.iquadrix.org.br, no período de 29 de fevereiro a 4 de abril. Quem preferir pode fazer a inscrição em um dos locais determinados no edital. Para esses candidatos, o prazo para inscrição é do dia 10 de março a 7 de abril. As taxas custam R$ 28 para os cargos de nível fundamental, R$ 39 para os de nível médio e R$ 60 para os de nível superior. Mais informações pelo telefone (61) 3963-4717.

Fonte : CorreioWeb