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Abdon Murad - Conselheiro pelo Maranhão e vereador Publicado no(a): Estado do Maranhão (MA) Em: 24/2/2008 O Conselho Regional de Medicina do Maranhão já solicitou ao Exmo. Sr. governador do nosso estado que seja constituído um Plano de Cargos Carreira e Salários para os médicos que aqui trabalham e, como vereador, fiz a mesma solicitação para todos os profissionais da rede estadual, de todos os níveis e profissões. Logicamente que o tão necessário Plano de Cargos, quando for ser elaborado, deverá ter opiniões de todas as entidades representativas dos trabalhadores.

Atualmente, um médico que trabalha há mais de 20 anos para o estado do Maranhão recebe no final de cada mês o mesmo valor que um colega mais recentemente contratado, o que desestimula e preocupa, pois, com o passar do tempo, todos começamos a pensar na aposentadoria e, se o salário é baixo, a aposentadoria será menor ainda, com toda certeza. Não consigo mesmo é aceitar que o funcionalismo continue a trabalhar sem um Plano que lhe ofereça um mínimo de estímulo e respeito em vários aspectos. Em relação aos médicos, citarei uma série de tópicos que não podem faltar em um Plano de Cargos, Carreira e Salários, tais como os que se seguem:

1 - Ingresso na carreira através de concurso público de provas e títulos, com a participação das entidades médicas em todas as suas fases;

2 - Salário inicial que leve em conta o tempo de formação de cada profissional;

3 - Evolução na carreira mediante tempo de serviço e/ou educação continuada;

4 - Previsão de cursos oficiais de preparação e aperfeiçoamento de médicos como requisitos para o ingresso e promoção na carreira;

5 - O Plano deverá estabelecer vantagens para o trabalho sob regime de plantão, especificamente em plantão noturno e nos sábados, domingos e feriados, estimulando assim, os profissionais que se dedicam a tão extenuante ramo da profissão;

6 - Garantia de estímulos que propiciem vantagens financeiras, dentre outras, aos médicos com dedicação em tempo integral e/ou dedicação exclusiva. É importante frisar que o sonho de todo médico é trabalhar em um só local e ser bem remunerado por esse emprego que, inclusive, propicie ótimas condições de trabalho;

7 - Gratificação pelo trabalho nos interiores do estado, inclusive, com planejamento para o futuro, com o passar do tempo;

8 - Deverá especificar vantagens pelo trabalho em atendimento de Urgência e Emergência, objetivando incentivar os profissionais que nestas áreas trabalham;

9 - O Plano deverá incluir vantagens pela obtenção de título de especialista, mestrado e doutorado;

10 - Promoção, alternadamente, por antiguidade e merecimento, atendendo as seguintes normas: a) Ser obrigatória a promoção do médico que figurar três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento; b) A promoção por merecimento deverá pressupor, inicialmente, dois anos de exercício em um mesmo município; c) Aferição do merecimento pelos critérios de presteza e segurança no exercício da profissão e pela freqüência e aproveitamento em cursos reconhecidos de aperfeiçoamento;

11 - Piso Salarial inicial em torno de R$ 7. 500,00. Claro que não estou exaurindo todos os pilares de sustentação de um bom Plano de Carreira e Salários. Ao serem ouvidas todas as entidades representativas da classe médica, haverá várias assembléias dos profissionais, onde serão colhidas outras sugestões e idéias que com certeza ajudarão e muito para a existência do tão sonhado Plano de Cargos, Carreira e Salários. É urgente que o Plano passe a existir, mudando o atual panorama reinante, hostil, cruel e contrário ao que os médicos precisam e merecem, pela enorme contribuição diuturna que oferecem. Não é mais possível que médicos com até 30 anos de trabalho para o estado continuem a receber mensalmente algo em torno de R$ 1.500,00 líquido. Necessário e urgente é que o piso inicial dos médicos seja o preconizado por suas entidades nacionais: R$ 7.503,18, sob pena de que uma grande explosão aconteça na categoria, com repercussões incalculáveis.

Wall Street e a medicina

14:41 @ 03/04/2008

Jornal do Commercio, 26/09/2005 Alfredo Guarischi

Presidente da Comissão Nacional de Câncer do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e membro da Câmara Técnica de Oncologia do Conselho Regional de Medicina do RJ.


Em editorial publicado no "The New England Journal of Medicine" (NEJM), em sua edição de 15 de setembro deste ano, Robert Steinbrook, médico correspondente da revista, discute a relação entre informação cientifica e a Bolsa de Valores. Os investidores da Bolsa de Valores nos EUA estão ávidos por ações lucrativas da indústria de biotecnologia. Ao final do seu artigo Steinbrook, alerta para que os médicos tomem suas próprias decisões quanto a revelar ou não tanto os resultados das pesquisas quanto seus conhecimentos específicos a Wall Street.

A medicina é uma necessidade da sociedade. Vive-se mais hoje em decorrência de vários aspectos, porém o progresso da medicina teve um impacto específico no tempo e qualidade de vida das pessoas. Estes dois itens têm relação direta com a riqueza e o índice de desenvolvimento humano. Ser rico e viver bem não significa ser longevo e não ter problemas, porém ter baixa renda e habitar um lugar inóspito por certo levam a um sofrimento maior antes da morte, quase sempre quando ainda se é jovem.

Após o início do uso clínico da penicilina, no início de 1940, o progresso na medicina tem sido imenso. Nos anos 50 os transplantes começaram a dar passos firmes. A meta nos últimos anos tem sido entender como funcionam as células, que são os elementos básicos que constituem nossos órgãos.

É cada vez menor o tempo que um experimento necessita para evoluir da fase de estudo em placas de cultura de tecidos para aplicação em pequenos animais e daí, finalmente, para seu uso em seres humanos.

A indústria farmacêutica representa uma imensa força na economia mundial. Talvez seja o ramo de negócios mais globalizado, pois em qualquer parte do mundo existe alguém necessitando de um medicamento. Se houver um produto novo, não necessariamente mais eficaz, haverá sempre um comprador. Não existem barreiras ideológicas ou ambientalistas criando "problemas" como eventualmente ocorre em alguns setores ou commodities.

Estão ocorrendo fusões de grandes laboratórios farmacêuticos, já multinacionais, dando origem a verdadeiros gigantes transnacionais. Estas corporações algumas vezes fazem parte de conglomerados compostos de outras indústrias, com foco totalmente diverso, indo da medicina à indústria de eletrônicos.

Médicos que trabalham em pesquisa são contratados para desenvolver drogas novas e são pagos para isso. Mas também fornecem informações sobre produtos ainda em fase de testes. Os resultados iniciais divulgados antes de sua comercialização podem fazer com que as ações das companhias detentoras das patentes apresentem grandes lucros ou imensos prejuízos. O sucesso ou fracasso terapêutico inicial deixa de ser tão-somente um fato científico para ser também um índice econômico.

A indústria de biotecnologia representa um grande atrativo, pois a ciência tem dado respostas positivas. Existe, contudo, uma caixa preta ainda não aberta. O grande sucesso inicial do Vioxx hoje é fonte de prejuízo em virtude de vultosas indenizações a serem pagas pelo seu fabricante. As informações dos efeitos colaterais eram conhecidas, porém por motivos obscuros demoraram a serem divulgadas. Com o Viagra ocorreu o inverso. Um dos seus efeitos colaterais (ereção persistente, priapismo) foi o que levou ao enorme lucro com sua comercialização. A Talidomida é outro exemplo. Após ter ficado décadas proscrita devido aos seus efeitos colaterais, voltou a ser utilizada com surpreendente resultado no tratamento do mieloma múltiplo (grave doença da medula óssea produtora de sangue).

Os laboratórios investem até 18% do seu faturamento em pesquisa por ano nos EUA. Apenas 20% de novos agentes químicos chegam à fase de comercialização. Se levarmos em conta que no ano de 1997, nos EUA, foram gastos US$ 1,1 trilhão, representando pouco mais de 13% do seu produto interno bruto (PIB), a indústria da medicina, principalmente a farmacêutica, é um excelente negócio. Para 2008 está previsto um gasto de US$ 2,2 trilhões, prevendo-se um aumento médio na taxa anual de 6,8%. Isto representará 16,2% do PIB. Na área de oncologia foram gastos US$ 10 bilhões em 2004, sendo projetados US$ 14 bilhões em 2007 (dados do Thompson Center Watch). Mas, como tudo que envolve grandes lucros, existe sempre o temor do fracasso. Acionistas não conhecem a palavra perdão.

No Brasil, país em que a pesquisa clínica caminha a passos lentos, é urgente a parceria com a indústria. Mas este alerta vindo do NEJM demonstra que o conflito de interesses pode representar uma ameaça. Pesquisadores independentes e universidades devem manter projetos nacionais, com controles e limites éticos no uso das informações. Achar que o que é bom para os EUA é bom para o Brasil continua sendo uma afirmativa questionável. Apesar de seu clamor humanitário, quebrar patentes é uma atitude polêmica, pois penaliza o investidor que desenvolveu um novo produto. Mas simplesmente importar medicamentos, sem que se tenha um sistema de pesquisa nacional independente, é um erro pior. Dispor de mais dinheiro para pesquisa e, ao mesmo tempo, coibir fraudes, financeiras e científicas, é o correto, inquestionável, tanto nos EUA quanto nos Brasil.


A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria de Saúde, abriu no dia 31 de março inscrições para o concurso público que vai contratar cinco médicos para atuarem em unidades básicas de saúde (UBS) 12 horas e no Pronto Atendimento Municipal (PAM) Infantil. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de abril e todas as informações sobre o concurso na edição nº 960, do Jornal Oficial.

Segundo a diretora de Gestão do Trabalho da Secretaria de Saúde, Cláudia Hildebrando, das cinco vagas, uma é para pediatra plantonista e as outras são para ginecologistas. "O pediatra vai trabalhar no PAM Infantil, e os ginecologistas nas UBS 12 horas", informou. De acordo com ela, o concurso será realizado para a reposição de profissionais. "É para a substituição de funcionários aposentados e exonerados", disse.

Claudia Hildebrando informou ainda que o concurso ainda não tem data para ser realizado. No entanto, a previsão é de que ele ocorra na primeira quinzena do mês de maio e assim que o resultado do concurso for divulgado, os profissionais aprovados serão logo efetivados. "Isso deve ocorrer no começo do mês de junho", informou.

O pediatra plantonista será contratado para uma carga horária de trabalho de 96 horas mensais realizadas em plantão, e a remuneração total é de R.158,98, entre salário e demais vantagens como assiduidade, cesta básica, insalubridade e responsabilidade técnica. Já os ginecologistas serão contratados para uma carga horária de trabalho de 20 horas semanais. A remuneração para esses profissionais será de R$ 2.598,22, entre salário e demais vantagens.

Fonte : Bem Paraná


Rio de Janeiro - Angra dos Reis, um dos municípios que registra uma das maiores taxas de incidência da dengue no Rio de Janeiro, com cerca de 4,8 mil casos notificados, dá sinais de estar começando a vencer a batalha contra o mosquito transmissor da doença. Até o início desta semana, foram notificados cerca de 700 casos, o que representa uma redução de 25% em relação à semana anterior, quando foram comunicados 1 mil casos.


Segundo o secretário de Saúde de Angra dos Reis, Edson Miranda, esta redução se deve tanto ao próprio ciclo biológico do mosquito, com o decréscimo de sua reprodução nos períodos mais frios, quanto às ações realizadas para a prevenção da doença. Mas ainda serão necessárias mais duas semanas para verificar se o número de notificações confirma essa tendência de queda.

"Houve uma redução na notificação de casos novos. Isso é um bom sinal, é animador, mas nós não podemos ainda concluir que isso é uma tendência definitiva. Vamos aguardar ainda umas duas semanas para entender que isso é verdadeiro", avalia.

Na última sexta-feira (4) foi inaugurada uma tenda de hidratação no Centro de Estudos ambientais, no centro de Angra, com capacidade para 60 poltronas. Ontem (9) foram atendidos 27 pacientes até as 17h.

Outras três unidades de hidratação também estão funcionando no Serviço de Pronto Atendimento Adulto e Infantil, no Centro de Especialidades Médicas e no Posto de Saúde da Japuíba, totalizando 55 leitos com capacidade diária de 220 atendimentos

Fonte : Agencia Brasil


A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que as mudanças climáticas já são responsáveis por cerca de 150 mil mortes a cada ano, causadas pela propagação mais rápida de doenças como malária, diarréia, desnutrição e infecções disseminadas durante enchentes. Mais da metade das mortes acontece na Ásia, disse o diretor regional da OMS na Ásia, Shigeru Omi. A OMS também alertou hoje que milhões de pessoas poderão sofrer com a pobreza, doença e fome como resultados do aquecimento global e das mudanças no regime das chuvas, algo que deverá atingir de maneira mais dura os países mais pobres.

Os mosquitos transmissores da malária são o sinal mais claro que o aquecimento global começou a causar impacto na saúde humana, disse Omi. Segundo ele, agora esses mosquitos aparecem em lugares com o clima mais temperado, como a Coréia do Sul e as montanhas altas de Papua Nova Guiné. Um clima mais quente também significa que o ciclo reprodutivo dos mosquitos fica mais breve, o que permite aos insetos uma multiplicação mais rápida. Isso aumenta ainda mais a ameaça de doenças.

O número alto de casos de dengue na Ásia, doença que também é transmitida por mosquito, pode ter acontecido por causa das temperaturas mais altas e das fortes chuvas, mas Omi disse que mais estudos são necessários para estabelecer a conexão entre doenças e mudanças climáticas. Em Genebra, a chefe da OMS, Margaret Chan, disse que a realidade da mudança climática "não pode mais ser posta em dúvida. Os efeitos já são sentidos." Ela citou doenças cuja maior propagação é mais sensível ao clima, como a dengue, da qual a América do Sul sofre hoje um surto, e o cólera, que atacou Angola por causa das chuvas e enchentes. Ela também pediu mais empenho no combate à malária.

Chan disse que mudança climática e saúde deveriam ser abordadas pelos líderes do G-8, os sete países mais industrializados e a Rússia, que se encontrarão no Japão no próximo mês. "Não abordar a questão do impacto da mudança climática na saúde irá arruinar o investimento já feito em apoio aos países em desenvolvimento", disse ela.

Fonte : A Tarde

 

Após receber o laudo da equipe da Vigilância Sanitária Estadual, na semana passada, o promotor da Saúde, Herberth Figueiredo, constatou a presença de irregularidades e condenou a atual situação do Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II, ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS), em São Luis (Maranhão).

Quarta-feira, o Ministério Público notificou a Secretaria Municipal de Saúde - entidade responsável pelo funcionamento da casa de saúde. O prazo para os ajustes no Socorrão II é de 72h, a contar de quarta-feira (9 de abril).

De acordo com o promotor da Saúde Herberth Figueiredo, o laudo emitido pela Vigilância Sanitária é de praxe. "O relatório estava previsto e um procedimento investigatório já vinha sendo feito", apontou ele. Segundo o promotor, a denúncia do Conselho Regional de Medicina (CRM) referia-se a condições precárias de funcionamento dos hospitais de emergência.

A ausência de remédios e de pessoal foi uma das principais preocupações do CRM. "As irregularidades sanitárias urgentes, como equipamentos de raio-x e de tomografia quebrados e falta de medicamentos não podem continuar. Caso a situação não se resolva, iremos entrar com uma liminar, com ação em caráter de urgência", diz Herberth Figueiredo.  Uma nova inspeção será feita - desta vez, no Socorrão I - para averiguar denúncias de mesmo caráter.


VISTORIA
A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde da Capital e a Vigilância Sanitária fizeram uma vistoria no Hospital Clementino Moura, o Socorrão II, no dia 1º de abril. Durante a ação foram constatadas uma série de irregularidades. "Não há material hospitalar, como gazes, esparadrapo, kits de cirurgia e mesmo remédios. Além disso, as condições sanitárias não condizem com o requerido para o funcionamento de um estabelecimento dessa natureza", declara o promotor.

Também foram verificadas relações de trabalho precárias, em vias proscrição pela Justiça do Trabalho e pelo Ministério Público. Há profissionais de saúde contratados por cooperativas, o que, segundo a Promotoria, não deveria acontecer. "Os profissionais devem ser concursados ou diretamente contratados pelo poder público", explica o promotor Herberth Figueiredo.

Fonte : O Imparcial Online

 

Brasília - Entre os indígenas, a mortalidade infantil é o dobro da média nacional, e os índices de desnutrição também são altos. É o que revela o relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil 2006/2007, elaborado pelo pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

De acordo com o relatório, apresentado ontem (10) na 46ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disenteria, pneumonia e tuberculose foram algumas das causas das 51 mortes de crianças indígenas nos últimos dois anos - 29 em 2006 e 22 em 2007.

"Em Mato Grosso [em 2006], 17 crianças morreram em conseqüência da desnutrição. Em Rondônia, foram registrados sete casos e, em Tocantins, 11 casos de óbito infantil causados por desnutrição, desidratação e, especialmente, por falta de tratamento adequado", registra o capítulo sobre mortalidade infantil do relatório.

Segundo o levantamento do Cimi, os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins foram os que apresentaram o maior número de mortes por desnutrição e desidratação infantil entre os índios. As causas apontadas pelo relatório vão desde a saúde precária das mães à falta de transporte para os postos médicos.

"É conseqüência e testemunho da saúde extremamente precária das mães que, amamentando, não conseguem alimentar seus filhos e, além disso, não têm assistência pré-natal e pós-natal adequada." O levantamento aponta ainda a "falta de alimentação, terra, segurança alimentar, água potável, saneamento, prevenção, vacinação e assistência médica" entre os fatores que levam a tal situação.

O documento do Cimi relaciona 74 casos de desnutrição entre índios em 2006 e 491 em 2007. Só em Mato Grosso do Sul, são 184, segundo o coordenador de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no estado, Zelik Trajber, conforme relatado no documento.

"Das 2,3 mil crianças de zero a cinco anos atendidas pela Funasa, 184 sofrem de desnutrição e ainda há 322 crianças sob risco de desnutrição", informa o relatório.

Fonte : Agência Brasil

 

Pelo menos 11 operadoras de planos de saúde que atuam no Estado de São Paulo não têm registro no Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), segundo um levantamento da própria entidade. O registro nos conselhos médicos é obrigatório por lei.

Elas, porém, não estão em situação irregular, porque têm registro na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Mas a maioria recorreu à Justiça para ganhar o direito de não ter registro no Cremesp. Tanto a ANS como o Cremesp tentam forçá-las ao registro médico.

As operadoras são as seguintes: Bradesco Saúde, Marítima, Unibanco AIG, Itauseg, AGF/ Allianz, Fundação Cesp, Omint, AAUG, Unafisco Saúde, AMS e Fundação Pampulha.

O registro num conselho de medicina é exigido porque as operadoras, direta ou indiretamente, oferecem serviços médicos. A mesma exigência vale para hospitais e clínicas.

O conselho de medicina tem poderes para investigar os médicos sob os pontos de vista técnicos e éticos e submetê-los a julgamento. Eles podem perder o direito de exercer a medicina.

Quando o plano de saúde está cadastrado no conselho de medicina, ele também pode ser investigado e julgado. Os clientes podem denunciar um plano quando a realização de uma cirurgia que deveria ser coberta não é autorizada. Os médicos podem denunciá-lo quando são descredenciados sem motivo.

As 11 operadoras sem registro em São Paulo estão livres da fiscalização do Cremesp. Caso se sintam prejudicados, médicos e pacientes podem recorrer apenas à Justiça, aos órgãos de defesa do consumidor e à ANS.

"Esses planos de saúde estão dizendo à sociedade que não têm responsabilidade médica sobre seus usuários, o que é um absurdo", diz Renato Azevedo, um dos diretores do Cremesp.

O Cremesp entrou com uma ação na Justiça em meados do ano passado pedindo que a ANS fosse obrigada a exigir o registro. A ANS é a agência que autoriza e fiscaliza o funcionamento das operadoras. "Os planos de saúde, com a conivência da ANS, vêm atuando de forma irregular, prejudicando pacientes", diz o Cremesp na ação, até hoje não julgada. A ANS diz que tenta derrubar as liminares.

As 11 empresas nunca chegaram a ter registro porque a exigência veio em 1998, com a lei dos planos de saúde. Esse ponto da lei foi regulamentado em 2005, e imediatamente várias empresas foram aos tribunais.

Seguradoras

As operadoras Bradesco Saúde, Marítima, Unibanco AIG, Itauseg e AGF/Allianz conseguiram liminares em 2005 e 2006 para não ter o registro usando como argumento o fato de serem seguradoras e, nessa condição, fazerem apenas a intermediação financeira entre pacientes e médicos, sem oferecer o serviço médico aos clientes. Outros tipos de operadora, como as medicinas de grupo, oferecem o serviço diretamente. "A lei não excepciona as seguradoras", diz Alfredo Luiz de Almeida Cardoso, um dos diretores da ANS.

A Omint, que é medicina de grupo (à qual o cliente se vincula fazendo um pagamento prévio e ganha acesso à cobertura prevista em contrato), obteve uma decisão judicial favorável. A ANS recorreu. O caso deverá ser julgado nos próximos meses pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio.

A Folha tentou contato com a AAUG, mas sem resposta.

A Fundação Pampulha (plano de saúde dos funcionários do Itaú), a AMS (da Petrobras) e a Unafisco Saúde (da Receita Federal) afirmam que estão registradas nos conselhos de medicina do locais onde ficam suas sedes -Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

A ANS não vê problema nisso. O Cremesp, sim. Argumenta que não tem poder fiscalizador sobre operadoras registradas em outros Estados e não pode verificar como elas agem com os usuários paulistas.

No caso da Fundação Cesp, que atende a funcionários do setor elétrico em São Paulo, a ANS explicou que a operadora está em fase de transição do registro provisório para o definitivo. Só o registro definitivo exige o cadastro no conselho de medicina. De qualquer forma, a operadora é contra a exigência. "O médico que contratamos é que deve ser responsável por seus atos. Quando ouvimos essas notícias de que houve erro médico, o erro é do médico, não da operadora", diz o gerente de saúde da Fundação Cesp, Walter Lyrio do Valle.

Fonte : Folha Online



Até o dia 9 de maio, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estará recebendo inscrições para o concurso público para contratação de professores efetivos na área de Medicina. No total são quatro vagas, distribuídas nas sub-áreas de "Saúde do Adulto e Idoso", "Saúde da Criança", "Saúde da Família e da Comunidade" e "Saúde da Mulher".
Os candidatos devem ser graduados em Medicina com títulos de mestre na área de atuação pretendida. O aprovado assumirá a função de professor assistente, em regime de dedicação exclusiva, com 40 horas de trabalho semanais.

As inscrições devem ser feitas, exclusivamente pela internet, através do site www.srh.ufscar.br. O candidato deve preencher a ficha de inscrição, imprimir o boleto bancário e efetuar o pagamento da taxa, no valor de R$ 95. Para efetivar o procedimento, é preciso encaminhar a ficha de inscrição preenchida e o comprovante de pagamento com a seguinte documentação: plano de trabalho em ensino, pesquisa e extensão, envolvendo a área de conhecimento na especialidade, com perspectiva de trabalho em projetos educacionais inovadores; curiculum vitae documentado; cópia registrada em cartório dos comprovantes dos requisitos exigidos; e cópia do documento de identidade. Esta documentação deve ser enviada, devidamente identificada, para a Seção de Recrutamento e Seleção da Secretaria Geral de Recursos Humanos da UFSCar, na Rodovia Washington Luís, km 235, Caixa postal 676, bairro Monjolinho, Cep 13.565-905, São Carlos, SP. O envio deve ser efetuado dentro do prazo de inscrição fixado no edital.

O processo seletivo constará de provas escrita e didática com temas específicos de cada sub-área, argüição do plano de trabalho e análise curricular. As avaliações serão realizadas no Departamento de Medicina da UFSCar, em São Carlos, nos dias 2, 3 e 4 de junho.

O edital completo com informações sobre as vagas, provas e inscrição está disponível no Portal da UFSCar, em www.ufscar.br, no link 'Concursos/Editais'.

Fonte : Canal Rio Claro






O risco de ter câncer de mama é até três vezes maior em mulheres que estão acima do peso devido ao excesso de produção de estrogênio no tecido adiposo, de acordo com o oncologista e chefe médico da clínica ginecológica Helios de Berlim, Michael Untch.

A declaração foi feita por Untch à imprensa durante a Conferência Européia sobre o Câncer de Mama que reúne até quinta-feira, em Berlim, cerca de cinco mil especialistas.

O médico especialista explicou que no tecido adiposo acumulado na região abdominal são geradas substâncias precursoras ao estrogênio que aumentam o risco de formação de um tumor no seio.

Untch afirmou que passear regularmente mais de quatro horas por semana poderia reduzir este risco e acrescentou que a prática de exercícios físicos diários após um tratamento contra o câncer de mama diminui claramente os efeitos posteriores ao tratamento.

Acrescentou que alguns estudos demonstraram que, graças ao exercício, muitos pacientes conseguiram evitar novos ciclos de quimioterapia ou tratamentos com hormônios, assim como possíveis intervenções.

O oncologista ressaltou, além disso, que a lactação protege contra o câncer de mama.

O tumor no seio é o mais freqüente na Alemanha, onde todo ano são diagnosticados 57 mil novos casos e se registram 17.600 mortes por esta doença.

Untch insistiu na necessidade de que as mulheres se submetam regularmente a uma mamografia e lembrou que, até agora, só a metade das alemãs se cadastraram no plano financiado pelo Ministério da Saúde alemão, que contempla este tipo de exames para as mulheres de entre 50 e 69 anos.

"Os médicos de família e ginecologistas deveriam insistir muito mais na necessidade de as pacientes se submeterem aos exames preventivos", destacou.

O médico observou que foi possível constatar uma significativa redução na morte por câncer de mama em países onde as mamografias já são realizadas há vários anos.

Fonte : G1

SÃO PAULO - Nesta segunda-feira a Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) abriu o prazo de inscrições para o vestibular do segundo semestre de 2008 para o curso de Medicina até o dia 16 de maio. A inscrição pode ser feita na Internet (www.cidadesp.edu.br ou www.vunesp.com.br) e a taxa é de R$ 100 até 24 de abril.

A partir do dia 25 de abril a 5 de maio, a taxa sobe para R$ 130,00, e do dia 6 até 16 de maio, aumenta para R$ 150.

A prova será aplicada no dia 8 de junho, no campus da instituição, no bairro do Tatuapé, em duas etapas: a primeira acontece das 8h às 12h, e contém 90 questões de Matemática, Geografia, Física, História e Química. A segunda prova será realizada das 14h às 18h e terá 60 questões de Biologia, Língua Inglesa e Língua Portuguesa.

Fonte : Globo.com





Há pouco tempo, uma jovem de Ohio chamada Trina Bachtel, que estava com problemas de saúde durante a gravidez, tentou ser atendida numa clínica. Infelizmente, ela já tinha procurado assistência médica na mesma clínica, sem seguro de saúde, e tinha uma grande conta pendente. A unidade não iria atendê-la a não ser que pagasse US$ 100 pela consulta, dinheiro que não tinha.

Ela procurou socorro num hospital a 50 km da clínica. Tarde demais. Ela e o bebê morreram.

Você pode achar que este foi um caso extremo. Mas histórias assim são comuns nos Estados Unidos.

Em 2006, o The Wall Street Journal contou outra história dessas: a de uma jovem chamada Monique White, que não conseguiu atendimento de rotina para lúpus porque não tinha seguro. Uma noite, "quando as lesões de pele se espalhavam pelo corpo e seu estômago inchava, ela não conseguia dormir". A reportagem continua: "Mamãe, por favor, leve-me para a emergência", ela gritou, segundo sua mãe, Gail Deal. "OK, vamos", Gail disse. "Não, não posso. Não tenho seguro", respondeu a filha.

Ela foi levada às pressas para o hospital no dia seguinte, depois de um mal súbito – e o hospital não poupou recursos em seu tratamento. Mas todo o esforço chegou tarde. Ela morreu meses depois.

"As pessoas têm acesso à assistência médica nos Estados Unidos", disse o presidente Bush uma vez. "Além do mais, é só ir a uma emergência". Não exatamente.

Primeiro, o atendimento nas emergências não substitui o acompanhamento médico de rotina, que pode identificar e tratar problemas de saúde antes de ficarem graves. E mais de 40% dos adultos que não têm plano de saúde não têm nenhuma outra fonte de assistência médica.

Segundo, americanos que não têm seguro sempre adiam o tratamento em função das despesas.

Finalmente, mesmo sendo verdade que hospitais atendem qualquer um que chegue à emergência, também é verdade que esses hospitais cobram pelo atendimento. O medo dessas contas sempre leva americanos sem seguro a hesitar antes de procurar ajuda médica, mesmo em casos graves.

Segundo uma estimativa do Urban Institute, a falta de seguro de saúde leva a 27 mil mortes por ano nos EUA.

Histórias como as de Trina Bachtel e Monique White são comuns, mas não acontecem em nenhum outro país rico. Porque qualquer outra nação desenvolvida tem alguma forma de seguro de saúde universal. Deveríamos ter também.

Tudo isso faz do circo montado pela mídia há alguns dias vergonhoso. Alguns leitores devem ter reconhecido a história de Trina Bachtel. Durante campanha em Ohio, Hillary Clinton soube do caso, e passou a repeti-lo, sem identificar a vítima. Ela usou o relato para ilustrar tudo o que está errado com o sistema de saúde americano e mostrar por que precisamos de uma cobertura universal.

O Washington Post identificou Trina, o hospital onde ela morreu informou que a história era falsa, e a imprensa acusou Hillary de ter inventado. Em vez de ser uma reportagem sobre o sistema de saúde, virou uma matéria sobre os supostos problemas da candidata com a verdade.

Na verdade, Hillary estava repetindo exatamente o que ouviu – e, embora alguns detalhes estivessem distorcidos, a história estava correta. Depois de toda a confusão, o Washington Post acabou admitindo que "a tragédia médica de Trina começou com circunstâncias muito próximas à essência" do relato de Hillary.

E, ainda mais importante: a senadora estava fazendo uma análise válida do atendimento médico no país.

Em outras palavras, foi lamentável. Foi particularmente triste ver eleitores de Obama – não o pessoal de sua campanha – se virarem contra o esforço de Hillary de dar um rosto humano à crueldade e à injustiça do sistema de saúde americano.

Olha, eu sei que muitos progressistas querem ver Barack Obama ser o candidato democrata à Presidência. Mas a política deve ter muito mais a ver com valorizar seu grupo do que atacar o do adversário. Deve ter muito a mais a ver com mudar o país para melhor.

E, se ser progressista tem algum significado, deve ser o de acreditar que precisamos de um atendimento médico universal, para que histórias terríveis como as de Monique White, Trina Bachtel e de outros milhares de americanos que morrem todo ano por falta de seguro de saúde virem coisa do passado.

Fonte: Jornal do Brasil



Enquanto o governo estadual trazia caravanas de médicos de outros estados e discutia com o CREMERJ quanto pagaria pelo plantão, dois profissionais –em vão- trabalhar como voluntário no Hospital Municipal Miguel Couto. No dia 3 passado, o médico intensivista João Luiz Ferreira Costa, de 49 anos, procurou a direção da unidade para oferecer seus serviços sem qualquer remuneração. Munido de carteira profissional e títulos de especialista, ele estava preparado para comprovar sua condição de médico. Não imaginava que a falta de um crachá poderia ser o impedimento.

- Na direção, me disseram que eu precisaria de um crachá. Mas não sabiam o que botar. Sugeriram então que eu fosse ao centro de pesquisa para conseguir um crachá de voluntário estagiário. Desmarquei consultório, e, às 7, eu estava lá – conta Costa, que é coordenador de rotina da UTI do Pró-Cardíaco e professor de clinica médica da UNI-Rio.

No centro de pesquisa, ele disse à funcionaria que queria se inscrever:

- Sonolenta, ela me informou que as inscrições estavam encerradas.

A funcionária reencaminhou o médico então à direção do hospital.

- Já estava pensando que pedia uma coisa fora de propósito, quando encontrei outro médico, um infectologista da UFRJ, tentando trabalhar como voluntário. Ele também não conseguiu crachá.

A secretaria da direção então pegou os telefones dos dois médicos e disse que ligaria com uma solução. Até agora, nenhum contato.

Fonte: O Globo





O laboratório norte-americano Merck foi acusado de pagar certo pessquisadores para assinar seus estudos clínicos e artigos sobre o Vioxx, o antiinflamatório retirado do mercado em 2004. A acusação foi feita em estudos divulgados na terça-feira (15).

Vários médicos, entre eles o doutor Joseph Ross, da Faculdade de Medicina Mount Sinai de Nova York, examinaram uma série de artigos publicados sobre o Vioxx (rofecoxib), um antiinflamatório não esteróide relacionado a acidentes cardiovasculares, e concluíram que estudos e testes clínicos eram atribuídos a um conhecido pesquisador que pouco tinha a ver com esses trabalhos.

No artigo publicado no "Journal of the American Medical Association" (Jama) de 16 de abril, os médicos destacam ainda que, nos documentos apresentados pela Merck no julgamento envolvendo o Vioxx, há nomes "contratados" para assinar artigos sobre biomedicina.

"Essa análise da documentação da indústria relacionada ao rofecoxib revela que a Merck recorria sistematicamente à estratégia de utilizar nomes de aluguel para firmar sua literatura médica", destacam os médicos.

O artigo afirma ainda que a Merck pagava certos pesquisadores para assinar estudos e testes clínicos realizados por outras pessoas. "Esperamos que nosso trabalho promova a discussão sobre como melhorar a integridade da pesquisa médica", destacou Ross.

"A profissão médica e a indústria farmacêutica deveriam aceitar a idéia de que toda colaboração precisa ocorrer dentro dos mais altos padrões", concluiu.

Outro lado
A Merck disse em um comunicado que não teve direito de se defender das acusações antes da publicação do estudo. "Nós estamos desapontados por essas declarações falsas e enganosas sobre a Merck feitas por advogados de acusação terem sido publicadas em um periódico médico", afirmou Peter Kim, presidente da Merck Research Laboratories.

De acordo com a empresa, "uma avaliação imparcial dos documentos da Merck demonstra erros significativos nas conclusões a que chegaram os autores dos estudos do Jama."

Em 2004, o antiinflamatório Vioxx foi retirado do mercado no mundo inteiro após um estudo ter mostrado o aumento do risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

Fonte : Folha Online





Brasília - Deputados da Frente Parlamentar da Saúde decidiram ontem (16) estratégias de pressão para tentar incluir o mais rápido possível na pauta da Câmara dos Deputados a votação da regulamentação da Emenda 29, que destina mais recursos à saúde. Os parlamentares vão pedir aos conselhos nacionais de secretários estaduais e municipais de Saúde que se reúnam com deputados de seus estados para fazer um trabalho de convencimento nas bases.

A coordenação da frente também pretende fazer reuniões separadas com as bancadas de cada um dos partidos. O objetivo é tentar repetir o ocorrido no Senado, onde a regulamentação foi aprovada em decisão unânime.

"O líder do PMDB no Senado recomendou voto 'sim' a todos os senadores de seu partido. Se conseguirmos esse tipo de posicionamento aqui na Câmara, o governo vai chegar a um ponto em que vai sentir que será uma luta perdida tentar impedir a aprovação da emenda", afirmou o presidente da frente parlamentar, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG).

Segundo Guerra, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já deu declarações públicas em que projeta um déficit de R$ 6 bilhões no orçamento do setor neste ano, que abrange 7% das receitas da União. "A emenda aprovada no Senado estabelece 8,5% [percentual do total de receitas da União aplicado à saúde] para 2008, subindo 0,5% ao ano até 2011, chegando a 10%. É uma proposta mais que razoável, pois tem havido excesso de receita, e neste ano já foram editadas medidas provisórias para crédito extraordinário no valor de R$ 23 bilhões."

Guerra disse que a regulamentação da Emenda 29 representaria, já para este ano, R$ 9,6 bilhões mais para a saúde. Se o índice de 10%, previsto para 2011, fosse aplicado agora, ocorreria um acréscimo de R$ 23 bilhões, que corresponde a 47% do orçamento atual.

"Melhora muito. Ficamos ainda bem aquém da proposta da Constituinte [Assembléia Nacional Constituinte, que trabalhou de fevereiro de 1987 a outubro de 1988, quando foi promulgada a nova Constituição], que seria de 30% do orçamento da seguridade social aplicado na saúde. Mas será, sem dúvida, um grande avanço para reduzir os estrangulamentos que sempre vemos no setor, nos leitos de CTI [centros de terapia intensiva], no controle da dengue, nos tratamentos cirúrgicos postergados, inclusive de pacientes com câncer", avaliou.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), da base governista, considera possível repetir a unanimidade registrada no Senado em relação ao tema: " No Senado, todo o PMDB votou, o PT votou, o PSB votou. Nenhum senador votou contra. Vamos trabalhar [com] as lideranças dos partidos daqui sobre a importância disso. O projeto do Senado é moderado, razoável, e a Receita Federal comporta absorver a prioridade da saúde", afirmou.

De acordo com a coordenação da Frente Parlamentar, em virtude da sobrecarga de projetos na pauta da Câmara, é possível votar a regulamentação da Emenda 29 no plenário da Casa até o fim de maio.

Fonte : Agência Brasil





ANS autua Caarj e Unimed-Rio e ainda analisa parceria. Usuários se queixam de falta de esclarecimentos

A Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (Caarj) e a Unimed-Rio foram autuadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por estarem operando em parceria sem a autorização final do órgão regulador. Por enquanto, não se trata de uma multa, mas de um pedido de informações, já que a transferência da rede de assistência — da Caarj à Unimed, a partir de 1º de abril —, precedeu o envio de documentos para a agência. A divulgação inicial feita pelas operadoras aos usuários, no entanto, avisava que tudo estava autorizado. Em nota, a ANS afirma que está analisando tecnicamente a operação. Fontes da entidade, porém, dizem que não há oposição à parceria e que o fato de ainda não haver a chancela da agência não ameaça o atendimento dos 55 mil usuários pela rede credenciada da Unimed.

Ainda segundo fontes da ANS, assim como os consumidores, a agência soube da conclusão do negócio pelos jornais. A falta de transparência e de informações é justamente a maior reclamação dos usuários da Caarj, como o auditor fiscal Lauro Nogueira Neto:

— O silêncio tem sido desrespeitoso. Não houve qualquer preparação, tudo foi feito na penumbra, sem nenhum aviso prévio àqueles que pagam o plano e confiam na Caarj. Estive na entidade em busca de informações e nem lá consegui esclarecimento. Não tenho sequer como avaliar se será melhor ou pior daqui para frente, pois não tenho informação para tanto.

Para especialistas, consumidores têm direito à cobertura integral

Maria Luiza Costa França, cliente da Caarj há dez anos, também reclama do fato de o call center da entidade não responder mais aos consumidores.

— Tenho médicos que me acompanham há anos e não fazem parte do rol da Unimed, como fica? E quanto ao atendimento domiciliar de emergência? Minha mãe tem 80 anos e costuma usá-lo. Outro dia, decidi fazer uma experiência. Ao ligar, informaram-me que agora terei que pagar por fora para ter direito. Isso é um absurdo — reclama.

Já Ana Paula Valentim conta que entrou na Caarj, em novembro do ano passado, justamente pela relação custo-benefício oferecido pelo plano, que lhe garantia o acesso a maternidade Perinatal — benefício que perdeu com a migração para a Unimed:

— O oferecimento dessa maternidade foi o que me fez optar pelo plano, já que estou pensando em engravidar este ano. E agora simplesmente me dizem que tem um hospital similar... não quero.

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os usuários da Caarj têm direito a manter todos os prestadores de serviço que constavam de seus planos.

— É que, segundo o Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor é obrigado a cumprir integralmente a sua oferta. Além disso, o código não permite a quebra unilateral do contrato. Por isso, os insatisfeitos podem recorrer à Justiça. O ganho de causa, no entanto, não é certo, já que a lei que rege os planos de saúde, a 9.656, tem uma visão de equivalência de serviços — explica a advogada do Idec Daniela Tretel.

A advogada Maria Stella Gregori também compartilha dessa opinião:

— O primeiro direito que deve ser respeitado é o da informação.

A manutenção dos valores das mensalidades dos usuários foi um dos fatores determinantes para a escolha da Unimed como nova parceria, afirma José Antônio Galvão de Carvalho, integrante do comitê gestor da Caarj. Galvão explica que a entidade continua dona da carteira e que fez um contrato, de quatro anos, que pode ser rescindido em dois, para que a Unimed ponha sua rede à disposição de seus usuários. O pagamento das mensalidades foi transferido à cooperativa, que, por sua vez, pagará uma taxa à Caarj que tem como objetivo auxiliar no saneamento da dívida da instituição:

— Não vendemos o plano de saúde, compramos o serviço da rede Unimed. O negócio visou a manter o acesso e a qualidade da prestação de serviço ao nosso usuário, já que somos uma caixa de assistência, com autogestão, com uma dívida de mais de R milhões, o que vinha causando problema de atendimento. Havia médicos e clínicas que já não aceitavam mais a Caarj.

Ricardo Menezes, também do conselho da Caarj, argumenta que há 16 anos o plano era deficitário, não havendo outra opção além da “terceirização”.

A Unimed, por sua vez, destaca que os usuários da Caarj só têm a ganhar, já que a rede credenciada da cooperativa é bem maior do que a da caixa de assistência: cinco mil médicos no Rio e dez mil no estado, contra 900 na cidade. Segundo Celso Barros, presidente da Unimed-Rio, o número de insatisfeitos é muito pequeno. Barros destaca que a operação é limpa e que as questões legais “são irrelevantes diante das vidas cuja assistência está sendo garantida”:

— A melhor coisa que aconteceu para os usuários da Caarj foi esse episódio — diz o presidente da Unimed, informando que toda a documentação já foi enviada à ANS.

Unimed garante estar avaliando todos os casos de reclamação



Virgínio Sanches, superintendente de Comunicação da Unimed, destaca ainda que os casos encaminhados à cooperativa estão sendo avaliados e que quem está em tratamento ou tem cirurgia marcada, por exemplo, pode ficar tranqüilo, pois a Unimed arcará com o compromisso firmado.

— Apenas 30% dos médicos credenciados pela Caarj não são cooperados da Unimed. Sabemos que uma ansiedade inicial é natural. A intenção não é prejudicar ninguém.

Fonte: Jornal O Globo





Pacientes fecharam ontem de manhã o PSF (Posto de Saúde Familiar) no bairro João Paulo II, em Dourados. Segundo o presidente da Associação de Moradores, Aparecido Medeiros, a população reivindica mudanças no atendimento. "A gente quer o retorno da enfermeira que foi mandada para o Parque II. A população estava acostumada com ela, que não tinha hora para atender aos pacientes. Eles estranharam a mudança e não se adaptaram", afirma Medeiros.

 

A dona-de-casa Marlene Vila Nova Balbino, 40 anos, conta que esteve no PSF há alguns dias e voltou sem o encaminhamento para um exame que precisava fazer num outro posto de Saúde. Ela reclama do mau atendimento.

Luciane dos Santos, 30 anos, moradora no bairro João Paulo II, que estava com sintomas de dengue afirma que também não foi atendida na semana passada. Elas e outros moradores estão descontentes e decidiram fechar as portas do posto até conseguir falar com o secretário municipal de Saúde. O atendimento foi restabelecido depois que a Guarda Municipal determinou a abertura do posto. A orientação da Guarda é que os moradores façam um protesto pacífico, sem impedimentos ao direito de ir e vir, no posto do PSF no Jardim João Paulo II.

 

A coordenadora do PSF em Dourados, Terezinha Picole, esteve no local ontem de manhã e conversou com o presidente da Associação e os moradores. Ela diz que o secretário municipal de Saúde, João Paulo Esteves, estava em Campo Grande e só recebeu o documento reivindicando o retorno da antiga enfermeira na tarde de ontem. Terezinha prometeu que o secretário vai analisar o caso ainda hoje e dar um retorno à comunidade. Hoje, às 7h, uma comissão formada por cinco pessoas tem um encontro marcado com um superintendente de Saúde, possivelmente com a presença do secretário municipal.

Fonte : Midiamax







A Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto abriu as inscrições para o concurso público para contratação de médico Emergencialista e Médico Clínico Geral. O prazo vai até o dia 4 de maio.

As inscrições podem ser feitas no Poupatempo, na avenida Presidente Kennedy, 1500, no Novo Shopping, de segunda a sexta-feira é das 9h às 19h e, aos sábados, das 9h às 15h.

 

A prova vai availar conhecimentos específicos e de avaliação de títulos, mas a data ainda não foi divulgada. O edital completo com todas as informações pode ser encontrado no Diário Oficial do Município na edição desta segunda-feira, dia 14 de abril, ou no site: www.ribeiraopreto.sp.gov.br

Fonte : Jornal A Cidade





O Estado do Rio já vive a epidemia de dengue que causou mais mortes desde 1986, quando o Ministério da Saúde voltou a notificar a doença. A Secretaria Estadual de Saúde do Rio confirmou na noite desta terça-feira que há 92 mortes pela doença este ano, 55 delas na capital. Em 2002, no maior surto já registrado no Estado, foram 91 mortes e 288.245 notificações.

 

Em uma semana, mais de 35 mil novos casos da doença foram notificados no Estado. Segundo o balanço, os casos de dengue já atingiram 110.783 pessoas no Estado, de acordo com o volume de notificações. Até a semana passada, eram 75.399.

Nas demais regiões do Estado, os maiores números de notificações depois do Rio foram registrados nos municípios de Angra (6.467), Nova Iguaçu (6.039), Campos (4.577), Duque de Caxias (3.359) e Niterói (2.632).

 

Outras 96 mortes por suspeita de dengue ainda estão sob investigação, segundo a secretaria. Desse volume, 67 estão na cidade do Rio. Dos 92 mortos por dengue confirmados no Estado, 42% eram crianças e jovens com até 15 anos, segundo a secretaria.

Fonte : Folha Online






Manaus - Cinqüenta índios da etnia Mura pediram hoje (23), na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Amazonas, a regularização do pagamento dos salários das equipes multidisciplinares responsáveis pelo atendimento básico de saúde indígena em 17 municípios do estado. Segundo o conselheiro distrital de Saúde Indígena do município de Careiro Castanho, Wuarlen Mura, o problema já dura quatro meses - o último salário foi pago em dezembro.

 

Wuarlen explicou que as equipes, formadas por enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de saúde, fazem o atendimento básico nos municípios. "Sem elas [equipes], não será possível realizar nem as vacinações previstas na campanha que a Funasa planejou fazer em parceria com o Exército. Viemos conversar com o dirigente da Funasa no Amazonas porque queremos resolver a situação de forma rápida, até porque essas equipes não têm mais como se manter nas aldeias." Ele disse que o atraso no pagamento prejudica cerca de 100 pessoas.

 

De acordo com a direção da Funasa no Amazonas, o pagamento dos salários das equipes multidisciplinares é feito pela Associação Saúde Sem Fronteiras, com recursos do Ministério da Saúde que. O coordenador da Funasa no estado, Narciso Barbosa, atribuiu os problemas no pagamento ao atraso na prestação de contas da associação ao Ministério, que, segundo ele, está impedindo a liberação dos recursos. Barbosa garantiu, entretanto, que a situação está prestes a ser resolvida, já que, na semana passada, entregou, na sede da Funasa, em Brasília, a documentação que deve agilizar a resolução do processo.

 

Ele admitiu que houve problemas na prestação de contas e disse que isso inviabilizou o repasse dos recursos. "Contudo, esse convênio, especificamente, está sendo auditado pela Controladoria Geral da União, e as pendências já foram encaminhadas. Acredito que, até sexta-feira [25], tenhamos uma novidade positiva para esses profissionais", afirmou Barbosa.

 

Sobre os atendimentos realizados, Barbosa ressaltou que não há comprometimento das atividades. Ele informou que somente hoje o atendimento foi suspenso, mas disse acreditar que as atividades sejam retomadas ainda nesta semana, tão logo sejam regularizados os pagamentos pendentes

Fonte: Agência Brasil




A Prefeitura de São Luís, no Maranhão, abriu inscrições nesta terça-feira (22) para 643 vagas na área de saúde do município. São 36 áreas de atuação para profissionais de nível superior (320 vagas) e quatro para nível médio (323 vagas). As remunerações ficam em R$ 1.218,00 (superior) e R$ 519,00 (médio), ambas acrescidas de gratificações específicas.

 

Os candidatos às vagas de técnico municipal de nível superior podem se
inscrever para as áreas de enfermagem, farmácia bioquímica, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina (22 especialidades), nutrição, odontologia,
odontologia - cirurgia buco-maxilo-facial, pedagogia, psicologia, serviço social e
terapia ocupacional. Para técnico municipal de nível médio, as áreas de atuação
são para análises clínicas, enfermagem, imobilizações ortopédicas e radiologia.

 

As inscrições podem ser feitas pelo site ww.cespe.unb.br/concursos/semad_saoluis2008, até as 23h59 do dia 6 de maio. As taxas são de R$ 38 para o cargo de técnico municipal de nível superior e de R$ 30 para o cargo de técnico municipal de nível médio.

 

Para os candidatos que não possuírem acesso à internet, serão disponibilizados postos de inscrição, em locais especificados no edital. As provas objetivas serão realizadas na cidade de São Luís, na data provável de 1º de junho.

 

Os locais e o horário de realização das provas objetivas serão publicados no Diário Oficial do Município de São Luís e divulgados na Internet, no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/semad_saoluis2008, na data provável de 23 de maio.

Fonte : G1





Salvador - A Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Codecon) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) assinam hoje, às 16 horas, na sede da Codecon, na Rua Chile, um convênio para uma atuação conjunta de fiscalização em planos e seguros de saúde. "Através desse convênio, estamos estreitando a relação com a ANS e aumentando a capilaridade da Codecon", avalia o coordenador Magide Nunes. A partir de agora os técnicos da Codecon terão acesso pleno ao banco de dados nacional e serão treinados para atender o consumidor de plano de saúde com segurança, ajudando na fiscalização.

 

O consumidor não se conforma e reclama quando seu plano de assistência médica se recusa a cobrir determinado serviço ou procedimento. A maioria das queixas registradas este ano contra operadoras de planos de saúde na Codecon diz respeito a negativas de cobertura, reajuste por alteração de faixa etária, com percentual maior que o permitido, e o descumprimento de contrato. No ranking geral, os planos estão em quarto lugar entre os segmentos mais reclamados.

Nunes ressalta que esse convênio é importante porque vai dar energia potencial, melhorando a qualidade das intervenções na área de planos de saúde, pois a partir de agora as empresas operadoras serão autuadas com repercussão nacional, pois além de serem notificadas pela Codecon, também serão fiscalizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.

 

"É importante que os beneficiários de planos de saúde tenham consciência de seus direitos. Não adianta termos apenas a legislação, mas sim fazer com que os consumidores tenham a exata consciência de seus direitos e que esses direitos sejam resguardados pelos órgãos de defesa do consumidor", defende Magide Nunes.

Segundo a ANS, o Brasil possui mais de duas mil operadoras em atividade, entre administradora, autogestão, cooperativas médicas e odontológicas, filantropia, medicina e odontologia de grupo e seguradoras.

Fonte : Jornal da Mídia




O Departamento Municipal de Saúde Pública Dr. Antônio Benedito de Araújo (Demasp), de Barbacena (MG), abriu concurso público para 318 vagas na área de saúde para cargos de nível fundamental, médio e superior. Os salários variam de R$ 415,00 a R$ 5.014,87 (veja aqui o edital).


As inscrições podem ser feitas entre o dia 28 de abril e 15 de maio no site www.consulplan.net e na Central de Atendimento Consulplan, que será instalada no Ginásio Poliesportivo Professor Delmo Maria da Silva, anexo à Escola Prof. Soares Ferreira, na Rua 13 de maio, no Centro da cidade. As taxas variam de R$ 30,00 a R$ 75,00.

 

Estão sendo oferecidas, em nível superior, 27 vagas para enfermeiro; 27 para médico; 5 para dentista; 3 para educador físico, farmacêutico, fisioterapeuta, médico ginecologista, médico pediatra, médico psiquiatra, psicólogo e terapeuta ocupacional; e uma vaga para assistente social, fonoaudiólogo e nutricionista. Já para nível médio estão sendo oferecidas 27 vagas para auxiliar de enfermagem, 5 para agente administrativo de programa de saúde da família e 10 vagas para digitador. De nível fundamental as vagas são para agente comunitário de saúde do PS Santo Antônio (8), UBS Santa Efigênia (18), PS São Pedro (9), PS João Fonseca (05), PS João Paulo II (6) e PS São Francisco (6).

 

As provas objetivas estão previstas para o dia 8 de junho, nos períodos da manhã e da tarde, e os candidatos interessados podem fazer até duas inscrições, desde que estejam enquadrados às exigências dos cargos e os horários das provas não sejam coincidentes.

Os locais das provas serão divulgados com pelo menos cinco dias de antecedência no site www.consulplan.net e no quadro de avisos do Demasp.

Fonte : G1

Os 200 anos de escolas médicas

09:06 @ 28/04/2008

"A esperança enxerga o invisível, sente o intangível e alcança o impossível".

Na década de 60, um ministro de Estado inconformado com a resistência da categoria em trabalhar por preço vil, teria afirmado que "providenciaria a formação rápida e efetiva de tantos médicos do Brasil que, logo, estes viriam em massa e de joelhos procurar trabalho a qualquer preço". Essa posição política inconseqüente e de certa forma concretizada atingiu, deliberadamente, o ensino médico, com suas repercussões desastrosas no exercício da profissão.


Um pequeno histórico serve como comprovação. As duas primeiras escolas médicas do Brasil foram criadas em 1808, uma na Bahia e outra no Rio de Janeiro. Em 1960, eram 29 as escolas de medicina no país, passando a 73 em 1971. Mas, isso não foi o suficiente. Nesse mesmo período, nas escolas já existentes, o número de vagas ofertadas para o primeiro ano mais que dobrou. Passou de 3.800 para quase 9.000. No governo Collor, o então ministro Carlos Chiarelli "conseguiu" aumentar em 10% o número de vagas nos cursos superiores das universidades federais. Isto significou, nos de medicina, aproximadamente mais 800 médicos/ano, ou, se quiserem o equivalente a criação de dez escolas médicas com 80 vagas.


Já, em fins de 1999 nosso país esbanjava uma centena de escolas médicas. O mais assustador é que, só neste início de século foram criados 75 novos cursos de medicina colocando o Brasil, com 175 escolas médicas, em segundo lugar no ranking mundial perdendo apenas para a Índia com 272, mas deixando longe a China com 150 e os EUA com 126 escolas médicas.


Pelos favores políticos feitos a alguns é que nos estão saindo médicos "fabricados" no afogadilho de cursos em fins de semana; médicos sem o estágio em Residência devido à insuficiência de vagas e escolas sem hospitais; médicos - o que é sumamente grave - a quem se confere um diploma pela simples contribuição dada à receita das respectivas faculdades.


Por outro lado, é impossível, hoje em dia dissociar a formação do médico da remuneração digna que deve receber. Há que se acabar, também, com a falsa idéia de que o exercício da medicina é puro sacerdócio. A maioria dos médicos trabalha sem horários regulares e sob tensões permanentes. Para ser eficiente e resolutivo, exige preparo técnico e científico constante e pressupõe uma situação financeira equilibrada. Isto custa tempo, dedicação e dinheiro.


Por isso, citando Tancredo Neves: "A dignidade dos honorários médicos não é apenas um ato de justiça, mas uma necessidade geral da sociedade, que necessita de profissionais estimulados e tranqüilos, pois lhes cabe lidar com o valor absoluto de cada um que é a vida, e não o podem fazer com as mãos trêmulas de ansiedade".


O ministro Haddad, sentindo a gravidade do problema, passou a defender o ensino médico com qualidade, e o MEC busca urgentemente editar um novo instrumento de autorização dos cursos de medicina mais rígido e que atenda esse objetivo. Não poderia ser de outra forma, pois, a continuar essa liberação desordenada, a banalização da profissão médica será inevitável.


O que não se pode permitir é o desabamento da estrutura do ensino superior brasileiro, com a criação de cursos de medicina sem mínimos recursos, sem hospital na região, sem corpo docente, sem bisturi.


Antonio Celso Nunes Nassif, Doutor em Medicina pela UFPR. Foi presidente da Associação Médica Brasileira. acnnassif@netpar.com.br