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O secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, informa que vai recorrer segunda-feira da decisão judicial de desinterdição da lavanderia da Santa Casa de Misericórdia em respeito à legislação da Vigilância Sanitária e em defesa da saúde coletiva. Para o gestor, a decisão judicial pode, inclusive, abrir precedentes para que outras ações da Vigilância Sanitária em defesa da saúde pública sejam desautorizadas.

A interdição foi feita porque a direção da Santa Casa não vem tomando providências, há mais de cinco anos, para solucionar os problemas sanitários notificados pela Vigilância Sanitária do município durante as inspeções, cumprindo determinação da Anvisa. Segundo dados da vigilância, cresceu em 30% o número de irregularidades encontradas no referido hospital nos últimos três anos: 424 irregularidades em 2006; 490 em 2007; e 639 irregularidades em 2008.

 

Estas 639 irregularidades foram detectadas na última inspeção realizada nas dependências da Santa Casa nos dias 17, 18 e 19 de março de 2008. De acordo relatório produzido pela equipe técnica responsável por esta inspeção sanitária, ficou constatado que o hospital continua apresentando "não conformidades" que comprometem a qualidade dos serviços e produtos oferecidos aos usuários, no que se refere à estrutura física inadequada, principalmente de setores críticos como lavanderia, central de esterilização, três UTIs e ainda referente às questões organizacionais, inoperância da comissão de controle de infecção hospitalar, oferecendo riscos inclusive à saúde dos trabalhadores.

Agravando a situação, o serviço não possui protocolos validados e implementados do controle de qualidade da esterilização dos materiais na autoclave e esterilização química (glutaraldeido), e até o momento não providenciou a atualização dos manuais de procedimentos de todos os setores do hospital.


Diante desta constatação, a Vigilância Sanitária decidiu pela interdição dos serviços de lavanderia e central de esterilização por funcionar em desacordo com as legislações sanitárias vigentes. A interdição foi feita após um prazo de 72 horas estabelecido para que a direção tomasse providências mínimas e que justificassem a suspensão da interdição.

As demais "não conformidades" tiveram um prazo de 45 dias para serem solucionadas por meio de Termo de Notificação.A Secretaria informa, por outro lado, que a Santa Casa não tem alvará de funcionamento por conta dessas irregularidades. Informa ainda que quatro hospitais de Cuiabá possuem hoje alvará de funcionamento: Amecor, Hospital Otorrino, Hospital São Mateus e Hospital Ortopédico. O Hospital Geral está em fase de renovação de alvará. O Pronto Socorro e Hospital Municipal de Cuiabá será adequado este ano às normas da Anvisa com recursos do Qualisus, cujo projeto já foi aprovado pelo Ministério da Saúde. Os demais hospitais existentes em Cuiabá estão em fase de inspeção.

 

A Secretaria de Saúde de Cuiabá se viu obrigada a adotar a interdição para preservar os pacientes e trabalhadores da instituição. Como as irregularidades aumentaram em grande proporção, ao invés de reduzirem com as constantes notificações da Vigilância Sanitária, a SMS teve que adotar providências para não correr o risco de expor pacientes e trabalhadores a riscos.


Que a SMS não adotou esta medida antes por entender o alcance social dos serviços oferecidos pela Santa Casa acreditando na disposição da diretoria em solucionar os problemas, mesmo que em etapas. Que o único interesse da SMS é de garantir uma parceria com a Santa Casa e quaisquer instituições de saúde da rede privada, filantrópica ou pública e que resulte em ações positivas na promoção da saúde do usuário do SUS.


Sobre os repasses à Santa Casa, a SMS esclarece que existem pendências relativas ao mês de dezembro de 2007 com todos os hospitais da rede contratada pelo SUS/Cuiabá. São restos a pagar de 2007 e que a secretaria está repassando parceladamente aos hospitais, como aconteceu em janeiro e fevereiro e será feito nos meses seguintes até que a dívida seja quitada. Que todos os hospitais recebem o mesmo tratamento da gestão pública municipal. Que a secretaria divulga, desde o mês de fevereiro/08, o balanço financeiro da pasta, demonstrando total transparência com o gasto do dinheiro público.

Fonte : Gazeta Digital





A Prefeitura de Paraibuna (SP) abriu 65 vagas em 6 cargos. Os salários vão de R$ 435,00 a R$ 5.171,71.

As vagas são para os cargos de agente comunitário de saúde e auxiliar de consultório dentário, que exigem nível fundamental, auxiliar de enfermagem, que requer ensino médio, e cirurgião dentista, enfermeiro e médico generalista, que exigem nível superior.

As inscrições devem ser feitas até 13 de maio, no Posto de Atendimento ao Trabalhador, localizado na Avenida Major João Elias de Calazans, 365, Centro de Paraibuna, das 9h às 17h, ou no site www.mouramelo.com.br. As taxas vão de R$ 20 a R$ 45.

A data prevista para a prova objetiva é 25 de maio. As datas das provas serão divulgadas no mural da Prefeitura Paraibuna, no jornal local e no site http://www.mouramelo.com.br, no mínimo cinco dias antes das provas.

Fonte : G1





Trevor Hancock, consultor internacional em promoção da saúde da OMS, assessor em saúde pública do Ministério da Saúde do Canadá e um dos mentores do movimento internacional de Cidades Saudáveis, esteve no Brasil para participar de atividades do projeto de cooperação Brasil-Canadá sobre Ações Intersetoriais em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Local. Em sua permanência, visitou instituições acadêmicas, entre elas a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz, onde proferiu a palestra Saúde urbana e cidades saudáveis, inaugurando as atividades de 2008 do Centro de Estudos da Escola. Em entrevista, Hancock mostrou otimismo com relação a algumas experiências que conheceu no Brasil e defendeu a possibilidade de se pensar um novo modelo de desenvolvimento que coloque o ser humano em primeiro lugar.


Que diferença existe entre os conceitos de saúde urbana e de cidade saudável?

Trevor Hancock: Saúde urbana tem a ver com a saúde do assentamento urbano, no que se refere ao seu próprio funcionamento como uma comunidade e como um ecossistema, mas também com a saúde das populações humanas que habitam esse ecossistema e com os serviços de cuidado à saúde. A proposta de cidade saudável, por sua vez, é uma tentativa de concretizar o conceito de 'promoção da saúde' expresso na Carta de Ottawa, em 1986. Nesse sentido, tem a ver com políticas e práticas que permitam e facilitem o 'processo de ajudar as pessoas a aumentarem e melhorarem o controle sobre sua saúde'. O conceito de cidade saudável diz respeito a um processo, à idéia de governança. É o processo que nos leva de onde estamos para onde queremos chegar; é a projeção futura dos nossos valores. Numa cidade saudável, por exemplo, não se combate a violência com a colocação de grades e nem com o uso de violência. É preciso compreender que os problemas não se resolvem do dia para a noite. É preciso que se inicie um processo de mudança das normas sociais, que sejam criadas formas de promover a coesão da sociedade.

Por que utilizar o conceito de ecossistema urbano, quando pensamos em cidades saudáveis?

Hancock: Por definição, ecossistemas são comunidades de organismos que interagem entre si e sua relação com o ambiente em que vivem. Nós, seres humanos, somos 'comunidades de organismos que interagem entre si' e o ambiente físico em que vivemos é cada vez mais a cidade. Logo, para os seres humanos, a cidade acaba sendo o principal ecossistema, o qual engloba o ambiente construído - que eu sempre digo de brincadeira que é o 'habitat natural' do homem atual; os ambientes social, econômico, cultural e político; as bioregiões e a biosfera; os seres humanos e os outros organismos biológicos.

O fato de sermos animais sociais faz com que o meio urbano represente, em termos de promoção da saúde, tanto um local físico quanto um espaço social. É importante, no entanto, destacar que as cidades não existem isoladamente, elas integram bio-regiões e ecossistemas locais e globais, sistemas econômico e político local, regional, nacional e global, cultura e sistema de valores etno-racial e nacional. Isto é, a saúde do ecossistema está sujeita a diversos fatores e, em todos os aspectos, o desenvolvimento e a segurança dos seres humanos estão intimamente ligados à integridade e à viabilidade dos ecossistemas. Essa rede da vida é vital para nossa sobrevivência como espécie, mas tão vital quanto ela é a nossa rede de relações sociais, que também precisa ser mantida e fortalecida. Nesse sentido, eu destaco ainda o conceito de sustentabilidade social urbana, que é a capacidade de uma cidade funcionar, a longo prazo, como um ambiente propício para a interação humana, a comunicação e o desenvolvimento cultural.

Que características o senhor destacaria numa cidade socialmente sustentável?

Hancock: Eu diria, concordando com outros autores, que é uma cidade marcada pela vitalidade, pela solidariedade e por um sentido comum de pertencimento entre seus residentes - impossível de se manifestar em áreas de grandes desigualdades sociais, por exemplo -, bem como pela falta de conflitos violentos entre grupos e pela inexistência de uma visível segregação espacial ou de instabilidade política crônica.

Em sua palestra, o senhor falou em 'bioregião' e 'ecologia social'. A que se referem esses conceitos exatamente?

Hancock: Bioregião é um território definido pela combinação de critérios biológicos, sociais e geográficos, em vez de considerações geopolíticas. Em geral, representa um sistema de ecossistemas interligados. A idéia de bioregião é muito importante dentro do conceito de governança, pois aponta a priori para alguns problemas que é preciso administrar e define alguns recursos que existem à nossa disposição. Ecologia social, por sua vez, é o estudo das relações entre indivíduos, grupos sociais e seus ambientes. Por meio da ecologia social, podemos analisar, de forma interdisciplinar, os complexos problemas que a sociedade contemporânea enfrenta em seus ambientes físico e social. A ecologia social, portanto, pode nos ajudar bastante a enfrentar alguns desafios importantes da saúde pública.

Que dimensões o senhor destacaria em termos de saúde do ecossistema urbano? E de que forma isso se relaciona com a saúde de seus habitantes?

Hancock: Em primeiro lugar, eqüidade da saúde, ou seja, a distribuição eqüitativa de bem estar físico e mental entre os diferentes segmentos sociais. Além disso, o bem estar social, econômico e cultural da população. Dimensão esta relacionada à distribuição dos determinantes sociais de saúde. A qualidade do ambiente construído, incluindo a qualidade das moradias, do sistema de transporte e do saneamento; a existência de espaços públicos, como parques e áreas de recreação, entre outros. A qualidade do meio ambiente, considerando os níveis de poluição sonora, do ar e da água. A saúde dos outros organismos vivos que convivem com os seres humanos, a biodiversidade. E tem ainda o que eu chamo de 'impressão digital (ou pegada) ecológica', que é o impacto que o meio urbano imprime no meio natural no qual está inserido. A 'saúde' de uma cidade, portanto, é determinada por vários fatores sócio-ecológicos. A saúde dos seus cidadãos, por sua vez, depende da 'saúde' da cidade, mas também de fatores individuais - biologia humana, hereditariedade, comportamento pessoal e recursos financeiros - e da existência e efetividade dos serviços de saúde.

Voltando à questão das cidades saudáveis. O que é importante ter em mente?

Hancock: Como eu disse anteriormente, 'cidades saudáveis' tem a ver com o processo de concretização dos princípios da promoção da saúde expressos na Carta de Ottawa, ou seja, com a construção de políticas públicas saudáveis, a criação de ambientes favoráveis a saúde, o reforço da ação comunitária, o desenvolvimento de competências pessoais e a reorientação dos serviços de cuidados à saúde. E isso tudo nos leva à questão da governança, que pode ser entendida como a gestão do curso dos acontecimentos em um sistema social, como a soma das várias formas que indivíduos e instituições, públicas e privadas, têm para planejar e gerir os assuntos comuns da cidade. Um bom exemplo da idéia de governança são os conselhos de saúde, que representam uma tentativa, em alguns casos muito bem sucedida, de democratizar a gestão de saúde no Brasil.

Mas como lidar com a questão dos interesses públicos e privados, que nem sempre são os mesmos, quando se fala em governança, especificamente na área da saúde?

Hancock: Bem, o principal propósito da governança e também dos governos deveria ser o desenvolvimento humano sustentável e eqüitativo. A governança das cidades deve considerar as preocupações e os problemas comuns aos cidadãos; ela demanda uma visão comum desses problemas e implica em abordagens e soluções compartilhadas. Nesse sentido, a melhoria das condições de saúde da população, que deveria interessar a todos, ou pelo menos a maioria das pessoas, deve ser um item primordial dessa agenda comum, criando novas formas de governança nas corporações, na sociedade, de uma forma mais ampla, e nas cidades.

Como assim, novas formas de governança?

Hancock: No caso da governança das empresas, eu penso que isso tem a ver com economia sustentável, com responsabilidade social, com a criação de selos de qualidade, o ISO14001, por exemplo, com o chamado 'investimento ético', com a democratização nos espaços de trabalho. Na governança da sociedade, eu creio que o principal é o planejamento e a ação integrados que envolvam os três setores - publico, privado e sociedade civil organizada -, a análise de impacto do desenvolvimento humano e a democratização das relações. No caso das cidades, eu citaria a participação democrática dos cidadãos, o fortalecimento dos serviços, o desenvolvimento das comunidades e, por que não, a adesão à idéia de bio-regiões. A questão é que hoje ainda prevalece a construção e fortalecimento do capital econômico em detrimento dos capitais natural, social e humano. A idéia dessa 'nova governança' é colocar o capital humano no centro do processo.

Intersetorialidade e parceria seriam, portanto, palavras-chave desse processo?

Hancock: Sim, no caso da saúde, eu lembro que três aspectos da intersetorialidade foram considerados fundamentais pelo programa Saúde para todos da OMS. A primeira delas interna, envolvendo departamentos, ministérios e agências governamentais ou segmentos de universidades, empresas comerciais, grandes ONGs, igrejas etc. A segunda, intersetorial propriamente dita, envolvendo os diferentes setores da sociedade. E por fim, aquela que atravessa verticalmente os diversos níveis de atuação das organizações e dos governos - local, regional, nacional, global -, pois, muitas vezes, uma questão local demanda ou depende de uma legislação nacional. Quanto às parcerias, eu diria que o primeiro passo para estabelecê-las é buscar uma causa comum, por meio de três perguntas básicas: 'O interesse do outro é compatível com o meu?', 'No que eu posso ajudá-lo?' e 'No que ele pode me ajudar'. Um exemplo, se o interesse do governo e dos cidadãos é melhorar a educação, que parceiros teriam interesse em investir no aprimoramento do capital humano. Parcerias só se concretizam se houver benefício mútuo.

No caso da saúde, como estabelecer parcerias com o setor privado, cujo principal objetivo é o lucro?

Hancock: Em primeiro lugar, temos que ter em mente que a parceria com o setor privado pode ter aspectos bastante positivos, pois as empresas têm recursos financeiros, habilidades e competências, agilidade e outras características úteis. No entanto, é impensável fazer parceria com empresas que lucram com a falta de saúde, como os grandes conglomerados farmacêuticos, por exemplo, ou com empresas cujos produtos trazem doenças, como a indústria do fumo. É necessário buscar parceiros cujos ganhos aumentem na medida em que a saúde da população melhore, como as companhias de seguro e as agências de turismo, ou empresas que 'produzam saúde', por meio de alimentos saudáveis, equipamentos que consumam menos energia ou evitem danos aos trabalhadores e etc. Também é interessante tentar envolver empresas locais, que estejam mais próximas da comunidade, sempre buscando que essas empresas também aprimorem seu processo produtivo e respeitem a legislação trabalhista e ambiental.

Depois de sua visita ao Brasil, há motivos para otimismo?

Hancock: Bem, eu vi várias experiências positivas por onde passei. Em Curitiba, de onde estou vindo, pude conhecer melhor algumas políticas públicas voltadas para a qualidade de vida e desenvolvimento urbano sustentável. Também vi que, em alguns aspectos, principalmente na área da saúde, no que se refere ao SUS, vocês estão muito à frente do Canadá. É lógico que ainda há muito que fazer, mas isso é assim mesmo. O processo é lento. Ora avançamos, ora voltamos atrás. Muitas vezes desanimamos porque nada parece funcionar, nada faz sentido. Mas isso não pode nos impedir de continuar. Que eu saiba, nunca ninguém conseguiu mudar o mundo sozinho, mas isso não quer dizer que não podemos nos unir para mudar o mundo se essa for a nossa vontade.

Fonte : Agência Fiocruz de Notícias



 

No 3º andar do prédio onde funciona a Gerência-Geral de Integração com o Sistema Único de Saúde (SUS), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no centro do Rio, acumula-se uma parte de 16 milhões de folhas-ofício que juntas cobririam uma extensão de dois quilômetros, pesam 75 toneladas e correspondem a 1.500 árvores.

Essa papelada, guardada em 16 mil caixas, refere-se às cobranças da ANS aos planos de saúde suplementar pelo ressarcimento de 460 mil internações hospitalares, desde 2000, dos seus associados em hospitais conveniados ao SUS. A agência ainda tem outras 273 mil autorizações de internação hospitalar (AIHs), de abril de 2006 a dezembro de 2007, por examinar.

Apesar da quantidade de papéis, o retorno financeiro é pequeno. Em oito anos, as cobranças totalizaram R$ 472 milhões, valor suficiente para cobrir os gastos que o governo federal previa ter no ano passado com medicamentos biotecnológicos (produzidos com alta tecnologia). Do total cobrado, apenas R$ 87,9 milhões, isto é 18,62%, foram efetivamente pagos. Com os R$ 8,7 milhões parcelados, os ressarcimentos significarão 20,68% dos gastos hospitalares no atendimento a uma parte dos 48,2 milhões de brasileiros com planos de saúde.

O processo de cobrança é considerado ultrapassado e cartorial, permitindo recursos utilizados pelas operadoras dos planos "para postergar o pagamento", como admite o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, José Leôncio Feitosa. Ele apresentará na próxima quarta-feira na Comissão de Fiscalização da Câmara o novo processo de cobrança com o qual a ANS quer "acabar com a orgia de instâncias e criar credibilidade com o mercado, para que ele reconheça o que deve ou não". Operadoras e entidades ligadas às empresas contestam o ressarcimento.

Leôncio diz que pretende "desmistificar que o ressarcimento pode ser fonte de financiamento para o SUS". "Não pode. Ele é irrisório, corresponde a 0,4% da CPMF", diz. Segundo ele, "as pessoas com saúde suplementar que utilizam o SUS equivalem a 3% dos 12 milhões de AIHs emitidas por ano (em dados de 2006). Em valor financeiro do que o SUS gasta dá 1,5%".

"Mesmo que recebêssemos os R$ 470 milhões, o que é isto em um orçamento de R$ 50 bilhões? A CPMF gerava R$ 38 bilhões. O que temos a receber em oito anos é um terço do orçamento anual do município do Rio. A importância do ressarcimento para financiamento do SUS é falaciosa. É mentirosa", diz.


As cobranças feitas pela ANS têm como referência valores superiores aos que o SUS paga aos hospitais conveniados. "Quando eles usam o SUS, caímos no pescoço deles e cobramos duas vezes e meia, em média. Mas o uso é pouco", afirma Leôncio. A lei autoriza a cobrança pelo valor mínimo da tabela SUS e o máximo do preço de mercado. Resolução da ANS, de 2000, calculou o valor médio de mercado como cinco vezes a tabela do SUS. "Cobramos mais de duas vezes os valores do SUS. A média de preço das operadoras é mais do que o dobro do SUS", diz o diretor.


TRÂMITE

De três em três meses, a ANS cruza o banco de dados dos associados a planos de saúde com as informações das AIHs referentes às internações hospitalares - não há cobranças das consultas e dos atendimentos nas emergências. As 156 mil AIHs identificadas por ano geram 13 mil cobranças mensais.

 

Os planos têm direito a dois recursos administrativos. "Mais ou menos 50% das contestações sobre o que cobramos nós deferimos em primeira instância. É conseqüência de um erro grave da legislação. Temos que ter filtros melhores para não cobrarmos errado. São cobranças equivocadas", admite Leôncio.


A outra metade, cujos recursos não foram deferidos, se transforma em processos volumosos, como aconteceu com o de número 2.029, de 2005, para ressarcimento de 2.029 internações hospitalares no Estado de São Paulo, de associados de uma mesma operadora que foram atendidos em procedimentos de partos e cirurgias cardíacas. O caso nem sequer foi julgado na primeira instância e conta com 342 volumes, acumulando 63.873 folhas.

Fonte : O Estado de São Paulo

 




A Prefeitura Municipal de Gravatá-PE (www.prefeituradegravata.com.br), abre inscrições para Concurso Público, destinado ao Provimento de 654 vagas para Cargos de Nível Superior, Nível Médio e Nível Fundamental, sendo 301 vagas de Provimento Imediato e 353 para Formação de Cadastro Reserva.

O Concurso Público será administrado sob a responsabilidade do Instituto de Planejamento e Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico e Científico - IPAD (www.ipad.com.br).

Sobre as Inscrições:

A inscrição será admitida via Internet, através do site www.ipad.com.br, das 16h00 de 19 de abril às 22h00 do dia 18 de maio de 2008; Serão disponibilizados terminais com acesso à Internet no período de 12 a 16 de maio de 2008, das 09h00 às 17h00, no IPDA, localizado à Avenida Caxangá, nº 2006 - Cordeiro - Recife-PE, e na sede da Secretaria de Administração e Finanças, situada na Rua Rui Barbosa, nº 150 - Centro - Gravatá-PE, de segunda a sexta-feira, no horário das 07h00 às 13h00; O candidato que desejar concorrer às vagas destinadas aos Portadores de Deficiência deverá enviar por Sedex, o Laudo Médico (original ou cópia autenticada), emitido nos 12 últimos meses, atestando a espécie e o grau de deficiência, com expressa referência ao código da Classificação Internacional de Doença (CID), para Concurso Público do Município de Gravatá - Laudo Médico de Portador de Necessidades Especiais, Instituto de Planejamento e Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico e Científico - IPAD, sito à Rua Santo Elias, nº 535 - Bairro do Espinheiro - Recife-PE - CEP: 52.020-090, ou entregue pessoalmente no horário das 9h00 às 16h00.

O valor da Taxa de Inscrição varia de R$ 30,00 a R$ 65,00, conforme exigência e especialidade do cargo.

As vagas oferecidas são as seguintes:

Grupo Ocupacional I - Técnico de Nível Superior: Administrador de Patrimônio (1), Analista de Sistema (2), Contador (2), Engenheiro Civil (2), Turismólogo (2), Arquiteto (2);
Grupo Ocupacional II - Serviço de Apoio Administrativo: Técnico de Informática (2), Auxiliar de Serviços Gerais (123); Grupo Ocupacional V - Serviço de Vigilância: Guarda Municipal (142); Grupo Ocupacional XI - Serviço de Saúde: Agente de Combate às Endemias (75), Agente Comunitário de Saúde (80);
Grupo Ocupacional XII - Serviço Educacional: Assistente Administrativo Educacional (31), Auxiliar de Serviço Administrativo Educacional (59), Professor I (37), Professor II - Área: Português (10), Biologia (10), Matemática (10), História (10), Geografia (10), Ed. Física (13), Psicopedagogo (2); Grupo ocupacional XIII - Auditor Municipal: Auditor Municipal (5); Grupo ocupacional XIV - Técnico de Nível Superior na Área de Saúde: Nutricionista (2); Grupo ocupacional XV - Técnico de Nível Superior na Área de Saúde - Médico: Médico Auditor (2), Médico Evolucionista (2), Médico Plantonista Anestesista (9), Médico Plantonista Generalista (11), Médico Plantonista Generalista - Obstetrícia (5), Médico Plantonista Generalista - Pediatra (11).
Sobre a realização das Provas:

Os locais e os horários de aplicação da prova serão divulgados posteriormente no site www.ipad.com.br.

A Prova Objetiva de Conhecimentos de caráter eliminatório e classificatório será estruturada com questões do tipo múltipla escolha, aplicada no dia 01º de junho de 2008 para todos os participantes; Para a Prova de Títulos, de caráter apenas classificatório, participarão os candidatos aos cargos de Professor I e Professor II;
Os Títulos deverão ser entregues em cópia autenticada no período de 12 a 16 de maio de 2008, na sede da Secretaria de Administração e Finanças, localizada à Rua Rui Barbosa, nº 150 - Centro, na Secretaria de Educação, situada na Avenida Cícero Batista de Oliveira, nº 1350 - Br 232 - Gravatá-PE, de segunda a sexta-feira, no horário das 07h00 às 13h00; ou no IPAD/CENED, sito na Avenida Caxangá, nº 2006 - Bairro do Cordeiro - Recife-PE, de segunda a sexta-feira, no horário das 09h00 às 17h00.
A Divulgação do Resultado Final do Concurso se dará até o dia 30 de junho de 2008 no site www.ipad.com.br.

O Prazo de Validade do Concurso esgotar-se-á em 2 anos a contar da data da homologação de seu resultado final no Diário Oficial, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.




Brasília - Por unanimidade - e sob aplausos de senadores e deputados que acompanharam a votação -, o Senado aprovou correção ao projeto de lei que fixa gastos mínimos da União, dos estados e dos municípios na área da saúde pública (PLS 121/07).

A correção, considerada prioridade pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), foi possível após acordo entre oposição e base aliada para votação das Medidas Provisórias 408 e 409, que abrem crédito extraordinário para diversos órgãos do Poder Executivo. As MPs foram apreciadas e aprovadas ontem (6).

O PLS 121 regulamenta a Emenda Constitucional 29/00, propondo critérios para a distribuição e aplicação dos investimentos na área de saúde pública do país. Pelo projeto, a União deverá aplicar anualmente, a partir de 2011, o mínimo de 10% de suas receitas correntes brutas na saúde. Até lá, o gasto será de 8,5% em 2008, 9% em 2009 e 9,5% em 2010.

O projeto foi aprovado em 9 de abril. Por equívoco na incorporação de emendas, porém, o acréscimo anual de recursos para a saúde seria de R$ 5 bilhões, em vez de R$ 10 bilhões. A correção aprovada ontem devolve os valores inicialmente previstos.

Corrigido, o PLS 121 será encaminhado para apreciação pela Câmara de Deputados e só entrará em vigor depois de aprovado pelos deputados e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até lá, continuam valendo as regras da Emenda Constitucional 29, que determina que o governo federal é obrigado a destinar à saúde o mesmo montante do ano anterior corrigido pela inflação, mais o percentual de crescimento da economia.


 Fonte : Agência Brasil




Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou ontem (6) que o grande número de mortes por dengue no Rio de Janeiro é resultado da desorganização do sistema de saúde do município, que tem sido centrado no atendimento hospitalar.

Ao participar de uma audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados sobre o surto de dengue no país, o ministro comparou a situação carioca com a de Campo Grande (MS) que, no ano passado, teve, segundo ele, uma epidemia pior que a do Rio de Janeiro, mas registrou apenas duas mortes.

"Campo Grande só teve dois óbitos por causa do Programa de Saúde da Família e da maneira como o atendimento se organizou. Desde o início, quando a população ainda aguardava na fila para ser atendida, já estava sendo hidratada. No Rio de Janeiro, perdemos tantas vidas, porque ele ainda centra o eixo da sua política de atenção à saúde em grandes hospitais de pronto socorro e inexiste uma política forte de qualidade de atenção primária", afirmou Temporão.

Ao falar com os jornalistas o ministro acrescentou: "O Rio de Janeiro tem que repensar a maneira de organizar o seu sistema de saúde, para que possa dar respostas mais adequadas a mortes por essa doença". De janeiro até agora, foram confirmadas na capital fluminense 62 mortes por dengue.

Segundo Temporão, embora a situação da dengue tenha melhorado no Rio, com a doença hoje em declínio, é preciso trabalhar o ano todo, para evitar que novos surtos ocorram em 2009, inclusive nas regiões Norte e Nordeste. "Vamos ter que trabalhar muito duro esse ano para evitar que 2008 se repita num outro contexto, numa outra localidade", afirmou.

Dados apresentados pelo ministro, durante a audiência, apontam 14 estados com alto risco de dengue no ano que vem. As chamadas áreas potenciais para a doença incluem todos os estados da região Norte, os do Sudeste, exceto o Espírito Santo, e os do Nordeste, exceto Alagoas, Sergipe e Paraíba.

Fonte : Agência Brasil




Brasília - O aumento da arrecadação no país, confirmado nos três primeiros meses deste ano, não vai ajudar a área da saúde, segundo o ministro José Gomes Temporão. Esses recursos, acrescentou, serão empregados em outros setores.

O crescimento da arrecadação criou uma expectativa de que esse dinheiro pudesse servir para compensar a perda de cerca de R$ 40 bilhões da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

"O aumento da arrecadação virou um mantra que embala todos os nossos sonhos. Mas, na verdade, o governo tem uma política macroeconômica, tem metas a cumprir, tem a manutenção do superávit primário. Então essa conta não fecha, perde R$ 40 bilhões de um lado e não entra alguma coisa adicional do outro: não tem jeito, vamos ter que descobrir fontes que dêem sustentabilidade ao setor da saúde", disse Temporão depois de participar de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o surto de dengue no país.

Ao falar com a imprensa, o ministro confirmou a disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar o projeto que regulamenta a Emenda Constitucional 29 - que estipula o percentual mínimo de 10% sobre a arrecadação a ser investido na saúde pelo governo federal, a partir de 2011 - caso a proposta que já passou pelo Senado, seja aprovada também na Câmara.

"Se não forem identificadas as fontes de recurso, com certeza vetará. Essa é uma responsabilidade do Congresso Nacional. O setor saúde precisa de recursos financeiros adicionais, nós todos sabemos, mas evidentemente com a perda dos R$ 40 bilhões da CPMF essa equação não fecha. De um lado saem R$ 40 bilhões, de outro entram R$ 24 [bilhões] a mais [no orçamento] na área de saúde. Nós temos que definir as fontes que vão garantir à saúde esses recursos que eu considero indispensáveis."

Os R$ 24 bilhões citados pelo ministro dizem respeito à estimativa de aumento de gastos federais com a saúde caso o projeto que regulamenta a Emenda 29 seja aprovado.

Fonte : Agência Brasil



As inscrições para bolsas do programa Pesquisador Visitante da Fiocruz estão abertas até o dia 30 de maio. A iniciativa, da vice presidência de Pesquisa e Desenvolvimento Tenológico, através da coordenação de Recursos Humanos em Pesquisa, oferece 55 vagas para pesquisadores doutores em diversas áreas.


Confira o edital:http://www.fiocruz.br/media/edital20008.pdf


Inscrições neste sítio: http://www.pv.fiocruz.br/
Informações: programapvisitante@fiocruz.br

Fonte : Agência Fiocruz de Notícias



A Prefeitura de Campos de Jordão (SP) abriu concurso para seis vagas e formação de cadastro reserva nos cargos de dentista, enfermeiro, engenheiro sanitarista, farmacêutico, médico sanitarista e médico veterinário, todos de nível superior. Os salários vão de R$ 500,00 a R$ 2.511,35


Veja aqui o edital: http://www.mouramelo.com.br/iframe.php?file=concursos/pm_camposdojordao/concurso022008/edital022008.htm


As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de maio no site www.mouramelo.com.br. A taxa é de R$ 55,00.


A prova objetiva está prevista para o dia 1º de junho. As informações referentes à realização das provas serão divulgadas no site www.mouramelo.com.br, no jornal local e no mural da prefeitura, no mínimo cinco dias antes das provas.

Fonte : G1


Brasília - O Brasil só poderá reduzir em 75% a mortalidade materna até 2015, como prevê a Organização das Nações Unidas (ONU) nos Objetivos do Milênio, caso enfrente o problema em todas as suas dimensões, inclusive as relacionadas ao direito sexual e reprodutivo. A opinião é de Télia Negrão, secretária-executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos.

Segundo ela, houve avanços significativos no país desde a criação, em 2004, do Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, que envolve governos e sociedade civil. Entre esses avanços ela citou a criação de mecanismos para prevenção, como os Comitês de Mortes Maternas, as políticas de humanização do parto e a obtenção de dados mais precisos sobre as causas dos óbitos maternos.

Para a secretária-executiva, no entanto, só haverá esultados mais significativos quando outros aspectos do problema forem enfrentados. "Se não for adotada uma política muito séria de educação sexual, planejamento familiar, melhoria do atendimento durante a gestação, parto e puerpério [pós-parto], e de legalização do aborto, não conseguiremos, reduzir as mortes maternas no Brasil e atingir as Metas do Milênio. A esse conjunto de medidas se agrega também o enfrentamento da feminização da aids [aumento da contaminação de mulheres pelo HIV] da violência contra as mulheres" avaliou.

Adson França, coordenador de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde e do Pacto, também reconhece a dificuldade de alcançar a redução da mortalidade materna nos níveis propostos pela ONU.

"É uma meta muito audaciosa para a maioria absoluta dos países porque envolve vários fatores: o aumento da escolaridade e do empoderamento da mulher; a melhoria das condições de saúde, da atenção ao parto e ao nascimento; a qualificação de profissionais; a legislação relacionada a complicações no contexto da violência contra a mulher".

A redução de 75% prevista pela organização internacional tem como base a taxa de mortalidade materna nos países em 1990, que no caso do Brasil era de 64 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos.

Hoje, a taxa no país, levantada a partir de dados de 2005, está em pouco mais de 53 óbitos. O número é 2,1% maior do que registrado em 2000 quando as metas da ONU foram lançadas, mas segundo o coordenador, o aumento reflete a melhoria na notificação de óbitos maternos que antes estavam subestimados.

Ele aponta, dados positivos que "seguramente" estão contribuindo para reduzir as mortes maternas, como por exemplo, o a ampliação da cobertura dos exames pré-natal no país, que passou passou de 22% das gestantes em 1990, para 76% em 2005.

"Estamos otimistas. Vamos reduzir bastante a mortalidade materna até o ano de 2015. Estamos buscando isso de forma persistente e se não chegarmos lá vamos ter a consciência tranqüila de que estamos no caminho, envolvendo gestores e sociedade civil. Se nós tivermos recursos financeiros e gestores mais comprometidos podemos sonhar pelo menos em chegar perto "afirmou.

França cita a experiência de Fortaleza, onde além de ser ampliado, o pré-natal passou a ser articulado com o atendimento durante e depois do parto. Segundo ele, em quatro anos a medida fez cair, de 70 para 40, o número de óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos na capital cearense. "A mulher tem que fazer o pré-natal e saber onde vai parir. Não pode ficar peregrinando atrás de um leito", destacou.

O técnico do Ministério salientou, no entanto, que também é preciso aumentar a qualidade do pré-natal no país, pois em muitos lugares a consulta não avalia aspectos necessários para garantir a segurança da gestante e do bebê e nem sempre consegue oferecer exames importantes. Segundo ele, um resultado de VDRL, exame que possibilita diagnosticar a sífilis, às vezes demora até dois meses para ser disponibilizado e das 4500 maternidades brasileiras só 1200 fazem o exame que detecta o vírus da aids.

Além disso, França apontou a ainda a necessidade de qualificar os profissionais que vão atender as mulheres na hora do parto."Ela precisa chegar nesse local e ter profissionais qualificados em urgências e emergências obstétricas e neonatais para dar continuidade ao processo. Porque se ela faz um bom pré-natal e não tem profissionais qualificados durante o parto o risco de morrer persiste".

A má qualidade no atendimento de saúde antes, durante e depois do parto é responsável pelas quatro maiores causas da mortalidade materna no país - hipertensão na gestação, hemorragias, infecções pós-parto e complicações em decorrência de aborto. A avaliação é da secretária-executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Télia Negrão.

"Um pré-natal não feito ou mal realizado; o atendimento inadequado na hora do parto, quando muitas vezes a mulher perambula de hospital em hospital para conseguir uma internação, dando à luz fora do serviço de saúde ou tendo descolamento de placenta por estresse; a má qualidade do atendimento, isso agrava a sua condição de saúde da mulher, levando ao óbito", afirmou, lembrando que cerca de duas mil mulheres são vítimas de mortalidade materna por ano no Brasil.

Além da falta de leitos, Télia apontou o despreparo dos profissionais para atender adequadamente às gestantes na hora do parto.

"Profissionais despreparados não conseguem enxergar que a mulher está em sofrimento, ou então, no caso daquelas que provocaram aborto e chegam aos hospitais, ao invés de serem acolhidas, muitas vezes são punidas com o sofrimento, já que o aborto é crime" disse.

Segundo a ativista, a má qualidade do atendimento também contribui para as infecções no pós-parto, já que muitas vezes não são detectadas a tempo de serem tratadas. Ela salientou que, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 96% das mortes maternas são preveníveis e evitáveis.

"Na medida em que a gestação é uma vivência da sexualidade e não uma doença e que 96% das mortes maternas poderiam ser evitadas, é inexplicável que no Brasil mais de duas mil mulheres morram por razões ligadas à maternidade".

Para ela, os números demonstram, além da má qualidade do atendimento de saúde, graves problemas de planejamento familiar. "Muitas das gestações sequer foram desejadas ou planejadas levando as mulheres a abortar e a morrer".

Télia destacou que, apesar da tendência de estabilidade nos indicadores de mortalidade materna no país (52,36 mortes por 100 mil nascidos vivos em 2000 e 53,34 em 2005) o quadro pode ser alterado para pior com a feminização da aids.

De acordo com ela, o aumento do número de casos da doença faz com a aids já seja a segunda causa de morte entre as mulheres no Brasil, perdendo apenas para as doenças circulatórias.

"Se uma doença como essa não encontra uma barreira, políticas fortes bem direcionadas, principalmente à mulheres em situação maior de vulnerabilidade, é bem possível que a Aids passe a constituir uma razão muito forte de mortalidade materna no Brasil". Telia apontou destacou ainda a violência contra a mulher como responsável por um grande número de mortes maternas.

Fonte : Agência Brasil

 


A prefeitura de Itabuna, cidade situada a 416 km de Salvador, encerra na próxima sexta-feira as inscrições para o concurso público destinado à contratação de 994 profissionais, distribuídos em cargos para todos os níveis de escolaridade. Do total das vagas ofertadas, 498 são para candidatos com nível fundamental incompleto. Segundo o edital, as remunerações chegam a R

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,6 mil para jornadas de trabalho de 20 horas ou 40 horas semanais, a depender do posto concorrido. As inscrições devem ser efetuadas através do site www.faufconcursos.com.br ou pessoalmente na Casa do Educador, localizada na Avenida Ilhéus, s/n, centro de Itabuna, no horário das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Na inscrição presencial, é preciso que o candidato apresente documento de identidade, CPF, ficha de inscrição (disponível no site) preenchida e assinada e comprovante de pagamento do boleto bancário. O valor da taxa de inscrição é de R para os cargos de nível fundamental incompleto, R ou R (motorista) para fundamental completo, R ou R para médio e R0 para superior. O pagamento da taxa, para inscrições efetivadas via internet, deverá ser feito até o próximo dia 19 de maio, no horário de atendimento das agências bancárias.

Dentre os cargos oferecidos na sede do município, o destaque é para a função de agente de serviços gerais, que está ofertando 344 vagas. Para se candidatar a este posto é necessário que o candidato possua o ensino fundamental incompleto e conhecimentos específicos à atividade, com remuneração inicial de R5 e carga horária de 40 horas semanais.

Existem oportunidades ainda para policial administrativo (84),  assistente de infra-estrutura (5 vagas), assistente de saúde pública (11), agente de trânsito (14), técnico em informática (4), médico auditor (6), gastroenterologista (2), médico socorrista (7), agente de fiscalização (13), psicólogo (2) e motorista (50).

O processo seletivo será composto de provas objetivas e prática de títulos, a depender da função escolhida. A primeira etapa, que será aplicada para todos os inscritos, será realizada no dia 1º de junho, em locais e horários a serem divulgados.  (GA).

 

Vagas: 994
Salários: De R5 a R

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,6 mil
Inscrições: até 16 de maio, no site www.faufconcursos.com.br, ou pessoalmente na Casa do Educador (Avenida Ilhéus, s/n, centro de Itabuna, das 8h às 12h e das 13h às 17h)
Taxa de inscrição: entre R e R0
Provas: 1º de junho

 

Fonte : Bazar





Rio de Janeiro - As condições de atendimento do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tiveram pequena melhora. Os exames mais simples, como o de sangue, não devem mais parar nos próximos dias, como chegou a ser anunciado no início da semana, mas os transplantes continuam suspensos.

Quarta-feira (14), ficou acertado que a unidade receberá reforço R$ 800 mil por mês do Sistema Único de Saúde (SUS) - equivalentes a 15% no teto das verbas do SUS para o pagamento de serviços oferecidos pelo hospital - para superar a escassez de recursos que ameça paralisar as atividades do hospital. Segundo o diretor da unidade, Alexandre Pinto Cardoso,. os problemas da unidade são crônicos e são provocados pela falta de recursos a todos os hospitais universitários.

Na avaliação do diretor, existe uma disparidade entre os repasses para os hospitais universitários e outras unidades da rede pública de saúde. Segundo ele, enquanto o Clementino Fraga Filho, com 470 leitos, recebe R$ 52 milhões por ano do SUS, o Hospital dos Servidores do Estado do Rio tem 300 leitos e recebe R$ 123 milhões anuais.

Apesar da verba extra, serviços, como os transplantes, continuarão suspensos. Alexandre Pinto Cardoso disse que é necessário mais verbas para as atividades diferenciadas do hospital: "É necessário que sejamos amparados pelo MEC para fazer frente às inúmeras atividades além da atenção à saúde, mantendo o cuidado e a qualidade. Também fazemos ensino, pesquisa e extensão e essa diferenciação precisa ser reconhecida".

A diretoria do hospital propôs ao Ministério da Educação, responsável pelos hospitais universitários, que assuma a folha de pagamentos dos funcionários terceirizados, um total de R$ 1,3 milhão por mês.

 Fonte: Agência Brasil



Rio de Janeiro - Cerca de 800 estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maioria médicos residentes do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, fizeram uma manifestação na sexta-feira (16) para protestar contra a situação da unidade de saúde.

Na semana passada, por falta de verbas, o hospital universitário suspendeu cirurgias, transplantes e marcação de consultas, reduzindo o volume de atendimento em cerca de 20%.

No protesto de hoje, os alunos fecharam um trecho da Linha Vermelha, via expressa que liga o centro do Rio à Baixada Fluminense, na altura da Ilha do Fundão, onde fica o hospital. Eles querem melhores condições para voltar a atender a população.

"Queremos atender os pacientes com dignidade. O hospital de ensino responde por 80% dos procedimentos de alta complexidade do estado e falta insumos básicos para que isso ocorra", disse um dos organizadores, Ricardo Farias Júnior.

De acordo com o diretor do hospital, Alexandre Cardoso, a unidade tem uma dívida de R$ 10 milhões com fornecedores e funcionários. Ele espera resolver o problema ao longo da próxima semana com o apoio da três esferas de governo.

"Acreditamos que, com repactuação com os fornecedores por um lado, um plano operacional assinado com o município e com um entendimento com o governo de estado, possamos entre 15 e 20 dias operar normalmente", disse.

Segundo ele, também há expectativa de que o Ministério da Educação assuma o pagamento dos salários de servidores terceirizados que trabalham na unidade.

 Fonte: Agência Brasil



Brasília - O governo vai decidir hoje, durante reunião da coordenação política, uma forma de aumentar a arrecadação para investir na área da saúde, segundo informou o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.

O objetivo é compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a provável aprovação da Emenda à Constituição nº 29, que obriga o governo a investir R$ 20 bilhões em saúde até 2010. O texto já foi aprovado no Senado e deve entrar na pauta da Câmara após o feriado de Corpus Christi, na próxima quinta-feira (22).

"Não tem nada definido, o que estamos fazendo é um levantamento, uma avaliação. Vamos bater o martelo na reunião de segunda", disse Múcio.

O ministro confirmou que o governo estuda criar um novo imposto sobre movimentações financeiras, com alíquota de 0,08%, e elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado da indústria do cigarro.

A providência para aumentar a arrecadação começou a tomar forma na quarta-feira (14), quando a bancada do PMDB comunicou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que vai votar a favor da Emenda 29, pois seria inviável rejeitar um texto aprovado pelo Senado.

No dia seguinte, Múcio e Mantega reuniram-se com o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Chegaram à conclusão de que, aprovada a Emenda 29, o governo não terá como cumprir as obrigações na área de saúde sem uma nova fonte de receita.

 Fonte: Agência Brasil




Brasília - A prefeitura de Belém e a Secretaria de Saúde do Pará têm até o final da próxima semana para resolver os problemas encontrados pelo Ministério Público Federal no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital paraense.

Em fiscalização realizada no fim do ano passado pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, foram constatados problemas relacionados à estrutura física do Samu e à disponibilidade de ambulâncias e de equipamentos básicos de atendimento médico. A prefeitura, no entanto, só foi notificada no último dia 9.

"Foi constatada total falta de estrutura, instalação inadequada, condições precárias e carência de servidores para realizar os atendimentos. Em relação às ambulâncias, além de o número delas ser insuficiente, a gente verificou a ausência de vários equipamentos nas unidades de atendimento básico e avançada", afirmou o procurador Daniel Avelino.

De acordo com o procurador, o Samu de Belém opera com dez ambulâncias, porém nem todas estão disponíveis diariamente por problemas de manutenção. "Tem plantão que costuma ficar só três ou quatro funcionando", ressaltou.

A diretora do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Regina Maroja, afirma que, em no máximo 20 dias, o Samu ganhará o reforço de nove ambulâncias. Os veículos permaneceram um ano parados para revisão.

Segundo Maroja, a prefeitura está apenas aguardando a chegada de pessoal para fazer a avaliação do seguro para que possam ser finalmente utilizadas. "Devemos funcionar, pelos parâmetros do ministério da Saúde, com 16 ambulâncias de suporte básico e três unidades de suporte avançada.  Mas estamos reivindicando a ampliação da frota por causa da dificuldade do tráfego em Belém", disse a diretora.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, mais de 4,3 mil pessoas são atendidas por mês pelo Samu em Belém. O órgão também informou que todos os recursos de 2007 destinados à manutenção do Samu já foram repassados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública. A prefeitura alega que os atrasos no repasse dos recursos são recorrentes.

Fonte : Agência Brasil

 




A Aeronáutica está com editais abertos para concursos de admissão de oficiais em várias especialidades nas áreas de engenharia, medicina, odontologia e farmácia. São 160 vagas a serem distribuídas em diversos cargos e para várias cidades do Brasil. As inscrições vão de 10h de 26 de maio até às 15h do dia 20 de junho no site www.consulplan.net e as provas escritas estão previstas para o dia 24 de agosto em várias localidades.

Para a área de saúde há 124 vagas para médicos nas especialidades de anestesiologia, anatomia patológica, cardiologia, cirurgia geral, clínica médica, cirurgia pediátrica, cirurgia plástica, cirurgia vascular-periférica, dermatologia, gastroenterologia, geriatria, ginecologia e obstetrícia, infectologia, medicina intensiva, nefrologia, neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ortopedia, pediatria, psiquiatria, radiologia, reumatologia e urologia; 15 vagas para odontólogos nas especialidades de cirurgia e traumatologia buço-maxilo-facial, endodontia, imaginologia dento-maxilo-facial, ortodontia, periodontia e prótese dental; e 6 vagas para farmacêuticos nas especialidades de farmácia bioquímica, farmácia hospitalar e farmácia industrial.

As vagas na área de saúde são destinadas às localidades de Anápolis (GO), Ancântara (MA), Barbacena (MG), Belém (PA), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Canoas (RS), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Guaratinguetá (SP), Lagoa Santa (MG), Manaus (AM), Natal (RN), Pirassununga (SP), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Maria (RS), São José dos Campos (SP) e São Paulo (SP). As provas objetivas na área de saúde vão ser realizadas nas cidades de Belém (PA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Canoas (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Manaus (AM).

Fonte : G1