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SÃO PAULO - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou ontem que será implantado em outubro um novo sistema de ressarcimento das operadoras de planos de saúde ao SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo ele, totalmente informatizado, o novo sistema permitirá agilizar o processo no caso de pacientes de planos privados que usem serviços hospitalares da rede pública. A expectativa, de acordo com Temporão, é que seja possível dobrar o volume de recursos ressarcidos atualmente ao governo federal, chegando a R0 milhões por ano.

"A ANS (Agência Nacional de Saúde) vai fazer trimestralmente avaliações que chequem a veracidade das informações, da mesma maneira que a Receita Federal faz quando qualquer cidadão faz sua declaração de Imposto de Renda. Isso vai agilizar muito o processo, eliminar a burocracia. E vamos sair da situação atual em que o processo de ressarcimento fica muito aquém do que seria razoável", afirmou o ministro.

Segundo ele, o sistema incluirá inicialmente os serviços de internação, cirurgias, transplantes e procedimentos de alta complexidade. Na segunda etapa, será ampliado para consulta ambulatorial, emergência urgência. Temporão acredita que essa modificação é um importante passo para a criação do Sistema Nacional de Saúde, integrando os sistemas público e privado da saúde. Para ele, este é um dos principais desafios do setor.

"São duas redes que usam, na maior parte das vezes, a mesma estrutura de internação e tratamento, em que há uma potencialidade de aproximação programática bastante significativa. Nesses dez anos, muito se avançou no segmento da saúde suplementar, que hoje engloba dez milhões de brasileiros, mas ainda há muito a se avançar", disse o ministro.

Fonte : Correio da Bahia




Brasília - A regulamentação da Emenda Constitucional 29, que prevê o repasse de mais recursos para a saúde, com a votação do projeto de lei do Senado e a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), é o principal assunto da Câmara dos Deputados nesta semana. A discussão e votação da matéria está prevista para terça-feira (3). A oposição e o governo convergem na necessidade de aumentar os recursos para a saúde.

A oposição, no entanto, não aceita a criação de nova contribuição (CSS) para financiar a saúde e justifica que há excesso de arrecadação e, portanto, não é necessária a criação de uma nova contribuição. Já os aliados do governo afirmam que querem a regulamentação da Emenda 29, mas que para isso é necessário ter fonte de financiamento com a aprovação da CSS junto com o projeto que regulamenta a Emenda 29.

Na semana passada, a oposição entrou em obstrução para impedir a votação da proposta, o que levou os aliados do governo a adiar a votação. A oposição promete continuar obstruindo os trabalhos, para impedir a aprovação da CSS. Para aprovar o projeto, o governo precisa de 257 votos favoráveis. Os partidos que compõem a base aliada somam mais de 350 votos.


Antes de começarem a discussão da regulamentação da Emenda 29, os deputados terão que votar a Medida Provisória 424, que abre crédito extraordinário de R$ 1,8 bilhão para diversos órgãos do Poder Executivo. A MP está trancando a pauta e nenhuma outra matéria poderá ser votada antes dela. A obstrução da oposição vai começar na votação da MP, para tentar impedir que se chegue à votação da regulamentação da Emenda 29.

Na pauta da Câmara também está a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC), que altera o rito de edição e de tramitação das medidas provisórias. Há polêmica também nessa matéria, porque a oposição não aceita que o governo edite MP para abertura de crédito extraordinário. Os governistas têm posição contrária.

 

Fonte : Agencia Brasil




Brasília - O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, afirmou ontem (29) que as pesquisas com células-tronco embrionárias já são submetidas a um comitê de ética, conforme foi sugerido por ministros que foram vencidos na votação do julgamento das normas da Lei de Biossegurança, no Supremo Tribunal Federal (STF).

"A recomendação é correta e esse órgão já existe. Há uma resolução do Conselho Nacional de Saúde e todas as pesquisas em andamento são pré-aprovadas por um comitê de ética das instituições. Depois da pré-provação, ela é submetida ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa, (Conep), vinculado ao Ministério da Saúde. Elas só são autorizadas em definitivo, inclusive o financiamento, por esse órgão central", ressaltou Toffoli.

O advogado-geral da União explicou que as manifestações dos ministros foram motivadas pelo fato da existência do comitê não estar prevista expressamente na Lei de Biossegurança. "Mas, evidentemente, continuará esse órgão a existir e atuar na fiscalização das pesquisas. Ele tem, inclusive, poder de interromper ou suspender as pesquisas que no seu curso afrontarem parte da lei ou das normas éticas", garantiu o representante da AGU. "No Brasil não se faz pesquisa aleatoriamente", assinalou.

Apesar de, em tese, o Executivo poder eliminar o Conep, Toffoli ressalvou que, ao menos "no atual governo, o órgão continuará funcionando". Uma garantia em lei da existência permanente do órgão terá de ser discutida no Congresso Nacional.

Fonte: Agência Brasil



Brasília - Todas as unidades do Ministério da Saúde, inclusive as sedes estaduais, já estão recebendo a sinalização padronizada indicando ambientes livres de tabaco. O modelo não é de uso obrigatório para os demais ambientes públicos coletivos, entretanto pode ser utilizado livremente.

O Ministério da Saúde, por meio Instituto Nacional do Câncer (Inca), criou a sinalização padrão para suas unidades para melhorar a visualização e atender empresas e órgãos públicos que pedem sugestões de sinalização.

Segundo a técnica da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Vera Colombo, não existe nenhuma legislação que obrigue os estados a terem uma padronização nacional para indicar ambientes livres de tabaco. Segundo ela, cada um cria sua sinalização de acordo com a linguagem regional.

"A proposta de promover um ambiente 100% livre do tabaco é uma iniciativa do Ministério da Saúde, e o Inca como um orgão do ministério também tem essa proposta, pois se alinha à toda diretriz da Convenção Quadro", explicou Vera Colombo.

Fonte : Agencia Brasil



Brasília - Gestores de saúde de vários estados e técnicos do Ministério da Saúde, coordenados pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), estão dispostos a criar um sistema nacional capaz de apoiar a implantação de reformas na gestão de hospitais públicos do país para melhorar os serviços prestados à população.

A idéia é adaptar à realidade brasileira uma estratégia utilizada com sucesso para fazer a reforma hospitalar francesa, que vem ocorrendo desde os anos 90.

A proposta foi o principal resultado do Seminário sobre Estratégias e Sistemas de Monitoramento e Apoio às Reformas Hospitalares, encerrado hoje (3) em Brasília. Durante o evento, foram apresentadas experiências de países europeus e latino-americanos para melhorar a gestão de seus hospitais públicos.

De acordo como coordenador do Programa de Gestão Hospitalar da ENSP, Pedro Barbosa, um grupo de técnicos foi formado hoje para elaborar o projeto de criação do que seria um Centro de Monitoramento e Apoio à Reformas Hospitalares no Brasil.

Como na França, o centro teria a função de disseminar técnicas e conhecimentos para a modernização de hospitais públicos, disponibilizando especialistas, consultores da área pública, que iriam aos hospitais ajudar a melhorar o funcionamento de seus setores críticos.

"Há especialistas que podem perfeitamente apoiar os hospitais que queiram se modernizar, indo lá e ajudando a organizar um centro cirúrgico, emergência, os serviços de ambulatório, de radioterapia, de tal modo que a gente vá provocando melhorias, inclusive pequenas, mas que causam muito impacto", explicou.

Segundo o pesquisador, a falta de financiamento é também um dos problemas dos hospitais, mas torna ainda mais urgente a necessidade de modernização da gestão.

"O modelo hospitalar público brasileiro é o mesmo de 40 anos. Nós estamos há décadas achando que os hospitais podem continuar iguais. Enquanto várias organizações, como as indústrias, foram se modernizando, nos hospitais fizemos pouca coisa. Ao longo desse período formamos médicos, mas não formamos profissionais de gestão", lamentou Barbosa.

Para ele, os problemas enfrentados pelos hospitais públicos são impostos pela falta autonomia na gestão, já que burocracia e centralização "engessam" orçamento, impedem a contratação de profissionais e tiram a flexibilidade necessária para a busca de soluções criativas e eficazes.

"Há uma baixa autonomia do hospital. Os dirigentes não têm poder para tomar decisões porque dependem do secretário de Saúde, do secretário de Administração, do ministério, de um orçamento engessado que mesmo quando é adequado não está disponível com fluxo regular", afirmou.

Entre as incoerências que ocorrem pela falta de autonomia, Barbosa citou casos em que sobram recursos para compra de equipamentos e falta dinheiro para comprar medicamentos, mas o administrador não pode direcionar as verbas para atender o que é necessário.

Para ele, o atual modelo de administração hospitalar pública é incompatível com as situações diárias de prestação de serviço "na ponta".

"Os hospitais são as organizações mais complexas de se administrar na sociedade, não só por lidar com a vida humana e necessariamente com a velocidade, mas também com tecnologias, equipamentos, medicamentos e profissionais cada vez mais diversos. É um conjunto de recursos que tem que ser adequadamente operacionalizados e agilizados."

Barbosa destacou mudanças positivas adotadas em alguns estados, como em São Paulo, onde há 10 anos os hospitais foi foram assumidos por organizações sociais ligadas a entidades filantrópicas e universidades, e no Rio de Janeiro, onde estão sendo criadas fundações estatais para administrar unidades hospitalares.

Para ele, as fundações públicas são instrumentos eficientes para dar autonomia e eficiência aos hospitais sem retirar do Estado sua responsabilidade pela prestação do serviço.

Segundo o pesquisador, todos países estão buscando novos modelos de gestão para tornar mais eficientes seus sistemas, a fim de multiplicar os recursos, como foi mostrado no encontro encerrado hoje. Na França, desde 1991, os hospitais públicos passaram a ser administrados por empresas estatais sociais de saúde, com autonomia e profissionalização para cumprir metas e resultados definidos. No Chile, a partir de 2004, foi introduzida a auto-gestão dos hospitais públicos.


A atuação do grupo de trabalho formado hoje para criação do Centro de Monitoramento e Apoio à Reformas Hospitalares vai começar pelo fortalecimento da cooperação com o órgão nacional de saúde da França e deve incluir uma viagem ao país europeu no segundo semestre deste ano.

Fonte : Agencia Brasil



Brasília - A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara se reúne na tarde de hoje (4) para discutir o abuso nos reajustes de preços dos medicamentos. Um dos principais assuntos em pauta é a informação de que o Brasil integrará um banco de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Ação Internacional para a Saúde (AIS), que compara e avalia a evolução dos preços de medicamentos nos países em desenvolvimento.

Serão traçados os perfis de preços de 30 medicamentos listados pela OMS e pela AIS e de mais 13 que fazem parte de programas do Ministério da Saúde.

O encontro está marcado para as 14h, no Plenário 8 e foram convidados, entre outras autoridades do setor, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello, o presidente do Conselho de Administração de Defesa do Consumidor (Cade) Elisabeth Mercier Farina e o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos.

Fonte : Agencia Brasil




Brasília - A falta de recursos tanto para custeio quanto para investimento nos hospitais universitários e de ensino é recorrente em todo o Brasil. É o que afirma o diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também conhecido como Hospital do Fundão, Alexandre Pinto Cardoso.

"Todos os hospitais universitários estão neste momento subfinanciados, em maior ou menor escala; num hospital como o nosso, que é de alta complexidade, onde os custos certamente são dos mais elevados, uma vez que nós estamos sem reajuste do Ministério da Saúde há quase quatro anos, os insumos são cada vez menos suficientes para fazer aquilo tudo que nós fazemos", diz.


Com o objetivo de manter a qualidade dos serviços, "que sempre caracterizou os hospitais do MEC [Ministério da Educação]", Cardoso conta que os serviços de alta complexidade estão suspensos por falta dos insumos necessários.


A expectativa do diretor é que a situação se normalize em breve, por conta do que foi prometido pelas secretarias de Saúde tanto do estado quanto do município e  o Ministério da Educação, onde Cardoso teve uma reunião nessa terça-feira (3).

"Primeiro, o apoio importante que conseguimos com a Secretaria de Estado de Saúde, agora acabamos de nos reunir com a professora Ieda Diniz, no Ministério da Educação, que também sinalizou com possibilidades importantes de ajuda no nosso custeio, de modo que esses dois aspectos conjugados são bastante animadores", afirma.

O MEC confirmou a reunião, porém disse, por meio da assessoria, que a demanda de Cardoso ainda vai ser analisada e que não foi prometido nenhum repasse de verba, inclusive porque esse é um pedido recorrente de diversos hospitais universitários em todo o país.


De acordo com Alexandre Cardoso, o Hospital do Fundão entrou no Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários e de Ensino, iniciado pelo governo federal há três anos. No entanto, o diretor ressalta que as medidas adotadas na época não trouxeram mudanças definitivas para melhorar as condições da unidade no longo prazo.

"Embora as medidas sejam importantes, ela não são capazes de reestruturar completamente; acredita-se que uma vez sendo feitas, essas medidas resolvem a situação, não é bem assim, é preciso que a gente tenha permanentemente uma atenção diferenciada em relação ao custeio, à reestruturação, à depreciação de equipamentos, porque o hospital é um ser vivo", diz o diretor.


Ele acrescenta que um hospital universitário "não pode ser financiado como se fosse um hospital qualquer", pois tem as atividades de ensino e sempre abre novas frentes de pesquisa, além de manter os procedimentos de alta complexidade, como transplantes.

 

Fonte : Agencia Brasil



A Secretaria Estadual de Saúde do Espírito Santo abriu nesta segunda-feira (9) as inscrições para 285 vagas destinadas a profissionais formados em medicina. Os salários variam de R$ 2.625,00 a R$ 5.250,00 (veja aqui o edital).

As inscrições devem ser feitas no site www.cespe.unb.br/concursos/sesa2008, até 1º de julho. A taxa cobrada é de R$ 80,00 e deverá ser paga até o dia 2 de julho. Os inscritos devem saber os locais em que vão realizar a prova nas datas prováveis de 23 ou 24 de julho.

As vagas estão distribuídas nas seguintes especialidades: alergista, anestesiologista, cardiologia, cirurgia cabeça e pescoço, cirurgia cardíaca, cirurgia geral, cirurgia crânio-maxilo-facial, cirurgia geral, cirurgia plástica, cirurgia torácica, clínica geral, de família e comunidade, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, ginecologia e obstetrícia, geriatria, hematologia e hemoterapia adulto, infectologia, intensivista, medicina do trabalho, medicina intensivista neonatal, nefrologia, neurocirurgia, neurocirurgia pediátrica, neurologia, neuropediatria, nutrologia, oftalmologia, ortopedia e traumatologia, otorrinolaringologia, patologia clínica, pediatria, pneumologia, proctologia, psiquiatria, reumatologia, socorrista, urologia, médico auditor, médico regulador e médico supervisor.

A aplicação das provas objetivas será no dia 3 de agosto, com duração de 3 horas e 30 minutos, no turno da manhã. Os aprovados nessa fase, passarão por avaliação de títulos, que terá caráter classificatório.

Outras informações no site www.cespe.unb.br/concursos/sesa2008 ou na
Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 9h às 19h -
Campus Universitário Darcy Ribeiro, Instituto Central de Ciências (ICC), ala norte,
mezanino, telefone (61) 3448 0100.

Fonte : G1

 

O juramento de Hipócrates

13:16 @ 12/06/2008



O exercício da medicina por mais de 30 anos me concede a liberdade de aconselhar os médicos mais jovens, mesmo consciente da péssima reputação de que os conselhos gratuitos gozam. É que o passar dos anos desperta nos mais velhos o desejo compulsivo de recomendar aos que ensaiam os primeiros passos que sejam mais espertos e evitem os erros que a ingenuidade nos fez cometer.

 

Está na hora de acabar com o ritual do juramento de Hipócrates nas cerimônias de formatura. Para que manter essa tradição? Os advogados, por acaso, juram que defenderão a justiça? Engenheiros e arquitetos precisam jurar construir casas que não caiam?

 

O juramento de Hipócrates está tão antiquado que soa ridículo ouvir jovens recém-formados repetirem-no feito papagaios. Que me desculpem os tradicionalistas, mas faz sentido jurar por Apolo, Asclépios, Higéia e Panacéia não fazer sexo com escravos quando entramos na casa de nossos pacientes? Ou não usar o bisturi, mesmo em casos de cálculos nos rins? Ou prometer ensinar nossa profissão gratuitamente aos filhos de nossos professores, como Hipócrates preconizava? Por que não estender esse privilégio a todos os que estiverem dispostos a estudar? Existe visão mais corporativista?

 

Embora o juramento contenha intenções filosóficas louváveis a respeito da ética no relacionamento com as pessoas que nos procuram em momentos de fragilidade física e psicológica, convenhamos que a visão social do pai da medicina deixava muito a desejar. Ele era médico dos cidadãos gregos e da aristocracia da vizinhança atraída por sua fama merecida; se alimentava alguma simpatia pelo contingente de escravos que constituía a maior parte da população da Grécia naquele tempo, soube disfarçá-la em seus escritos.

 

Sem desmerecer o valor científico de Hipócrates, observador de raro talento, que fugiu das explicações religiosas e sobrenaturais, deixou descrições precisas de enfermidades desconhecidas na época e abriu caminho para a medicina baseada em evidências, repetir o juramento escrito por ele sem fazer menção ao papel do médico na preservação da saúde e na prevenção de doenças na comunidade é fazer vistas grossas à responsabilidade social inerente à profissão.

 

Por outro lado, aos olhos da sociedade, a mera existência de um juramento solene dá a impressão de que somos sacerdotes e de que devemos dedicação total aos que nos procuram, sem manifestarmos preocupação com aspectos materiais como as condições de trabalho ou a remuneração pelos serviços prestados, para a felicidade de tantos empresários gananciosos.

 

Por causa desse pretenso sacerdócio, os médicos se submetem ao absurdo medieval dos plantões de 24 horas, seguidos por mais 12 horas de trabalho continuado no dia seguinte, em claro desprezo à própria saúde e colocando em risco a dos doentes atendidos nesses momentos de cansaço extremo. Outros podem passar por isso uma vez ou outra, mas nunca sistematicamente, todas as semanas, contrariando o mais elementar dos direitos trabalhistas: o de dormir.

 

O que faz da medicina uma profissão respeitável não são as noites em claro nem o conteúdo do que juramos uma vez na vida, muito menos a aparência sacerdotal, mas o compromisso diário com os doentes que nos procuram e com a promoção de medidas para melhorar a saúde das comunidades em que atuamos.

 

Para cumprir o que a sociedade espera de nós, é preciso lutar por salários dignos, porque hoje é humanamente impossível ser bom médico sem assinar revistas especializadas, ter acesso à internet, freqüentar congressos e estar alfabetizado em inglês, língua oficial das

publicações científicas. Num campo em que novos conhecimentos são produzidos em velocidade vertiginosa, os esforços para acompanhá-los devem fazer parte de um projeto permanente. Medicina não é profissão para aqueles que têm preguiça de estudar.

 

Apesar de absolutamente necessário, o domínio da técnica não basta. O exercício da medicina envolve a arte de ouvir as pessoas, de observá-las, de examiná-las, interpretar-lhes as palavras e de discutir com elas as opções mais adequadas. O tempo dos que impunham suas condutas sem dar explicações, em receituários cheios de garranchos, já passou e não voltará.

 

Talvez a aquisição mais importante da maturidade profissional seja a consciência de que a falta de tempo não serve de desculpa para deixarmos de escutar a história que os doentes contam. De fato, muitos deles se perdem com informações irrelevantes, embaralham queixas, sintomas e, se lhes perguntamos quando surgiu a dor nas costas,

respondem que foi no casamento da sobrinha. Nesses casos, o médico competente é capaz de assumir com delicadeza o comando do interrogatório de forma a torná-lo objetivo e exeqüível num tempo razoável.

 

Nessa área, sim, temos muito a aprender com os velhos mestres. Hipócrates acreditava que a arte da medicina está em observar. Dizia que a fama de um médico depende mais de sua capacidade de fazer prognósticos do que de fazer diagnósticos. Queria ensinar que ao paciente interessa mais saber o que lhe acontecerá nos dias seguintes do que o nome de sua doença. Explicar claramente a natureza da enfermidade e como agir para enfrentá-la alivia a angústia de estar doente e aumenta a probabilidade de adesão ao tratamento.

 

Muitos procuram nossa profissão imbuídos do desejo altruístico de salvar vidas. Nesse caso, encontrariam mais realização no Corpo de Bombeiros, porque a lista de doenças para as quais não existe cura é interminável. Curar é finalidade secundária da medicina, se tanto; o objetivo fundamental de nossa profissão é aliviar o sofrimento humano.



O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, voltou a defender nesta terça-feira (17) que o Congresso aprove a regulamentação da Emenda 29 e a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). O ministro descartou a possibilidade de os recursos provenientes do novo imposto serem desviados para outras áreas, como ocorreu com a CPMF.

"A grande mudança está no texto do projeto: os recursos serão destinados, exclusivamente, ao Fundo Nacional de Saúde para serem investidos na implementação da política de saúde. Essa é a garantia legal, que não existia em relação à CPMF", disse o ministro.

Temporão disse também que a regulamentação da emenda é importante porque vai definir com clareza o que são ações de saúde e qual deve ser o compromisso financeiro da União, dos estados e municípios com o SUS.

"Por causa dessa indefinição, estados e municípios, em suas prestações de contas, continuam incluindo saneamento básico, merenda escolar e limpeza urbana como sendo ações de saúde. Isso faz com que, todos os anos, R$ 5,7 bilhões deixem de ser aplicados em Saúde", afirmou o ministro.

Fonte: Pernambuco.com




Nesta quarta (18), 221 técnicos em Enfermagem tomarão posse na Secretaria Estadual de Saúde. A solenidade será realizada no Atlantic City, às 10h. O concurso, realizado em 2007, tem o intuito de atender às necessidades de técnicos nos hospitais da capital e do interior do estado.

Os profissionais irão trabalhar em hospitais nas cidades de Floriano, Bom Jesus, Campo Maior, Oeiras, Picos, Piripiri, São Raimundo Nonato, Corrente e Teresina. Os aprovados para as vagas da capital, serão distribuídos entre os hospitais Getúlio Vargas, Areolino de Abreu, do Mocambinho, Maternidade Evangelina Rosa, Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella e Hemopi.

Desde a gestão do secretário da Saúde, Assis Carvalho, 1221 profissionais de nível médio, superior e elementar já foram nomeados. Com esse número, já somam 2658 os empossados em concursos públicos realizados pelo Governo do Estado para a Secretaria Estadual de Saúde desde 2003.

Fonte : Data Certa

 

 

 





Alunos de seis faculdades de medicina de Minas Gerais estão no meio de um fogo cruzado, com risco até de receber, ao fim do curso, diploma sem validade no mercado de trabalho. O motivo é a falta de entendimento sobre qual órgão deve realmente autorizar o funcionamento dos cursos. De um lado, está o Conselho Federal de Medicina (CFM), firme na posição de negar registro aos formandos de escolas não reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Do outro, estão as universidades questionadas, que continuam funcionando, sob a alegação de serem credenciadas pelo Conselho Estadual de Educação (CEE).

Esta semana, o CFM divulgou lista com nomes de seis cursos de instituições mineiras particulares criadas nos últimos 10 anos e que ainda funcionam sem autorização do MEC. São a Universidade Vale do Rio Verde (Unincor), de Belo Horizonte; a Faculdade de Medicina de Ipatinga, no Vale do Aço; a Faculdade de Medicina de Caratinga, no Vale do Rio Doce; a Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), câmpus Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Araguari, no Triângulo Mineiro; e o Centro Universitário de Patos de Minas, na Região do Alto Paranaíba.

Os estudantes dessas instituições, cujos cursos contam apenas com o aval do Conselho Estadual de Educação, estão sob a ameaça de receber diplomas sem registro do CFM, o que significa que eles não teriam autorização para atuar como médicos. "Se a faculdade não tem a chancela do MEC, que garante um controle de qualidade, não temos como conceder o registro. Isso é uma medida para resguardar a sociedade, pois estamos falando de um profissional que trabalha em situação limite e que lida diretamente com vidas. Para esses alunos, registrar o diploma só é possível com base em liminar da Justiça", disse o conselheiro do CFM em Minas, Geraldo Guedes.

DISTORÇÃO A polêmica sobre qual órgão deve autorizar e supervisionar os cursos é decorrente de uma brecha na Constituição Mineira. Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação determinou ser competência da União o credenciamento e a avaliação de cursos das instituições de ensino superior, criados por órgãos federais e pela iniciativa privada. No entanto, um artigo da legislação estadual, de 1989, permitia às universidades optarem por permanecer sob a supervisão pedagógica do Conselho Estadual de Educação, ou seja, sem vínculos com o MEC.


Essa distorção, que permitiu a criação de faculdades privadas no sistema estadual de ensino, o que é contrário à LDB, é alvo de ação direta de inconstitucionalidade (Adin), movida pelo Ministério Público Federal e que tramita no Supremo Tribunal Federal.

A decisão do CFM de não conceder o registro aos formandos desses cursos é vista pelo Conselho Estadual de Educação como uma forma de "reserva de mercado". "Não cabe do Conselho Federal de Medicina interferências na educação. Eles têm apenas que fiscalizar a atuação dos profissionais para garantir a qualidade do trabalho. As instituições educacionais que estão sob a nossa supervisão foram criadas por lei estadual ou municipal e não há nenhuma irregularidade nisso. O que eles estão tentando é que apareçam menos candidatos no mercado de trabalho", afirmou o conselheiro-presidente da Câmara de Planos e Legislação do CEE, José Januzzi Reis.

ALUNOS Em Belo Horizonte, alunos da Unincor, responsável pela Faculdade de Medicina Mário Penna, que funciona em prédio anexo ao Hospital Luxemburgo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, não têm medo de obter um diploma sem validade. "Sabemos que a Constituição de Minas dá brecha para a existência do curso e a Justiça sempre é favorável nos casos em que o registro é negado por esse motivo. Mas sofremos um preconceito ridículo fora da faculdade, como se não ter a autorização do MEC prejudicasse nossa formação", disse Alysson de Carvalho, aluno do 6º período e presidente do Diretório Acadêmico de Medicina.

Ludmila Gomes, de 25, aluna do 9º período, defende a estrutura do curso. "Uma vez autorizado pelo Conselho Estadual de Educação, não tem como ser irregular. Além do mais, temos toda a infra-estrutura para uma boa formação. Quando entrei na faculdade, sofri muito preconceito e vi que tinha que batalhar mais que os alunos de outras escolas para ser tratada de igual para igual. Mas mostramos serviço e hoje somos respeitados em congressos e nos estágios que fazemos nos principais hospitais de BH", afirmou.

O gerente do câmpus Unincor em BH, Cássio Fonseca, também defende a qualidade do curso, criado em 2003. "Apenas cumprimos o que está determinado na Constituição Estadual. O nosso curso, apesar de ser autorizado somente pelo CEE, tem reconhecimento do MEC. Prova disso é que vários alunos recebem apoio de programas do governo federal, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)", argumentou.

Fonte : Uai.com.br


O Hospital da Lagoa deve perder 624 funcionários. Eles só podem trabalhar na unidade até o fim deste mês. Muitos já se apresentaram à Secretaria Municipal de Saúde, o que teria provocado problemas no setor cirúrgico.

Segundo enfermeiros que não quiseram gravar entrevista, das 25 cirurgias programadas para esta quarta-feira apenas cinco foram feitas.

Ao todo, a prefeitura do Rio quer a volta de 1.572 profissionais de saúde. Eles trabalham em hospitais que eram do município e foram assumidos pelo Governo Federal, há pouco mais de três anos.

Com a decisão, o Hospital Cardoso Fontes pode ficar com 377 funcionários a menos; e o de Ipanema, com 110 a menos. A Secretaria de Saúde informou que vai fazer um recadastramento e só depois decidirá para onde todos serão transferidos.

A medida não agradou o Conselho Regional de Medicina, que entrou, nesta terça-feira com uma ação civil pública contra a prefeitura. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) quer manter os médicos em seus postos atuais e sugere a abertura de concursos públicos para a rede municipal.

"Acho que vai haver um grande problema nos hospitais federais, porque a maioria desses médicos trabalha em unidades como CTI e CTI pediátrico", destacou Márcia Rosa Araújo, presidente do Cremerj.

No Hospital do Andaraí, 471 médicos e enfermeiros também vão ter que se apresentar à prefeitura. Por enquanto, segundo a direção, o atendimento é normal, mas muitos pacientes estão preocupados.

O filho de dona Acidomar está internado, na unidade, há dois meses. Ela teme que a redução do número de funcionários prejudique o tratamento. "Estou muito preocupada. Deus me livre, isso não pode acontecer", comentou a dona de casa Acidomar dos Santos.

O Ministério da Saúde informou que já vinha substituindo os profissionais da prefeitura desde o início do ano, por isso não vão faltar médicos nos hospitais. Mas, segundo o ministério, a transferência será feita de forma gradativa. Sobre a ação movida pelo Cremerj, a prefeitura disse que só vai se pronunciar depois da decisão da Justiça.

Fonte : RJtv





Especializar mais de 50 mil profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) e qualificar cerca de 100 mil gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) até 2011. Essas são as principais metas da Universidade Aberta do SUS (Unasus), cuja proposta foi lançada nesta quarta-feira (18), pelo Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação (MEC) e com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Por meio de parcerias com universidades, faculdades, associações médicas e secretarias de saúde, o governo quer oferecer cursos a distância, "não só através da internet, mas também por outros meios", explicou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Com os cursos, os profissionais vão receber o título de especialista em saúde da família. "Isso é importante não só porque eu qualifico e permito que esse profissional atenda de maneira mais adequada a população, mas eu ganho esse profissional, à medida em que eu qualifico, para o projeto [PSF], eu dou um retorno ao esforço dele de trabalhar em lugares remotos, com populações pobres", afirmou Temporão.

E completou: "o que nós queremos é que esse profissional perceba no Saúde da Família uma carreira para a sua vida, daí a importância de nós, até no sentido de reter esse profissional, oferecermos conteúdos curriculares, cursos de especialização, atualização".

Além da saúde da família, outros focos são a capacitação dos gestores do SUS e a especialização voltada para a saúde do idoso. "A população brasileira envelhece rapidamente, e nós precisamos ter profissionais qualificados a atender as necessidades específicas dessa parte da população", disse o ministro.

A idéia de oferecer cursos de especialização a distância já não é novidade na área de saúde da família. Algumas instituições, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), já têm programas que utilizam esse método para levar capacitação às equipes do PSF nos estados. No entanto, Temporão destaca que essas iniciativas ainda tem um curto alcance.

"A idéia da Unasus é escala, quando eu falo em especializar 50 mil profissionais do PSF, 100 mil gestores, a escala é o que muda", afirmou. Ele explicou ainda que a iniciativa deve resgatar as experiências que funcionam isoladas e juntá-las em um programa nacional.

Fonte : Pernambuco.com






Rio de Janeiro - A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro vai assinar um termo de cooperação técnica com o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão. Com o acordo, a instituição passa a ser referência em infectologia no estado e volta a realizar procedimentos suspensos por falta de recursos.

O hospital irá receber todo o material de manutenção e parte dos funcionários do Hospital de Infectologia São Sebastião, que será desativado. Em troca, o Hospital Universitário do Fundão irá atender a pacientes com doenças infectocontagiosas em 30 leitos.

No mês de maio o hospital teve que suspender parte das atividades, o que inclui os transplantes de órgãos, por falta de recursos. Segundo o diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Alexandre Cardoso, com os recentes acordos com o Ministério da Educação e com o município do Rio de Janeiro, o Hospital Universitário está retomando progressivamente a rotina de atendimentos.

"O Ministério da Educação, reconhecendo a situação em que nós estávamos, pactuou conosco o repasse de recursos da ordem de 800 mil reais por mês. Outro dado importante é que negociamos com o município a extensão das atividades de alta complexidade, o que vai nos dar também um aumento na quantia recebida por serviços prestados na ordem de 500 mil reais".

O diretor do hospital, ainda ressaltou que é preciso repensar a política de financiamento dos hospitais universitários. Alexandre Cardoso, disse ainda que na próxima semana o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho voltará a fazer os transplantes.

Fonte : Agência Brasil





O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Paraná (Amunpar) está com inscrições abertas para 41 vagas para as cidades de Paranavaí e Loanda. Os cargos exigem ensino fundamental e superior. Os salários vão de R$ 487,41 a R$ 1.870,40 (veja aqui o edital).

As inscrições devem ser feitas no site www.exatuspr.com.br, até as 15h de 4 de julho. As taxas são de R$ 30 e R$ 80.

A prova objetiva será realizada no dia 27 de julho, das 8h30 às 12h, na Universidade Paranaense - UNIPAR, Campus Paranavaí.

Veja lista de cargos:

Auxiliar de manutenção

Auxiliar de serviços gerais

Assistente social

Enfermeiro
Médico clínico geral

Médico angiologista

Médico cardiologista

Médico dermatologista

Médico endocrinologista

Médico gastroenterologista

Médico infectologista

Médico mastologista

Médico nefrologista

Médico neurologista

Médico neuropediatra

Médico oftalmologista

Médico ortopedista

Médico otorrinolaringologista

Médico proctologista

Médico pneumologista

Médico reumatologista

Médico urologista

Psicólogo

Terapeuta ocupacional

Profissional em educação física

Fonoaudiólogo

Farmacêutico/ bioquímico 

Fonte : G1




O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje que os recursos a serem arrecadados caso o Senado referende a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) serão direcionados "única e exclusivamente" para o Fundo Nacional da Saúde. Segundo ele, no caso da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), não havia, no texto da lei, a determinação para aplicação exclusiva em saúde. "Essa é uma grande mudança, é uma grande virtude", afirmou ele.

Temporão disse que se fala muito da CSS e se esquece o "outro lado". "Com a Emenda 29 vamos de uma vez por todas definir com clareza o que são gastos de saúde", disse. Segundo ele, 20 dos 27 Estados não cumprem a resolução do Conselho Nacional da Saúde, aplicando menos que o necessário no setor. "Os Estados vão ter que botar mais dinheiro." Ele admitiu que há uma questão polêmica em relação à estrutura fiscal do País e o peso dos tributos. "Eu tenho que olhar pelo lado da demanda do Sistema Único (de Saúde, o SUS) e dos 160 milhões de brasileiros que dependem única e exclusivamente do sistema", disse.

O ministro participou hoje da inauguração do Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, em Curitiba. O centro de 10,3 mil metros quadrados recebeu investimentos de R$ 35 milhões em obras e equipamentos e terá entre os parceiros a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Associação Paranaense de Reabilitação. O centro contra com 64 leitos e quatro salas cirúrgicas.

Fonte : A Tarde Online

 







Cerca de 67 municípios de Mato Grosso já tiveram seus termos de compromissos de gestão (TCG) homologados pela comissão Intergestora Tripartite (CIT), do Ministério da Saúde, o que formaliza a adesão desses municípios ao pacto pela saúde. Cotriguaçú foi o primeiro a receber a homologação da CIT, em 2007.

Segundo informação da secretária-executiva da Comissão Intergestora Bipartite (CIB), da Saúde do Estado, Norma Fátima de Figueiredo Fernandes, 44 municípios foram homologados pela portaria 1.047, de 27 de maio de 2008, publicada no Diário Oficial da União. Outros 22 foram homologados na última reunião da Comissão Intergestora Tripartite (CIT), na quinta-feira passada, elevando o número para 67, o que equivale a mais de 47% de adesões dos municípios do Estado ao pacto.

A homologação significa que os municípios assumem, oficialmente, a plenitude das ações em serviços de saúde dentro do território municipal, passando a ser gestores plenos do seu sistema, no âmbito das responsabilidades pactuadas. E garantem, também, a transferência de recursos, diretamente do Ministério da Saúde para os municípios nas áreas de atenção básica, média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar, assistência farmacêutica e Vigilância em Saúde.

De acordo com a portaria, assinada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, os 67 municípios já homologados, vão receber investimentos R$ 387,7 milhões provenientes dos cofres da União, do Estado de Mato Grosso e dos municípios. A contrapartida da SES será feita através do Programa de Apoio à Saúde Comunitária de Assentados Rurais (PASCAR), Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Consórcios Intermunicipais de Saúde (PASCIS), e do Programa de Microrregionalização, dentre outros.

 

Fonte: Só Noticias



Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta terça-feira (24) que está discutindo no governo a criação de uma Força Nacional de Saúde voltada para o enfrentamento de situações de catástrofes:"Pode ser uma situação referida a uma doença, pode ser um grande desastre ambiental, com várias vítimas, que demande o deslocamento de especialistas e material num prazo curto."

Segundo o ministro, a Força Nacional de Saúde terá que atuar de maneira integrada e articulada com as Defesas Civis e com o Ministério da Defesa. A idéia é que o Samu 192 (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) também possa participar desse sistema.
O ministro deu a informação após participar da abertura do Congresso Brasileiro de Atenção às Urgências e 2º Congresso da Rede Nacional Samu 192, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Na ocasião, o ministro apresentou à imprensa uma das 400 motocicletas compradas pelo Ministério da Saúde para o Samu e que começam a ser colocadas em ação este mês para atendimento de urgência à população. São motos de 200 cilindradas, que serão pilotadas por paramédicos treinados para utilizar desfibrilador, para atender a casos de parada cardíaca e equipamento de oxigênio nos primeiros socorros a acidentados nas ruas ou em atendimento domiciliar de urgência. Caso seja necessário, o motoqueiro do Samu poderá solicitar por celular ou rádio socorro adicional.

O ministro anunciou que outras 400 motos serão entregues ao Samu, em 2009, para agilizar o atendimento devido às dificuldades causadas pelos congestionamentos de trânsito nas grandes cidades. Estas terão, exatamente por isso, prioridade para receber as motos, assim como localidades de difícil acesso para as ambulâncias do Samu no interior do país. Hoje, de acordo com o ministro, 100 milhões de pessoas no país já estão cobertos pela rede do Samu e 24 mil profissionais de saúde estão envolvidos no programa.

Fonte : Agencia Brasil




O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) passará por mudanças nos próximos meses. Representantes dos Samus de todos os Estados estão reunidos em Brasília, durante toda esta semana, e devem apresentar propostas de medidas rápidas para reestruturar o atendimento médico de urgência no País e, por consequência, dos hospitais. A crise no sistema de saúde tem deixado os hospitais cada vez mais afogados e um dos motivos seria a desorganização do sistema.

O tema é discutido no Congresso Brasileiro de Atenção às Urgências e no 2º Congresso Nacional da Rede Nacional Samu 192, que acontecem simultaneamente em Brasília desde ontem, e contam com representantes de Curitiba. O sistema de saúde da Capital paranaense é considerado um dos melhores do País mas, é consenso que até ele patina. Os participantes consideram que a reestruturação vem em boa hora.

Financiamento - Em Curitiba e Região Metropolitana existem Centros Municipais de Urgência (Cemus), que são unidades pré-hospitalares que fazem o atendimento dos casos menos graves, que não necessitam ser encaminhados aos grandes hospitais. Porém, somente 20% desse serviço é financiado pelo Ministério da Saúde. O restante são as prefeituras que precisam arcar. O problema é que nem todas contam com verbas para o serviço, sobrecarregando os hospitais vinculados ao SUS, que acabam superlotados.   
"O sistema de saúde passa por uma crise de financiamento declarada. É preciso aumentar com urgência o financiamento dos centros de urgências e dos prontos-socorros. O sistema está desestruturado e a crise só aumenta. A implantação de Cemus em todo o País e a organização do Samu e do Siate são de extrema necessidade", afirmou Matheos Schomatas,  coordenador da central de leitos de Curitiba.

 Dentre as mudanças que serão anunciadas estão as motolâncias, motocicletas equipadas com desfibrilador e conjunto portátil de oxigênio programadas para chegar ao local do acidente antes das ambulâncias. Elas darão apoio às equipes das unidades de suporte básico que, durante os socorros, serão conduzidas por técnicos em enfermagem, capacitados para atendimentos em urgência. A atuação mais importante da moto será em casos de problemas cardiovasculares, especialmente os associados à morte súbita. Serão mais de 400 motos distribuídas entre os Samus do País, sendo 200 até meados de agosto.
Outra medida será a capacitação de 23 mil profissionais do Samu, a entrega de mais de 2,5 mil desfibriladores, a aquisição de helicópteros, o mapeamento de possíveis desastres no País e a confecção de um plano de contenção, a criação de uma força de profissionais para atender acidentes com múltiplas vítimas e a informatização das unidades que fazem o  atendimento ao cidadão.

 Até 2011, também devem ser entregues 300 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), semelhantes aos Cemus, que receberão  as pessoas que precisam de pronto atendimento. Depois de receber um primeiro atendimento, os pacientes, conforme o caso, poderão ser encaminhadas para um atendimento hospitalar, permanecer em recuperação ou receber alta, o que deve desafogar os pronto-socorros. Além disso, R$ 70 milhões serão utilizados para melhorar os pronto-socorros regionais. 

Fonte : Bem Paraná





A população do estado do Rio Grande do Sul passa a contar com 35 ovas equipes de saúde bucal no âmbito do Programa Saúde da Família (PSF). Com a publicação da portaria nº 1.071, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (30), 11 municípios gaúchos receberão R$ 7 mil para a implantação de cada equipe e passarão a receber recursos mensais para o custeio do serviço, a título de incentivo.

As equipes podem ter dois formatos. Na modalidade 1, a equipe conta com um dentista e um auxiliar de consultório dentário, pela qual o município recebe R$ 1,7 mil mensais. Já na modalidade 2, a equipe é reforçada por um técnico de higiene bucal, com recurso para custeio de R$ 2,2 mil. Estas equipes estarão presentes nos municípios que já contam com cobertura do Saúde da Família. Além de possuir equipes de Saúde da Família implantadas, os municípios, para serem credenciados pelo Ministério da Saúde, devem apresentar um projeto especificando a área geográfica a ser coberta, com estimativa da população residente; descrevendo a estrutura mínima com que contarão as unidades de saúde onde atuarão as equipes de saúde bucal; definindo as ações mínimas do trabalho das mesmas equipes; apresentando uma proposta de fluxo de usuários para garantia de referências aos serviços odontológicos de maior complexidade; definindo o processo de avaliação do trabalho; e descrevendo a forma de recrutamento, seleção e contratação dos profissionais. Este projeto deve ser submetido à Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e, se aprovado, é encaminhado à Secretaria de Atenção à Saúde, do MS.

O Programa Saúde da Família está presente em 398 municípios do Rio Grande do Sul, dos quais 302 contam com equipes de saúde bucal, o equivalente a 60,9% dos municípios do estado. São 538 equipes de saúde bucal, responsáveis pela cobertura de 23,8% da população gaúcha, mais de 2,6 milhões de pessoas.

Confira a lista de municípios que terão novas equipes de saúde bucal:

Município - Número de equipes

Alegrete – 8

Fortaleza dos Valos – 1

Muçum – 2

Muitos Capões – 1

Nova Alvorada – 1

Nova Prata – 5

Rolante – 4

Rondinha – 2

Roque Gonzales – 1

São Lourenço do Sul – 3

Tapejara – 3

Mais informações:

Atendimento ao cidadão: 0800-61-1997 ou (61) 3315-2021

Fonte : Jornal Popular




A Prefeitura de São Bernardo reformará e readequará os espaços da Unidade Básica de Saúde do Planalto. O anúncio foi feito no dia 19 de junho, durante a visita à unidade do secretário de Saúde interino, Alessandro Neves. A ação faz parte do programa de investimento da Prefeitura na atenção básica de saúde. O objetivo é melhorar as condições de trabalho dos funcionários e oferecer um atendimento digno aos pacientes.

As obras começarão imediatamente, com a elaboração do projeto, e previsão de entrega em 60 dias. Com a reforma da unidade do bairro Planalto, a população contará com banheiros públicos adaptados para deficientes e mais um consultório para a área de ginecologia, especialista que possui grande demanda na unidade.

 A recepção será ampliada e ganhará uma sala de espera, o local do arquivo será readequado e a sala de vacinação ganhará um espaço maior. Além disso, a unidade receberá novo piso, pintura interna e externa, manutenção da parte elétrica e hidráulica, equipamentos e mobiliários novos. O secretário interino ressaltou que a reforma é importante para dar atendimento digno à população e dar melhores condições de trabalho aos funcionários, mas "o fundamental é o tratamento humanizado aos usuários da unidade. Todos os pacientes devem ser tratados com atenção e carinho".

 A UBS do bairro Planalto possui três clínicos gerais, dois ginecologistas, três pediatras, um dentista, um enfermeiro, sete auxiliares de enfermagem e duas recepcionistas. A unidade funciona das 7h às 17h e possui mais de 17,6 mil pacientes cadastrados.

 A atual administração municipal já reformou 12 Unidades Básicas de Saúde e cinco prontos-socorros, além de construir nova sede para três unidades básicas. No momento, mais três unidades estão passando por reforma e uma nova está sendo construída no Parque Selecta.

 

Fonte : @Hora Online

 




GENEBRA - A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou hoje uma campanha para tornar as cirurgias mais seguras. Batizada de "As cirurgias seguras salvam vidas", a iniciativa é fruto de uma parceria da Escola de Saúde Pública de Harvard com mais de 200 sociedades médicas internacionais e ministérios da Saúde. A lista de normas para a comprovação da segurança da cirurgia foi elaborada sob coordenação do cirurgião Atul Gawande, professor da universidade americana.


O checklist identifica três etapas do processo operatório, cada uma delas relacionada a um grupo de tarefas normais da cirurgia: o momento anterior à administração da anestesia, o momento anterior à incisão e o momento anterior à saída do paciente do centro cirúrgico. Em cada uma destas etapas, um coordenador deve conferir se todos os itens da lista foram cumpridos antes de se passar à etapa seguinte. Entre os exemplos da primeira etapa estão checar o ponto exato da incisão e repassar as alergias conhecidas do paciente. Na terceira etapa, a lista prevê a contagem de instrumentos, gazes e agulhas.


A OMS estima que uma em cada 25 pessoas se submete a uma operação anualmente, totalizando 234 milhões de intervenções em todo o mundo.


- Os traumatismos e as disfunções evitáveis provocados pelas cirurgias estão suscitando uma preocupação crescente - disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan. - Usar este checklist é a melhor maneira de reduzir os erros cirúrgicos e aumentar a segurança dos pacientes.


Complicações em todo o mundo


Estudos já demonstraram que, nos países industrializados, de 3% a 16% das cirurgias têm complicações graves e as taxas de invalidez permanente e óbito oscilam entre 0,4% e 0,8%. Nos países em desenvolvimento, as complicações ocorrem em 5% a 10% das operações. Na África subsaariana, só a anestesia geral é responsável pela morte de uma em cada 150 pessoas operadas. Infecções e outras complicações pós-operatórias também preocupam e, de acordo com a OMS, metade delas poderia ser evitada.


- A atenção cirúrgica constitui há mais de cem anos um elemento essencial dos sistemas de saúde em todo o mundo . Ainda que, na última década tenhamos conseguido melhoras decisivas, a qualidade e a segurança das cirurgias continuam sendo alarmantemente variável em todas as partes do mundo. A campanha tem por objetivo solucionar este problema, aumentando o nível de exigência - diz Atul Gawande.


Oito iniciativas piloto em diferentes partes do mundo, envolvendo cerca de mil pacientes, mostram que a utilização do checklist propiciou um aumento às normas de atenção cirúrgica em 36% a 68% das operações. Em alguns casos, chegou a perto de 100%. A conseqüência foi a redução considerável no número de complicações. A previsão é que em alguns meses saiam os resultados.


Fonte : G1





BRASÍLIA - O caos no trânsito das grandes cidades obrigou até mesmo os serviços de atendimento de saúde de emergência a se adaptarem. A partir de agosto, 400 motocicletas serão distribuídas para auxiliar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).


 Batizadas de motolâncias, as motos, com 250 cilindradas, serão dirigidas por auxiliares de enfermagem, treinados para dar atendimento rápido até a equipe completa do Samu chegar, com a ambulância. Um serviço que, na avaliação de especialistas, é imprescindível em locais onde a espera no trânsito é grande. "Uma licitação para compra já foi providenciada", afirmou o coordenador do Samu, Cloer Vescia Alves.


 Pelo calendário, as primeiras motos serão distribuídas a partir de agosto. A inclusão dos veículos na equipe de resgate foi anunciada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão e integra uma série de mudanças do Samu, o serviço de urgência criado pelo Ministério da Saúde em 2003 para garantir atendimento aos pacientes, independentemente da existência ou não de leitos vagos em unidades de saúde.


 O ministro anunciou também a criação de uma força e profissionais para atender acidentes com múltiplas vítimas. Um risco existente em locais como refinarias, represas e rodovias de alto fluxo.


 Os acidentes de trânsito representam uma das grandes preocupações de Temporão. "Eles já mataram mais do que guerras no Brasil, trazem prejuízos de mais de 20 milhões por ano. É uma epidemia que tem de ser combatida", afirma. Defensor de medidas como a restrição da propaganda do álcool na televisão, o ministro considera adequada a proibição de motoristas dirigirem depois de beber álcool.


 "É preferível pecar pelo excesso", disse. Ele observa que a reação ao álcool varia de pessoa para pessoa. "Algumas já apresentam alterações no primeiro copo de bebida. Para evitar tragédias, nenhuma precaução é de mais."


 O Samu conta hoje com aproximadamente 23 mil profissionais, distribuídos em 139 serviços credenciados.


Fonte : Estadão.com.br


Emergências perdidas

13:45 @ 30/06/2008


Eu era cliente sênior da CAARJ. Com essa “parceria” com a Unimed, foi dito que não perderíamos nada. Mas, além de perder médicos com que me relacionava há mais de sete anos, perdi o principal: o que me fez optar pelo plano Sênior, o mais caro da CAARJ, que é a emergência 24 horas da Casa de Saúde São José e da Casa de Saúde Santa Lúcia. Estou me sentindo muito lesada. Como podem dizer que não perdemos nada? Realmente a Unimed deve ter mais médicos conveniados, mas eu perdi o que achava mais importante.

Denise Salles-Christoph – Rio


A Unimed-Rio esclarece que entrou em contato com o marido da leitora e prestou esclarecimentos sobre a rede credenciada à operadora, que passou a ser utilizada pelos clientes da CAARJ em abril de 2008, após acordo assinado com esta.

Fonte: Jornal O GLOBO