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Brasília - O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, afirmou ontem (29) que as pesquisas com células-tronco embrionárias já são submetidas a um comitê de ética, conforme foi sugerido por ministros que foram vencidos na votação do julgamento das normas da Lei de Biossegurança, no Supremo Tribunal Federal (STF).

"A recomendação é correta e esse órgão já existe. Há uma resolução do Conselho Nacional de Saúde e todas as pesquisas em andamento são pré-aprovadas por um comitê de ética das instituições. Depois da pré-provação, ela é submetida ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa, (Conep), vinculado ao Ministério da Saúde. Elas só são autorizadas em definitivo, inclusive o financiamento, por esse órgão central", ressaltou Toffoli.

O advogado-geral da União explicou que as manifestações dos ministros foram motivadas pelo fato da existência do comitê não estar prevista expressamente na Lei de Biossegurança. "Mas, evidentemente, continuará esse órgão a existir e atuar na fiscalização das pesquisas. Ele tem, inclusive, poder de interromper ou suspender as pesquisas que no seu curso afrontarem parte da lei ou das normas éticas", garantiu o representante da AGU. "No Brasil não se faz pesquisa aleatoriamente", assinalou.

Apesar de, em tese, o Executivo poder eliminar o Conep, Toffoli ressalvou que, ao menos "no atual governo, o órgão continuará funcionando". Uma garantia em lei da existência permanente do órgão terá de ser discutida no Congresso Nacional.

Fonte: Agência Brasil

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