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O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) passará por mudanças nos próximos meses. Representantes dos Samus de todos os Estados estão reunidos em Brasília, durante toda esta semana, e devem apresentar propostas de medidas rápidas para reestruturar o atendimento médico de urgência no País e, por consequência, dos hospitais. A crise no sistema de saúde tem deixado os hospitais cada vez mais afogados e um dos motivos seria a desorganização do sistema.

O tema é discutido no Congresso Brasileiro de Atenção às Urgências e no 2º Congresso Nacional da Rede Nacional Samu 192, que acontecem simultaneamente em Brasília desde ontem, e contam com representantes de Curitiba. O sistema de saúde da Capital paranaense é considerado um dos melhores do País mas, é consenso que até ele patina. Os participantes consideram que a reestruturação vem em boa hora.

Financiamento - Em Curitiba e Região Metropolitana existem Centros Municipais de Urgência (Cemus), que são unidades pré-hospitalares que fazem o atendimento dos casos menos graves, que não necessitam ser encaminhados aos grandes hospitais. Porém, somente 20% desse serviço é financiado pelo Ministério da Saúde. O restante são as prefeituras que precisam arcar. O problema é que nem todas contam com verbas para o serviço, sobrecarregando os hospitais vinculados ao SUS, que acabam superlotados.   
"O sistema de saúde passa por uma crise de financiamento declarada. É preciso aumentar com urgência o financiamento dos centros de urgências e dos prontos-socorros. O sistema está desestruturado e a crise só aumenta. A implantação de Cemus em todo o País e a organização do Samu e do Siate são de extrema necessidade", afirmou Matheos Schomatas,  coordenador da central de leitos de Curitiba.

 Dentre as mudanças que serão anunciadas estão as motolâncias, motocicletas equipadas com desfibrilador e conjunto portátil de oxigênio programadas para chegar ao local do acidente antes das ambulâncias. Elas darão apoio às equipes das unidades de suporte básico que, durante os socorros, serão conduzidas por técnicos em enfermagem, capacitados para atendimentos em urgência. A atuação mais importante da moto será em casos de problemas cardiovasculares, especialmente os associados à morte súbita. Serão mais de 400 motos distribuídas entre os Samus do País, sendo 200 até meados de agosto.
Outra medida será a capacitação de 23 mil profissionais do Samu, a entrega de mais de 2,5 mil desfibriladores, a aquisição de helicópteros, o mapeamento de possíveis desastres no País e a confecção de um plano de contenção, a criação de uma força de profissionais para atender acidentes com múltiplas vítimas e a informatização das unidades que fazem o  atendimento ao cidadão.

 Até 2011, também devem ser entregues 300 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), semelhantes aos Cemus, que receberão  as pessoas que precisam de pronto atendimento. Depois de receber um primeiro atendimento, os pacientes, conforme o caso, poderão ser encaminhadas para um atendimento hospitalar, permanecer em recuperação ou receber alta, o que deve desafogar os pronto-socorros. Além disso, R$ 70 milhões serão utilizados para melhorar os pronto-socorros regionais. 

Fonte : Bem Paraná


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