BALANÇO NA SAÚDE: MODELO CRIADO PARA ABSORVER PARTE DOS PACIENTES AJUDA NO COMBATE À SUPERLOTAÇÃO DOS HOSPITAIS
09:58 @ 28/07/2008
UPAs vão
atender mais pacientes do que emergências
Entre maio de
2007 e a última sexta-feira, 558 mil pessoas foram atendidas em Unidades de
Pronto Atendimento
Nos próximos dois meses, com a inauguração de mais seis Unidades de Pronto
Atendimento 24 Horas (UPAs), a Secretaria estadual de Saúde (SES) vai, pela
primeira vez, atender a um número maior de pessoas nestes pequenos postos do
que nas emergências de suas 27 unidades hospitalares. Concentradas na Região
Metropolitana, as UPAs têm ajudado a evitar a superlotação nas emergências,
embora ainda sejam graves os problemas relacionados à falta de médicos e de
equipamentos.
As oito UPAs existentes atenderam, entre maio do ano
passado e a última sexta-feira, 558 mil pessoas. A média é de 500 atendimentos
ao dia. Amanhã, será inaugurada a 9ª UPA, em Ricardo de Albuquerque, na Zona
Norte. Mais cinco UPAs estarão prontas até setembro. Com isso, a média de
atendimento mensal das unidades deverá alcançar 150 mil pessoas ao mês.
De acordo com os dados da SES, este é o número médio
de atendimentos nas emergências das unidades hospitalares estaduais. Segundo o
secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, o número de atendimentos nas emergências se
mantém praticamente estável desde o início de 2007. Para ele, isto significa
que as pessoas atendidas pelas UPAs estavam fora do sistema.
— Notamos que o aumento na curva de atendimento das
UPAs não gerou um decréscimo nos hospitais como um todo. Isso só aconteceu em
algumas áreas onde a unidade hospitalar é próxima da UPA — disse Sérgio Côrtes.
Segundo Côrtes, as UPAs têm um sistema informatizado para o controle dos atendimentos, o que permite o acompanhamento integral do paciente, com informações sobre o local de onde ele veio e o tipo de medicamento que está recebendo. Côrtes diz que esta é uma realidade ainda distante da dos hospitais: — Os hospitais estavam no tempo da máquina de escrever. Terminamos de comprar computadores e agora vamos começar um processo de informatização.
Fonte:
Jornal O Globo
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