PARA CREMERJ, HOSPITAIS NÃO MELHORARAM
09:59 @ 28/07/2008
Falta de
profissionais ainda é o maior problema da rede estadual
Entrar numa UPA é uma experiência diferente para os
pacientes acostumados à rede pública hospitalar do Rio. Confortáveis,
organizadas e com atendimento rápido e eficiente, elas têm atraído pessoas das
mais diferentes regiões. E a comparação com os hospitais públicos é sempre
desvantajosa para as unidades tradicionais.
A presidente do Conselho Regional de Medicina
(Cremerj), Márcia Rosa de Araújo, dá razão aos que reclamam dos hospitais
estaduais. Na semana passada, ela fez uma pesquisa junto aos conselhos de ética
dos principais hospitais estaduais e constatou que as condições não melhoraram
ao longo dos últimos anos. Segundo ela, ainda faltam médicos em várias
especialidades e nem sempre há material suficiente para o trabalho.
— No início de sua gestão, o governador foi numa
segunda-feira ao Hospital Getúlio Vargas e não havia ortopedista. O hospital
continua sem ter a especialidade — afirmou Márcia, que apóia as UPAs. — Já
havíamos proposto isto há alguns anos.
Com tuberculose, doente espera um dia por
vaga
A falta de estrutura dos hospitais prejudica o
atendimento nas próprias UPAs. Ismael de Almeida, de 63 anos, veio de
Nilópolis, na Baixada Fluminense, para ser atendido na UPA da Tijuca, na
quinta-feira passada. Com diagnóstico de tuberculose, ele precisava de
internação, mas teve que esperar um dia inteiro até conseguir uma vaga em um
hospital especializado.
Presidente da Comissão de Saúde da Câmara, o
vereador Carlos Eduardo (PSB) diz que as UPAs ajudam a aliviar os hospitais,
mas são caras (a manutenção delas custa
Fonte:
Jornal O Globo
Comentários