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Fórum Permanente pela vida e pela paz discute ações contra a violência

Reuniões do Fórum acontecem quinzenalmente na Biblioteca Pública e visam planejar medidas eficazes de combate a violência no Estado.

Laise Teixeira

 

 

Thiago Sampaio

Thiago Sampaio

Fórum Permanente pela Vida e pela Paz discute ações contra a violência

 
O Fórum Permanente pela Vida e pela Paz promoveu mais uma reunião na última dessa terça-feira, na Biblioteca Pública do Estado, com o intuito de conscientizar seus integrantes e lançar um discurso único contra a violência no Estado. A reunião contou com a palestra de Maristela Pozzitano do Movpaz, com o tema "Sensibilização pela Paz e não violência".

De acordo com a diretora da Biblioteca Pública, Maria Luiza Russo, a primeira reunião do comitê teve a presença do ex-prefeito do Bogotá, na Colômbia, Antanas Mockus, que implantou em sua gestão como prefeito um programa de combate à violência que reduziu os índices de criminalidade. "As reuniões do comitê acontecem quinzenalmente com os participantes do fórum. Vamos trabalhar com as escolas, fazendo um trabalho de valorização do ser humano", afirmou.

Segundo Cristiane Sousa, diretora de Desenvolvimento Regional e Local, da Secretaria de Planejamento, a liderança do comitê ficará, por sugestão do ex-prefeito de Bogotá, sob responsabilidade da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, e da Secretaria de Defesa Social, que tem os dados sobre a criminalidade no estado. "Começaremos as ações em quatro bairros de Maceió que são o Benedito Bentes, Jacintinho, Vergel e Fernão Velho e foram escolhidos devido ao alto índice de violência nestas localidades", disse.

Fórum - Lançado em maio deste ano, com a participação da sociedade civil, entidades não governamentais e governo, o Fórum tem como meta traçar políticas inovadoras de combate à violência, e a criminalidade no estado, construindo novos caminhos de valorização da vida e da paz.

A reunião teve a presença de entidades não governamentais, representantes das secretarias de Cultura, Planejamento, da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Educação, movimento negro, líderes de bairro, sociedade civil e do MovPaz.
Para mais informações pelo endereço http://www.grupos.com.br/blog/pelavidaepelapaz/.

Reunião: Forum Permanente pela Vida e  pela paz

Dia: 10 de junho de 2008 (terça-feira)
Local:  Biblioteca Pública Estadual.
Horário:10H30 
 

A Reunião contou com a participação de lideres de bairros ,movimento negro,  de grupo teatral, representantes da educação, representantes com envolvimentos culturais entre outros, sempre presentes nas reuniões.
 
No primeiro momento da reunião, foi realizada uma avaliação de todos os eventos organizados pelo Fórum, tais como; os enterros das vítimas , missas , propagandas, mobilizações, entre outros e principalmente o movimento no dia do Congresso Nacional de Políticas Públicas.
 
Depois disso, todos  relataram suas opiniões. Alguns dos componentes do fórum acharam positivo o que já foi realizado, porém outros acreditam que o fórum deve agir diretamente nos bairros, com paletras, oficinas, teatro , na possíbilidade de apresentar com mais profundidade  o fórum para a sociedade civil, sua finalidade e seus objetivos.
 
Foi colocado também à questão da Identidade do forúm, a idéia é preparar o grupo com palestras e oficinas, na intenção do  fórum ter uma linguagem única, atingindo todos que estão na frente do mesmo, essa preparação deve acontecer antes do fórum ir aos bairros. (Palestra prevista para próxima terça -feira com duração de 1h) Palestrante Maristela Pozzitano do MOVPAZ. Palestra:
Sensibilização pela Paz e não violência
 
O local e os  horários das reiniões  foi um outro ponto discultido, onde ficou acertado que as reuniões por um pequeno período acontecerá na Biblioteca Pública do Estado, todas as terças e sextas- feiras previsto para às 8h:30mim.
 

Alguns dos participantes do fórum ficaram encarregados em procurar organizar a questão da  infra- estrutura como; o local, internet, computadores, site e uma pessoa para secretariar o mesmo, facilitando  as reuniões e a socialização de  todos  envolvidos. 
 
No mais foram expostas sugestões e idéias que serão amadurecidas nas próximas reuniões, mas a priori,  apenas essas questões foram colocadas com urgência.

 
Cintia Vilas Boas
 

Antanas Mockus vai a enterro de jovem
Chorando bastante, pai lembrou que filho treinava no Corinthians e quase se tornava um jogador profissional
 
 
DAVI SOARES - Repórter
 
O Congresso Nacional de Segurança Pública (Conasp) sofreu uma interrupção na tarde de ontem para uma demonstração de solidariedade a familiares e amigos de Jackson Davison Silva, 22, uma das inúmeras vítimas do avanço do tráfico de drogas em Alagoas. O palestrante Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, também se uniu a secretários de Estado e assistiu a comoção da comunidade no sepultamento do jovem no Cemitério de Santo Antônio, em Bebedouro.
Mesmo demonstrando gratidão aos secretários de Estado e aos representantes do Fórum Permanente pela Vida e pela Paz, o pai de Jackson, Jaílson Cardoso, disse que a ausência de políticas públicas dos governos federal e estadual contribuíram para o desfecho trágico da vida de seu filho, morto com 11 tiros na madrugada de ontem.
 

Performance choca congressistas
De volta a Alagoas para participar do Congresso Nacional de Segurança Pública (Conasp), o ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, também assistiu a uma performance do grupo teatral Saudáveis Subversivos, que chocou os participantes do evento com uma provocação ao sentimento de banalização da vida humana.
“Podemos implantar uma cultura de paz com uma interpretação muito forte e alguns princípios básicos como o de que a vida é sagrada, por exemplo. Vocês têm uma arte muito forte. Há coisas que aprendemos a não fazer porque somos conscientizados pela tradição e pela pedagogia. Então não há desculpas para matar. Cada vida é sagrada, única, não se reproduz ou se copia. A morte não é reversível. Então cuidemos uns dos outros”, disse Mockus.

Fórum entrega carta aberta a Rubim
Antes da performance do grupo Saudáveis Subversivos, o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, recebeu uma carta aberta das mãos dos representantes do Fórum Permanente pela Vida e pela Paz. O documento apresenta a entidade à sociedade e sugere que o poder público implemente campanhas públicas e pedagógicas pela valorização da vida e da paz, e pela realização e fomento de ações de prevenção e de combate à criminalidade.
“O Fórum entende que essas iniciativas devem ser contínuas, sustentáveis, duradouras, e promotoras de inclusão social. Essas ações devem ser baseadas em modelos de atuação que estimulem a cooperação institucional entre os movimentos sociais e os governos – nas esferas federal, estadual e municipal”, diz a carta.
 



Fórum Permanente Pela Vida e Pela Paz é lançado em Alagoas

 

Objetivo do fórum é traçar políticas inovadoras de combate à criminalidade contra os jovens alagoanos, com a participação direta de segmentos representativos da sociedade e dos governos do Estado e Município.

Fórum Permanente Pela Vida e Pela Paz é lançado em Alagoas

Maryland Wanderley

O Fórum Permanente pela Vida e Pela Paz foi lançado nesta quinta-feira, no auditório da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), por representantes de diversas organizações sociais, a exemplo de lideranças de bairros, mães que tiveram filhos assassinados, organizações não-governamentais, movimentos jovens, comunidades terapêuticas, estudiosos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), além de dirigentes dos governos do Estado e do município.

Antes do lançamento foi realizada uma performance teatral, em frente à sede da delegacia, denominada “Em Branco”, onde 22 atores, deitados no chão, simbolizavam o crescente índice de criminalidade contra jovens em Alagoas.  O fórum vai montar vigília à porta do Instituto Médico Legal (IML), de 1 a 7 de junho, para acompanhar e contabilizar os enterros dos jovens, vítimas do tráfico.

O objetivo do fórum, segundo a secretária de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Wedna Miranda - que representou o governo de Alagoas na solenidade - é sair do lugar comum das discussões em torno da criminalidade e segurança pública e envolver a sociedade no processo de construção de uma política de valorização da vida. “Precisamos esquecer as velhas práticas de debates que não trazem resultados eficazes. O fórum não tem um pacote pronto de soluções, mas não se faz segurança pública somente com policiamento ostensivo, mas com o exercício da cidadania e prestação de serviços à comunidade”, destacou Wedna.

Ela disse que a determinação do governador Teotonio Vilela Filho é a de construir - juntamente com os órgãos que compõem a pasta da segurança pública e os de Direitos Humanos - um modelo ousado e inovador para combater à criminalidade.

Alarmante - A costureira Genilda Fabrício, representante da entidadees da Paz, tem um filho de 22 anos, dependente químico em recuperação. Ela contou o drama que enfrenta há três anos quando descobriu o problema. “A nossa idéia, com a constituição deste fórum, é lutar para que haja mais casas de recuperação de dependentes químicos. Muita gente pensa que o dependente de craque é maloqueiro, mas vale lembrar que a droga atinge todas as classes sociais”, diz a mãe.

Outro integrante do fórum e dependente químico em recuperação, Tiago, contou seu drama, alertando que o crack está se instalando em Alagoas, ganhando força, principalmente pela falta de informação dos pais e da sociedade em geral. Ele revelou dados alarmantes, a exemplo de que a média de recuperação de dependentes de craque no país é entre 10 e 30%.

O arte-educador Glauber Xavier, um dos coordenadores da performance Em Branco, lembrou que a idéia da encenação, chamada de instauração cênica, é chamar a atenção da sociedade para os assassinatos de jovens da periferia de Maceió, nos bairros mais violentos como o Benedito Bentes, Jacintinho e Vergel. “Essas mortes passam em branco e por isso fizemos a encenação antes do lançamento do fórum”, destacou Glauber, representante da ONG Saudáveis e Subversivos.  Ele disse que a mesma encenação foi feita em bairros da periferia do Chile e em Bogotá (Colômbia), em locais com alto índice de criminalidade contra os jovens.

“Pretendemos, como integrantes do fórum, contribuir para a implementação de ações inovadoras, que busquem a formação de uma cultura cidadã e causar reflexão na população que ainda é omissa. O governo deve fazer a sua parte, mas a sociedade tem de se engajar na luta”, advertiu.

No dia 5 de junho, no Conferência Nacional de Segurança Pública (Senasp), no Hotel Ritz Lagoa da Anta, o fórum vai entregar a Carta Aberta à Sociedade ao governador Teotonio Vilela. O evento contará com a presença do ex-prefeito de Bogotá, Ântanas Mockus, que em sua gestão conseguiu reduzir para mais da metade a violência na capital colombiana.