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Antanas Mockus vai a enterro de jovem
Chorando bastante, pai lembrou que filho treinava no Corinthians e quase se tornava um jogador profissional
 
 
DAVI SOARES - Repórter
 
O Congresso Nacional de Segurança Pública (Conasp) sofreu uma interrupção na tarde de ontem para uma demonstração de solidariedade a familiares e amigos de Jackson Davison Silva, 22, uma das inúmeras vítimas do avanço do tráfico de drogas em Alagoas. O palestrante Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá, na Colômbia, também se uniu a secretários de Estado e assistiu a comoção da comunidade no sepultamento do jovem no Cemitério de Santo Antônio, em Bebedouro.
Mesmo demonstrando gratidão aos secretários de Estado e aos representantes do Fórum Permanente pela Vida e pela Paz, o pai de Jackson, Jaílson Cardoso, disse que a ausência de políticas públicas dos governos federal e estadual contribuíram para o desfecho trágico da vida de seu filho, morto com 11 tiros na madrugada de ontem.
 

Performance choca congressistas
De volta a Alagoas para participar do Congresso Nacional de Segurança Pública (Conasp), o ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, também assistiu a uma performance do grupo teatral Saudáveis Subversivos, que chocou os participantes do evento com uma provocação ao sentimento de banalização da vida humana.
“Podemos implantar uma cultura de paz com uma interpretação muito forte e alguns princípios básicos como o de que a vida é sagrada, por exemplo. Vocês têm uma arte muito forte. Há coisas que aprendemos a não fazer porque somos conscientizados pela tradição e pela pedagogia. Então não há desculpas para matar. Cada vida é sagrada, única, não se reproduz ou se copia. A morte não é reversível. Então cuidemos uns dos outros”, disse Mockus.

Fórum entrega carta aberta a Rubim
Antes da performance do grupo Saudáveis Subversivos, o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, recebeu uma carta aberta das mãos dos representantes do Fórum Permanente pela Vida e pela Paz. O documento apresenta a entidade à sociedade e sugere que o poder público implemente campanhas públicas e pedagógicas pela valorização da vida e da paz, e pela realização e fomento de ações de prevenção e de combate à criminalidade.
“O Fórum entende que essas iniciativas devem ser contínuas, sustentáveis, duradouras, e promotoras de inclusão social. Essas ações devem ser baseadas em modelos de atuação que estimulem a cooperação institucional entre os movimentos sociais e os governos – nas esferas federal, estadual e municipal”, diz a carta.
 



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