Grupos

Jornal Nó Cego Fevereiro 2008

22:28 @ 15/02/2009


Projeto Tear acaba de ser ampliado



Sala multimídia, novo site, remodelação da loja, biblioteca e inclusão de oficina de estamparia e personalização estão entre as novidades da iniciativa

O Projeto Tear – Oficinas de Trabalho, Terapia e Arte, ação que une em parceria a Associação Cornélia Vlieg, a Prefeitura de Guarulhos e a Pfizer, será ampliado. A partir de fevereiro, haverá uma nova oficina, de serigrafia e personalização, que será responsável pelo incremento de 20% no número de beneficiados pelo projeto. Criado há cinco anos, o Tear é um espaço de inclusão social inovador, que tem como principal objetivo a reabilitação de portadores de transtornos mentais. O trabalho é feito por meio de oficinas específicas, que possibilitam a socialização dos pacientes, bem como o estimulo à sua autonomia e o resgate da auto-estima.

Além do aumento de 20% no atendimento, que hoje é de aproximadamente 100 pacientes, as novidades desta ampliação incluem incremento de suas instalações e equipamentos; novo site; revitalização da loja; criação de sala multimídia; e instalação de uma biblioteca com livros específicos de confecção de produtos artesanais, marketing e vendas. As oficinas existentes, como de papel artesanal, gráfica, marcenaria, velas e sabonetes, tear e costura, vitral e mosaico, também terão sua atuação ampliada.

“A Pfizer tem como meta contribuir para uma melhora significativa na qualidade de vida das pessoas atendidas pelo Tear, de maneira criativa e coerente com os princípios que norteiam a iniciativa, buscando promover cidadania e inclusão social”, comenta Cristiane Santos, gerente de Comunicação Corporativa da Pfizer.

Os objetos confeccionados nas oficinas são comercializados em loja própria do projeto e o dinheiro arrecadado com a venda dos produtos é revertido para a compra de materiais/ equipamentos e também para os participantes, na forma de “bolsa oficina”.

“O investimento destinado à ampliação do projeto por parte dos parceiros se traduz para a equipe como reconhecimento pelo trabalho realizado, refletindo positivamente na concretização dos objetivos propostos e principalmente na ampliação do número de pessoas que serão beneficiadas diretamente a partir de fevereiro”, informa Valéria Bianchini, coordenadora do Projeto Tear.

A Loja Tear fica na Rua Silvestre Vasconcelos Calmon, 92, em Guarulhos e funciona de segunda à sexta, das 9 h às 17 horas. Informações pelo telefone: (11) 2409-2200 ou 2475-1758. Site: http://www.projetotear.org.br/.

___________________________________________________________________________
A Pfizer é a indústria farmacêutica que mais investe em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. O resultado desse trabalho são produtos que melhoram a saúde e a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Fundada em 1849 e presente em 150 países, a Pfizer comercializa medicamentos na área de Saúde Humana e Animal, como Lípitor, Champix, Sutent, Celsentri, Celebra e Viagra. No Brasil há 55 anos, a companhia também desenvolve iniciativas sociais voltadas para a Educação em Saúde.

Rede da onda



WAVE é o nome desta incrível mistura de barraca e rede. Com design de Erik Nyberg e Gustav Ström e produzida pela Royal Botania, ela tem um visual único. Apoiada em apenas um ponto, o que lhe dá a a impressão de flutuar, sua estrutura é feita em aço inox. Dois tipos de tecido, um para a cobertura e outro para a rede, garantem o conforto e a oportunidade inigualável de descanso. Para quem possui casa com vistas como as das fotos, é perfeita!



























http://www.bemlegaus.com/2009/02/rede-da-onda.html


Nossa Senhora Tecelã

Em Fátima, Portugal, há um museu de cera onde a mãe de Jesus é apresentada como uma Tecelã, com suas ferramentas.
O Museu da Vida de Cristo, inaugurado em Abril de 2007, possui uma arquitetura moderna, cores claras, revestimento de vidro cobre e granito, grande luminosidade e amplos espaços de circulação.

O espaço temático Vida de Cristo apresenta a vida de Maria que acompanha o seu filho Jesus desde o nascimento até à paixão e morte, culminando na Ascensão de Jesus aos Céus. Ao longo da visita sucedem-se os ambientes, sons e odores, alternam-se o tempo e o espaço permitindo ao visitante viver os acontecimentos retratados.


Mais informações clique aqui !


Fazer Download da apresentação























BAOBÁ ECOFÁBRICOS


baoba liquidação de despedida


A Baobá é um projeto de valorização da tecelagem artesanal que produz artigos com matérias-primas orgânicas ou recicladas. Suas atividades concentram-se na Fazenda Rancho Grande, em Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo. A coordenação do trabalho está a cargo da historiadora Daniela Moreau.

O projeto Baobá surgiu em 1995, com o objetivo de unir a linguagem do artesanato tradicional (inicialmente a da tecelagem manual) com as especificidades / necessidades da vida contemporânea. A criação de empregos onde as pessoas pudessem exercer seu potencial criativo e o uso de técnicas de produção não prejudiciais ao meio ambiente formam as diretrizes que orientaram o projeto.

A valorização da tecelagem manual passava pela utilização de novas matérias-primas e pela criação de produtos. Em 1997 foram introduzidos os fios produzidos a partir da reciclagem de garrafas plásticas e, em 1998, o algodão certificado e o algodão peruano naturalmente colorido.

Em 2001 a empresa recebeu o Prêmio Ecodesign da FIESP.

Veja o vídeo da Baobá




O REI DOS CÃES DE PASTOREIO HÚNGAROS

rock.jpg (44658 bytes)

Na REVISTA VEJA, Edição 2098 de 4 de fevereiro de 2009 (http://veja.abril.com.br/040209/imagens/animais4.jpg) desta semana, um artigo fala sobre cães "feios" e entre eles cita o Komondor. Seu aspecto físico , como se fosse um grande urso de pelúcia não tem, absolutamente nada a ver com seu real temperamento, nem é de fato "feio". Ele se destaca pelo tamanho gigante e pela pelagem abundante e encordoada. Trata-se de um cão muito silencioso e que raramente late, mas também trata-se de um cão independente e com forte instinto de guarda. Não se pode dizer que o Komondor seja do tipo ´brincalhão´. É um muito cão forte e que foi desenvolvido para ter muita iniciativa na proteção dos rebanhos, com os quais era deixado praticamente sozinho pelos pastores. Essa atividade requeria que o cão tivesse que tomar suas próprias decisões e esta mesma ´independência´ faz com que seja um cão ideal para quem tenha voz ativa e muita experiência o que torna o Komondor bastante diferente dos demais pastores, que, normalmente, esperam ordens do seu líder humano para agir.

Foi esta mesma vocação para proteção de rebanhos e guarda que fez com que a raça fosse bastante valorizada nos Estados Unidos, onde é utilizada ainda hoje para a mesma função. Na função de guarda, costuma escolher um ponto estratégico no ´seu´ terreno do qual possa dominar o visual de todo conjunto.


Para saber mais: http://www.dogtimes.com.br/komodor.htm





Tapete de Luvas

Proper Lady" é o nome desta inusitada e divertida criação de Rachel Denny. Feito com dezenas de pares de luvas no melhor estilo vintage, este super tapete garante um efeito visual sensacional. Olhando de relance lembra bastante aqueles tapetes feitos com retalhos coloridos. O forro encorpado é feito em algodão e a artista também sugere que a peça seja usada como decoração de parede.

Fonte:http://www.bemlegaus.com/2009/01/tapete-de-luvas.html

Posted by Picasa



A CASA - MUSEU DO OBJETO BRASILEIRO apresenta

exposição e vídeo da Tecelã Mercedes Montero



Esta instituição tem como objetivo contribuir para o reconhecimento, valorização e desenvolvimento da produção artesanal e do design, incrementando a percepção consciente a respeito do produto brasileiro bem como promovendo sua produção cultural. Como mediador de processos culturais, incentiva a pesquisa e a troca de informações entre diversas instituições.

Seu endereço é
Rua Cunha Gago, 80705421-001 - São Paulo- SPTelefax: 55 11 3814 9711


Lá, em recente visita virtual descobrimos uma matéria sobre a designer Mercedes Montero, do ateliê Tissume. Ela foi à CASA e contou tudo sobre o ateliê em Pirenópolis, o trabalho com tecelagem, e o uso de materiais diversificados, como algodão natural mesclado a fios industriais. Ela nos deu também depoimentos poéticos sobre a arte de tecer e as metáforas contidas no ofício que influenciaram sua vida: Vídeo http://www.acasa.org.br/arquivo_objeto.php?secao=colecoes&id=2157
Ashford Kniters Loom

http://www.knittersloom.com/

Clicando no link acima se pode ter acesso a um dos mais belos e modernos teares manuais que já se viu no mercado mundial. É da famosa fábrica Ashford da Nova Zelândia. Nos links abaixo temos o manual de instruções e outros.

Brochure in FLASH
NZ Retailers
Ashford Website
Instructions in FLASH
Worldwide Distributors
Ashford Club Website
Get Flash Player
Downloads
Contact Us


© 2006 Ashford Handicrafts Ltd
Website Design by The West Wing

A número um

Jornal Viver Bem

Domingo, 04/01/2009

Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo

Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo /
Perfil

Depois de 34 anos na feirinha do Largo da Ordem, a tecelã Zélia Scholz abre sua história de lãs, corantes naturais e contos de fadas

Publicado em 04/01/2009 | Daniela Neves - danielan@gazetadopovo.com.br

Zélia Scholz, 77 anos, tem o orgulho de portar a carteirinha “número um” da feirinha do Largo da Ordem. Não que seja a feirante mais velha, ou coisa parecida, mas ela estava lá quando a feira foi montada, em 1974, para ajudar na revitalização do setor histórico de Curitiba, e foi a primeira a indicar onde queria ficar com seus tapetes e cachecóis. Escolheu a entrada da praça Garibaldi, na esquina do prédio da Fundação Cultura de Curitiba e da Rua do Rosário.

Naqueles meados dos anos 70, as barracas ocupavam apenas a quadra entre o Relógio das Flores e a Rua do Rosário, com 20 feirantes, no máximo, que produziam o mais legítimo trabalho manual. O “ponto” escolhido por dona Zélia para o negócio era a entrada da feira e ficava ao lado de um poste – que lhe fazia sombra naquela época em que só tinha mesmo um tapetinho no chão com algumas peças. E não é que vendia tudo? “Chamava a atenção dos turistas, que desde aquele tempo adoravam artesanato. Levavam ao menos uma peça, mesmo que fosse uma meia”, conta.

O ofício de tecelã Zélia aprendeu cedo, na pequena cidade de Jacutinga, no Sul de Minas Gerais. Criar ovelhas, tosquiar a lã, plantar algodão, colher, lavar, cardear (passar uma escova especial), tingir (com processos naturais) e tecer eram atividades feitas pela bisavó, que passaram para a avó, para a mãe até chegarem à Zélia, quando completou 14 anos. “Naquela época, era muito difícil encontrar roupa pronta. Meu avô era pecuarista e minha avó tecia para fazer roupa para a família”, conta. Como já gostava de arte, música e pintura, tecer tornou-se algo natural e prazeroso.

Nos anos 50 se mudou para o Norte do Paraná com a família, onde casou com o radialista José Wille Scholz, com quem teve seis meninos. Vinte anos depois mudou-se para Curitiba e com os filhos já criados, foi procurar uma distração no Centro de Criatividade do Parque São Lourenço: começou como aluna de cerâmica e saiu de lá professora de tear. “Não conhecia o valor do meu trabalho. Amava, mas não sabia que os outros se interessariam”, diz.

Até hoje, com 34 anos de feirinha e já bem longe do “marco zero” – agora são 1,3 mil barracas que ocupam seis quadras, espalhadas para cima e para baixo da área inicial –, Zélia continua encantando os freqüentadores da feira. Principalmente das crianças. Ela que já se parece com as vovós das historinhas infantis, leva a roca em que a Bela Adormecida espetou o dedo para a feira e conversa com os pequenos. “Gosto de incentivar a magia dos contos de fadas, porque não é sempre que eles veem uma fiandeira ao vivo e a cores, como das histórias”, diz.

Durante a semana, Zélia dá aulas particulares de tear e à noite produz suas peças. Sem pressa nem cobrança de produção. Nenhuma visita à sua casa-ateliê escapa de uma aula rápida de tear, acompanhada de bom papo mineiro. Ao ensinar como se coloca o algodão desfiado na roca, Zélia fala do material, das cores e aproveita para dar sua lição de vida: “Uma coisa é ver e a outra é olhar. Quando você trabalha e vê com os olhos da alma, descobre maravilhas: cores, formas, a lã macia”.

Ovelhas de pau

Elas são simplesmente demais. Estas réplicas de ovelhas feitas em madeira e cobertas com lã, podem ser usadas como descansos de pé, brinquedos para a criançada ou simplesmente como um divertido enfeite. São 3 alturas diferentes (45, 60 e 85 cm), e cada ovelhinha é feita artesanalmente na Alemanha. Possuem tratamento para retardar a propagação de fogo e são antialérgicas. Os precinhos não são inocentes como a carinha das ovelhas: custam 161, 230 e 323 libras. "Tricotadamente legaus"!

Fonte: http://www.bemlegaus.com/2008/12/ovelhas-de-pau.html



NOVAS AQUISIÇÕES DO ACERVO
ALBUM PINTURA & TECELAGEM























Ver acervo em http://picasaweb.google.com.br/scholzrene/PinturaTecelagem#slideshow/5282206496928963074
Posted by Picasa

Tecidos orgânicos

Os tecidos orgânicos como o algodão, a lã, a seda e o cânhamo devem cumprir a regulamentação estipulada pela Associação de Comércio de Orgânicos ou por órgão regulador, no que diz respeito à produção, ao tingimento e ao manuseio das fibras. É importante procurar o certificado nas embalagens para ter certeza de que se trata realmente de um produto orgânico. Os tecidos sustentáveis são produzidos fora das diretrizes e das certificações federais.

eco-friendly fabrics in Calcutta
Deshakalyan Chowdhury/AFP/Getty Images
Uma visitante indiana analisa a qualidade do algodão na Tantavi-2003, uma exposição de tecidos eco-amigáveis feitos à mão realizada em Calcutá

O algodão orgânico é o tipo mais popular de tecido orgânico. De acordo com a Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos, a demanda por roupas feitas de algodão orgânico duplicou entre 2005 e 2006 [fonte: OCA ]. O algodão orgânico também é usado em artigos pessoais como produtos sanitários, esfregões e fraldas para bebês, assim como em artigos de mesa, banho e até mesmo em papelaria.

A lã orgânica, a seda e o cânhamo também são materiais orgânicos populares. O cânhamo é uma fibra natural altamente durável que não requer pesticidas e precisa de pouca água para crescer. Por se tratar de uma fonte renovável, os fazendeiros podem manter plantações de cânhamo ano após ano. As fibras de cânhamo podem ser usadas em vestuário, cosméticos e papéis. Para tornar o cânhamo menos rígido, as fibras geralmente são misturadas com algodão e seda.

As roupas sustentáveis utilizam tecidos feitos de materiais renováveis como o bambu, a soja e o Tencel, fibra proveniente da polpa de madeira. Os materiais de roupas sustentáveis também podem ser produzidos a partir de novas opções sintéticas como o "POP", tecido feito de plástico reciclado de garrafas de refrigerante.

O bambu se tornou uma escolha popular de tecido sustentável para empresas que pretendem realizar a transição para a moda eco-amigável. Ele cresce rápido e pode ser cultivado sem pesticidas ou aditivos químicos. E também é 100% biodegradável. Para se obter as fibras de bambu, sua polpa é retirada até que fique separada em fios finos que podem ser torcidos e tecidos. O bambu produz um ótimo tecido para roupas esportivas devido às suas propriedades naturais anti-bactericidas e absorventes. O tecido de bambu também é famoso por sua textura macia.

Muitas vezes, os tecidos orgânicos e sustentáveis requerem cuidado especial (leia sempre as instruções de lavagem na etiqueta de cada produto). Embora muitos tecidos possam ser lavados à máquina, alguns requerem lavagem a seco ou à mão. Os consumidores conscientes talvez queiram utilizar detergentes livres de fosfato e biodegradáveis e secar as roupas no varal para reduzir o consumo de energia.

Fonte: http://casa.hsw.uol.com.br/roupas-organicas1.htm

ROUPAS ORGÂNICAS

Na nossa imaginação, roupas orgânicas geralmente não estão tão na moda. Nos fazem lembrar das sandálias Birkenstocks, de túnicas sem formato e texturas rústicas, com ou sem tingimento. Mas nossa imaginação parou na década de 70. As fibras orgânicas e alternativas foram aperfeiçoadas desde então.

















Cachecóis feitos de tecido orgânico expostos em uma prateleira da Organic Avenue, uma loja vegan de Nova York


As roupas orgânicas são feitas de materiais essencialmente naturais e não sintéticos, e parte, pelo menos no Brasil, dessa produção vem de métodos de agricultura orgânica que fazem parte do movimento da agricultura orgânica (em inglês) Esse movimento enfatiza a agricultura e a produção, que trabalham em conjunto com a natureza e ajudam a diminuir a poluição do ar, do solo e da água. Os materiais para as roupas orgânicas vêm de plantas que não recebem radiação e que não foram geneticamente modificadas ou tratadas com pesticidas sintéticos ou químicos. Qualquer produto classificado como orgânico, independentemente de ser uma camiseta ou uma maçã, deve seguir os padrões nacionais estipulados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Semelhantes às roupas orgânicas são as roupas sustentáveis. Os trajes sustentáveis enfatizam a reutilização e a reciclagem de materiais e fazem parte do movimento de conscientização ambiental. Tanto as roupas orgânicas quanto as sustentáveis são ecologicamente corretas e amigas do meio ambiente.
fONTE: http://casa.hsw.uol.com.br/roupas-organicas.htm






Cariri recebeu Mestres da Cultura em dezembro/2008

Entre os dias 2 e 6 de dezembro cerca de 300 Mestres da Cultura de vários Estados brasileiros e de países da América Latina participaram do IV Encontro Mestres do Mundo e do III Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares.
O evento reuniu Mestres do Som, do Corpo, da Oralidade, do Sagrado e das Mãos, todos eles portadores da tradição nas diversas vertentes da cultura popular brasileira e ainda com representantes de aspectos da cultura internacional.

Na programação, aconteceram encontros, oficinas, seminários e apresentações artísticas. Todas as atividades foram realizadas nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, na região do Cariri, sul do Ceará, a cerca de 560 km de Fortaleza.

Todas as noites se encerraram com apresentações de grupos populares tradicionais em shows em dois palcos montados no pátio do Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte.

Com o objetivo de fortalecer o intercâmbio entre saberes e fazeres, valorizando os Mestres da Cultura como mantenedores das tradições coletivas, o IV Encontro Mestres do Mundo é uma promoção do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID) e do Governo do Ceará, através da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e o apoio do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC).

LinK: http://www.oktiva.com.br/oktiva.net/2603/secao/22293

Cartão de Natal de Nádia Rezende da ABA Têxtil

Vaticano compra seda produzida em Maringá


Dez mil metros de faixas de seda negra foram despachadas para Roma no início do mês. A encomenda, feita pelo Vaticano, foi produzida pelo Casulo Feliz, empresa maringaense de tecelagem artesanal de seda.
Da Europa, as faixas serão enviadas para todos os países onde a Ordem de São Basílio estiver presente. Seguidores do rito bizantino, um dos cinco da Igreja Católica Oriental, os basilianos são encontrados, em maior número na Ucrânia, Eslováquia, Romênia, Polônia, Hungria, Canadá, Brasil, Argentina, Estados Unidos e Portugal, entre outros países.
Em todos eles, os sacerdotes usarão faixas negras maringaenses sobre o hábito talar durante as celebrações.

Fonte: O Diário do Norte do Paraná
NOVA SALA PRINCIPAL

Estamos em fase de mudança no Pqno Museu da Tecelagem.
O Velho grupo Handweavers, que deu origem a este Museu, vai ser fechado por determinação do Portal Groups MSN. Não só ele mas todos os grupos ali instalados foram avisados para se transferirem para outros locais. Assim, como já estávamos instalados também no portal do Google, é para alí que vamos com malas e cuia, coleções, imagens, filmes e tudo que tivermos direito. Dalí estmos fazendo links com os álbuns do Picasa, um excelente álbum virtual também do gigante Google. Assim, não teremos mais limites de quantidade de conteúdo. No msn havia um limite de 3Mb por participante.
Pois bem, ano novo com casa nova. Vamos lá.
O endereço é http://groups.google.com.br/group/pequenomuseudatecelagem
Visitem!

Prof. René Scholz
Diretor do Museu


Miragens de Existência: o Tecelão, a Tecelagem e Sua Simbologia

Thais Wense Mendonca Cruz

  • Editora: ANNABLUME
  • ISBN: 8574190349
  • Ano: 1998

O que esse livro mostra sem muita cerimônia acadêmica é que a tecelagem, tal como os artesãos ritualmente a realizam, não é mero objeto a cumprir funções cotidianas - colcha para cobrir, toalha para servir, manta para aquecer, painel para expor -, objeto empírico passível de observação e de análise técnica e científica. Mais do que isto, entendendo os objetos tecidos como "objetos simbólicos" cuja trama misteriosa a autora não explica, mas tem o cuidado de apontar, respeitar e reverenciar, Miragens da existência pode ser lido nas perspectivas da Poética, da Psicologia Analítica, da Antropologia e da História do Sagrado.

Contribuição de Julio Cesar Thomaz Telles, direto de Piraquara, PR.

Mudança de Endereço

23:42 @ 25/11/2008

Prezados Sócios e amigos do Pequeno Museu da Tecelagem

Este grupo nasceu no site  groups.msn.com . Ocorre que a empresa resolveu fechar este seu departamento e nos pediu o "imóvel" até fevereiro de 2009. Assim começamos um processo de mudança. Como já estávamos espalhados pela web somente precisei escolher um dos portais no qual já tinha estabelecido uma base. Estamos indo para o site http://groups.google.com/group/pequenomuseudatecelagem
Patrocinado agora pelo poderoso Google. Escolhi este endereço pela facilidade em adicionar documentos ( que fazem parte do acervo e está em crescente demanda) e não tem limite de tamanho. Somente terei que construir as legendas dos mesmos. Mas está ficando bom.
 Esperamos vossa visita. E , quem sabe colaboração.
Um abraço
Prof. René Scholz

Jornal Nó Cego

22:11 @ 08/09/2008

Exposição do casal alemão Anni e Josef Albers em Curitiba















Curitiba é a primeira cidade brasileira a receber a exposição, com cerca de 350 obras, do casal alemão Anni (1899-1994) e Josef Albers (1888-1976), do acervo da fundação americana que leva o nome dos artistas. A mostra exibe trabalhos que evidenciam a forte influência da arte e da cultura latina na produção dos Albers. As viagens, entre 1934 e 1967, ao Peru, Chile, Cuba e, por quatorze vezes, ao México resultaram em uma produção moderna pioneira. A exposição tem o patrocínio da Companhia Paranaense de Energia (Copel), com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos da América, no Brasil, The Josef and Anni Albers Foundation, do Ministério da Cultura e do Governo do Paraná.

Anni Albers(1899-1994)

Formada pela Escola Bauhaus de Design, desenhista, tecelã e escritora, Anni registrou em textos detalhados o que via, pesquisava e aprendia nas viagens. O conhecimento acumulado deu a Anni novos elementos para suas pesquisas e descobertas emestampas têxteis, aquarelas e ornamentos femininos, como colares. Em 1965 publicou On Weaving (Na Tecelagem), livro que tornou-se uma referência modernista, com uma famosa dedicatória aos “(...) grandes professores, os tecelões do Peru antigo”. “(...) Para Anni e Josef Albers, sua fé na capacidade da arte em permear todas as áreas da vida levou a dois estilos artísticos distintos, cujo significado tornou-se cada vez mais claro com o passar do tempo. Anni pode ser considerada uma das artistas têxteis, cujos designs persistentemente transcenderam os limites da esfera à qual se aplicavam, mais importantes do século XX. Ela abriu o meio têxtil para um conceito pictórico autônomo e totalmente próprio das artes (...)”, ressaltou o diretor do Josef Albers Museum, Quadrat Bottrop.
Mais informações no site
http://www.pr.gov.br/mon/exposicoes/anni_josef.html

CURSO DE TÉCNICO TÊXTIL


O Curso Técnico Têxtil, é ministrado na Escola SENAI "Francisco Matarazzo", localizada à rua Correia de Andrade, 232 - Brás - São Paulo - SP - Telefax.: (11) 3227 5852.

O Curso Técnico Têxtil, é gratuito.

O curso abrange as disciplinas relacionadas ao Processo Produtivo Têxtil (Fibras; Fiação; Tecelagem; Malharia; Beneficiamento; Design Têxtil; Ensaios Têxteis); a Gestão (Gestão de Pessoas; Gestão da Produção); a Projetos (Projetos Têxteis) e de Apoio (Comunicação Oral e Escrita; Fundamentos Físicos e Matemáticos)

O Curso tem duração de 1200 horas, distribuídas em 04 (quatro) semestres letivos + 400 horas de estágio supervisionado obrigatório em empresa da Cadeia Produtiva Têxtil.

As aulas são desenvolvidas de 2ª a 6ª feira, temos turmas em 03 períodos, sendo:

Manhã: das 08h15 às 11h30.
Tarde: das 13h45 às 17h00.
Noite: das 18h30 às 21h45.

O próximo período de inscrições para o Curso Técnico Têxtil, será de
15 a 26/09/2008 e o exame de seleção no dia 19/10/2008 das 08h00 às 11h00.

A inscrição deverá ser efetuada na própria Escola, após comprovação do pagamento de
R$ 32,50, referente a taxa de inscrição. Para pagamento o candidato deverá retirar o boleto bancário na Unidade que desenvolverá o curso.

No ato da inscrição o candidato receberá o Manual do Candidato com as informações do processo seletivo. A prova será composta por 60 questões de múltipla escolha, em nível de conclusão do ensino médio: 20 de Língua Portuguesa, 20 de Matemática e 20 de Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia).

Maiores informações: pasalvi@sp.senai.br


Tear Egípcio na Alemanha


Um excepcional site sobre Tecelagem com Cartelas pode ser visitado no endereço abaixo.

http://www.gewebte-baender.de/4_bandweben_2_moeglichkeiten.html

Gewebte Bänder rund um die Ostsee
und rund um die ganze Erde
von und bei Anneliese Bläse
24306 Plön, Rathjensdorfer Weg 32, Tel. 04522-3301


Oficinas do Salão do Encontro
Betim - MG

Cursos do Salão do Encontro



Esta organização tem como objetivo desenvolver ações estratégicas que garantam o acesso à educação, cultura e a capacitação profissional de pessoas de baixa renda e portadores de necessidades especiais, atuando em todos os pilares do núcleo familiar – pais, filhos e avós - promovendo a redução da desigualdade social e o crescimento do indivíduo e da comunidade.

A experiência adquirida em 37 anos de atividades faz do Salão do Encontro um Centro de Referência para a difusão da arte popular.

Por meio de cursos de formação artesanal profissional e de um projeto educacional voltado para as atividades lúdicas, a entidade trabalha na busca pela dignidade de vida da população carente, focando na educação, na capacitação e na reinserção destes indivíduos na sociedade.

O Salão do Encontro oferece no Programa de Formação de Artesão 12 cursos distintos, onde os alunos aprendem a confeccionar objetos artesanais de acordo com cada oficina.

Desta maneira, o Salão cria no cidadão carente uma nova perspectiva de vida, ao qualificá-lo para o mercado de trabalho e possibilitar uma nova forma de geração de renda.

Treinamentos oferecidos:

- Brinquedos pedagógicos artesanais
- Tear mineiro
- Tear kilim
- Tear chileno
- Tear de chão e parede
– sisal
- Estofamento
- Cerâmica
- Confecção de arranjos florais
- Confecção de bonecas de pano
- Cestaria
- Artes circenses
- Confecção de brolhas
- Oficina de móveis rústicos

http://www.salaodoencontro.org.br


Travestis criam cooperativa têxtil como alternativa de vida




Veja o vídeo



Em uma experiência inédita no país, travestis da Argentina criaram uma cooperativa para confeccionar produtos têxteis e, dessa maneira, mudar a idéia social de que o único modo de sobrevivência do grupo é a prostituiçãoReportagem da agência EFE

http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2008/08/09/040266D4819327.jhtm?travestis-criam-cooperativa-textil-como-alternativa-de-vida-040266D4819327

09/08/2008

Última Moda no Japão









































Não é transparente, é impresso no tecido !!!








O Jornal Nó Cego está agora em novo endereço:

www.jornalnocego.blogspot.com

Confira!


Nó Cego nº 42 janeiro 2008

01:06 @ 01/02/2008

NÓ CEGO

Revista Eletrônica do

 Pequeno Museu da Tecelagem

 Nº 42 - Janeiro - 2008 - Ano 6

EDITORIAL

Prezados Amigos e leitores
 
Dedico este número à Sra. Maria José dos Santos Correa, minha avó, fiandeira e artesã, recentemente falecida aos 95 anos. Sou-lhe eterno devedor por tudo que me ensinou direta ou indiretamente.

Saudações a todos.
Curitiba, 1 de fevereiro de 2008
René Scholz



Tecido de 'algas marinhas' nos EUA





A Lululemon Athletica produz caras roupas destinadas à prática de ioga e outras atividades físicas, fabricadas com materiais pouco convencionais como bambu, prata, carvão, coco e soja.
Uma das linhas de roupas da fabricante chama-se VitaSea e, segundo a empresa, é confeccionada a partir de algas marinhas. O tecido, conforme descreve a etiqueta dos produtos, "libera aminoácidos marinhos, minerais e vitaminas na pele com o contato com o suor."
A Lululemon, cujos tecidos receberam elogios da imprensa, afirma ainda que as roupas da VitaSea reduzem o stress e oferecem benefícios antiinflamatórios, antibacterianos, hidratantes e desintoxicantes.
Mas existe um problema com as promessas da VitaSea. Algumas delas podem não ser verdadeiras.
O "New York Times" encomendou um exame laboratorial de uma camiseta da Lululemon feita de VitaSea e analisou um teste semelhante realizado em outro laboratório. Ambos chegaram à mesma conclusão: não há uma diferença significativa nos níveis de minerais entre o tecido da VitaSea e as camisetas de algodão.
Em suma, os laboratórios não detectaram a presença de nenhuma alga marinha nas roupas da Lululemon.

Na etiqueta da camiseta testada pelo "Times", lia-se que o produto contém 70% de algodão, 6% de spandex e 24% de fibra de alga marinha. ".
 
Em seguida, o "Times" solicitou que um segundo laboratório, o McCrone Group, fizesse um teste com uma camiseta de corrida azul fabricada com o VitaSea da Lululemon, e o comparasse com uma camiseta cinza da J.Crew.
 
O McCrone, sediado em Westmont, Illinois, também não conseguiu detectar nenhum componente específico de algas. Embora os laboratórios não pudessem descartar completamente algum vestígio de algas, eles não puderam, através de métodos sensíveis de teste, corroborar as afirmações da Lululemon.
 
Os testes obviamente levantam dúvidas sobre o marketing da Lululemon. O consumidor normalmente paga mais caro por roupas esportivas de alta tecnologia e empresas como a Lululemon estão tentando aproveitar o interesse do público por materiais orgânicos.
 
Os executivos da Lululemon disseram que não fizeram testes independentes do material da VitaSea para saber se ele correspondia às informações das etiquetas dos produtos da Lululemon. Na verdade, confiaram nas promessas de seus fornecedores, segundo os executivos.  A Lululemon possui mais de 40 lojas e quiosques nos Estados Unidos. A empresa chama os atendentes das lojas de "educadores", os clientes de "convidados" e imprime o "manifesto" da empresa nas sacolas vermelhas usadas nas vendas.

http://www.lululemon.com/
 
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL183462-9356,00.html



design brutalista

 
Pedras, troncos e ramos de árvores, tecido cru... A ilusão de estarmos num filme dos Flinstones é grande perante estas peças de mobiliário. Os nomes, sugestivos, induzem a lembrança da Natureza em estado bruto - sofá "Crusoé" e candeeiros "Tropique". O design, porém, é do mais sofisticado que há. O seu autor é um francês: Frank Lefebvre, fundador da Bleu Nature.
   
A empresa nasceu em 1995 com base num conceito interessante: as formas dos materiais são o material da formas, passe o trocadilho. Quer isto dizer que, mais do que procurar novas formas saídas da imaginação e lápis do criador inspirado, se procura o aspecto natural dos materiais tal como se encontram na Natureza. O papel do designer neste caso será o de intuir das potencialidades dos elementos naturais disponíveis e combiná-las de um modo elegante, simples e confortável, num processo que apresenta muitas semelhanças com a essência do trabalho artístico. Menos do que um criador, o designer torna-se um catalisador, um artesão.
Esta busca da simplicidade e da minimização da intervenção do factor humano tem algum sentido filosófico nos dias que correm em que assistimos a uma preponderância cada vez maior do design na nossa vida. As nossas casas, as nossas roupas, os nosso carros ou os nossos objectos pessoais impõem-nos um modo de vida padronizado para que possam ser utilizados. É uma relação de tirania onde há cada vez menos espaço para a simplicidade e para a espontaneidade.
 

Lucubrações à parte o certo é que as peças da Bleu Nature nos deixam estupefactos. Elas não apenas funcionam bem como têm visto a sua procura aumentar exponencialmente, o que parece confirmar algum cansaço em relação ao minimalismo do design mainstream. Ramos ou troncos de madeira, pedras roladas, pedaços de rocha, fibras de linho, cânhamo ou lã virgem são a matéria-prima utilizada sem qualquer tipo de tratamento industrial. A montagem é exclusivamente artesanal.
O resultado são peças únicas e orgânicas, apenas comercializadas junto de profissionais do ramo, o que quer dizer que um simples particular não as pode adquirir para sua casa. É pena...

Fonte http://blog.uncovering.org/archives/2007/12/design_brutalista.html



 

AS CONEXÕES OCULTAS



Físico austríaco Fritjof Capra

Todas as formas de vida, das células mais primitivas, das estruturas mais simples entre plantas e insetos, até os seres humanos, se organizam seguindo padrões que têm em comum um único princípio básico: estamos todos ligados uns aos outros, vivemos em rede, em relações interdependentes. Tudo, em todas as dimensões biológicas, em todos os níveis, cada célula que pulsa em nosso corpo à vida social, depende do conjunto para se sustentar. E isso constitui a vida. O físico austríaco Fritjof Capra já defendia esta idéia ao escrever"O Ponto de Mutação" (1982) e "A Teia da Vida" (1996), livros que se tornaram referência no debate das principais questões da vida contemporânea e que varreram a história ocidental da ciência para mostrar que é preciso quebrar as bases da ciência moderna, pautada no sistema matemático cartesiano, para entender o quanto tem afetado a nossa saúde e, conseqüentemente, a saúde do planeta.
Em seu último livro, "As Conexões Ocultas, Ciência para uma Vida Sustentável" (2001), Capra deu mais um passo na sua crítica. Ela passou a não ser mais uma reflexão sobre a o passado e tornou-se uma análise apurada do presente. Apurada porque, com os olhos de pesquisador, ele conta a trajetória do capitalismo para mostrar como chegamos ao modelo atual de globalização, baseado em redes eletrônicas e fluxos de finanças e de informação cuja única meta é "a de elevar ao máximo a riqueza e poder de suas elites".
Tal idéia choca-se de frente com o conceito que ele defende: se compomos a teia da vida, se cada sistema vivo contribui para a sustentabilidade do todo, como pensar numa economia cujo princípio, em resumo, é o de que gerar capital deve ter precedência sobre todos os outros valores? Pergunta grande demais, cuja resposta de Capra está numa aproximação de que os fenômenos sociais e econômicos devem ser entendidos à luz do funcionamento mecânico da natureza.
Teórico de sistemas e físico pela Universidade de Viena, Fritjof Capra fundou o Centro de Eco-Alfabetização de Berkeley, na Califórnia. Professor do Schumacher College, um centro de estudos ecológicos da Inglaterra, passou parte de sua juventude numa fazenda austríaca, onde diariamente caminhava ao menos quatro quilômetros para pegar o trem no caminho à escola. "Fui criado com as motivações e os valores orientados no sentido da observação da natureza", disse ele certa vez, numa das tantas entrevistas que deu quando esteve no Brasil, em 2003 (em palestras organizadas pelo Ministério do Meio Ambiente).

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/estante_263355.shtml#mmateria


O Estranho Viajante



- uma crônica budista: o elogio da "preguiça"-
Lin Ching Xuan


Certa vez participei de uma excursão, pelo leste de Taiwan, e havia no grupo um sujeito muito estranho. Ele passava o dia todo dormindo no hotel enquanto os outros saíamos para conhecer as belezas do lugar. Quando ele acordava antes da gente chegar do passeio, ficava sentado no bar, tranqüilamente tomando um café. Às vezes, ele não acordava nem para comer, alegando que queria descansar. Ele não gostava de falar e se alguém tentava puxar papo, ele apenas dava um sorriso e ficava quieto.
Embora tudo em sua conduta fosse silêncio, ninguém conseguia ignorá-lo. Ele era como um mistério e, pelas costas, os companheiros não paravam de comentar sobre seu comportamento.
Às vezes, eu o imitava: sentava-me no bar, em silêncio, sem proferir nenhuma palavra e sorria para ele.
E, assim, ficamos amigos.
Uma vez não resisti e lhe perguntei: "Já que você participa da excursão, por que não passeia conosco?"
"Sou um homem preguiçoso", disse ele, "acho que ficar em pé é melhor do que andar; sentar, melhor do que ficar em pé; deitar, melhor do que sentar e dormir é ainda melhor do que ficar só deitado. Eu participo da excursão porque, assim, não preciso me preocupar com arranjar o que comer, onde morar e outras bobagens dessas...!"
Eu já vi muitas pessoas trabalhadoras que estão sempre ocupadas, dificilmente conheço um preguiçoso. E os preguiçosos geralmente não costumam assumir esse título. Então, começamos a conversar sobre a preguiça.
Para esse viajante estranho, um homem preguiçoso tem dois princípios: primeiro, não faça nada que possa não ser feito. Por exemplo, ele compra sete camisas, uma para cada dia da semana, ao final de uma semana, todas vão estar usadas. Volta a usá-las pela segunda vez na semana seguinte e na terceira semana também. A vantagem é que precisa lavar roupas apenas uma vez a cada três semanas. Sapatos, de preferência, sem cordões, melhor ainda se não for preciso agachar para calçá-los. Comida, se encher o estômago, já está bom. De preferência, em restaurante: preparar em casa dá muito trabalho. Alimentos crus é melhor do que cozidos, procure dispensar requintes na alimentação: pão é mais fácil do que macarrão, que é mais fácil do que arroz (para cozinhar arroz é necessário lavá-lo antes...). Frutas, escolha aquelas que não precisam ser cortadas: banana, tomate, maçã são melhores do que abacaxi ou melancia.
E para fazer compras, não adquira mais do que o estritamente necessário, pois quando a gente começa a ter muitas coisas caras e boas, começa também a querer colecionar e guardar com cuidado. Além disso, surgem as preocupações de manutenção, e complicações que não têm mais fim: não nós possuímos as coisas; elas nos possuem. "O homem gasta muito tempo e muita força para buscar fama, sucesso e satisfazer desejos materiais. Assistindo a tudo isso de longe, o homem parece um grande tolo", disse o estranho viajante.
O segundo princípio de um homem preguiçoso é: não lembre de coisas que possam ser não lembradas. "As pessoas não param de lembrar coisas bobas, preocupam-se com tudo. Eu prefiro sentar-me e olhar nuvens", disse ele. Contou-me também que a maior sabedoria que os antigos monges zen buscavam tem tudo que ver com a preguiça. Há uma poesia que diz:
Na primavera, há cem variadas flores;
No outono, o luar;
No verão, ventos frescos
E, no inverno, neves;
Se não tivermos preocupação
Suspensa no coração,
Estaremos sempre
Nos bons momentos da vida.
Ele recitou ainda outra poesia para mim, esta, da Dinastia Yuang:

Tranqüilamente,
Sem ter nada para discutir,
Apenas um incenso a queimar
E sua fragrância para sentir;
Tenho chá ao acordar
E refeições para a fome,
Vejo a corrente do rio, ao caminhar
E as nuvens do céu, ao sentar.
As duas poesias são antigas: como pode um homem preguiçoso saber recitá-las de cor? Perguntei curioso: "Você diz que não costuma lembrar das coisas e se esforça para decorar poesias?"
"Não fui eu que as lembrei: foram as poesias que quiseram ficar em meu coração", respondeu ele. Depois me disse que a maior dificuldade de ser preguiçoso é que tem que usar muito a cabeça para pensar em como pode ser mais preguiçoso ainda...

http://www.hottopos.com

Rainha Elizabeth e as Rodas de Fiar

Em 1981 a Rainha Elizabeth II visitou a Nova Zelândia e lá foi até Ashburton e esteve com Joy Ashford, continuador da empresa que desde 1930 produz um das melhores rodas de fiar do planeta. Mais informações no site http://www.ashford.co.nz/home/home-frameset.htm
Alí há um museu especializado nestas máquinas têxteis .





Tapetes Persas para Mouse




Neste site há interessantes "mousepads"( aquela base onde movemos o "mouse", ou "rato" em português) com motivos da melhor tapeçaria do mundo. Em vez de lã ou seda, usa-se o bem menos nobre poliéster. A partir de 19,95 dólares. Mais informações no site www.mouserug.com

Cursos de Tecelagem


O Pequeno museu da Tecelagem tem uma página destinada à divulgação dos diversos locais onde se pode aprender a tecer . Os próprios sócios do museu é que fazem a divulgação gratuitamente. Confira : http://groups.msn.com/HandWeavers/cursosdetecelagem.msnw?action=view_list&sortstring=


Tecer Comentários



Caros leitores e amigos
Conheçam o mais novo espaço do Pequeno Museu, o blog "Tecer Comentários". É um espaço para divulgação de nossas idéias e de notícias relativas à Arte, à Tecelagem, à Filosofia, História, enfim à Liberdade. Se alguém  quiser  participar é só  entrar em contato  ( scholzrene@hotmail.com)
O endereço é http://tecercomentarios.blogspot.com/