Grupos

Em alguns anos, todas as músicas da história caberão em um dispositivo do tamanho da "palma da mão" e, depois, será possível armazenar todo o conteúdo audiovisual, segundo antecipou hoje um alto diretor da Google.

A empresa receberá na sexta-feira na cidade de Oviedo, no norte da Espanha, o Prêmio Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades por permitir a "milhões de usuários de todo o mundo ter acesso a um universo de conhecimentos e informação de forma extraordinariamente rápida e organizada".

O responsável do Google Books para a Espanha e Portugal, Luis Collado, realizou uma conferência no campus de Gijón da Universidade de Oviedo em um ato organizado pela Fundação Príncipe de Astúrias, que entregará seus prêmios nesta sexta-feira no Teatro Campoamor desta cidade espanhola.

Ele antecipou que em "alguns anos" todas as músicas da história caberão em um dispositivo do tamanho da "palma da mão" e, pouco depois, será possível armazenar todo o conteúdo audiovisual.

"Estamos sendo testemunhas de uma mudança completa na sociedade em que vivemos. A web revolucionou o mundo e a Google" a tornou "mais acessível", avaliou.

O "desafio" atual para a Google e o universo digital, opinou, é transferir para a rede todos aqueles documentos gerados antes da era da internet.

Em alguns casos, isso já foi feito e através do site de buscas é possível ler um "jornal editado em 1850".

Segundo explicou, digitalizar os "milhões de livros" que compõem a biblioteca do Congresso dos Estados Unidos custaria "apenas" 2.500 euros (US$ 3.300).

A internet oferece "imediatismo e gratuidade" e a interatividade de 1.200 milhões de usuários, mas em alguns casos carece de "confiabilidade", reconheceu Collado.

Neste sentido, admitiu que a Google não tem capacidade para criar nem editar conteúdos, como também não para dizer "o que é bom e o que não é", tarefa que relega aos internautas.

O site de busca trabalha em três linhas gerais: o fomento da interação, a documentação e o uso de ferramentas que estimulam o trabalho em equipe em tempo real.

Embora muitos usuários não saibam, comentou, a caixa de busca do site serve também como máquina de calcular, dicionário e conversor de moeda.

Assim, advertiu que a Google não pode garantir que seus rastreamentos se realizem em todas as páginas da internet, pois constantemente estão se criando domínios e acrescentando informação aos existentes.

Com relação ao serviço de livros que existe há quatro anos, ele explicou que a ferramenta conta com um milhão de obras na rede e a colaboração de 20 mil editoras.

Por último, Collado afirmou que o Prêmio Príncipe de Astúrias representa "um impulso" e um "reconhecimento" do trabalho de sua empresa, que a faz se sentir "segura" de contribuir para o "crescimento" e "conhecimento" da sociedade.

Fonte: G1

LONDRES (Reuters) - Distribuir versões digitais gratuitas de livros online pode estimular em vez de prejudicar as vendas de livros tradicionais, disse o escritor Paulo Coelho na abertura da Feira de Livro de Frankfurt, a maior do mundo, nesta terça-feira.


Autor de "O Alquimista" e "Onze Minutos," o brasileiro afirmou que os editores devem explorar as possibilidades que a web oferece, em vez de considerá-la uma inimiga. Coelho vem distribuindo versões digitais de seus livros gratuitamente na Internet há anos e acredita que essa estratégia reforçou as vendas de seus livros, pelo menos na Rússia.

"Eles lêem algumas páginas e pensam: meu Deus, é muito mais fácil comprar o livro do que ler nesta tela -- então, eles vão lá e compram o livro", disse Coelho em entrevista coletiva após discursar na abertura do evento.


"A web... está impondo uma nova maneira de dividir idéias e desafiando velhos modelos econômicos", acrescentou.


A venda de livros online é o avanço mais importante dos últimos 60 anos no setor dos livros, de acordo com pesquisa realizada pelos organizadores da feira mundial do livro, que começa nesta terça-feira e tem duração de uma semana.


Quarenta por cento dos 1.000 profissionais de mais de 30 países entrevistados para a pesquisa acreditam que o conteúdo eletrônico vai ultrapassar as vendas de livros tradicionais até o ano 2018 -- se bem que um terço dos entrevistados tenham previsto que isso jamais vai acontecer.


Mas o que a maioria dos editores entende por digitalização tem menos a ver com compartilhar gratuitamente que com disponibilizar conteúdo proprietário online.

Hoje todos enxergam os benefícios de lojas online como a Amazon, mas projetos como o motor de buscas de livro do Google, que permite a busca no texto integral de livros escaneados pelo Google, ainda assusta a muitos.


O Google já escaneou mais de 1 milhão de livros e mantém parcerias com editoras e bibliotecas. "Seria possível vender bem mais livros se muito mais pessoas tivessem informações sobre eles", diz o Google em seu Web site de livros (www.books.google.com). Nós podemos ajudar a fazer isso acontecer."


Alguns editores de livros temem sofrer o mesmo destino da indústria da música, que no início do século fechou a Napster, empresa que possibilitava a partilha ilegal de arquivos, mas não reagiu quando a Apple dominou o mercado da música digital.

O equivalente literário ao iPod, o e-reader, será um tema quente na Feira do Livro. As vendas de leitores eletrônicos portáteis, como o Kindle, da Amazon, e o Reader, da Sony, estão aumentando rapidamente.


A empresa de pesquisas sobre tecnologia iSuppli prevê que as vendas de e-readers vão subir de 3,5 milhões de dólares em 2007 para 291 milhões em 2012.


Muitos olhares também estão voltados à China, que em 2009 vai suceder à convidada de honra deste ano, a Turquia, e cujo mercado editorial privado -- contrastando com a indústria editorial estatal, que vem encolhendo -- vem sendo movido pela Internet.


Fonte: Reuters Brasil

São Paulo - A biblioteca virtual Pearson, que está no mercado editorial há quatro anos, agora passa a chamar-se Biblioteca Virtual Universitária (BVU), graças a parceria com a editora Artmed. Pioneira na disponibilização de livros via Internet, a Pearson tem seu acervo digital conhecido por professores e estudantes. A biblioteca oferece o acesso on-line para o conteúdo de livros universitários, profissionais e de informática de 70% do seu catálogo.


Com a parceria, os internautas terão acesso, na BVU, a mais de 530 livros da editora Artmed nas áreas de ciências humanas e tecnologia sob o Selo Bookman, que podem ser acessados na íntegra, 24 horas por dia.


O acervo contempla vantagens para toda comunidade acadêmica, desde otimização e melhor aproveitamento do material didático até o acesso imediato aos lançamentos. Também é possível, de forma legal, imprimir capítulos dos livros e fazer anotações nas páginas. Essa ferramenta permite ainda a realização de pesquisas a partir de qualquer computador com acesso à Internet.



Fonte: O Globo

A partir de novembro deste ano, qualquer cidadão brasileiro poderá ter informações sobre leis, normas, portarias, decretos, acórdãos e todos os outros tipos de normas jurídicas e legislativas de forma gratuita e on line. A iniciativa faz parte do Projeto LexML Brasil, uma ação conjunta de diversos órgãos da administração federal, como o Senado, Câmara, Advocacia Geral da União, Ministério da Justiça, Supremo Tribunal Federal, Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal de Contas da União.

A idéia é lançar um Portal na internet, intitulado Lexml, com o endereço www.lexml.gov.br , que servirá como um catálogo indexador e identificador de todas as informações legislativas e jurídicas nas esferas federal, estadual e municipal e entre os três poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário).
 
Criado pelo Prodasen do Senado e inspirado em projetos já existentes no exterior, como os da Itália e da África, o Lexml pretende reunir em um único local as mais de 3 milhões de leis, normas e regulamentações criadas desde a promulgação da Constituição Federal, de 1988. Aplicando o modelo de identificação da URN e a estruturação de documentos em XML, o Portal deverá ser a grande referência nacional para a sistematização e organização de todos os tipos de documentos legais.
 
Num primeiro momento, a busca será feita por palavras-chaves e por ementas. Mas, a meta é aprimorar o sistema com a possibilidade de acesso a itens ou subitens dos temas ou das legislações. Além disso, neste início do portal, estarão disponíveis primeiramente informações da esfera federal. A partir de 2009, serão inseridos dados da esfera estadual e começará a introdução de informações dos mais de 5 mil municípios brasileiros.
“O Portal funcionará como um grande catálogo nacional unificado e eletrônico de normas e legislações”, explica João Lima, analista de informações legislativas do Senado Federal e líder do Projeto. Ele anuncia que até o dia 17 de setembro qualquer cidadão poderá participar da consulta pública sobre o projeto no Portal do Governo Eletrônico. O link para a consulta é http://www.governoeletronico.gov.br/  .
 

Segundo nota divulgada pelo Brasilcon (Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor), a partir da próxima terça-feira (28), os consumidores poderão acompanhar projetos de lei em trâmite no Congresso Nacional.


O SISPL (Sistema de Acompanhamento de Projetos de Lei) é uma iniciativa da entidade e tem como objetivo aproximar os cidadãos e profissionais da área de defesa do consumidor do processo legislativo.


Como funciona?
Por meio de um banco de dados, que pode ser acessado pelo site do Brasilcon (www.brasilcon.org.br), os interessados terão acesso às notícias que poderão influenciar o mercado de consumo e, diretamente, a estrutura de proteção estabelecida pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor).


Para o presidente do instituto, Leonardo Bessa, o sistema garantirá a transparência da discussão legislativa envolvendo as relações de consumo. "É um grande instrumento de controle social, que proporciona um monitoramento constante da população acerca das propostas legislativas."


Outras iniciativas
O SISPL não é o primeiro programa que tem o objetivo de aproximar os órgãos do poder de consumidores e de seus representantes. O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), com o patrocínio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), está coordenando o projeto "Fortalecimento da Capacidade Técnica da Participação Social no Processo de Regulação".



O programa, que terá duração de três anos, contará com a participação de agências como a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pretende rever os procedimentos de agências reguladoras, ampliando a participação do consumidor final diretamente ou por suas entidades de defesa.


Fonte: Empreendedor.com.br

Google, Association of American Publishers e Authors Guild acabam de fechar um acordo de US$ 125 milhões, com objetivo de aumentar o acesso online de livros.

Em comunicado enviado na terça-feira, 28, as empresas anunciaram que se o acordo for aprovado, as coleções das principais bibliotecas dos EUA, incluindo obras completas já fora de circulação, poderiam ganhar circulação online.

O acordo, obtido após dois anos de negociações, também resolveria um processo de ação coletiva aberto por escritores de livros e pela Authors Guild, bem como um processo separado protocolado por cinco importantes editoras como representantes dos associados da AAP.

Os US$ 125 milhões investidos pelo Google serão voltados ao pagamento
 
Fonte: Baguete

Doe

18:56 @ 05/11/2008

 

 

Doar - Bill Clinton - Editora Agir - 2008

Desde que deixou a Casa Branca, em 2001, Bill Clinton decidiu abrir mão de uma aposentadoria tranqüila para empregar seu tempo, dinheiro e habilidades na criação e manutenção da Clinton Foundation, instituição filantrópica que se apóia em quatro pilares: assistência médica, desenvolvimento econômico, promoção da cidadania e reconciliação étnica, racial e religiosa. Com seu carisma e experiência política, o ex-presidente norte-americano tornou-se um dos maiores nomes no setor humanitário.

Em Doar, Bill Clinton apresenta aos leitores os esforços extraordinários de pessoas e organizações que lutam para resolver problemas e salvar vidas “na sua rua e em todo o mundo”. O ex-presidente americano também nos convoca a procurar o que cada um, “independentemente de renda, do tempo disponível, da idade e das habilidades”, pode fazer para engrossar as fileiras dos exércitos doadores que formam uma onda global de atividade não-governamental e sem fins lucrativos.


Com tantas histórias formidáveis, de Bill e Melinda Gates e seus bilhões de dólares à pequena Mckenzie Steiner, uma californiana de 6 anos que organizou e supervisionou a limpeza da praia da sua cidade, Clinton nos traz o exemplo de conhecidos e desconhecidos heróis da doação.

A educação a distância e a produção de conteúdos em língua portuguesaA Universidade Estadual de Campinas criou um projecto de vídeo digital interactivo que permite a alunos e professores desenvolver conteúdos educacionais, através da Internet, ao ritmo de cada um, apresentou Sérgio Ferreira do Amaral, professor da instituição, no 1.º Simpósio de Educação a Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

Desta forma, o aluno torna-se co-criador de conteúdos, desenvolvendo produtos educativos em linguagem de vídeo digital, que contribuem para a sua aprendizagem e avaliação, conforme explicou o professor, no painel «A Educação a Distância e a Produção de Conteúdos em Língua Portuguesa».

Foi neste contexto de produção de conteúdos em língua portuguesa que Jorge Atouguia, investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, apresentou uma colecção de vídeos e livros sobre doenças tropicais, destinada a países como Timor-Leste, Angola, Cabo Verde e Moçambique, onde ainda existem algumas limitações ao nível das publicações em português. O investgador ressalva, no entanto, que livros e vídeos são estácticos, cabendo aos sistemas de educação a distância contribuir para a actualização dos conhecimentos veiculados pelos mesmos.

Neste painel, coube ainda a Rui Vaz, coordenador do Centro Virtual Camões, apresentar este projecto enquanto promotor do «ensino e aprendizagem do português e difusor da língua e cultura portuguesa». É neste sentido que o Centro aposta em três eixos: o espaço de saber (biblioteca online, exposições virtuais, espaços temáticos), o espaço de criação de saber (divulgação do novo saber produzido pela investigação e disponibilização de tecnologias de informação linguística) e o espaço de formação (desenvolve recursos de aprendizegem e formação).

João Loução, coordenador da Rede Lusófona GDLN, uma rede interactiva mundial de centros de ensino a distância, destacou a missão desta inicitaiva enquanto mentora da união dos PALOP, «através de espaços que dinamizem a troca de conhecimentos para o desenvolvimento». Tendo como pressuposto a resolução de problemas concretos, a rede promove acções de formação, comunicações, apoia o funcionamento das organizações e implementação de projectos e comunidades de profissionais.
 

100 mil cartoons políticos que sairam nos jornais da altura
 
 
O site estará disponivel a partir de quarta-feira
 
Polémicos, com humor, pertinentes e irreverentes. Assim se podem classificar alguns dos “cartoons” políticos reunidos numa base de dados online e que vão poder ser consultados gratuitamente. São mais de 100 mil que vão estar disponíveis no site cartoons.co.uk a partir de quarta-feira, num projecto patrocinado pela Universidade britânica de Kent.


Naquela que promete ser a maior base de dados do género no mundo, estarão disponíveis cartoons com mais de um século, desde 1904, incluindo o trabalho do cartoonista do “Guardian”, Steve Bell, do artista Ralph Steadman de publicações como a “Punch” ou a “Private eye”, e do australiano Will Dyson.


O site vai incluir mais de 12 000 cartoons digitalizados a partir do arquivo pessoal de Carl Giles, cartoonista do “Daily Express”, que foram cedidos pela família. O acervo é descrito pela própria Universidade como sendo “apenas o mais importante arquivo de cartoons de jornais britânicos, e uma peça chave acerca da história social e política do Reino Unido”.


Catalogados pela British Cartoon Archive na Universidade de Kent, alguns dos cartoons que vão estar disponíveis na web nunca foram vistos. Nicholas Hiley, o responsável pelo Arquivo de Cartoons Britânico explica que a colecção começou em 1973 quando começaram a reunir recortes de “cartoons” de jornais que estavam guardados em velhas caixas, “desvalorizados pelos jornais”.


O arquivo possui agora muitos dos cartoons que sem piedade comentavam os líderes e os governos da altura. Alguns, segundo Hiley, citado pelo “Independent”, foram causadores de grande consternação entre editores enquanto outros quase arrasavam com os jornais em questão.


A digitalização do projecto foi patrocinada pela Joint Production Committee, um grupo que apoia o uso de tecnologia na educação.

 
Fonte: Público - Portugal

Goethe-Institut
 
 

Palestrante: Dr. Joachim Brand
Diretor da Biblioteca de Arte dos Museus Estatais de Berlim, membro ativo do Conselho Especializado da Associação de Bibliotecas (GBV) e presidente da Rede de Bibliotecas de Arte (AKB) da Alemanha

Palestra
24 de novembro 2008 às 17h

Teatro do Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 - térreo, Cinelândia
Palestra em alemão com tradução simultânea
Entrada franca
Informações e inscrições até 19.11.
pelo telefone 21 3804 8204 ou por e-mail
bibl@rio.goethe.org
 
Kunstbibliothek, Staatliche Museen zu Berlin  
No início do século 21 as bibliotecas de arte e de museus devem encontrar seu caminho para a era digital, cujo potencial de mudança pode caracterizar-se pelas palavras-chaves digitalização, socialização e globalização da produção, distribuição e recepção do conhecimento humano. O que até há pouco tempo era visto como mudança, o que parecia ser dominado por bibliotecas com capacidades de adaptação tecnológicas e de organização, revela progressivamente seu real caráter revolucionário, no qual a digitalização e as redes sociais da Web 2.0 não somente mudam as técnicas de reprodução, armazenamento e transporte de conhecimento, mas também os papéis tradicionais de todos os envolvidos neste processo.

Na palestra serão analisados os desenvolvimentos dos últimos 15 anos e esboçados os desafios e caminhos para as bibliotecas de arte, que futuramente devem desempenhar funções mais desenvolvidas como mediadoras especializadas de informação, repositórios digitais e museus de livros. O catálogo científico internacional artlibraries.net e a Biblioteca Científica Virtual arthistoricum.net serão apresentados como projetos de cooperação de bibliotecas de arte alemãs, que estão abertas para uma cooperação em nível internacional.
 
 
 
   Realização  Apoio
 

 
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"Tio, o livro na telinha é muito melhor!". Alguns empreendedores já sacaram isso...
 
Outro dia fui conhecer uma escola-modelo da Fundação Bradesco em parceria com a Intel na cidade de Campinas. O lugar era totalmente futurista e trazia “atrações” que começavam com o reconhecimento de face, logo na entrada, passando por salas que regulam a cor da luz conforme a disciplina, até o fato de toda a classe estar munida de mininotebooks, os Classmate PCs.  Mas o que isso tudo tem a ver com empreendedorismo? Tirando que alguns dos alunos da Fundação Bradesco terão um pé a mais no mundo high-tech e poderão ser futuros sócios de “startups”, nada.
 
Na realidade, uma das novidades da escola – que nem é tão futurista assim – chamou-me a atenção. No lugar de livros, os alunos portavam leitores de e-books. Para pessoas de outras gerações, o apego ao livro físico ainda é grande. Mas, bastou eu tirar um ultrapassado bloco de papel da bolsa, com o título Ilusões Perdidas, para que a criançada, de mais ou menos 10 anos, falasse em coro: "Tio, o livro na telinha é muito melhor!".
 
A oportunidade
É dentro dessa perspectiva que nasceu o NeoReader. Na realidade, o publicitário Rodrigo Zanforlin, sócio da agência Neotix, teve a idéia de criar uma digital library há seis anos, quando penou em encontrar, na web, material sobre a TV Digital (naquela época ainda era uma bela promessa). A partir daí, Zanforlin começou a amadurecer a idéia de criar uma biblioteca digital com requintes de interatividade.
 
Claro que, estando no Brasil, a dificuldade de se colocar um projeto em prática é gigantesca. Baseado na plataforma web, menos ainda. Seis anos atrás, quando o estouro da bolha maldita ainda assustava qualquer venture capitalist..., enfim.
 
Por isso que Zanforlin faz questão de dizer que o Scribd, um irmão gringo do NeoReader, veio depois da sua idéia. “Lá nos Estados Unidos, é mais fácil conseguir investimentos”, defende-se. E temos de concordar com o publicitário, que resolveu investir o dinheiro da própria agência para colocar o projeto em prática.
 
Com vocês, o NeoReader
O usuário se cadastra e pode fazer upload de qualquer documento nos formatos .doc, .xls, .ppt e .pdf. Outros cadastrados podem acessar aos documentos, baixar (se forem liberados), comentar, encaminhar etc. Outra possibilidade do NeoReader é a criação de uma biblioteca pessoal. Seus documentos ficam disponíveis apenas para você mesmo.
O mais interessante, no entanto, está para chegar. Até o final do ano, Zanforlin promete que todo o conteúdo escrito do NeoReader estará disponível também em áudio. A empresa adquiriu um software que lê textos em língua portuguesa, uma espécie de fábrica de audio-books. Usuários de smartphones, por exemplo, poderão escutar o conteúdo em vez de ficar navegando naquelas telinhas apertadas.
 
Money, que é good, nóis have?
E o dinheiro? Zanforlin não dá muitas pistas sobre como quer monetizar o site. Hoje, o NeoReader é limpo de anúncios e conta só com uma bela interface repleta de livros, revistas, catálogos etc. Mas o publicitário garante que não usará métodos tradicionais, como banners e popus. Serão anúncios distribuídos de acordo com o conteúdo. Ou seja, enquanto o internauta estiver folheando virtualmente a revista Guitarra, anúncios de amplificadores, cabos elétricos, pedaleiras etc estarão na lateral da tela.
 
O NeoReader hoje possui 10 funcionários, segundo Zanforlin, boa parte deles é de programadores. “Além da publicidade, a idéia é atrair empresas de venture capital para investir no site. Hoje estamos conversando com algumas e há muito interesse delas em investir numa digital library”, diz o sócio da NeoReader. Assim esperamos, Zanforlin!
 
 

 
 
O sistema de gestão Open Journal Systems (OJS) já é usado por pelo menos 2.000 jornais de todo o mundo, desde a África, Ásia, Austrália, Europa, América do Norte e América do Sul. Alguns deles fazem parte de grandes projetos, como o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – Ibict - (http://seer.ibict.br ), do Brasil. Outros são projetos apoiados por bibliotecas, como o First Monday http://www.uic.edu/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/index); e muitos são publicações independentes, como o da Health and Human Rights (http://www.hhrjournal.org/index.php/hhr ).

Os jornais que utilizam o software OJS têm alta qualidade. O objetivo é tornar o conteúdo deles aberto e à disposição de todas as pessoas, em países diferentes.
Open Journal Systems
 
O Open Journal Systems (OJS) opera como um sistema de publicação que tem sido desenvolvido pelo Public Knowledge Project (PKP), através do seu esforço para expandir e melhorar o acesso à investigação. O sistema é um open source software disponibilizado gratuitamente aos jornais em nível mundial, com a finalidade de tornar o acesso aberto à publicação uma opção viável para mais jornais, além de aumentar o número de leitores das revistas, assim como sua contribuição para o bem público em escala global (ver PKP Publicações in http://pkp.sfu.ca/pkp_publications).
 
As principais características do OJS é que ele é um sistema instalado localmente e localmente controlado; os editores configuram requisitos, seções, revêem processos etc; a apresentação do conteúdo é on-line, assim como a gestão de todos os conteúdos; o módulo de subscrição oferece opções de acesso aberto; a abrangente indexação de conteúdos parte do sistema global; as ferramentas de leitura de conteúdos são escolhidas por editores.
 
De forma geral, o OJS auxilia em todas as fases do processo de publicação, a partir de observações da publicação on-line e da indexação. Através dos seus sistemas de gestão, ele fornece o contexto para a investigação.
 
Uma lista dos jornais editados com o sistema OJS está disponível em http://pkp.sfu.ca/ojs-journals .
 
 
Fonte: Ibict

A escola inglesa Hackney City Academy, que abrirá suas portas em Londres em setembro de 2009, planeja trocar parte dos velhos livros impressos por e-books em PDF.


De acordo com o site Register Hardware, a idéia da instituição é colocar cópias digitais dos livros para download em uma intranet, permitindo assim que os alunos possam baixá-los e carregá-los em laptops e outros dispositivos portáteis como telefones celulares, por exemplo.


Para viabilizar o processo de digitalização, a escola trabalha com pesquisadores da Universidade de Aberystwyth e diversas editoras de livros que compõem o currículo escolar. Com a medida, a nova escola acredita que reduzirá custos e ao mesmo tempo facilitará a vida dos alunos, que não precisarão mais carregar livros pesados.


O responsável pela Hackney City Academy, Mark Emmerson, disse que o download será tão simples como baixar uma nova campainha para o celular e esclareceu que os arquivos a serem baixados serão pequenos, já que para as tradicionais lições de casa apenas uma ou duas páginas de um livro precisam ser lidas.


Para os alunos sem celulares ou computador em casa, as impressões tradicionais em papel também estarão disponíveis.


Sobre o medo de que os alunos fiquem dispersos com a tecnologia dentro dos limites da escola, Emmerson explicou que os celulares serão encorajados apenas para ajudar nos deveres de casa, e seu uso não será permitido na escola.


Dentro da sala de aula, as cópias de livros serão usadas pelos professores e alunos apenas para referência, explicou o site Daily Mail.
 
 
Fonte: iParaíba

É muito comum uma pessoa ficar doente e ir buscar na internet informações sobre os seus sintomas e tratamentos. Diante disso, o gigante da internet Google lançou uma ferramenta capaz de registrar os termos procurados em seu programa de busca para determinar em que áreas dos Estados Unidos a gripe está em ascensão. Chamada Google Flu Trends, a nova tecnologia poderá alertar os especialistas em saúde dos EUA sobre epidemias iminentes.

 
A Google Flu Trends rastreia os pedidos de buscas por palavras comuns como "sintomas de gripe" ou “dores musculares”. Com base nessas informações, notifica o Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos em tempo real.
 
– A ferramenta é capaz de emitir um sinal que nos informa sobre o volume de atividade relacionada à gripe – disse Lyn Finelli, diretora de vigilância contra a gripe no centro de controle.
 
A idéia é mapear grupos de pessoas infectadas pela gripe nos EUA para tentar rastrear a contaminação pela doença.
 
Em comunicado, a empresa disse ter descoberto "que certos termos de busca são bons indicadores de atividade da gripe".
 
Espirros
Segundo estudos, entre 35% e 40% de todas as visitas à internet são iniciadas por pessoas que buscam informações sobre saúde. Quando uma pessoa adoece, tende a realizar buscas sobre seus sintomas.
 
O Google mantém sigilo sobre os termos de busca que ele considera na varredura, mas os sintomas da gripe e similares incluem febre, dores musculares e tosse. Espirros em geral acontecem devido a outros vírus.
 
Atualmente, o centro de controle depende de núcleos que reportam sobre pessoas que procuram seus médicos apresentando sintomas semelhantes aos da gripe e de testes de laboratório que confirmam se o paciente sofre da doença. Porém, muitos pacientes de gripe não vão ao médico e a maioria dos profissionais da saúde prescreve tratamentos com base nos sintomas, raramente realizando um teste de gripe.
 
Deste modo, os dados de vigilância sobre a doença costumam ter duas semanas de atraso com relação à situação corrente. A ferramenta do Google, no entanto, promete acompanhar as atividades relacionadas à gripe quase em tempo real.
 
A Google também tem planos de expandir este sistema para outros países. Acredita-se que a nova ferramenta pode funcionar como um sistema de alerta antecipado para os usuários de internet. Se forem detectados muitos casos de gripe na área em que a pessoa vive, o usuário poderá, então, ser alertado a tomar medidas preventivas para se proteger contra a doença.
 
Segundo a empresa, os primeiros testes mostraram que o Google Flu Trends pode detectar surtos regionais de gripe até 10 dias antes do que as autoridades americanas do setor de saúde.
 
Confiabilidade
Segundo especialistas em saúde da Organização das Nações Unidas (ONU), a nova ferramenta precisará melhorar seu nível de confiabilidade para ser amplamente utilizado no futuro. O Google Flu Trends, no entanto, já pode ser muito útil em países nos quais as autoridades de saúde não têm um banco de dados confiável para doenças contagiosas.
 
 
 
Fonte: JB Online

Passado pouco mais de um ano de sua implantação, a biblioteca digital do Senado já tem muito que comemorar: somente em julho último, recebeu mais de cem mil acessos via site oficial do Senado e outros 25 mil acessos abertos, via Internet. Essas e outras conquistas da Biblioteca Digital do Senado Federal (BDSF) estão sendo compartilhadas com as outras 14 bibliotecas digitais existentes no país no XV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, que começou na segunda-feira (10) na Universidade de São Paulo (USP) e termina nesta sexta-feira (14).

 

As informações foram dadas pela diretora da Biblioteca Luiz Viana Filho, Simone Bastos Vieira, que fará a palestra Biblioteca Digital do Senado Federal: informação para todos, durante o evento nesta quinta-feira (13).

 

- O objetivo da biblioteca digital é atender ao Senado, aos senadores, fornecendo-lhes subsídios para o trabalho legislativo, e aos cidadãos - explicou a diretora. Outra meta a ser atingida é formar uma rede de bibliotecas legislativas em âmbito estadual e municipal.

 

Os produtos oferecidos pela biblioteca digital estão distribuídos em nove itens: produção institucional, direitos do cidadão, acessibilidade, Constituinte nos jornais, notícia de jornal, obras raras, periódicos, publicações externas e produção de senadores. No item produção institucional, destacam-se as produções da consultoria legislativa, num total de 114 publicações, e da Secretaria Especial de Editoração e Publicações, com 136 títulos.

 

A diretora explicou que, atendendo ao propósito do Senado de contribuir com a ampliação da cidadania, a biblioteca digital reúne 238 publicações com informações de interesse do cidadão, como as relativas a seus direitos.Entre o material disponível, estão todos os códigos e estatutos que tratam dos direitos do cidadão, inclusive os do consumidor.

 

Outro produto da biblioteca digital destacado por Simone Bastos é o que se refere à Constituinte. Ao acessá-lo, o usuário tem a possibilidade de ler, na íntegra, todas as edições do Jornal da Constituinte, bem como acompanhar todo o noticiário da mídia sobre qualquer tema debatido pelos constituintes ao longo do período de elaboração da Carta Magna de 1988, o que, na avaliação da diretora, constitui um vasto acervo histórico de grande interesse para pesquisadores, estudiosos e brasileiros em geral.

 

 
Fonte: Cristina Vidigal / Agência Senado

Deslumbrado com as novas tecnologias que fervilhavam Guillaume Apollinaire anunciou o que lhe parecia óbvio: a morte do livro. O influente poeta concreto francês do início do século fez essa afirmação face às potencialidades que vislumbrava no gramofone e no cinema mudo. Apollinaire não foi o primeiro nem o último. Atualmente, entretanto, poucos duvidam da longevidade desse objeto e a discussão se volta sobre a transcendência física do livro para o mundo da simulação digital. Os gadgets estão cada vez mais sofisticados e a migração para a era digital deverá ocorrer em breves dez anos, favorecendo a convivência de várias opções para atender à diversidade do público. O futuro não é só digital, mas sim plural.

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Crédito: http://www.sxc.hu/
Novas tecnologias multiplicam o papel do livro

Desde 1971, Michael Hart, um dos primeiros a pensar em disponibilizar textos via cópia eletrônica, trabalha no Projeto Guttenberg, no qual livros que já caíram em domínio público são transformados para o formato ASCII (codificação de caracteres) ou PDF (Portable Document Format, um formato de arquivo considerado quase universal) e disponibilizados no site do projeto. A aposta dele, no momento, é a ampliação da base de leitores de textos eletrônicos graças ao barateamento de tecnologias como palms e smart phones. “Pessoalmente, acho que as pessoas vão armazenar eBooks livros eletrônicos em telefones celulares, mais que os outros itens citados. Basta pensarmos que temos uma média de um bilhão de computadores no mundo e o triplo disso em números de celulares”, diz Hart. Considerando que ele é o inventor do conceito de eBook, sua aposta parece bastante certeira. Um relatório da consultoria norte-americana Ithaka intitulado “University publishing in the digital age” (Editoras universitárias na era digital) é bem enfático: o futuro das editoras universitárias é digital e a questão é como identificar oportunidades comerciais nesse novo ambiente.

 

De acordo com a Ithaka, algumas editoras já começaram as mudanças (que inclui um grande investimento em novas tecnologias) passando a distribuir periódicos científicos em formato digital e cobrando mensalidades pelos acessos às áreas restritas.

 

Lançado em novembro do ano passado o Kindle é a aposta da gigante Amazon (uma das maiores livrarias online) nesse não tão longínquo futuro digital. O aparelho promete acesso a livros comprados eletronicamente por um preço bem abaixo da cópia impressa, ao mesmo tempo em que inclui acesso gratuito a jornais, blogs e enciclopédias online.

 

Mas o passo do gigante pode virar um pequeno tropeço. Marcelo Nóbrega, coordenador de produto na área de entretenimento do site Globo.com, não vê uma grande revolução no aparelho da Amazon. “Não vai ser usado em massa por suas limitações. O iPhone, por exemplo, é mais interessante que o Kindle por ser um celular, um aparelho que todos carregam consigo”, afirma. A questão principal para Nóbrega, que também é editor do blog de tendências tecnológicas Futuro.vc, é se a transição do livro digital será tão fácil como o que acontece com a música e o vídeo. Para ele, a experiência do livro é parte integrante do consumo do texto. Mas assim como o cinema e o vídeo, que estão sendo substituídos pelos vídeos baixados via Torrent e TVs de maior tamanho e resolução, o consumo de textos tende a mudar.

 

Pedro Herz, presidente da Livraria Cultura, uma das maiores redes de livraria do país acha que essas tecnologias são fadadas ao fracasso. “Não aposto no Kindle ou similares. Esse tipo de mídia, aliás, não é novidade, pois já produziram outros aparelhos com o mesmo fim (como o Franklin eBookman e o Rocket eBook), que não obtiveram sucesso”, declara Herz, que fez uma pesquisa informal recentemente. “Perguntei a vários leitores conhecidos meus e todos se negam a trocar de mídia”, diz. Opinião que, definitivamente não é compartilhada por Michael Hart: “Quem prefere fazer as coisas antigas do jeito antigo são os mais velhos. Eles preferem os livros impressos. A geração que cresceu com Gameboys videogames portáteis nas mãos, simplesmente não liga!”.

 

Obras sob demanda

Mas o que o Kindle e seu similar, o Sony Reader, mostram é a necessidade da mudança para novas formas de integrar as mídias com o processo de distribuição dos livros. O relatório da Ithaka também indica que os alunos de universidades estão se transformando em consumidores eletrônicos e as editoras têm que acompanhar esse movimento. Mais que isso, é necessário pensar em ambientes de pesquisa e publicação eletronicamente integrados e na necessidade de uso criativo da multimídia nos novos produtos desenvolvidos pelas editoras universitárias nos próximos anos. “Imagino que entre cinco e dez anos essa tendência vai se consolidar”, acredita Carina Nascimento, coordenadora editorial da Editora da Universidade do Sagrado Coração (Edusc) de Bauru, SP, “mas não antes disso”, conclui.

 

A Edusc foi uma das primeiras editoras universitárias a implantar um parque de impressão on-demand no Brasil. Esse tipo de tecnologia permite que alguns livros sejam produzidos em baixíssima tiragem (entre 50 e 300 unidades) onde a redução dos custos se dá na armazenagem e logística. No horizonte imediato, a Edusc já prepara, para 2009, um livro que estará associado ao blog do autor, onde as atualizações do assunto tratado serão feitas online. Em projetos futuros estão os audiolivros e em uma perspectiva posterior, os eBooks. “Como editora universitária não seremos precursores da interatividade. Isso provavelmente vai vir dos grandes grupos editoriais que, no Brasil, ainda não se manifestaram”, aponta Nascimento. Esse cuidado tem a ver com os custos iniciais para uma plataforma totalmente digital de distribuição, consolidação de tecnologias e treinamento de pessoal especializado. “As revistas especializadas já apontam esse caminho” completa. Aliado à digitalização, aponta a coordenadora, está a questão ecológica, com a grande economia de papel gerada.

 

Coexistência pacífica

“Ouço essa história apocalíptica do fim do livro desde que comecei a trabalhar. Não acho que isso vá acontecer”, enfatiza Mírian Goldfeder, coordenadora de formação e cursos da Universidade do Livro, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O mais provável, acredita, é a coexistência dos produtos, uma diversificação de alternativas visando públicos diferentes. “Existe um público que não vai abrir mão do livro impresso e outro que vai preferir ler livros em outros formatos”, defende.

 

Jésio Gutierre, editor executivo da Editora da Unesp, prevê que as mudanças nos hábitos de leitura não devem demorar, mas devem ser diferentes em cada país. “É importante observar que o hábito de leitura depende de dois fatores: o objeto lido e o leitor”, pontua. Durante visita à Feira de Livros de Frankfurt, em meados de outubro passado, Gutierre notou que as opções tecnológicas para o livro impresso aumentam a cada ano, mas não há uma que possa se destacar a curto prazo. “Um país com uma população mais velha e com um hábito de leitura mais arraigado pode preferir o livro impresso, já outro com uma população jovem e com acesso à tecnologia vai ter outra resposta”. Mas uma coisa é fato, enfatiza, as editoras universitárias têm que estar preparadas para novos desafios.

 

Para 2009, a Editora da Unesp já vai inaugurar um modelo misto. A coleção de publicações de docentes e pós-graduandos da instituição estará disponível na opção sob demanda ou para efetuar download. A palavra de ordem é redução dos custos de impressão, de modo a garantir a sobrevivência das editoras nesse modelo de mercado cada vez mais competitivo. “É possível ter livros encomendados em baixa quantidade com preços cada vez mais razoáveis”, finaliza o editor executivo da editora.

 

Bibliotecas virtuais

É possível dizer que a tendência de formatos eletrônicos vai se popularizar? Se depender de algumas iniciativas, tudo indica que sim. A Biblioteca Virtual do Estudante da Língua Portuguesa (BibVirt), projeto da Escola do Futuro da USP, registra picos diárias de até 20 mil acessos, de acordo com Isabel Pereira dos Santos, pesquisadora do projeto. A biblioteca conta com um vasto acervo de livros técnicos e de literatura brasileira (compartilhado com o site Domínio Público, projeto similar do governo federal), além da coleção “Telecurso 2000”, vídeos da TV Escola e audiolivros disponibilizados pela Fundação Dorina Nowill para portadores de deficiência visual. O projeto, idealizado pelo professor Frederic Litto, trabalha com a idéia de inclusão social, disponibilizando as obras para um público amplo. “Embora destinada ao aluno do ensino básico, tem pelo menos 20% dos seus usuários provindo do ensino superior”, conta Litto. O acesso aos audiolivros também é algo para se orgulhar, continua Isabel dos Santos, pois coloca alunos com deficiência visual em contato com um universo de obras da literatura em português e outras línguas. Outra iniciativa é o movimento Ebooks Brasil, mantida de forma colaborativa e que também é uma opção para quem procura obras eletrônicas na rede.

 

Dentro dos catálogos voltados para o público universitário, as editoras comerciais, há o exemplo da Biblioteca Virtual da Pearson Education no Brasil que usa alternativas digitais para combater a pirataria: é possível acessar um livro em um sistema de amostragem, no qual a obra fica disponível online através de uma janela no navegador, ou para aluguel, no qual o livro escolhido pode ser baixado em formato de arquivo, ficando disponível durante algumas horas (ou dias, no caso de usuários cadastrados) e os usuários podem fazer uso de notas ou imprimir 10% da obra acessada, como é permitido por lei.

 

“Por muito tempo ficamos presos a uma plataforma que não tinha grandes mudanças. Agora essa realidade tende a mudar, temos que achar o melhor caminho para atingir nosso público, seja via livraria, impressão on-demand ou mesmo outras opções digitais”, defende Jésio Gutierre. Essa parece ser uma oportunidade ímpar para as editoras universitárias ampliarem seu público, minimizando o problema crônico da distribuição dos livros e a dependência de lojas físicas, e ampliando a divulgação de obras que geram lucro, fundamentalmente, para o conhecimento científico.

 

 

Fonte: Com Ciência

O Google continua a dominar o mercado de buscas americanas. A empresa obteve participação no mercado de 71,7% ante 64,5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com estudo da Hitwise.

O crescimento da companhia é único dentre as outras empresas do ramo. A participação Yahoo! caiu de 21,7% em 2007 para 17,7% em 2008. A Microsoft também caiu, de 7,4% em 2007 para 5,4% nesse ano.

O estudo foi baseado nos hábitos de cerca de 10 milhões de usuários nos Estados Unidos. No caso dos números creditados à Microsoft, a pesquisa considera o Live.com, o MSN Search, mas deixa de incluir o Club Live.com.

O resto da fatia do mercado está sendo dividido pela Ask.com, que tem 3,5% das buscas, e por outros 43 sistemas de pesquisa que, somados, tem 1,6% de participação.

Com informações do IDGNow!

Fonte: Redação Adnews

SNBU 2008

16:39 @ 19/11/2008

 

XV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias - SNBU
De 10 a 14 de Novembro de 2008


Tive o privilégio de participar como congressista no evento que foi realizado este ano em São Paulo/Anhembi. Com o tema Inovação e Empreendedorismo: novos desafios para a Biblioteca Unviversitária.

 

As anotações que fiz foram postadas no grupo de discussão.

 


 

Auditório principal do Anhembi

 

 

Grande Antônio Carlos D'angelo USP/BVS-Vet e Rodney Eloy Unip/Pesquisa Mundi

 

 

Rosa Maria Fischi Zani USP/BVS-Vet, Maria Imaculada Cardoso Sampaio USP/BVS-Psi, Antônio Carlos D'angelo USP/BVS-Vet, Rodney Eloy - Unip/Pesquisa Mundi

 

 

Encontrei por lá também:

 

Cristina Milek, Ibmec
Edileuza, Unip
Guiomar, Datacoop
José Carlos Jr, SophiA
Jussara, Pergamum
Luciane Castro, Ebsco
Márcia Rossetto, Febab
Márcio Mocellin, Biccateca
Nelson Ferreira, Blog Bibliofocus
Gustavo Henn, Mestre dos Concursos
Patrícia Figuti, Anhembi-Morumbi
Rafael, Unip
Regina Celi, Crb-8
Rosa Maria Vivona, Puccamp
Valdirene Franco, São Camilo
Walter Dias, Biccateca

 

 

+ fotos do evento no Portal do Bibliotecário.

Ambos são fruto da chamada Web 2.0 --ou seja, da evolução natural da internet, que empurra a navegação para o que é gerado pelo próprio internauta. Mas, Wikipédia e Google, pelo que mostrou Jimmy Wales na sabatina da Folha, ontem, estão em rota de colisão.
 
Não foram poucas as vezes que o co-fundador da Wikipédia citou o concorrente em sua visita à capital paulista. "Eu concordo que o YouTube seja um bom lugar para ver vídeos engraçados, mas não para aprender sobre a crise financeira", disse, em evento no Centro Cultural São Paulo.
 
Na sabatina, foi a vez da página Knol, enciclopédia colaborativa do Google, ser satirizada por Wales. O empresário fez piada sobre as possíveis estratégias da companhia para conseguir dinheiro nessa seara.
 
"Se eles querem vender, vão escrever coisas sobre Viagra, pôquer ou viagens para Bali. Isso sim vai dar dinheiro", disse.
 
"Não temos esse comportamento de fazer piada com concorrente", responde Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil. "Se o nosso consumidor está contente, está ótimo para nós."
 
O representante do gigante das buscas ironiza o fato de Wales ter citado diversas vezes a empresa em sua passagem por São Paulo. "O Google é o assunto do dia", diz.
 
Colaboração e lucro
Para o advogado Ronaldo Lemos, diretor do projeto Creative Commons no Brasil, o discurso de Wales reforça que ele "resolveu dar o troco", mas também que o empresário se preocupa com os rumos da colaboração na web.
 
"Não acho que ele está tão preocupado assim com o Google em si. Ele está querendo testar os limites da colaboração na internet", afirma Lemos.
 
Para o advogado, o sistema de colaboração é definitivo, mas deve adotar formatos mais comerciais, voltados ao lucro. "Os sistemas colaborativos estão caminhando para formatos híbridos, se misturando com o mercado. O Flickr [do Yahoo!] e o YouTube são uma mostra disso. A colaboração estará presente em tudo o que for feito na internet, mesmo que em projetos comerciais", afirma Lemos.
 
Entretanto, colocar publicidade na enciclopédia --assunto tratado por Wales como "possibilidade" é uma decisão "arriscadíssima". "Isso pode destruir a Wikipédia, porque cria um problema de governança entre os colaboradores. Eles vão começar a questionar: 'por que eu não recebo parte do dinheiro que a Wikipédia está gerando?'", diz.
 
Amigos e rivais
Embora estejam em atrito verbal, Google e Wikipédia funcionam como parceiros na web. Prova disso está no tráfego dos internautas.
 
"Mais de 70% dos visitantes da Wikipédia digitaram o assunto pesquisado em algum buscador. Isso nos Estados Unidos, porque no Brasil esse índice é superior a 80%", explica José Calazans, analista de mídia do Ibope/NetRatings.
 
De acordo com dados do Ibope, os verbetes de maior sucesso são relacionados a temas de trabalhos escolares. Em setembro, "Independência do Brasil" e "Machado de Assis" apareceram no topo do ranking da Wikipédia. Assuntos com destaque na mídia também costumam alavancar verbetes. Em agosto, "Jogos Olímpicos" e "China" lideraram.
 
"O grande problema da Wikipédia, que é a credibilidade, parece não importar aos seus leitores. Na internet, eles aprendem a checar mais fontes e a comparar dados de origens diferentes para conseguir chegar às informações que desejam", diz o analista.
 
 
Enquete aberta pela Folha Online na última terça-feira dá razão ao analista do Ibope. Até agora, mais de 60% dos leitores disseram confiar no conteúdo da enciclopédia colaborativa.
 

Em agosto deste ano, Jimmy Wales, co-fundador da Wikipédia, comprou briga com um gigante da internet. Ele apostou que a Wikia Search, novo serviço de buscas colaborativo, iria desbancar o Google. Três meses depois, sabatinado pela Folha, o empresário admite: até agora, seu mecanismo tem participação "zero" nesse mercado.
 
Wales foi além, dizendo que, por ora, não representa ameaça ao Google, líder absoluto do setor. "Eu não acho que o Google está preocupado com a gente", disse. Agora, ele afirma ser "parceiro" do Google --grande parte dos acessos à enciclopédia são feitos por meio de buscas.
 
Neste ano, um outro flanco de batalha foi inaugurado, mas desta vez pelo Google. A empresa norte-americana lançou o Knol, sua própria enciclopédia colaborativa.
 
"Empresário aponta motivos para o sucesso do Google"

 
"Wikipédia e a censura"
Na sabatina, Wales afirmou que a Wikipédia "nunca vai colaborar com a censura", por considerar que "o acesso à informação é fundamental". De acordo com ele, a China é o único local que bloqueia totalmente a enciclopédia, mas há países como a Tunísia em que o conteúdo é restrito com base em palavras-chave --na pior das hipóteses, ele diz preferir esse segundo método.
 

 
Sabatina
Contando com tradução simultânea, Jimmy Wales, 42, participou de evento no teatro Folha, localizado no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo.
 
Em sua visita ao Brasil, Wales participou também do lançamento oficial do Instituto Wikimedia Brasil, capítulo local da Wikimedia Foundation, organização que detém as marcas Wikipédia, Wikinotícias, Wikilivros, entre outras plataformas. A organização brasileira tem o objetivo de apoiar a construção de conhecimentos gratuitos em língua portuguesa e nas línguas dos povos indígenas.
 
 


 
Paris – Com mais de dois milhões de documentos disponíveis, a biblioteca digital Europeana será lançada quinta-feira, 20 de Novembro, confirmou Viviane Reding, Comissária Europeia da Sociedade da Informação e Media.
Disponível em 21 idiomas, o site europeana.eu vai disponibilizar mais de dois milhões de documentos digitalizados para o seu lançamento. Apenas a França irá contribuir com 52 por cento de obras disponíveis. «É colaboração sem precedentes entre as várias centenas de instituições culturais da União Europeia. A meta é atingir, ou ultrapassar são 10 milhões de objectos culturais até 2010», disse a mesma responsável.

No entanto, apenas 1 por cento do conteúdo das bibliotecas nacionais na Europa está digitalizado. Esta percentagem deverá aumentar para 4 por cento até 2012.

«Europeana» irá permitir o acesso a obras da literatura francesa (manuscritos de Zola, Balzac), a reprodução digital de um Rembrandt auto autenticado pelo Rjiksmuseum em Amesterdão, mapas presentes nas bibliotecas eslovacas ou partituras musicais húngaras. Além de documentos digitais, entre manuscritos, livros, jornais, publicações periódicas, fotos, filmes, pinturas e registos sonoros, seleccionados nas colecções digitalizadas e disponíveis nos museus, bibliotecas, arquivos e colecções audiovisuais de toda a Europa.
 

A criação de uma base de dados judicial nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) vai permitir o acesso de todos à justiça, mesmo aos profissionais, afirmou hoje um coordenador do projecto.
 
"A base de dados vai beneficiar muito em termos de eficácia no acesso à legislação. Em cada país há num espírito muito difícil (no acesso) até para os profissionais, já não para não falar do público em geral", disse à Agência Lusa José Lucena, um dos coordenadores do projecto.
 
O responsável falava à margem do workshop "Projecto Base de Dados Jurídica dos PALOP", que decorre entre hoje e quarta-feira, em Lisboa.
 
A criação de uma base de dados de legislação e outra de jurisprudência publicada desde a independência até hoje em todos os PALOP surgiu em 2003, na sequência de conversações entre a Comissão Europeia e os PALOP e deverá estar concluída em Junho de 2009.
 
O objectivo é criar um site na Internet onde, numa primeira fase, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique possam aceder a essa base de dados.
Mais tarde, o projecto será alargado a Timor-Leste e ao Brasil.
 
Com um orçamento geral de 9,8 milhões de euros, o projecto na área da justiça teve da cooperação portuguesa uma dotação de 1,8 milhões de euros, sendo o restante financiado pela Comissão Europeia.
 
"A componente principal desse projecto é a formação. É a que envolve mais pessoas. Houve formação muito intensa, com muitos cursos feitos", disse José Lucena.
 
A base de dados de legislação e jurisprudência vai estar disponibilizada "100 por cento através da Internet", apesar de nem todos os países têm uma boa cobertura de rede.
"Em termos práticos, o acesso está muitas vezes limitado às grandes cidades, mas também é verdade que o grosso da actividade se passa quase sempre nas grandes cidades e aí é que está concentrada a população", disse José Lucena.
 
Presente no encontro, como convidado, o director da cooperação do secretariado-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Manuel Lapão, disse que este projecto vai ser "muito útil" para os PALOP.
 
"Vai harmonizar comportamentos e trazer maior facilidade aos profissionais de cada país porque facilita as condições técnicas e o acesso ao conhecimento e à informação", acrescentou.
 

Um site tem feito sucesso por ser capaz de revelar informações musicais de qualquer data a partir de 1890. Por meio dessa página, é possível verificar o maior sucesso de qualquer data nos Estados Unidos, basta escolher o ano, o mês e o dia.
 
O próprio criador da idéia, Josh Hosler, dá algumas opções de datas que podem ser pesquisadas: "Quando você nasceu? O dia em que você se formou no colegial? Quando você se casou? O dia em que seu filho nasceu?", indica.
 
A infindável lista de músicas permite verificar o hit do dia em datas marcantes da história, como 6 de agosto de 1945, quando uma bomba atômica foi detonada em Hiroshima ao som de Johnny Mercer, ou no ataque às Torres do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, com a música Fallin, da cantora pop Alicia Keys.
 
"A idéia (do site) é bem legal, porque é como se tivesse uma música comemorativa para cada data, e a cada ano, uma nova trilha sonora", comenta a estudante de jornalismo Thaís Trolize, 19.
 
Hosler criou uma biblioteca online com base nos registros da Billboard, revista americana especializada em música. A chamada "Bíblia da música" vem publicando um ranking anual com todas as músicas de maior sucesso há 50 anos.
 
Para formar a base de dados anterior a esse período, Hosler utiliza as pesquisas de Joel Whitburn e Jim Walsh, publicadas no livro Pop Memories 1890-1954: The History of American Popular Music.
 
Ele criou o site num período de dois meses e pretende preenchê-lo com músicas de datas ainda anteriores. A iniciativa é saudada mas há críticas, principalmente sobre o layout da página: "É difícil procurar as músicas", desabafa Fernanda Lasmar, 20. "Seria melhor se pudéssemos colocar a data em um campo e o site procurasse no banco de dados automaticamente", sugere.
 
Para verificar o que estava tocando há um século ou há somente alguns anos, basta acessar o site: www.joshhosler.biz
 
 

A Biblioteca Digital Jurídica (BDJur) do Superior Tribunal de Justiça (STJ) disponibiliza aos internautas a íntegra de obras raras em seu site. São exemplares de grande relevância na área do Direito, de renomados juristas nacionais e estrangeiros que datam desde 1.657 até o início do século XX. Esse acervo faz parte da Coleção Obras Raras da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva do STJ.

O objetivo é dar uma nova dimensão à coleção de obras raras da BDJur. Por um lado, proporciona o contato on-line com livros raros, já que o acesso a eles é restrito devido à necessidade de conservar os exemplares. Por outro, promove um novo tipo de preservação dos materiais raros e frágeis, além do uso simultâneo de vários usuários. Qualquer cidadão poderá acessar os arquivos, armazená-los em seu computador ou imprimi-los, já que todas as obras estão em domínio público. Como conseqüência, espera-se enriquecer o patrimônio cultural e constituir fontes importantes para a historiografia da ciência jurídica.

Veja a importância de alguns autores que estão com obras já acessíveis:

Eduardo Prado: escritor e jornalista, membro de tradicional família paulista e monarquista ferrenho. No final do século XIX, quando o país tentava se alinhar politicamente aos Estados Unidos, escreveu obra polêmica, criticando a influência do modelo republicano e americano sobre o Brasil. O governo mandou retirar o livro de circulação.

José Isidoro Martins Júnior: participou ativamente da chamada Escola do Recife, juntamente com Tobias Barreto, Sílvio Romero e Clóvis Beviláqua.

Zacarias de Góis e Vasconcelos: conhecido como o Conselheiro Zacarias, foi um dos homens mais influentes da política do Império, presidente do Conselho de Ministros por três vezes. Causou polêmica com obra que insinuava a flexibilidade do poder moderador; sobretudo porque publicado em um momento de considerável popularidade de D. Pedro II.

Inglês de Sousa: mais conhecido pela carreira literária, como precursor do naturalismo na literatura brasileira e um dos membros fundadores da ABL, foi jurisconsulto de fama e prestígio, especialmente na área do Direito Comercial.

Lafayette Rodrigues Pereira: de família de barões do Império, foi advogado, jornalista, jurista, orador, político, diplomata e conselheiro. Apesar de ter sido presidente do Conselho de Ministros em um dos gabinetes do Império, também foi signatário do manifesto de 1870, redigido por Quintino Bocaiúva, no qual os liberais históricos sugeriam a República.

Raimundo Nina Rodrigues: Foi professor de medicina legal, médico legista, psiquiatra, e antropólogo brasileiro. Introduziu no Brasil pesquisas herdeiras diretas da antropologia criminal do médico italiano Cesare Lombroso. Foi um dos primeiros a estudar os problemas do negro no Brasil, fazendo escola no assunto. Também foi o precursor no país dos estudos de meio, raça e civilização, calcados na interdisciplinaridade.

Para conferir os títulos já, disponíveis acesse o site da BDJur. http://bdjur.stj.gov.br/
 
Fonte: DireitoNet

Acesso gratuito a mais de 30 anos de informação
 
Acabaram-se as desculpas para não conhecer a biodiversidade do país. A partir de qualquer local e em qualquer altura vai ser possível ler, gratuitamente, os 1500 documentos que o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) está a digitalizar e a colocar na Internet, com mais de 30 anos de informação sobre plantas, animais e áreas protegidas.

Paula Abreu, coordenadora do projecto, conta ter disponíveis, pelo menos, 500 relatórios e publicações até ao final do ano. Hoje ainda só estão acessíveis documentos sobre o Parque Nacional Peneda-Gerês e o Parque Natural de Montesinho. Na Biblioteca digital, organizada em áreas geográficas e áreas temáticas, já se pode ler sobre os cogumelos e a floresta natural da Peneda-Gerês, a vegetação do Rio Sabor e os moinhos de água de Vinhais, sobre o gato-bravo, o lobo, a lontra e os morcegos de Montesinho.

“É um trabalho muito exigente, tem de ser feito aos poucos”, contou ao PÚBLICO Paula Abreu. São 30 anos de trabalho na área da conservação da natureza, desde os antepassados do ICNB, como o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico (SNPRPP, criado em 1975), o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza (SNPRCN, 1983) e o Instituto de Conservação da Natureza (ICN, 1993).

Em 2006, o ICNB começou a visitar as 25 áreas protegidas do país e a estudar o seu arquivo central em Lisboa para reunir documentação dispersa. Muita informação apenas existia nas sedes de parques e reservas espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo iniciou a digitalização de documentos produzidos ou promovidos pelo instituto.

“Há pessoas que nos pedem informação sobre aspectos específicos das áreas protegidas, mas são as plantas ameaçadas e plantas aromáticas as mais procuradas”, comentou a bióloga Paula Abreu.

A ideia surgiu quando o ICNB passou a ter de enviar muita da documentação por correio electrónico a pessoas que não se podiam deslocar ao centro de documentação do ICNB, em Lisboa, ou que não tinham disponibilidade para ir às várias áreas protegidas procurar o que pretendiam.

Hoje, o centro de documentação está fechado ao público. “Está em reestruturação. Estamos a fazer um levantamento e a sistematizar a informação. Mas o que posso dizer é que vai ficar disponível, como complemento ao online”, explicou.

Quando tiver boa parte dos seus documentos digitalizados, a Biblioteca digital pretende ainda solicitar a autorização a várias entidades para disponibilizar algumas obras históricas de referência. O ICNB já está “de olho” em duas: a “Expedição científica à serra da Estrela”, publicada em 1891 pela Sociedade da Geografia de Lisboa, e o livro “The Birds of Portugal”, do ornitólogo William Tait, de 1924. “Obras como estas são importantes ainda hoje, nomeadamente para conseguirmos saber como foi a evolução de determinada espécie ou área protegida. Tem interesse para a gestão”, salientou.

Outra mais-valia que Paula Abreu lembrou é que “existem alguns estudos da década de 80 sobre muitas áreas protegidas que já estão esgotados”.

Para o futuro, a biblioteca digital vai permitir a pesquisa por palavra-chave.

 

Novo portal de revistas da USP

15:48 @ 28/11/2008

 

A USP oferece, desde o início de novembro, um portal que dá acesso, ao texto completo das revistas produzidas pela Universidade e credenciadas pelo Programa de Apoio às Publicações Científicas Periódicas da Instituição. Trata-se do Portal de Revistas da USP, uma biblioteca eletrônica com acesso gratuito.

Essa iniciativa tem como objetivo ampliar a facilidade de acesso dos usuários às publicações, além de possibilitar a obtenção de indicadores da produção científica, como relatórios de índices de citação e de co-autoria, além de ampliar a visibilidade desses periódicos em âmbito nacional e internacional.

O Portal de Revistas da USP disponibiliza inicialmente o acesso a trinta títulos, e prevê a inclusão dos demais títulos já credenciados e outros que irão se somar à medida que atenderem aos critérios de credenciamento do programa.

A iniciativa contou com as parcerias do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, que cedeu o modelo SciELO de publicações de revistas eletrônicas, bem como os títulos das revistas USP daquela base de dados para a criação do portal; e de Pepsic – Periódicos Eletrônicos em Psicologia, que cedeu os registros das revistas USP naquela base de dados.

Com informações da assessoria de imprensa da Reitoria da USP

Mais informações: (11) 3091-3220 ou http://www.revistasusp.sibi.usp.br

 

Fonte: Agência USP de Notícias

Ao contrário do esperado, o mercado de e-books ainda não deslanchou no Brasil. Desde 2005 sendo comercializada, a tecnologia permite que o leitor faça o download de livros completos pela internet e os leia em aparelhos eletrônicos.
 
Por ser novo no mercado, o e-book ainda encontra alguma resistência de público, principalmente no que diz respeito à facilidade de leitura. Segundo Sérgio Herz, diretor da Livraria Cultura, não é possível dizer que esta nova forma de leitura "é um sucesso".
"A Livraria Cultura tirou os e-books da sua loja porque não vendia. A manutenção era mais cara do que o preço de venda", diz o diretor.
 
Apesar do fraco desempenho, Sérgio Herz segue vendo os e-books como um bom nicho de mercado. Para ele, esta nova forma de livros cairá no gosto do consumidor a partir do momento em que a visualização e leitura se tornar mais fácil.
 
"Enquanto não encontrarem um jeito fácil para ler os e-books, eu acho que ficará complicado (para este marcado se expandir)."
 
Herz ainda acredita que os e-books não trazem um problema de direito autoral. Para ele, já é comum que, no momento em que o autor da obra assina o contrato com a editora, os direitos para a comercialização digital sejam liberados.
 
Gratuidade - Quando os e-books não são cobrados, eles tendem a ter uma aceitação maior. A maior universidade do País, a USP (Universidade de São Paulo), disponibiliza os e-books por meio do SIBI (Sistema Integrado de Bibliotecas).
 
De acordo a diretora do SIBI, Eliana de Azevedo Marques, há cerca de 251 mil obras à disposição dos alunos da USP. "Os estudantes podem acessar os livros de qualquer lugar via VPN", afirma, referindo-se ao Virtual Private Network, que realiza o tráfego de dados necessário por meio de uma rede comunicação privada.
 
Na USP, o sistema de e-books funciona da seguinte forma: primeiro, as publicações são adquiridas e depois, conforme acordo com editoras, são digitalizadas. Além de livros acadêmicos, também fazem parte do acervo teses e dissertações.
 
Ao entrar no Sistema Integrado de Bibliotecas, os alunos aceitam um termo de responsabilidade e estão cientes das punições que podem ser submetidos no caso do não cumprimento das normas internas.