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Biblioteca Aberta do Ensino Superior

No mesmo dia em que se comemora o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 3 de Dezembro, é apresentado no Porto o projecto Biblioteca Aberta do Ensino Superior (BAES). Este projecto visa apoiar os estudantes com necessidades educativas especiais e facilitar o seu acesso à informação. A Universidade de Évora é parceira nesta iniciativa, em conjunto com outras oito instituições de Ensino Superior.



As pessoas com deficiência podem aceder à informação através de sete unidades de produção de informação acessível sedeadas em instituições de Ensino Superior, que disponibilizam a informação produzida on-line numa estrutura de pesquisa.

Actualmente, a BAES possui um acervo de mais de 3000 títulos em Braille, áudio e texto integral. Sendo uma estrutura em desenvolvimento, na BAES é possível encontrar muita informação, sobretudo na área das Ciências Humanas e Sociais, esperando-se que, no futuro, venham a aumentar o número de títulos desta área, bem como o alargamento a outras áreas do saber, nomeadamente na área da Música, da Matemática e da Química.

Os estudantes de Ensino Superior com necessidades educativas especiais podem aceder ao texto integral das colecções que lhe são dirigidas, designadas pelo título ALFA, autenticando-se com as mesmas credenciais para o acesso à rede wireless das suas instituições.

Mais informações em baes.up.pt.


Fonte: UE Line - Portugal

http://www.students.bucknell.edu/mmaccart/classic_books.gif




    O site como o próprio nome já diz, disponibiliza "livros falados" clássicos da literatura. Entre eles encontramos:


"As aventuras de Tom Sayer", "O Peregrino", "A Ilha do Tesouro", "Alice no País das Maravilhas", "Guerra dos Mundos", "O Médio e o Monstro", "Romeu e Julieta", "Frankstein", "Retrato de Dorian Grey", "Tristão e Isolda" e tc



Formatos disponíveis: Mp3 e Mp4
Narração: Através de software Text Aloud MP3 2.0 [em inglês]


Fonte: Pesquisa Mundi


LONDRES, 5 DEZ (ANSA)- O governo britânico anunciou hoje um plano para construir em Londres o maior centro de pesquisa do mundo, avaliado em US$ 1 bilhão.


    As autoridades autorizaram a venda do terreno ao Conselho de Pesquisa Médica (MRC), ao grupo Cancer Research UK, o Welcome Trust e a University College London, para a criação do Centro para a Pesquisa Médica e a Inovação da Grã-Bretanha, que enfocará seu trabalho nas pesquisas científicas com o objetivo de produzir medicamentos e tratamentos.


    O novo centro, que estará funcionando em 2013, contará com cerca de 1.500 pesquisadores e técnicos, laboratórios e equipamentos tecnológicos de alta definição. A construção custará US$ 170 milhões e os equipamentos de laboratório mais de US$ 700 milhões.


    "Este governo apóia os planos para a criação do centro de pesquisa médica e científica líder na Europa no coração de Londres", declarou hoje o primeiro ministro britânico, Gordon Brown.


    Brown acrescentou que o centro "manterá a Grã-Bretanha à frente nas pesquisas científicas, reforçará a economia nacional, e através de seus vínculos com o Serviço Nacional de Saúde (NHS), terá um enorme potencial para a vida do pacientes britânicos, desenvolvendo curas inovadoras, vacinas e medicamentos que servirão para o NHS nos próximos anos".


    Nas instalações em Londres serão estudadas doenças como a gripe aviária, o HIV, meningite e tuberculose, além de vários tipos de câncer, problemas respiratórios e diabetes.


    O novo centro será criado próximo à Biblioteca Britânica e ao Terminal de trem Eurostar, na estação de St. Pancras, e estará a cargo do Nobel inglês sir Paul Nurse, presidente da Rockfeller University, em Nova York.


    Além disso, trabalhará em colaboração com outros centros de vanguarda para a pesquisa científica, como o Instituto Biopolis em Cingapura, a Iniciativa Allston de Harvard, nos Estados Unidos, e o Parque Industrial Científico de Xangai, na China.


    Nesse sentido, o diretor do Conselho de Pesquisa Médica, professor Leszek Borysiewicz, declarou que "o novo centro para a inovação e a excelência estará de uma das cidades mais importantes do mundo".


    "Este centro será de crucial importância para os planos da Grã-Bretanha e irá assegurar que as pesquisas médicas sejam traduzidas em benefícios reais para pacientes e para a economia, o mais eficientemente possível", concluiu Borysiewicz.

Fonte: Ansalatina

Tida como fonte pouco confiável de pesquisa, já que seu conteúdo pode ser alterado por qualquer pessoa, a enciclopédia virtual Wikipedia superou em qualidade a edição on-line de uma tradicional enciclopédia alemã, segundo um teste feito no país.

A pedido da revista "Stern", especialistas do Serviço de Informação Científica de Colonia, na Alemanha, compararam os conteúdos em alemão da Wikipedia e da enciclopédia Brockhaus.


Os especialistas analisaram 50 artigos de cada uma das enciclopédia nas áreas de política, economia, ciência, cultura, entretenimento, geografia, história e religião.


Os verbetes foram avaliados tendo como critérios sua correção, exatidão, atualidade e quão inteligíveis eram os textos. Os artigos receberam notas em uma escala em que 1 era a melhor classificação e 6 a pior.


A versão alemã da Wikipedia alcançou uma nota média 1,7, enquanto a edição digital da Brockhaus --que tem seus artigos atualizados permanentemente, por especialistas em cada assunto-- obteve média 2,7.


O placar

Em 43 dos 50 artigos a Wikipedia teve notas melhores que a enciclopédia "concorrente", enquanto a Brockhaus foi melhor em apenas seis verbetes. Houve empate em um deles.


Segundo a análise dos especialistas, a Wikipedia somou especialmente na questão da atualidade. Um artigo sobre o tenor Luciano Pavarotti, por exemplo, foi atualizado na Wikipedia no mesmo dia de sua morte.


A edição da Brockhaus, entretanto, não havia registrado a morte do cantor até 2 de dezembro.


Os artigos da Wikipedia também foram considerados, na maioria dos casos analisados, mais corretos que os da enciclopédia tradicional.


Apenas em relação ao grau de compreensão dos textos é que a enciclopédia tradicional foi considerada superior. Muitos artigos da Wikipedia foram classificados como muito complicados para leitores leigos.




Fonte: Folha Online

O Creative Commons, projeto que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais, comemora cinco anos hoje.


Para marcar a data, haverá festas em San Francisco, Nova York e Berlim, com participações de convidados como Lawrence Lessig, autor do livro "Cultura Livre", e do ministro da Cultura, Gilberto Gil. No Brasil, a comemoração será feita no Fórum do Software Livre, que ocorre em Porto Alegre, em 2008.


Em cinco anos, o Creative Commons se estabeleceu em 50 países, licenciando mais de 140 milhões de obras, de acordo com Ronaldo Lemos, diretor nacional do projeto (www.creativecommons.org.br).


O conjunto de licenças permite o licenciamento e distribuição de conteúdos culturais, como textos, músicas e filmes, de acordo com critérios estabelecidos pelo autor.


"O Creative Commons tem sido visto como uma ferramenta importante para fortalecer autores e políticas de gerenciamento de direitos intelectuais, tanto privadas quanto públicas", diz Lemos.


Segundo ele, o CC tornou-se uma das principais ferramentas da web 2.0 por oferecer uma base jurídica para a criação colaborativa e ser integrante de vários projetos nessa área, como o Flickr e o brasileiro Overmundo (www.overmundo.com.br).


Ciências

O CC possui desdobramentos importantes, segundo Lemos. Um deles é o Science Commons (www.sciencecommons.org), que cuida da disseminação do conhecimento científico. "É um dos poucos projetos no mundo hoje que podem ser considerados de web 3.0, pois usa uma nova forma de articular o conhecimento científico."


Outros são o iCommons, cuja missão é apoiar a comunidade global ligada ao acesso livre e desenvolver projetos no mundo todo, e o CC-Learn, que atua na criação de materiais educacionais abertos.


O CC hoje é utilizado em vários países como instrumento de gestão da propriedade intelectual, conta Lemos. "Os exemplos incluem desde o ministério da Educação do Chile até a televisão pública na Alemanha, que licencia sua programação em CC."


Fonte: Folha Online

AskEraser apaga os dados sobre as buscas feitas pelo internauta.

Objetivo do serviço é aumentar privacidade dos usuários da internet.




O site de buscas Ask.com passou a oferecer um recurso com o qual os usuários poderão apagar os dados acumulados sobre suas buscas no serviço, em um esforço por reforçar a privacidade dos internautas.


A função está ligada ao link AskEraser, disponível na página inicial do buscador e de todas as páginas de resultados de buscas, com uma indicação clara de que o recurso está "ligado" ou "desligado" quando um usuário faz uma busca.

 
"Nós tomamos medidas significativas para proteger quaisquer dados armazenados em nossos servidores, mas para os usuários que desejem tomar precauções adicionais, o AskEraser permite que eles eliminem a questão completamente de suas preocupações", disse Jim Lanzone, presidente-executivo da Ask.com, em entrevista no evento de lançamento, nesta terça-feira (11).

 
Quando ativado, o AskEraser apaga todos os termos de busca subseqüentes e as informações a eles relacionadas, ligadas a "cookies" armazenados nas máquinas dos usuários, que identificam seus computadores para fins de informação.

 
Privacidade

No começo do ano, Ask.com anunciou uma reformulação em sua política de retenção de dados, com o objetivo de separar as informações sobre as buscas realizadas por uma pessoa dos dados que a identificam na internet em prazo de 18 meses. A empresa é parte do conglomerado de Internet IAC/InterActiveCorp.

 
A oportunidade de preservar espaços privados na web está se tornando mais importante, à medida que a internet se incorpora de maneira ainda mais profunda à vida dos internautas e que sites e anunciantes procuram informações sobre o comportamento dos consumidores a fim de lhes enviar mensagens direcionadas.

 
A Ask.com está trabalhando em seus produtos para aproveitar melhor os padrões de uso da web, de maneira anônima, a fim de melhorar os resultados de buscas que é capaz de oferecer. "Para acompanhar esse avanço, queremos oferecer às pessoas a opção de não participar caso não desejem”, disse
Lanzone.

Fonte: G1

O PanImages traduz o texto e mostra figuras do Google e do Flickr


Para conseguir mais resultado nas buscas de imagens na internet, usuários experientes costumam usar a mesma expressão em várias línguas. A saída é boa, mas limita-se aos idiomas ou dicionários onlines que o internauta conhece. Visando derrubar essa limitação “babelística”, o Centro Turing de Universidade de Washington desenvolveu o PanImages, uma ferramenta que permite buscar imagens em centenas de línguas na web.

"Digitando um texto de busca em inglês, não se encontram as figuras que acompanham textos em chinês. Um buscador holandês não encontra imagens rotuladas em inglês. Nós criamos uma solução colaborativa para esse problema", afirma Oren Etzioni, professor de engenharia e ciência da computação na Universidade de Washington.

O PanImages traduz automaticamente o texto procurado em cerca de 100 outras línguas, sugere algumas mais prováveis e mostra figuras do Google e do repositório de fotos Flickr.

O “cérebro” do PanImages foi construído com a varredura de mais de 350 dicionários eletrônicos. "É, no fundo, um novo auxiliar léxico. Sua característica mais marcante é a capacidade de incorporar uma gama tão ampla de línguas", destaca Etzioni. "Nossa meta é a seguinte: se uma língua interessa às pessoas, sirvamos também essa língua."

Os usuários podem, ainda, contribuir com novas palavras e traduções para o PanImages. O projeto pretende absorver mais dicionários da rede para aumentar o número de palavras e línguas.

Fonte: O Povo

Lisboa, 11 Dez (Lusa) - A Biblioteca Digital Européia, que em 2011 deverá ter reunido 6 milhões de livros, documentos e outros bens culturais de todos os países da União Européia (UE), deve facilitar a consulta a obras de autores portugueses.


O projeto da biblioteca digital "visa à ampliação das coleções digitais disponíveis para consulta", assinalou Helena Patrício, responsável pela Biblioteca Nacional Digital (BND) de Portugal, em entrevista à Agência Lusa.

A BND é uma seção da Biblioteca Nacional portuguesa que funciona desde 2002, disponibilizando atualmente mais de 9.500 obras digitalizadas, incluindo livros de Artes, História, Geografia, Ciências Sociais e Ciências Aplicadas. Entre as obras de Literatura e Lingüística, se destacam títulos de Camilo Castelo Branco, António Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Eça de Queirós.

Segundo Helena Patrício, a Biblioteca Nacional portuguesa integra a rede temática da Biblioteca Digital Européia, estando prevista, para o final de 2008, "a apresentação de um protótipo de portal para pesquisa e consulta de mais de 2 milhões de materiais digitalizados provenientes de bibliotecas, arquivos, museus e arquivos audiovisuais".

A Biblioteca Nacional de Portugal participa também do The European Library ("A Biblioteca Européia"), um serviço que funciona desde 2005 e propicia, atualmente, acesso a recursos bibliográficos e digitais de 47 bibliotecas de países europeus e que constitui um dos pilares da futura Biblioteca Digital Européia.

Em 2 de março de 2006, a comissária Européia Viviane Reding afirmou, em Bruxelas, que a Biblioteca Digital Européia permitiria que "a memória coletiva da Europa" ficasse à distância de um clique do mouse. Reding esclareceu que a instituição não seria uma base de dados construída do zero, mas uma página eletrônica multilíngüe, onde ficariam reunidos materiais já digitalizados das várias instituições dos Estados-membros da UE, como livros, filmes, fotografias, manuscritos e outros bens culturais.

Nove meses depois, em 13 de dezembro de 2006, foi a vez de Maria Angélica Ribeiro, coordenadora do serviço de Cooperação para o Desenvolvimento do Gabinete de Assuntos Europeus e Relações Internacionais do Ministério da Educação português, defender, no Rio de Janeiro, a criação de uma Biblioteca Virtual da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que "permitiria um conhecimento e um intercâmbio ampliado entre os vários países membros".

Na ocasião, o professor da Universidade de São Paulo, José Luiz Fiorin, defendeu que a biblioteca virtual criaria um reconhecimento de identidade, constituindo um "importante instrumento de transmissão cultural e de democratização do conhecimento", e sugeriu que fossem estabelecidos convênios com instituições para fazer um levantamento das principais obras literárias de cada país da CPLP - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

A biblioteca digital portuguesa


Desde o início de sua existência, em 2002, a BND já digitalizou 9.563 obras e pretende colocar à disposição do público, em 2008, um conjunto de dicionários, enciclopédias e jornais portugueses.

Segundo Helena Patrício, no início do próximo ano estarão online enciclopédias e dicionários portugueses do século 17 ao século 19, totalizando 37 obras - o equivalente a 33 mil páginas.

No segundo trimestre de 2008 também ficarão à disposição do público "300 mil páginas de jornais portugueses do século 19", revela a responsável.

Atualmente, a BND executa dois tipos de digitalização: as digitalizações correntes (realizadas, sobretudo, para atender pedidos de obras digitais feitos por leitores da Biblioteca Nacional) e as digitalizações por projeto (em que o volume ou conjunto de volumes são digitalizados externamente).

Durante o próximo ano, este serviço prestado aos leitores estará disponível na internet, integrado ao projeto da UE E-books on demand ("Livros eletrônicos sob encomenda"), que implementa uma nova política de preços e a agilização do serviço para fomentar pedidos de digitalização de obras integrais, que serão depois integradas à BND.

O preço da digitalização por página varia de acordo com o estado do documento, a facilidade de manuseio da encadernação e a opção entre preto e branco e colorido, entre outros aspectos. A digitalização de uma página A4 a cores oscila entre 13 e 40 centavos de euro.

Segundo Helena Patrício, "no contexto da valorização e divulgação do patrimônio documental português, a BNP tem adotado critérios de seleção de documentos para digitalização baseados no respectivo interesse histórico-cultural, tendo em conta a proveniência nacional das obras, a respectiva data de publicação e a tipologia de documentos".

Entre 2002 e 2007, visando à preservação de documentos de natureza frágil e manuseio difícil, a BND selecionou "um conjunto significativo de documentos iconográficos (cartazes, estampas, desenhos, etc) e de material cartográfico", que representa, respectivamente, 61% e 19% dos documentos digitalizados disponíveis na BND.

Dos documentos disponíveis na BND, 42% foram publicados em língua portuguesa, cerca de 23% em francês, 10% em inglês, 8% em espanhol, 7% em italiano e 1% em alemão.

Os principais assuntos são Artes (34%) e História/Geografia (33%), seguidos por Ciências Sociais (11%), Ciência Aplicadas (7%), livros de temática religiosa ou teológica (5%) e Literatura/Lingüística (4%).

Obras raras ou nunca antes publicadas, como os quatro tomos do manuscrito «Évora Illustrada», do padre Manuel Fialho, que contam a história da cidade até inícios do século XVIII, integram a Biblioteca Digital do Alentejo, hoje apresentada.

«É, talvez, a obra mais rara que temos, cedida pela Biblioteca Pública de Évora, em que o padre Manuel Fialho conta a história de Évora desde os primórdios e até ao início do século XVIII», explicou hoje à agência Lusa Ana Rita Costa, coordenadora da Biblioteca Digital do Alentejo (BDA).

A redacção da obra terá sido iniciada pelo padre jesuíta em 1690 e, hoje, os quatro tomos manuscritos (dois deles duplicados, com pequenas alterações introduzidas pelo autor) são «muito utilizados» por investigadores, sobretudo das áreas da História e da História de Arte.

«Dá pistas sobre construções e elementos patrimoniais que existiam na altura, alguns dos quais já desapareceram, e descreve todos os conventos e igrejas da cidade e tudo o que fazia parte do seu espólio. A maior parte dessas coisas foi retirada e está agora em museus«, disse.

Esta obra, que passa a poder ser consultada livremente por todos os interessados, através da Internet, na página da BDA (www.bdalentejo.pt), é um dos 320 livros digitalizados que, nesta primeira fase do projecto, já se encontram disponíveis on-line.

A BDA, desenvolvida através do Centro de Divulgação da História e da Sociedade do Alentejo (CEDISA) da Fundação Alentejo - Terra Mãe, foi hoje apresentada e lançada publicamente em Évora.

O projecto, segundo os promotores, é o único fundo documental virtual do Alentejo e a primeira biblioteca digital de expressão regional, sendo pioneiro para a valorização, preservação e difusão do património documental histórico-cultural da região.

Em especial, torna acessíveis obras raras e com interesse, de autores alentejanos e/ou temáticas referentes à região, permitindo a democratização e a promoção da igualdade no acesso ao conhecimento da história e cultura alentejanas.

«A grande vantagem deste projecto é, sobretudo, tornar acessíveis obras de difícil acesso. Qualquer pessoa com um computador ligado à Internet pode consultá-las», apontou Ana Rita Costa, destacando ainda que, desta forma, os originais são preservados.

Inicialmente, a BDA inclui obras de âmbito literário, científico, memorialístico e periodístico e, futuramente, deverá ser complementada com uma base de dados cartográfica, iconográfica e musicológica sobre a região.


«Todo o Alentejo está representado, mas o distrito de Évora, por enquanto, talvez seja o que tem mais obras, pois, um dos nossos grandes parceiros foi a Biblioteca Pública de Évora, que nos cedeu metade dos livros e manuscritos que digitalizámos«, afirmou.

Segundo a coordenadora, a »maior parte« do fundo disponibilizado são obras de literatura e monografias, nomeadamente sobre localidades alentejanas e estudos económicos e agrícolas, graças a um protocolo estabelecido com o Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa.

«Nesta fase, lançamos 30 teses de alunos alentejanos do ISA, desde meados do século XIX e até aos anos 30 do século XX, muitas ainda manuscritas e que são obras únicas», realçou, referindo que, no caso de alguns livros recentes sobre a região, em que se aplicam direitos de autor, apenas fica disponível parte da obra.

Para a concretização da BDA, foram ainda feitas parcerias com bibliotecas municipais e outros estabelecimentos de ensino, aguardando agora a coordenadora que mais instituições adiram ao projecto, assim como particulares que queiram ceder uma obra e respectivos direitos de autor.
A par da BDA, que deverá crescer a um ritmo de 100 a 150 livros digitalizados por ano, de acordo com as previsões da coordenadora, é também disponibilizado o Catálogo Bibliográfico do Alentejo, que contém dez mil registos (com a referência, mas sem o texto) de obras publicadas relativas à região.



Lisboa ganha primeira biblioteca sobre estudos africanos

Lisboa, 13 Dez (Lusa) - A primeira Biblioteca Portuguesa de Estudos Africanos, que pretende divulgar a realidade de todos os países da África, vai ser apresentada oficialmente em Lisboa na sexta-feira, num encontro internacional de especialistas em assuntos africanos.

Funcionando nas instalações do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa, a biblioteca é o resultado de um projeto iniciado em 2005 com o objetivo de "criar um espaço que não tivesse apenas como centro a África lusófona", disse à Agência Lusa o coordenador do projeto, Manuel João Ramos.

"Portugal sabe muito pouco da realidade africana em outros contextos que não seja a África lusófona", disse o especialista.

Com o apoio financeiro de 350 mil euros (R$ 910 mil) da Comissão Européia (braço executivo da União Européia), a biblioteca tem cerca de 10 mil livros sobre toda a África, majoritariamente sobre ciências sociais e humanidades.

"Este é um passo importante que tinha de ser dado. Portugal não podia olhar para a África de um ponto de vista nacionalista. Sem o desenvolvimento do conhecimento, não há uma política esclarecida", afirmou Ramos.

Integração

O coordenador do projeto disse que "há um grande déficit da política externa portuguesa em relação à África", acrescentando que os centros de estudos africanos das Universidades de Évora, Porto e de Lisboa participaram na criação da biblioteca.

O projeto contou ainda com a doação de parte do acervo de David Birmingham, um especialista em Angola, e da biblioteca presidencial portuguesa, por decisão do ex-presidente Jorge Sampaio.

Depois da biblioteca, o próximo grande desafio do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa, juntamente com universidades estrangeiras, é criar um acervo digital com conteúdos online.

"Queremos integrar Portugal numa rede partilhada em todo o mundo, porque a digitalização de documentos e livros permite que um pesquisador africano não tenha de vir a Portugal para consultar uma obra", afirmou.

Evento

A apresentação pública da Biblioteca Portuguesa de Estudos Africanos será realizada durante o Encontro Internacional sobre as Relações Europa-África, que acontece sexta-feira e sábado em Lisboa.

As relações entre os continentes africano e europeu, a imigração e o colonialismo serão os temas que vão estar em debate, afirmou Manuel João Ramos.

Em declarações à Agência Lusa, o coordenador disse que o encontro internacional surge na seqüência da 2ª cúpula UE-África, realizada no último fim de semana, e é uma "tentativa de análise crítica, não apenas ao colonialismo, mas de como estão sendo reconfiguradas as relações entre os dois continentes e em que sentido".

"Atualmente, deparamo-nos com novas questões como os interesses econômicos, a gestão política e o problema grave que é a necessidade ou tentativa de integração de um número cada vez maior de imigrantes africanos", afirmou o especialista português.

Fonte: Agência Lusa

Colaborador poderá assinar artigos e incluir biografia.
Páginas poderão ter publicidade, mas não vão permitir edição de conteúdo.


O Google está desenvolvendo um serviço concorrente da enciclopédia digital on-line Wikipedia, no qual os usuários poderão escrever artigos sobre diferentes temas, mas com sua respectiva assinatura.

O conhecido buscador da internet adiantou em seu blog corporativo os detalhes do projeto, ao qual só se pode ter acesso mediante convite.

O Google chama os artigos de "Knols" ou "unidades de conhecimento" e serão assinados por seus autores, que podem incluir uma foto e uma breve biografia de si mesmos.

"Acreditamos que saber quem escreveu ajudará os usuários a fazer um melhor uso do conteúdo", escreveu Udi Manber, vice-presidente de engenharia do Google, no blog do buscador.

A outra diferença em relação à Wikipedia é que o serviço do Google incluirá anúncios se os autores dos artigos o desejarem e estes poderão ficar com uma parte da receita publicitária.

 
Sem edição

Os usuários poderão escrever críticas sobre os artigos e avaliá-los, mas não editá-los, como ocorre na Wikipedia.

No entanto, a página de exemplo divulgada pelo Google inclui um link com a palavra "editar", supostamente para que o autor do artigo revise seu conteúdo.

A Wikipedia está disponível em 250 línguas e em conjunto já tem mais de oito milhões de artigos. Apesar de sua popularidade, foi às vezes motivo de controvérsia pela suposta inexatidão ou subjetividade de alguns de seus textos.

Fonte: G1

Em www.dominiopublico.gov.br, você pode fazer download de livros do autor inglês, de Fernando Pessoa e de Machado de Assis, entre outros. O site também possui fotos, mapas e ilustrações, além de um documentário sobre software livre. Em www.gutenberg.org, estão disponíveis milhares de livros em diversos idiomas; há seção em português. Em www.archive.org dá para baixar, legal e gratuitamente, "Nosferatu" (1922) e desenhos animados antigos, como "Betty Boop" da década de 1930, entre outras raridades.


Fonte: Folha Informática

A expectativa é que, a partir de 2008, todos os laboratórios do governo recebam o equipamento. O serviço pode ser acessado no site do ministério



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou um banco de dados para rastrear a produção agropecuária e evitar a contaminação de alimentos.


O mecanismo está instalado em Campinas (SP) e consumiu investimentos de R$ 800 mil . A expectativa é que, a partir de 2008, todos os laboratórios do governo recebam o equipamento. O serviço pode ser acessado no site: www.agricultura.gov.br


"Nós teremos alimentos seguros. Quando forem exportados, vão com segurança e livres de contaminção", disse a gerente de Microbiologia de Alimentos do ministério, Josinete Freitas. "No momento em que identificamos alguma contaminação, o alimento é avaliado em laboratório e em oito horas saberemos que tipo de patógeno [o que causa a contaminação] foi detectado no produto".


Freitas faz um alerta para que a população se reeduque para saber conservar os alimentos. "Muitas vezes o consumidor compra o alimento e o acondicona de forma errada. Muitas vezes o problema [da contaminação] é de acondionamento”.


Ela conta que a maior dificuldade do ministério para implementar o sistema foi encontrar um método que atendesse às pesquisas sobre contaminação.


"Precisamos garantir que o consumidor tenha a segurança de que está adquirindo produtos que estão sendo avaliados e vendidos de forma segura".


Fonte: O Povo

WASHINGTON (Reuters) - O FBI está embarcando num projeto de 1 bilhão de dólares para montar o maior banco de dados em todo o mundo para biometria em computadores, informou o jornal o Washington Post.


O objetivo, de acordo com a edição do jornal na sexta-feira, é fornecer ao governo dos Estados Unidos mais formas de identificar indivíduos,

O FBI, maior departamento investigativo da Justiça dos EUA, já começou a compilar imagens digitais de rostos, impressões digitais e padrões de mãos em seus sistemas, segundo o jornal.

Em janeiro a agência especializada em violação de leis federais, espionagem e atividades terroristas espera firmar um contrato de 10 anos para expandir a quantidade de tipos de informação biométrica que recebe, relatou o jornal.

Através de pedidos as empresas, o FBI irá recolher as impressões digitais de funcionários que tenham antecedentes criminais, apontou o periódico.

Caso o obtenha êxito, o sistema (chamado até o momento de Next Generation Identification) irá coletar informação biométrica de um local para identificação e fins forenses, disse o Post.

Fonte: Reuters