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FILADÉLFIA e LONDRES, 3 de março /PRNewswire-FirstCall/ -- A Thomson Scientific, parte da The Thomson Corporation (NYSE: TOC; TSX: TOC) e fornecedora líder de soluções de informação para as comunidades mundiais de pesquisa e negócios, anunciou hoje o lançamento do ScienceWatch.com, um recurso gratuito aberto na rede para métrica e análise de ciência.

 

O ScienceWatch.com combina o mais novo material da informativo do Science Watch e dados, análise, entrevistas e comentários regularmente atualizados anteriormente encontrados em In-Cites e ESI Special Topics. O site fornece à comunidade científica um local conveniente para se atualizar sobre os últimos desenvolvimentos em ciência, o que os cientistas líderes têm a dizer, como os assuntos mais interessantes estão afetando a pesquisa e a vida cotidiana, onde as pesquisas mais significativas estão ocorrendo e muito mais.

 

"O banco de dados oferece uma maneira imparcial de pesquisar a paisagem científica e observar as características que merecem ser noticiadas e são significantes, incluindo novos assuntos, novos desenvolvimentos, novas tendências", disse Henry Small, cientista chefe da Thomson Scientific. "Depois vamos mais fundo e entrevistamos os cientistas envolvidos. Então, quando você acessa sciencewatch.com, está acessando a comunidade científica e descobrindo suas perspectivas e entendimentos".

 

Além das atualizações semanais, os usuários poderão ver a edição atual do Science Watch imediatamente. Enquanto isso, o pacote de assinatura premium existente do Science Watch/Banco de Dados de Artigos Interessantes, incluindo a edição impressa e o CD de Artigos Interessantes que o acompanha, com o conjunto de dados atualizados e organizados para busca de milhares de artigos científicos recentes e altamente citados, ainda serão oferecidos aos assinantes atuais e futuros.

 

"A Thomson Scientific é a primeira a oferecer um ambiente de rede tão robusto", disse Christopher King, editor do Science Watch. "O ScienceWatch.com não será um recurso apenas para a comunidade bibliométrica, mas para qualquer pessoa remotamente conectada a qualquer ciência, pesquisa ou área de avaliação".

 

Fonte: Sys-con Media

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O apoio ao movimento mundial de Acesso Aberto às publicações científicas levou professores e pesquisadores acadêmicos da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Harvard a votarem no dia 12 de fevereiro de 2008 uma política a favor da publicação em acesso aberto da produção científica da Universidade.

Com a decisão do grupo, denominado faculty conforme sistema americano de ensino, a partir de agora, os pesquisadores darão à Universidade uma licença para divulgar seus trabalhos livremente na internet, sem fins lucrativos, resguardando seus direitos autorais. Por seu lado, Harvard possibilitará o depósito dos artigos científicos de seus pesquisadores em um repositório de acesso livre. A política incentiva que os autores continuem a publicar em periódicos de alto impacto e com acesso controlado, mas que consigam autorização para depositar os trabalhos no repositório institucional de acesso aberto.

O argumento discutido pela comunidade acadêmica de Harvard foi o de que, embora os periódicos científicos tenham a função de divulgar o conhecimento científico de forma ampla, os resultados de pesquisa financiados pela Universidade publicados por eles, nem sempre estão disponíveis livremente para os pesquisadores da instituição e, não raro, para os próprios autores. Como afirmou um dos professores da Faculdade, citado na nota divulgada por Harvard, o sistema de publicação de periódicos científicos tornou-se mais restritivo do que deveria ser e, com o custo crescente de assinaturas, o acesso às publicações está cada vez mais difícil para muitas instituições.

A Biblioteca Universitária de Harvard exerceu um papel de liderança nesse movimento a favor do acesso aberto. Em vez de reservar seus recursos bibliográficos para o acesso de poucos, iniciou a digitalização de suas coleções especiais e, em cooperação com o Google vem tentando colocar os livros e outros documentos à disposição do público na internet. Um novo Departamento de Comunicação Científica será responsável pela implementação da política e por todas as ações que assegurem que os resultados de pesquisas realizadas em Harvard sejam publicados em acesso aberto e disponíveis universalmente.

Esta iniciativa é importante para os países em desenvolvimento tanto para a democratização do acesso á informação científica como para fortalecer as políticas e programas de acesso aberto como são as iniciativas BVS e SciELO nos países ibero americanos.

A política votada por Harvard é pioneira nos Estados Unidos, embora haja iniciativas semelhantes em outros países e em outros tipos de instituições. Segundo Stevan Harnard, do American Scientist Open Access Forum, essa iniciativa constitui a 38ª política no mundo sobre repositórios de acesso aberto e a 16ª institucional ou departamental. O repositório Roarmap (Registry of Open Access Repository Material Archiving Policies) registra as políticas de repositórios institucionais ou nacionais de acesso aberto existentes ao redor do mundo, geradas inicialmente por agências de financiamento e conselhos de pesquisa (como as do National Institutes of Health, nos Estados Unidos e a do Wellcome Trust, na Inglaterra).

O diretor da Biblioteca de Harvard, Robert Darnton, afirmou na nota divulgada pela Universidade, que a política votada pela Faculdade de Artes e Ciências discute uma preocupação constante de todas as faculdades da Universidade, que sofrem os mesmos problemas e desejam os benefícios públicos do acesso aberto. Ele citou o exemplo da Escola Médica (Harvard Medical School), que já está trabalhando para cumprir com o mandato do National Institutes of Health (NIH) de depositar os trabalhos resultantes de pesquisas financiadas por essa agência governamental em acesso aberto no PubMed Central. “Trabalhando individualmente por Faculdade ou conjuntamente como uma única Universidade, podemos todos promover a comunicação livre da ciência”, afirmou ele.

A Escola Médica de Harvard já havia iniciado discussões sobre o acesso aberto, em novembro de 2007, quando alunos e professores promoveram o Fórum sobre Publicação Científica nas Biociências [Forum on Scientific Publishing in the Biosciences]. Esse fórum contou com a participação de Harold Varmus, um dos precursores do movimento de Acesso Aberto, e representantes dos periódicos Cell, Nature, PLoS One, Journal of Visualized Science e do Science Commons.

A proposta de Harvard teve repercussão imediata na mídia americana, em notícia publicada no jornal The New York Times e no Harvard Crimson. Embora a política se aplique inicialmente à Faculdade de Artes e Ciências de Harvard, a decisão provoca impacto devido ao alto prestígio da universidade na comunidade científica nacional e internacional.

A Universidade de Berkeley lançou, em janeiro de 2008, um programa de incentivo à publicação em acesso aberto denominado Berkeley Research Impact Initiative (BRII). Esse programa apoiará financeiramente os pesquisadores que tenham que pagar taxas para publicar (page charges) em periódicos de acesso aberto, como os da Public Library of Science (PLoS) ou BioMed Central, ou para liberar o embargo em publicações de acesso controlado, como as da Elsevier, Springer, Francis & Taylor, Oxford, Cambridge, entre outras.

 

Outras iniciativas e comentários sobre a política de Harvard têm sido publicados nos blogs sobre Acesso Aberto, como os de Peter Súber, Stevan Harnard, BioMed Central, dentre outros, e na lista de discussão da World Association of Medical Editors.

Comentários, críticas e dúvidas quanto à operacionalização da política de Harvard têm sido divulgadas nos blogs e listas de discussão que a BIREME tem acompanhado:

- A política de Harvard, além de exigir o depósito dos documentos em acesso aberto, estabelece que os autores retenham os direitos autorais, enquanto permitem que a Universidade faça uso dos artigos científicos para fins não lucrativos. Apesar de não se exigir exclusividade na cessão dessa licença de uso, alguns pesquisadores acreditam que a política possa interferir na aceitação dos trabalhos pelos periódicos, que no modelo tradicional da publicação científica são detentores dos direitos autorais.

- Os editores das revistas podem não aceitar a solicitação dos autores para publicação dos trabalhos em acesso aberto (que deve ser feita no momento da submissão de trabalhos). Nesse caso, os autores têm duas alternativas: solicitar que a Universidade os isente da obrigatoriedade de depositar os trabalhos no repositório ou publicar os trabalhos em revistas de acesso aberto.

- Se a pesquisa foi realizada por um grupo de pesquisa e nem todos os autores são da Universidade de Harvard a obrigatoriedade do depósito ficará comprometida se alguns autores não aceitarem a medida.

- Tradicionalmente as instituições não têm políticas definidas sobre os direitos de distribuição de trabalhos desenvolvidos por seus pesquisadores, principalmente se financiados com recursos institucionais. Essa situação pode mudar no futuro como resultado de iniciativas semelhantes.

- A política foi adotada apenas para artigos de periódicos e não para os livros publicados, que também são parte da produção científica dos professores da universidade;

- O texto não estabelece um prazo para a publicação dos trabalhos no repositório, embora fique implícito que serão publicados apenas depois de aprovados pela revisão por pares dos periódicos. Se publicados antes de serem aceitos, os autores poderão ter dificuldade em publicá-los em alguns periódicos;

- A política não deixa claro que apoio e incentivo a Universidade proporcionará aos autores para depositar os trabalhos no repositório.

Stevan Harnad e Peter Suber discutiram em detalhe o que chamaram de opção híbrida de direitos autorais (obrigatoriedade de cessão dos direitos de autor, com opção do autor não aceitar essa cessão) e o depósito obrigatório, sem opção para os autores. Embora discordando em alguns aspectos, a sugestão deles é de que a política fosse mais abrangente quanto à obrigatoriedade de depósito de trabalhos publicados no repositório, com opção apenas para a acessibilidade imediata em acesso aberto ou para a acessibilidade pós-embargo dos trabalhos, o que resultaria em maior número de trabalhos depositados. Sugerem também que a universidade estabeleça um fluxo simples para submissão dos trabalhos para facilitar a adesão à nova política.

Como esta é uma iniciativa pioneira, muitas discussões e esclarecimentos deverão ainda ser publicados nos blogs citados nesta matéria. Acompanhe.

 

Fonte: Newsletter Bireme

A União Europeia acaba de lançar o projecto Genotype-To-Phenotype Databases (GEN2PHEN), que visa reunir e disponibilizar informação genética, vital para a saúde das pessoas e para entender os processos de doenças, num único portal integrado de catálogos de variações genéticas.


«As tecnologias para a exploração das variações genéticas em desordens comuns como os diabetes, obesidade e estados auto-imunes, têm sido concebidas apenas nos últimos anos, com uma ampla ampliação só agora a acontecer. Um conjunto de observações de investigação importantes, valiosas e excitantes estão agora a chegar e, no entanto, não existe um sistema na Internet preparado para receber, armazenar e combinar estes dados, tornando-os disponíveis para os investigadores e médicos avaliar e explorar» os novos dados, explica Anthony Brookes, professor da University of Leicester, no Reino Unido, e coordenador do projecto, noticiado pelo eHealthNews.


O projecto pretende criar a maior colecção internacional electrónica e utilizar os dados para mostrar como as sequências de genes contribuem para diferenças inter-individuais na doença, reacção a medicamentos e outras características essenciais para prognósticos, diagnósticos e tratamentos futuros.


Com esse efeito, o GEN2PHEN vai construir um portal designado «GEN2PHEN Knowledge Centre», além de componentes para a base de dados, ferramentas e tecnologias que ajudarão os dados a ser integrados e disponibilizados apropriadamente para analise através da Internet.


Esta iniciativa europeia vai custar cerca de 12 milhões de euros e envolver 17 institutos de investigação europeus, um da Índia e outro da África do Sul.

 

Fonte: Igov Central

Fernando Vivas/Agência A Tarde
Reunião regional da CNBB em Salvador; elas serão facilitadas com o banco de dados
 
Aguirre Peixoto, do A Tarde On Line
 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convoca as pessoas ligadas à Igreja e que tenham pós-graduação a se cadastrar em um banco de dados organizado no site da instituição. A iniciativa foi lançada neste mês pela Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.
 
“O objetivo é criar facilidades para localizar peritos e professores quando a CNBB tiver a necessidade”, explica Pe. Wilson Angotti, assessor da comissão. E exemplifica: “Se organizamos um evento para discutir a bioética, será mais simples entrar em contato com algum especialista para dar uma palestra”.
 
Além dos clérigos e membros das pastorais da Igreja, também poderão entrar no banco de dados professores de escolas católicas. “Ajudará na divulgação das áreas de estudos e conhecimentos de cada um”, diz Angotti.
 
São requisitados especialistas, mestres e doutores de qualquer ramo de estudos. Por enquanto, nesta terça-feira, 11, o sistema contabilizava apenas 60 cadastrados – nenhum da Bahia. Além dos dados relativos à formação, os profissionais podem detalhar também as informações sobre publicações já realizadas.
 
O diretor da Faculdade São Bento da Bahia, Dom Adriano Carvalho, elogiou a iniciativa. “A Igreja deve se modernizar cada vez mais e usar os meios de comunicação como forma de atingir mais pessoas”, afirma. No entanto, ele ainda não estava sabendo da criação do banco de dados e considerou a iniciativa pouco divulgada pela CNBB.
 
O cadastro pode ser feito pela página principal do site da instituição. Para isso, o interessado precisa apenas criar um login e preencher os campos com seus dados pessoais, acadêmicos e publicações. Quando houver a necessidade, as informações poderão ser modificadas e atualizadas através do mesmo endereço.
 
Fonte: A Tarde
 

Wanderson Fernandes
A Secretaria de Ciência e Tecnologia do Tocantins – SECT, mostrou interesse em formalizar convênio com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT, para que os pesquisadores do estado tenham acesso a um acervo especializado em ciência da informação e áreas correlatas, formado por monografias, publicações seriadas, anais de eventos, relatórios, memória técnica, documentos eletrônicos, multimeios e obras de referência.

O Secretário de Ciência e Tecnologia, professor Osmar Nina Garcia informou que a pasta também tem o desejo da fazer parceria com o Instituto para a viabilização de pontos de inclusão digital no estado. “A idéia é que por meio do IBICT através da disponibilidade de Bibliotecas Digitais e de projetos integrados de ação de cidadania, possamos valorizar cada vez mais, tanto o acesso à informação, quando os pesquisadores do Tocantins”, afirmou o Secretário.

As parcerias entre o Governo do Estado e o IBICT foram discutidas no fim da tarde desta sexta-feira, 07, numa reunião na sede da Secretaria de C&T em Palmas. Após apresentar todos os produtos e serviços aos técnicos da SECT, o diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Emir Suaiden, disse ser altamente positivo ter vindo ao Tocantins, pois o IBICT deseja oferecer as ferramentas e as tecnologias necessárias para que o estado possa formar um programa competente de inclusão digital.

Também participaram do encontro, a coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento de novos produtos, Cecília Leite Oliveira, a assessora de Assuntos Internacionais do IBICT, Celina Maria Rosa Lamb, e o deputado Federal, Laurez Moreira – PSB.
 
Fonte: A Notícia

Biblioteca Digital - Direito

11:18 @ 14/03/2008

 
 
 
 
 
 
A Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa colocou à distância de um clique a consulta de grande parte da bibliografia jurídica portuguesa oitocentista. A nova Biblioteca Digital, acessível gratuitamente ao grande público, resgatou várias obras do esquecimento e da deterioração, permitindo uma nova e refrescante eficiência na investigação da História e do Direito. Até ao momento já foram publicadas cerca de 180 obras doutrinais, 10 projectos de legislação, 20 debates, 280 peças legislativas, 20 volumes de jurisprudência, acrescentando-se ainda a estes números algumas dezenas de índices, repertórios, textos constitucionais e fontes estrangeiras.
 
 
 

Mais de sete milhões de páginas, que representam um total de 1.26 terabytes de informações, já foram digitalizadas pela Imprensa Oficial do Estado, desde 2001, constituindo o maior acervo digital entre os Diários Oficiais do Brasil.

A certificação digital, segundo a Imprensa Oficial, é uma ferramenta de competitividade imprescindível para as empresas, pois proporciona redução de custos e otimização de prazos na cadeia produtiva.

A Imprensa Oficial do Estado está implantando essa tecnologia em autarquias, órgãos governamentais e entidades de classe como o Ministério Público do Estado de São Paulo, Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, Prodam, Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), Sabesp, Cesp.
 
Fonte: TI Inside

   

Capa do Volume 1 de um total de 5 volumes

Volumes trazem uma ampla base de dados para consulta. Piores índices de qualidade da água foram registrados nas bacias do S. Francisco e Paraná.

Brasília, DF - Cinco volumes dedicados a temas como qualidade das águas; demandas e disponibilidades de recursos hídricos; interfaces entre água e navegação, e aproveitamento do potencial hidráulico para geração de energia são lançados pela Agência este mês, quando se comemora o Dia Mundial da Água (22/3). Os estudos tiveram como objetivo sistematizar o conhecimento sobre os recursos hídricos brasileiros, estimulando a pesquisa e a capacitação na área de gestão.
 
No que concerne especificamente ao tema do Dia Mundial da Água deste ano – o saneamento básico –, alguns volumes da série de Cadernos de Recursos Hídricos aportam contribuições para a compreensão do cenário.
 
A demanda de água (vazão de retirada) no Brasil é de 1.592 m³/s, sendo que cerca de 53% deste total (841 m³/s) são consumidos, não retornando às bacias hidrográficas. Cerca 27% da vazão de retirada vão para abastecimento urbano, contra 40% para a irrigação e 17% para a indústria. Apenas 3% se destinam para abastecimento rural.
 
Em termos de outorgas emitidas pela União e estados, em águas superficiais e subterrâneas, até 2004, o volume 4 do Caderno de Recursos Hídricos da ANA revela que o consumo humano responde pelo maior número de autorizações emitidas; e a irrigação, pelas maiores vazões outorgadas.
Ainda com relação às autorizações para o uso da água, o mesmo estudo demonstra que cerca de 25,7% das outorgas emitidas em todo o Brasil, até 2004, tinham como finalidade o lançamento de efluentes, entre os quais os esgotos domésticos.

Esses se destacam como os principais problemas observados em todas as regiões hidrográficas do País quando o assunto é a qualidade das águas brasileiras. Segundo o volume 1 da série, os piores Índices de Qualidade de Água (IQA) estão em trechos das bacias do São Francisco e do Paraná.
Para ler os estudos na íntegra, acesse www.ana.gov.br.

Texto de Denise Caputo, da ANA.
 

Lisboa (Lusa) - Ascende, neste momento, aos 85 mil milhões o número de páginas guardadas no sítio do Internet Archive Wayback Machine, que há doze anos arquiva páginas de milhões de espaços digitais, algumas delas portuguesas, para mostrar a evolução da rede.
 
Entrando em http://www.archive.org/web/web.php encontra-se uma caixa de pesquisa com um local para inserção do endereço cujo "passado se quer visitar" seguida de um botão intitulado "Take Me Back" ("Leva-me de Volta"), onde é necessário carregar para aceder a uma base de dados com as várias versões das páginas.
 
Além de possibilitar que os cibernautas revisitem versões antigas dos sítios, o Internet Archive permite que sejam estabelecidas ligações ("links") para páginas que já não estão disponíveis nas suas antigas localizações, servindo o próprio endereço para mostrar em que data é que as mesmas foram obtidas.
 
Uma morada digital como
http://web.archive.org/web/20000229123340/http://www.yahoo.com/ indica que a página foi guardada a 29 de Fevereiro de 2000, às 12 horas, 33 minutos e 40 segundos.
 
A apresentação das páginas ao público tem sempre um lapso temporal de seis meses - o que significa que, neste momento, só estão disponíveis para consulta ficheiros arquivados até meados de Setembro de 2007 - mas permite recuar até 1996, ano em que a Internet estava a chegar a Portugal.
 
No caso do sítio da agência Lusa (http://www.lusa.pt/), só no que respeita a primeiras páginas há 600 ficheiros arquivados (o ano de 2005 lidera, com 284 registos), sendo o mais antigo datado de 29 de Março de 1997, o que permite passar em revista uma década de destaques que a Lusa teve no seu sítio na Internet.
O mesmo é possível fazer com os espaços digitais de outros órgãos de comunicação, de diversas instituições e de particulares, sendo de salientar que até os blogues estão abrangidos por esta lógica arquivística.
 
Os 85 mil milhões de páginas guardadas ocupam 2,5 petabytes (o equivalente a 3,5 milhões de CD) e o arquivo cresce ao ritmo mensal de 20 terabytes (o espaço de cerca de 30 mil CD).
 
Em declarações à Agência Lusa a partir de São Francisco, na Califórnia, Brewster Kahle, fundador do Internet Archive, revelou ter-se dedicado "a construir uma grande biblioteca digital em 1980, quando estava na escola de engenharia".
 
"A ideia era tentar solucionar um problema: que contributo positivo para o futuro poderíamos dar usando a tecnologia", contou o responsável, que pensou então na possibilidade de "construir uma segunda versão da Biblioteca de Alexandria".
 
Kahle acredita que, "se o acesso universal a todo o conhecimento for algum dia alcançado, poderá ser um dos grandes feitos da Humanidade".
 
Outros dos objectivos passam por salvaguardar informações divulgadas na Internet que, de outra forma, poderiam perder-se ao longo do tempo e permitir que gerações futuras analisem como foi evoluindo a grande rede em termos de design, conteúdos, interactividade, etc.
 
"A maioria das sociedades preocupa-se com a preservação de artefactos culturais e património e, sem eles, a civilização não tem memória nem mecanismos para aprender com os sucessos e falhas" e, como "a nossa cultura produz cada vez mais artefactos digitais", a missão do Internet Archive é "ajudar a preservar esses artefactos e criar uma biblioteca online para investigadores, historiadores e académicos", lê-se no sítio.
 
"Milhões de pessoas que usam a Net nas suas pesquisas encaram a disponibilidade da informação digital como uma garantia mas o `tempo médio de vida` de uma página é de 44 a 75 dias, o que significa que ela pode ser retirada do ar ou sofrer alterações enquanto permanece online (como acontece em metade dos casos)", alertam os responsáveis do espaço, com vista a explicar a importância do seu arquivo, que só em 2007 angariou 2 mil milhões de páginas, graças ao apoio da norte-americana Mellon Foundation.
Para manter organizada esta gigantesca biblioteca virtual, o Internet Archive - que trabalha directamente com "12 bibliotecas nacionais e 30 bibliotecas de universidades" - tem colaboradores em países como "França, Itália, Austrália, Japão ou Inglaterra", afirmou Brewster Kahle à Lusa.
 
Segundo o fundador do espaço, os colaboradores são quem "direcciona os crawlers [robots que procedem a buscas na Internet] para obterem materiais importantes", embora qualquer utilizador possa contribuir com informação digital que considere ter interesse para as gerações futuras.
 
O programa utilizado para fazer a recolha é o Alexa Internet, cujos robots vão capturando cópias das páginas, excepto se estas tiverem uma indicação para que os robots as evitem ou estiverem protegidas por palavras-passe.
 
Caso alguém tenha um sítio na Net que ainda não figura no Internet Archive, pode visitar a página "Webmasters" do Alexa em
http://pages.alexa.com/help/webmasters/index.html#crawl_site e, após submeter o respectivo endereço, a página será visitada pelos robots no prazo máximo de oito semanas e passará a figurar no arquivo dentro de seis meses.
Assim como possibilita adições, o Internet Archive também permite que o responsável por um sítio solicite a retirada das suas páginas do arquivo.
 
O sítio disponibiliza ainda arquivos temáticos acerca das eleições de 2000 e de 2002 nos Estados Unidos e sobre assuntos muito mediáticos, como o tsunami no Sudeste Asiático em 2004, a acção do furacão Katrina, que afectou a região de Nova Orleães no final de Agosto de 2005, ou os atentados de 11 de Setembro de 2001.
 
Em relação ao maremoto que afectou países como a Indonésia, o Sri Lanka ou a Tailândia em Dezembro de 2004, o Internet Archive coligiu informação de mais de 1.500 sítios, tendo uma imagem destas páginas sido captada semanalmente desde a primeira semana de Janeiro de 2005.
 
No que se refere ao furacão Katrina, o Internet Archive e vários colaboradores individuais reuniram uma vasta lista de sítios para criar um registo histórico da devastação e do auxílio que se lhe seguiu, dando origem a uma colecção com 25 milhões de páginas únicas.
 
Existe também uma colecção intitulada "pioneiros da Net", em que estão agrupados sítios que tiveram algum papel de destaque nos primeiros tempos da rede, pois estes "dão um testemunho da diversidade e ingenuidade da Internet" nos seus primórdios, segundo os fundadores do arquivo.
 
A ideia original do Internet Archive Wayback Machine data de 1996 mas o espaço apenas ficou disponível ao público em 2001, quando o arquivo já tinha mais texto do que muitas grandes bibliotecas do mundo (incluindo a norte-americana Biblioteca do Congresso).
 
 

 
Das 600 espécies de bactérias identificadas na boca humana, menos de metade foi cultivada e classificada. Para colmatar a falta de conhecimento e motivar o estudo dos micróbios orais que interferem com a saúde humana, quer protegendo gengivas e dentes quer provocando doenças sistémicas, uma equipa de cientistas do The Forsyth Institute e do Kings College, em Londres, apresenta hoje uma base de dados que promete fornecer toda a informação disponível sobre cada um destes microrganismos. A ferramenta pioneira está disponível em www.homd.org


Floyd Dewhirst, coordenador da base de dados
Floyd Dewhirst, coordenador da base de dados
Inserida num projecto que visa elencar todos os micróbios humanos, a primeira base-de-dados dedicada à saúde oral reúne descrições dos micróbios, do seu metabolismo, da sua capacidade conhecida de provocar ou não doenças, informação sobre o DNA e proteínas, quando existe, bem como ligações para artigos e literatura científica relacionada.

A expectativa é que a base de dados continue a crescer nos próximos três anos, dizem os responsáveis. "Acreditamos que vai ser uma ferramenta muito útil, não só para a comunidade de investigação em medicina dentária mas para todos os que estudam medicina geral e doenças infecciosas", salienta Floyd Dewhirst, um dos coordenadores do projecto. "Esperamos que a informação agora disponibilizada possa servir de modelo a recolhas semelhantes para o intestino, pele e vagina".

Lançado em Dezembro de 2007, o Projecto dos Micróbios Humanos do Instituto Nacional de Saúde britânico tem por objectivo final sequenciar o ADN de todos estes microrganismos.

Das 600 espécies conhecidas de micróbios humanos orais, estima-se que cada indivíduo tenha no máximo um terço durante a vida. O trabalho científico nesta área dedica-se a descobrir as relações entre algumas destas bactérias e doenças sistémicas como a cardiovascular ou o parto precoce. De acordo com os responsáveis, compreender melhor estas interacções pode conduzir a novos métodos para monitorizar, prevenir ou até tratar algumas destas doenças.
 
 
 

O Núcleo de Estudos, Pesquisa e Projetos de Reforma Agrária (Nera), ligado ao Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), campus de Presidente Prudente, implantou, em fevereiro, uma nova estrutura de divulgação do Banco de Dados da Luta pela Terra (Dataluta). O arquivo organiza informações de ocupações, assentamentos e dos movimentos camponeses. No instrumento já constavam, desde 1995, dados sobre a estrutura fundiária do Brasil.

Com o apoio do Programa Permanente de Divulgação da Ciência da Universidade Estadual Paulista (UNESP), o Nera cadastrou grupos de pesquisas e pesquisadores de todo o País, além de organizações que trabalham temas relacionados à reforma agrária. Os nomes reunidos passarão a receber as informações contidas no Dataluta. "Temos atualmente o banco de dados mais completo do Brasil", diz o geógrafo Bernardo Mançano, coordenador do Nera, projeto cadastrado no CNPq.

Desenvolvido por alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e professores ligados ao Nera, o Dataluta também reúne dados de ocupações da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Ouvidoria Agrária Nacional (OAN). "Confrontados, eles nos oferecem uma leitura mais ampla que os próprios dados organizados pelas fontes originais", esclarece Mançano.

De acordo com o docente, em 2006, por meio de sobreposição das informações, a CPT registrou 71 ocupações de terra em São Paulo e a OAN registrou 72. Após o confronto ocupação por ocupação, o Nera contabilizou 111. "Isso significa que, separadamente, essas fontes registram parcialmente os dados e que nossa confrontação ajuda a completá-los. No entanto, mesmo com esse esforço, muitas ocupações não são registradas", conclui.

Fonte: Universidade Estadual Paulista

LONDRES (Reuters) - Uma biblioteca americana e outra britânica querem reproduzir online todas as 75 edições das peças de William Shakespeare impressas no pequeno formato conhecido como "in quarto" até o ano de 1641.
 
As bibliotecas Bodleian, de Oxford, e Folger Shakespeare, de Washington, se uniram para colocar suas coleções online, ampliando o trabalho iniciado pela British Library, que digitalizou sua coleção de edições in quarto, em que uma folha é dobrada em quatro, em 2004.
 
"Não existem manuscritos sobreviventes das peças de Shakespeare escritas de punho próprio pelo autor, de modo que as edições in quarto são o mais próximo que podemos chegar do que Shakespeare realmente queria", disse uma porta-voz da Bodleian, Oana Romocea.
 
"Mas algumas das edições in quarto apresentam anotações feitas por Shakespeare em volta do texto impresso."
 
O projeto visa disponibilizar para o público mais amplo todas as primeiras versões impressas das peças de Shakespeare, muitas das quais só são acessíveis a acadêmicos.
 
O processo de digitalização das edições in quarto começará no próximo mês e levará um ano para ser concluído. Os internautas poderão comparar imagens lado a lado, realizar buscas nas peças e marcar os textos.
 
"Nós (da Bodleian Library) temos cerca de 55 cópias, embora algumas sejam reproduções", disse Romocea. "Cada in quarto é diferente, então, desde o ponto de vista da pesquisa, é muito interessante poder compará-los."
 
"Por exemplo, alguns dos versos famosos de 'Hamlet' existem em um in quarto e não em outro, ou, então, são muito diferentes em cada edição."
 
Shakespeare escreveu pelo menos 37 peças e colaborou na redação de várias outras entre aproximadamente 1590 e 1613. Ele morreu em 1616. 
 
 
Fonte: Reuters

O Parlamento do Reino Unido está a desenvolver um projecto que tem como objectivo disponibilizar on-line vários documentos, publicados num período de 200 anos.

O projecto pretende colocar na Internet os relatórios oficiais da Assembleia publicados e aprovados entre 1804 e 2004 até ao final do ano. Os responsáveis vão utilizar a tecnologia Optical Character Recognition (OCR) para digitalizar cerca de três milhões de documentos. Apesar de ainda não ter sido oficialmente aprovado já se encontram disponíveis on-line, neste link, os primeiros relatórios, refere o portal ePractice .
 

Pergunta

19:24 @ 26/03/2008

A representação da Comissão Europeia na Letónia financiou um projecto que resultou numa base de dados com documentos comunitários relacionados com o país báltico.


Esta base de dados, que inclui relatórios e documentos de investigação relativos à UE e à Letónia na UE, encontra-se disponível num portal político do país e reúne já cerca de 200 documentos, na sua maioria em inglês, refere o ePractice .

O objectivo do projecto é disponibilizar mais informações sobre o espaço comunitário aos cidadãos do país, para permitir o surgimento de um maior debate sobre estas questões. Para Iveta Šulca, responsável pela representação da CE na Letónia, «uma plena participação nas discussões e na tomada de decisões necessita de informação transparente e a nova base de dados vai trazer isso».

Este organismo espera que a ferramenta, de acesso gratuito, consiga atrair não só os cidadãos comuns, mas também membros da comunidade política, académica e estudantil.
 

Para apoiar organizações públicas e privadas que não tenham aparato tecnológico para criar e armazenar os periódicos digitais, o Ibict lança hoje (27/03) mais um serviço gratuito, chamado de INSEER, que viabilizará a geração e a consolidação destes periódicos. Com o INSEER, O Ibict fará o armazenamento em seus servidores das Revistas Científicas Digitais até que elas alcancem sua maturidade econômica e tecnológica e criem a sua própria estrutura de acesso e preservação.
 
O INSEER tem o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e “tem o objetivo expresso de apoiar e estimular a construção e manutenção de revistas científicas de acesso livre na internet”, explica Hélio Kuramoto, Coordenador Geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict, responsável pelo projeto.
 
Segundo ele, ao criar esse espaço aberto às revistas científicas, o Ibict “vislumbra não apenas estimular o surgimento de novas revistas, mas, principalmente, possibilitar a criação de oportunidades para a sustentabilidade de revistas científicas existentes, especialmente aquelas que não estejam ainda em meio eletrônico. Hoje algumas revistas científicas encontram dificuldades de sustentabilidade, devido em parte por seus altos custos e também por sua pouca visibilidade”, observa ele.
 
Ainda, segundo Kuramoto, com a criação do INSEER, o Ibict “oferecerá à comunidade editorial científica um ambiente de alta visibilidade, dotado de ferramentas que facilitarão a gestão e manutenção de uma revista científica, otimizando, assim, o trabalho dos editores das revistas hospedadas neste espaço”.
 
As instituições interessadas em criar e hospedar uma revista eletrônica na Incubadora de Revistas do INSEER deverão encaminhar um projeto editorial ao Ibict, que será avaliado pelo Conselho Científico da Incubadora.
 
No evento, também será feito o lançamento do novo portal do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) e haverá palestra do consultor do Ibict, Robson Lopes de Almeida, sobre RSS.
 
Para mais informações, consulte http://www.ibict.br/ 
 

Imagens médicas

14:10 @ 31/03/2008

Unifesp - EPM
 
Segue abaixo seleção de sites de Imagens Médicas realizada pelo departamento de Pós-Graduação em Informática em Saúde da Universidade Federal de São Paulo
 
 
Aeskulap - Medical Image Viewer (Linux & Windows) Imagens Médicas
Anatomy and Neurobiology Imagens Médicas
Atlas Dermatológico Imagens Médicas
Atlas of Heart Disease and Stroke Imagens Médicas
Banco de Imagens Médicas - Unifesp Imagens Médicas
CT Images Principles Imagens Médicas
Custom Medical Stock Photo Imagens Médicas
DICOM - Kradview - Free viewer for Linux Imagens Médicas
Dicom - Introduction and Free Software Imagens Médicas
DICOM - Julius Viewer & Processing - Free Software Imagens Médicas
DICOM - Mini Web Pacs - Imagens Médicas Imagens Médicas
Educational Medical Video Repository Imagens Médicas
Health Science Library - Images, Video & Sound Imagens Médicas
Health Videos - PBS - Nova Imagens Médicas
History of Medical Diagnostic Imaging Imagens Médicas
Homem Virtual Imagens Médicas
HON Media Medical Images and Videos Imagens Médicas
Images from History of Medicine - NIH Imagens Médicas
Images from Microscope Imagens Médicas
Index of Medieval Medical Images Imagens Médicas
InVesalius - Aquisição e tratamento de imagens médicas Imagens Médicas
Karolinska Institutet - Medical Images and Illustrations Imagens Médicas
Lab Pathology for Medical Education: Images & Tutorials Imagens Médicas
MedArtist.com - Imagens Médicas Imagens Médicas
Medical Image Conversion Imagens Médicas
Medical Images & Illustrations Imagens Médicas
Medieval Medical Images Imagens Médicas
Medstudents - História da Medicina Imagens Médicas
Medstudents - Imagens Médicas Imagens Médicas
MRI - The Basics Imagens Médicas
Pathology Web Images Imagens Médicas
The Picture Source - Medical Images Imagens Médicas
The Whole Brain Atlas Imagens Médicas
Vida Intrauterina - Video - wmv Imagens Médicas
Visible Human Body - Guided Tour Imagens Médicas
Visible Human Body Project Imagens Médicas
Visible Human Server - Ecole Polytechnique de Lausanne Imagens Médicas
 
 

Não se contente com a Wikipédia. Especialistas dão seis dicas para facilitar sua vida na internet
 
Álvaro Oppermann
 
Já foi dito que fazer pesquisa na internet é uma pescaria. Foi pensando nisso que a revista norte-americana CIO pediu que duas renomadas profissionais em biblioteconomia - Ann Cullen, professora na Universidade de Harvard, e Jessamyn West, especialista em arquivamento de informações de tecnologia - elaborassem uma lista de dicas de pesquisa na web. Época NEGÓCIOS compilou e adaptou as principais dicas da dupla.
 
• Apesar dos pesares, a Wikipédia é um bom lugar para começar uma pesquisa. "É uma avenida para outras fontes de informação. Mas não deve servir de fonte única ou primária", diz Ann. (O conselho vale mais para verbetes em inglês. A qualidade dos verbetes em português é, em geral, precária.)
 
• Busque os blogs dos experts nos assuntos pesquisados. Nessa busca, a função de blog search do Google é razoável, porém, perde para os índices dos blogs QuackTrack (http://www.quacktrack.com/) e Blogdigger (http://www.blogdigger.com/), que listam milhares de blogs nos mais diversos assuntos. Uma vantagem de consultar esses sites, diz Ann, é que ele, via de regra, está a par do conteúdo veiculado pelos outros blogueiros. "Dessa forma, você não precisa ler 100 blogs. Basta ler o sujeito que lê 100 blogs", sugere Ann. O site Technorati (http://www.technorati.com/) monitora a popularidade dos blogs e, segundo Jessamyn, este é um indicador de confiabilidade dos blogs.
 
• Procure as revistas das principais escolas de negócio. A Universidade de Harvard mantém online o site Working Knowledge (www.hbswk.hbs.edu/), especializado em negócios. "Em tecnologia da informação, por exemplo, os acadêmicos são as melhores fontes para se colher estatísticas", diz Ann. O site BizSeer (http://bizseer.ist.psu.edu/t/?p=doc) é referência entre os bancos de dados de literatura acadêmica. No Brasil, os pesquisadores têm à disposição ótimos sites, como o da Escola Superior de Propaganda e Marketing (http://www.espm.br/) e o da Fundação Getulio Vargas (http://www.fgv.br/).
 
• Busque os sites do governo. Apesar de não trazer as informações mais atualizadas, são sempre confiáveis numa consulta de estatísticas. No Brasil, os sites de agências governamentais, ministérios e secretarias são, de modo geral, bem atualizados.
 
• Vá atrás das revistas especializadas. Se o assunto for tecnologia, o melhor local para localizá-las é o site da Business Technology Association (http://www.bta.org/). No caso de outras indústrias, vale o site Business.com.
 
• Consulte o domínio do site. Se a URL (as letrinhas finais do endereço eletrônico) terminar em ".edu", ".gov" ou ".org", pode apostar que a informação vem de uma fonte primária (como de uma ONG, do governo ou de uma instituição de ensino), o que acaba sendo atestado de credibilidade.
 

A partir de hoje seguirei o conselho de Wiston Churchill , que disse em certa ocasião: "É bom ler citações. Gravadas na memória, elas nos inspiram bons pensamentos." Serão incorporadas citações ao final das mensagens.
 
 
 
 
 

Saiba onde encontrar livros, áudio e imagens que estão em domínio público e podem ser baixados sem nenhum custo Internet

: Mariana Bortoletti

Se tantas pessoas trocaram o CD pelo MP3 talvez num futuro próximo substituam o livro por uma versão virtual dele. Isso até existe - são os chamados e-book readers - mas ainda não funcionam 100%. O motivo é simples: nenhum dos grandes fabricantes acertou um modelo que realmente faça as pessoas desejarem o produto, como aconteceu com a criação do iPod.

Apesar disso, não falta material para esse futuro dispositivo leitor de livros. As bibliotecas virtuais e lojas de e-books, que permitem baixar não apenas livros inteiros, mas também vídeos, áudios, textos, imagens - e o melhor, como grande parte caiu em domínio público, não é preciso pagar por este conteúdo.

Ao se procurar livros virtuais, descobre-se muita coisa na rede. Teresinha das Graças Coletta, ex-responsável pelas bibliotecas da USP, foi uma das desenvolvedoras da biblioteca digital da universidade. Os dois bancos de dados oficiais da USP são o de teses e dissertações (http://www.teses.usp.br/) e o de obras raras (http://www.obrasraras.usp.br/). 'A idéia de criação dos portais nasceu para que o conteúdo feito com dinheiro público fosse público.'

Entre as criações independentes da USP está Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa (http://www.bibvirt.futuro.usp.br/), que, ao contrário do que designa o termo biblioteca -, 'lugar que contém livros' - dispõe de acervo de programas como o Telecurso2000 e vídeos em libras (sinais de linguagem para surdos). Em uma área chamada Vozteca há gravações de vozes de personagens importantes da história brasileira, como Santos Dumont, Vinícius de Moraes e Getúlio Vargas.

Em novembro de 2004, foi lançado pelo Ministério da Educação o portal http://www.dominiopublico.gov.br/. Simples de navegar, o site permite o download de obras famosas de Leonardo da Vinci e livros inteiros de Machado de Assis. 'O site é acessado por muitos tipos de pessoas: de donas de casa a estudantes, passando por pesquisadores', afirma a bibliotecária Sabrina Amorim, de 28 anos, responsável-substituta do site. 'Atualizamos o acervo todos os dias: ou chegam coisas novas ou procuramos com parceiros.'

De acordo com a legislação brasileira, toda obra passa a ser de domínio público a partir do 70º aniversário de morte do seu criador. O professor e advogado especializado na área de direitos autorais, Guilherme Carboni, de 39 anos, explica que o objetivo de entrar em domínio público 'é compartilhar com outros uma obra particular. É a comprovação do direito de acesso à cultura para todos', defende.

Bibliotecas de verdade também estão aos poucos se tornando digitais. Parte delas já está na internet, como a Biblioteca Nacional do Brasil (www.bn.br/bndigital) e o Instituto Moreira Salles (http://www.ims.com.br/).

O pioneiro de livros online em domínio público é o Projeto Gutenberg (http://www.gutenberg.org/). Embora estrangeiro, o site dispõe de uma versão em português. Aliás, existem outros portais internacionais (em inglês) que investiram pesado em digitalização. O Rare Book Room (http://www.rarebookroom.org/), por exemplo, tem obras raríssimas, como a Bíblia de Gutenberg.

Não é complicado criar um acervo digital. Existem até portais inteiros dedicados a ensinar a fazer uma biblioteca, passo a passo. O único problema pode estar no momento de digitalizar obras. Atualmente, o processo é caro, minucioso e, dependendo da mídia a ser digitalizada, é necessário um tratamento especial. 'Você preserva o livro, o áudio e ainda assim os torna acessíveis. O legal dessas iniciativas é poder disponibilizar tudo para todos', entusiasma-se o jornalista Alessandro Martins, de 34 anos, autor do blog Livros e Afins (http://www.alessandromartins.com/) e um entusiasta do livro em versão eletrônica. Pelos comentários que recebe dos leitores, nota-se muita reclamação quanto ao incômodo em ler na tela. 'É o que mais escuto. Falta uma engrenagem nessa máquina, talvez um objeto tão confortável quanto o livro, com mais capacidade de compartilhamento e interação. No ritmo em que as coisas estão, aposto que teremos algo assim em cinco anos.'

Não foi por falta de tentativa. A Amazon lançou o Kindle, a Panasonic criou o Words Gear e a Sony, o Reader Digital Book. Nada emplacou: ou eram grandes, ou pequenos, ou desconfortáveis - mas como diz Martins, é questão de tempo para que eles apareçam. Material para usar neles, como vimos, é o que não falta - e sem pirataria.

 
 
 
 
"Sabiamente, mas devagar. Quem corre, tropeça" William Shakespeare