Grupos

Bibliografia atualizada

20:55 @ 01/04/2008

A Bibliografia recomendada do guia Pesquisa Mundi acaba de ser atualizada.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Todo trabalho nobre é, no início, impossível" Thomas Carlyle 

Entre as plataformas Open Access já plenamente consolidadas na Internet, que contam com um reconhecido prestígio e facilitam o acesso livre e gratuito e permanente de texto completo, poderiam ser citadas:

 

Access to Global Online Research in Agriculture - AGORA (www.aginternetwork.org/es/): desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) junto a patrocinadores privados, dá acesso de modo destacado a coleções bibliográficas digitais nos campos da alimentação, agricultura, ciências do meio ambiente e ciências sociais. Dá acesso a 918 publicações para instituições em 107 países em vias de desenvolvimento.

 

Bioline International (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.bioline.org.br/): serviço de acesso aberto a publicações científicas, revisadas por pares, produzidas em países em vias de desenvolvimento cujo objetivo é facilitar um acesso sustentável e promover o aumento da qualidade. Os principais responsáveis são o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA), Open Society Institute e a Universidade de Toronto.

 

BioMed Central (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.biomedcentral.com/): casa editorial independente, do Reino Unido, orientada para proporcionar o acesso livre e imediato à pesquisa biomédica de qualidade e revisada por pares. Permite o acesso a mais de 140 revistas sobre ciências da saúde.

 

Directory of Open Access Journals – DOAJ (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.doaj.org/): concebida pela Lund University Libraries da Suécia. Diretório de revistas de livre acesso, dispõe de textos completos que cobrem publicações de âmbito científico e acadêmico, controlando a qualidade do que é publicado. Atualmente contém 2.009 revistas.

 

Documents in Information Science – DoIS (wotan.liu.edu/dois/): serviço para localizar e baixar documentos de pesquisa sobre o campo das ciências da informação. É uma base de dados de artigos e conferências publicadas em formato eletrônico na área da biblioteca e da informação. Consiste em um esforço voluntário, com a finalidade de dispor de um recurso

bibliográfico de acesso livre aos textos científicos especializados em ciências da informação.

 

Eprints in Library and Information Science - E-LIS (eprints.rclis.org/): depósito de documentos especializados em biblioteconomia e ciências da informação. Promovido pelo Ministério Espanhol da Cultura e hospedado nos servidores do Consorzio Interuniversitario Lombardo per Elaborazione Automática (CILEA). É o primeiro e-servidor temático internacional sobre documentação científica.

 

Health InterNetwork Access to Research Initiative - HINARI (www.who.int/hinari/es/): estabelecido pela OMS junto com as maiores casas editoriais, facilita o acesso a uma das mais extensas coleções de literatura biomédica e de saúde aos países em desenvolvimento.

Mais de 3.070 revistas estão disponíveis para instituições de saúde em 113 países.

 

Latindex (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.latindex.org/): sistema regional de informação on line para revistas científicas da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal. Conta com mais de 3.000 revistas da área das ciências médicas. É produto da cooperação de uma rede de instituições que funcionam de maneira coordenada para reunir e disseminar informação bibliográfica sobre as publicações

científicas seriadas produzidas na região.

 

Los Alamos Preprint Archive - arXiv (arxiv.org/): serviço de livre acesso e consulta nos seguintes campos: física, matemática, informática e biologia quantitativa. O conteúdo do arXiv está de acordo com os padrões acadêmicos da Universidade de Cornell, de Nova York.

Propriedade, manutenção e financiamento por parte desta Universidade e co-financiado pela National Science Foundation.

 

Online Access to Research in the Environment – OARE (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.oaresciences.org/es/): é uma aliança público privada sob os auspícios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), da Universidade de Yale e destacadas casas editoriais científicas e tecnológicas, que permite aos países em desenvolvimento acessarem, de forma gratuita, uma das coleções mais vastas de literatura sobre ciências ambientais do mundo.

 

Open Access Repositories – OpenDOAR (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.opendoar.org/index.html): diretório de armazenamento acadêmico com acesso aberto. Cada depósito do OpenDOAR foi visitado pelo pessoal do projeto para comprovar a informação que se registra. É desenvolvido e mantido pela Universidade de Nottingham.

 

Public Library of Science - PloS (www.plos.org/): organização não lucrativa composta por cientistas e médicos comprometidos em fazer da literatura a difusão da pesquisa na economia. O fundamento do projeto é constituído por uma base de dados descentralizada dos trabalhos originais, artigos de revistas e de componentes informáticos (software). Todo o material da RePEc está livremente disponível de forma permanente e gratuita. Não contém artigos de texto completo, apenas proporciona vínculos (links) aos documentos acessíveis na rede por parte de outras instituições e de particulares.

 

Scientific Electronic Library Online – SciELO (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.scielo.org/index.php?lang=es): obra do Centro Latino-americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, da Organização Pan-americana de Saúde, Organização Mundial da Saúde (BIREME/OPS/ OMS). O principal objetivo é o de contribuir para o desenvolvimento da pesquisa, aumentando a difusão da produção científica nacional, melhorando e ampliando os meios de publicação e avaliação de seus

resultados.

 

SciELO España (scielo.isciii.es/scielo.php/lng_es): desenvolvido pela Biblioteca Nacional de Ciências da Saúde do Instituto de Saúde Carlos III de Madri. O SciELO Espanha é uma biblioteca virtual formada por uma coleção de revistas científicas espanholas de ciências da saúde, selecionadas de acordo com certos critérios de qualidade preestabelecidos.

 

• The Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition – SPARC (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.arl.org/sparc/): aliança entre universidades, bibliotecas, pesquisa e organizações acadêmicas. A coalizão é uma iniciativa da Associação das Bibliotecas de Pesquisa Norte-americanas (Association of Research Libraries in North America - ARL). Foi criada em 1997 para ser uma resposta construtiva às disfunções do mercado no sistema de comunicação do âmbito acadêmico.

 

SPARC Europe (http://br.f555.mail.yahoo.com/ym/www.sparceurope.org/): cópia da Scholarly Publishing and Academic  Resources Coalition (SPARC) no âmbito europeu. As universidades espanholas presentes são: Universidade de Las Palmas, da Grã Canária, e Universitat Politécnica de Catalunya.

 

 

Fonte:

SANZ VALERO, Javier; CABO, Jorge Veiga de; CASTIEL, Luiz David. A iniciativa Open Access no acesso à informação técnico-científica nas Ciências da Saúde. Pesquisa Brasileira em Ciências da Informação e Biblioteconomia, v. 2, n. 2, 2007. Disponível em: <http://www.ibict.br/pbcib/viewarticle.php?id=650>. Acesso em: 02 de Abril de 2008.

 

"A Grande coisa neste mundo não é tanto onde estamos, mas em que direção estamos nos movendo" Oliver Wendell Holmes

Um website especializado em genealogia lançou nesta quinta-feira um registro com informações sobre escravos do Império Britânico, permitindo que seus descendentes tracem suas origens.
 
O Ancestry.co.uk tem informações sobre 2,5 milhões de escravos e 250 mil senhores de escravos de 17 ex-colônias britânicas, incluindo Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago, indo de 1812 a 1834.
 
O internauta pode fazer sua busca pelo nome dos escravos, ano de nascimento e sexo ou ainda pelo nome do senhor de escravos.
Segundo dados divulgados pelo site, cerca de meio milhão de britânicos tem origens caribenhas, muitos deles, descendentes de escravos.
 
"Muitas pessoas entraram em contato, interessadas em fazer buscas na nossa base de dados e também em conseguir informações sobre outras fontes que possam explorar para encontrar detalhes de depois de 1834", disse Simon Ziviani, porta-voz do Ancestry.co.uk.
 
Ziviani diz que o site teve um aumento considerável de tráfego depois que as informações sobre os escravos foram colocadas na rede nesta quinta-feira, uma indicação de que o assunto ainda desperta grande interesse, mais de 200 anos depois que as autoridades britânicas deram os primeiros passos para abolir a escravidão.
 
Fonte: O Globo
 
"O arqueiro que ultrapassa o alvo falha tanto como aquele que não o alcança" Michel de Montaigne

Globo Universidade

19:39 @ 07/04/2008

ON-LINE
 

A Globo estreou sábado (7h15) o "Globo Universidade", programa para divulgar pesquisas. Trata-se, é claro, de ferramenta de conquista de prestígio na academia. Para quem perdeu, uma boa notícia: o "Globo Universidade" é o primeiro programa da Globo a ser exibido na íntegra na internet, em http://www.globouniversidade.com.br/.
 
 
Fonte: Outro Canal - Folha de S. Paulo
 
 
 
"Em qualquer projeto, o importante é aquilo em que acreditamos. Sem convicção não poderá haver bom resultado." William James

blog Pesquisa Mundi: dois anos

19:28 @ 08/04/2008

 
Blog Pesquisa Mundi
 
2 anos de existência
 
[2006 - 2008]
 
 
 
"Envergonha-te de morrer, até que tendes conquistado uma vitória para a humanidade." Horace Mann

Do relatório da “The Association of College and Research Libraries” de Janeiro de 2008:
 
1. Haverá uma maior ênfase na digitalização de coleções, conservação de arquivos digitais, e melhoria dos métodos do armazenamento de dados, recuperação, curação, e serviços.
 
2. As competências dos bibliotecários continuará a desenvolver-se em resposta às mudanças das necessidades e as expectativas das populações às que eles servem, e o contexto profissional da equipe de suporte da biblioteca ficará cada vez mais diversificado em apoio a novos programas de serviços e necessidades administrativas.
 
3. Os estudantes e o corpo docente da faculdade continuarão exigindo o acesso crescente a recursos de biblioteca e serviços, e esperar encontrar uma presença de biblioteca digital rica tanto no emprego de sistemas acadêmicos com as funcionalidades de computação social.
 
4. Os debates sobre a propriedade intelectual ficarão cada vez mais comuns no ensino superior, e os recursos e a programação educativa relacionada à gerência de propriedade intelectual serão uma parte importante dos serviços da biblioteca à comunidade acadêmica.
 
5. A evolução da tecnologia de informação formará tanto a prática da pesquisa escolar como a rotina diária de estudantes e corpo docente, e as exigências por serviços relacionados à tecnologia e ambientes de usuário ricos em tecnologia continuarão crescendo e necessitarão investimento adicional.
 
6. A educação superior será cada vez mais abordada como um negócio, e serão cobradas mais responsabilidade e medidas quantitativas relativas as contribuições da biblioteca para a pesquisa, ensino, e as estratégias de serviços da instituição criarão programas de avaliação de biblioteca aproximando-os da alocação de recursos de recursos institucionais.
 
7. Como a parte “do negócio do ensino superior,” os estudantes se enxergarão cada vez mais como “os clientes” da biblioteca acadêmica e exigirão facilidades de alta qualidade, recursos, e serviços afinados para as suas necessidades e preocupações.
 
8. A aprendizagem online continuará expandir-se como uma opção de estudantes e corpo docente - tanto no ambiente universitário e fora dele - e as bibliotecas investirão em recursos e serviços para uma comunidade acadêmica distribuída.
 
9. A demanda por acesso livre, acesso público a dados, e aos resultados de pesquisa, como parte de programas de pesquisa com financiamento públicos continuará crescendo.
 
10. A proteção da privacidade e o suporte a liberdade intelectual continuará crescendo e definindo questões relativas as bibliotecas acadêmicas e os bibliotecários. ”
 
 
 
 
"De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos" 
Confúcio
 

Parceira entre a Tretra Pak e o Google Maps aponta cooperativas da cadeia de reciclagem de embalagens em todo Brasil.

 

A Tetra Pak e o Google Maps lançaram, na semana passada, o buscador Rota da Reciclagem, que localiza pontos de entrega voluntária e cooperativas da cadeia de reciclagem de embalagens da Tetra Pak em todo o Brasil.

 

A ferramenta usa a tecnologia do Google Maps para mostrar a localização e o contato das empresas encontradas, a partir de um endereço de referência escolhido pelo usuário.

 

Após digitar o local desejado, o internauta visualiza o mapa com os locais próximos ao endereço e pode clicar sobre eles para obter mais informações sobre os mesmos, inclusive os dados para contato.

 

 

Fonte: PC World

 

"Ensinando, aprende-se" Sêneca 

Muito mais do que resultado de busca. Este é o conceito do WINI, primeiro site de busca brasileiro que dá prêmios. A melhor parte é que não se trata de “mais um buscador” na internet. Isso porque o internauta continua usando a ferramenta de busca do Google e o comparador de preços do Buscapé, mas tudo isso em um único lugar: wini.com.br.

 

Para receber vantagens, o internauta cadastra-se no WINI e passa a utilizá-lo como seu local para buscar com o Google e comparar preços com o Buscapé, podendo ganhar prêmios a cada cinco minutos. Os resultados de busca e comparação de preços são os mesmos que o internauta teria usando diretamente o Google e o Buscapé, mas com o WINI é mais do que isso! O internauta tem as duas melhores ferramentas de busca e comparação de preços em um único lugar e ainda ganha prêmios!

 

Os prêmios, que são distribuídos a cada cinco minutos, são vale-compras com descontos oferecidos pelas principais lojas online abrangendo praticamente todas as categorias de produtos. E o sistema entrega os prêmios de acordo com as categorias escolhidas pelo internauta, ou seja, o WINI atende realmente o que o internauta quer ganhar, oferecendo maior porcentagem de conversão para as empresas participantes.

 

Vantagens para empresas

Para as empresas o WINI funciona como uma plataforma promocional, ou seja, no ambiente web o WINI oferece serviços relevantes e com diferencial, conhecendo o perfil, desejos e necessidades dos internautas cadastrados e oferece às empresas a possibilidade de se relacionar – oferecer benefício – a esse público, sendo segmentado e por meio da marca WINI.

 

Um dos  objetivos é ser um novo canal para captar novos clientes utilizando o modelo de publicidade CPA (Custo Por Ação), ou seja, dentre as modalidades de veiculação, em uma delas a empresa não tem custos para participar. Através de um painel cadastra centenas ou milhares de códigos de vale-compra gratuitamente e só terá o custo do desconto se o usuário WINI comprar.

 

Wini como canal promocional

O CPA é uma modalidade de negócios online já realizada nos Estados Unidos e está iniciando suas ações no Brasil ainda neste trimestre com o Google Adwords. É uma maneira inteligente de divulgar e mostra o real compromisso do canal com seu cliente a empresa em realmente ajudá-lo a ter resultados.

 

E por ser um canal promocional, o WINI se utiliza também da força dos internautas, sites e blogs para divulgação. Os internautas cadastrados serão motivados a convidar amigos para participar e cada amigo cadastrado que for premiado, quem o convidou também é premiado. Além disso, os blogs e sites divulgam o WINI e a cada quantidade determinada de internautas cadastrados a partir do blog ou site, o mesmo é premiado.

 

 Saiba como funciona o Wini

* O internauta cadastra-se no WINI em menos de 15 segundos.

 

* Passa a fazer buscas usando o Google e o Buscapé em um único lugar. As respostas de buscas tanto para sites quanto para produtos são as mesmas que teria acessando diretamente o Google e Buscapé.

 

* A cada cinco minutos o WINI escolhe uma posição de busca e entrega um prêmio para o usuário que fizer a busca do número escolhido ou ficar mais próximo – dentro do período de 5 minutos

 

* O usuário contemplado ganhará um prêmio de uma loja parceira.

 

* Os prêmios distribuídos são vantagens comerciais oferecidas por lojas parceiras. Você ganha descontos para comprar.

 

Quem desenvolveu o WINI

A WB4B (www.wb4b.com.br), empresa desenvolvedora de soluções WebBased com foco em negócios online, é responsável por toda concepção e estrutura tecnológica do WINI e, em parceria com a Ca’bianca (www.cabianca.net), que assume as estratégias de marketing e comercial do WINI, está lançando no Brasil esse novo conceito de premiação por meio de buscas.

 

A inspiração veio do Blingo (www.blingo.com), site norte-americano que tem as mesmas características, mas a idéia do WINI é avançar efetivamente para o desenvolvimento de uma plataforma promocional e de relacionamento, usando e abusando das tecnologias e estratégias características da chamada web 2.0.

 

Com foco na geração de resultados, o WINI será o canal promocional e de relacionamento para atender os desejos e necessidades dos internautas no que diz respeito a compras online e, da mesma forma, das empresas com presença no e-commerce ou que queiram aproximar suas marcas, produtos e serviços dos internautas com interesse e experiência em compras online.

 

Informações: www.wini.com.br

 

Fonte: Paraná Shop

 

"É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer"
Aristóteles
 

 

Esqueça a biblioteca de Alexandria. A Internet é, sem dúvida, a maior fonte de informações da história. Entretanto, encontrar informação útil nesta caótica e quase infinita estrutura pode ser bastante complicado. Confira dez dicas para não perder tempo e otimizar suas buscas na rede.

 

1- Tenha claro o que procura
Estar focado no que se busca é básico para que não se perca tempo. Mas se existe algo que inclina à divagação e à dispersão é a busca na Internet. Quando estamos procurando, às vezes encontramos coisas que não eram exatamente nosso objetivo, mas que se tornam interessantes. Então, vamos olhar, e acabamos perdendo o caminho. Portanto, ao iniciar uma busca, tenha um objetivo bem definido em mente. Por exemplo, saber "qual o nome dos sete anões da Branca de Neve em espanhol" - e evite perder tempo averiguando quem dubla cada um dos personagens, o ano do filme da Disney, quantas vezes foi exibido, e assim por diante.

 

2- Escolha a ferramenta adequada
"Ora, o Google", dirão alguns. Mas ainda que este seja o buscador mais popular, a informação flui por diferentes caminhos. Não se restrinja ao site campeão: outros meios podem ser fóruns, blogs, sites especializados ou até mesmo seus contatos no messenger. Às vezes, o que se procura está a um contato de distância. Preste atenção também a outros mecanismos de buscas - sim, eles existem.

 

3- Aprenda a usar a ferramenta
Ao escolher um buscador, antes de mais nada vale a pensa investir um pouco de tempo para saber exatamente como ele funciona. Se é melhor realizar a busca usando os termos entre aspas, se usa os operadores lógicos "and", "or" e outros, ou se realiza buscas contextuais em páginas concretas. Todo o tempo gasto em conhecer a ferramenta é tempo que será economizado ao conseguir utilizá-la com objetividade.

 

4- Seja claro e objetivo
Ainda que os mecanismos de buscas vão sendo otimizados para entender a maneira de pensar humana, os humanos também podem conhecer a maneira de raciocinar de uma ferramenta de busca. Por exemplo, para fazer uma busca de várias palavras, é conveniente pensar não apenas em como se procura mas também em como o programa que gerencia as buscas vai entender o pedido que se faz. Por exemplo, em vez de procurar por "amor e poesia", frase que tem um "e" que muitas vezes é ignorado pelos buscadores, é melhor buscar "poesia amor" - mais facilmente o programa entenderá que são duas palavras-chave a considerar em seus parâmetros de busca.

 

5 - Aprenda a diferenciar à primeira vista
Ao fazer uma busca, é bom conseguir determinar de cara se os resultados têm algo a ver o que se quer encontrar. Basta olhar as primeiras  palavras de cada resultado para saber se foi encontrada informação útil ou simplesmente sites que pouco têm a ver com o que se precisa encontrar. Perca alguns segundos analisando as primeiras linhas dos resultados. Você saberá se está na pista certa.

 

6- Use inglês, dicionários e tradutores
Outras línguas, como espanhol ou português, podem até estar ganhando mais espaço na Internet, mas a realidade é que a imensa maioria das páginas está - ou oferece versão - em inglês. Portanto, se você não encontra em português o que procura, experimente traduzir as palavras-chave para o inglês e fazer nova busca. Se precisar, utilize dicionários ou mesmo os tradutores online para investigar páginas que pareçam interessantes.

 

7- Aprenda a buscar indiretamente
A busca indireta dá resultados ótimos quando parece ser impossível encontrar aquilo que se busca. Trata-se de não atacar diretamente o tema que procuramos, mas buscar algo relacionado com ele. Por exemplo, procurar a letra de uma canção de Elvis Presley da qual não se lembra o nome. Se não se encontra nada a partir de "Elvis Presley", pode-se experimentar usar um pedaço da letra do qual se recorde (como "kiss me my darling"). Entre os primeros resultados, certamente estará a letra de "It's now or never". Isso é aplicável a uma grande variedade de temas, e é especialmente útil quando o tema principal da busca é muito amplo ou quando, por exemplo, buscamos o nome de uma pessoa, já que pode haver muito mais gente com tal nome do que se imagina.

 

8- Imagens
A busca de imagens é especialmente complicada, e para conseguir os melhores resultados, além de usar dicas anteriores (busca indireta, tradução para outras línguas), não use apenas a busca de imagens do Google, por exemplo. Procure também por sites que possam conter as imagens que você quer, e aproveite outros buscadores - inclusive específicos para imagens.

 

9- A Wikipedia é amiga
Se a procura é por um termo popular, é quase certo que já exista na wikipedia. A enciclopédia global online colaborativa tem informação de qualidade. Não se perde muito tempo em consultá-la, mas pode-se economizar tempo ao encontrar lá o que se procura e, muitas vezes, outras referências sobre o assunto permitem que se tenha mais fontes de informação.

 

10- Experiência é a princial aliada
Na busca via Internet a experiência não é um grau, são 360. À medida que fizer buscas, você aprenderá a discriminar melhor, vai adicionar aos seus sites favoritos outros buscadores especializados, que funcionem melhor para determinados assuntos, e aprenderá também a pensar mais como uma ferramenta de busca, porque as entenderá melhor. Ou seja: busque e aprenda com as buscas que faz. Em pouco tempo você se tornará uma ferramenta indispensável para outras pessoas que não vão precisar de um buscador: elas terão você.

 

Fonte: Alagoas em Tempo Real / Terra

 

"Alguns fazem muitas aquisições, outros aprendem perdendo"
Michelangelo Buonarroti

RIO - O portal de serviços e buscas Yahoo! apresenta a nova geração de buscadores da Internet. Os internautas que utilizarem o buscador do Yahoo!, a partir de agora, têm disponíveis o "Assistente de Buscas", o visualizador de imagens e o player de vídeos na página de resultados.

 

A empresa afirma que as novas ferramentas são exclusividades do Yahoo! Search e do Yahoo! Cadê. O Assistente de Busca é um sistema intuitivo que mostra sugestões de palavras relacionadas enquanto o usuário ainda está digitando o que quer encontrar (ex.: ao digitar "det", aparecem termos como "detran", "detran sp" e "detran rj"). Além disso, ao lado das sugestões, uma caixa de "Conceitos Relacionados" mostra termos relativos à pesquisa feita, mesmo que a palavra não tenha sido digitada (ex.: "multas", "licenciamento", "IPVA" e "CNH") que, quando clicados, geram novas páginas de resultados. Estas sugestões são oferecidas com base nas pesquisas anteriores de usuários que buscaram a mesma palavra.

 

Outro recurso incorporado aos buscadores Yahoo! e Yahoo! Cadê é a possibilidade de os internautas visualizarem as imagens e vídeos trazidos na própria página de resultados da busca. Quando é feita uma pesquisa e o resultado contém vídeos e fotos, a página de resultados de busca mostrará diretamente a imagem, ou um player, que possibilitará ao navegante assistir ao vídeo, ali mesmo na página do buscador, sem a necessidade de clicar em um link para ir a outra página.

 

- Estas novas funcionalidades exclusivas do Yahoo! fazem parte do processo de lançamentos que o Yahoo! Cadê? apresentará este ano. São ferramentas que chegam para oferecer uma busca cada vez mais eficiente e relevante. Além disso, estas novidades marcam o início da nova geração de buscadores, que identifica as intenções do usuário, com base no comportamento de outros internautas, aumentando a compreensão de suas necessidades em relação ao que eles estão buscando - comenta o diretor de Produtos do Yahoo! Brasil, Fabio Boucinhas. - Para este ano ainda teremos novidades relacionadas à participação efetiva dos usuários e desenvolvedores na busca - antecipa o executivo.

 

Fonte: O Globo

 

"Deve-se aprender lendo mais em profundidade do que em largura" Quintiliano  

Genebra - Qualquer internauta no mundo poderá agora visitar um campo de refugiados em Darfur, na Colômbia ou no Iraque. O Google lançou hoje seu novo serviço de imagens que permitirá que Organizações Não-Governamentais (ONGs), políticos ou a Organização das Nações Unidas (ONU) possam ter acesso às imagens do que está ocorrendo em zonas de crise humanitária. A idéia é dar maior visibilidade aos problemas enfrentados pelos refugiados e permitir a qualquer pessoa acesso às informações sobre as crises.

 
Segundo o Google, o programa foi apresentado ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Ao ver as imagens de satélite dos campos de refugiados, Bush teria dito que já não havia como negar a existência de um genocídio no Sudão. O mapeamento permite que se possa ter um acesso virtual às principais crises humanitárias e entender o que a ONU está fazendo para tentar dar uma solução.
 
Conhecido como "Google Earth Outreach" (www.unhcr.org/googleearth), o programa foi criado como mais uma forma de videogame. Mas, em 2005, o fucarão Katrina revolucionou o uso do software. O governo americano pediu ao Google que fornecesse os mapas dos locais onde estavam as vítimas no sul dos Estados Unidos. Com as imagens de satélite, conseguiu salvar cerca de 4 mil pessoas.
 
O Google então descobriu o uso político de sua nova tecnologia. O passo seguinte foi iniciar trabalhos sociais a partir dos mapas. Pelo programa lançado hoje, internautas e ONGs poderão ter acesso a três níveis de detalhamento. A primeira seria uma viagem virtual por crises como as de Darfur, Iraque e Colômbia. O usuário ainda pode avaliar o impacto dessas crises nos países vizinhos, como no Equador, e a situação dos refugiados colombianos que foram obrigados a cruzar as fronteiras.
 
O programa ainda permite que o internauta possa entender na vida dos refugiados, obtendo informações sobre o estado de saúde e as condições do campo. A terceira camada de informações permite um "zoom" para dentro dos campos de refugiados, com imagens até das tendas onde vivem. A esperança dos técnicos é de que, no futuro, o mapeamento possa ajudar as agências a planejarem operações de resgate e de ajuda diante do fluxo de populações em fronteiras. (Jamil Chade)
 
 
"Para se conhecer a si mesmo é preciso conhecer os outros"
Ludwig Borne
 

Redação do Site Inovação Tecnológica

Buracos negros da Internet são mapeados por Hubble virtual
A experiência é frustrante: você tenta visitar um site e ele não responde, apesar de sucessivas tentativas. Pode ser que o servidor esteja fora do ar ou passando por alguma manutenção. Mas o motivo pode ser bem mais misterioso.
 
"Há uma suposição de que, se você tem uma conexão funcionando com a Internet, então você tem acesso a toda a Internet. Nós descobrimos que não é bem assim," explica Ethan Katz-Bassett, um dos idealizadores do Hubble virtual.
 
Buracos negros na Internet
Cientistas da Universidade de Washington, Estados Unidos, descobriram que existem verdadeiros buracos negros na Internet, interrupções nas comunicações que impedem que usuários de determinada região geográfica acessem servidores localizados em outra região, mesmo que os servidores estejam funcionando corretamente.
 
As informações coletadas até agora mostram que mais de 7 por cento de todos os servidores da Internet caíram em "buracos negros" virtuais ao menos uma vez durante um período de três semanas.
 
Hubble virtual
Para localizar esses buracos negros, os cientistas criaram um sistema batizado de Hubble, em homenagem ao telescópio espacial que procura por corpos celestes no espaço profundo. Ao invés de vasculhar as galáxias, o Hubble virtual (http://hubble.cs.washington.edu/) mapeia os mistérios dos roteadores e cabos de fibras-ópticas que formam a rede mundial de computadores.
 
A observação da rede mundial é feita por meio de 100 computadores da rede de pesquisas PlanetLab, distribuídos por cerca de 40 países. O sistema de monitoramento envia "sondas virtuais", pequenos programas de teste que checam se determinado computador está respondendo. Esses programas atualmente atingem 90% de toda a Internet.
 
Acessibilidade parcial
Como se originam de diversos computadores do PlanetLab, o Hubble virtual consegue detectar computadores que estão acessíveis de um ponto mas não de outro, uma situação conhecida como acessibilidade parcial. Pequenas falhas de comunicação são ignoradas - para ser registrado, um problema deve ser constatado em duas tentativas consecutivas de 15 minutos cada uma.
O mapa do céu da Internet é atualizado a cada 15 minutos, cobrindo todo o planeta. São mostrados todos o locais que estão passando por problemas, e que possuem computadores que não estão acessíveis de outros pontos da rede mesmo estando operando corretamente.
 
Ferramenta proativa
Cada bandeira no mapa corresponde a centenas e até milhares de computadores. Além do mapa, é apresentada uma listagem com os endereços IP dos servidores, contendo a indicação do país em que se encontram.
 
O principal objetivo do mapa produzido pelo Hubble virtual é fornecer uma nova ferramenta para os administradores de rede, que poderão ser alertados de forma proativa de problemas em sua área ou em seus roteadores.

Bibliografia:
Studying Black Holes in the Internet with Hubble
Ethan Katz-Bassett, Harsha V. Madhyastha, John P. John, Arvind Krishnamurthy, David Wetherally, Thomas Anderson
Available online
March 2008
http://uwnews.org/relatedcontent/2008/April/rc_parentID40871_thisID40872.pdf
 
 
"O homem é absurdo por aquilo que busca, grande por aquilo que encontra " Paul Valéry

A Comissão Europeia (CE) e o Observatório Europeu do Audiovisual lançaram a 9 de Abril, em Cannes, França, uma base de dados sobre televisão, denominada MAVISE.
 
Esta ferramenta incluiu o perfil e os contactos de cerca de dois mil e quinhentos canais e operadores europeus de televisão, esperando-se que venha a integrar cerca de cinco mil entidades.
 
Parte da base de dados estará acessível ao público em geral, sem qualquer custo, através dos sítios na Internet da CE, do Serviço Audiovisual da Comissão e do Observatório Audiovisual Europeu.
 
 
 
MAVISE database - http://mavise.obs.coe.int/
 
 
 
 
 
"Agir é acreditar" Romain Rolland

Com o objetivo de incentivar a cooperação entre os pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior, a Unioeste lança, no dia 23 deste mês, o Portal de Informação da universidade. O evento comemora o Dia Internacional do Livro e acontece às 9h30, no Hall da Biblioteca do Campus de Cascavel.

O Portal reúne quatro grandes projetos de divulgação científica desenvolvidos por diferentes setores da universidade e é um portal de acesso livre ao conhecimento, que disponibilizará aos usuários da Internet uma biblioteca virtual. O site www.unioeste.br/portaldainformacao ainda está em construção.
 
 
 
"Se de manhã pudermos aprender o que é correto, devemos sentir-nos contentes se morrermos à tarde"  Confúcio
 

 
 
sumarios.org é uma base indexadora de periódicos científicos brasileiros, resultado da retomada de um projeto, pela FUNPEC-RP, inicialmente desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e Tecnologia (IBICT).
 
Contando com o apoio da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), o Sumários de Revistas Brasileiras surge como nova série do "Sumários Correntes Brasileiros".
 
O projeto tem por objetivo ampliar a divulgação e acesso aos periódicos científicos nacionais. A FUNPEC-RP acredita que o Sumários de Revistas Brasileiras contribuirá para minimizar as dificuldades ainda enfrentadas pelos periódicos para serem inseridos em bases de dados bibliográficos de ampla penetração.
 
Com o avanço das atividades do projeto, novos títulos de periódicos serão incorporados à base. Esta previsto um lançamento da nova versão do indexador ainde neste semetre.
 
Fonte: bib_virtual mailing list
 
 
"Só tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar"
Abraham Lincoln

Legenda da foto: O recém-inaugurado centro de engenharia da Google em Zurique. (Keystone)
 

Nelson Mattos é o único brasileiro nos altos escalões da Google. Como vice-presidente de engenharia do buscador para a Europa, Oriente Médio e África, ele chefia 500 engenheiros espalhados em doze capitais européias.

 

Em entrevista exclusiva dada à swissinfo nos laboratórios da Google em Zurique, ele fala sobre sua carreira, a estratégia da empresa e o futuro da Internet.
 
 
Onde se fabricava bebida no passado, hoje se programa o futuro. O moderno complexo de escritórios do recém-inaugurado "Centro Google de Engenharia para Europa, Oriente Médio e África", mais conhecido como "EMEA", foi construído no espaço ocupado por uma antiga cervejaria em um bairro não muito distante do centro de Zurique.
 
 
Para o visitante, o prédio lembra mais uma universidade. Jovens com mochilas coloridas entram e saem, uns até com roupas esportivas para correr no parque vizinho. A líder dos motores de procura não economizou para dar conforto aos seus funcionários: comida gratuita, salões de jogos, salas de estar imitando bibliotecas inglesas e vários espaços de reunião que mais lembram playgrounds coloridos.
 
 
Nesse ambiente aparentemente descontraído, Nelson Mattos recebe o repórter. Formado nos anos 80 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em ciências da computação e com doutorado em Kaiserslautern, na Alemanha, ele vive há mais de 16 anos no exterior. Depois de passar pela IBM, onde chegou ao cargo de vice-presidente de tecnologias de usuários e informação no IBM Research, o brasileiro foi convidado pela Google para chefiar sua pesquisa européia em doze laboratórios espalhados por capitais tão diversas como Londres, Moscou, Tel Aviv, Irlanda, Munique ou Zurique.
 

Uma curiosidade de jornalista: qual foi o primeiro computador que você teve?

 

N.M.: O primeiro computador que eu trabalhei foi no período da ditadura militar, quando o Brasil estava tentando criar uma indústria nacional. Era um computador da Nixdorf, de tecnologia alemã e produzido no Brasil. Era um computador médio, pois ainda não existiam PCs. Ele rodava o basic, a linguagem principal de computação, e o assembler. Nessa época eu estava estudando na Universidade do Rio Grande do Sul.
 

Ao se formar, por que você saiu logo do Brasil?

 

N.M.: Eu saí do Brasil imediatamente ao terminar o mestrado. Foi em fevereiro de 1984. No final de março vim para a Alemanha com o objetivo de fazer o doutorado. O plano inicial era retornar ao Brasil depois de quatro ou cinco anos do doutorado. Mas ai eu recebi uma proposta de ficar trabalhando como professor na universidade alemã. Então eu pensei: por que não? Essa era uma oportunidade única de continuar pesquisando minha área. Era um trabalho excelente. A Universidade de Kaiserslauten havia recebido um financiamento do governo alemão para estender o meu trabalho de doutorado. Para mim foi uma oportunidade única de liderar um grupo enorme na minha área de pesquisa.
 

E ao terminar o doutorado quais eram as perspectivas de trabalho?

 

N.M.: Depois de três anos fazendo isso, eu e minha família já estávamos de malas prontas para voltar ao Brasil, onde eu já havia me inscrito para um concurso de professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. Então eu recebi uma proposta de passar dois anos no laboratório de pesquisa da IBM na Califórnia que, na época, era o "must" da área de pesquisa em banco de dados. Eu e a minha esposa achamos que era uma idéia magnífica passar um ou dois anos fora a caminho do Brasil. Aconteceu que esses dois anos viraram dezesseis...
 

Em artigo na imprensa especializada li que você chegou a ter treze patentes no tempo da IBM. É verdade?

 

N.M.: Sim. Até entrar na Google, eu trabalhei a minha carreira toda com banco de dados. A maioria das minhas patentes é nessa área. Essa indústria se expandiu vertiginosamente nos últimos anos, sobretudo em áreas como "business intelligence", "analytics" ou "content management". A metade dos 16 anos na IBM foi especificamente dedicada a ela. Eu fui parte do grupo que desenvolveu o DB2 para plataformas baixas, ou seja, o grupo que criou o banco de dados da IBM em plataformas baixas para Unix e Windows. Mas depois disso saí e comecei a trabalhar em outras áreas dentro do ramo do que hoje em dia se chama "information management", mas não especificamente em bancos de dados.
 

Na IBM você chegou ao cargo de vice-presidente de tecnologias de usuários e informação na área de pesquisa da IBM. Qual era o seu trabalho?

 

N.M.: Dos últimos seis anos de trabalho na IBM, eu ocupei cinco montando um "business" para a empresa: o portfólio de "informação e integração", onde criamos vários produtos internos e fizemos várias aquisições como a da Accenture, um negócio de mais de um bilhão de dólares que foi costurado por mim. Foi no último ano na IBM que eu voltei para a pesquisa. Eu era responsável pela metade de toda a pesquisa nos laboratórios da IBM no mundo inteiro na área de software. Era a área de "information management", "tecnologias web", motores de busca e outros.
 

E como você foi parar na Google?

 

N.M.: Eu fui contatado pela Google, que mostrou seu interesse em que eu viesse para a Europa chefiar os centros de pesquisa e desenvolvimento na Europa, Oriente Médio e África. Obviamente, sendo Google, me chamou muito a atenção. É uma estrutura empresarial completamente diferente. O que também me chamou atenção foi a possibilidade de assumir um cargo de liderança fora dos Estados Unidos. Aí eu conversei com a empresa a acabei aceitando a proposta.
 

Na IBM você trabalhou intensamente em uma área da informática muito importante chamada "web semântica". O que isso significa?

 

N.M.: Quando voltei a pesquisar na IBM, um dos projetos nessa área era o "WebFountain". Ele também estava sob minha responsabilidade. A IBM tem vários projetos em web semântica. No caso do WebFountain, o objetivo era analisar todo o conhecimento que está disponível na Internet e, com isso, tentar descobrir tendências. Um exemplo: se você é um artista que lançou um novo CD e quer tentar descobrir o que os usuários pensam a respeito do trabalho. Se você conseguir analisar um grande volume de dados que está disponível em blogs, páginas da Internet, nos "chat rooms" e coisas do gênero, então você terá condições, de uma forma geral, de saber quais são as tendências, ou seja, o que está se falando sobre um determinado tema.
 

Trata-se então de uma tecnologia que cruza todas as informações disponíveis na Internet para tirar conclusões?

 

N.M.: Exatamente. O Fountain era um projeto que tinha, do ponto de vista de processamento de dados, a necessidade de avaliar um volume extremamente grande. Imagine a quantidade de dados que está hoje disponível na Internet...
 

Foi essa experiência e conhecimentos que tornaram você uma pessoa interessante para a Google?

 

N.M.: O negócio que eu montei para a IBM nos meus últimos anos de trabalho, o setor de informação e integração, começou a se expandir na área de busca e análise de dados não estruturais. A web é formada por dados não estruturais, ou seja, texto, vídeo, imagens ou "blogging". Todos eles têm uma estrutura que não é rígida como nos sistema de bancos de dados relacionais. Então eu já comecei a trabalhar nessa área. Nós chegamos até a lançar pela IBM o "Information Integration Omnifind", um produto na área de busca para o ambiente empresarial, não o ambiente de usuário final que a Google trabalha. Quando fui para área de pesquisa, então me envolvi ainda mais com o tema. Foi aí que eu comecei a me envolver tecnicamente com áreas em que a Google já trabalhava. Obviamente que a Google não está só voltada para a Internet, de uma maneira geral, mas dado o volume de dados encontrados na web, o volume de consultas só na parte de busca já é algo fenomenal. Primeiro, a quantidade e diversidade de dados e, segundo, o volume de consultas de usuários no mundo inteiro, que lançam milhões de consultas a cada segundo.
 

O cargo de vice-presidente de engenharia da Google para Europa, Oriente Média e África tem a ver com a estratégia de regionalização da Google?

 

N.M.: O Google trabalha no mercado consumidor - se você olhar, todos os produtos da Google estão voltados para o usuário final como os produtos de busca, o "Google Maps" ou o "Google Earth". Quem interage com esses produtos é o usuário final. Obviamente o usuário final é diferente em cada lugar do mundo. O tipo de consulta que os brasileiros fazem é diferente do tipo de consulta que os suíços fazem na Suíça. O comportamento dos russos ou chineses também difere. Por isso é importante que a Google tenha a percepção das diferenças que existem entre seus usuários. Por exemplo: a gente sabe que o adulto no norte da Europa lê, em média, três jornais por dia. Já na Suíça essa média é de um jornal por dia. Obviamente a maneira pela qual uma pessoa da Noruega utiliza a internet é muito diferente da maneira que um suíço utiliza.
 

É por isso que a Google desenvolve seus produtos em diferentes países?

 

N.M.: Sim. Desde o início, a Google tinha a visão de que para você poder criar produtos que são relevantes a cada usuário no mundo inteiro, é necessário ter engenheiros de desenvolvimento que tenham um bom conhecimento do comportamento e das necessidades de cada usuário. E isso é impossível de fazer se você tem todo o desenvolvimento centralizado na Califórnia. Afinal, o pessoal que está sentado na Califórnia vai obviamente entender muito bem as necessidades da população americana. Mas você acredita que eles entenderiam a necessidade dos brasileiros, dos chineses ou dos noruegueses? Obviamente que não! Por isso, já há bastante tempo, a Google criou essa estratégia de abrir centros de pesquisa e desenvolvimento em vários países do mundo.
 

Qual é o papel dos diferentes centros de pesquisa espalhados no mundo dentro da estratégia da Google?

 

N.M.: A idéia, quando se começou a criar esses centros, é que cada um deles teria duas funções: trabalhar em produtos e iniciativas que vão ter impacto global - por exemplo, o Google Maps, cujo grande parte do desenvolvimento é feito em Zurique, mas que é utilizado no mundo todo - e, finalmente, adaptar os produtos da Google, desenvolver novas extensões ou mesmo novos produtos que são específicos para um mercado local. Um exemplo disso é o "Google Transit", uma extensão no "Google Maps" que permite obter informações sobre meios de transportes públicos para ir de um local ao outro, seja de ônibus, trem, metrô ou caminhando. Obviamente essa é uma extensão extremamente popular na Europa. Inclusive, recentemente, a gente lançou uma extensão que reúnes todos os dados das companhias de trens e bondes aqui da Suíça.
 
Nelson Mattos, na foto oficial da Google.
Nelson Mattos, na foto oficial da Google.   (Google)

Mas por que alguns produtos da Google "pegam" em alguns mercados e outros não?

 

N.M.: Nós concluímos que muitas dessas extensões, feitas para um mercado local, podem ter aplicação em outros lugares. Se você pegar o "Transit", que é extremamente utilizado em alguns países da Europa, ele também é utilizado nos Estados Unidos, sobretudo em grandes cidades com bons sistemas de transporte. Porém se você olhar as áreas rurais nos EUA, praticamente ninguém utiliza esse serviço.
 

Essa lógica explica por que o "Orkut", uma rede social criada por um funcionário de vocês nos Estados Unidos, um informático turco, só ter sucesso no Brasil?

 

N.M.: Sim, esse é um bom exemplo. Trata-se de um produto que teve uma receptividade extremamente forte no Brasil, mas também na Índia. Essa situação cria um círculo de desenvolvimento interessante. Nesse caso, poderíamos falar no ciclo de desenvolvimento de produtos, algo que é extremamente curto na Google. Ele vai de dois a três meses. A idéia é lançar alguma coisa no mercado e ver como os usuários vão reagir. Pelo fato de trabalharmos diretamente com o usuário final, ao lançar um protótipo, algo simples, podemos saber imediatamente se ele está gostando ou não e o que está faltando para melhorar o produto. Isso cria novos requerimentos que são colocados no desenvolvimento. Em três meses eu posso lançar mais alguma coisa e satisfazer aquelas exigências. Com isso eu recebo mais feedbacks e assim continua a história.
 

Quer dizer que o próprio usuário termina participando no desenvolvimento dos produtos da empresa?

 

N.M.: O fato de o Orkut ter sido bastante popular no Brasil fez com que a gente recebesse cada vez mais feedbacks da população brasileira. Isso fez com que ele se tornasse cada vez melhor para aquele ambiente no Brasil. Porém o Orkut não se tornou popular em outros países. Isso é um exemplo bem interessante, porque mostra a importância de você ter centros de desenvolvimento no mundo todo. Eu até diria que essa é uma das grandes diferenças entre a Google e outras empresas com centros de desenvolvimentos centralizados. Com isso temos condições de criar produtos específicos, que possam satisfazer as exigências de cada usuário e entender culturalmente o que aquela população precisa.
 

Assim como a Internet, a Google também parece ser uma empresa em constante transformação. Quais são os futuros desafios?

 

N.M.: Nosso objetivo, a missão da Google, é organizar toda a informação do mundo. Em segundo lugar, fazer com que essa informação esteja disponível a qualquer usuário e que seja útil para ele. Trata-se de um desafio, pois nem toda a informação no mundo é baseada em texto. O volume de imagens, vídeos e áudios que cresce na internet é algo fenomenal. Apesar de dispormos de produtos que já têm condições de buscar imagens, textos, etc com uma única consulta, ainda temos muitas desafios pela frente. No "universal search" da Google, por exemplo, com uma única consulta você pode receber resultados que são textos, páginas web, imagens, vídeos, áudios e assim por diante.
 
 
 
Na segunda parte da entrevista, Nelson Mattos fala sobre o desejo da Google de ser um "Oráculo", segurança dos dados pessoais, a importância da Web 2.0, a criação de plataformas únicas para as redes sociais e telefones celulares e até o futuro da Internet. swissinfo também levanta a questão do "Google Apps", que oferece gratuitamente serviços como processamento de textos e tabelas de cálculos. Seria o fim da Microsoft? Clique AQUI para ler.
 
 
Fonte: swissinfo
 
 
"A coisa mais cansativa na vida é não ser autêntico" Anne Lindbergh

13:33 @ 19/04/2008

Natal é o primeiro ponto da Rede Nacional de Pesquisa no NE 


 
Um projeto que interliga via internet instituições de ensino superior e de pesquisa promete agilizar o processo de desenvolvimento científico em Natal (RN). No próximo dia 25, será inaugurada a Rede Metropolitana de Natal (Giganatal), infra-estrutura de fibras ópticas que possibilitará a troca rápida de dados entre os principais centros de ensino e pesquisa do país.
 
A Giganatal é fruto do projeto Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
 
Redes como a de Natal, no Rio Grande do Norte, já estão em operação em Belém, Manaus, Vitória, Florianópolis e no Distrito Federal. Até o fim de 2008 serão 27 redes ópticas metropolitanas em todo o país.
 
Com 47 km de extensão, a rede de Natal foi implantada pela RNP com cerca de R$ 870 mil de investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Giganatal vai facilitar e ampliar a integração entre universidades e unidades de pesquisa.
 
Instituições que participam da rede terão acesso mútuo à produção científica, podendo inclusive compartilhar projetos de educação a distância e interagir por meio de videoconferência. A rede de Natal promoverá, por exemplo, o avanço de iniciativas na área de tecnologia do petróleo, que contam com apoio do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), da Finep e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 
A Giganatal propiciará também o desenvolvimento de projetos nas áreas da Geologia, como Geoprocessamento, Geofísica e Geomática, desenvolvidos pela UFRN, pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET-RN), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE-CRN) e pela Base Naval de Natal, com participação de demais instituições brasileiras e internacionais.
Um dos objetivos do Departamento de Geologia da UFRN é tratar e disponibilizar para a comunidade acadêmica os dados recebidos via satélite, através de antena localizada na Base Naval de Natal.
 
Outro projeto beneficiado pela rede é o PIRATA (Pilot Research Moored Array in the Tropical Atlantic) do INPE, cujo objetivo é criar uma base de dados para estudar os principais modos de variabilidade climática sobre o Atlântico e continentes circunjacentes.
 
A iniciativa conta com a parceria de organizações nacionais, além do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), nos EUA, e o Institute de Recherche pour le Developpement (IRD), na França.
 
Participam da Giganatal a UFRN, o CEFET-RN, o INPE-CRN, a Universidade Potiguar (UnP), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/Centro de Tecnologia do Gás - CTGás), a Faculdade de Natal (FAL), a Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN) e a Base Naval de Natal. A inauguração da Giganatal contará com a presença do Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.
 
 
 
"O elogio de um tolo prejudica mais do que a sua crítica" 
Jean-Pierre Florian

Eduardo Almeida - O Globo Online

Reproduçao da internet
 
RIO - Preocupado com a baixa notificação de crimes no país, o especialista em tecnologia da informação em segurança pública Vasco Furtado, da Universidade de Fortaleza, criou um site para mapear a violência. Inspirado na Wikipedia e com visual que lembra o Google Maps , o Wikicrimes permite ao usuário marcar num mapa virtual e interativo o local e a hora onde o crime ocorreu, além de inserir mais detalhes sobre o fato.
" No Wikicrimes você identifica os locais. A idéia é mapear o crime. "

- Nas estatísticas oficiais não há informação sobre em que ruas acontecem aqueles crimes, ou quais os bairros mais perigosos. No Wikicrimes você identifica os locais. A idéia é fazer o mapeamento do crime.
 
Ele acredita que a identificação das localidades mais violentas feita pelas vítimas pode ajudar a alertar o cidadão para áreas perigosas de sua cidade e também orientar os órgãos públicos no planejamento de suas ações. O site, criado em dezembro do ano passado, tem hoje cerca de 150 acessos diários.
- O acesso é grande, mas a cultura da participação é o nosso desafio. As pessoas precisam perceber que, se elas participarem, vai ser útil para os outros - defende o professor.
 
O GLOBO ONLINE conversou com o idealizador do site. Leia abaixo.
 
Como surgiu a idéia? Qual a intenção do projeto?
Temos problemas no Brasil em relação à informação criminal. As polícias não gostam de divulgar os dados. As informações não são publicadas e não há a transparência que deveria existir em relação a um dado público. As autoridades acham que a divulgação atrapalha o trabalho da polícia. Além disso, há uma insegurança porque os dados não são perfeitos, e, se fossem conhecidos, aumentariam a pressão popular.
 
Com isso, não se sabe se os dados da polícia condizem com a realidade. Em algumas cidades, até 60% dos crimes não são notificados à polícia.
 
O site pode ajudar a diminuir o problema da subnotificação?
Acredito que sim. A polícia vai poder olhar os dados oficiais e comparar com o site. Isso seria um benefício para a polícia. Mas o maior beneficiado acredito que seja o cidadão. Ele pode olhar os dados colocados por outras pessoas, criando uma troca de recados.
 
Quando você sofre um crime, você conta para alguém. Dá algumas indicações de não seguir tal caminho, não estacionar o carro em certo ponto. O Wikicrimes é um espaço de recados global. Eu, por exemplo, se viajo para o Rio posso saber como é a situação perto do hotel onde vou ficar. Se posso caminhar na rua à noite.
 
O site pode se tornar um banco de dados confiável sobre criminalidade?
Sim, embora esse seja o grande desafio. Temos várias estratégias. A primeira delas, é que quem informa o crime deve informar também emails de pessoas que possam confirmar aquele fato. Então, quanto mais gente confirma o fato, mais credibilidade tem a sua informação. Há também uma área de comentários, onde pode-se informar que aquele crime saiu numa matéria do GLOBO ONLINE, por exemplo, ou incluir até mesmo o número do Boletim de Ocorrência.
 
Além disso, nós temos uma série de parcerias. O site não precisa crescer só com participação individual. Fizemos parceria com corretores de seguro de automóveis em Fortaleza, por exemplo. Eles têm informações constantes sobre furtos de veículos e informam os crimes quando recebem. E é uma informação confiável. Nós chamamos esses parceiros de entidades certificadoras.
 
O senhor entrou em contato com Secretarias de Segurança?
Seria interessante ter como parceiro o Ministério Público. Ainda vamos atrás de dados oficias. Fiz uma correspondência para todas as Secretarias de Segurança do país. Ainda não tive nenhuma resposta, mas imagino que se a primeira colocar os dados, as outras vão atrás. E não precisa envolver só dados criminais. Podemos publicar fotos de procurados, de pessoas desaparecidas.
 
( A Secretaria de Segurança do Rio afirma não ter recebido correspondência sobre o assunto. A assessoria de imprensa do órgão disse ainda que o secretário José Mariano Beltrame desconhece o site, e que só se pronunciaria depois de se se informar sobre o projeto.)
 
 
Fonte: O Globo
 
 
 
 
"A parte mais importante do progresso é o desejo de progredir" Sêneca
Séneca

 
 
O que diriam os psicólogos modernos sobre um adolescente que perdeu a mãe aos 12 anos, contraiu doença incurável antes dos 16 e aos 17 recebeu a notícia do suicídio do irmão? O sofrimento de Antônio Frederico de Castro Alves virou poesia, que emociona leitores de todas as idades.
 
Não se sabe se por gosto, identificação ou ambos, Castro Alves tomou o partido dos escravos. Em seus poemas, os negros deixaram de ser mercadoria. Para aquele que ficou conhecido como poeta dos escravos, os negros eram irmãos. Nenhuma causa, nenhum amor mal-resolvido, nem mesmo a morte dos familiares teve tanto destaque em sua obra quanto a luta contra o regime escravocrata.
 
Castro Alves também escreveu sobre temas como a loucura e a morte, comuns no período. Mas o que traria verossimilhança à obra do poeta baiano era a certeza da morte que a tuberculose lhe dava e o suicídio de um dos cinco irmãos. “Vulgarmente melodramático na desgraça, simples e gracioso na ventura, o que constituía o genuíno clima poético de Castro Alves era o entusiasmo da mocidade apaixonada pelas grandes causas da liberdade e da justiça — as lutas da Independência na Bahia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel civilizador da imprensa e, acima de todas, a campanha contra a escravidão”.  Quem descreve é Manuel Bandeira (1886-1968), mas não é preciso ser um grande literato para entender o que o poeta dos escravos dizia. Suas palavras dispensam racionalizações e falam fundo ao coração.
 
“Era um sonho dantesco... o tombadilho/Que das luzernas avermelha o brilho./Em sangue a se banhar./Tinir de ferros... estalar de açoite.../Legiões de homens negros como a noite,/Horrendos a dançar.../Negras mulheres, suspendendo às tetas/Magras crianças, cujas bocas pretas/Rega o sangue das mães:/Outras moças, mas nuas e espantadas,/No turbilhão de espectros arrastadas,/Em ânsia e mágoa vãs!/E ri-se a orquestra irônica, estridente...”
O trecho faz parte do poema Navio Negreiro, talvez o mais famoso do poeta baiano, acessível gratuitamente no Portal Domínio Público, que reúne toda a obra de Castro Alves. Biblioteca digital, desenvolvida em software livre, o portal dispõe de arquivos de imagem, som, texto e vídeo.
 
Castro Alves nasceu em Muritiba (BA), em 14 de março de 1847, e morreu em Salvador, em 6 de julho de 1871. Era filho do médico Antônio José Alves e de Clélia Brasília da Silva Castro, morta quando o poeta tinha 12 anos. Em 1866, perdeu o pai. Em 1868, durante uma caçada, com um tiro acidental de espingarda, feriu-se no pé esquerdo, que foi amputado no Rio, em 1869.
De volta à Bahia, passou grande parte do ano de 1870 em fazendas de parentes, numa tentativa de recuperar a saúde, comprometida pela tuberculose. Morreu em 1871, aos 24 anos, sem acabar o poema Os Escravos.
 
 
 
 
 
 
"É uma grande habilidade saber esconder a própria habilidade"
François La Rochefoucauld 
 

Raridade on-line

12:32 @ 24/04/2008

Primeiro dicionário da língua portuguesa é digitalizado no Instituto de Estudos Brasileiros da USP e disponibilizado gratuitamente na internet (foto: divulgação)
Por Thiago Romero
 
O primeiro dicionário da língua portuguesa foi inteiramente digitalizado por alunos e docentes do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) e já está disponível para consulta pública e gratuita na internet.
 
O trabalho de digitalização, que durou cerca de um ano e meio, contou com apoio financeiro da Biblioteca Guita e José Mindlin. Trata-se do Vocabulário portuguez e latino, de autoria do padre Raphael Bluteau (1638-1734), que nasceu em Londres e mudou-se para Portugal em 1668.
 
Os primeiros oito volumes que compõem o dicionário foram publicados ao longo de dez anos: volumes 1 e 2 em 1712, volumes 3 e 4 em 1713, volume 5 em 1716, volumes 6 e 7 em 1720 e o volume 8 em 1721. Juntaram-se a esses oito volumes dois suplementos publicados entre 1727 e 1728, contendo mais de 5 mil vocábulos que não constavam nas edições anteriores.
 
Para padronizar as relações entre as ciências humanas e as tecnologias da informática, o projeto incluiu ainda a criação de um sistema de busca, em que o usuário pode procurar uma palavra tanto com base na ortografia atual como naquela empregada no século 18.
 
“O dicionário é composto por cerca de 43,6 mil verbetes. Um exemplo é a palavra açúcar, que na época se escrevia ‘assucar’. Além de poder encontrar esse vocábulo por meio dessas duas formas, o usuário pode buscá-lo com acento e sem acento”, disse a coordenadora do projeto Dicionários no IEB, Márcia Moisés Ribeiro, à Agência FAPESP.
 
“O sistema de busca permite ainda a navegação pelo dicionário por meio de cada letra do alfabeto”, conta. O projeto Dicionários no IEB tem como objetivo disponibilizar em versão digital dicionários de difícil acesso ao grande público.
Segundo a historiadora, esse tipo de iniciativa contribui para a preservação da obra enquanto documento raro, permitindo a maior divulgação do patrimônio cultural da língua portuguesa na rede mundial de computadores.
 
“Além de evitar o excessivo manuseio das obras raras, esse tipo de projeto permite o encurtamento das distâncias, gerando uma economia para as pesquisas com o deslocamento dos profissionais, principalmente nas ciências humanas como história, sociologia e letras", afirma.
 
A idéia de digitalizar o Vocabulário portuguez e latino, conta Márcia, surgiu em outro projeto de digitalização de obras raras, o Brasil Ciência, desenvolvido no Instituto de Estudos Brasileiros da USP, entre 2002 e 2006, com apoio da FAPESP na modalidade Jovem Pesquisador.
 
“A proposta do Brasil Ciência foi digitalizar obras dos séculos 17 e 18 relacionadas ao pensamento científico brasileiro. O resultado foi a elaboração de um banco de dados digital com cerca de 800 documentos e 120 livros raros na íntegra, que também estão disponíveis no site do IEB para consulta pública e gratuita”, afirma a historiadora.
 
No âmbito do projeto Dicionários no IEB, Márcia explica que os próximos a serem trabalhados são os dicionários o Tesoro de La Lengua Guarani (1639), de Antonio Ruiz Montoya, o Diccionario Histórico e Documental (1899), de Souza Viterbo, e o Diccionario da Lingua Portuguesa (1813), de Antonio de Morais Silva.
 
“A digitalização dessas obras deve começar em maio e deverão estar on-line em um prazo de aproximadamente seis meses”, prevê.
 
Mais informações: www.ieb.usp.br
 
 
 
"A história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias" Charles Tocqueville
 

Biblioteca do Crime

13:01 @ 24/04/2008

CrimeLibrary.com
 
 
Crime Library
 
 
 
 
Fichas completas de:
 
- Serial Killers;
- Gângsters e foras da lei;
- Terroristas, espiões e assassinos;
- Casos de grande repercusão;
- A mente criminosa;
- Casos controvertidos
 
A Biblioteca do Crime é uma realização da Turner Entertainemt New Media Network.

O biblioteca informa que seu conteúdo pode perturb ar ou ofender alguns visitantes. Que não tenciona de forma alguma glorificar crime ou criminosos. Em vez disso, o site visa informar e educar o público.
 
 
"Alguns tiveram a forca como preço pelo próprio crime, outros, a coroa" Juvenal

Site reúne edições das revistas "O Malho" e "Para Todos" publicadas de 1922 a 1930

Acervo virtual contém 58 mil páginas, que servem de crônica visual da década de 20; projeto também lançou dois livros sobre o autor


EDUARDO SIMÕES
DA REPORTAGEM LOCAL

Um precioso arquivo dos costumes e da cultura brasileira nas primeiras décadas do século 20 está ao alcance de alguns cliques na internet desde o fim de março. Abrigado no portal Memória Gráfica Brasileira (memoriagraficabrasileira.org), o site jotacarlos.org permite folhear todas as edições das revistas cariocas "O Malho" e "Para Todos" publicadas entre 1922 e 1930, período em que a direção artística ficou a cargo do cartunista e designer José Carlos de Brito e Cunha, o J. Carlos (1884-1950).

Ao todo, são 58 mil páginas digitalizadas, a partir dos exemplares vindos da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, ou doados por Eduardo Augusto de Brito e Cunha, filho de J. Carlos.

Patrocinado pela Petrobras, o projeto custou R$ 296 mil e foi executado entre 2005 e 2007 pela fotógrafa, professora da PUC-Rio e designer Julieta Sobral e pelo caricaturista Cássio Loredano. Todo o material digitalizado foi doado à Biblioteca Nacional.


A digitalização não teve só o objetivo de preservar o acervo -naturalmente comprometido por conta da curta vida útil do papel jornal, em que boa parte das revistas foi impressa-, mas também o de possibilitar o acesso a seu conteúdo, já que o material somente podia ser visto, com limitações cromáticas, por meio de microfilmes, na Biblioteca Nacional.

Foliões e melindrosas
Também autor de textos para o teatro de revista, letrista de samba e escultor, J. Carlos se tornou célebre pela vasta galeria de personagens que criou, não somente para "O Malho" e "Para Todos", mas também para as revistas "O Tico Tico", "Fon-Fon" e "O Cruzeiro", entre outras. O site traz alguns exemplos desses desenhos de J. Carlos, como políticos, sambistas, foliões e melindrosas.
Segundo Julieta Sobral, o curioso banco de dados das revistas revela também alguns costumes de consumo daqueles nove anos, desde como as pessoas se vestiam e o que comiam até as músicas que ouviam, o que liam e o que viam no teatro ou no cinema.

"Ambas as revistas são uma crônica visual dos anos 20. Mas pode-se dizer que "O Malho" era mais "masculina", porque se voltava mais para a política e o esporte, enquanto a "Para Todos" era mais "feminina", abordando temas como teatro, culinária e moda", diz Sobral, que ressalta, além dos desenhos, a sofisticação da diagramação e da tipografia das revistas.

Todo o acesso ao site é gratuito, para qualquer visitante. No entanto, alguns dos recursos de navegação do banco de dados, como busca por palavras-chave, armazenamento de páginas e anotações, são limitados a usuários cadastrados.

Mais livros
O projeto de recuperação dos trabalhos de J. Carlos foi complementado com o lançamento de dois títulos, já à venda nas livrarias: "O Vidente Míope" (R$ 59; 278 págs.), com organização de Cássio Loredano e texto do historiador e professor Luiz Antonio Simas; e "O Desenhista Invisível" (R$ 52; 200 págs.), com análise de Sobral sobre sua atuação como designer gráfico. Os dois livros foram editados pela Folha Seca.

De acordo com Sobral, em breve outras vertentes do trabalho do artista também serão digitalizadas e virarão livros, como "J. Carlos na Publicidade" e "J. Carlos para Crianças".


Fonte: Folha de S. Paulo


Portal terá "exposições", além de acervos

DA REPORTAGEM LOCAL

O site dedicado aos trabalhos de J. Carlos para as revistas "O Malho" e "Para Todos" é apenas uma das iniciativas de preservação do acervo gráfico do país empreendidas pelo portal Memória Gráfica Brasileira.

Dois outros grandes projetos estão a caminho: a digitalização de todo o acervo do artista plástico Aloísio Magalhães (1927-1982), um dos pioneiros do design gráfico brasileiro; e um site dedicado aos trabalhos como cartunista de Antônio Gabriel Nássara (1910-1996), simplesmente conhecido como Nássara, também compositor de marchinhas carnavalescas como "Alá-lá-ô".

"A idéia é ir fazendo esse garimpo ao longo dos anos. Ainda tem um universo muito grande a ser descoberto no design gráfico brasileiro", diz Julieta Sobral, que também prevê o lançamento de livros sobre Magalhães e Nássara, feitos a partir do material digitalizado.

Mostras virtuais
O portal tem uma seção de notícias sobre publicações e criou um espaço, o MGBlog, para sugestões de textos acadêmicos e livros. Já em maio, o projeto deverá colocar no ar a primeira de suas exposições virtuais, dedicada aos "cartemas", os trabalhos do artista Aloísio Magalhães feitos com cartões-postais.

No segundo semestre será a vez de uma mostra com o tema "Ler, Beber, Ouvir". "São pequenas galerias virtuais, que reúnem capas de livros e discos e rótulos de garrafas de cachaças, da primeira metade do século 20", explica Sobral.


Fonte: Folha de S. Paulo


"O tempo é um grande mestre; tem porém o defeito de matar os seus discípulos" Hector Berlioz

O histórico tribunal londrino de Old Bailey, palco de processos penais da Inglaterra e principalmente da capital britânica, chega à era da internet e inaugura nesta segunda-feira (28) um arquivo virtual com mais de 210 mil documentos. O acervo digitalizado (oldbaileyonline.org) cobre um arco de tempo desde 1674 até 1913, colocando os processos a um clique de pesquisadores ou dos curiosos de todo o mundo.
 
Além dos casos relativos a pessoas completamente desconhecidas, também estão na rede os escândalos de celebridades --como o processo por homossexualidade do escritor Oscar Wilde, que causou polêmica na sociedade na época, ou o caso do Doutor Hawley Harvey Crippen, famoso por matar a mulher e enterrá-la no jardim, tentando fugir depois com a amante, disfarçados de marinheiros.
 
"A partir de hoje, pessoas do mundo inteiro podem visitar gratuitamente o site e estudar os detalhes de um vasto número de crimes: do furto ao roubo, do seqüestro ao homicídio", diz o professor Robert Shoemaker, coordenador do projeto realizado em parceria com as universidades de Sheffield e Hertfordshire e a Open University.
 
O arquivo virtual contém mais de 120 milhões de palavras e 195 mil imagens, número recorde no Reino Unido para uma base de dados relativa à vida cotidiana da população. "A história está cheia de informações sobre reis, rainhas e guerras, mas não nos diz nada sobre a cotidianidade das pessoas comuns", avalia Tim Hitchcock, co-diretor do projeto.
 
Justamente por isso, afirmam os organizadores, o arquivo de Old Bailey se torna uma verdadeira mina de ouro para os estudiosos interessados.
 
 
 
 
"As boas intenções tem sido a ruína do mundo. As úincas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma"
Oscar Wilde
Oscar Wilde

Novidade, ainda indisponível para usuários, foi apresentada em evento na China.


Sistema seria capaz de reconhecer imagens e classificá-las por ordem de relevância.
Pesquisadores do Google afirmaram ter criado um software de busca por imagens que terá o mesmo impacto da ferramenta original da empresa, chamada PageRank, diz o “New York Times”. O Google, lembra a publicação, se consagrou ao levar para os usuários as informações classificadas por ordem de relevância.


Em uma conferência de tecnologia realizada em Pequim, na China, dois funcionários da empresa apresentaram o que eles chamam de VisualRank, um algoritmo que mistura software de reconhecimento de imagem com técnicas para medir a importância dessas figuras, além de relacioná-las com imagens parecidas.


Apesar de a busca por imagens já ser usada nas ferramentas de busca, os resultados que aparecem dependem principalmente do texto associado a elas. Apesar de décadas de esforço, diz o “NYT”, a análise de imagens continua sendo um problema não resolvido pela ciência da computação. Muito progresso foi feito para reconhecer rostos que aparecem em fotos, por exemplo, mas os programas continuam sendo incapazes de identificar montanhas ou objetos.


“Queremos incorporar tudo o que está acontecendo no campo de visão computacional ao ambiente da web”, afirmou Shumeet Baluja, pesquisador do Google, que fez a apresentação em Pequim com seu colega Yushi Jing.

O projeto da empresa é focado em um sistema de imagens que já foram catalogadas pela companhia – a empresa não informa quantas delas há em seu banco de dados. Com isso, diz o site de tecnologia “Register”, o algoritmo faz comparações e tenta “entender” tudo o que é exibido em uma foto. Em seguida, usando um procedimento baseado no PageRank, cada imagem considerada durante uma busca recebe um peso numérico para identificar sua importância em relação às outras.

Com esse mecanismo, exemplifica o “Register”, uma busca por imagens relacionadas à rede de lanchonetes McDonald’s poderia trazer fotos que mostram seu símbolo – a letra “m” em amarelo. A foto em que essa imagem aparece com grande destaque, no entanto, seria considerada mais relevante se comparada com aquelas em que o “m” só é um detalhe da paisagem.

Esse algoritmo ainda não está disponível para os usuários e os pesquisadores do Google não deram uma data de lançamento para a novidade.
 
Fonte: G1
 
 
"Os espelhos fariam bem em refletir um pouco antes de nos devolverem as imagens" Jean Cocteau