Grupos

Informações podem ser acessadas gratuitamente, no site do instituto.
Acervo contém 2.500 pontos de inventário florestal e de coleta de material botânico.
 
 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está montando um banco de dados com informações sobre a vegetação na Amazônia Legal, que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, parte do Maranhão e cinco municípios de Goiás.
 
 
 
Segundo nota divulgada pelo IBGE, as informações podem ser acessadas gratuitamente, pelo site do instituto. O acervo de dados contém 2.500 pontos de inventário florestal e de coleta de material botânico. Para atualização do mapeamento, foram utilizadas imagens de satélites, bibliografias atualizadas, informações obtidas em trabalhos de campo e também estudos realizados por outras instituições. A ferramenta deverá ser constantemente atualizada.
 
  
 Amazônia
Ainda de acordo com o IBGE, a Amazônia Legal representa 59% do território brasileiro, ou cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados, distribuídos por 775 municípios. , onde vivem pouco mais de 20 milhões de pessoas.
 
Fonte: G1
 
 
"É o coração que faz o caráter"
Eça de Queiroz

Palestras Instituto Goethe

20:34 @ 05/06/2008

Nos últimos anos o Instituto Goethe do Rio de Janeiro tem convidado especialistas alemães para proferirem palestras sobre questões atuais da Biblioteconomia alemã.

Aqui encontram-se algumas palestras para download.

 

via bibamigos
 
 
"A beleza ideal está na simplicidade calma e serena"
Johann Wolfgang von Goethe
Johann Goethe

O consumidor consciente pode fazer suas consultas pelo computador, sem sair de casa.

 
São Paulo - Queijos, carnes, geladeiras, móveis para escritório e até tintas ecológicas. Quem está em busca destes, entre outros muitos tipos de produtos, em versão de baixo impacto ambiental, já tem a disposição uma ferramenta prática, confiável e gratuita para buscar on line por opções disponíveis no mercado em sua região do país: é o Catálogo de Produtos e Serviços Sustentáveis, da Fundação Getúlio Vargas.

A página de busca na internet foi desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (GVces), com o apoio do Banco Real ABN AMRO, Parceiro Pioneiro do Akatu, e pretende estimular a adoção de boas práticas, ao promover o consumo racional e eficiente através da divulgação de produtos e serviços sustentáveis.

“O nosso propósito é informar os consumidores institucionais, entre eles governos e empresas, e também o público em geral sobre as relações entre consumo e meio ambiente, e futuramente incorporar questões sociais. Para isso, o consumidor terá acesso através do catálogo, às informações sobre a matéria-prima, o processo produtivo, a legislação pertinente e aos impactos ambientais associados à produção e ao consumo de bens e serviços”, explica Luciana Stocco Betiol, advogada e professora, que participa da coordenação do projeto.

No ar há pouco mais de um mês, o catálogo já foi acessado 13.000 vezes. Segundo Luciana, para ser considerado sustentável é preciso que o produto (ou serviço) preencha ao menos um dos critérios pré-definidos pelos organizadores, ao longo das pesquisas. “Com o tempo esperamos que este catálogo seja um impulsionador de boas práticas produtivas, passando a ser possível exigir no mínimo dois, três, quatro ou mais critérios para a inclusão de um produto no nosso catálogo. Assim que surgirem produtos mais sustentáveis do que os que se encontram hoje no catálogo, estes produtos serão retirados dando lugar aos que respondem a critérios mais exigentes”, conta a advogada.

Os critérios utilizados para classificação até o momento são exclusivamente ambientais e estão agrupados em grandes áreas, como, por exemplo: eficiência energética; origem renovável do recurso; toxicidade; biodegradabilidade; solubilidade em água; gestão de resíduos; impactos globais; racionalização etc. A partir de agora, o centro de pesquisas pretende elaborar também os critérios que avaliem os aspectos sociais, tais como saúde, educação, emprego, comunidades tradicionais, entre outros. No site o consumidor encontra descrição em maior detalhe do processo de classificação atualmente utilizado pelo catálogo.

O projeto implantado pela FGV foi organizado pela sub-coordenadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade, Rachel Biderman, que verificou, em seus estudos sobre consumo sustentável, a necessidade de se criar um espaço imparcial, isto é, que não estivesse vinculado a promoção de marcas específicas, onde o consumidor pudesse buscar informações sobre o impacto ambiental do ciclo de vida dos mais diversos produtos e serviços – incluindo sua fabricação, consumo e descarte. “A idealização deste catálogo vem para suprir esta deficiência e auxiliar os consumidores a mudar seus padrões de consumo”, define Luciana.

A advogada conta ainda que o conteúdo inicial do catálogo sustentável foi produzido para o projeto de análise do banco de compras do estado de São Paulo, realizado pelo Centro da FGV para a Secretaria do Meio Ambiente, em 2006. Para conseguir organizar o banco de compras foram pensados critérios que permitissem identificar as opções mais sustentáveis, além de realizar uma pesquisa no mercado nacional para identificar a disponibilidade destes produtos. “Iniciou-se ai, a produção de um banco de dados de produtos mais sustentáveis, que nos inspirou a prosseguir nesta pesquisa, acrescendo aos produtos também os serviços sustentáveis, publicações a respeito do tema, bem como a sua divulgação gratuita a toda a coletividade”, descreve.

Para o consumidor consciente, interessado em maximizar os aspectos positivos de seu ato de consumo e, ao mesmo tempo minimizar os negativos, Luciana recomenda que fique atento aos critérios de sustentabilidade utilizados no catálogo na hora de escolher o que comprar, no seu dia a dia. Inclusive quando for comprar produtos tradicionais – não classificado como sustentável. No entanto, ela ressalta que a presença de um produto no catálogo não representa o mesmo que uma certificação. “O consumidor deve ter muito claro que não somos uma instituição certificadora, tampouco temos qualquer interesse em promover comercialmente este ou aquele produto.”, explica.

O objetivo da Instituição é continuar atualizando o catálogo anualmente, de modo que, no futuro, este possa apresentar uma larga amostra de produtos e serviços disponíveis no mercado brasileiro e que preencham critérios de sustentabilidade previamente definidos, não somente na dimensão ambiental.

No site existem dois espaços para o consumidor consciente participar diretamente da construção da ferramenta, por meio do “faça parte”, onde é possível indicar produtos ou serviços sustentáveis, e o “fale conosco”, espaço aberto para o consumidor manifestar-se sobre o conteúdo da página. As indicações dos internautas serão analisadas e, se aceitas pelo grupo técnico de aconselhamento do projeto, passaram a fazer parte das indicações.
O Catálogo de Produtos e Serviços Sustentáveis está disponível para consulta e comentários dos consumidores no link: www.catalogosustentavel.com.br.
 
 
 
"Os mesmos acontecimentos, ou situações exteriores, afetam de modo diverso cada pessoa e, em igual ambiente, cada um vive num mundo diferente" Arthur Schopenhauer
Arthur Schopenhauer

 
O New York Times não se contentou apenas em abrir o conteúdo publicado na versão online. Pretende agora distribuir seus textos por blogs, lojas virtuais e até em mapas do Google Earth.
 
O responsável pela área de tecnologia do jornal, Marc Frons, explicou à Agência Estado que a idéia é “abrir o site do Times para o conteúdo fazer parte da internet”.

O jornal americano já deu início ao projeto com a reformulação de listas de eventos, resenhas de restaurantes e receitas de culinária. No Google Earth, por exemplo, links estarão disponíveis de acordo com os restaurantes que já tiverem sido redesenhados.
 
O NYT anunciou ainda que vai liberar códigos para programadores externos realizarem combinações diversas em prol da disseminação do conteúdo.
 
 
Fonte: Adnews
 
 
 
"Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas é que melhoraram muito"
G. K. Chesterton
Gilbert Chesterton

 

 

 
Pesquisadores da USP de São Carlos lançam primeira base de dados com informações sobre propriedades farmacocinéticas de 1,3 mil fármacos (Ilustração: a molécula Atorvastatina, do medicamento Lípitor)
Especiais

No encalço das moléculas



Os pesquisadores que se dedicam à descoberta e desenvolvimento de novos fármacos acabam de ganhar um importante aliado: foi lançada a primeira base de dados brasileira de propriedades farmacocinéticas.
 
A base de dados, que contém informações sobre propriedades farmacocinéticas e físico-químicas de mais de 1,3 mil fármacos, foi inteiramente criada por pesquisadores do Laboratório de Química Medicinal e Computacional (LQMC) do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP).
O LQMC faz parte do Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural (CBME), um dos 11 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP.
De acordo com o coordenador do LQMC, Adriano Andricopulo, o termo “farmacocinética” se refere ao caminho que um medicamento faz no organismo, englobando processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME).
 
“O cientista que trabalha no projeto de um novo fármaco precisa estudar essas propriedades, mas encontra grande dificuldade, pois há pouca disponibilidade de dados padronizados. Essa base de dados, inédita na América Latina, tem poucas similares no mundo e nenhuma delas tem acesso aberto e gratuito”, disse Andricopulo à Agência FAPESP.
 
As informações sobre os 1,3 mil fármacos disponíveis na base, batizada de PK/DB (de Database for Pharmacokinetic Properties), incluem mais de 3,2 mil medidas de propriedades farmacocinéticas, entre as quais absorção intestinal, biodisponibilidade oral, ligação às proteínas plasmáticas, metabolismo mediado pelo citocromo P450, volume de distribuição, tempo de meia-vida e permeabilidade da barreira hemato-encefálica.
 
Segundo Andricopulo, que também é diretor da Divisão de Química Medicinal da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), foram necessários cinco anos de trabalho para reunir e padronizar informações detalhadas sobre uma quantidade tão grande de compostos.
 
“O resultado é uma base bastante robusta, que permite estudar propriedades de moléculas com grande diversidade química. Com isso, os pesquisadores podem planejar mudanças estruturais na molécula e observar como elas vão afetar as propriedades”, disse.


Predição de propriedades
Andricopulo explica que a farmacodinâmica, isto é, o estudo sobre como os fármacos interagem com seu receptor-alvo para exercer sua ação farmacológica, tem sido muito valorizada. Mas sem conhecer as propriedades farmacocinéticas não se pode compreender como o fármaco poderá chegar a seu alvo.
 
“Para que um fármaco seja administrado por via oral – que é um objetivo fundamental para a indústria farmacêutica – a fase farmacocinética precisa ser profundamente estudada. Eventualmente, uma molécula pode ter excelentes características famacodinâmicas, mas pode não ser solúvel em água, por exemplo, o que inviabilizaria um projeto de medicamento com administração oral”, explicou.
 
Outra característica importante da base PK/DB é que ela conta com um novo sistema integrado de predição de propriedades, que se baseia em modelos desenvolvidos pelo grupo do LQMC com uma nova tecnologia de fragmentos moleculares especializados.
 
“Pelo sistema, o pesquisador pode enviar a molécula nova que desenvolveu e nós enviamos a predição das propriedades. Nenhuma base de dados do mundo disponibiliza esse serviço gratuitamente, de forma rápida e eficaz”, disse o pesquisador.
 
Segundo ele, os modelos inovadores incluem a predição de propriedades de absorção intestinal, ligação às proteínas plasmáticas, permeabilidade da barreira hemato-encefálica, solubilidade em água e biodisponibilidade oral.
Desenvolvido com auxílio da FAPESP no doutorado de Tiago Moda, um dos alunos de Andricopulo no LQMC, o modelo de biodisponibilidade oral teve repercussão internacional. Ele foi descrito em artigo na revista Bioorganic & Medicinal Chemistry e foi destaque, em nono lugar, na lista dos 25 melhores artigos da revista em 2007.
 
“A biodisponibilidade oral humana se refere à fração do fármaco administrado que chega de fato à via sistêmica, isto é, à corrente sangüínea do paciente, onde poderá encontrar seu receptor-alvo e exercer o efeito terapêutico. Por exemplo, no caso do medicamento de maior sucesso de vendas da história - US$ 12,68 bilhões somente em 2007 -, o redutor de colesterol Lípitor, a biodisponibilidade é de 14%. Por isso, é fundamental ter acesso a esses dados na hora de desenvolver um novo medicamento com propriedades otimizadas”, disse.
 
De acordo com Andricopulo, a base de dados permite também que o pesquisador faça uma busca por um fragmento de uma molécula, caso trabalhe com uma molécula que não esteja disponível. “É possível encontrar uma imensa quantidade de moléculas. Mas também se pode encontrar, por meio de um fragmento, as propriedades farmacocinéticas aplicáveis ao caso estudado”, destacou.
 
 
 
 
 
 
"Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria."
Khalil Gibran

A empresa Proquest, localizada em Ann Arbor (Michigan, EUA), anunciou, em 12 de junho de 2008, a aquisição do banco de dados Dialog [URL: www.dialog.com], até então vinculado ao conglomerado de mídia Thomson Reuters. A Proquest pertence ao grupo Cambridge Information, ela tem tido sucesso na comercialização de artigos de periódicos e também na provisão de acesso a periódicos eletrônicos.

Fundado em 1972, por Roger Summit, o Dialog foi o primeiro sistema de recuperação da informação a ser utilizado globalmente, tendo liderado o mercado nas áreas de recuperação da informação em linha por meio de bases de dados da informação científica e tecnológica. O seu serviço em linha teve início com três bases de dados: ERIC (Educação), NTIS (documentos e relatórios técnicos do governo norte-americano) e PANDEX (índice de citações, similar ao Science Citation Index). Em 2002 o Dialog oferecia acesso a 531 bases de dados, tornando-se um dos maiores; em 2008 o seu enorme acervo continha mais de 15 terabytes de conteúdo informacional.

Ele teve enorme importância até o aparecimento da World Wide Web (WWW) em meados dos anos 1990. Com o advento da web diversos produtores de bases de dados passaram a oferecer os seus produtos diretamente na web às bibliotecas e usuários finais, sem a necessidade de utilizar os grandes bancos de dados – no caso, o Dialog e o Orbit (que anos atrás havia sido adquirido pelo Questel, o grande banco de dados francês). A partir daí teve início as dificuldades para esses bancos de dados. Aqui vale a pena indagar se a época desses grandes bancos de dados não atingiu o seu ciclo máximo de vida? A empresa Proquest tem pela frente um enorme desafio em demonstrar perante os seus clientes, atuais e futuros, que os grandes bancos de dados ainda podem ocupar lugar de destaque no contexto do ciberespaço.
 
 
 
"Infelizmente só posso comprar o que está à venda, senão há muito tempo que teria comprado um pouco de felicidade"
Paul J. Getty

 

 
 
Com dados cruzados de quase 200 países, ferramenta gratuita permite extração de estatísticas e gráficos de produção científica, além de oferecer indicador de impacto baseado em algoritmo do Google
Especiais



Lançado em janeiro, o portal SCImago Journal and Country Rank permite que os usuários extraiam grande variedade de estatísticas de periódicos e gráficos de produção científica, com base na Scopus – a maior base mundial de dados e documentos científicos de referência.
 
De acordo com um dos criadores da ferramenta, Félix Moya, vice-reitor de Novas Tecnologias da Universidade de Granada, Espanha, a utilização vem crescendo exponencialmente em 145 países, entre cientistas e profissionais que se dedicam à gestão da pesquisa.
 
Moya, em palestra apresentada na sede da FAPESP na semana passada, afirmou que o interesse pela ferramenta aumenta graças à grande diversidade de indicadores disponíveis, à facilidade de manuseio e ao acesso aberto.
 
“É a única ferramenta do tipo com acesso totalmente aberto. Mas, além dessa vantagem, há dois diferenciais fundamentais do ponto de vista do conteúdo. A variedade de indicadores permite ao usuário fazer aproximações a partir de pontos de vista muito distintos. Também é uma ferramenta muito interativa que permite exportar a informação com facilidade”, disse à Agência FAPESP.
O portal permite a publicação seletiva de relatórios dinâmicos com indicadores baseados nas citações entre os trabalhos científicos indexados na Scopus entre 1996 e 2007 – o que possibilita classificar o desempenho e impacto de revistas científicas dos países. A ferramenta também oferece um novo indicador para medir o impacto – o SCImago Journal Rank (SJR), que utiliza um algoritmo semelhante ao do Google.
 
A ferramenta é resultado de um projeto conjunto entre o grupo SCImago, formado por pesquisadores das universidades de Granada, Extremadura, Carlos III e Alcalá de Henares, todas na Espanha, e a editora Elsevier, da Holanda, proprietária da Scopus.
 
“Um indicador como o número de citações recebidas por um artigo científico não significa nada se não for contextualizado. Nossa intenção foi criar uma referência de caráter global que permitisse situar qualquer indicador que se pudesse gerar em seu contexto global”, disse Moya, que é coordenador do grupo SCImago.
 
Segundo ele, para que cientistas e gestores de pesquisa pudessem utilizar os indicadores de pesquisa de forma mais interativa era preciso estimular um processo de interiorização desses dados por parte de toda a comunidade científica.
 
“Acredito que conseguimos fazer isso ao criar uma interface de operação bastante simples e cômoda do ponto de vista do aprendizado de utilização. Com isso, menos de cinco meses após o lançamento já estão sendo publicados os primeiros trabalhos utilizando informações provenientes dessa ferramenta”, afirmou.


Prestígio versus popularidade
O indicador SJR, de acordo com Moya, é completamente diferente do fator de impacto calculado com base nos dados do ISI (atualmente parte da Thompson Corporation) – tanto em relação à base de dados utilizada como em relação ao método de cálculo.
 
“O indicador SJR utiliza um algoritmo semelhante ao do Google Pagerank, com uma adaptação para o mundo das publicações científicas. Ele atribui pesos diferentes às citações dependendo da fonte que citou o documento. Fontes com mais prestígio têm mais peso”, explicou.
 
Segundo Moya, a conseqüência do modelo utilizado pelo indicador SJR é que ele privilegia o conceito de prestígio em detrimento do conceito de popularidade. Um artigo com muitas citações em revistas de pouco prestígio tem avaliação pior que um artigo menos citado em revistas de muito prestígio.
 
“O importante é oferecer um número maior de indicadores. Em um mundo tecnológico como o nosso não faz sentido utilizar um só. Não se pode negar o valor do fator de impacto, mas é preciso ter à disposição a oferta mais variada possível para aprimorar os processos de análise e avaliação. A realidade da qual partimos é muito heterogênea e variada e o conceito de prestígio está ligado a essa variabilidade das situações que ocorrem no mundo da ciência”, disse.
 
SCImago Journal and Country Rank: www.scimagojr.com
 
 
 
Fonte: Fábio Castro - Agência Fapesp
 
 
"A nascente desaprova quase sempre o itinerário do rio"
Jean Cocteau
 

Roda Viva em texto integral

15:23 @ 17/06/2008

Novo canal de pesquisa na internet, Memória Roda Viva, lançado nesta segunda-feira (16/6), reúne entrevistas realizadas nos últimos 21 anos do programa da TV Cultura

 

Notícias


O Memória Roda Viva, um novo canal de pesquisa na internet, foi lançado nesta segunda-feira (16/6). O projeto tem como objeto o acervo do programa Roda Viva, da TV Cultura, e é voltado para estudantes, pesquisadores e o público em geral.
 
Trata-se de uma iniciativa conjunta da Fundação Padre Anchieta e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp). O projeto tem apoio da FAPESP por meio da modalidade de Auxílio a Pesquisa.
 
Inicialmente, o site reúne o texto integral de mais de 200 entrevistas com personalidades de diversas áreas, entre os quais Ayrton Senna, Dom Paulo Evaristo Arns, Drauzio Varella, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Henrique Cardoso, Fidel Castro, Gianfrancesco Guarnieri, Grande Otelo, Luís Carlos Prestes, Nelson Piquet, Oscar Niemeyer, Patch Adams, Paulo Autran, Pedro Almodóvar, Plínio Marcos e Telê Santana.
 
“O site disponibiliza o conteúdo do Roda Viva em um fantástico instrumento de pesquisa, que permite o acesso e a consulta à história do programa por qualquer pessoa que tenha acesso à internet”, disse Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta.
 
O objetivo do site é oferecer o texto completo das mais de 1,2 mil entrevistas feitas em 21 anos de existência do programa. Aos textos são acrescidos vídeos com cerca de dois minutos que destacam parte da entrevista concedida ao programa e verbetes, ou seja, referências explicativas de termos, nomes e citações feitas pelos entrevistados.
 
Um sistema de navegação simples permite que se encontre rapidamente uma determinada entrevista. Além disso, um mecanismo de busca por palavras-chave e a divisão por cinco grandes temas (Ciência, Cultura, Economia, Esportes e Política) facilita pesquisas mais específicas.
 
“A publicação das transcrições das entrevistas cria um registro importante na história recente, assegura sua preservação definitiva, possibilita acesso livre a todo o conteúdo e reconstrói o processo de formação da agenda pública brasileira nas duas últimas décadas, quando se deu a discussão das questões mais relevantes de nossa atualidade, bem como a sua continuidade futura”, disse Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior e coordenador do Labjor.
 
 
Memória Roda Viva: www.rodaviva.fapesp.br
 
 
 
 
"É o coração que faz o caráter"
Eça de Queiroz
 

Enciclopédia Judaica online

13:16 @ 20/06/2008

 
O site contém os 12 volumes completos da Jewish Encyclopedia (Enciclopédia Judaica), publicada originalmente entre 1901 e 1906. Possui mais de 15.000 artigos e ilustrações.
 
A Enciclopédia é uma iniciativa da Kopelman Foundation, instituição atuante nas áreas educional e médica.
 
 
 
 
 
 
 
 
"Quando o homem pondera a respeito da conduta a seguir, termina por preferir sempre a via da moderação"
Moisés Maimônides
 
Informação livre: Copie, imprima, distribua, envie por email, carta, fax, rádio, TV. Mantenha o texto e os créditos na íntegra.
 

A Folha Online estréia nesta sexta-feira o maior e mais prático roteiro de cultura e lazer para quem mora ou está em São Paulo. O Guia da Folha Online é uma versão do Guia da Folha, ampliada para a internet, com reportagens exclusivas, programas de vídeo e áudio, novos serviços e a mesma qualidade do guia que há 11 anos é referência para os paulistanos.
O novo guia atende ao leitor que quer fazer uma busca simples e precisa sobre a programação cultural na cidade e também quem procura eventos com características específicas.
 
Um sistema de busca detalhado permite encontrar rapidamente qualquer um dos mais de 2.200 locais e eventos pesquisados e checados pelo Datafolha, por meio de palavras-chave ou usando algumas das dezenas de alternativas oferecidas pela ferramenta do site.
 
Em cinema por exemplo, é possível buscar filmes catalogados por nome, local de exibição, diretor, gênero, região da cidade e avaliação dos críticos, além de produzir listagens de estréias, pré-estréias, mostras e filmes em exibição em shopping centers.
 
"É o maior e mais confiável banco de dados sobre lazer e entretenimento em São Paulo. Com o sistema de buscas detalhado e precisão rigorosa, qualquer um encontra o que fazer, onde comer ou beber, todos os dias e a qualquer hora", afirma a diretora-executiva da Folha Online, Ana Lucia Busch, 42.
Comer, beber, dançar
 
No Guia Online, há informações sobre mais de 720 restaurantes, 750 bares, 150 filmes em cartaz, 280 peças de teatro, mais de cem passeios e programas para crianças e famílias, 50 espetáculos musicais, cem casas noturnas, além da listagem de concertos, espetáculos de dança e exposições.
 
"Em seu novo formato, o Guia da Folha Online atende a demanda de um público qualificado e exigente, com alto interesse por eventos culturais, que passa a desfrutar do banco de dados completo e permanentemente atualizado", diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, 46.
 
O guia está dividido em 11 seções, cada uma com uma página exclusiva, onde estão indicados os melhores eventos, a programação gratuita, o que está programado para as semanas seguintes e o que está saindo de cartaz.
O site traz ainda um serviço completo de lazer para crianças e para a família, além de informação sobre lançamentos de livros infantis, DVDs e CDS. Lista também os filmes campeões de bilheteria, peças e filmes favoritos da crítica, os assuntos mais acessados pelos leitores e roteiros especiais criados por uma equipe de jornalistas especializados que mostram o melhor da cidade.
Lista também os filmes campeões de bilheteria, peças e filmes favoritos da crítica, os assuntos mais acessados pelos leitores e roteiros especiais criados por uma equipe de jornalistas especializados que mostram o melhor da cidade
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Personalizado
O projeto, inovador, facilita a vida do leitor ao oferecer também um "guia pessoal": qualquer um pode criar e imprimir sua própria lista de eventos. Você escolhe o que quer ver, quando, onde e quanto quer pagar, seja em cinema, teatro, música, passeios, restaurantes, bares ou exposições.
 
"Com a ferramenta 'Meu Guia', um marcador pessoal, o leitor agrupa, imprime e leva consigo sua lista de eventos preferidos", explica o gerente de operações da Folha Online, Fernando Nemec, 29, responsável pelo desenvolvimento do programa de busca. Escolhe-se o que quer ver, quando, onde e quanto quer pagar em cinema, teatro, shows, restaurantes etc.
 
"Além do roteiro abrangente, o leitor terá acesso a reportagens exclusivas, novidades do mundo do lazer e do entretenimento e dicas de locais e eventos preparadas pela equipe da Folha Online", diz Aline Gattoni, 30, editora do Guia da Folha Online.
 
"Queremos que o novo Guia seja o paradigma de diversão e cultura em São Paulo. A partir de hoje, ninguém terá de procurar nada em outro lugar", afirma Ricardo Feltrin, 45, editor-chefe da Folha Online.
 
Fonte: Folha Online
 
 
"Quem tem imaginação, mas não tem cultura, possui asas, mas não tem pés" Joseph Joubert 
 
 

RIO - As caminhadas por centros históricos atrás de livros antigos, raros, ou mesmo de lançamentos e best-sellers podem ser feitas na internet. Um destes sites alcançou a marca de mil sebos reunidos no mesmo endereço: o Estante Virtual - www.estantevirtual.com.br. O site tem dois propósitos principais: funcionar como um mecanismo de busca que procura seu livro simultaneamente nos acervos de dezenas de sebos e coleções pessoais de internautas cadastrados, e também como projeto de marketing.
 
- O Estante Virtual é um portal onde todos os sebos podem cadastrar seu acervo num só lugar, ao invés de cada u m ter seu site independente, o que é mais caro e contraproducente. Antes, meia dúzia competiam pela visita do internauta, que não tinha paciência nem tempo de conhecer todos e pesquisar - explica André Garcia, dono do site.
 
Segundo André, a cada mil livros cadastrados os sebos têm uma média de R$ 500 de faturamento mensal. Mas existem, claro, os livros raros cujo valor ultrapassa esse montante. Um catálogo da Semana de Arte Moderna de 22, autografado por Mário de Andrade, foi vendido na semana passada por R$ 3.500.
 
O estabelecimento de metas faz parte do planejamento de marketing do site. A primeira delas foi alcançar um milhão de livros com preços até R$ 12. Hoje eles já são 1.119.905. Depois veio o objetivo de abrigar mil sebos em todo o país. A Estante Virtual já tem 985 lojas e livreiros independentes cadastrados em 180 cidades de 21 estados. Em São Paulo, estados com mais sebos cadastrados, são 481, no Rio, 173, e em Minas, 87. Agora, a meta é chegar a 2 milhões de livros com preços até R$ 20. Hoje são 1.880.000.
 
Site se especializa na busca por livros raros ou esgotados
Mesmo com números tão expressivos, nem tudo pode ser encontrado nos sebos virtuais da Estante. Se o livro que você procura é realmente raro e difícil de encontrar, a opção é o www.livrosdificeis.com.br . Patrícia de Almeida Soares, dona do site, esclarece que ele não é um sebo, mas sim um serviço de procura por livros difíceis, raros e esgotados.
 
- Nós procuramos os livros que as pessoas querem e não encontram. Pode ser tanto aquele livro que sua vó lia na beira da cama quanto obras técnicas, romances, best-sellers. Fazemos a busca em acervos pessoais, sebos, editoras. Recebemos também muitas ofertas de pessoas que querem vender coleções antigas.
 
Ao contrário da Estante Virtual, o Livros Difíceis não tem acervo. As buscas são feitas de acordo com os pedidos recebidos. Segundo Patrícia, são cerca de 100 pedidos diários, dos quais uma média de 60 são atendidos.
 
- Quem dá o preço do livro é o dono, e nós cobramos uma taxa em cima desse preço. Ela fica em torno de 15%, mas é negociável.
 
O site está no ar desde 2003, mas teve um grande crescimento de um ano para cá, graças a uma parceria familiar. A empresa de outdoors do marido de Patrícia custeou a instalação de várias peças de propaganda pela cidade, garantindo um aumento de cerca de 80% nas vendas.
 
Fonte: O Globo
 
 
"Eu sempre imaginei que o paraíso deve ser algum tipo de biblioteca"
Jorge Luis Borges

 
Museu da Ciência da UC «abre-se» ainda mais ao Mundo
Museu da Ciência da UC «abre-se» ainda mais ao Mundo
Uma base de dados com 19 mil registos, seleccionados do acervo de 250 mil exemplares do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), está disponível no "Museu Digital", projecto que é lançado amanhã.

Trata-se da "maior base de dados a nível nacional de instrumentos científicos, de história natural e de etnografia", que estará acessível na Internet ( http://museudaciencia.pt ), para quem queira conhecer o acervo científico da Universidade de Coimbra, sem sair de casa - lê-se numa nota sobre o projecto.
 
 
 
 
"Estou farto de museus, cemitérios de arte"
Alphonse de Lamartine

Professor da Unicamp reúne milhares de fitas que acumulou em 35 anos de expedições pelas florestas

 
Herton Escobar
Pouca gente fora da comunidade científica já ouviu falar de Jacques Vielliard. Aos 65 anos, porém, esse ornitólogo francês de sotaque forte e sorriso solto já dormiu mais noites na floresta e ouviu mais cantos de pássaros do que a maioria dos brasileiros. A prova está gravada nas milhares de fitas magnéticas que ele acumulou em 35 anos de expedições pelas matas, caatingas e cerrados do País, sempre de microfone na mão e gravador pendurado no ombro. O resultado é um dos maiores acervos de sons da natureza já reunidos no mundo, que agora está sendo digitalizado para não se desfazer.

Vielliard é professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nascido em Paris, ele veio ao Brasil pela primeira vez em 1973, convidado pela Academia Brasileira de Ciências para uma série de expedições científicas que tinham como objetivo documentar a biodiversidade nacional. “Einstein foi convidado duas vezes para vir ao Brasil, eu fui quatro”, vangloria-se o professor, com o sorriso maroto de quem já passou da idade de falsa modéstia.

Em 1978, foi convidado para dar aulas na Unicamp e ficou. “Troquei Paris pela natureza”, diz Vielliard. Um amigo uma vez calculou que ele já dormiu mais de 3 mil noites “no mato” - o equivalente a oito anos de trabalho contínuo no campo. Nesse tempo, já ouviu e gravou de tudo na natureza: insetos, sapos, onças e até baleias. Mas principalmente pássaros, sua especialidade. Vielliard não sabe exatamente quantas espécies de aves já “capturou” com seu microfone, mas estima que sejam mais de mil. O acervo completo tem cerca de 30 mil gravações, que podem variar de alguns minutos a algumas horas de duração. Mais de 7 mil já foram digitalizadas. É a maior coleção de bioacústica da América do Sul e a quinta maior do mundo, segundo Vielliard.

No início de cada rolo, anotações feitas à mão e em francês registram onde, quando e em quais circunstâncias a gravação foi feita. Se o animal demonstra algum comportamento peculiar durante o canto, isso também é anotado. “Estudar a biodiversidade não é só contar espécies”, ensina Vielliard. “Você tem de saber como aquela biodiversidade se desenvolveu, quais foram os processos evolutivos que levaram a ela. Tem de ver os bichos na natureza, saber como eles interagem. Isso é biodiversidade.”

Ele explica que cada espécie tem um canto específico, que funciona como uma carteira de identidade sonora para que os indivíduos possam se reconhecer e se comunicar na natureza - mesmo quando não conseguem se ver. “É como se você me mostrasse o seu RG”, diz.

Vielliard também não precisa ver uma ave para reconhecê-la. Bastam os ouvidos. “Na mata você tem de estar preparado para reconhecer pelo menos umas 500 espécies instantaneamente”, diz. “Infelizmente não dá para memorizar muito mais do que isso.”

Qual o segredo de um ouvido tão afinado? Nenhum, responde Vielliard. “Não tenho ouvido especial. É só prestar atenção”, garante o professor. O problema é quando aparece um sabiá poliglota, um pássaro que não tem canto próprio - só imita o de outras espécies. Dentro de sua sala na Unicamp, o professor pede para a aluna Milena Corbo tocar uma gravação digitalizada. Na tela do computador aparece algo como uma partitura musical, pontuada por vários cantos - cada um diferente do outro.

“É tudo o mesmo pássaro”, diz Vielliard. “Fiquei cinco dias na cola dele no Acre.” Segundo ele, o sabiá é um bicho desconfiado para cantar e se deixar gravar. “Você tem de fingir que nem está olhando”, diz. Mesmo os cantos “pirateados” do sabiá, porém, têm uma estrutura sonora específica da espécie que um ornitólogo de ouvidos bem treinados consegue reconhecer.

IMPORTÂNCIA

Os sons têm importância científica. O canto de cada ave é tão específico que serve como um registro oficial da ocorrência de uma espécie em uma determinada área - tão válido cientificamente quanto capturar o animal numa rede. Quando é preciso uma confirmação visual, usa-se o playback: o ornitólogo toca o canto gravado de uma ave na mata e observa. Se houver um indivíduo da mesma espécie nas redondezas, ele responderá ao chamado e se aproximará. Sempre? “Sempre”, diz a bióloga Maria Luisa da Silva, mulher de Vielliard e sua colega de pesquisa na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Se o playback não funciona, é porque a ave que parecia ser de uma mesma espécie, na verdade, não é. Há casos de espécies que são quase idênticas morfologicamente e só podem ser diferenciadas pelo canto - chamadas espécies crípticas.

Quando estiver pronto, o acervo digital poderá ser usado por cientistas como um banco de referência para identificação de espécies. “É uma ferramenta que vai facilitar muito as nossas pesquisas”, afirma Maria Luisa. “O melhor de tudo é que não precisamos coletar (matar) os animais, basta o registro sonoro.”

A estimativa é de que o trabalho de digitalização leve mais três ou quatro anos. O projeto é financiado pela Unicamp, UFPA e dois empresários, Patrice de Camaret e Luiz Pastore. O acervo inclui gravações feitas por outros pesquisadores e de outros grupos de fauna, como anfíbios (cerca de 300 espécies) e alguns mamíferos e insetos.
 
 
 
 
"Os poetas são como os pássaros: a menor coisa os faz cantar"
François Chateaubriand
 

Parceria do CNPq com Elsevier permitirá o acesso a citações de artigos registrados na plataforma nos mais de 16 mil periódicos científicos que compõem a base Scopus
Notícias


Facilidade no preenchimento, na recuperação de dados de publicações e citações de artigos, além de versão em inglês para a entrada e recuperação dos currículos são algumas das novidades na Plataforma Lattes.

 

A nova versão será lançada nesta quarta-feira (25/6) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Editora Elsevier.

 

 A Plataforma Lattes é um sistema desenvolvido e implantado pelo CNPq, que disponibiliza em sua base de dados 1,14 milhão de currículos de pesquisadores, tecnólogos e estudantes das mais diversas áreas do conhecimento que atuam em ciência, tecnologia e inovação. Desse total, 9% são doutores, 15 % mestres e 8% alunos de pós-graduação.

 

 Segundo o CNPq, uma parceria firmada com a Elsevier permitirá o acesso a citações dos artigos registrados pelos pesquisadores na plataforma nos mais de 16 mil periódicos científicos que compõem a base Scopus, uma extensa base de resumos e citações de literatura científica.

 

 O novo sistema permitirá a recuperação do número de citações dos artigos registrados no Lattes e exibi-lo ao lado da referência do artigo, juntamente com link para os artigos que o citaram na Scopus. Caso a busca esteja sendo feita em instituição com acesso ao Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o usuário terá acesso ao conteúdo do artigo.

 A nova versão da Plataforma Lattes possui funcionalidade que permite o acesso à base de dados da organização Crossref, responsável por manter o registro do Identificador Digital (DOI) e de metadados de mais de 32 milhões de publicações científicas. Com isso, o pesquisador poderá recuperar todos os dados de sua publicação apenas fornecendo o DOI da mesma, facilitando o preenchimento e garantindo a qualidade da informação na Plataforma Lattes.

 

 Além da versão em inglês para a entrada e a recuperação dos currículos, o Lattes contará, também, com um novo motor de buscas para acesso mais rápido às informações, mesmo naquelas mais complexas e com palavras-chave altamente citadas nos currículos. A busca passa, ainda, a exibir a freqüência com que as palavras-chave informadas aparecem nos currículos recuperados, com ordenação por campo.

 

 Por meio de permissão de uso concedida pelo CNPq, a Plataforma Lattes é utilizada por oito países da América do Sul e África

 

 Mais informações: lattes.cnpq.br

 

 

Fonte: Agência Fapesp

 

"Não é na novidade mas no hábito que descobrimos os maiores prazeres"

Raymond Radiguet

Raymond Radiguet

O Portal www.azoresbioportal.angra.uac.pt

desenvolvido no âmbito de projectos INTERREG com os Açores, Madeira e Canárias disponibiliza material detalahdo e operacional sobre a distribuição de espécies do Arquipélago dos Açores.

Desde 26 de Junho de 2008, encontra-se online o portal "Portal da Biodiversidade dos Açores” www.azoresbioportal.angra.uac.pt , desenvolvido no âmbito da INICIATIVA COMUNITÁRIA INTERREG III B AÇORES-MADEIRA-CANÁRIAS", designadamente através dos Projectos “Atlântico” (2003-2005) e “BIONATURA" (2007-2008), representados nos Açores por uma parceria da SRAM (Secretaria Regional do Ambiente e do Mar) e da ARENA (Agência Regional da Energia e Ambiente). O Chefe de fila deste Projecto foi a "Consejeria de Medio Ambiente y Ordenacion Territorial do Governo das Canárias", sendo a Madeira representada pela "Direcção Regional do Ambiente".

Neste portal, pela primeira vez é possível visualizar a distribuição detalhada de várias espécies e subespécies ocorrentes arquipélago dos Açores, e obter a sua cartografia, construída de raiz com base em dados de campo recentes e recorrendo a informação bibliográfica. Para algumas espécies apresentam-se também imagens. Para os taxa muito raros que se encontram em perigo, apenas se apresenta a sua presença/ausência nas ilhas.

De facto, a "Convenção Internacional da Biodiversidade" ("International Biodiversity Convention Planning"), realça no artigo 8º, a necessidade e urgência de:

i) Identificar e estabelecer o acompanhamento dos componentes da diversidade biológica;

ii) Promover e facilitar a cooperação técnica e científica dentro e entre os países;

iii) Desenvolver um mecanismo global para o intercâmbio e integração da informação sobre biodiversidade.

Neste sentido, o Projecto BIONATURA (INICIATIVA COMUNITÁRIA INTERREG III B, Açores, Madeira e Canárias), pretende obter um maior conhecimento sobre a biodiversidade da Macaronésia, tendo como objectivos genéricos melhorar e sistematizar a informação existente sobre os taxa, aumentar o conhecimento dos padrões e dinâmicas espaciais da biodiversidade e contribuir para a conservação e gestão sustentáveis dos valores naturais do Hotspot Mediterrânico.

Especificamente no que se refere à biodiversidade dos Açores, a ser desenvolvidas várias iniciativas com o intuito de sistematizar os dados existentes e disponibilizar nova informação científica. Entre outras acções, foi criada, e desde 2004 está a ser coligida por uma equipa multidisciplinar da Universidade dos Açores (Departamentos de Biologia e de Ciências Agrárias), sob disposição da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (SRAM), a base de dados “Atlântico – Base de Dados de Biodiversidade dos Açores”, onde constam dados georeferenciados, relativos às distribuições conhecidas de vários taxa da fauna e flora.

No carregamento da informação, é utilizado um software específico, o "ATLANTIS Tierra 2.0", que permite a criação de mapas de distribuição dos taxa nas várias ilhas, funcionando como uma ferramenta de gestão da biodiversidade. No âmbito do Projecto BIONATURA, foi também editada uma lista actualizada da biodiversidade terrestre (ver BORGES et al., 2005).

Este Projectos de grandes dimensões, coordenados pelo Prof. Dr. Paulo A.V. Borges do Departamento de Ciências Agrárias (CITA-A; Grupo da Biodiversidade dos Açores), envolveram quatro equipas de investigação da Universidade dos Açores:

a) A equipa de Estudo da Fauna de Artrópodes Terrestres e Outros Invertebrados (Annelida, Nematoda), sob coordenação de Paulo A.V. Borges do Departamento de Ciências Agrárias (CITA-A; Grupo da Biodiversidade dos Açores), inclui ainda os Bolseiros de Investigação Enésima Mendonça, Francisco Dinis, Fernando Pereira e Sandra Jarroca.

b) A equipa de Estudo da Fauna de Gastrópodes Terrestres (Malacologia), Organismos Marinhos Litorais, e Vertebrados, sob coordenação de António Frias Martins, Ana Cristina Costa e Regina Cunha do Departamento de Biologia (UA-CIBIO), incluindo os Bolseiros de Investigação Pedro Rodrigues e Paula Lourenço.

c) A equipa de Estudo das Plantas Vasculares sob coordenação de Luís Silva do Departamento de Biologia (UA-CIBIO), com os Bolseiros de Investigação Mónica Martins, Rodolfo Corvelo e Nuno Pinto

d) E a equipa de Estudo de Briófitos e Líquenes sob coordenação de Rosalina Gabriel do Departamento de Ciências Agrárias (CITA-A, Grupo da Biodiversidade dos Açores), contando com os Bolseiros de Investigação Sandra Câmara, Eva Borges, Berta Martins, Fernando Pereira e Nídia Homem.

Todos a informação constante da base de dados se encontra em permanente actualização, e os interessados em obter mapas de riqueza de espécies para determinada área geográfica poderão contactar directamente o coordenador do projecto.

 

Fonte: Naturlink Portugal

"O que nós somos é o que fazemos, e o que fazemos é o que o ambiente nos faz fazer" John Watson

Index Translationum

20:26 @ 27/06/2008

 

Os mais traduzidos:

 

Agatha Christie

 

Julio Verne

 

William Shakespeare

 

Vladimir Lênin

 

Enid Blyton

 

Barbara Cartland

 

 

O Index Translationum, da Unesco, é uma preciosa fonte de dados sobre temas e escritores. Essa bibliografia de traduções relaciona cerca de 1,7 milhão de obras, publicadas em 130 países e em nada menos que  820 idiomas. Ao lado de autores acima mensionados, obras da Disney, assim como o Velho e o Novo Testamentos, encontram-se entre os mais traduzidos. J. K. Rowling, com seu Harry Potter, não está entre os 50 primeiros lugares - ainda. "O número de traduções de outras línguas para o inglês", diz Rainer Schulte, da Universidade do Texas, "é bem menor que o das obras traduzidas do inglês para outras línguas".

 

www.unesco.org/culture/xtrans/

 

Adaptação de matéria publicada na National Geographic Brasil de Julho de 2008.

 

"Estamos convencidos de que os grandes escritores colocaram a sua própria história nas suas obras. Pinta-se bem apenas o próprio coração, atribuindo-o a um outro"

François Chateaubriand

François Chateaubriand

Saramago online

20:31 @ 27/06/2008

 

 

Já está disponível o site da Colecção de José Saramago da Biblioteca Nacional de Portugal. [ http://purl.pt/13867/1/index.html ] Este site foi apresentado no âmbito da exposição A Consistência dos Sonhos, patente no Palácio da Ajuda até ao próximo dia 27 de Julho. Do espólio fazem parte manuscritos, agenda, correspondência de José Saramago trocada com outros escritores portugueses. Com este site a Biblioteca Nacional, e o Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, dão mais um contributo para o conhecimento dos processos de construção da obra de José Saramago e para o seu enquadramento no panorama cultural português e internacional.

 

 

Um espaço a visitar!

 

Aqui fica a nota explicativa sobre os conteúdos disponibilizados:

 

«O sítio Web da Colecção de José Saramago da Biblioteca Nacional de Portugal assenta em duas vertentes: na disponibilização em linha de originais e na edição do inventário do acervo. Ficam acessíveis à investigação os manuscritos do autor que integram o fundo, bem como o testemunho da sua consagração como Escritor de renome internacional - o diploma do Prémio Nobel da Literatura de 1998. Fica também disponível o retrato integral da colecção, o inventário, que, organizando os documentos em função da sua tipologia e autoria, informa sobre a especificidade das peças.

 

O fundo foi constituído em 1994 por generosa dádiva de José Saramago, anunciada, em carta de 22 de Março, nos seguintes termos: Um dia destes, com vagar, vou dar uma volta aos meus desordenados arquivos. Há cartas, papéis, manuscritos que não tenho o direito de conservar como coisa minha, pois na verdade pertencem a todos. A primeira parte da documentação, entregue pouco depois, integra as séries Correspondência – cartas trocadas com Adolfo Casais Monteiro, José Rodrigues Miguéis e recebidas de Massaud Moisés – e Manuscritos de terceiros, onde se destacam obras de J. R. Miguéis. Posteriormente, em 1998, inicia a entrega de documentação aqui classificada como Manuscritos do Autor. No ano seguinte a colecção é acrescida com o diploma já referido – classificado como Documento biográfico - e a restante documentação das séries de Correspondência.

 

No que diz respeito a este último tipo de documentos, o inventário organiza-os por autor ou destinatário, regista as datas limite, os locais de emissão predominantes, o número total de documentos e, quando necessário, outra informação pertinente que permita ao investigador estabelecer a relação entre outras peças que integram o acervo. Complementa-se a descrição com uma breve nota sobre o assunto preponderante das missivas. Em termos gerais, trata-se de correspondência de personalidades da cultura portuguesa, situada entre 1952 e 1983, e reflecte, sobretudo, a actividade de José Saramago na Editorial Estúdios Cor, no Diário de Lisboa e no Diário de Notícias.»

 

 

 

Fonte: Fátima Lopes - blog da Fundação José Saramago

 

 

 

"Há sempre um zarolho ou um esperto que nos governa"

José de Sousa Saramago

José Saramago