Tecnologia ajuda a integrar ações de controle do câncer
10:37 @ 16/07/2007
|
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) acaba de lançar duas novas ferramentas tecnológicas para compartilhamento de informações em câncer: o sistema de Anatomia Patológica Web, que permite a troca de informações sobre diagnóstico em câncer, e o Registro Hospitalar de Câncer Brasil (RHC Brasil), base de dados com informações de câncer dos Centros e Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon e Unacon). Os dois aplicativos permitem a formação de uma rede interativa de conhecimento em oncologia e poderão ser utilizados por hospitais e profissionais de saúde da área da oncologia de todo o País.
O sistema de Anatomia Patológica está em fase de implantação. O piloto reúne os serviços dessa especialidade dos hospitais federais de Ipanema e Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, e servirá de modelo para as demais unidades hospitalares especializadas em câncer.
O Registro Hospitalar de Câncer (RHC) já está instalado em 87 das 107 Unidades e Cacon brasileiros. A novidade é a criação de uma ferramenta para captura e organização dos dados de cada um desses hospitais, formando uma base única sediada no INCA, o RHC Brasil. Os dados vêm de prontuários médicos, atendimento e seguimento de casos de câncer diagnosticados e tratados e estão disponíveis para os usuários do sistema.
Para Luiz Antonio Santini, diretor-geral do INCA, o aplicativo é fundamental para cumprir a orientação da Política Nacional de Atenção Oncológica: “Qualquer ação para o controle da doença, seja em pesquisa, prevenção ou assistência, deve ter como base as taxas de incidência. Quanto mais rapidamente e mais corretamente forem obtidas, melhor”, ressalta.
Segundo Altino Leitão, gerente da área da Tecnologia da Informação do INCA, os dados do RHC Brasil estão à disposição de médicos e outros profissionais da área da saúde que precisem usar os dados no desenvolvimento de pesquisas e no seu trabalho, através do Portal do INCA: “precisamos mobilizar o maior número possível desses profissionais para registrar suas informações de modo contínuo, tornando o sistema cada vez mais rico”.
Novas versões
A parceria entre tecnologia da informação e medicina é uma tendência mundial. Um dos grandes méritos da TI é facilitar a constituição de redes de compartilhamento de informação. O INCA, coordenador da política de atenção oncológica no Brasil, atua nesse processo, criando e distribuindo sistemas de informação para a integração da área oncológica.
Em novembro de 2005, o Instituto Nacional de Câncer lançou novas versões dos sistemas informatizados dos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e dos RHC. Os novos programas foram desenvolvidos por profissionais do INCA, utilizando software livre. “Seguimos uma orientação de Governo para que preferencialmente sejam utilizados programas construídos na plataforma de software livre”, explica Leitão.
A versão 2.0 do sistema já conta com a nova Classificação Internacional de Doenças (CID) para todos os estados brasileiros. Assim, os registros estão alinhados com os padrões internacionais de coleta de informações, possibilitando comparação de dados do Brasil com o de outros países.
A portaria 741/05, da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, que regulamenta o tratamento oncológico no SUS, determina que todas as unidades e centros de tratamento de câncer devem ter registros. As informações contidas nesses sistemas permitem descrever e monitorar o perfil do câncer em nosso país, servindo de suporte a pesquisas clínicas e epidemiológicas e auxiliando o planejamento das ações de controle da doença.
Cada RHC transfere as informações de seus pacientes para o INCA, utilizando um integrador similar ao programa ReceitaNet, utilizado pelos contribuintes para envio das suas declarações de Imposto de Renda. No RHC Brasil, essas informações são validadas via internet pelas secretarias estaduais de Saúde, que buscam casos de pacientes que tenham se tratado em mais de um hospital e que possam estar cadastrados mais de uma vez no sistema.
Depois disso, os dados nacionais são consolidados pelo INCA que também faz essa busca por duplicidade de cadastros, mas, neste caso, de pacientes que tenham realizado tratamento em mais de um estado. Durante todo o processo de transferência, as informações são criptografadas para garantir a integridade e confidencialidade dos dados dos pacientes tratados nesses hospitais.
A nova aplicação também permitirá, no futuro, que os Registros de Câncer de Base Populacional carreguem as informações dos Registros Hospitalares de Câncer de sua região diretamente da internet. De 30 a 50% dos casos informados pelos RCBP são provenientes dos Registros Hospitalares de Câncer.
Os RCBP são centros de coleta, processamento, análise e divulgação da incidência de câncer, de forma padronizada, sistemática e contínua. A busca pelos casos da doença se estende a clínicas, laboratórios, ou qualquer outra unidade relacionada ao tratamento da doença na região em que esse tipo de registro estiver instalado. Em 1987, existiam apenas sete centros como esse no país. Hoje, já são 23 registros espalhados por todas as regiões brasileiras. Desses, 19 já publicaram informações coletadas e 13 possuem dados de uma série histórica com no mínimo três anos. Todos seguem padrões determinados pela Organização Mundial da Saúde.
Informações para a imprensa Divisão de Comunicação Social Instituto Nacional de Câncer 21 2506-6108/6103 imprensa@inca.gov.br |
Brasil publica mais
10:38 @ 16/07/2007
|
| País ultrapassa Suécia e Suíça e chega à 15ª posição no ranking de quem mais produz artigos científicos |
Fonte: Agência Fapesp
Florestas públicas federais ocupam 23% do Brasil, indica mapa
10:39 @ 16/07/2007
Pesquisa Mundi na sala de aula
18:06 @ 18/07/2007

Sabedoria virtual
10:46 @ 19/07/2007
| Um milhão de volumes online da maior biblioteca universitária do país |
|
Uma sabedoria virtual
|
Fonte: O Primeiro de Janeiro
Deputados europeus pedem criação de Biblioteca Digital
10:50 @ 19/07/2007
O Comité para a Cultura do Parlamento europeu votou unanimemente o relatório «i2010: Easy access to European cultural heritage», proposto pela deputada francesa Marie-Hélène Descamps na passada segunda-feira.
O relatório sugere a criação de um arquivo digital, em formato simplificado e multilingue, que inicialmente será composto por obras anteriores a 1920, cujos direitos de autor já expiraram. A longo prazo, a biblioteca irá incluir todas as categorias de material cultural.
«A adopção do relatório demonstra que o comité para a cultural e educação está a favor da criação de uma biblioteca digital europeia que possa fornecer um acesso a toda a riqueza e diversidade da herança cultural europeia», afirmou a deputada.
O projecto visa ainda o desenvolvimento de um novo método de financiamento, que inclui parcerias com o sector privado de forma a garantir a remuneração dos trabalhos com direitos de autor.
O arquivo digital é um desenvolvimento do portal da Livraria Europeia, que disponibiliza o acesso a 47 bibliotecas europeias e ainda jornais, revistas, gravações e outros suportes culturais.
A Comissão europeia anunciou em 2005 a estratégia de apoio à Biblioteca Digital como um dos objectivos da iniciativa i2010, que pretende fomentar o crescimento da Sociedade de Informação e criar novos postos de emprego na área.
O primeiro relatório foi assinado pela Alemanha, Hungria, Itália, Polónia e Espanha, no princípio do 2007.
Fonte: Sol

Paula Alexandra Almeida