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Assinado acordo para implantação.
 
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) assinou, na última quarta-feira (27 de julho), acordo de cooperação técnica com a Fundação Memorial da América Latina para o início da criação da Biblioteca Virtual da América Latina (BV@L).
 
A parceria vai promover a indexação, o armazenamento, a preservação e a disseminação de informações sobre a produção técnica, científica, cultural e artística dos países da região, geradas pelo Memorial da América Latina e por outras instituições do exterior que tenham coleções sobre o continente para fins de pesquisa, ensino e extensão.
 
A primeira iniciativa do convênio deverá ser o desenvolvimento da plataforma tecnológica necessária para a implementação da BV@L no Memorial, com base em recursos avançados das tecnologias de informação e comunicação.
 
O conteúdo da BV@L incluirá informações sobre as coleções existentes no acervo bibliográfico da Biblioteca Latino-Americana Victor Civita, instalada dentro do Memorial e que conta com cerca de 30 mil títulos, em vários campos do conhecimento, incluindo materiais impressos e audiovisuais. O objetivo da etapa atual do projeto é a construção de um diretório com dados sobre a América Latina, tendo em vista a criação de uma rede de contatos e o aprimoramento do diálogo com outras instituições importantes do continente. A biblioteca virtual também deverá conter uma área de arquivos digitais, mas isso é um passo que será dado mais adiante.
 
Segundo a coordenadora técnica do projeto de implementação da biblioteca, Marcia Rosetto, "Será preciso, em um primeiro momento, identificar onde estão as informações sobre o continente e quem são as instituições que as detêm. Essa é uma iniciativa de médio e longo prazo. Por outro lado, já estamos planejando a digitalização de publicações em que o memorial seja detentor dos direitos autorais, como a revista institucional Nossa América".
 
Para o presidente da Fapesp, Carlos Vogt, o convênio tem relevância para otimizar a divulgação da memória cultural, das atividades científicas e da produção tecnológica na América Latina. "As possibilidades que nos são dadas pelo mundo virtual, pela informatização e pela socialização do acesso criam espaços virtuais capazes de agregar instituições", disse. "Esse movimento de consolidação das bibliotecas virtuais, que é o espírito desse convênio, nos permite sonhar com a criação de uma nova biblioteca de Alexandria."
 
Fonte: Agência Fapesp.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) acaba de lançar duas novas ferramentas tecnológicas para compartilhamento de informações em câncer: o sistema de Anatomia Patológica Web, que permite a troca de informações sobre diagnóstico em câncer, e o Registro Hospitalar de Câncer Brasil (RHC Brasil), base de dados com informações de câncer dos Centros e Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon e Unacon). Os dois aplicativos permitem a formação de uma rede interativa de conhecimento em oncologia e poderão ser utilizados por hospitais e profissionais de saúde da área da oncologia de todo o País.
 
O sistema de Anatomia Patológica está em fase de implantação. O piloto reúne os serviços dessa especialidade dos hospitais federais de Ipanema e Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, e servirá de modelo para as demais unidades hospitalares especializadas em câncer.
 
O Registro Hospitalar de Câncer (RHC) já está instalado em 87 das 107 Unidades e Cacon brasileiros. A novidade é a criação de uma ferramenta para captura e organização dos dados de cada um desses hospitais, formando uma base única sediada no INCA, o RHC Brasil. Os dados vêm de prontuários médicos, atendimento e seguimento de casos de câncer diagnosticados e tratados e estão disponíveis para os usuários do sistema.
 
Para Luiz Antonio Santini, diretor-geral do INCA, o aplicativo é fundamental para cumprir a orientação da Política Nacional de Atenção Oncológica: “Qualquer ação para o controle da doença, seja em pesquisa, prevenção ou assistência, deve ter como base as taxas de incidência. Quanto mais rapidamente e mais corretamente forem obtidas, melhor”, ressalta.
 
Segundo Altino Leitão, gerente da área da Tecnologia da Informação do INCA, os dados do RHC Brasil estão à disposição de médicos e outros profissionais da área da saúde que precisem usar os dados no desenvolvimento de pesquisas e no seu trabalho, através do Portal do INCA: “precisamos mobilizar o maior número possível desses profissionais para registrar suas informações de modo contínuo, tornando o sistema cada vez mais rico”.
 
Novas versões
A parceria entre tecnologia da informação e medicina é uma tendência mundial. Um dos grandes méritos da TI é facilitar a constituição de redes de compartilhamento de informação. O INCA, coordenador da política de atenção oncológica no Brasil, atua nesse processo, criando e distribuindo sistemas de informação para a integração da área oncológica.
 
Em novembro de 2005, o Instituto Nacional de Câncer lançou novas versões dos sistemas informatizados dos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e dos RHC. Os novos programas foram desenvolvidos por profissionais do INCA, utilizando software livre. “Seguimos uma orientação de Governo para que preferencialmente sejam utilizados programas construídos na plataforma de software livre”, explica Leitão.
 
A versão 2.0 do sistema já conta com a nova Classificação Internacional de Doenças (CID) para todos os estados brasileiros. Assim, os registros estão alinhados com os padrões internacionais de coleta de informações, possibilitando comparação de dados do Brasil com o de outros países.
 
A portaria 741/05, da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, que regulamenta o tratamento oncológico no SUS, determina que todas as unidades e centros de tratamento de câncer devem ter registros. As informações contidas nesses sistemas permitem descrever e monitorar o perfil do câncer em nosso país, servindo de suporte a pesquisas clínicas e epidemiológicas e auxiliando o planejamento das ações de controle da doença.
 
Cada RHC transfere as informações de seus pacientes para o INCA, utilizando um integrador similar ao programa ReceitaNet, utilizado pelos contribuintes para envio das suas declarações de Imposto de Renda. No RHC Brasil, essas informações são validadas via internet pelas secretarias estaduais de Saúde, que buscam casos de pacientes que tenham se tratado em mais de um hospital e que possam estar cadastrados mais de uma vez no sistema.
 
Depois disso, os dados nacionais são consolidados pelo INCA que também faz essa busca por duplicidade de cadastros, mas, neste caso, de pacientes que tenham realizado tratamento em mais de um estado. Durante todo o processo de transferência, as informações são criptografadas para garantir a integridade e confidencialidade dos dados dos pacientes tratados nesses hospitais.
 
A nova aplicação também permitirá, no futuro, que os Registros de Câncer de Base Populacional carreguem as informações dos Registros Hospitalares de Câncer de sua região diretamente da internet. De 30 a 50% dos casos informados pelos RCBP são provenientes dos Registros Hospitalares de Câncer.
 
Os RCBP são centros de coleta, processamento, análise e divulgação da incidência de câncer, de forma padronizada, sistemática e contínua. A busca pelos casos da doença se estende a clínicas, laboratórios, ou qualquer outra unidade relacionada ao tratamento da doença na região em que esse tipo de registro estiver instalado. Em 1987, existiam apenas sete centros como esse no país. Hoje, já são 23 registros espalhados por todas as regiões brasileiras. Desses, 19 já publicaram informações coletadas e 13 possuem dados de uma série histórica com no mínimo três anos. Todos seguem padrões determinados pela Organização Mundial da Saúde.
 
Informações para a imprensa
Divisão de Comunicação Social
Instituto Nacional de Câncer
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Brasil publica mais

10:38 @ 16/07/2007

Por Fábio de Castro, de Belém (PA)
País ultrapassa Suécia e Suíça e chega à 15ª posição no ranking de quem mais produz artigos científicos
Agência FAPESP – O Brasil subiu duas posições no ranking dos 30 países com maior número de artigos científicos publicados, de acordo com dados divulgados pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, nesta segunda-feira (9/7), durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
 
Segundo Guimarães, a produção científica do Brasil ultrapassou a da Suécia e a da Suíça, alcançando a 15ª posição. Em relação a 2004, o crescimento, de 33%, foi o triplo da média mundial. “Em 2002, estávamos em 20º lugar; em 2005, subimos para 17º. O patamar atual era esperado apenas para 2009”, disse à Agência FAPESP.
 
Os pesquisadores brasileiros, segundo Guimarães, publicaram 16.872 artigos em 2006. “É o equivalente a quase 2% da produção científica mundial. O segundo colocado, que é a Alemanha, tem apenas quatro vezes mais, com 8% do total publicado”, disse. A grande diferença está para o primeiro colocado, os Estados Unidos, responsáveis por 32,3% da produção científica do planeta.
Em relação ao desempenho de qualidade – que mede não apenas o número de artigos publicados, mas seu impacto – o Brasil está em 20º lugar. “A diferença é que, em qualidade, embora estejamos abaixo no ranking, estamos bem próximos do primeiro colocado, que é a Suíça, cujo índice de impacto é um pouco mais do que o dobro do brasileiro”, explicou Guimarães.
 
Para o presidente da Capes, o aumento nas publicações está ligado à avaliação. “O crescimento se deu de forma mais pronunciada nas áreas em que há atualmente mais cobrança na avaliação.”
 
As áreas que mais cresceram na comparação entre os dois últimos triênios (2001-2003 e 2004-2006) foram psicologia e psiquiatria (70%), produção animal e vegetal (58%), ciências sociais (52%), medicina (47%), farmacologia (46%), ciência agronômica (46%, imunologia (44%), computação (44%) e ecologia e meio ambiente (40%).
 
“Comparando apenas 2005 e 2006, tivemos crescimento mais pronunciado em imunologia (23%), medicina (17%), produção animal (13%), economia (12%), meio ambiente (12%) e engenharias (11%)”, disse.
 
A qualidade e o crescimento da pós-graduação brasileira seriam os fatores responsáveis pelo avanço. “A pós-graduação está crescendo a uma média anual de 7%. Em março deste ano, contávamos com 2.437 programas de pós, 3.637 cursos e 148 mil estudantes”, destacou Guimarães.
 
No entanto, o presidente da Capes qualifica como “dramática” a distribuição da pós-graduação no país: 52% dos cursos estão na região Sudeste. Outros 20% no Sul, 17% no Nordeste, 7% no Centro-Oeste e apenas 4% no Norte.
 
“No Norte, não temos um único curso na área de saúde, por exemplo. Quanto ao Centro-Oeste, se excluirmos o Distrito Federal, a situação é até pior. Não há dúvidas de que precisamos de ações específicas nessas regiões”, afirmou.

Fonte: Agência Fapesp

"Pela primeira vez na história deste país", o governo federal sabe onde estão e quantas são as florestas que lhe pertencem. Somadas, elas ocupam 193,8 milhões de hectares, 94% deles espalhados pelos Estados da Amazônia Legal.
 
O número foi compilado pelo Serviço Florestal Brasileiro. É superlativo, como tudo o mais que vem da Amazônia. Estamos falando de quase 23% do território nacional, ou duas vezes a área da região Sudeste, ou o equivalente à área do México.
 
O mapa com a localização dessas florestas poderá ser visto na internet a partir de hoje, quando o serviço florestal (www.sfb.gov.br) lança a primeira versão do Cadastro Nacional das Florestas Públicas.
 
 
 
Para ler a matéria completa, clique aqui.

Pesquisa Mundi na sala de aula

18:06 @ 18/07/2007

 
 
A Profa. Dra. Cíntia de Azevedo Lourenço da Escola de Ciência da Informação da UFMG solicitou um exercício para os alunos da graduação sobre o Pesquisa Mundi.
 
Confiram a atividade, clicando aqui.
 
 

Sabedoria virtual

10:46 @ 19/07/2007

 

Um milhão de volumes online da maior biblioteca universitária do país

Uma sabedoria virtual

Já é possível aceder a um milhão de títulos do espólio bibliográfico cinco vezes centenário da Universidade de Coimbra, através da internet. Digitalização de obras antigas e base de dados com produção científica da Universidade de Coimbra são os próximos passos.


Paula Alexandra Almeida

Desde há alguns meses que é possível aceder aos títulos do acervo bibliográfico da Universidade de Coimbra através de uma base de dados online. Trata-se do maior acervo das universidades portuguesas, com cerca de 2,5 milhões de exemplares nas suas cerca de 80 bibliotecas. Só a Biblioteca Geral tem um total estimado em 1,5 milhões de exemplares.


Hoje, a UC assinala a entrada online do exemplar um milhão, o livro “A Morada da Sabedoria”, de António Filipe Pimentel, obra editada em 2006, que aborda a história de mil anos do Paço das Escolas e a sua relação com a história da própria cidade.


Em ligação com esta base de dados, estão também a ser criadas e alargadas duas outras bases de dados, uma contendo digitalização de obras antigas e valiosas e outra com a produção científica dos professores e investigadores da Universidade de Coimbra.


Estes meios serão geridos pelo SIBUC – Serviço Integrado de Bibliotecas da Universidade de Coimbra e possibilitarão o acesso a bases de dados nacionais e internacionais, como é o caso da Biblioteca do Conhecimento Online (B-ON).


Para Carlos Fiolhais, director da BGUC, “este é um momento decisivo na construção da biblioteca virtual da Universidade de Coimbra. Com ela a universidade conseguirá uma maior projecção em todo o mundo, em particular no de língua portuguesa. A morada da sabedoria está a ganhar nova dimensão”.

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Hoje, no Pólo II
Exemplar um milhão
A sessão de apresentação do projecto decorre hoje, às 12 horas, no Auditório José Guilherme Silva do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia, no Pólo II da UC. Estarão presentes o reitor, Fernando Seabra Santos, e o director do SIBUC e da Biblioteca Geral, Carlos Fiolhais. O projecto será apresentado por Noémia Canas, da Biblioteca da Faculdade de Farmácia.

 

Fonte: O Primeiro de Janeiro

Deputados da U E pediram a criação de uma biblioteca digital europeia multilingue para proteger e difundir a herança cultural do continente
 

O Comité para a Cultura do Parlamento europeu votou unanimemente o relatório «i2010: Easy access to European cultural heritage», proposto pela deputada francesa Marie-Hélène Descamps na passada segunda-feira.

 

O relatório sugere a criação de um arquivo digital, em formato simplificado e multilingue, que inicialmente será composto por obras anteriores a 1920, cujos direitos de autor já expiraram. A longo prazo, a biblioteca irá incluir todas as categorias de material cultural.

 

«A adopção do relatório demonstra que o comité para a cultural e educação está a favor da criação de uma biblioteca digital europeia que possa fornecer um acesso a toda a riqueza e diversidade da herança cultural europeia», afirmou a deputada.

 

O projecto visa ainda o desenvolvimento de um novo método de financiamento, que inclui parcerias com o sector privado de forma a garantir a remuneração dos trabalhos com direitos de autor.

 

O arquivo digital é um desenvolvimento do portal da Livraria Europeia, que disponibiliza o acesso a 47 bibliotecas europeias e ainda jornais, revistas, gravações e outros suportes culturais.

 

A Comissão europeia anunciou em 2005 a estratégia de apoio à Biblioteca Digital como um dos objectivos da iniciativa i2010, que pretende fomentar o crescimento da Sociedade de Informação e criar novos postos de emprego na área.

 

O primeiro relatório foi assinado pela Alemanha, Hungria, Itália, Polónia e Espanha, no princípio do 2007.

 

Fonte: Sol