Grupos

Em um ano, universidade subiu 15 posições no ranking internacional.
A pesquisa analisou 15 mil instituições acadêmicas no mundo.

Foto: Divulgação/site da USP

Vista externa da reitoria da USP (Foto: Divulgação/site da USP)

A Universidade de São Paulo está entre as 200 melhores universidades do mundo, ocupando a 113ª posição segundo o Ranking Webometrics. Ela também está em primeiro lugar entre as universidades brasileiras. Nessa pontuação, a universidade saltou 15 posições no intervalo de um ano no ranking mundial: em 2007 ela estava na posição 128.


A pesquisa analisou 15 mil instituições acadêmicas no mundo, sendo que quatro mil delas foram classificadas. Duas outras universidades brasileiras também têm destaque de excelência acadêmica internacional, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp buscar), que aparece no 213º lugar, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ buscar), na 330ª posição.

“Este posicionamento no ranking revela o sucesso da meta institucional que a USP buscar desenvolve, ao dedicar-se coletivamente na busca da internacionalização de suas atividades acadêmicas”, afirma a reitora da USP, professora Suely Vilela.

A metodologia do ranking considera as análises quantitativas de conteúdos disponibilizados na internet, especialmente aqueles relacionados a processos de geração e comunicação acadêmica de conhecimento científico, avaliando as atividades científicas, o desempenho e o impacto.

 

Essa pesquisa pode ser consultada na íntegra no site www.webometrics.inf.

 

 América Latina

A USP também aparece em 1º lugar na América Latina no ranking de repositórios. Nesta sua primeira edição, de julho de 2008, o Ranking Web of World Repositories coloca a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP em franco destaque pela sua posição de 1º lugar na América Latina. Na classificação mundial, a USP aparece, nesta categoria, em 86ª posição entre os 300 repositórios pesquisados no mundo.

Para a reitora da USP, “com a publicação da sua produção de teses e dissertações em formato digital, a USP contribui afirmativamente para a disseminação do conhecimento, impulsionando o desenvolvimento da pesquisa científica no Brasil e no mundo”.

 

A pesquisa pode ser acessada no site http://repositories.webometrics.info.html.

 

 HC também está no ranking

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC) também foi ranqueado e classificado na 286ª posição entre os 1.000 hospitais pesquisados no mundo. No Brasil, o HC destaca-se na segunda posição do ranking nacional.

 

O Ranking Web of World Hospital é uma ferramenta para mostrar o compromisso das organizações de saúde e a disseminação de informações acadêmicas relacionadas à medicina. A pesquisa avalia os conteúdos disponibilizados eletronicamente, especialmente aqueles utilizados para comunicação acadêmica, mas também para divulgar informações básicas sobre o hospital, sua organização, serviços e pessoal.

 

O ranking ainda leva em conta o volume de informação publicada, o impacto e a visibilidade de tais conteúdos, que foram avaliados pelo número de links externos que os referenciam.

 

A pesquisa pode ser acessada no site http://hospitals.webometrics.info/index.html.



Fonte: G1


“Há um único recanto do universo que podemos ter certeza de melhorar: o nosso próprio eu”

Aldous Huxley

Aldous Huxley

Até o final deste ano o município contará com a primeira ‘‘Biblioteca Virtual do Natal’, que vai coletar, integrar e democratizar informações acerca de estudos realizados sobre Natal, priorizando temas como Políticas Públicas, Região Metropolitana e Cidades Interativas. A coordenação da biblioteca ficará ao cargo da Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento (Sempla), através do Departamento de Estudos e Pesquisas, que junto com o Conselho Editorial da Biblioteca, e os parceiros do projeto, coletarão, selecionarão e digitalizarão o material que será inserido na biblioteca virtual.

O convênio com os parceiros para viabilizar a Biblioteca foi assinado ontem à noite, durante a abertura do I Simpósio de Ciência e Tecnologia, no Hotel Escola Barreira Roxa. Segundo a chefe Irani Santos, a assinatura do convênio com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Centro Federal de Educação Tecnológica do RN (Cefet) e Universidade Potiguar (UnP), é o passo fundamental para colocar a biblioteca para funcionar.

Passada essa etapa, a Sempla começa a trabalhar a capacitação profissional dos envolvidos no projeto e seleção do acervo. Ainda em fase de estruturamento, a biblioteca não possui endereço eletrônico, nem tem fechado o número de obras disponíveis para pesquisa, porém, Irene comentou que só de Políticas Públicas contará com mais de 2 mil exemplares.

Fruto do Seminário de Formação de Redes Cooperativas de Pesquisa, realizado no ano passado, a Biblioteca Virtual será uma ferramenta estruturante para o desenvolvimento de pesquisas sobre a cidade do Natal, na opinião da chefe do . setor de acompanhamento e avaliação de Projetos da Sempla. ‘‘A Biblioteca disponibilizará à população, de forma acessível e prática, estudos sobre a cidade, realizados pelas instituições de ensino envolvidas. Dessa forma, servirá como um material de apoio à pesquisa, no qual serão priorizados temas que traduzirão as necessidades e demandas de uma Política Municipal de Ciência e Tecnologia para Natal, explicou ela.

Fonte: Diário de Natal

 

"A alma não teria arco-íris se os olhos não tivessem lágrimas"

John Vance Cheney

Dia Nacional da BVS-Psi

19:16 @ 06/08/2008

A Comemoração do Dia Nacional da BVS-Psi ocorrerá em sua sede às 14h00, na Biblioteca Dante Moreira Leite – IPUSP.

Confira a programação das instituições participantes!



1. O que é o Dia Nacional da BVS-Psi?
No dia 15 de agosto, bibliotecários e psicólogos de todo o Brasil promoverão uma festa em prol do acesso aberto ao conhecimento científico e técnico. O objetivo é que, neste dia, as instituições envolvidas com a Psicologia, em parceria com as bibliotecas, promovam o uso da Biblioteca Virtual de Psicologia a partir de palestras, treinamentos, distribuição de folhetos, entre outros tipos de atividades.

2. Qual é o custo?
Não há custo para participação nas atividades. Os folhetos para distribuição serão encaminhados pela coordenação da BVS-Psi e ABEP. Cada instituição utilizará seus recursos para a promoção das atividades.
As instituições, também, poderão confeccionar materiais próprios como reforço das atividades de divulgação.

3. Como receberemos o material promocional?
Primeiramente, é necessário confirmar a participação nas atividades do Dia Nacional da BVS-Psi. As Bibliotecas deverão fazer parte da Rede Brasileira de Bibliotecas da Área de Psicologia (ReBAP - http://www.bvs-psi.org.br/rebap). Qualquer dúvida deve ser esclarecida com a coordenação da ReBAP e da BVS-Psi (Tel. 11 3091-4391 – E-mail: bvs@bvs-psi.org.br). Em breve publicaremos o material promocional que poderá ser impresso pelas instituições participantes na própria página da BVS-Psi.

4. Qualquer instituição pode participar?
Toda instituição que estiver envolvida com a Psicologia, ou seja, cursos, entidades e conselhos poderão participar do evento, desde que tenha sua biblioteca afiliada à ReBAP.

5. Como faço para inscrever a instituição?
Entre em contato com a BVS-Psi através do telefone (11) 3091-4391, com Maria Imaculada Sampaio, Georgia Nomi ou André Serradas, ou através dos e-mails:
isampaio@usp.br/bvs@bvs-psi.org.br/coordenacao@bvs-psi.org.br

6. O que é preciso providenciar para participar do evento?
A instituição participará do evento utilizando os seus próprios recursos, requerendo apenas uma organização local sem grandes esforços.
Sugerimos que as instituições que dispõem de tecnologia para transmissão pelo Canal Universitário, TVU ou via Internet, transmitam suas atividades para todo o Brasil, lembrando que faremos a divulgação dessas socializações de atividades na página da BVS-Psi, favorecendo a visibilidade de cada instituição.

7. Ocorreu alguma reunião prévia para tirar dúvidas?
Nos dias 22 de julho (das 10h00 às 12h00) e 28 de julho (das 15h00 às 17h00), fizemos uma reunião utilizando o Elluminate, ambas com o mesmo conteúdo, para abranger o maior número de participantes. Nessas ocasiões apresentamos um modelo de capacitação para o uso das ferramentas da BVS-Psi, esclareceremos as dúvidas, receberemos sugestões e compartilharemos experiências.

Veja a gravação destas sessões em vídeo em:Gravação das Sessões Realizadas

8. O que é o Elluminate?
O Elluminate é uma solução via Internet que possibilita interação entre os participantes em tempo real, como uma teleconferência em que é possível ouvir o palestrante e comunicar-se com os demais membros da sala. O acesso ao Elluminate é gratuito e são necessárias apenas algumas configurações em alguns computadores.

9. Sou estudante de psicologia, como saber se a minha instituição de ensino participará do evento?
Converse com os professores e coordenadores do curso e verifique se a inscrição da instituição foi realizada. Caso não tenha sido, peça, sugira e participe das atividades. Não há custo para os participantes e instituição!

10. Sou professor do curso de psicologia, posso inscrever a instituição em que leciono?
Professor, você pode procurar o coordenador do curso e, juntamente com seus colegas, ajudar a promover esta atividade em seu local de trabalho. A BVS-Psi oferece acesso aberto ao conhecimento técnico-científico qualificado para o ensino, pesquisa e prática profissional e todos os envolvidos com a Psicologia devem se apoderar dessa ferramenta como apoio às atividades. Como exemplo dos recursos disponíveis citamos o Portal de Revistas Eletrônicas de Psicologia (PePSIC) que possibilita o acesso sem custos a mais de 60 revistas científicas da área, além de indicadores de uso e impacto.


A BVS-Psi é o seu portal na Internet. Psicólogo, apodere-se dele!


11. Quais são as instituições inscritas?

1. Academia Paulista de Psicologia

2. Associação Catarinense de Ensino – ACE

3. Coordenação da Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia. Universidade de São Paulo. Instituto de Psicologia
Palestra “Como usar a BVS-Psi”
Data 15/08
Horário: 14h00
Local: Auditório do Bloco G
Transmissão ao vivo pelo site:http://www.bvs-psi.org.br/

4. Centro Universitário Anhanguera – UNIDADE LEME
Palestra de Divulgação e Orientação à Base de Dados
Data: 15/08
Local: Anfiteatro Luiz Sandoval (Centro Universitário Anhanguera – Leme)
Horário: 19h30

5. Centro Universitário Augusto Motta – UNISUAM
PROGRAMAÇÃO
7h30 – 12h00 - Aula prática no Laboratório de Informática, sob o Tema: BVS - Fonte de Pesquisa Científica na Internet (Unidade Bonsucesso).

16h30 – 18h30 - Aula prática no Laboratório de Informática, sob o Tema: BVS - Fonte de Pesquisa Científica na Internet (Unidade Campo Grande).

18h30 – 20h00 - Palestra - Dia Nacional da BVS (Unidade Bonsucesso)

20h00 - 22h00 - Aula prática no Laboratório de Informática, sob o Tema: BVS - Fonte de Pesquisa Científica na Internet (Unidade Bonsucesso).

20h00 – 22h00 - Aula prática no Laboratório de Informática, sob o Tema: BVS - Fonte de Pesquisa Científica na Internet (Unidade Campo Grande).

6. Centro Universitário Capital - UNICAPITAL

7. Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – UNISALESIANO

8. Centro Universitário da Grande Dourados – UNIGRAN

9. Centro Universitário de Barra Mansa – UBM

10. Centro Universitário de Santo André – UNIA (Rede Anhanguera Educacional)

11. Centro Universitário Fieo – UNIFIEO

12. Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

13. Centro Universitário Newton Paiva – Belo Horizonte / MG

14. Centro Universitário UNIVATES
Data: 15/08
Horário: 08h30
Local: Centro Universitário UNIVATES - Sala 400 - Prédio 12
- Apresentação da BVS-Psi para alunos, professores e profissionais ligados a área de Psicologia.
- Simulação de pesquisa na BVS-Psi.
- Convite para participar de um treinamento específico, com a orientação de um bibliotecário, a ser realizado no laboratório de informática.

15. Conselho Regional de Psicologia – 03 (BA / SE)

16. Conselho Regional de Psicologia – 06 (SP)

17. Conselho Regional de Psicologia – 07 (RS)

18. Conselho Regional de Psicologia – 08 (PR)

19. Conselho Regional de Psicologia – 12 (SC)

20. Conselho Regional de Psicologia – 14 (MT/MS)

21. Faculdade Brasileira – UNIVIX

22. Faculdade Católica Rainha do Sertão – FCRS (Quixadá / CE)

23. Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras – FACEL

24. Faculdade de Americana – FAM

25. Faculdade de Ciências, Cultura e Extensão do RN – FACEX

26. Faculdade de Guairacá
Data: 11 a 15 de agosto de 2008
Horário: manhã e noite
Local: Laboratório de informática
Apresentação e simulação de pesquisa da BVS-Psi para alunos e professores , com auxílio da bibliotecária e do coordenador de psicologia.

27. Faculdade de Jaguariúna

28. Faculdade de Rolim de Moura – FAROL
Noite de Mobilização entre os Acadêmicos de Psicologia
Data: 15/08

29. Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC

30. Faculdade de Tecnologia Intensiva – FATECI

31. Faculdade Latino Americana – Anápolis/GO (Rede Anhanguera Educacional)

32. Faculdade Leão Sampaio

33. Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte – FARN

34. Faculdade Nobre - FAN

35. Faculdade Politécnica de Jundiaí

36. Faculdades Adamantinenses Integradas – FAI
Comemoração ao acesso aberto à informação e ao conhecimento técnico-científico
Data: 15/08
MANHÃ - Horário: 9h00 – 10h00
Local: Laboratório de informática do Bloco 4 (com projetor multimídia e notebook)
Treinamento dos usuários no uso da BVS-Psi e Demonstração da BVS-Psi, pela bibliotecária. Entrega de folder da BVS-Psi.
NOITE – Horários: 20h00 – 21h00 e 21h00 – 22h00.
Local: Laboratórios de informática (com 20 computadores) do Bloco 1 (com projetor multimídia e notebook)
Treinamento dos usuários no uso da BVS-Psi e Demonstração da BVS-Psi, pela bibliotecária e auxiliar de biblioteca. Entrega de folder da BVS-Psi.

37. Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências

38. Fundação Educacional de Divinópolis – FUNEDI – UEMG

39. Fundação Helena Antipoff

40. Instituto Sedes Sapientiae

41. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP

42. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Barueri

43. Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

44. Sistema de Ensino UNILINHARES

45. Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo – SBPSP

46. Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica – SBPA

47. Universidade Anhembi Morumbi

48. Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN

49. Universidade Católica de Brasília – UCB

50. Universidade de Brasília – UnB

51. Universidade de Caxias do Sul – UCS

52. Universidade de Cuiabá – UNIC

53. Universidade de Franca – UNIFRAN

54. Universidade de Fortaleza - UNIFOR

55. Universidade de Santo Amaro – UNISA

56. Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE

57. Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS
Data: 15/08
Horário: 10h30min, 16h30 e 19h30
Local: Mini Auditório (Galeria Cultural da Biblioteca)
Apresentação da BVS-Psi para alunos, professores e profissionais ligados a área de Psicologia, focando para os recursos de busca para acesso à informação.

58. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

59. Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES

60. Universidade Federal do Paraná – UFPR

61. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

62. Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

63. Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

64. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

65. Universidade Federal do Pará – UFPA

66. Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

67. Universidade Federal Fluminense – UFF

68. Universidade FUMEC - Faculdade de Ciências Humanas

69. Universidade Luterana do Brasil – ULBRA (Guaíba)

70. Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP

71. Universidade Metodista de São Paulo - UMESP

72. Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP

73. Universidade Paulista Objetivo – UNIP

74. Universidade Presbiteriana Mackenzie

75. Universidade Presidente Antonio Carlos – UNIPAC

76. Universidade Regional UNIJUÍ

77. Universidade São Francisco – USF
“O Sistema de Bibliotecas da Universidade São Francisco agendará oficinas em cada unidade nos seguintes horários: às 10h, às 15h e às 20h.
As vagas serão limitadas. Não perca tempo e faça sua inscrição na biblioteca até o dia 13/8/08”

78. Universidade Vale do Rio Doce - UNIVALE

 


"As melhores e mais bonitas coisas neste mundo não podem ser vistas nem ouvidas, mas precisam de ser sentidas com o coração"
Helen Adams Keller

O Google estreou um novo serviço que permite aos usuários comparar que termos são buscados em quais regiões.

 

Chamado de Google Insights for Search, o produto é uma versão com mais recursos e capacidade de análise que o Google Trends, serviço que também permite cruzar informações de buscas e regiões.

 

No Insights for Search é possível definir um critério geográfico e analisar como determinado termo é buscado naquela região. Assim, em “Brasil” é possível ver a popularidade de cada termo Estado por Estado.

 

Quem buscar por “Linux”, por exemplo, verá que o termo é mais popular entre os internautas dos Estados do Norte e Nordeste. Já numa busca por Windows, aparecem nas primeiras posições São Paulo, Rio de Janeiro e um Estado do Norte, o Amazonas.

 

O Google Insights permite confirmar dados de interesse regional. Por exemplo, quem buscar “Corinthians” verá a palavra é mais buscada em São Paulo. Já “Flamengo”, no Rio de Janeiro.

 

O Insights usa uma base de dados mais ampla e tem mais recursos para refinar buscas que o Trends, explica o Google.

 

Fonte: Info Exame

 

"Eu sou uma parte de tudo, tal como a hora é uma parte do dia"

Epicteto

Epicteto

NOVA YORK – Com o objetivo de atrair leitores, as bibliotecas têm aumentado seus catálogos de e-books, de música e de filmes que podem ser carregados em computadores ou em tocadores de MP3.

Em Phoenix, por exemplo, editoras e livrarias se uniram para criar uma biblioteca digital com mais de 50 mil títulos de e-books, audiobooks, músicas e vídeos, que podem ser acessados de qualquer dispositivo com acesso à internet.
 
Disponível em centenas de bibliotecas dos EUA, os programas de empréstimo online funcionam da seguinte maneira: é necessário ter um cadastro, conexão de internet e um software de download - o Adobe Digital Editions, o Mobipocket Reader ou o OverDrive Media Console.

Depois disso, navegue pelo site da biblioteca, selecione alguns títulos, adicione-os à sacola de compras digital e clique no botão “download”.

Dependendo da biblioteca e do item, o arquivo permanecerá três semanas no seu computador ou dispositivo, antes de desaparecer, ou seja, você não terá nem que se preocupar em devolvê-los.
 
 
 
Fonte: Info Abril
 
 

"A prosperidade é apenas um instrumento para ser usado, não uma divindade para ser adorada"

Calvin Coolidge

Times Online

André Machado e Carlos Alberto Teixeira - O Globo

Página com arquivos do jornal inglês The Times / Foto: Reprodução
 
RIO - O site do jornal inglês "The Times" digitalizou 200 anos de seu acervo - de 1785, quando começou a circular, até 1985. O melhor de tudo é que todo o material está online, com exceção do período entre 1º de dezembro de 1978 e 12 de novembro de 1979, quando o jornal não foi publicado. É uma tremenda viagem no tempo, absolutamente viciante. Procure "Brazil" em 1822, por exemplo, e você poderá ler como os ingleses, tão intere$$ados em nosso país, acompanharam nosso processo de "independência" em relação a Portugal.
 
A verdade é que assunto não falta. O acervo digital (anote logo: http://archive.timesonline.co.uk/tol/archive/ ) já contém cerca de 20 milhões de artigos, num total de 7,8 milhões de documentos únicos e mais de 35 milhões de imagens. Algumas das edições cujos originais em papel estavam danificados, mas que já estão em processo de restauração, ainda serão digitalizadas e incorporadas ao conteúdo online.
 
Tecnologia usada permite que conteúdo seja copiado
O plano é expandir o projeto, digitalizando também as edições de 1985 a 2005 do "Times" e as edições de 1822 a 2000 do "The Sunday Times", outro periódico da mesma empresa, a News International - que faz parte da gigante de mídia News Corp.
 
Nesta fase inicial, a oferta online está sendo gratuita, mas é preciso registrar-se. Embora o processo de registro no "Times" seja um tanto chato (é preciso fornecer dados como endereço, telefone etc, esperar a confirmação no email e completar mais um questionário), vale a pena adentrar o arquivo.
 
As páginas são vistas em sua tipografia original, há possibilidade de zoom, e o leitor pode salvar os artigos que forem de seu interesse.
 
Para que tudo desse certo, cada página do "Times" foi escaneada, passando depois por um processo de reconhecimento ótico de caracteres, vulgo OCR (Optical Character Recognition), que interpreta cada letra na versão impressa convertendo-a para um caractere codificado, transformando a imagem original de uma página impressa em um arquivo-texto convencional.
 
As páginas, escaneadas na íntegra, foram divididas em artigos, fotos, anúncios, cartas para o editor, além de registros de nascimentos, casamentos e óbitos. A parte textual dos artigos é indexada, permitindo que o arquivo inteiro seja encontrado por data e por palavra-chave. O texto pode ser aproveitado pelo usuário selecionando-o com o mouse e usando o velho copiar/colar (Ctrl C/Ctrl V).
 
A finalização do projeto promete ser uma tarefa bastante difícil em termos de volume de dados, pois as edições digitalizadas dos períodos mais recentes do "Times" vão consumir muito mais espaço em disco do que as mais antigas. Só os últimos 20 anos representam um conteúdo maior do que o dos 200 anos entre 1785 e 1985.
 
Serviço pode passar a ser cobrado no futuro
Segundo Anne Spackman, editora-chefe do Times Online, ouvida pelo "The Guardian", ainda não se sabe se o serviço passará a ser cobrado. Ela e sua equipe têm observado grande número de acessos e consultas ao arquivo feitas por americanos, australianos e indianos, em geral genealogistas e pessoas em busca de familiares, ancestrais e locais onde estão suas raízes. Pesquisadores, historiadores e curiosos em geral certamente vão usar o acervo online como fonte.
 
Anne mantém segredo quanto ao custo do projeto e reconhece que haveria soluções mais baratas, mas afirma que a empresa queria o melhor resultado possível. O sistema utiliza um sofware para visualização de imagens, desenvolvido especialmente para a aplicação.
No processo de digitalização, os pontos críticos foram a qualidade e a consistência dos dados. Foram também criados scripts automatizados para verificação das imagens, utilizando a fina flor dos algoritmos de checagem. Apesar de inteiramente automatizados, esses scripts levaram quase um mês para checar todas as imagens.
 
Escanear documentos antigos exigiu muito cuidado
Alguns dos documentos originais são muito velhos, frágeis e valiosos. Foram necessários muito cuidado e experiência para escaneá-los e etiquetá-los, num processo que durou quase seis meses, com recursos técnicos baseados em Londres, Índia e Israel, para coordenar a digitalização e o reforço de qualidade final do processo de OCR.
 
No que tange ao armazenamento das imagens, os requisitos de espaço eram tão imensos que os ambientes de testes e implementação se tornaram altamente complexos. Mas o desafio foi vencido pela divisão de TI da News International. O site alocou servidores de imagens inteiramente dedicados à publicação online das fotos e bitmaps do arquivo. Além disso, foram usados os mais modernos algoritmos de compressão de imagens. Coisa finíssima.
 
Boa parte do arquivo online se baseia em registro e restrições de acesso, de modo a garantir os direitos de propriedade intelectual. Foi desenvolvida internamente toda a tecnologia de personalização que permitiu acesso controlado ao acervo. Afinal, cada documento da base de dados exige autenticação individual para determinar se um usuário pode ou não ter acesso a determinado conteúdo.
 
Para professor internet é ferramenta fundamental de pesquisa
Para Marcello Rangel, professor de História e coordenador setorial do Instituto Gay-Lussac, a iniciativa do britânico "Times" é fantástica. Ela mostra como a internet se tornou uma ferramenta de pesquisa fundamental para cientistas e historiadores.
" A historiografia avançou muito, e a academia já aceita tais fontes digitais "

- Já não é mais necessária a atitude positivista de ter que segurar nas mãos o original do documento histórico - diz Marcello. - A historiografia (a maneira como se compreende e escreve a História) avançou muito, e a academia já aceita tais fontes digitais.
 
Naturalmente, pesquisar em jornais é uma parte do trabalho. O ofício do historiador é verificar a alteridade dos fatos (por exemplo, como o português vê o índio e como o índio vê o português), estudar diversos tipos de documentos e assim fazer a reconstituição da História.
 
Marcello cita outros arquivos presentes na internet, que a gente aqui consultou e ficou absolutamente surpreso. São ótimas fontes, como o Rare Maps ( raremaps.com ), o sistema de bibliotecas da Unicamp ( http://www.uni camp.br/bc/ ), a Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro ( bibvirt.futuro.usp.br/textos ), o Projeto Gutenberg ( gutenberg.org ) e o Archive Org, de páginas web ( .archive.org , que guardaria inclusive versões antigas de sites - 85 bilhões deles).
 
Entre os jornais, o "New York Times" tem uma seção livre de busca entre 1851 e 1890 e entre 1981 e 1987 (depois, é paga), em tinyurl.com/avxq6 . O "Los Angeles Times" parte de 1881 (em tinyurl.com/alvaa ). Já o francês "Le Figaro" tem as edições de 1826 a 1942 listadas em tinyurl.com/6kek82 e se dá ao luxo de ter um arquivo separado para o seu suplemento literário, em http://tinyurl.com/6sxetp , entre 1876 e 1929.
 
Embora a iniciativa do "The Times" seja a mais abrangente de um jornalão de renome internacional, arquivos ainda mais antigos estão disponíveis online. É o caso do jornal local "Hartford Courant", do estado americano de Connecticut, que regride até o longínquo ano de 1764 ( tinyurl.com/pmknk ). Não tem nada de muito interessante para o pesquisador brasileiro, mas não deixa de ser um prato cheio para os curiosos de plantão (categoria de que fazemos parte).
 
No caso do grandioso trabalho de digitalização e oferta online do acervo do "Times", uma das mais difíceis decisões estratégicas do projeto foi quanto ao modelo de negócio, mais especificamente na escolha de como o serviço seria cobrado - ou, mesmo, se não seria - já desde o início da operação. Uma opção seria um serviço grátis para o usuário e patrocinado por anúncios, a outra seria funcionar por assinatura paga.
 
Essa questão foi fundamental na arquitetura do projeto e na implementação da solução, já que o modelo de preço afeta a popularidade do site. E isso tem decisivo impacto nas exigências tecnológicas e arquiteturais do sistema.
 
Esse debate também levou em conta o valor dos mecanismos de busca, os métodos de proteção da propriedade intelectual, o potencial de captar e remunerar anunciantes e patrocinadores, a possibilidade de capturar mais ou menos dados dos internautas visitantes e, por fim, o próprio preço da assinatura, caso fosse essa a opção escolhida.
 
Digitalização de arquivos já é feita no Brasil
O acervo de 200 anos de edições antigas do Times já tinha sido digitalizado em 2003 pela firma Thomson Gale, mas esse conteúdo só era antes disponível para bibliotecas públicas e universitárias na Inglaterra. Já o projeto online foi conduzido em parceria com as empresas Sapient, FAST, Macrovision, Thomson, Olive, e com a equipe de tecnologia da News International.
 
Aqui no Brasil, há dez anos a DocPro ( docpro.com.br ) vem se dedicando à digitalização de acervos de documentos em papel. A firma desenvolveu uma tecnologia própria e escreveu do zero os softwares que utiliza. Procurado pela Revista Digital para comentar o projeto do Times Archive, José Lavaquial, diretor da DocPro, declarou-se admirado com os resultados, mas tem lá suas ressalvas.
 
- É um belo projeto, impressionante. Mas há algumas falhas de precisão nos resultados de pesquisa. O processo de reconhecimento dos caracteres é um pouco engessado, por depender da abordagem convencional da etapa de OCR.
 
A filosofia e os algoritmos adotados no projeto inglês diferem dos usados pela DocPro, que gera um banco de dados muito menor, incluindo a coordenada (x,y) de cada palavra. Isso permite indexação mais exata, consulta mais rápida e a "iluminação" precisa das palavras encontradas na própria imagem do texto original. Essa iluminação consiste em destacar no texto original com uma elipse colorida, cada palavra-chave que serviu como argumento de busca.
 
Fonte: O Globo
 

"O aplauso é a espora dos espíritos nobres e o fim dos fracos"

Charles Colton

A Comissão Europeia exortou hoje, em Bruxelas, os Estados-membros a envidarem esforços para disponibilizarem versões digitais de livros, música, pintura, fotografia e cinema, de forma a tornar realidade "o sonho" de criação de uma biblioteca digital europeia este Outono.

 

"A Comissão confirmou hoje o seu compromisso de ajudar os Estados-Membros a porem em linha o seu valioso património cultural", segundo um comunicado de imprensa divulgado em Bruxelas.

 

"A Biblioteca Digital Europeia será uma forma rápida e fácil de aceder a livros e à arte da Europa", explicou Viviane Reding, comissária da Comissão Europeia responsável pela Sociedade da Informação e Média.

 

O executivo comunitário insta assim os Estados-Membros a "aumentarem a capacidade de digitalização, de modo a disponibilizarem as suas colecções aos cidadãos da Europa".

 

Bruxelas confirma também o seu compromisso de ajudar os Estados-Membros a porem em linha o seu valioso património cultural.

 

Em 2009-2010, serão destinados 69 milhões de euros do Programa de Investigação da UE para actividades de digitalização e a criação de bibliotecas digitais.

 

Durante o mesmo período, o Programa de Competitividade e Inovação atribuirá cerca de 50 milhões de euros ao aperfeiçoamento do acesso ao património cultural europeu.

 

Fonte: Jornal Expresso - Portugal

 

"Não tem amigos o homem que nunca teve inimigos"

Alfred Tennyson

Yuri Paulino de Miranda *

Secretário da Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça da Paraíba.

O Conselho Nacional de Justiça decidiu recentemente[1] que o acesso aos autos digitais deve ficar restrito às partes e respectivos advogados. Conforme divulgado no site do CNJ[2], esta decisão resultou na aprovação de enunciado tratando da matéria.

Por fixar parâmetros que certamente serão observados nos processos judiciais (Projudi, Sistema CNJ ou e-Jus), a posição do Conselho tem recebido críticas daqueles que entendem existir aí uma violação às garantias positivadas na Constituição Federal, notadamente a publicidade dos atos processuais.

Expondo os motivos do seu convencimento, o Conselheiro Antônio Umberto de Souza Junior, relator do PCA, enfocou a questão da publicidade do processo em contraste com o direito à intimidade, também de previsão constitucional (CF, art. 5º, X), concluindo que, dada a nova realidade tecnológica, prestigiar irrestritamente o primeiro acabaria por comprometer o segundo.

Com efeito, ao resolver conflitos onde estão envolvidos, como na espécie, a publicidade dos atos processuais (CF, art. 93, inc. IX) e a proteção à intimidade (CF, art. 5º, inc. X), devem ser sopesados os interesses sociais em aparente oposição, buscando-se uma solução que os equacione, já que não há entre eles qualquer hierarquia[3].

Como bem ponderado pelo relator, hoje há muito mais perigo à intimidade e à vida privada, justificando restrições que antes não eram necessárias, de forma que não se pode tomar por desarrazoada a previsão contida no art. 11, §6º, da Lei n. 11.419/2006, que fundamenta a posição do Conselho Nacional de Justiça.

Navegamos hoje a Terceira Onda[4], com a informação constituindo o maior ativo existente. Aliás, já se observou que "a Sociedade Digital já não é uma sociedade de bens. É uma sociedade de serviços em que a posse da informação prevalece sobre a posse dos bens de produção."[5] Nesta nova época, "não é mais o forte que devora o fraco ou o rico que supera o pobre, e sim o bem informado que engole o ignorante."[6]

Paradoxalmente, ao contrário de outrora, em que se convivia com a concentração da riqueza, o ativo moderno flui sem conhecer limites ou fronteiras, trafegando livremente no que já se convencionou chamar de 'auto-estrada da informação'.[7]

Estes fatores somados desenham um cenário onde existe uma ávida busca por informação que, com as ferramentas agora disponíveis, pode ser armazenada e organizada para os mais diversos usos e finalidades, tudo feito em escala nunca antes vista.

Nestas circunstâncias, deixamos de lidar apenas com a possibilidade de um indivíduo ver a sua intimidade exposta na grande rede, fato passível de ocorrer até mesmo no processo convencional. Está em jogo aqui algo muito mais relevante, que é a exposição da intimidade em larga escala, atingindo toda coletividade, cujas informações processuais poderão ser utilizadas na construção de bases de dados[8].

De fato, havendo acesso irrestrito aos autos digitais é possível copiar os dados ali existentes e com eles construir bancos com informações sobre partes ou qualquer outro elemento considerado relevante. Na época do papel, isto era inviável, visto o tempo que tomaria para se ter acesso a cada um dos autos, o custo para copiar suas peças etc. Na sociedade digital, contudo, esta tarefa não só é possível, como também não envolve grande complexidade ou demanda muitos recursos[9].

É importante realçar que a execução destes procedimentos não decorreria de qualquer fragilidade no sistema, mas seria possível justamente por haver um acesso irrestrito aos dados.[10]

Na verdade, não são poucos os registros sobre fatos similares. Veja-se, por exemplo, notícia publicada no site da revista Istoé Dinheiro[11] que trata da disputa judicial envolvendo duas empresas de recrutamento de executivos. Uma delas teria copiado o banco de currículos da concorrente para utilizar os dados ali existentes. Não houve invasão, mas acesso ao sistema, e em apenas uma semana teriam sido copiados 188 mil currículos.

A face mais conhecida da utilização deste tipo de banco de dados é a remessa indiscriminada de e-mails não solicitados (spam). Todavia, considerando as peculiaridades das informações disponíveis no Judiciário, não tardaria para serem construídas bases que não apenas envolvessem a utilização da produção intelectual alheia (v.g., teses postas em petições), como também a criação de um 'perfil judicial', disponível para análise em uma infinidade de situações onde deles se necessitasse, tais como a avaliação de consumidores, candidatos a emprego, financiamentos etc.

Trata-se de uma preocupação fundada, pois, como bem advertiu Patrícia Peck Pinheiro, "Na era da Informação, o poder está nas mãos do indivíduo, mas precisa ser utilizado de modo ético e legal, sob pena de no exercício de alguns direitos estar-se infringindo outros, e isso não é tolerável em um ordenamento jurídico equilibrado."[12]

Assim, em conclusão, a garantia de acesso aos autos não é absoluta e encontra limites no interesse público, aqui representado pela proteção à intimidade, seriamente ameaçada por um aparato tecnológico que possibilita não apenas a propagação da informação em escala inédita, como também o seu armazenamento e manipulação para fins nem sempre legítimos.

Desse modo, ao impor determinadas restrições de acesso, para quem não for parte ou advogado, a Lei n. 11.419/2006, como também o Conselho Nacional de Justiça, buscam evitar o uso abusivo e desvirtuado das informações, em detrimento de interesses sociais que, de mais a mais, sempre estarão preservados na possibilidade de qualquer um, com motivos legítimos, ter acesso aos autos digitais.

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[1] "PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. QUESTÃO DE ORDEM. DIREITO DE VISTA DOS PROCESSOS DIGITAIS. INCIDÊNCIA DA RESTRIÇÃO DO ART. 11, § 6º, DA LEI Nº 11.419/2006. Nos processos digitais, o acesso à íntegra dos autos é limitado às partes, constituindo mais uma exceção à regra geral de liberdade de acesso dos advogados aos processos, independentemente de procuração. Questão de ordem resolvida no sentido da edição de enunciado administrativo para uniformizar o orientação de acesso restrito dos autos eletrônicos às partes cadastradas e seus respectivos advogados." (Procedimento de Controle Administrativo n. 2007.1000000393-2, Rel. Cons. Antônio Umberto de Souza Junior)

[2] Disponível em: http://www.cnj.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3990&Itemid=42, acesso em 20/05/2008

[3] Nesse aspecto, aliás, o Supremo Tribunal Federal já afirmou que: "Os direitos e garantias individuais não têm caráter absoluto. Não há, no sistema constitucional brasileiro, direitos ou garantias que se revistam de caráter absoluto, mesmo porque razões de relevante interesse público ou exigências derivadas do princípio de convivência das liberdades legitimam, ainda que excepcionalmente, a adoção, por parte dos órgãos estatais, de medidas restritivas das prerrogativas individuais ou coletivas, desde que respeitados os termos estabelecidos pela própria Constituição. O estatuto constitucional das liberdades públicas, ao delinear o regime jurídico a que estas estão sujeitas - e considerado o substrato ético que as informa - permite que sobre elas incidam limitações de ordem jurídica, destinadas, de um lado, a proteger a integridade do interesse social e, de outro, a assegurar a coexistência harmoniosa das liberdades, pois nenhum direito ou garantia pode ser exercido em detrimento da ordem pública ou com desrespeito aos direitos e garantias de terceiros." (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 12/05/00)

[4] TOFFLER, Alvin. A Terceira Onda, 29ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2007. Ed. Original 1980

[5] PINHEIRO, Patrícia Peck. Direito Digital, 2ª ed., São Paulo: Saraiva, 2007, p. 41

[6] SANTOS, Manoel J. Pereira dos. Considerações Iniciais Sobre a Proteção Jurídica das Bases de Dados. In: LUCCA, Newton de; SIMÃO FILHO, Adalberto. (Coordenadores). Direito & Internet: Aspectos Jurídicos Relevantes, 2ª ed., São Paulo: Quartier Latin, 2005, p. 321-335.

[7] Conforme Adalberto Simão Filho, "a expressão auto-estrada da informação é utilizada para configurar toda e qualquer infra-estrutura de tecnologia da informação que possibilite o tráfego dos veículos digitalizados e a conectividade entre pessoas e máquinas." (Sociedade da Informação e seu Lineamento Jurídico. In: PAESANI, Liliana Minardi (Coordenadora). O Direito na Sociedade da Informação, 1ª ed., São Paulo: Atlas, 2007, p. 5-29)

[8] Na definição de Manoel J. Pereira dos Santos, as bases de dados "[...] têm sido conceituadas, de uma forma mais ampla, como a compilação de dados, obras e outros materiais organizados de uma maneira sistemática e ordenada, em função de determinados critérios e para finalidades específicas, em condições de serem acessadas individualmente por meio eletrônico ou não." (Considerações Iniciais Sobre a Proteção Jurídica das Bases de Dados. In: LUCCA, Newton de; SIMÃO FILHO, Adalberto. (Coordenadores). Direito & Internet: Aspectos Jurídicos Relevantes, 2ª ed., São Paulo: Quartier Latin, 2005, p. 321-335).

[9] Tarcísio Teixeira observa que "a privacidade na internet pode ser violada com facilidade por causa da indiscriminada captação de dados, que enseja a formação de um perfil de usuário e que acarreta a comercialização desses dados." (Direito Eletrônico, 1ª ed., 2007, São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, p. 21-22)

[10] Deve-se ressaltar, ainda, antes que os obscurantistas de plantão venham a apontar nisto uma fragilidade, que esta possibilidade é uma característica própria do sistema. Ver aí um fragilidade, seria mesmo que não admitir os autos convencionais a pretexto de ser possível a destruição do papel.

[11] Disponível em http://www.terra.com.br/istoedinheiro/275/economia/275_catho.htm, acesso em 20/05/2008

[12] PINHEIRO, Patrícia Peck. obra citada, p. 43

Autor: Yuri Paulino de Miranda
Fonte: Rondônia Jurídico

 

 "A beleza está nos olhos de quem a vê"

Ramón de Campoamor y Campoosorio

 

A diversidade cultural europeia aberta e acessível a todos através de uma biblioteca digital online é a proposta do mega-projecto Europeana, que promete disponibilizar 2 milhões de obras digitalizadas. O projecto europeu – que contará no seu acervo digital com livros, pinturas, fotografia, música e filmes - deverá tornar-se real já neste Outono.

Até ao momento estão disponíveis online no site da Biblioteca Britânica obras famosas como a Bíblia de Gutenberg – o primeiro livro impresso – ou as vozes da cantora de ópera Maria Callas e do cantor belga Jacques Brel no Instituto Nacional de Audiovisual, em França.

Contudo, a Comissão Europeia, que iniciou o plano em Julho de 2007, quer acelerar o número de obras culturais digitalizadas a disponibilizar ao grande público na Internet.

A comissária europeia Viviane Reding, responsável pelas Telecomunicações, Sociedade e Media, espera que a biblioteca esteja disponível "antes do final do ano", segundo o comunicado oficial divulgado ontem.

O objectivo é que "um estudante checo possa consultar as obras da biblioteca britânica sem ter de ir a Londres, tal como um apreciador de arte irlandês possa admirar a Gioconda sem ter de esperar nas filas intermináveis do Louvre", sublinhou a comissária.

Bruxelas espera contar em 2009/2010 com cerca de 120 milhões de euros para melhorar a acessibilidade do património cultural europeu.

Apenas cerca de 1 por cento dos arquivos de biblioteca europeias estão disponíveis, segundo dados da Comissão que deseja acelerar este desenvolvimento e alargá-lo a colecções de museus (quadros, entre outros).

Bruxelas lança o apelo aos países da UE para criar parcerias com sector privado para acelerar a digitalização das obras. Sublinha ainda a importância de definir normas comuns para que todas as bases de dados sejam compatíveis com a biblioteca europeia, e agilizar a resolução de problemas relacionados com os direitos de autor.
 
 
 
"Aqueles que gastam mal o seu tempo são os primeiros a queixar-se da sua brevidade"
Jean de La Bruyère
Jean de La Bruyère

Portal da LusofoniaForam cerca de três milhões os visitantes que já acederam ao Portal da Lusofonia, um projecto criado há pouco mais de um ano que congrega «a maior base de dados do mundo de documentos de patente em língua portuguesa», segundo notícia divulgada pelo INPI.

O Portal da Lusofonia inclui ainda o acesso a bases de dados de marcas registadas nos países lusófonos e uma «Bolsa de Cooperação» para a promoção de projectos conjuntos e parcerias.

O projecto nasceu da iniciativa conjunta de todos os países lusófonos e das principais organizações internacionais ligadas à Propriedade Industrial. A proposta é impulsionar a valorização e afirmação da língua portuguesa enquanto língua tecnológica, no âmbito da sociedade do conhecimento, da informação e da globalização.

 
 
"O tempo rende muito quando é bem aproveitado"
Johann Wolfgang von Goethe
Johann Goethe

De um lado, informações sobre 4.623 animais venenosos, entre moluscos, aranhas e serpentes. De outro, dados sobre 97 plantas com propriedades medicinais capazes de tornar inócuo o veneno de muitos daqueles animais. Junta-se os dois e tem-se o banco de dados Venom que a Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão acaba de desenvolver, primeiro do Brasil a relacionar plantas e animais e permitir o cruzamento de dados.

O Venom está disponível na internet. O acesso ao site é gratuito e voltado para pesquisadores, especialmente os da área farmacológica. "O objetivo é ajudar farmacêuticos a produzir novos medicamentos", explicou Silvana Giuliatti, professora do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina da USP e orientadora da pesquisa.

Por meio do sistema de busca do site, é possível a um pesquisador que estude escorpiões descobrir qual planta é eficaz na neutralização do seu veneno. Por outro lado, quem trabalha com plantas pode checar se determinado exemplar pode ser útil contra venenos de mais de um animal. "A junção é rica. Não havia antes como o pesquisador buscar e cruzar informações de uma forma que pudesse confiar", afirmou Giuliatti, ressaltando que só constam no banco de dados informações já comprovadas cientificamente.

O autor do projeto, que resultou em uma dissertação de mestrado, foi o analista de sistemas Renato David Puga. Para chegar ao resultado, ele compilou dados da pesquisa do professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas Andreimar Soares, que relaciona espécies vegetais e venenos de serpentes brasileiras, e informações do site norte-americano National Center for Biotechnology Information (NCBI).

Segundo Puga, o site está aberto à colaboração de outros pesquisadores. "A idéia é ir incorporando outros dados de pesquisa." Para tornar o acesso universal, todas as informações do site estão em inglês. "É para a gente receber contribuições de fora se precisar. A internet não tem barreiras", disse. O endereço do site é http://gbi.fmrp.usp.br/venom

 

Fonte: Gazeta de Ribeirão

 

"O miserável receio de ser sentimental é o mais vil de todos os receios modernos"

G. K. Chesterton

Direito Militar

18:55 @ 19/08/2008

 

 

O site Direito Militar.net surgiu para estimular o estudo do Direito Militar, visando torná-lo mais conhecido por todos os operadores do Direito, visto que muitos (culpa, em parte, do sistema de ensino jurídico) não têm qualquer noção sobre o Direito na área castrense; pouquíssimas são as faculdades que tratam do Direito Militar na formação acadêmica do bacharel em Direito.

 

Uma das motivações do criador do site é que há uma falsa idéia generalizada de que a Justiça Militar é corporativa e visa proteger os militares. Não é verdade: o que a Justiça Militar protege não são os militares, mas as instituições militares. Entre outros argumentos, basta, para comprovar esta tese, verificarmos que esta é uma Justiça bem mais rígida em comparação com a Justiça “comum”: inúmeros crimes tipificados no Código Penal Militar têm penas maiores que as similares tipificadas no Código Penal comum.

 

http://www.direitomilitar.net/

 

 

"Que as armas cedam à toga, o triunfo militar à glória cívica"

Marcus Cícero

Marcus Cícero

Brasília - A iniciativa de disponibilizar online e fisicamente cerca de 600 títulos digitalizados e sonorizados pode levar o Brasil a alcançar uma posição de destaque mundial no quesito inclusão de pessoas com deficiência.

A avaliação é da coordenadora do Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais da Universidade de Brasília (UnB), Patrícia Raposo, que participou hoje (21) da cerimônia de inauguração da Biblioteca Digital e Sonora da instituição.

"É uma forma de eliminar uma grande barreira que é a falta de acesso à informação e ao conhecimento. Com isso, visamos democratizar o acesso à educação e à cultura, possibilitando a essas pessoas ler, escrever, editar textos, pesquisar, enfim, construir conhecimentos e saber."

Patrícia lembra que as pessoas cadastradas com login e senha terão acesso irrestrito aos livros e textos adaptados e que a UnB pretende inserir ainda material literário internacional. Segundo ela, obras do escritor brasileiro Machado de Assis, por exemplo, consideradas de domínio público, foram sonorizadas em voz humana e estão disponíveis na biblioteca. Documentos e artigos, em sua maioria, foram digitalizados e sonorizados por meio de um ledor eletrônico, já que têm como destino um público mais seleto como estudantes e pesquisadores.

É o caso de Juarez Castellar, aluno de doutorado em Ciências Médicas da UnB. Em 1991, o médico, já formado, perdeu a visão por conta de uma doença de origem genética conhecida como retinose pigmentar, que afeta também sua irmã. Ele conta que teve que abrir mão das três coisas que mais apreciava: ler, jogar xadrez e correr.

"Fiquei cerca de três anos parado, sem fazer quase nada por impossibilidade. Meus filhos me ajudaram muito lendo literatura médica para mim."

Ele lembra que, pouco tempo depois, durante uma visita a São Paulo, encontrou em uma exposição de informática um programa ledor para computadores que mudaria sua vida.

"Sentei lá e não queria sair mais, fiquei como uma criança em um parque de diversões. A partir daí, tudo renasceu. Voltei a ler, a jogar xadrez e passei até a correr com um guia, porque fiquei mais animado."

"Voltei a estudar e resolvi renovar minha parte de formação educacional. Estou fazendo doutorado graças à ajuda do pessoal do laboratório de assistência ao deficiente visual da UnB. Eles escaneiam todos os documentos que preciso, e olha que no doutorado há uma quantidade de leitura muito grande. Esse escaneamento passa por um tratamento e o sistema lê", diz.

Após utilizar a Biblioteca Digital e Sonora da UnB, Castellar avalia que o sistema é "relativamente fácil" porque conta com um passo-a-passo logo na primeira página do site. Ele lembra que o recurso possibilita que a pessoa com deficiência visual possa se integrar mais, sobretudo no quesito intelectual, "que não é tão fácil".

"Não só para as pessoas que perderam a visão por motivo acidental mas principalmente para as crianças que o pessoal chama de cegos congênitos. Elas podem ter acesso a todo esse material no momento em que aprendem a manipular um programa que é muito simples. Tem muitas teclas de comando e de atalho", afirma o doutorando.
 
 
 
"Não dê atenção aos críticos, mas também não os ignore!"
Samuel Goldwin

Milhões de usuários de computadores estão digitalizando o equivalente a 160 livros diariamente com uma precisão superior a 99%, ainda que a maioria deles não saiba que está ajudando nesta tarefa gigantesca.

 

Captcha útil

 

O trabalho começou há cerca de um ano, quando pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, colocaram no ar o reCAPTCHA. CAPTCHA é o nome daquele monte de letras e números embaralhados que se deve digitar para se cadastrar em um site ou para confirmar o envio de um correio eletrônico.

 

Em vez de ser uma mera medida de segurança que os sites utilizam para evitar a ação de spammers, o reCAPTCHA mostra palavras de verdade capturadas de livros por meio de scanners e que não puderam ser interpretadas pelas ferramentas de reconhecimento de caracteres, os chamados OCR (Optical Character Recognition).

 

Reconhecimento de palavras

 

Mas como o programa sabe que o usuário digitou a palavra correta? O sistema funciona assim: o software do reCAPTCHA pega uma palavra conhecida e outra que não foi reconhecida pelo OCR, e apresenta ambas ao usuário. Se o usuário interpretou corretamente a primeira, o programa assume que a segunda também foi interpretada corretamente. O mesmo conjunto é apresentado seguidamente a vários usuários, até que, estatisticamente, ele tenha certeza de que a palavra foi mesmo reconhecida.

 

Milhares de sites ao redor do mundo já adotaram o reCAPTCHA, que é gratuito. Durante seu primeiro ano de funcionamento, 1,2 bilhão de captchas foram resolvidos e mais de 440 milhões de palavras foram corretamente decifradas. Isso equivale à digitalização de 17.600 livros.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
"O homem que não comete erros geralmente não faz nada"
E. J. Phelps