Arquitetura da informação - Tudo é informado ou informa algo
17:16 @ 10/06/2008
por karina Guimarães
postado em no Canal I-Mastrers e Ti Masters em 20 de fevereiro de 2006
O que é Arquitetura da Informação Web?
Podemos defini-la como uma nova ciência subsidiada a um processo de criação, mapeamento e desenvolvimento de sistemas/web. O mapeamento visual e contextual de um sistema, seja ele qual for, torna as informações identificáveis, assimiláveis, claras e aplicáveis a qualquer outro sistema de informação.
A arquitetura visual é aplicada ao contexto do projeto: é definida como o uso de um método particular de construir a informação visual, encontrando assim um equilíbrio da comunicação entre imagens e palavras. Esta nova Ciência conta com sete idéias que nunca devem ser esquecidas: Organização, Navegação, Nomeação, Pesquisa, Desenho e Mapeamento. Abro um parêntese para “desenho” e “mapeamento”. Ambos tangem o desenho visual que subsidiará a estrutura da arquitetura da informação e viabilizará todo o escopo das informações de uma página.
Na criação de um sistema de informação, o papel do arquiteto da informação é correlacionar as seguintes vertentes: Psicologia, Ciência da Computação, Educação, Ciências Cognitivas, Design Gráfico e Desenho Industrial, Design Instrucional, Sociologia, Antropologia, Engenharia de Software, Modelagem e Administração de Dados e Ergonomia. Portanto, AI une três campos vitais: a Tecnologia, o Design e o Jornalismo/Redação.
Sociedade do conhecimento
Tudo é informado ou informa algo. Nesta sociedade do conhecimento contemporânea, somos atingidos por inúmeras informações, com velocidade e agilidade tal que, na maioria das vezes, não damos conta de digeri-las ou assimilá-las. No Brasil, a cada quatro meses, um milhão de novos usuários inserem-se no mundo digital. Nesse contexto, mistura-se a quantidade à ausência de qualidade, sem proveito concreto para o consumidor das informações, em termos de conhecimento construído. A complexidade e a importância dos sites aumentam a cada dia, gerando assim um total descontrole.
Usuário, o centro de tudo
Arquitetando e planejando um sistema de mídia, evita-se que o usuário se perca na informação buscada e abandone o site em menos de dez segundos. A atração pela informação deve ser direcionada de acordo com o interesse do público-alvo. A arquitetura de um site parte do ponto da interação homem-computador, que hoje é subsidiada por um longo estudo sobre inclusão digital – uma vez que os “incluídos” serão os futuros usuários para os quais construiremos Web Sites relacionados aos seus interesses. Os “incluídos” fazem parte do público-alvo de uma análise de website. Temos de prestar atenção neles. O usuário é a dimensão fundamental. Segundo Deborah Mayhew, o primeiro princípio do projeto de interfaces - do qual derivam todos os outros princípios - é conhecer o usuário. Portanto, devemos pensar e/ou simular o raciocínio dos usuários web, os quais nunca são iguais e pensam igual. O arquiteto trabalha com a diversidade de pensamento e necessidade.
Usabilidade: sentido da arquitetura
AI não é usabilidade. A usabilidade é encarada como um subconjunto da AI. A AI web é o FOCO no estudo de usabilidade. Torna-se vital entender a diferença entre AI e usabilidade. Os questionamentos da arquitetura da informação esclarecem freqüentemente uma porcentagem grande dos questionamentos da usabilidade.
De acordo com inúmeras pesquisas, existe hoje o passo de seis segundos para manter a atenção do usuário (audiência) em um website. Logo tende-se à pouca leitura e assimilação de informação textual e, ainda, à ascendência das informações visuais, com rápida percepção de símbolos. Isto requer uma melhoria do planejamento de construção da arquitetura visual, como citado anteriormente.
Estudo de caso
Ninguém mais que o arquiteto da informação deve desenvolver este processo com precisão, pois, com o objetivo de conhecer seu público-alvo, nenhuma abordagem única de pesquisa será suficiente. Captar necessidades, prioridades, comportamentos, modelos mentais e estratégias de busca de informações representa um desafio multi-dimensional, que pode envolver diferentes técnicas. Essa fase da pesquisa é a que investigará tanto as audiências como as tarefas, as necessidades, os comportamentos, as experiências e o vocabulário dos usuários.
Segundo Lou Rosenfeld e Peter Morville, a arquitetura para a World Wide Web se baseia na seguinte sequência: usuários + contexto + índice = AI. AI para Web desenvolve os seguintes processos:
Examina cliente da informação própria (índice);
Pessoa usando a informação (usuários);
Edições do negócio (contexto) em que a informação está sendo apresentada.
Profissional de AI: o novo diplomata da informação do Século 21
Ele mapeia determinada informação e nos disponibiliza o mapa, de modo que todos possam criar caminhos próprios em direção ao conhecimento. A visibilidade da arquitetura da informação a partir da segunda metade dos anos 90 coincidiu justamente com o momento em que a Internet atingiu massa crítica. Este profissional deve estar pronto para encarar análise de dados, design, interação homem-computador, comunicação e lógica de pensamento. Compreender a diferença de papéis do arquiteto da informação e do profissional de usabilidade ajudará a definir melhor os deveres e montar uma equipe de desenvolvimento bem sucedida. Projetar para usuários é uma tarefa inerente à arquitetura da informação, mas muitos arquitetos da informação têm também experiência e interesse significativos com questões de usabilidade, assim como os especialistas em usabilidade são frequentemente solicitados para executar deveres de arquitetos da informação.
IHC - Interação homem-computador
A confusão gerada entre transmitir dados e criar mensagens com significado teve sua origem na demasiada atenção dada aos computadores, em detrimento dos usuários. Essa compreensão é relativamente nova e foi o que determinou a necessidade de se criar sistemas informacionais mais aceitáveis - que apresentam uma AI eficaz do ponto de vista humano. Sendo assim, a palavra-chave é INTERATIVIDADE e o processo vital é o PLANEJAMENTO.
Tudo informa algo ou é simultaneamente informado: ao olhar um web site você é informado visualmente e informa ao computador sua expressão visual de satisfação. Se a lógica é esta, então arquitetar um sistema é uma tarefa ainda mais complexa e delicada na qual a atenção aos “detalhes” é imprescindível. O papel do arquiteto se estende ainda mais numa linha de importância entre as comunicações virtuais. Partimos do princípio de que apenas o fato de o “Ser Vivo”, apenas por existir e sequer agir, já informa muitas coisas e é informado de muitas outras coisas. A existência é a pura informação, seja ela qual for, pois o “nada” não existe. Trabalhar com a informação é a ferramenta mais poderosa existente hoje.