USABILIDADE X ESTÉTICA
17:27 @ 10/06/2008
por karina guimarães
postado no Canal TI Masters em Junho de 2006
http://www.timaster.com.br/revista/artigos/main_artigo.asp?codigo=1109
World Usability Day ou Dia Mundial da Usabilidade traz o slogan “É fácil fazer mais fácil!”. A questão de transmitir dados e criar mensagens com significados enfatizou o lado das máquinas e deixou de lado a questão humana, os usuários. Gerou-se então uma necessidade de maiores estudos e desenvolvimento de técnicas em usabilidade, da interação humano-computador (IHC), para que a teoria “a informação é tudo aquilo que leva a compreensão” fosse posta em prática.
Devemos lembrar que os seres humanos são preguiçosos e até mesmo desmotivados na hora de buscar informação.
A relação da arquitetura da informação (AI) com usabilidade está nos testes, que apontam o comportamento humano como primordial e utilizam técnicas de IHC. Dentre outros pontos, os testes estudam a taxa de sucesso na busca de informações e o comportamento dos indivíduos durante a interação com os sistemas informatizados.
A qualidade no uso do produto é o efeito combinado de seis categorias de qualidade do software quando o produto está no uso. O objetivo é conseguir a qualidade no uso tanto para o usuário da extremidade quanto para o usuário da sustentação. Usabilidade define-se coloquialmente como a facilidade de utilização, quer seja de uma página Web, uma aplicação tecnológica ou qualquer outro sistema que interaja com o utilizador.
Começa como uma filosofia e descreve eficazmente como o usuário pode interagir com o produto. Este processo novo da usabilidade prioriza quem usa o produto, compreendendo seus objetivos e tem componentes múltiplos, associados com estes cinco atributos: Learnability, Eficiência, Memorability, Erros e Satisfação.
Processo
O processo e a metodologia é que produzem o objetivo real da usabilidade. Um site deve ter, além de uma boa usabilidade, também um impacto gráfico inicial que incentive o leitor a ler. Eis o motivo dos Blogs serem tão acessados: as informações são curtas, objetivas e de fácil acesso visual. O valor da usabilidade se retrata no valor qualitativo, ou seja, criar Webspace usable é uma parte integral de criar Webspace valioso.
Na ciência da Web, co-relacionamos usabilidade e estética. A primeira está ligada à psicologia cognitiva, ou seja, há a necessidade de estudar o comportamento do usuário e apreendê-lo por meio de testes. Podemos usar este tipo de aprendizagem para fazer Websites melhores, usando as seguinte perguntas: qual é o Web site mais usable? Qual é o Web site mais valioso? Quanto da diferença no valor é uma função direta das diferenças na usabilidade? Será que a estética é mais importante para superar a competição na Web e conquistar a atenção do usuário do que a usabilidade, que muitas vezes não é percebida?
A navegação - extensa ou não - tem que ser prazerosa e agradável, sem problemas ou dificuldades. Pode-se pré-definir que na Web valem mais as criações de interfaces mais explicativas, bonitas e mágicas.
A usabilidade Web está sempre sujeita às mudanças, não se prendendo aos conceitos do momento de forma limitada, ou seja, ele é reciclável e passível de novas técnicas. Cito a definição de Lonewolf Irapuan: “usabilidade não tem nada a ver com o grau de experiência do usuário, mas é em função da interface que ele opera”.
Os âmbitos da usabilidade hoje são: o vital foco no usuário, usabilidade em detrimento à estética, necessidade de teste com sites, usabilidade como facilitador na curva de aprendizado de um novo produto, preocupação com usabilidade durante todo o projeto e, claro, o desafio de “vender” usabilidade em um mercado de práticas informais.
Em outra abordagem sobre usabilidade, temos quatro pontos:
. Meios da usabilidade que focam em usuários;
. Produtos de uso dos povos a serem produtivos;
. Os usuários são povos ocupados que tentam realizar tarefas a todo o tempo;
. Os usuários decidem-se quando um produto é fácil de usar.
Idéias
Em algumas citações de usabilidade, encontrei várias idéias das quais resumo da forma mais plausível possível: “Querem-na ser mais fácil para que a usem. Mais fácil para que comecem o que querem. Mais fácil para que façam o que querem fazer”.
O ISO define a importância da usabilidade nesta frase: "quando usada sob as circunstâncias especificadas, equivalem ao contexto do uso”, (ISO 9241-11). Outras partes do ISO/IEC 9126 definem métricas para a usabilidade.
Testando
Testes consistem em realizar experiências para encontrar informação específica sobre um projeto. No caso de teste para Arquitetura Web, a técnica seria um pouco mais aprofundada em fazer sempre com que os usuários exprimam seus sentimentos em relação ao site (se gostou, se se interessou ou não etc).
A criação de testes utiliza parâmetros como público alvo, objetivo, missão, publico indireto, cliente, política de marketing e estratégia. O próximo passo é tecer estes parâmetros, como por exemplo, analisar o público alvo considerando idade, tempo de acesso e tempo de inclusão digital. Um possibilidade é usar um software – ainda em fase de teste - que monitora o movimento dos olhos da pessoa que está acessando o site, para entender seu comportamento. Ele será capaz de gerar vários gráficos das navegações para facilitar a composição da arquitetura visual. Ou, ainda, desenvolver gráficos da navegação de acordo com o layout desenvolvido e assim fazer probabilidades de navegação. Muito indicado para posicionamento de banners.
Se você não puder satisfazer a todos - visto que as necessidade são muito individuais – então busque desenvolver projetos que sejam os melhores possível para as necessidade de um grupo de usuários. Procure meios de otimização (técnicas de otimização e probabilidade), inclusive métricas mais específicas, como a porcentagem de tempo que os usuários seguem um percurso de navegação ou número de vezes que eles precisam retornar. Quanto maior a co-relação entre máquina e usuário, maior a complexidade em análise e estudos.
Glossário
Ergonomia: ciência que tem como objetivo a compreensão das interações entre o homem e os outros elementos de um sistema de trabalho.
Interface: desde o momento em que o utilizador abre a caixa, começa interagir com o produto e portanto, começa a sua experiência.
Interação Homem-Computador (IHC): disciplina que estuda a troca de informação entre as pessoas e os computadores. O objetivo é que esta troca seja a mais eficiente possível: minimiza os erros, aumenta a satisfação, diminui a frustração e torna mais produtivas as tarefas que envolvem as pessoas e os computadores.
Usabilidade: capacidade de um software de ser compreendido, aprendido, utilizado e atrativo para o utilizador, em condições específicas de utilização (ISO).
Comentários