Grupos

 

Cap. 1 Eu, eu, eu... você e todos nós

 

Em uma atmosfera como a contemporânea, que estimula a hipertrofiado eu até o paroxismo, que enaltece e premia o desejo de “ser diferente” e “querer sempre mais” - Nos dias de hoje eu e todos nós. Somos as personalidades Acontece que você e eu, todos nós, estamos “transformando a era da informação”. Estamos modificando as artes, a política e o comércio, e até mesmo a maneira de percebermos o mundo. Nós, e não eles, a grande mídia radicional, tal como eles próprios se ocupam de sublinhar.

 

Pág. 8 exibição da intimidade na internet – 11 meios de comunicação de massa baseados em tecnologias eletrônicas. Computadores interconectados através das redes digitais de abrangência global se converteram em inesperados meios de comunicação. Broadcast. Formas de low-tech.

12 – canais de bate papo, MSN, Orkut, myspace.

19 - blogs 22 protagonistas de blogs, Exemplo: sandálias Melissa.

27 – último parágrafo – trecho – A rede mundial de computadores se tornou um grande laboratório, um terreno propício para experimentar e criar novas subjetividades.....reluzentes espaços da Web 2.0 são interessantes, nem que seja porque se apresentam como cenários bem adequados para montar um espetáculo cada vez mais estridente: show do eu.

 

Cap. 2 – Eu narrador e a vida como relato

 

Pag.30 expor intimidade, narrar suas vidas.

Trecho – pag. 31 Os usos confessionais da internet parecem se enquadrar nessa definição seriam, portanto, manifestações renovadas dos velhos gêneros autobiográficos. O eu que fala e se mostra incansavelmente na web costuma ser tríplice é ao mesmo tempo autor, narrador e personagem.

Trecho final da pág. 33 e começo da 34 – relato da intimidade em versão escrita, audiovisual ou multimídia.

Pag. 38 até 39 – 2º parágrafo “ a arte da conversação está morta....espalhar-se a linguagem, diálogo digitado, mediado pelo computador. Guy Debord em 1967  A sociedade do espetáculo.

Pag. 43 – primeiro parágrafo. Trecho Umberto Eco denuncia a pobreza da comunicação audiovisual, em comparação à riqueza da palavra.

Pag. 44 segundo parágrafo – Guy Debord – espetáculo é o oposto do diálogo – Tudo é permeado pelo espetáculo, sem deixar praticamente nada de fora.

Pag. 46 e 47 – escola de Frankfurt fala sobre interiorização e exteriorização confronta com Adorno e Umberto Eco.

Pag. 49 último parágrafo – Valorizamos a própria vida em função da sua capacidade de se tornar, de fato, um verdadeiro filme. Adaptação da vida às câmeras.

 

Cap. 3 – Eu privado e o declínio do homem público.

 

O capítulo inicia falando de Virginia Wolf e seu relato do porque não tinham escritoras mulheres, fala da falta do quarto privativo.

Pag. – 57 primeiro parágrafo. Versões cibernéticas das escritas de si também são práticas solitárias elas se instalam no limiar da publicidade total.

Pág. 71 - Segundo parágrafo Michel Foucault – História da sexualidade -

 

Cap. 4 Eu visível e o eclipse da interioridade

Pag. 90

Por todos esses motivos, parece se tratar de um grande movimento de mutação subjetiva, que empurra paulatinamente os eixos do eu em direção a outras zonas: do interior para o exterior, da alma para a pele. Do quarto próprio para as telas de vidro. Considerando as dimensões e os incalculáveis efeitos destas transformações, são insuficientes algumas tentativas bastante habituais, que procuram explicar a exposição da intimidade na mídia contemporânea como sendo um mero aprofundamento de certo narcisismo, voyeurismo e exibicionismo sempre latentes.

93 – Santo Agostinho e Artemidoro – o importante é o que um faz com os outros – cristão-  o importante é o que se é.

 

94 - 2º parágrafo - Descartes-deslocamento para o centro do homem, tanto do ponto de vista cosmológico como subjetivo, um duplo movimento que seria explicitado de maneira definitiva em sua idéia de voltar-se pra dentro. O famoso enunciado penso, logo existo. Não se concentra no mundo material e exterior das ações e interações sociais, ou seja, naquele grande fora do sujeito, mas ao contrário, finca-se na interioridade supostamente imaterial da mente ou da alma. Descarte localizou na ração o fundamento da existência do eu. Instabilidade interior.

Pag. 102 – primeiro parágrafo - o corpo humano aparecia não como um objeto espiritual, mas sim material séculos XVIII e XIX. Proliferação de diários íntimos.

Pag. 103 2º parágrafo processo que culminaria na criação do observador e do espectador modernos.

 

Cap. 5 eu atual e a subjetividade instantânea

 

Tanto a exibição da intimidade como a espetacularização da personalidade, esses dois fenômenos que hoje proliferam como as duas faces de uma mesma moeda, denotam certo deslocamento dos eixos em torno dos quais as subjetividades modernas se construíam.

Tentativas de recuperar o tempo perdido, falta do tempo real, presente constantemente presentificado.

Relatos de si blogs e fotologs. Atualização permanente.

Segundo Guy Debord, esse tempo congelado na atualidade seria uma das características basilares da sociedade do espetáculo. Pavor das lembranças serem apagadas.

Postulado da psicanálise, nada na vida psíquica se perde para sempre, pois tudo o que já aconteceu pode reaparecer e tornar-se significativo no presente.

 

Cap6 Eu autor e o culto à personalidade.

 

Os gêneros autobiográficos integram um conjunto específico de relatos, nos quais a função-autor opera de forma singular. Neles, o autor é também o narrador e o protagonista da história contada...

A mudança ocorreu na forma do relato, anteriormente os autores eram julgados até mesmo pela caligrafia e as representações pictóricas. Atualmente evita-se a necessidade de digitar o texto, as fotos representam aas imagens, Tudo acontece na tela, e o relato é áudio visual.

Os romances passados que fez sucesso por relatarem histórias verdadeiras, A dama das camélias, Madame Bovary

Obras de arte negociadas na bolsa de valores, para pessoas que querem ser alguém.

Até que ponto o mercado e a indústria cultural ocupam hoje no espaço que supostamente corresponderia à imaginação artística como denunciaram há seis décadas Theodor Adorno e Max Horkheimer em seu livro Dialética do esclarecimento.

Transformação dos nomes dos artistas em marcas grifes destinadas a franchising.

Dimensões público/privado – Celebridades que foram convertidos em protagonistas de espetáculos, filmes. O fenômeno evidencia outras faces de vários mecanismos muito contemporâneos a crescente ficcionalização do real e a exibição da intimidade de qualquer um, bem como a estetização subjetiva cada vez mais inspirada nos personagens de cinema.

 

Cap. 7 Eu real e os abalos da ficção

 

Quanto mais a vida cotidiana é ficcionada e estetizada com recursos midiáticos, mais avidamente se procura uma experiência autêntica ou verdadeira.

Em meio aos realities shows, o espetáculo da realidade faz sucesso, tudo vende mais se for real. O excesso de espetacularização que impregna nosso ambiente tão midiatizado anda de mãos dadas com as diferentes formas de “realismo sujo” hoje em voga.

Estudar a verdadeira história de celebridades e suas obras: Inferno de Dante, Código Da Vinci, A verdadeira identidade da Mona Lisa, os amores de Picasso. Descobrir o que há por trás do real supostamente mais real. As vendas de biografias aumentam em todo o planeta.

Bruna surfistinha, esposa traída e marido – obras contanto revelações. Bill Clinton, Britney Spears. Relatos e histórias da vida, cotidiano, escândalos. Trecho da pág. 220 segundo parágrafo.

 

Cap8 Eu personagem e o pânico da solidão

 

O capítulo trata de personalidades momentâneas, autopromoção, auto vendagem. Faz um comparativo entre os escritores romancistas antigos e suas histórias do cotidiano e os atuais escritores e escritores virtuais. Aborda também o fascínio das pessoas pelas histórias de outras pessoas.

Pag. 241 aborda sobre celebridade – trecho primeiro e segundo parágrafos. Seja nas revistas de celebridades ou nos filmes biográficos que hoje estão na moda, famosos e famosas das cepas mais diversas são ovacionados por seres comuns. Para consegui-lo devem ficcionalizar sua intimidade e exibi-la sob a luz da mais resplandecente visibilidade.

242 – novos canais internet se colocam também a serviço desse mesmo fim, construção da própria imagem.  Ùltimo parágrafo.

247 – Elizabeth Taylor – segundo parágrafo, trata da imagem pública que construiu. Terceiro parágrafo fala da dificuldade em conciliar o eu público do eu privado.

248 - mostra as notícias das celebridades Paris Hilton – segundo parágrafo –.... mais vazio e desolador que ser famoso sem motivo algum é, simplesmente o fato de não ser famoso.

249 – meios de comunicação prometem a fama a qualquer um 2º parágrafo e 3º parágrafo, blogs também funcionam como veículo para exposição midiática pessoal.

257 – reality show chama a atenção pela autenticidade de seus participantes.

 

Cap. 9 Eu espetacular e a gestão de si como uma marca.

 

267 – Guy Debord – sociedade do espetáculo – desenvolvimento do capitalismo e da cultura de massa – modo de vida construído na visibilidade.

267 – transformações da sociedade, espetacularização do mundo - primeiro parágrafo – sua análise pode revelar como nos tornamos o que somos e em que estamos nos convertendo e também talvez possa incitar o pensamento sobre algo que é ainda mais importante: o que gostaríamos de nos tornar.

268 – 2º parágrafo Há quatro décadas... Passagem do ser para o ter, e deste último para o parecer. Subjetividade cada vez mais espetacularizada.

276 – Porque a atualidade vem demonstrando, com ruidosa persistência, que tudo aquilo que aspira a grandeza, resulta involuntariamente pequeno. Por isso talvez a verdadeira megalomania e a maior excentricidades contemporâneas devam encontrar seu caminho nessa resistência aparentemente humilde as tiranias da exposição que tudo deglutem para convertê-lo em espetáculo.

 

Comentários