Grupos

A vida acontece em grupos.

Sítios

07:48 @ 01/07/2008

Quer poesia ?

22:56 @ 01/07/2008

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Como se chegando atrasado
Andasse mais adiante...

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa
Um milhão de dólares
Ou coisa que os valha...

Ópios, édens, analgésicos
Não me toquem nessa dor
Ela é tudo que me sobra
Sofrer vai ser!
A minha última obra


(Leminski)

Para ver e olhar

00:48 @ 03/07/2008

Dica de leitura

11:33 @ 03/07/2008

Cartas a um jovem terapeuta (Contardo Calligaris) .............................................................. Através de cartas imaginárias enviadas a dois terapeutas iniciantes - um jovem e uma jovem -, o psicanalista Contardo Calligaris divide com o leitor todo seu conhecimento e experiência em psicologia. Calligaris recorre ao eficiente método de perguntas e respostas para discutir e se aprofundar na profissão, e dá as informações necessárias a quem deseja conhecê-la melhor. Em tom bem-humorado e afetuoso, Contardo fala sobre o que é necessário para ser um bom psicoterapeuta, discute situações em que o paciente se apaixona pelo terapeuta, reflete sobre o começo da carreira, as diferenças entre psicoterapia e psicanálise, a problemática de se conseguir mais pacientes, entre outras questões.

Um cara

04:15 @ 06/07/2008

João Guimarães Rosa:

"Quando escrevo, repito o que já vivi antes. 
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. 
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo 
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser 
um crocodilo porque amo os grandes rios, 
pois são profundos como a alma de um homem. 
Na superfície são muito vivazes e claros, 
mas nas profundezas são tranqüilos e escuros 
como o sofrimento dos homens."

C'est la vie

12:04 @ 13/07/2008

Freud

00:32 @ 17/07/2008


Psicanalista Jorge Forbes

Definição .. (parte II)

06:36 @ 20/07/2008

Formula da felicidade?

06:45 @ 20/07/2008

2001  argumentos para quem assisitiu os videos ...     Tambem acredito numa psicanalise do futuro, e voces ?



Poema em Linha Reta
 
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos, 

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo? 

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

(Álvaro de Campos)


Introspecção

05:28 @ 26/07/2008

Desejo do Analista

06:14 @ 26/07/2008

Desejo do Analista

Nos textos que li sobre o desejo do analista, pontuei algumas perguntas feitas pela maioria deles sobre a natureza do desejo que os impele a oferecer e sustentar a experiência da psicanálise.

Porque alguém poderia querer ser analista? O que determina um desejo dessa índole, suficientemente comprometedor para ser considerado um sintoma? O que se ganha e o que se sacrifica nisso? O que se obtém de êxito e aquilo em que se fracassa? Porque para muitas pessoas a psicanálise é um ofício vital?

Para tantas perguntas corresponderiam tantas respostas e reflexões quantos sujeitos em jogo.

Todavia é para além das motivações pessoais e individuais que eu me pergunto se o lugar do analista independe e preexiste aos que pretendem ocupá-lo.

Há diferença entre desejo de ser analista, o que caberia ao campo da escolha profissional, e no desejo do analista, que se trata de um lugar fora da cadeia significante, fora do inconsciente.

No desejo do analista encontra-se escansão, corte, ruptura, hiância em relação a cadeia significante.

O desejo do analista não é desejo do Outro. O desejo do analista remete a demanda do sujeito, a sua vertente pulsional.

Desejo do analista é desejo de saber, o desejo não é sujeito é objeto do saber. É seguir os sinais vias do sintoma como verdade.

A própria presença do analista é uma formação do inconsciente. Não há inconsciente sem analista.

A presença do analista possibilita operar e ser testemunha da perda dos ideais, de identificações.

Lacan afirma á quem sofre: “você não será liberado desse nó à não ser no desejo do analista”
.
Me é necessário como analista perguntar a cada dia o que produzi, aonde errei, o que mais preciso aprender.
Para os analisandos, que o desejo do analista conserve sua função de interpretação do desejo do Outro.

Na condução de uma análise o desejo do analista é condição à função de causa. É  o desejo do analista que coloca o objeto na posição de objeto. Que coloca o desejo e não o inconsciente como objeto.

A função causal, a função desejo do analista é possibilitar que a palavra se desenvolva, se a palavra se desenvolver o sujeito se constitui.

Maria do Carmo Mucciolo
11-3887-9462

Psicanalista

Um pouco de educaçao

14:50 @ 26/07/2008

Uma pedagogia que acabe de uma vez por todas com aqueles dois princípios que tem governado por sempre a educação:

1) Está mal ser o que se é;

2) Está bem ser alguma coisa que nunca se poderá ser.

E que traduza esses princípios em outros dois radicalmente diferentes:

1) Está bem ser o que se está sendo;

 2) Não está mal ser, também, outra coisa daquilo que já está-se sendo.

(Carlos Skliar)

In treatment - Trailer

16:50 @ 29/07/2008