Grupos

a

16:28 @ 07/07/2008

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I SEMINÁRIO PARA DESENVOLVIMENTO E ATUALIZAÇÃO INSTITUCIONAL

"Educação ao longo de toda a vida"

objetivo  - promover um evento para demarcar o processo de Desenvolvimento Institucional do Colégio Fayal, centrado nos objetivos globais do planejamento estratégico. Este evento tratará principalmente da relevância da política educacional e será uma demonstração prática da política da desenvolvimento profissional docente e administrativo.

Palestra com a PROFESSORA DRª IVONE BOECHAT, PhD em Psicologia da Educação.

Período: 17 à 19 de julho de 2006

 

Programação:

17 de julho de 2006 - segunda-feira

08 às 8h30 - Cerimônia de Abertura

08h30 às 10h - Palestra com Ivone Boechat, PhD em Psicologia da Educação.

10h às 10h20 - Intervalo

10h20 às 10h30 - Educação ao Longo de Toda a Vida - Centro de Aprendizagem Vivencial

10h30 às 12h - Desenvolvimento Institucional do Colégio Fayal

Almoço

14h às 14h10 - Navegando no site do Colégio

14h10 às 14h40 - Marco Situacional

14h40 às 15h20 - educação Infantil

15h20 às 16h - Séries Iniciais do Ensino Fundamental

16h às 16h20 - Intervalo

16h20 às 17h - Séries Finais do Ensino Fundamental

17h às 17h40 - Ensino Médio

17h40 às 18h - Debates e Esclarecimentos

 

18 de julho de 2006 - terça-feira

08h às 08h20 - Novas Práticas Pedagógicas

08h20 às 08h50 - Tecnologias da Comunicação e Informação

08h50 às 09h20 - Educação de Jovens e Adultos

09h20 às 09h40 - Projeto Integrar

09h40 às 10h - Projeto Arte Operária

10h às 10h20 - Intervalo

10h20 às 11h - Marco Operacional

11h às 12h - Assembléia do Corpo Docente do Colégio Fayal

Almoço

14h às 16h - Assembléia do Corpo Docente do Colégio Fayal

16h às 16h20 - Intervalo

16h20 às 17h - Dinâmica de encerramento

17h às 17h40 - Avaliação Geral do Seminário

17h40 às 18h - Encerramento

 

19 de julho de 2006 - quarta-feira

08h às 08h20 - Abertura - Equipe Operativa

08h20 às 09h - Qualidade de Serviços

09h às 09h15 - Secretaria Escolar

09h15 às 09h30 - Assessoria Administrativo-Financeira

09h30 às 09h40 - Tesouraria

09h40 às 09h50 - Contabilidade

09h50 às 10h - Compras

10h às 10h20 - Intervalo

10h20 às 10h40 - Avaliação e Encaminhamentos Serviços técnico-Administrativos

10h40 às 11h - Administração Escolar

11h às 11h10 - Recepção e Segurança

11h10 às 11h30 - Orientação Educacional

11h30 às 12h - Avaliação e Encaminhamentos Serviços técnico-Pedagógicos

Almoço

14h às 14h10 - Rumo à Profissionalização

14h10 às 14h30 - Professores Articuladores

14h30 às 14h50 - Educação Infantil  

14h50 às 15h10 - Educação de Jovens e Adultos

15h10 às 15h30 - Tecnologias Educacionais

15h30 às 15h40 - Áudio-Visual

15h40 às 16h - Biblioteca Escolar

16h às 16h20 - Intervalo

16h20 às 17h - Avaliação e Encaminhamentos Serviços Técnico-Pedagógicos

17h às 17h40 - Avaliação Geral do Seminário

17h40 às 18h - Encerramento

 

No dia 20 de maio os consultores do Centro de Aprendizagem Vivencial (Edimar Leite e Magda Rosa) apresentaram para os professores do Colégio Fayal os dados da pesquisa sobre a qualidade do processo de ensino e aprendizagem. A devolutiva organizava as percepções de pais, alunos e professores a respeito de aspectos da proposta e da prática pedagógica. Ao final do encontro, os professores preencheram um formulário para avaliar o encontro, foram recebidos e analisados 36 questionários.

Os dados da avaliação, apresentados abaixo, evidenciam, mais uma vez, a importância de acompanhar de perto as opiniões dos membros do corpo docente, bem como de todos os integrantes da comunidade escolar. Deste modo é possível articular a pesquisa e a ação, quando emergem orientações e sugestões para o aprimoramento institucional e a melhoria da prática educativa.

Síntese da avaliação da devolutiva

1. Aspectos mais evidenciados

a) reconhecimento;

“Reconhecimento por parte dos pais e alunos para com a entidade e o corpo docente”.

“Reconhecimento e satisfação da comunidade escolar em relação aos professores e às mudanças ocorridas”.

b) currículo;

A falta de um currículo abrangendo todas as áreas de ensino. (05)

A falta de um currículo único. (02)

c) satisfação com as mudanças;

“Uma grande satisfação da comunidade com as mudanças feitas”.

“Satisfação por parte dos professores, alunos e pais com as mudanças que vêm sendo feitas na escola, tanto no aspecto físico quanto pedagógico”.

d) aspectos da prática pedagógica;

Sobre o trabalho/ projetos interdisciplinares (04)

Trabalhar as habilidades e competências dos alunos (02)

e) participação dos pais;

“O relacionamento entre escola e família, além da importância da família no cotidiano escolar para total sucesso dos alunos”.

2. Realidade cotidiana percebida pelos professores

a) reconhecimento do trabalho e satisfação com as mudanças;

“As mudanças realizadas e professores qualificados”. (02)

“A relação professor-aluno. A grande maioria tem admiração, respeito e valoriza o trabalho do professor”.

b) problemas com o currículo;

“Currículo: falta de consenso entre os profissionais”. (05)

“A falta de um currículo único que contemple desde a Educação Infantil até o Ensino Médio”.

 c) aspectos da prática pedagógica.

“O trabalho interdisciplinar – os professores precisam ter mais horas de encontro pedagógico para elaborar juntos a troca de idéias para o trabalho interdisciplinar. Os encontros já estão ocorrendo com apenas uma hora mensal”.

“Atualização das práticas pedagógicas”.

3. Aspectos que geraram discordância

a) trabalho com valores;

“A escola não pode ser responsável por ensinar valores aos alunos. Esta é uma responsabilidade da família. Cabe à escola dar continuidade e reforço aos valores adquiridos em casa”.

“A omissão dos pais, quando transferem valores e obrigações que devem ser principalmente trabalhados no núcleo da família, sendo que a escola é uma ponte, um complemento, família e escola devem caminhar lado a lado, sem omissão de ambas as partes”.

b) tratamento dado ao ensino de inglês;

“Tornar o Inglês mais difícil e com conversação, fica fora da realidade dos alunos do Fayal. São poucos alunos que fazem cursinho e também, vários alunos que estudaram em outras escolas (município) que não têm base alguma em Inglês”.

“Não é que eu não concorde, mas vejo a questão: conversação em Inglês, um pouco fora da nossa realidade, pois temos o número de alunos em um cursinho (14 alunos no máximo), mas trinta e cinco alunos com diversos níveis de conversação (uso sempre atividades que foquem este tópico)”.

c) Outros comentários

“Os aspectos apresentados retrataram o cotidiano no Colégio, ou seja, foi a nossa fala, dos alunos e dos pais. São aspectos positivos, que só tendem a melhorar o ensino-aprendizagem”.

“Acho que todos os aspectos abordados são para o crescimento do profissional e da instituição. Concordo com todos, desde que a família faça a sua parte”.

4. Questões a serem enfrentadas com prioridade

a) introduzir inovações na prática pedagógica;

“Vivência da prática” (05)

“Currículo”. (05)

b) discutir o papel da família no processo educativo;

“A conscientização da família em relação às suas responsabilidades na educação de seus filhos, para que não tentem transferir este papel aos professores”.

“Maior participação da família no processo educacional.

Estimular e orientar os alunos a terem hábito de estudo”.

c) desenvolver o papel de estudante;

“Despertar no aluno o interesse pelo estudo e educação. Nosso aluno não tem o hábito de estudo e a carga fica toda para o professor”.

“Creio que os problemas disciplinares merecem uma atenção especial. Necessitamos de ajudas profissionais com psicólogos”.

d) instrumentalizar os professores.

“A formação continuada dos professores e o aprontamento do Colégio para atender as demandas”.

“Atitude em comum por parte dos professores (disciplina, metodologias, etc.)”.


5. Mudanças desde o início do ano letivo

a) introdução de novas atividades (projetos, saídas de campo, aulões para o Enem, simulados, ateliê de arte, atividades desportivas à noite, etc);

“Sim, muitos! Estão acontecendo mais aulas de campo, aulas interdisciplinares, projetos e trabalhos em grupo”.

“Sim. O trabalho coeso dos professores com melhor acompanhamento. Projetos: Ateliê de Arte, Simulado, Aulas para o ENEM”.

b) maior envolvimento dos professores;

“Sim, vejo que nossos professores estão, a cada dia, buscando mais a eficiência, querendo sempre acertar”.

“Sim. Há uma troca de informações entre ao professores que buscam uma única direção na prática pedagógica que vá de encontro às aspirações de pais e alunos”.

c) mudanças em diversos aspectos do colégio;

Mudanças desde o aspecto físico até a postura do próprio profissional. (06)

“Sim, algumas medidas, por meio da nova direção, foram tomadas: oportunizar a saída dos alunos a campo; ouvir mais os professores; implantação de projetos”.

d) busca de maior qualidade no processo de ensino e aprendizagem.

“Sim. Algumas mudanças já demonstraram uma grande preocupação com a qualidade no processo ensino-aprendizagem”.

“Sim. Ocorreu um enfoque maior ao fazer pedagógico, mostrando uma preocupação maior com a qualidade do processo ensino-aprendizagem”.

Reelaboração do ppfayal.

18:20 @ 15/05/2006

Oi, pessoal!  

É muito legal enviar um recadinho para todo o Fayal ao mesmo tempo....

Gostaríamos de lembrar aos que ainda não responderam os questionamentos

do "ppfayal"  - Ensino Médio e Séries Finais - favor responder e entregar para

Fran ou para mim ( Cláudia ). Como voçês sabem, sábado temos compromisso

e temos que preparar nossa tarefa.

Até amanhã

Cláudia 

 

2º Encontro PP

11:33 @ 24/04/2006

 No dia 18 de abril, os professores e a equipe operativa do Colégio Fayal se reuniram para o 2º Encontro do Projeto Pedagógico, com o objetivo de dar continuidade ao estudo e à elaboração da nova proposta pedagógica. O encontro se dividiu em cinco momentos, durante os quais os Grupos de Trabalho apresentaram os primeiros textos construídos e o resultado das pesquisas com vistas à elaboração dos textos seguintes. Este trabalho do corpo docente e administrativo do Colégio Fayal terá seguimento em outras reuniões (quando inclusive pais e alunos também participarão) até o mês de julho, quando a nova proposta deverá ficar pronta. O novo Projeto Pedagógico tem com finalidade a oferta de uma educação de excelência, com compromisso social.

 

 

 

 

Professores e professoras do Colégio Fayal,

Estamos enviando a todos um documento, elaborado pelo Centro de Aprendizagem Vivencial, apresentando uma síntese das contribuições dos pais para o novo currículo do Colégio Fayal, a ser estabelecido em seu Projeto Pedagógico. A consultoria considera a incorporação dos aspectos destacados como um passo significativo para o aperfeiçoamento da qualidade do processo de ensino e aprendizagem na instituição.

Edimar Leite, Magda Rosa e Luis Carlos Ferreira

 

Colégio Cenecista Pedro Antonio Fayal

Centro de Aprendizagem Vivencial

Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem

Proposições para o Currículo do Colégio Fayal

1. Pontos de partida

O currículo, concebido como uma forma de organizar o processo de escolarização, está intimamente relacionado às concepções de sociedade, de escola e de conhecimento compartilhadas pela instituição, pelos professores, pais e pela comunidade em geral. Isso significa que o currículo está associado ao que é legitimado e reforçado pela escola. Assim, os aspectos mais valorizados em um currículo devem estar profundamente alinhados com os objetivos da unidade escolar, com a missão e valores assumidos pela instituição, procurando compatibilizá-los com as percepções e expectativas dos pais, professores e dos próprios alunos.

Nessa perspectiva, vale resgatar aqui os objetivos previstos no artigo 7o do Regimento Escolar do Colégio Fayal:

I -            Realizar a formação humana e intelectual dos educandos para o pleno exercício da cidadania;

II -         Promover uma educação global, visando à eficiência do processo educativo e à eficácia na consecução dos resultados;

III -       Formar os educandos para a liberdade e a responsabilidade, para a opção pessoal e um comportamento social construtivo;

IV -      Orientar os educandos para assumirem uma escala de valores humanos com consciência e responsabilidade;

V -         Cooperar para a formação de um homem novo, que seja livre, consciente, crítico, comunitário e solidário;

VI -      Levar à compreensão do papel da ciência e da tecnologia do mundo moderno.

Do mesmo modo, é importante lembrar a missão e os valores defendidos pelo Colégio em seu Planejamento Estratégico:

 

Missão: Promover a formação integral das pessoas, oferecendo educação de excelência com compromisso social.

 

Valores: Competência, ética, valorização do ser humano, participação e cidadania.

Conforme se vê, os pontos de partida já estão claramente estabelecidos na perspectiva institucional. 

2. Incorporando a contribuição dos pais

Para incorporar a contribuição dos pais, obtida como resultado da investigação realizada pelo Centro de Aprendizagem Vivencial (2005 e 2006), os princípios da proposta curricular do Colégio Fayal precisam contemplar os aspectos apresentados a seguir.

Concepção de currículo:

Ao integrar a perspectiva dos pais, o currículo passa a ser compreendido como uma orientação da prática social vivida na escola. Nessa perspectiva, o Colégio Fayal estabeleceria os princípios, conhecimentos e valores que fundamentam sua prática educativa.

Princípios da proposta curricular, elaborados a partir das contribuições dos pais:

A. O Colégio Fayal deve ser um ambiente de aprendizagem, ou seja, um espaço voltado para a facilitação do processo de ensino e para a aprendizagem dos alunos, bem como para o desenvolvimento de saberes, valores e comportamentos, envolvendo todos os atores inseridos na unidade escolar (professores, alunos, pais e demais membros da comunidade local).

B. A prática pedagógica deve valorizar a articulação entre a teoria e a prática, preparando os educandos para a atuação no dia-a-dia e para sua inclusão social atual e futura.

C. O trabalho e demais fazeres humanos, compreendidos como práticas sociais relevantes para a existência individual e coletiva, devem ser valorizados em todos os momentos da vida e do processo de desenvolvimento dos educandos.

D. O Colégio Fayal deve oportunizar a convivência respeitosa e solidária, a participação colaborativa, o trabalho em equipe, tornando-se um referencial importante de ética e cidadania para todos aqueles que interagem nesse espaço.

E. O Colégio deve desenvolver a reflexão e a consciência crítica, numa perspectiva de construção e responsabilidade comunitária.

F. Deve também valorizar a individualidade dos educandos, reconhecendo a diversidade humana e estimulando a auto-estima e a autonomia;

G. Deve assumir o propósito de desenvolver e resgatar valores, de modo complementar à educação familiar.

H. Precisa valorizar o papel da família na formação, no estímulo ao desenvolvimento, no incentivo ao estudo e na busca permanente da aprendizagem de seus membros.

I. Deve estimular o uso de recursos tecnológicos, como mecanismos de inclusão dos membros da comunidade escolar na era da informação e da comunicação.

J. Finalmente, o Colégio Fayal deve oportunizar o desenvolvimento cultural de toda a comunidade escolar, propiciando a interação com o conhecimento científico e artístico da humanidade e com as produções locais e regionais.

 

Professoras e professores do Fayal,

Estamos nos lançando numa nova sistemática de interação e comunicação do corpo docente do Colégio Fayal, utilizando a troca de e-mails, o grupo de discussão virtual e o blog do Projeto Pedagógico. Por isso, gostaria de fazer um breve resgate do que está acontecendo para incentivar uma maior participação de todos.

Começamos com o grupo do ppfayal, em 09.03.06, com a participação dos membros da equipe técnica do Colégio e dos coordenadores e relatores dos Grupos de Trabalho organizados para a elaboração do Projeto Pedagógico. Neste fórum já trocamos diversas referências sobre diretrizes para o PP, perspectivas de educação e de currículo, dentre outros temas. Os professores podem, e devem, solicitar aos coordenadores e relatores do seu GT, indicações e cópias do material disponibilizado.

O Alcides criou, então, este blog do Projeto Pedagógico, como um espaço mais amplo de socialização de informações e para o acompanhamento do trabalho. É possível postar comentários, textos e imagens. Eu, particularmente, como estou mais distante, gostaria de ver aqui fotos e comentários sobre os encontros que vocês estão realizando...

Um terceiro canal de comunicação, mais direto, está sendo feito através de e-mails dos professores, organizados por nível de ensino. Desse modo, a consultoria pode encaminhar o material para todo o grupo e receber respostas individuais. Aqui cada um pode encaminhar comentários, perguntas, sugestões e dar suas contribuições.

 

Por e-mail foi enviado para os professores, o seguinte material:

a) roteiro de elaboração do projeto pedagógico;

b) bibliografia básica;

c) dados da investigação junto aos pais a respeito da qualidade do processo de ensino e aprendizagem do Colégio Fayal;

c.1. dados relativos à cada série (1ª a 8ª e Ensino Médio);

c.2. dados gerais por nível de ensino (séries iniciais e finais do EF e EM);

d) diagnóstico sobre o modo como os pais lidam com os estudos dos filhos e recomendações da consultoria;

e) breve pesquisa sobre hábitos e rotinas de estudo e a participação dos pais, organizando algumas referências e fundamentos para ações a serem adotadas.

O material mais recente refere-se ao relatório parcial “Percepção dos Pais: contribuições para o projeto pedagógico”, que está também impresso e disponível. O relatório geral inclui todos os dados levantados por série, por nível de ensino, a compilação geral e a análise dos consultores.

A investigação evidencia o elevado nível de satisfação dos pais com o Colégio Fayal, apresentando também importantes aspectos da cultura da comunidade escolar que devem ser considerados pela administração e pelos professores. Contribui, particularmente, para o Projeto Pedagógico que está sendo elaborado.

Sugerimos que os professores possam discutir os resultados da investigação com os alunos, fazendo exercícios de leituras de dados de pesquisas, reproduzindo a pesquisa de alguns itens com eles, etc. Da mesma forma, é possível que os professores proponham alternativas para desenvolver o papel de aluno e de orientação dos pais sobre os estudos de seus filhos.

Todo contato será bem vindo! Como forma de reconhecimento da importância desta troca de informações, anexo, abaixo, alguns comentários recebidos.

Um abraço,

Edimar Leite

 

Percepção dos pais

Comentários dos(as) professores(as) sobre o material recebido por e-mail

 

Com certeza, sempre que surgir alguma dúvida ou trocar idéias, estarei
te "incomodando"!!!
Um grande abraço para você e para Magda!
Déia.

 

Boa noite! Obrigada por enviar estes e-mails. Com certeza, à medida que ia
lendo o documento dos dados de investigação juntos aos pais de nossos
alunos, pude fazer uma breve análise do meu trabalho e perceber algumas
coisas que dizem respeito ao meu trabalho, como por exemplo, quando os pais
falam sobre a educação sexual já na primeira série. Pude perceber que alguns
valorizam e gostam que a escola ajude-os a tratar desses assuntos, outros já
nem tanto, acham que estamos antecipando etapas. Penso que não vamos
conseguir agradar a todos, seja em qual assunto for. O mais importante, na
minha opinião, é termos a nossa proposta de trabalho bem fundamentada, só
assim teremos argumentos para defender nossa prática pedagógica.
Um abraço para você e para a Magda.
Professora Christiane

 

Caro professor Edimar, recebi seus e-mails e sem dúvida os comentários
(positivos ou negativos) só nos fazem crescer cada vez mais. Ótima iniciativa!

Josi

 

Um forte abraço e obrigada pela dedicação.

Eleni

 

Foi a primeira vez que recebi email seu. Agradeço, pois é fundamental
sabermos o que os pais pensam do nosso trabalho.
                                               Um abraço
                                                        Giovana Reig

 

OI!
Não li tudo que recebi, mas o que li, me interessou bastante.

Um abraço e parabéns pelo trabalho. O Fayal estava precisando disso há muito
tempo!
Diuvani

 

Retrato da educação no Brasil

15:46 @ 13/04/2006

Colegas do Fayal,

É sempre bom saber mais sobre como está o ensino em nosso país, não é?

Edimar

Folha de São Paulo, quinta-feira, 13 de abril de 2006

RETRATOS DO BRASIL

Tempo médio de conclusão do ensino fundamental é de dez anos no país, quando o esperado são oito anos

Aluno repete 2 anos, em média, de 1ª a 8ª

DA SUCURSAL DO RIO

O estudante brasileiro leva, em média, dois anos a mais do que o esperado para concluir o ensino fundamental.
Em 2004, segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o tempo médio de conclusão dos oito anos do ensino fundamental era de 9,9 anos. Ou seja, em vez de completar as oito séries em oito anos, o aluno perde 1,9 ano por causa da repetência.
Esse tempo varia muito de acordo com o Estado. Na Bahia, por exemplo, chega a 11,7 anos. O menor tempo é encontrado em São Paulo -Estado que mais adota o sistema de ciclos no ensino fundamental-, onde a média é de 8,6 anos para a conclusão.
Esse atraso pode ser verificado também série a série. Na primeira série do ensino fundamental em 2004, 16,7% dos estudantes já estavam atrasados em pelos menos dois anos, ou seja, tinham nove anos ou mais de idade e continuavam cursando uma série cuja idade adequada é sete. Essa proporção vai aumentando até chegar ao percentual de 38,2% na oitava série do fundamental.

Ensino médio
O atraso no ensino fundamental reflete também no ensino médio, já que na faixa etária de 15 a 17 anos, quando se espera que os estudantes já estejam cursando o ensino médio, a maioria (56%) deles continuava retida no fundamental. Mais uma vez, as desigualdades regionais são grandes. No Sudeste, o percentual de alunos de 15 a 17 anos ainda no ensino fundamental é de 42%. No Nordeste, é de 72%.
O IBGE não comparou a situação de 2004 com a de anos anteriores, mas as estatísticas do Inep (órgão de avaliação e pesquisa do MEC, Ministério da Educação) indicam que a reprovação e o abandono -principais causas da distorção idade/série- vêm aumentando no ensino médio. Em 2004, 15,3% dos alunos abandonaram o ensino médio, e 10,5% foram reprovados. São os maiores percentuais desde 1996.
"Há 10 milhões de crianças com mais de 14 anos que estão no ensino fundamental e não deveriam. Isso gera um custo de R$ 6,4 bilhões por ano, porque, quando o aluno repete, pagamos de novo para ele estudar. O pior é que essa reprovação em massa não está levando ao aprendizado", diz Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna.
Para ela, os projetos desenvolvidos pelo instituto em conjunto com os Estados mostram que é possível diminuir as taxas de reprovação sem perda no aprendizado: "Há a tendência de culpar a criança ou de achar que ela é incapaz de aprender por vir de uma família pobre. Porém, trabalhando com essas crianças e com os mesmos professores, conseguimos bons resultados. O que mudou foi a escola".

Cor ou raça
O IBGE divulgou novos dados comparando o acesso à educação por cor ou raça. O dado que mais evidencia a desigualdade racial brasileira é o relativo ao percentual de estudantes de cada cor matriculados no ensino superior.
Do total de estudantes brancos de 18 a 24 anos, 46,6% estavam no ensino superior. Entre os pretos e pardos da mesma faixa etária, esse percentual cai para 16,5%.
No total da população, há 93,6 milhões de brasileiros que declararam cor branca, ante 87,4 milhões que disseram ser pretos ou pardos. Ou seja, o número de brancos é 7% maior que o de pretos e pardos.

Colegas, aí estão alguns dados importantes da realidade do ensino médio nacional. O que me leva a pensar: "qual a identidade do ensino médio?".

 

Edimar Leite

 

FOLHA DE SÃO PAULO                                                      São Paulo, sexta-feira, 24 de março de 2006

                                    
EDUCAÇÃO


É o maior índice de abandono desde 1996, segundo dados do Censo; no ensino fundamental, taxa de evasão no país é de 8%

1,4 milhão de jovens largam o ensino médio

LUCIANA CONSTANTINO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Quinze em cada cem jovens matriculados no ensino médio abandonaram os estudos no Brasil em 2004. Isso significa que 1,402 milhão de alunos deixaram a escola num universo de 9,169 milhões de matrículas. É o maior índice de abandono desde 1996.
Também é praticamente o dobro do registrado no ensino fundamental, etapa em que oito a cada cem estudantes matriculados abandonaram a sala de aula.
É o que mostra o último Censo Escolar, divulgado neste mês pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao Ministério da Educação.
Além dos casos de abandono, o Censo aponta que dez em cada cem estudantes do ensino médio foram reprovados em 2004. São pouco mais de 965 mil jovens. Esse também é o maior índice registrado desde 1996.
Os dados incluem as redes pública e particular, porém essa última detém só 12% das matrículas e os menores índices de reprovação (5,48%) e abandono (1,53%).

Atenção
Especialistas ouvidos pela Folha alertam que o abandono e a reprovação, aliados ao fato de o número de matrículas no ensino médio ter caído 1,5% entre 2004 e 2005, devem despertar a atenção das autoridades para detectar os motivos da falta de interesse dos adolescentes pelas salas de aula.
Para o diretor da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília), Erasto Fortes, o ensino médio é a etapa com uma "identidade difícil de ser caracterizada". "Alguns dizem que é a etapa preparatória para o vestibular. Outros falam em ajudar para o mercado do trabalho. Mas o ensino médio faz parte da formação integral do jovem dentro da educação básica. E para isso o currículo ainda não está adaptado", afirma Fortes.
Ele cita ainda outros três fatores que devem ser analisados -a tendência de migração dos alunos do ensino médio regular para a Educação de Jovens e Adultos (antigo supletivo, que é concluído em prazo menor), a necessidade de políticas de apoio ao estudante, como merenda e transporte, e a falta de professores de algumas disciplinas, principalmente nas áreas de ciências.
"A falta de condições do ensino médio causa um desestímulo aos alunos", concorda a coordenadora de programas da ONG Ação Educativa, Vera Masagão. "Na primeira oportunidade, eles vão para o mercado de trabalho. O ensino médio cresceu muito rápido, sem um aumento significativo de recursos", diz.
A presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Juçara Dutra Vieira, também cita a "falta de perspectiva" oferecida pelo ensino médio aos jovens. "Em termos de inclusão e de mercado de trabalho, o ensino médio não tem dado muitas respostas", afirma.

Dados do IBGE
Essa percepção pode ser traduzida em números. O Brasil tinha em 2004, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 34,8 milhões de jovens entre 15 e 24 anos. Representavam 19,1% da população total.
Por outro lado, a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada em seis regiões metropolitanas em dezembro do ano passado, indicava que 23% dos brasileiros entre 16 e 24 anos não estudavam nem trabalhavam.
O presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Thiago Franco, dá pistas do que o jovem busca: "A escola não é um ambiente agradável. É preciso trazer para o currículo coisas ligadas ao cotidiano, discutir como a sociedade está. E o ambiente também deve ser mais democrático dentro da escola, com grêmio estudantil, clima de participação".


Colaborou FÁBIO TAKAHASHI, da Reportagem Local

 

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2403200606.htm

 

desafio

16:34 @ 22/03/2006

   Prezado Edimar,

            Avaliando os diversos materiais recebidos até o presente momento, fica evidente que o processo que estamos iniciando passa basicamente por três pontos fundamentais:

            1 - O projeto pedagógico deve ser construído a partir da realidade da escola e da comunidade no qual ela encontra-se inserida;

            2 - Engajamento e comprometimento de todos os envolvidos direta ou indiretamente na sua construção;

            3 - Monitoramento e adequação constantes a partir da sua aplicação.

      Ou seja, o projeto deve ser reflexo da realidade que nos norteia, buscando  a concretização de objetivos solidamente edificados.

      Portanto, vamos à luta, na certeza de que o desafio é grande, mas os resultados serão maiores ainda.

                           Prof. João e Profa. Glória - Articuladores

CURRÍCULO

14:41 @ 22/03/2006

                                                 CURRÍCULO  

                                                     
                                           (O que a escola pretende ensinar.)

Basicamente, o currículo é uma lista de tudo aquilo que uma escola pretende ensinar. Pode também conter informações mais precisas sobre como e quando vai fazê-lo e também sobre os processos de avaliação das aprendizagens. Geralmente, resume-se a uma relação de matérias, cada uma com seus conteúdos, apresentados na seqüência na qual devem ser trabalhados com os alunos de cada série.

Os currículos evoluem ao longo do tempo e podem sofrer muitas alterações no espaço de algumas gerações. Matérias podem desaparecer, como o Latim. Outras podem ser criadas, como a famigerada Educação Moral e Cívica, nos anos da ditadura, ou a Educação Ambiental, mais recentemente. Novos conteúdos podem ser incorporados, seja por causa de evoluções da ciência acadêmica (como no caso do DNA em Biologia ou da teoria do Big-Bang em Ciências), seja por vontade de reformular os métodos de ensino (como no caso da fracassada experiência com a Matemática Moderna na escola fundamental ou do bem-sucedido uso da literatura infantil na aprendizagem da linguagem escrita).

O currículo pode ser uma referência sobre o modo de ser da escola, especialmente quando apresenta inovações em seus conteúdos. Atualmente, essas inovações podem ser divididas em duas grandes categorias:

1 - Enriquecimento da lista básica de conteúdos ofertados: artes, música, informática, entre outras novas áreas, e conteúdos multidisciplinares (como ecologia, educação sexual, ética, etc.) podem começar a ser incluídos na lista do que a escola pretende oferecer aos alunos.

2 - Simplificação de conteúdos ("núcleo básico" ou "tronco comum") e tentativa de criar um "currículo vivo". Essa mudança vem da percepção de que, mais do que trabalhar conteúdos específicos, o importante na educação fundamental é adquirir algumas habilidades e competências básicas, como dominar a linguagem escrita e a linguagem matemática, etc. Diferentes conteúdos e situações podem ser aproveitados para desenvolver essas competências básicas. Conversar com alunos de outra escola, via Internet, é um exemplo de uma situação que pode surgir durante o ano e servir como excelente ponto de partida para trabalhar a linguagem escrita (produção de textos, revisão gramatical e ortográfica) ou os conhecimentos geográficos (como é o lugar onde vive a pessoa com quem estamos nos correspondendo?).

Outro conceito importante é o de "currículo oculto", que inclui diversos valores (por exemplo: religião, preconceitos de cor e de classe, regras de comportamento, etc.) que a escola pode ensinar, mesmo sem mencioná-los em seu currículo.

Em boa parte dos casos, é preciso reconhecer: a simples leitura do currículo não é suficiente para dar uma idéia de como funciona uma escola. Afinal de contas, existem grandes diferenças entre o currículo oficial e o que efetivamente se passa em sala de aula, que podemos chamar de "currículo real".

Por Luca Rischbieter   portal educacional                                                                                  

 

Algumas definições de Currículo:
"O currículo aparece, assim, como o conjunto de objetivos de aprendizagem selecionados que devem dar lugar à criação de experiências apropriadas que tenham efeitos cumulativos avaliáveis, de modo que se possa manter o sistema numa revisão constante, para que nele se operem as oportunas reacomodações"  (Sacristán, 2000:46) - Teorias Curriculares Tradicionais

"O currículo oculto é constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem, de forma implícita para aprendizagens sociais relevantes (...) o que se aprende no currículo oculto são fundamentalmente atitudes, comportamentos, valores e orientações..." (Silva, 2001:78) - Teorias Curriculares Críticas

"...o conhecimento não é exterior ao poder, o conhecimento não se opõe ao poder. O conhecimento não é aquilo que põe em xeque o poder: o conhecimento é parte inerente do poder (...), o mapa do poder é ampliado para incluir os processos de dominação centrados na raça, na etnia, no gênero e na sexualidade " (Silva, 2001:148-1149) -Teorias Curriculares Pós-críticas 

 

" ... uma abordagem global dos fenômenos educativos, uma maneira de pensar a educação que consiste em privilegiar a questão dos conteúdos e a forma como estes conteúdos se organizam nos cursos .
Um currículo escolar é primeiramente, no vocabulário pedagógico anglo-saxão, um percurso educacional, um conjunto contínuo de situações de aprendizagem (learning experiences) às quais um indivíduo vê-se exposto ao longo de um dado período, no contexto de uma instituição de educação formal.  (...)
O currículo, escreve por seu lado P. W. Misgrave (1972), constitui na verdade 'um dos meios essenciais pelos quais se acham estabelecidos os traços dominantes do sistema cultural de uma sociedade', no mínimo pelo papel que ele desempenha na gestão do estoque de conhecimentos de que dispõe a sociedade, sua conservação, sua transmissão, sua distribuição, sua legitimação, sua avaliação" (Forquin, 1993:22)    

Referências Bibliográficas

ALONSO, Luisa G. e outros. A Construção do Currículo na Escola: Uma Proposta de Desenvolvimento Curricular para o 1o. Ciclo Básico. Porto, Porto Editora,1994.

FORQUIN, Jean-Claude. Escola e Cultura. As bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar.Porto Alegre, ARTMED, 1993.

SACRISTÁN, J. Gimeno e Gómez, A. I. Perez. O currículo: os conteúdos do ensino ou uma análise prática? Compreeender e Transformar o Ensino. Porto Alegre, Armed, 2000:119-148.

 SILVA, Tomaz Tadeu da. Quem escondeu o currículo oculto. In  Documento de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte, Autêntica, 1999: 77-152.

Proposta Pedagógica

09:02 @ 15/03/2006

Nova Escola edição 181 - abr/2005

Proposta pedagógica e planejamento: as bases do sucesso escolar

Para oferecer um ensino adequado às necessidades de seus alunos, a escola precisa saber o que quer, envolvendo a equipe e a comunidade na definição das metas

Lucita Briza 

O que faz uma escola ser bem-sucedida? Como uma escola estadual do interior de Santa Catarina conseguiu dobrar de um ano para o outro a jornada de todos os alunos de 2ª, 3ª e 4ª séries com sucesso? Qual a receita de uma escola particular criada há 40 anos na capital de São Paulo para permanecer atual a ponto de ser considerada um centro de referência? Embora atuando em regiões diferentes e seguindo modelos educacionais distintos, ambas atribuem os bons resultados à mesma razão: a proposta pedagógica, construída coletivamente e concretizada num bom planejamento.

A proposta pedagógica é a identidade da escola: estabelece as diretrizes básicas e a linha de ensino e de atuação na comunidade. Ela formaliza um compromisso assumido por professores, funcionários, representantes de pais e alunos e líderes comunitários em torno do mesmo projeto educacional. O planejamento é o plano de ação que, em um determinado período, vai levar a escola a atingir suas metas. Do planejamento, depois, sairão os planos de aula, adaptados ao cotidiano em classe.

Pequena Constituição

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 diz que a proposta pedagógica é um documento de referência. Por meio dela, a comunidade escolar exerce sua autonomia financeira, administrativa e pedagógica.Também chamada de projeto pedagógico, projeto político-pedagógico ou projeto educativo, a proposta pedagógica pode ser comparada ao que o educador espanhol Manuel Álvarez chama de "uma pequena Constituição". Nem por isso ela deve ser encarada como um conjunto de normas rígidas. Elaborar esse documento é uma oportunidade para a escola escolher o currículo e organizar o espaço e o tempo de acordo com as necessidades de ensino. Além da LDB, a proposta pedagógica deve considerar as orientações contidas nas diretrizes curriculares elaboradas pelo Conselho Nacional da Educação e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Para Álvarez, o ideal é que o documento seja o resultado de reflexão coletiva. E como chegar ao consenso? "Proporcionando espaços para que cada uma das partes exponha seus objetivos e interesses com base nos princípios educativos com os quais todos concordam", diz o educador. Esse esforço conjunto harmoniza as diferenças entre os grupos que compõem a escola.

Um dos desafios para chegar a bom termo nessa elaboração, observa o educador francês Bernard Charlot, é manter a coerência entre a teoria e a prática. "De que vale um discurso pedagógico do tipo construtivista e práticas que o contradizem?", questiona Charlot.

Manter a proposta pedagógica e o planejamento escolar atualizados é a recomendação feita pela educadora Madalena Freire, de São Paulo. "Tanto a proposta como o planejamento são processuais e devem correr em paralelo com a construção do conhecimento", diz ela. Isso impede que os dois documentos se transformem em instrumentos engavetados, só revistos no fim do ano. Essa burocratização leva muitos professores a considerar ambos como desnecessários e inviáveis. "O planejamento serve como roteiro para os professores, permitindo aplicar no dia-a-dia a linha de pensamento e ação da proposta pedagógica", afirma Ilza Martins Sant'Anna, professora da Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras. O que não significa determinar uma forma única de planejar todas as disciplinas: a avaliação dos erros e acertos é que vai permitir a melhor escolha.

Para planejar, observa Madalena, é importante cada professor dominar o conteúdo de sua matéria - mas isso de nada valerá se ele não escutar os alunos e não valorizar o que já conhecem. O professor deve sempre se perguntar: o que meus alunos já sabem? O que ainda não conhecem? O que, como e quando ensinar? Onde ensinar? Com base nas respostas, ele propõe atividades que façam sentido para os estudantes daquela comunidade.

Se for uma aula de literatura, por exemplo, lembre-se de que os alunos de uma escola da periferia não têm o mesmo contato com livros que os de uma escola de classe média. Você precisa valorizar o saber do grupo e, após cada atividade, refletir sobre sua prática. Em vez de atribuir aos alunos incapacidade de aprender, o ideal é que você analise as próprias inadequações ao ensinar.

Revisão periódica

Geralmente feito no início do ano ou do semestre para abranger todo o período, o planejamento pede acompanhamento constante, na opinião de Madalena. O trabalho deve ser reavaliado em reuniões quinzenais com a participação de toda equipe e sob a liderança do coordenador. Uma primeira avaliação geral pode ser feita no final do primeiro bimestre para corrigir desvios e lançar bases para o resto do período. Nesse momento, os professores checam se os conteúdos são fundamentais para o aprendizado; se há articulação entre os segmentos (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio); se as reuniões pedagógicas estão sendo bem aproveitadas e se o planejamento favorece o envolvimento da família e da comunidade na escola. Veja, abaixo, as experiências de duas escolas bem-sucedidas.

 

"Achamos importante substituir uma proposta de gabinete por outra que tivesse mais a cara da escola"

Marilú Maldaner Ghiozi, diretora da Escola de Educação Básica Frei Nicodemos, em Lages (SC)

Escola Estadual de Educação Básica Frei Nicodemos

Quem somos?

Escola pública localizada em comunidade de baixa renda, que atende filhos de trabalhadores sem emprego fixo e de baixa escolaridade.

Onde queremos Chegar?

Promover a inclusão social com ensino de qualidade; combater a evasão e a repetência; e aumentar o tempo de permanência dos alunos na escola.

Como atingir os objetivos?

Chamar os pais para reuniões periódicas; intensificar o aprendizado de leitura e escrita e de resolução de problemas; criar novos espaços de ensino e aprendizagem; e incluir atividades extracurriculares.

O que fazer?

Reforma da escola para atender em período integral; atividades extras; horas de estudo orientado em Matemática e Língua Portuguesa; aulas de iniciação à pesquisa; e reuniões quinzenais de avaliação.

 

Escola Frei Nicodemos

 

"Uma das vantagens do planejamento coletivo é a maior integração do trabalho dos docentes; o difícil é fazer uma idéia obter a aprovação da maioria"

Professora
Eliane Sari Coelho

A Escola Estadual de Educação Básica Frei Nicodemos, em Lages (SC), foi aberta para receber filhos de trabalhadores que vivem num conjunto habitacional e em casas precárias que surgiram nos arredores. Mesmo com classes superlotadas, era preciso oferecer educação de qualidade para combater a repetência e a evasão.

Quando Marilú Maldaner Ghiozi assumiu a direção, em 2003, havia apenas uma proposta pedagógica montada sem a participação da comunidade. A primeira providência de Marilú foi convocar professores, funcionários, representantes de pais, de alunos e da comunidade para uma ampla discussão em pequenos grupos. Em uma semana de reuniões, o grupo formulou uma proposta de fácil compreensão, entregue a todos.

Inglês, Informática e Dança

A próxima tarefa era planejar o ano letivo com base no questionário respondido pelos pais. Eles queriam que a escola oferecesse ensino mais amplo - como língua estrangeira - já que não podiam pagar cursos extras. Por isso e pela baixa escolaridade da comunidade, a escola foi uma das escolhidas pelo governo para a implantação do projeto Escola Pública Integral (EPI). Decidiu-se em reuniões que a experiência começaria com classes de 2a, 3a e 4a séries.

Enquanto eram realizadas obras para adaptar o prédio, a equipe pedagógica participava das reuniões de planejamento, conta a professora da 4a série, Rosires Duarte Chaves. Todos os professores levaram sugestões de projetos e decidiram como integrar o currículo às atividades extras. De comum acordo com os pais, foram escolhidas para compor o período integral aulas de Inglês, Informática e Dança. A escola ganhou laboratório de Ciências, brinquedoteca e salas para estudo orientado em Matemática e Língua Portuguesa.

Em reuniões periódicas, novas sugestões apareceram para melhorar ou alterar as anteriormente aprovadas. Assim, ficou decidido que as atividades extras seriam alternadas com as curriculares e que o professor de classe deveria assumir todas as matérias do currículo básico, só deixando as novas atividades por conta de especialistas. As reuniões trimestrais passaram a ser quinzenais.

No final do ano, a avaliação dos pais mostrou que as mudanças foram positivas. A média dos alunos em Matemática, leitura e escrita melhorou e houve muita procura pelas aulas de Inglês e Informática. "Conseguimos atender as crianças que estavam em defasagem idade-série", diz a professora Eliane Sari Coelho, uma das responsáveis pelas horas de estudo orientado. Para a diretora, a Frei Nicodemos está cumprindo sua proposta de inclusão social. "Garantimos os resultados porque todos vestiram a camisa do projeto."

 

 

"Nossa proposta pedagógica e nossa escola são uma só coisa; mas até ela ser formalizada demorou"

Sylvia Gouvêa, diretora da Escola Nova Lourenço Castanho, em São Paulo

Escola Nova Lourenço Castanho

Quem somos?

Escola particular, em bairro de classe média.

Onde queremos Chegar?

Formar alunos comprometidos com os problemas sociais para que sejam no futuro adultos atuantes; e buscar a excelência no ensino e novas experiências pedagógicas.

Como atingir os objetivos?

Trazer para a escola a contribuição de profissionais de diversas áreas (psicólogos, sociólogos, médicos etc.) para ajudar os professores a entender as necessidades dos alunos; avaliar regularmente as metodologias e as práticas docentes; e promover momentos de avaliação permanente.

O que fazer?

Trabalhar com projetos interdisciplinares e eixos temáticos, usando de preferência temas que são tratados pela mídia.

Escola Lourenço Castanho

"Planejar em equipe permite pensar mais sobre conteúdos, objetivos e procedimentos; as decisões são mais demoradas, mas o debate é proveitoso"

Professora
Lucila Vannucci Zwar

A Escola Nova Lourenço Castanho, fundada em 1964 sob a inspiração de escolas experimentais da época, fica num bairro paulistano de classe média. No início, a filosofia da escola não estava no papel. "Tudo era muito informal", conta a diretora Sylvia Gouvêa. As sócias acreditam que educar é preocupar-se com a personalidade do aluno e suas necessidades, buscando o ensino comprometido com aspectos sociais. A Lourenço Castanho trouxe profissionais de outras áreas para dar palestras com o objetivo de se manter atualizada e para ajudar a equipe a entender melhor o público.

 

Currículo integrado

As diretrizes do ensino são dadas pelo colegiado de cinco diretores pedagógicos. Eles acompanham o andamento em cada área e avaliam, junto com os professores, se o plano está cumprindo as metas gerais. A espinha dorsal do planejamento é atualizada com base nessas avaliações. Em História, por exemplo, os professores listam os conteúdos tendo como referência os PCN, o currículo estadual e os temas que estão em evidência na mídia. "Cada um apresenta sua lista ao grupo", explica a professora de História da 6a série Lucila Vannucci Zwar. No ano passado, as turmas da 6a estudaram Império Romano, escravidão e religiões, entre outros tópicos. Como a escola trabalha com eixos temáticos, decidiu-se que a escravidão seria estudada também no Brasil Colônia e na atualidade. A cada passo, a equipe avalia se aquilo que está sendo ensinado está de acordo com os objetivos previstos na proposta pedagógica.

O planejamento é constantemente revisto pela equipe. Os professores analisam o aproveitamento dos estudantes, o interesse por um conteúdo e se a aprendizagem provocou mudanças de comportamento (em relação a um preconceito, por exemplo). A cada semana os professores se reúnem, alternadamente, com todos os colegas da mesma série ou com os demais da sua disciplina. Tudo que ali acontece é registrado numa ata pelo coordenador pedagógico. A cada mês ou bimestre, há também uma reunião dos docentes da mesma área com o colegiado de diretores pedagógicos. Foi em uma dessas reuniões, lembra a diretora Sylvia, que se percebeu uma falha: em nenhuma série era dado um conteúdo específico sobre o estado de São Paulo, em que se situa a escola, o que logo foi corrigido.

 

 

Características de uma boa proposta pedagógica

Para que o documento de sua escola seja eficaz, ele deve:
 Ser resultado da discussão de toda a comunidade escolar.
 Conter princípios pedagógicos que correspondam ao contexto e à prática da sala de aula dos professores.
 Se adaptar sempre que houver mudanças no público, na realidade da comunidade e, com isso, nos objetivos do ensino.

Características de um bom planejamento

Para que o planejamento contemple aprendizagens para todos, ele deve:
 Operacionalizar os conteúdos fundamentais para a escola.
 Garantir a articulação entre todos os segmentos escolares (desde a Educação Infantil até o Ensino Médio) e entre as áreas de conhecimento.
 Prever tempo para formação docente e para reuniões pedagógicas.

 

Características de uma boa proposta pedagógica

Para que o documento de sua escola seja eficaz, ele deve:
Ser resultado da discussão de toda a comunidade escolar.
Conter princípios pedagógicos que correspondam ao contexto e à prática da sala de aula dos professores.
Se adaptar sempre que houver mudanças no público, na realidade da comunidade e, com isso, nos objetivos do ensino.

Características de um bom planejamento

Para que o planejamento contemple aprendizagens para todos, ele deve:
Operacionalizar os conteúdos fundamentais para a escola.
Garantir a articulação entre todos os segmentos escolares (desde a Educação Infantil até o Ensino Médio) e entre as áreas de conhecimento.
Prever tempo para formação docente e para reuniões pedagógicas.

Quer saber mais?

Bibliografia

O Projeto Educativo da Escola, Manuel Álvarez (org.), 180 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-7033444, 33 reais

Avaliação e Planejamento, Madalena Freire, Ed. Espaço Pedagógico, tel. (11) 5505-1135, 12 reais

Internet

No site http://www.novaescola.com.br/, você encontra outras reportagens que tratam da proposta pedagógica

Assine

BRIZA, Lucita. Proposta pedagógica e planejamento: as bases do sucesso escolar.  Disponível em: http:/www.novaescola.com.br/edicoes/0181/aberto/mt_65918.shtml. Acesso em: 20. fev. 2006.

 

 

Este é o Colégio Fayal

08:35 @ 09/03/2006

O Colégio Cenecista Pendro Antônio Fayal, está ligado a CNEC - Campanha Nacional de Escolas da Comunidade, está situado em Itajaí/SC.

 

Frente do Colégio Fayal

Praça de Alimentação do Colégio

 

Pátio interno do Colégio

 

Laboratório de informática do colégio