Grupos

A importância do bandeirinha

18:58 @ 02/01/2011

    • "Bandeirinha de futebol. Fascinante esta função! Correr pela lateral do campo, do lado de fora, no vai-e-vem, procurando sempre assistir ao seu companheiro, a sua senhoria, o árbitro. Uma função importante, sobretudo, quando o árbitro interrompe a partida e vai consultá-lo sobre o impedimento do atacante ou mão na bola dentro ou fora da área. Da sua boca sai a sentença – seja ela qual for. [...] É um momento de verdade.
      Acima descrevemos um pouco da função do árbitro assistente, também chamado na língua futebolística de “bandeirinha”. A sua função esta descrita na regra de nº 06, do livro de regras do futebol, ou seja, na carta magna do esporte bretão.
      Com a evolução constante do futebol, a tarefa do árbitro assistente torno-se ainda mais importante, à medida em que o ritmo do jogo e o condicionamento físico dos atletas foram aumentando, a sua responsabilidade também foi ampliada.”
      O Bandeirinha de Futebol, Valter Mariano
      http://www.cartaovermelho.esp.br/index.php?name=News&file=article&sid=212&theme=Printer



Esse texto resume com precisão tudo o que pretendo escrever aqui. Mas como não contextualiza, vou transportar para o foco deste blog, que é ensino na área de informática, mais precisamente em empresas ou corporações. Pequenas instituições e franquias ficam de fora dessa crítica, pois possuem agilidade suficiente (poucas hierarquias entre os problemas e a solução, ou entre o cliente e o dono) para resolver questões cotidianas.


Em grandes e médias empresas pequenos problemas se perpetuam, pois falta um bandeirinha (ou ouvidor) entre os problemas e as soluções. Sempre uso o exemplo da lâmpada queimada na sala de aula pois são os pequenos problemas que normalmente dão origem aos maiores prejuízos (desatenção, pouco caso,  “deixar-para-depois”, etc): a lâmpada está queimada e o docente pede sua substituição (até porque ele tem obrigações mais nobres do que essa). Na aula seguinte a lâmpada continua queimada, o que traz má impressão aos pagantes do curso. Eis que, de repente, um computador pára de funciona. Uma tempestade começa a se formar sobre o copo d’água dos presentes pagantes...


Se o bandeirinha existisse nessa situação ele passaria na sala no dia seguinte para ver se a lâmpada foi trocada. Constatado o problema, iria ao funcionário responsável e solicitaria uma solução para o mesmo dia. Na impossibilidade disso, voltaria à turma e explicaria a situação, pedindo desculpas pelo desconforto (se fosse na Disney, na aula seguinte os clientes teriam café com bolachas como forma de demonstrar que a instituição está preocupada com a satisfação/conforto dos pagantes, além do dinheiro que eles depositaram na matrícula, mas enfim...).


Como não é função do árbitro assistente – ou ouvidor - fazer caça às bruxas, se o funcionário responsável pela troca da lâmpada não consegue resolver a questão em tempo hábil, por sí só, o ouvidor poderia ajudá-lo a realizar sua função, seja sensibilizando a instituição para a urgência da compra da lâmpada, conseguindo uma lâmpada emprestada (que seria reposta quando fosse enfim, comprada)  ou trocando a turma de sala. Enfim, até o café com cream crackers é uma boa solução paliativa, mas fazer nada é o pior a fazer.


Certo, todos nós devemos dar as mãos aos colegas quando trabalhamos em equipe, para não “deixar a peteca cair”, mas devemos também ter olhos atentos a má-fé. Não somente os alunos e docentes deveriam ser avaliados, mas acredito que um processo de avaliação em teia deveria existir nas empresas: o docente deveria avaliar o suporte técnico, este deveria avaliar a coordenação, esta deveria avaliar o atendimento, que por sua vez deveria avaliar o docente... mas avaliações qualitativas e quantitativas. “Quantos” avaliaram “o que”, para que se possa medir “o que” precisa ser melhorado, “o quanto” e “quando”.


Um exemplo prático: a lâmpada não foi trocada e o responsável não resolveu sozinho, ele pode receber orientação ou ajuda sobre como proceder na próxima vez. Se o problema se repete, o responsável é pontuado, como acontece com motoristas no trânsito. Ações educativas e efetivas devem ser acompanhadas de mensuração de resultados, para que as pessoas melhorem, se aperfeiçoem.


No caso do problema depender da ação conjunta de dois ou mais funcionários, penso que se um não colabora com o outro, deveria-se medir o grau de afindade profissional entre ambos e procurar não reuni-los no dia-a-dia (já fui vítima da falta desse tipo de avaliação interpessoal e profissional, que deveria existir nas empresas: fulano se dá bem com cliclano no trabalho?).


O ouvidor não deve ser um caçador de problemas ou pessoas, mas alguém que ajuda os problemas a se solucionarem e pessoas a melhorarem, já que nas grandes empresas/corporações existem muitas pessoas, políticas e degraus (hierarquias) entre os problemas e as soluções.


Ou seja, o bandeirinha pode não ser o juiz (árbitro) do jogo, mas sem ele a partida fica prejudicada no seu final.


 

Na instituição onde presto serviço, foi feita uma reformulação no curso de webdesign, que durante uma década foi focado no ensino de ferramentas (tecnologia). Parafraseando Washington Olivetto no seu famoso livro de capa preta[1] hoje estamos pelo menos 10 anos mais velhos do que época da criação deste curso, a competição ficou mais acirrada , disciplinas e ferramentas acessórias se posicionaram como prioritárias (vide o quarto parágrafo deste texto, mais adiante) o nível teórico de muitos profissinais baixou, e o nível de exigência dos usuários de internet aumentou [2] entre outros quesitos.

 

Durante a década passada se criou uma cultura tecnológica sobre o ensino técnico de webdesign, reforçando o conceito (ou abismo) pedagógico que separa o ensino técnico (saber fazer) do ensino superior (saber por que faz, fazer da melhor maneira).

Um exemplo simples: o aluno que sai da faculdade sabe conceituar um projeto, fazer o desenho mais adequado, mas não domina as ferramentas (software) para "coloar o bloco na rua".

O aluno do ensino técnico conhece as ferramentas mas produz desenhos medíocres que deixam a desejar pelo uso e estética.

 

Na reformulação do curso de webdesign procurou-se aproximar o ensino superior do técnico, introduzindo matérias conceituais ou que complementem a tecnologia "visual": programação (javascript), mercado de webdesign, otimização de sites para sistemas de busca, p.ex.

 

Até a tecnologia sofreu atualizações: javascript, que era matéria de curso de programação passou a figurar em webdesign; conceitos como design sem tabelas (tableless), recursos de acessibilidade e padrões de desenvolvimento para webdesign (webstandards) e otimização de buscas na inte rnet foram incorporados ao ensino das ferramentas de criação de páginas para a internet.

 

Um reflexo direto foi o aumento da carga horária, que dobrou.

 

Um reflexo indireto se vê no conteúdo do curso, que se tornou mais complexo ou mais próximo da prática profissional: na aula de projeto, em vez dos alunos redigirem um exemplo de proposta de trabalho para um projeto fictício, um projeto real (desenvolvido anteriormente pelo docente) pode ser apresentado para os alunos desenvolverem um projeto próprio. Isso faz com que o projeto seja mais próximo da realidade, mesmo com a limitação da carga horária entre outros fatores [3].

 

Incluir matérias “além da ferramenta” num curso webdesign cria a saudável ponte entre ensino superior e  técnico, reduzindo a necessidade do jovem fazer faculdade de design dia, estagiar à tarde num escritório de webdesign e fazer curso de ferramenta para web à noite, só para ilustrar um exemplo.

 

O próprio fato do mercado de ensino estar se direcionando cada vez mais para o ensino superior [4] demonstra que o “senso comum” da separação entre teoria e prática do ensino tradicional está se desfazendo, por diversas razões:

 

Uma questão recorrente, independente do formato do curso - tecnológico ou profissionalizante - é a metodologia ou estratégia educacional, ou seja, as técnicas utilizadas para se passar o conhecimento, teórico ou prático.

Como diria meu orientador de mestrado André Monat, "devemos usar as ferramentas de nosso tempo"; apresentações audio-visuais são uma condição sine qua non no ensino do século XXI, onde as mídias eletrônicas são um padrão do mercado de comunicação (cinema, CD/DVD-ROM, televisão, internet, dispositivos móveis como celulares, PDAs e media players de vídeo e áudio).

 

Usar sites na web ou apresentações com imagens, videos, animações ou áudio para ilustrar um assunto hoje é tão indispensável quanto explicar previamente "onde se vai chegar" com o assunto tratado ou aumentar o grau de complexidade aos poucos. Usar modelos de apresentação de acordo com o contexto (apresentações de slides normalmente devem ser sóbrias para que o conteúdo se destaque) encurtam o espaço entre a criação do conteúdo e a produção da apresentação.

 

Um fato que se torna cada vez mais presente em turmas não-homogêneas é o fato de haver cada vez mais alunos com experiência com  o software ou com a atividade  profissional. Ainda que esta in/formação seja não-estruturada [5] ela denota que a informação hoje flui de forma tão rápida que em nos próximos anos acredito que teremos como turmas de webdesign com pessoas sem conhecimento da matéria lado a lado com professores procurando atualização.

Uma consequência desse estado de coisas é a ineficácia cada vez maior do sistema de ensino tradicional[6], unilateral, com aulas longas e apenas expositivas, um único professor, sem monitoria nem estratégias paradidáticas (material multimídia – impresso, digital ou em aúdio; aulas presenciais e à distância; aulas individuais ou grupos pequenos, médios e grandes ). Novos tempos solicitam novas ferramentas e novas formas de pensamento e organização.

 

Ou o docente cria seu próprio espaço para desenvolver as abordagens que os alunos demandam ou ambos – docentes e alunos - procuram instituições antenadas com a realidade a sua volta.

Assim como é praticamente impossível a um administrador exercer seu ofício fora do espaço de uma empresa, não é fácil para o docente existir fora de uma instituição de ensino. Ou o docente se organiza como consultor e faz de sua clientela ex alunos, ou abre sua própria empresa, focando na administração, coordenação ou ensino.

 

Mas ainda assim resta a questão das aulas “tradicionais”, presenciais, que demandam a criação de algum material didático (como cito anteriormente, multimída, de prefrência).

 

Como a criação e atualização do conteúdo das aulas, material didático, recuperações e avaliações tomam tempo considerável, o “docente profissional” mesmo se atendo às turmas “tradicionais” vai se ver sem tempo para atender tantas demandas. Que dirá se envolver com demandas paralelas como criação de material paradidático.

 

Uma solução “macro” para isso seriam as redes sociais, onde, através da discussão dos problemas com outros docentes pode-se descobrir soluções para problemas antigos como a distribuição de material paradidático: um blog pode servir tanto para distribuição de arquivos como de conteúdo (tutoriais, p.ex.). Apostilas de terceiros disponíveis na internet  podem ajudar a montar material paradidático.

As redes sociais tem uma grande virtude: mostrar para onde a sociedade (o mercado?) aponta, fazendo com que o professor reveja seus conceitos e métodos de ensino, ao aprender com a opinião e experiência alheia.

 

Uma solução “micro” seria o desenvolvimento de uma metodologia que contemple ensino mais revisão e avalição durante do curso. Já que cada instituição de ensino tem suas próprias políticas, com qualquer empresa.

 

Por fim vale lembrar que o mercado demanda tanto professores com dedicação integral como em regime parcial. Os “professores-profissionais” (coordendores técnicos ou acadêmicos de nível superior) normalmente ocupam seu tempo em pesquisa de inovação e no aprimoramento dos processos pedagógicos. Os “profissionais-professores”  normalmente atuam no mercado, e são professores em função de sua experiência profissional, e se ocupam de acompanhar o mercado e trazer essas informações para sala de aula.

 

Enfim, os desafios são muitos e cabe ao docente se posicionar conforme sua formação e atuação, para perceber as mudanças da sociedade e atender suas demandas da maneira mais adequada. Não há mais espaço no ensino técnico para “professores-profissionais” que não atuam no mercado, a não ser que a matéria seja essencialmente teórica ou independente de ferramenta ou tecnologia. Um exemplo que normalmente dou seria o ensino de (X)HTML, essencialmente código, que independe do professor atuar no mercado de projeto de sites.

Por outro lado, “profissionais-professores” normalmente não terão formação para se dedicar a pesquisa pedagógica a fim de trazer a inovação necessária ao sistema de ensino; no máximo serão administradores do funcionamento de um sistema educacional – seja ele bom ou ruim.

 

Notas

 

[1] Os piores textos de Washington Olivetto, São paulo: ed. Planeta do Brasil, 2004, p. 233. Um livro extremamente importante para quem é profissional de qualquer área, tanto pela lucidez do autor ao tratar de temas polêmicos da publicidade como pela franqueza (que reconhece ou aponta os próprios defeitos textuais) ou estilo de escrever.

 

[2] Já me criticaram por fazer notas em excesso, quando elas poderiam fazer parte do texto, mas certos comentários fogem da linha de raciocícnio principal do texto, ou são secundários: uma aluna me mostrou um site amador, que era assinado por um “webmaster”: como cita Felipe Memória, no seu livro (Design para a internet – projetando a experiência perfeita. Rio de janeiro: Elsevier, 2005) essa categoria profissional hoje não é mais realidade no mercado, pelos motivos citados no primeiro parágrafo deste texto. Por outro lado o termo existe no mercado, mais como referência a programadores e desenvolvedores de informática/internet.

 

[3] Aulas de projeto demandam atenção individualizada e intensiva, pois normalmente projetos reais tem complexidade mediana ou alta. Como a maioria dos cursos técnicos não trabalham com monitores que auxiliem o professor nem possuem estratégias de ensino à distância, o professor tem de articular estratégias próprias para fazer análise dos projetos dos alunos além de orientar os alunos para realizarem as melhores soluções de projeto, p.ex.

Dividir a turma em dois grupos menores em horários separados é uma estratégia que utilizo, com resultados efetivos.

Um grande problema é que a carga horária de projeto normalmente é pequena para se desenvolver um projeto "real" inteiro, que pode durar 4 meses ou mais. Desenvolver as principais seções do projeto dos alunos é uma estratégia que utilizo com boa aceitação.

 

[4] Muitos cursos livres ou técnicos dum passado recente hoje ostentam o pomposo título de faculdade; isto sinaliza que os cursos técnicos estão se nivelando aos cursos superiores de graduação. Outro sinal é que o pós-doutorado passará a ser o diferencial do mercado de trabalho à medida que as exigências por inovação demandam formação cada vez mais especializada.

 

[5]  esse problema é típico do “auto-didatismo sem método” e a internet acaba sendo, atualmente, o melhor exemplo de como o excesso de informação conduz a uma formação desestruturada: muitos alunos chegam sabendo como se usa o Photoshop mas não conhecem opções que tornam o uso do programa mais produtivo; outros conhecem o CSS mas não sabem o que é um seletor, classe, pseudo-classe ou ID nem como se usam esses elementos de forma a produzir o resultado que desejam.

 

[6] Mesmo o ensino tradicional faz uso de abordagens ou estratégias que tornam o aprendizado dinâmico: sempre cito os cursos de inglês, com aulas e material paradidático multimídia, oferecendo ao aluno oportunidade de aprender, de forma estruturada, por diversos meios.

Métodos auto-instrucionais como o Kumon, onde os alunos são orientados a descobrir seus próprios erros e acertos e o professor verifica onde eles erraram, também são uma alternativa de ensino estruturado.

Recentemente apliquei, sem ter programado, uma estratégia inclusiva para alunos adiantados em turmas heterogêneas. Sim, porque todos os alunos que se encontram deslocados de um grupo de aprendizagem - adiantados ou atrasados - tem de receber a atenção dos docentes.
Nada que seja extremamente original, inclusive já haviam me sugerido essa estratégia num passado recente, mas, como na maioria das sugestões e críticas bem-intencionadas, à época carecia de um método para ser aplicada com sucesso.

Estava ministrando o módulo de um curso e na turma havia um aluno bem mais adiantado que os demais, no ensino de ferramentas/tecnologia/software para produção de páginas para web. Segui o meu plano de aula com a turma, mas deixei disponível exercícios extras, já feitos, para o caso de precisar preencher a carga horária. O aluno adiantado pegou os exercícos extras, e, como é autodidata (ou seja, possui método de aprendizado) ele foi realizando atividades extras durante a aula. Ou seja, procurou o que ele ainda não sabia do assunto tratado e foi se “auto-instruindo”. Evitou de fazer o que a maioria dos alunos faz nesta situação – faltar, chegar atrasado ou sair antes da hora – e obteve um ensino personalizado dentro de um sistema de ensino coletivo.

Baseado neste exemplo bem-sucedido, cheguei a algumas diretrizes, úteis tanto para ensino personalizado como para ensino coletivo:

- Ter sempre mais conteúdo do que a carga horária prevista. Conteúdo pode ser matéria nova, exercícios de fixação ou avaliação. Isso é útil tanto para reorganizar aulas conforme a demandaespecífica de uma turma como para oferecer conteúdo relevante para alunos em particular.

- Ter conteúdo auto-instrucional, seja sob a forma de
a) apostilas ou tutoriais que descrevam passo-a-passo o que deve ser feito/aprendido; eu particularmente faço uso de tutoriais na internet para passar exercícios de recuperação. Uma vez reunidos esses exercícios de recuperação, de modo organizado, eles podem ser reaproveitados para aulas individualizadas. Essa abordagem dispensa “tutoria presencial” durante o aprendizado.
b) exercícios semi-prontos acompanhados de exercícios prontos também podem servir para base de aulas individuais. Os alunos podem partir do exercício semi-pronto para tentar chegar ao resultado final. O exercício pronto serve como tira-dúvidas durante o aprendizado. Aqui a presença do professor é reduzida, mas cabe ao aluno ser pro-ativo ou autodidata.
c) imagens com exemplos do que deve ser feito (pequenos passo-a-passo do(s) resultado(s) a serem obtido(s), e não do que deve ser feito) também funciona para aulas individualizadas. Aqui a presença do professor é reduzida, porém  não é dispensável como nos exemplos anteriores.

Em todos os casos, ter as aulas – previstas e extras - previamente planejadas é condição sine qua non para o sucesso desta abordagem. Se o docente possui uma base de aulas já planejadas é mais fácil montar novas aulas a partir delas; se não, montar as aulas na véspera pode ser a solução mais fácil, embora não a ideal. Neste caso, ter em mente que as aulas são um eterno work in progress é um atenuante: as aulas nunca estarão finalizadas, sempre haverá conteúdo novo a ser acrescentado, re/criado ou a ser projetado.

O meu objetivo aqui é discutir estratégias para desenvolver atividades de ensino individualizado dentro de aulas coletivas, algo necessário num mundo onde o conhecimento muda cada vez mais rápido.