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Já ministrei cursos em instituições que se encaixavam nas categorias do título deste texto, e cheguei a conclusão que uma pequena franquia é melhor do que uma grande empresa (com ou sem filiais). A resposta está na natureza do negócio.

A franquia tem de ser um modelo de qualidade reproduzível em escala, tem de ter uma filosofia clara e definida (interna e externamente falando), enfim, neste modelo de negócio a cobrança pela qualidade é mais evidente do que num negócio que cresceu além das vistas do seu dono. A franquia pressupõe uma fiscalização que assegure o valor da marca no mercado, enfim, até as reuniões em franquias são mais produtivas do que numa “não-franquia”.

Lembro-me de uma reunião educacional numa instituição “não-franquiada” onde se discorria sobre conceitos como “prencher o aluno de conhecimento como se enche uma taça de vinho”. Ninguém comentou sobre o que se faz quando uma taça fica pela metade e a vizinha “transborda de tanta informação”; ou sobre mecanismos que assegurem a qualidade do que se vende (já que educação é um commoditie) ou valoriza ao longo do tempo.

Noutra instituição, uma franquia, algumas as reuniões chegavam a ser intensivas (final de semana inteiro), mas eram focadas em dramatizações de problemas recorrentes, de maneira prática. Questões práticas como improviso, paciência, ou questões teóricas como “didática x conhecimento técnico” e técnicas de didática eram abordadas de forma coletiva, participativa, com dinâmicas que envolviam desde filmagem dos participantes até esquetes representando situações cotidianas (o famoso tragicômico).

Assim como se diz que as empresas pequenas tem mais agilidade para inovar pois possuem estrutura hierárquica reduzida, acredito que as franquias possuem mais agilidade de planejamento; mais do que empresas “não-franquiadas”.

Mas o que fazer então, se franquias são minoria no mercado? Procurar implantar certas qualidades da vizinhança em nosso quarteirão pode ser um começo.

 

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